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Anatomia / Patologia Aula 1 – CRÂNIO Patologias Cerebrais As doenças cerebrais compreendem um grande problema de saúde da sociedade moderna, em consequência do crescente número de pessoas acometidas de forma direta ou indireta, e também, devido à inexistência de cura para estas patologias. Patologias Cerebrais Alguns pesquisadores consideram que a tendência dessas doenças é aumentar, em decorrência do aumento da expectativa de vida da população, resultando em uma maior prevalência de doenças do cérebro, desde neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson, Huntington e esclerose múltipla aos acidentes vasculares cerebrais (AVC), neoplasias, epilepsia, ou disfunções psiquiátricas diversas, bem como outras diretamente ligadas ao envelhecimento, de origem genética ou traumática. CRANIO - ENCÉFALO Corpo caloso Cerebelo Ponte Medula oblonga Hipófise Tálamo Hipotálamo Bulbo IV ventrículo Anatomia funcional... • Hipófise: neurohipófise e adenohipófise • Funções: atua sobre a tireóide; • atuam sobre o córtex das supra-renais; • atuam sobre as gônodas masculinas e femininas; • atuam no crescimento, promovendo o alongamento dos ossos e massa muscular. Eleva o consumo de gorduras e inibe a síntese de insulina do pâncreas, aumentando a concentração de glicose no sangue. • Medula oblonga ou bulbo e ponte: • O bulbo é responsável por controlar diversas funções para o corpo: – Respiração; – Pressão sanguínea; – Frequência cardíaca; – Ato reflexo – Vômitos – Uma lesão nessa área ou a sua compressão por parte do cerebelo, pode causar morte instantânea, paralisando os movimentos respiratórios e cardíacos. • Corpo caloso: • Sua função é permitir a transferência de informações entre um hemisfério e outro fazendo com que eles atuem harmonicamente. – Uma lesão no corpo caloso pode provocar afasias, como dislalia e disfasia. • Hipotálamo: • Regula determinados processos metabólicos e outras atividades autônomas; • Secreção de neuro hormônnios; • Controla a temperatura corporal, a fome, sede e sono; • Importante na homeostase corporal; • É o principal centro da expressão emocional e do comportamento sexual; • Produz também o hormônio que estimula o crescimento da cabeça; • Tálamo: • O tálamo tem como função a motricidade (movimento), comportamento emocional, ativação cortical, sensibilidade. Temos uma estrutura chamada diencéfalo que é composta pelo tálamo e pelo hipotálamo. O tálamo atua como estação retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral. Ele é responsável pela condução dos impulsos às regiões apropriadas do cérebro onde eles devem ser processados. – Em alguns doentes com lesões tâlamicas, a mão contra-lateral está constantemente em posição atípica, com pulsos flectidos e pronados e dedos flectidos e retos. • Cerebelo: • O cerebelo é a parte do encéfalo responsável pela manutenção do equilíbrio e pelo controle do tônus muscular e dos movimentos voluntários, bem como pela aprendizagem motora, dependemos do cerebelo para andar, correr, pular e andar. – Descoordenação dos movimentos; – Perda do equilíbrio; – Diminuição do tônus da musculatura esquelética; – Dismetria: dificuldade para "calcular" o movimento. Pode-se testar pedindo ao paciente para que toque a ponta do nariz com dedo indicador; – Decomposição: os movimentos são decompostos, realizados em etapas por cada articulação. • Ventrículos cerebrais: O cérebro é composto não somente por células de suporte (células da glia) e neurônios, mas por espaços preenchidos por um líquido chamado de líquor ou líquido céfalo-raquidiano (LCR). Este líquido corre por fora, entre