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Anatomia / Patologia
Aula 1 – CRÂNIO
Patologias Cerebrais
As doenças cerebrais compreendem um 
grande problema de saúde da sociedade 
moderna, em consequência do crescente 
número de pessoas acometidas de forma 
direta ou indireta, e também, devido à 
inexistência de cura para estas patologias.
Patologias Cerebrais
Alguns pesquisadores consideram que a
tendência dessas doenças é aumentar, em
decorrência do aumento da expectativa de
vida da população, resultando em uma maior
prevalência de doenças do cérebro, desde
neurodegenerativas, como Alzheimer,
Parkinson, Huntington e esclerose múltipla
aos acidentes vasculares cerebrais (AVC),
neoplasias, epilepsia, ou disfunções
psiquiátricas diversas, bem como outras
diretamente ligadas ao envelhecimento, de
origem genética ou traumática.
CRANIO - ENCÉFALO
Corpo caloso
Cerebelo
Ponte
Medula oblonga
Hipófise
Tálamo
Hipotálamo
Bulbo
IV ventrículo
Anatomia funcional...
• Hipófise: neurohipófise e adenohipófise
• Funções: atua sobre a tireóide;
• atuam sobre o córtex das supra-renais;
• atuam sobre as gônodas masculinas e
femininas;
• atuam no crescimento, promovendo o
alongamento dos ossos e massa
muscular. Eleva o consumo de gorduras e
inibe a síntese de insulina do pâncreas,
aumentando a concentração de glicose no
sangue.
• Medula oblonga ou bulbo e ponte:
• O bulbo é responsável por controlar 
diversas funções para o corpo:
– Respiração;
– Pressão sanguínea;
– Frequência cardíaca;
– Ato reflexo
– Vômitos
– Uma lesão nessa área ou a sua compressão
por parte do cerebelo, pode causar morte
instantânea, paralisando os movimentos
respiratórios e cardíacos.
• Corpo caloso:
• Sua função é permitir a transferência de 
informações entre um hemisfério e outro 
fazendo com que eles atuem 
harmonicamente.
– Uma lesão no corpo caloso pode provocar 
afasias, como dislalia e disfasia.
• Hipotálamo:
• Regula determinados processos metabólicos e
outras atividades autônomas;
• Secreção de neuro hormônnios;
• Controla a temperatura corporal, a fome, sede e
sono;
• Importante na homeostase corporal;
• É o principal centro da expressão emocional e
do comportamento sexual;
• Produz também o hormônio que estimula o
crescimento da cabeça;
• Tálamo:
• O tálamo tem como função a motricidade 
(movimento), comportamento emocional, 
ativação cortical, sensibilidade.
Temos uma estrutura chamada diencéfalo que é 
composta pelo tálamo e pelo hipotálamo.
O tálamo atua como estação retransmissora de 
impulsos nervosos para o córtex cerebral. Ele é 
responsável pela condução dos impulsos às 
regiões apropriadas do cérebro onde eles 
devem ser processados. 
– Em alguns doentes com lesões tâlamicas, a mão 
contra-lateral está constantemente em posição 
atípica, com pulsos flectidos e pronados e dedos 
flectidos e retos.
• Cerebelo:
• O cerebelo é a parte do encéfalo responsável 
pela manutenção do equilíbrio e pelo controle do 
tônus muscular e dos movimentos voluntários, 
bem como pela aprendizagem motora, 
dependemos do cerebelo para andar, correr, 
pular e andar.
– Descoordenação dos movimentos;
– Perda do equilíbrio;
– Diminuição do tônus da musculatura esquelética;
– Dismetria: dificuldade para "calcular" o movimento. Pode-se 
testar pedindo ao paciente para que toque a ponta do nariz com 
dedo indicador;
– Decomposição: os movimentos são decompostos, realizados em 
etapas por cada articulação.
• Ventrículos cerebrais:
O cérebro é composto não somente por células de
suporte (células da glia) e neurônios, mas por espaços
preenchidos por um líquido chamado de líquor ou líquido
céfalo-raquidiano (LCR). Este líquido corre por fora,
entre as camadas que encobrem o cérebro, o tronco
cerebral, o cerebelo e a medula espinhal (as meninges),
mas ele é produzido dentro do próprio cérebro, em
cavidades chamadas de ventrículos.
