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GESTÃO FINANCEIRA unidade um

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não queremos perder dinheiro.
Os recursos financeiros estão expostos a algum risco. Estes riscos devem ser conhecidos, a fim de se manter o retorno esperado. “Retorno é o total de ganhos ou de perdas de um proprietário ou aplicador sobre investimentos realizados” (LEMES, 2005, p. 123).
Segundo Gitman (2004), as atitudes dos administradores diferem quanto ao risco:
• Indiferente ao risco: é uma atitude que não faz sentido em nenhuma situação empresarial. O administrador indiferente ao risco entende que o retorno não varia em relação ao risco – independente do risco, o retorno é o mesmo. Sabe-se que o risco afeta o retorno.
• Avesso ao risco: o administrador tem medo do risco e, por isso, quanto mais alto o risco, mais alto o retorno exigido. Geralmente, este administrador procura retorno em investimentos conservadores.
• Propenso ao risco: o administrador está disposto a abrir mão de algum retorno para assumir riscos maiores, onde este comportamento não beneficiaria a empresa. O retorno cai se o risco aumenta.	
O desafio consiste em encontrar uma oportunidade de alto retorno e baixo risco.
4 TAXAS DE JUROS
Segundo Gitman (2004, p. 226), “a taxa de juros ou retorno exigido representa o custo do dinheiro”.
Neste contexto, a inflação é outra variável a ser considerada com a taxa de juros. Em resumo, a inflação representa o aumento relativo dos preços quando o poder relativo da população cai. Aqui podemos encontrar as situações de:
Inflação: quando o nível geral de preços aumenta e o poder de compra do
dinheiro precisa acompanhar este nível geral de preços;
Estabilidade: momento em que o nível geral de preços não tem variação
ou está muito próximo de zero.
Num momento econômico de estabilidade, sem inflação ou deflação, a taxa de juros seria estabelecida e mantida – denominada de taxa de juros real. A partir do momento em que esta estabilidade é rompida, a taxa precisa ser ajustada ao momento da inflação ou deflação – denominada de taxa de juros nominal ou corrente.
Deflação: momento em que há uma queda no nível geral de preços.
A taxa de rendimento da aplicação do dinheiro é menor que o juro pago pelo
uso do limite do cheque especial – que varia conforme a instituição financeira.
5 AÇÕES
A ação é a menor parte
de uma empresa acionária. Então, quanto maior a quantidade de ações, maior será a participação acionária da pessoa na empresa.
Na sociedade por ações, quanto ao capital social, podem ser classificadas em:
• Capital Aberto: as ações são negociadas publicamente por corretores nas
bolsas de valores, sem a necessidade de escrituração pública da propriedade.
Uma parte ou, ainda, a totalidade das ações, podem estar nas mãos de pessoas
muitas vezes desconhecidas. Por exemplo: eu posso comprar um lote de ações
de uma determinada empresa hoje da qual me torno sócio e vendê-las amanhã;
e, assim, a rotatividade de papéis de ações pode se tornar muito alta.
• Capital Fechado: quando as ações estão em poder de um grupo de pessoas
distintas que as mantêm em seu meio. As negociações destas ações ocorrem
entre os membros deste grupo e não na bolsa de valores, pois não possuem
o registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Geralmente, as
empresas de Capital Fechado representam casos familiares, onde um grupo
da(s) família(s) detém e mantém estas ações.
O valor de uma ação é influenciado por uma série de variáveis, das quais destacamos: a empresa, a sua situação, o mercado em que está inserida, a conjuntura econômica e financeira da região ou ainda do mundo, e ainda, “a lei da oferta e da procura”.
Esta lei da oferta e da procura aponta que quando a procura é grande, o valor das ações pode aumentar. Quando a procura é pequena, o valor das ações pode diminuir.
No mercado de ações você pode comprar ações de uma determinada empresa ao preço de R$ 10,00 e daqui a um intervalo de tempo pode valer apenas R$ 2,00; bem como, no dia seguinte, esta ação estar valendo R$ 30,00. A história de negociar ações tem revelado altos ganhos, bem como perdas. As ações ainda estão classificadas em:
• ON – Ordinárias Nominativas: são ações que dão direito ao voto nas assembleias da empresa e proporcionam participação nos resultados econômicos. Os detentores destas ações não têm direito preferencial no recebimento dos
dividendos, preferência dos detentores das ações nominativas (PN).
Os detentores das ações ordinárias (ON) são os acionistas que elegem um
Conselho de Administração – este conselho tem autoridade máxima para decidir
os assuntos da sociedade e formular as suas políticas gerais.
• PN – Preferenciais Nominativas: os detentores destas ações têm preferência
no recebimento dos dividendos e/ou no reembolso de capital para os casos de
dissolução da empresa. Estas ações não dão direito ao voto.
Uma empresa, ao tornar-se uma sociedade por ações, ou seja, fracionar o
seu capital social em ações, também pode fazê-lo com o objetivo de aumentar o
seu capital social.
As ações são classificadas, pela sua liquidez, como:
• Primeira Linha ou Blue Chips: caracterizam-se pelo grande volume negociado,
bem como pelo grande volume de compradores e vendedores.
• Segunda Linha: são as ações menos negociadas.
As ações ainda podem ser classificadas pelo seu grau de capitalização:
alta, média ou baixa capitalização.

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