as camadas que encobrem o cérebro, o tronco cerebral, o cerebelo e a medula espinhal (as meninges), mas ele é produzido dentro do próprio cérebro, em cavidades chamadas de ventrículos. Temos ao todo quatro ventrículos, ou seja, dois ventrículos laterais, que são os maiores e mais altos no cérebro, o terceiro ventrículo, que é o intermediário em posição e menor em tamanho, e o quarto ventrículo, localizado na parte mais baixa do encéfalo, no tronco cerebral. • Hipocampo: (Grego: hippos = cavalo, kampi = curva). É um órgão pequeno situado dentro do lobo temporal central do cérebro e faz uma parte importante do sistema límbico, a região que regula emoções. O hipocampo é associado principalmente com a memória, em particular memória a longo prazo. O órgão tem um papel importante na navegação espacial. - Alterações no hipocampo ou na amígdala hipocampal, resultam em alterações de humor, esquecimento de memórias recentes, desorientação quanto ao espaço, e a mais comum epilepsia e Alzheimer. Principais doenças do cérebro • Cefaléia/Enxaqueca • Enxaqueca são crises de dor de cabeça que duram de 4 horas a 3 dias, podendo vir com enjôo, vômitos, sensibilidade à luz, barulho e cheiros. Em alguns casos ocorre visão embaçada, visão de pontos luminosos, cegueira parcial, fala embaralhada, formigamentos na face e corpo. Uma crise de enxaqueca pode (mas não precisa necessariamente) ser desencadeada por vários fatores do dia a dia. Esses fatores desencadeantes variam de pessoa para pessoa. Alguns exemplos de possíveis desencadeantes: menstruação, emoções, alimentos, álcool, ficar muito tempo sem comer, tumores etc. Principais doenças do cérebro • Alzheimer • Defini-se Alzheimer como uma doença neurodegenerativa, caracterizada por uma súbita perda das faculdades mentais. Esta é considera a primeira causa de demência senil. • Inicialmente, a perda de memória gera um desconforto. No entanto, numa fase mais adiantada deixa de ser um problema, pois o doente perda a capacidade de auto- crítica. Principais doenças do cérebro • Epilepsia • É definida como uma alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível. • Na verdade, a epilepsia não se trata de uma doença, e sim de um sintoma que pode aparecer em diferentes formas clínicas, podendo levar a manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurodegenerativas. Tem como etiologia fatores que podem lesar os neurônios ou a forma de comunicação entre eles, como: traumatismos cranianos, traumatismo de parto; algumas drogas e substâncias tóxicas; interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro decorrente de um AVC ou problemas cardiovasculares; doenças infecciosas ou tumores. Hipocampo VOLUMETRIA DE HIPOCAMPO VOLUMETRIA DE HIPOCAMPO Marcação do volume supratentorial Relatório de atrofia de todo o cérebro Principais doenças do cérebro • Parkinson • Esta também é uma doença neurodegenerativa, crônica e progressiva, que normalmente afeta pessoas com idade avançada. É decorrente da perda de neurônios do sistema nervoso central (SNC) em uma área específica do cérebro, levando à redução de dopamina, com conseqüente alteração dos movimentos não voluntários. Principais doenças do cérebro • Huntington • Esta doença, também conhecida como mal de Huntington ou coréia de Huntington, é uma enfermidade neurodegenerativa hereditária, rara, que acomete de 3 a 7 indivíduos a cada 100.000 habitantes. • Clinicamente, caracteriza-se por movimentos, bruscos, rápidos e involuntários dos braços, pernas e face. Principais doenças do cérebro • Esclerose Múltipla • Esta também é classificada como uma doença neurodegenerativa, que se caracteriza por