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Sistema turístico (1ao5)

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Sistema turístico
Aula 01: A Evolução do Turismo
As viagens aparecem na história como uma das mais antigas atividades humanas. As principais informações sobre o assunto são baseadas nos escritos de Heródoto - geógrafo e historiador, considerado o primeiro narrador de viagens. Barbosa (2002) afirma que na Idade Antiga a invenção da moeda pelos sumérios e o desenvolvimento da atividade comercial, por volta de 4000 a.C., assinalam o início da era moderna das viagens. O autor ressalta que “o povo grego foi uma das culturas mais voltadas às viagens”, já que se deslocavam freqüentemente aos templos para celebrar. Eles viajavam muitas vezes por extensos períodos pelo mar, principal forma de transporte da época. Os romanos também possuíam um “padrão bastante amplo de viagens voltadas para o lazer e para a cultura” (BARBOSA, 2002, p. 19).
É interessante observar que os santuários aos quais os viajantes se destinavam possuíam estrutura para pernoite, além de uma estrutura para entretenimento, como teatros e estádios para a realização de jogos esportivos. Nesse período, pequenas pousadas foram multiplicando-se ao redor dos locais de visitação e  no entorno dos portos marítimos para atender aos visitantes.
Todavia, sem dúvida, o maior impacto para os primórdios do desenvolvimento do turismo ocorreu em função dos Jogos Olímpicos.
Cabe ressaltar que para o povo grego a hospitalidade era uma ação honrosa, já que Zeus era chamado de protetor dos deveres de hospitalidade. Os gregos recebiam os viajantes com bebidas e lavavam seus pés. Na Antiga Grécia, era obrigação receber bem todo e qualquer estrangeiro, de prestar cuidados, auxílio e hospitalidade, pois isso era um código inviolável de paz. Existiam inclusive os chamados proxenos, cidadãos designados pelo Estado para auxiliar os estrangeiros.
7 Maravilhas do mundo antigo:
Pirâmide de Quéops
Jardins suspensos da Babilônia
Estátua de Zeus em Olímpia
Templo de Ártemis em Éfeso
Mausoléu de Halicarnasso
Colosso de Rodes
Farol de Alexandria
O turismo na historia:
Após a queda do império romano, as viagens passaram a se dar mais com o intento religioso. Muitos viajantes eram missionários, padres e peregrinos que se dirigiam a templos e lugares sagrados.
Com a entrada na Idade Média, do século V ao XIV, poucos se aventuravam a se deslocar, pois as viagens tornaram-se mais arriscadas, deixando de ser associadas ao prazer. Nesta era, as cruzadas, movimento caracterizado pelas expedições organizadas pela Igreja para a defesa de lugares santos da cristandade, merecem destaque, juntamente com as importantes festas religiosas, já que deslocavam peregrinos de diferentes pontos do mundo.
Entre os séculos XIV e XVI, a partir do movimento Renascentista, viajar passou a ser uma oportunidade de acumular conhecimentos. Alguns países europeus se destacavam como centros de ebulição cultural. Nos séculos XVII e XVIII, surge o chamado Grand tour, tipo de viagem tinha um propósito educacional, voltado para visitas históricas e lugares culturais.
Salgueiro (2002, p. 291), diz que o Grand tour trata não do viajante de expedições de guerras e conquistas, não do missionário ou do peregrino, e nem do estudioso ou cientista natural, ou do diplomata em missão oficial, mas sim do grand tourist,conforme era chamado o viajante amante da cultura dos antigos e de seus monumentos, com um gosto exacerbado por ruínas que beirava a obsessão e uma inclinação inusitada para contemplar paisagens com seu olhar armado no enquadramento de amplas vistas panorâmicas, compostas segundo um idioma permeado por valores estéticos sublimes. Um viajante dispondo acima de tudo de recursos e tempo nas primeiras viagens registradas pela historiografia da prática social de viajar por puro prazer e por amor à cultura. 