Temos ao todo quatro ventrículos, ou seja, dois
ventrículos laterais, que são os maiores e mais altos no
cérebro, o terceiro ventrículo, que é o intermediário em
posição e menor em tamanho, e o quarto ventrículo,
localizado na parte mais baixa do encéfalo, no tronco
cerebral.
• Hipocampo:
(Grego: hippos = cavalo, kampi = curva).
É um órgão pequeno situado dentro do lobo temporal
central do cérebro e faz uma parte importante do sistema
límbico, a região que regula emoções. O hipocampo é
associado principalmente com a memória, em particular
memória a longo prazo. O órgão tem um papel
importante na navegação espacial.
- Alterações no hipocampo ou na amígdala hipocampal, resultam
em alterações de humor, esquecimento de memórias recentes,
desorientação quanto ao espaço, e a mais comum epilepsia e
Alzheimer.
Principais doenças do cérebro 
• Cefaléia/Enxaqueca
• Enxaqueca são crises de dor de cabeça que duram de
4 horas a 3 dias, podendo vir com enjôo, vômitos,
sensibilidade à luz, barulho e cheiros. Em alguns
casos ocorre visão embaçada, visão de pontos
luminosos, cegueira parcial, fala embaralhada,
formigamentos na face e corpo. Uma crise de
enxaqueca pode (mas não precisa necessariamente)
ser desencadeada por vários fatores do dia a dia.
Esses fatores desencadeantes variam de pessoa para
pessoa. Alguns exemplos de possíveis
desencadeantes: menstruação, emoções, alimentos,
álcool, ficar muito tempo sem comer, tumores etc.
Principais doenças do cérebro 
• Alzheimer
• Defini-se Alzheimer como uma doença
neurodegenerativa, caracterizada por uma
súbita perda das faculdades mentais. Esta
é considera a primeira causa de demência
senil.
• Inicialmente, a perda de memória gera um
desconforto. No entanto, numa fase mais
adiantada deixa de ser um problema, pois
o doente perda a capacidade de auto-
crítica.
Principais doenças do cérebro 
• Epilepsia
• É definida como uma alteração na atividade elétrica do
cérebro, temporária e reversível.
• Na verdade, a epilepsia não se trata de uma doença, e
sim de um sintoma que pode aparecer em diferentes
formas clínicas, podendo levar a manifestações
motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou
neurodegenerativas. Tem como etiologia fatores que
podem lesar os neurônios ou a forma de comunicação
entre eles, como: traumatismos cranianos,
traumatismo de parto; algumas drogas e substâncias
tóxicas; interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro
decorrente de um AVC ou problemas
cardiovasculares; doenças infecciosas ou tumores.
Hipocampo
VOLUMETRIA DE HIPOCAMPO
VOLUMETRIA DE HIPOCAMPO
Marcação do volume supratentorial
Relatório de atrofia de todo o cérebro
Principais doenças do cérebro 
• Parkinson
• Esta também é uma doença neurodegenerativa,
crônica e progressiva, que normalmente afeta
pessoas com idade avançada. É decorrente da
perda de neurônios do sistema nervoso central
(SNC) em uma área específica do cérebro,
levando à redução de dopamina, com
conseqüente alteração dos movimentos não
voluntários.
Principais doenças do cérebro 
• Huntington
• Esta doença, também conhecida como mal de
Huntington ou coréia de Huntington, é uma
enfermidade neurodegenerativa hereditária, rara,
que acomete de 3 a 7 indivíduos a cada 100.000
habitantes.
• Clinicamente, caracteriza-se por movimentos,
bruscos, rápidos e involuntários dos braços,
pernas e face.
Principais doenças do cérebro 
• Esclerose Múltipla
• Esta também é classificada como uma doença
neurodegenerativa, que se caracteriza por placas
disseminadas de dismielinização em todo o SNC,
levando a um quadro neurológico variado, certas
vezescom remissão, e outras com exacerbação das
manifestações clínicas.