placas disseminadas de dismielinização em todo o SNC, levando a um quadro neurológico variado, certas vezescom remissão, e outras com exacerbação das manifestações clínicas. • Costuma aparecer entre os 25 a 30 anos de idade, sendo mais comum em mulheres. Dentre os sintomas, podem estar presentes: sensibilidade, fraqueza muscular, perda da capacidade de locomoção, distúrbios emocionais, incontinência urinária, queda de pressão, intensa sudorese, diplopia (quando há acometimento do nervo óptico), entre outros. Principais doenças do cérebro • Acidente Vascular Cerebral (AVC) • Popularmente conhecido como derrame cerebral, é um problema neurológico decorrente de uma obstrução (isquemia) ou rompimento dos vasos sanguíneos cerebrais (hemorragia). • Inicia-se abruptamente, sendo que o paciente pode apresentar dificuldade de movimentação dos membros de um mesmo lado do corpo, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit visual súbito de uma parte do campo visual. Também pode evoluir com coma e outros sinais. %!1234567890-= &METODOS *AVANCADOSDE @RESSONANCIA #MAGNETICAEM +NEURORRADIOLOGIA •DIFUSÃO •ÂNGIO-RM •PERFUSÃO •ESPECTROSCOPIA •TRATOGRAFIA •RM FUNCIONAL •S W I •FLUXO LIQUÓRICO Tumores Cerebrais/SNC Os tumores cerebrais são classificados em grupos e de acordo com a rapidez com que se desenvolvem. Como regra geral, o tumor de menor grau é considerado menos agressivo, enquanto o de maior grau é o mais agressivo. Tumores cerebrais/SNC É importante saber a diferença entre os tumores que se iniciam no cérebro (tumores cerebrais primários) e os tumores que se iniciam em outros órgãos, como pulmão ou mama, e se disseminaram para o cérebro (tumores cerebrais metastáticos). Em adultos, os tumores cerebrais metastáticos são realmente mais comuns que os tumores cerebrais primários. Estes não são tratados da mesma forma. Por exemplo, os cânceres de mama ou pulmão que se disseminaram para o cérebro são tratados diferentemente dos cânceres que se iniciam no próprio cérebro. Tumores cerebrais/SNC • Gliomas • Glioma é um termo geral para um grupo de tumores que se iniciam nas células gliais. Vários tipos de tumores podem ser considerados gliomas, como o glioblastoma (glioblastoma multiforme), astrocitomas, oligodendrogliomas e ependimomas. Cerca de 30% de todos os tumores cerebrais são gliomas. A maioria dos tumores cerebrais de crescimento rápido são gliomas. Glioma Tumores cerebrais/SNC • Meningiomas • Os meningiomas correspondem a cerca de 30% dos tumores cerebrais e da medula espinhal. Eles começam nas meninges, as camadas de tecido que circundam a parte externa do cérebro e da medula espinhal. Eles são os tumores cerebrais mais comuns em adultos. O risco destes tumores aumenta com a idade, acometendo cerca de duas vezes mais pessoas do sexo feminino. Em alguns casos esses tumores parecem ser hereditários, especialmente nas famílias com neurofibromatose, uma síndrome em que as pessoas desenvolvem muitos tumores benignos do tecido nervoso. Podem sem em Graus I, II ou III Meningioma Meningioma Tumores cerebrais/SNC • Meduloblastomas • São tumores que se desenvolvem a partir das células neuroectodérmicas no cerebelo. São tumores de crescimento rápido e, muitas vezes se disseminam ao longo das vias do líquido cefalorraquidiano, mas podem ser tratados com radioterapia e quimioterapia. Meduloblastomas ocorrem com mais frequência em crianças do que em adultos. Eles são parte de uma classe de tumores denominados tumores neuroectodérmicos primitivos que também podem se iniciar em outras partes do sistema nervoso central. Meduloblastomas Meduloblastomas Tumores cerebrais/SNC • Gangliogliomas • Um tumor contendo neurônios e células gliais é denominado ganglioglioma. Estes são pouco frequentes em adultos e geralmente podem ser curados apenas com a cirurgia ou com a combinação de cirurgia e radioterapia. Gangliomas Tumores cerebrais/SNC • Schwannomas • Surgem a partir das células de Schwann, que são parte de formação de mielina dos nervos cranianos e outros nervos. Estes são geralmente tumores benignos. Quando se formam a partir do nervo cranial responsável pelo equilíbrio perto do cerebelo são chamados schwannomas vestibulares ou neuromas acústicos. Eles também podem começar nos nervos espinhais fora da medula espinal. Quando isso acontece, eles podem pressionar a medula espinal, causando fraqueza, perda sensorial e problemas de intestino e da bexiga. Os schwannomas compõem cerca de 8% de todos os tumores do SNC. Schwannomas Schwannomas Tumores cerebrais/SNC • Craniofaringiomas • Os craniofaringiomas são tumores que crescem na base do cérebro, logo acima da hipófise e são frequentemente diagnosticados em crianças, adolescentes e adultos jovens. Eles podem comprimir a glândula pituitária e o hipotálamo, causando problemas hormonais. Os craniofaringiomas podem causar alterações na visão e equilíbrio hormonal. Crianças com craniofaringioma podem ser obesas e apresentarem problemas de crescimento. Craniofaringiomas Craniofaringiomas Craniofaringiomas Tumores cerebrais/SNC • Cordomas • Os cordomas são tumores raros que começam no osso da base do crânio ou na extremidade inferior da coluna vertebral. Eles não começam no sistema nervoso central, mas podem prejudicar a área próxima do SNC, comprimindo-o. Estes tumores são tratados com cirurgia, se possível, muitas vezes seguida de radioterapia. Eles geralmente não se disseminam para outros órgãos. Cordoma Cordoma Tumores cerebrais/SNC • Linfomas Não Hodgkin • Ocasionalmente, os linfomas se iniciam no cérebro, e são chamados de linfomas cerebrais. A maioria dos linfomas começam em outras partes do corpo, mas alguns podem se iniciar no sistema nervoso central. Estes linfomas são mais comuns em pessoas com problemas no sistema imunológico, como os infectados com HIV. Entretanto, devido aos novos tratamentos para a AIDS, os linfomas do sistema nervoso central se tornaram menos comuns nos últimos anos. Estes linfomas geralmente crescem rapidamente e podem ser difíceis de tratar. No entanto, os avanços na quimioterapia melhoraram o prognóstico dos pacientes com esses tipos de câncer. Linfomas Não Hodgkin Linfomas Não Hodgkin Tumores cerebrais/SNC • Tumores Pituitários (HIPÓFISE) • Os tumores que começam na glândula pituitária são quase sempre benignos. Mas, podem causar problemas se devido ao seu tamanho começarem a pressionar as estruturas vizinhas ou se começarem a produzir grandes quantidades de hormônio. SELA (HIPÓFISE) Tumores Pituitários (HIPÓFISE) Tumores Pituitários (HIPÓFISE) Tumores Pituitários (HIPÓFISE) DIFUSÃO • INDICAÇÕES: • Infartos e AIT – diferenciar infartos agudos de crônicos – diferenciar doença de pequenos vasos de infarto • Doenças demielinizantes • Neoplasias • Caracterização de lesões DIFUSÃO – INFARTOS CEREBRAIS • Desvio intracelular de água (edema citotóxico) • Edema celular com restrição do movimento da água • O coeficiente de difusão é menor nas áreas isquêmicas comparativamente às áreas não isquêmicas. INFARTO CEREBRAL AGUDO DIFUSÃO • As técnicas de RM convencionais são limitadas na detecção de infarto na fase hiperaguda. • A técnica de difusão detecta o infarto cerca de minutos após a isquemia. • As sequências de imagem são rapidamente obtidas. • Dispensa o uso de contraste. DIFUSÃO - LINFOMA