A partir do século XIX, após a Revolução Francesa, a atividade turística foi se consolidando, uma vez que o potencial econômico das viagens foi reconhecido e diversos acontecimentos mudaram as relações sociais e humanas, constituindo o chamado turismo neoclássico ou turismo moderno. Não há dúvidas que as viagens ganharam outra dimensão nesse período. Houve um grande avanço nos setores de transportes e de comunicações. “A máquina a vapor e a eletricidade cumpriram o tempo e o espaço e transformaram a viagem de um ‘transtorno’ em um prazer” (RIFKIN, 2001, p. 119 apud CUNHA, 2008). Junto com a Revolução Industrial, estes fatores contribuíram para que as pessoas passassem a se deslocar  mais.
Em 1841, o inglês Thomas Cook, organizou a primeira viagem em grande escala, e levou aproximadamente 570 pessoas em um trem de Leicester para Loughborough, na Inglaterra. Essa viagem é um marco na história do setor. Thomas Cook revolucionou a história do turismo, veja alguns feitos desse personagem histórico, considerado por alguns autores como o “pai do turismo”.
Em 1851 sua agencia levou 165 mil pessoas para uma exposição no Hyde Park em Londres de forma organizada.
Na exposição internacional de Paris em 1855, Cook organizou e liderou a primeira excursão internacional com duração de cinco dias, sem falar francês.
Em 1862, Introduziu o "Individual Inclusive Tour - IIT", literalmente traduzido como "passeio individual com todos os serviços inclusos (alimentação, hospedagem, transportes)", conhecido popularmente como pacote turístico.
Em 1865,  ele e o seu filho John criaram a marca Thomas Cook and Son, com sede em Londres e uma série de filiais em todo o mundo, e já haviam levado por todo o continente europeu mais de um milhão de turistas.
Em 1872 Inaugurou a primeira agência de viagens no continente americano, em Nova York.
Antes do seu falecimento (1892) implantou procedimentos importantes que, alguns deles permanecem até os dias atuais, tais como: venda de produtos comissionada em percentuais sobre o custo final de venda, faturamento de serviços, utilização de vouchers, e até mesmo a “Circular Note” que anteveio os atuais traveller checks. Na época de seu falecimento sua agência era a mais importante do mundo, com 84 escritórios e 85 agências em vários países do mundo, empregando mais de 1700 pessoas.
Processo de consolidação do turismo:
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) trouxe grandes evoluções aeronáuticas, ocasionando o surgimento das primeiras companhias aéreas. No entanto, apenas após a Segunda Grande Guerra, ocorrida entre 1939 e 1945, o turismo deu início à sua ampliação, caracterizada pela procura de lazer.
O surgimento da indústria aérea comercial após a Segunda Guerra Mundial a o subseqüente desenvolvimento da era dos jatos na década de 1950 assinalaram o rápido crescimento e a expansão das viagens internacionais. Esse crescimento conduziu ao desenvolvimento de uma nova indústria, o turismo.
A atividade turística se consolidou e, com o seu crescimento, pesquisadores preocupados com o fenômeno passaram a refletir sobre seus efeitos no âmbito econômico e no âmbito sociocultural. 
Âmbito econômico a atividade envolve uma rede complexa de serviços estruturados que visam atender às demandas daqueles que se deslocam com a finalidade de fazer turismo, gerando consideráveis investimentos, arrecadação tributária, emprego e renda.
Âmbito sociocultural Considera a importância dos estudos que envolvem o deslocamento de pessoas, a integração entre povos, a troca de conhecimento e a vivência de novos costumes e fazeres (MOESCH, 2002).
O turismo de massa coloca a produção turística como um dos negócios mais rentáveis e de maior crescimento sustentável das últimas décadas. No final do século vinte, a concepção simples de espaços emissores e receptores torna-se complexa e exige estudos mais profundos. 
De acordo com Dias (2005), Thomas Cook trouxe vários benefícios para o desenvolvimento do Turismo. São elas: 
R Realizou a primeira excursão aos Estados Unidos em 1866.
 A introdução do conceito de excursão organizada.
 A criação do primeiro itinerário oficial descritivo de viagem.
 Criou o cupom de hotel, em 1867, o que hoje se conhece
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