• Costuma aparecer entre os 25 a 30 anos de idade,
sendo mais comum em mulheres. Dentre os sintomas,
podem estar presentes: sensibilidade, fraqueza
muscular, perda da capacidade de locomoção,
distúrbios emocionais, incontinência urinária, queda de
pressão, intensa sudorese, diplopia (quando há
acometimento do nervo óptico), entre outros.
Principais doenças do cérebro 
• Acidente Vascular Cerebral (AVC)
• Popularmente conhecido como derrame
cerebral, é um problema neurológico decorrente
de uma obstrução (isquemia) ou rompimento dos
vasos sanguíneos cerebrais (hemorragia).
• Inicia-se abruptamente, sendo que o paciente
pode apresentar dificuldade de movimentação
dos membros de um mesmo lado do corpo,
dificuldade na fala ou articulação das palavras e
déficit visual súbito de uma parte do campo
visual. Também pode evoluir com coma e outros
sinais.
%!1234567890-=
&METODOS
*AVANCADOSDE
@RESSONANCIA
#MAGNETICAEM
+NEURORRADIOLOGIA

•DIFUSÃO
•ÂNGIO-RM
•PERFUSÃO
•ESPECTROSCOPIA 
•TRATOGRAFIA
•RM FUNCIONAL
•S W I
•FLUXO LIQUÓRICO
Tumores Cerebrais/SNC
Os tumores cerebrais são 
classificados em grupos e de acordo 
com a rapidez com que se 
desenvolvem. Como regra geral, o 
tumor de menor grau é considerado 
menos agressivo, enquanto o de 
maior grau é o mais agressivo.
Tumores cerebrais/SNC
É importante saber a diferença entre os
tumores que se iniciam no cérebro (tumores
cerebrais primários) e os tumores que se
iniciam em outros órgãos, como pulmão ou
mama, e se disseminaram para o cérebro
(tumores cerebrais metastáticos). Em adultos,
os tumores cerebrais metastáticos são
realmente mais comuns que os tumores
cerebrais primários. Estes não são tratados da
mesma forma. Por exemplo, os cânceres de
mama ou pulmão que se disseminaram para o
cérebro são tratados diferentemente dos
cânceres que se iniciam no próprio cérebro.
Tumores cerebrais/SNC
• Gliomas
• Glioma é um termo geral para um grupo de
tumores que se iniciam nas células gliais. Vários
tipos de tumores podem ser considerados
gliomas, como o glioblastoma (glioblastoma
multiforme), astrocitomas, oligodendrogliomas e
ependimomas. Cerca de 30% de todos os
tumores cerebrais são gliomas. A maioria dos
tumores cerebrais de crescimento rápido são
gliomas.
Glioma
Tumores cerebrais/SNC
• Meningiomas
• Os meningiomas correspondem a cerca de 30% dos 
tumores cerebrais e da medula espinhal. Eles 
começam nas meninges, as camadas de tecido que 
circundam a parte externa do cérebro e da medula 
espinhal. Eles são os tumores cerebrais mais comuns 
em adultos.
O risco destes tumores aumenta com a idade, 
acometendo cerca de duas vezes mais pessoas do 
sexo feminino. Em alguns casos esses tumores 
parecem ser hereditários, especialmente nas famílias 
com neurofibromatose, uma síndrome em que as 
pessoas desenvolvem muitos tumores benignos do 
tecido nervoso. Podem sem em Graus I, II ou III
Meningioma
Meningioma
Tumores cerebrais/SNC
• Meduloblastomas
• São tumores que se desenvolvem a partir das 
células neuroectodérmicas no cerebelo. São 
tumores de crescimento rápido e, muitas vezes se 
disseminam ao longo das vias do líquido 
cefalorraquidiano, mas podem ser tratados com 
radioterapia e quimioterapia. Meduloblastomas 
ocorrem com mais frequência em crianças do que 
em adultos. Eles são parte de uma classe de 
tumores denominados tumores 
neuroectodérmicos primitivos que também podem 
se iniciar em outras partes do sistema nervoso 
central.