Angiorressonânciamagnética intracraniana 3D "time-of-flight" (TOF) - (tempo de vôo) A ANGIORM com técnica 3D-TOF tem como vantagens o fato de não ser invasiva, de não utilizar radiação ionizante ou contraste iodado. Entre as desvantagens desta técnica de angio-RM devem ser destacadas a impossibilidade de estudar todo o segmento intracraniano em uma única aquisição, a dificuldade de detecção de vasos de pequeno calibre (em especial na seqüência 3D-TOF sem contraste paramagnético) e a possibilidade de um trombo com meta- hemoglobina simular um vaso com fluxo. Trombos ou hematomas contendo metahemoglobina não são saturados como o tecido estacionário, pois apresentam T1 mais curto do que os outros tecidos. ANGIO ARTERIAL TOF – SEM Gd ANGIO VENOSA SEM Gd ANGIO VENOSA COM Gd Aneurisma cerebral Aneurisma cerebral Aneurisma cerebral Aneurisma cerebral Aneurisma cerebral PERFUSÃO CEREBRAL O QUE SIGNIFICA? • O estudo de perfusão cerebral permite a avaliação da microcirculação encefálica por meio da aquisição de imagens muito rápidas de ressonância magnética, durante a injeção intravenosa de contraste (gadolínio). A passagem desse agente altera o sinal de RM, que pode ser estimado por meio da análise comparativa com o tecido cerebral normal. PERFUSÃO CEREBRAL O termo "perfusão" é freqüentemente usado para indicar somente a fase de transporte vascular e é neste contexto que o estudo da perfusão por RM foi desenvolvido. Os principais parâmetros obtidos na perfusão por RM é o volume (bv) sangüíneo cerebral, expresso em ml/g, e o fluxo (bf) sangüíneo cerebral, expresso em ml/g/s. Nos tecidos vivos as moléculas de água são abundantes. PERFUSÃO - INDICAÇÕES • Isquemia/infarto •Neoplasia • Infecções PERFUSÃO – INFARTO CEREBRAL • As alterações são vistas imediatamente após a isquemia. • Mais sensível do que a RM convencional. • Melhor avaliação da área de penumbra. • Necessita de contraste. Oclusão da ACI O que é Espectroscopia? • É um conjunto de técnicas de análise quantitativa baseada no espectro de emissão e absorção de energia de determinados metabólitos. • Fornece informação química e funcional do cérebro . • Biopsia virtual do cérebro NAA N-acetyl aspartate N-Acetilasparto • Marcador neuronal exclusive dos neurônios. • ppm de 2.0 • Sua concentração diminui nas lesões focais ou regionais • Infarto,isquemia, hipóxia, hemorragia • Neoplasias, esclerose múltipla , radionecrose, demências Creatina (Cr) • Fornecedor de fosfato para converter ADP em ATP • ppm de 3.0 • Baixa concentração – infarto – radionecrose Colina (Cho) • Marcador de síntese de membrana celular • ppm de 3.2 • Baixa concentração – infarto • Alta concentração – neoplasia – cérebro em desenvolvimento Lactato (Lac) • Produto final do metabolismo anaeróbico • Pico invertido no ppm alto • Pico duplo, pode-se usar TE alto: 144 ms • Ppm de 1.3 • Alta concentração no infarto • Alta concentração na radionecrose • Alta concentração na necrose tumoral Mioinositol (ml) • Neurorecepção hormônio sensível • Ppm de 3.5 – Demências corticais. – Alzheimer • Alta concentração na necrose tumoral Glutamato (Glu) e Glutamina (Gln) • O glutamato é um neurotransmissor envolvido no metabolismo mitocondrial e a glutamina participa na regulação da atividade dos neurotransmissores. • Ppm de 2.1 e 2.5 Alanina • Aminoácido não essencial cuja função é incerta. • Pode estar elevada em certas situações como, por exemplo, nos meningeomas. • Ppm de 1.3 e 1.4 Lipidios • Pode haver aumento destes metabólitos em astrocitomas de alto grau e em meningiomas e podem refletir processo necrótico. • OBS.: Podem ser resultado de contaminação pela gordura do tecido celular subcutâneo