Meduloblastomas
Meduloblastomas
Tumores cerebrais/SNC
• Gangliogliomas
• Um tumor contendo neurônios e 
células gliais é denominado 
ganglioglioma. Estes são pouco 
frequentes em adultos e geralmente 
podem ser curados apenas com a 
cirurgia ou com a combinação de 
cirurgia e radioterapia.
Gangliomas
Tumores cerebrais/SNC
• Schwannomas
• Surgem a partir das células de Schwann, que são 
parte de formação de mielina dos nervos cranianos e 
outros nervos. Estes são geralmente tumores 
benignos. Quando se formam a partir do nervo cranial 
responsável pelo equilíbrio perto do cerebelo são 
chamados schwannomas vestibulares ou neuromas 
acústicos. Eles também podem começar nos nervos 
espinhais fora da medula espinal. Quando isso 
acontece, eles podem pressionar a medula espinal, 
causando fraqueza, perda sensorial e problemas de 
intestino e da bexiga. Os schwannomas compõem 
cerca de 8% de todos os tumores do SNC.
Schwannomas
Schwannomas
Tumores cerebrais/SNC
• Craniofaringiomas
• Os craniofaringiomas são tumores que crescem 
na base do cérebro, logo acima da hipófise e são 
frequentemente diagnosticados em crianças, 
adolescentes e adultos jovens. Eles podem 
comprimir a glândula pituitária e o hipotálamo, 
causando problemas hormonais. Os 
craniofaringiomas podem causar alterações na 
visão e equilíbrio hormonal. Crianças com 
craniofaringioma podem ser obesas e 
apresentarem problemas de crescimento.
Craniofaringiomas
Craniofaringiomas
Craniofaringiomas
Tumores cerebrais/SNC
• Cordomas
• Os cordomas são tumores raros que começam no 
osso da base do crânio ou na extremidade inferior 
da coluna vertebral. Eles não começam no 
sistema nervoso central, mas podem prejudicar a 
área próxima do SNC, comprimindo-o. Estes 
tumores são tratados com cirurgia, se possível, 
muitas vezes seguida de radioterapia. Eles 
geralmente não se disseminam para outros 
órgãos.
Cordoma
Cordoma
Tumores cerebrais/SNC
• Linfomas Não Hodgkin
• Ocasionalmente, os linfomas se iniciam no cérebro, e 
são chamados de linfomas cerebrais. A maioria dos 
linfomas começam em outras partes do corpo, mas 
alguns podem se iniciar no sistema nervoso central. 
Estes linfomas são mais comuns em pessoas com 
problemas no sistema imunológico, como os infectados 
com HIV. Entretanto, devido aos novos tratamentos 
para a AIDS, os linfomas do sistema nervoso central se 
tornaram menos comuns nos últimos anos. Estes 
linfomas geralmente crescem rapidamente e podem ser 
difíceis de tratar. No entanto, os avanços na 
quimioterapia melhoraram o prognóstico dos pacientes 
com esses tipos de câncer.
Linfomas Não Hodgkin
Linfomas Não Hodgkin
Tumores cerebrais/SNC
• Tumores Pituitários (HIPÓFISE)
• Os tumores que começam na glândula pituitária 
são quase sempre benignos. Mas, podem causar 
problemas se devido ao seu tamanho começarem 
a pressionar as estruturas vizinhas ou se 
começarem a produzir grandes quantidades de 
hormônio.
SELA (HIPÓFISE)
Tumores Pituitários (HIPÓFISE)
Tumores Pituitários (HIPÓFISE)
Tumores Pituitários (HIPÓFISE)
DIFUSÃO
• INDICAÇÕES:
• Infartos e AIT
– diferenciar infartos agudos de crônicos
– diferenciar doença de pequenos vasos de 
infarto
• Doenças demielinizantes
• Neoplasias
• Caracterização de lesões
DIFUSÃO – INFARTOS CEREBRAIS
• Desvio intracelular de água (edema citotóxico)
• Edema celular com restrição do movimento da 
água
• O coeficiente de difusão é menor nas áreas 
isquêmicas comparativamente às áreas não 
isquêmicas.
INFARTO CEREBRAL AGUDO
DIFUSÃO
• As técnicas de RM convencionais são
limitadas na detecção de infarto na fase
hiperaguda.
• A técnica de difusão detecta o infarto cerca
de minutos após a isquemia.
• As sequências de imagem são
rapidamente obtidas.
• Dispensa o uso de contraste.
DIFUSÃO - LINFOMA
Angiorressonânciamagnética intracraniana 
3D "time-of-flight" (TOF) - (tempo de vôo) 
A ANGIORM com técnica 3D-TOF tem como vantagens o 
fato de não ser invasiva, de não utilizar radiação ionizante 
ou contraste iodado. Entre as desvantagens desta técnica 
de angio-RM devem ser destacadas a impossibilidade de 
estudar todo o segmento intracraniano em uma única 
aquisição, a dificuldade de detecção de vasos de pequeno 
calibre (em especial na seqüência 3D-TOF sem contraste 
paramagnético) e a possibilidade de um trombo com meta-
hemoglobina simular um vaso com fluxo. Trombos ou 
hematomas contendo metahemoglobina não são saturados 
como o tecido estacionário, pois apresentam T1 mais curto 
do que os outros tecidos.
ANGIO ARTERIAL
TOF – SEM Gd 
ANGIO VENOSA SEM Gd 
ANGIO VENOSA COM Gd
Aneurisma cerebral
Aneurisma cerebral
Aneurisma cerebral
Aneurisma cerebral
Aneurisma cerebral
PERFUSÃO CEREBRAL
O QUE SIGNIFICA?
• O estudo de perfusão cerebral permite a 
avaliação da microcirculação encefálica 
por meio da aquisição de imagens muito 
rápidas de ressonância magnética, durante 
a injeção intravenosa de contraste 
(gadolínio). A passagem desse agente 
altera o sinal de RM, que pode ser 
estimado por meio da análise comparativa 
com o tecido cerebral normal.
PERFUSÃO CEREBRAL
O termo "perfusão" é freqüentemente usado 
para indicar somente a fase de transporte 
vascular e é neste contexto que o estudo da 
perfusão por RM foi desenvolvido.
Os principais parâmetros obtidos na 
perfusão por RM é o volume (bv) sangüíneo 
cerebral, expresso em ml/g, e o fluxo (bf)
sangüíneo cerebral, expresso em ml/g/s. 
Nos tecidos vivos as moléculas de água são 
abundantes.
PERFUSÃO - INDICAÇÕES
• Isquemia/infarto
•Neoplasia
• Infecções
PERFUSÃO – INFARTO CEREBRAL
• As alterações são vistas 
imediatamente após a isquemia.
• Mais sensível do que a RM 
convencional.
• Melhor avaliação da área de 
penumbra.
• Necessita de contraste.
Oclusão da ACI
O que é 
Espectroscopia?
• É um conjunto de técnicas de 
análise quantitativa baseada no 
espectro de emissão e absorção de 
energia de determinados 
metabólitos.
• Fornece informação química e 
funcional do cérebro .
• Biopsia virtual do cérebro
NAA
N-acetyl aspartate
N-Acetilasparto
• Marcador neuronal exclusive dos neurônios.
• ppm de 2.0
• Sua concentração diminui nas lesões focais ou
regionais
• Infarto,isquemia, hipóxia, hemorragia
• Neoplasias, esclerose múltipla , radionecrose, 
demências
Creatina (Cr)
• Fornecedor de fosfato para converter 
ADP em ATP
• ppm de 3.0
• Baixa concentração
– infarto
– radionecrose
Colina (Cho)
• Marcador de síntese de membrana
celular
• ppm de 3.2
• Baixa concentração
– infarto
• Alta concentração
– neoplasia
– cérebro em desenvolvimento
Lactato (Lac)
• Produto final do metabolismo anaeróbico
• Pico invertido no ppm alto
• Pico duplo, pode-se usar TE alto: 144 ms
• Ppm de 1.3
• Alta concentração no infarto
• Alta concentração na radionecrose
• Alta concentração na necrose tumoral
Mioinositol (ml)
• Neurorecepção hormônio sensível
• Ppm de 3.5
– Demências corticais.