do couro cabeludo, o que limita a aquisição de espectros confiáveis em lesões próximas da calota craniana. • Ppm de 0.8; 1.2; 1.5 e 6.0 • TE curto RM-ESPECTROSCOPIA Voxel único 1,5 0,9 0, 0 ppm 1,3 2,0 3,03,2 3,6 LIP LAC NAA CR E CH O MY O RM-ESPECTROSCOPIA Multi- voxel RM-ESPECTROSCOPIA INDICAÇÕES: • Diagnosticar infarto cerebral • Diferenciar infarto de neoplasia • Diferenciar neoplasia de radionecrose • Dignosticar outras patologias (abscesso, encefalite herpética e epilepsia) • Doenças demenciais • Hipóxia cerebral neonatal • Erros inatos do metabolism • Encefalopatias relacionadas ao HIV RM-ESPECTROSCOPIA DIAGNÓSTICO DE INFARTO •Baixa concentração: NAA, CRE, CHO •Alta concentração: LIP, LAC DIAGNÓSTICO DE ALZHEIMER • Clínico: perdas cognitivas, alterações no teste Mnemento. • RM clássica :Atrofia cerebral, predominando no hipocampo (volume reduzido). • Espectroscopia: Redução do NAA e aumento do mio-inositol (>0.70). • PET- CT e SPECT: Hipoperfusão cerebral. PROTOCOLO PARA ALZHEIMER T2/FSE ATROFIA CEREBRAL T2/FSE ATROFIA HIPOCAMPO TRACTOGRAFIA Baseada na análise do movimento das moléculas de água no tecido cerebral in vivo, a tractografia é uma moderna técnica de ressonância magnética que mostra a posição, a anatomia e a integridade dos tratos da substância branca no encéfalo e na medula, conforme a direção de suas fibras. estudo das vias nervosas presentes na substância branca. TRACTOGRAFIA APLICAÇÕES • Diâmetro e visualização das fibras nervosas cerebrais e sua densidade; • Estado da mielinização na neogênese (recém nascidos); • Grau de (des)mielinização ao longo da idade e em casos de doença; • Estudos pré e pós operatórios cerebrais; • Esclerose Múltipla; • Desordens psiquiátricas: Esquizofrenia; • Estudo do miocárdio (músculo cardíaco). TRACTOGRAFIA Azul = SI , Verde = AP , Vermelho = RL TRACTOGRAFIA Mapa de cores para identificar cada DIREÇÃO de um conjunto de fibras VERMELHO = fibras transversais Direção A-P VERDE = Direção A-P AZUL = fibras longitudinais direção S-I RETARDO MENTAL FLUXO LIQUÓRICO • Fornece informações sobre a velocidade e sentido do fluxo liquórico; • Permite o estudo das hidrocefalias obstrutivas ou hidrocefalia de pressão normal. FLUXO LIQUÓRICO O fluxo do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) dentro do Aqueduto de Sylvius encontra-se no centro do aqueduto e decresce à medida que o seu diâmetro aumenta. As variações de volume sanguíneo cerebral relacionadas com o ciclo cardíaco produzem um movimento oscilatório bidireccional do LCR no interior do eixo crânio-espinhal. Durante a sístole, o aporte sanguíneo aumenta o volume intracraniano e induz o fluxo craniocaudal. Durante a diástole, a saída de sangue diminui o volume intracraniano e promove o fluxo caudocraniano (diastólico) de LCR. Esta técnica torna as imagens de RM sensíveis às alterações de velocidade numa direção específica, enquanto anula o sinal dos tecidos estacionários, bem como de movimentos em outras direções. ECG X TRIGGER PERIFÉRICO Anatomia e fisiologia da dinâmica do fluxo do LCR 1. Secreção do LCR nos plexos coróides de cada ventrículo lateral e passagem para o III ventrículo pelo foramen interventricular. 2. Passagem do LCR pelo aqueduto de Sylvius 3. Plexo coróide do IV ventrículo aumenta o LCR 4. O LCR preenche o espaço subaracnóide 5. Nas vilosidades aracnóides o LCR é reabsorvido para o sangue venoso, nos seios venosos durais FISIOLOGIA DO LCR PROGRAMAÇÃO Axial oblíquo perpendicular ao aqueduto de Sylvius, localizadona ampola do aqueduto Fases diastólica, intermédia e sistólica, com o fluxo branco, cinzento e preto, respectivamente. CINE – FLUXO LIQUÓRICO