– Alzheimer
• Alta concentração na necrose tumoral
Glutamato (Glu) e 
Glutamina (Gln)
• O glutamato é um neurotransmissor 
envolvido no metabolismo mitocondrial 
e a glutamina participa na regulação da 
atividade dos neurotransmissores.
• Ppm de 2.1 e 2.5
Alanina
• Aminoácido não essencial cuja função é 
incerta. 
• Pode estar elevada em certas situações 
como, por exemplo, nos meningeomas.
• Ppm de 1.3 e 1.4
Lipidios
• Pode haver aumento destes metabólitos em astrocitomas de 
alto grau e em meningiomas e podem refletir processo 
necrótico. 
• OBS.: Podem ser resultado de contaminação pela gordura do 
tecido celular subcutâneo do couro cabeludo, o que limita a 
aquisição de espectros confiáveis em lesões próximas da 
calota craniana.
• Ppm de 0.8; 1.2; 1.5 e 6.0
• TE curto
RM-ESPECTROSCOPIA
Voxel único
1,5
0,9 0,
0
ppm
1,3
2,0
3,03,2
3,6
LIP
LAC
NAA
CR
E
CH
O
MY
O
RM-ESPECTROSCOPIA
Multi- voxel 
RM-ESPECTROSCOPIA
INDICAÇÕES:
• Diagnosticar infarto cerebral
• Diferenciar infarto de neoplasia
• Diferenciar neoplasia de radionecrose
• Dignosticar outras patologias (abscesso, encefalite
herpética e epilepsia)
• Doenças demenciais
• Hipóxia cerebral neonatal
• Erros inatos do metabolism
• Encefalopatias relacionadas ao HIV
RM-ESPECTROSCOPIA
DIAGNÓSTICO DE INFARTO
•Baixa concentração:
NAA, CRE, CHO
•Alta concentração:
LIP, LAC
DIAGNÓSTICO DE ALZHEIMER
• Clínico: perdas cognitivas, alterações no 
teste Mnemento.
• RM clássica :Atrofia cerebral, 
predominando no hipocampo (volume 
reduzido).
• Espectroscopia: Redução do NAA e 
aumento do mio-inositol (>0.70).
• PET- CT e SPECT: Hipoperfusão 
cerebral.
PROTOCOLO PARA 
ALZHEIMER
T2/FSE ATROFIA CEREBRAL T2/FSE ATROFIA HIPOCAMPO
TRACTOGRAFIA
Baseada na análise do movimento das 
moléculas de água no tecido cerebral in 
vivo, a tractografia é uma moderna técnica 
de ressonância magnética que mostra a 
posição, a anatomia e a integridade dos 
tratos da substância branca no encéfalo e 
na medula, conforme a direção de suas 
fibras.
estudo das vias nervosas presentes na 
substância branca.
TRACTOGRAFIA
APLICAÇÕES
• Diâmetro e visualização das fibras nervosas 
cerebrais e sua densidade; 
• Estado da mielinização na neogênese 
(recém nascidos); 
• Grau de (des)mielinização ao longo da idade 
e em casos de doença;
• Estudos pré e pós operatórios cerebrais; 
• Esclerose Múltipla; 
• Desordens psiquiátricas: Esquizofrenia; 
• Estudo do miocárdio (músculo cardíaco).
TRACTOGRAFIA
Azul = SI , Verde = AP , Vermelho = RL
TRACTOGRAFIA
Mapa de cores para identificar cada DIREÇÃO de um conjunto de fibras 
VERMELHO = fibras transversais Direção A-P
VERDE = Direção A-P
AZUL = fibras longitudinais direção S-I
RETARDO MENTAL
FLUXO LIQUÓRICO
• Fornece informações sobre a velocidade e 
sentido do fluxo liquórico; 
• Permite o estudo das hidrocefalias 
obstrutivas ou hidrocefalia de pressão 
normal.
FLUXO LIQUÓRICO
O fluxo do Líquido Cefalorraquidiano (LCR) dentro do 
Aqueduto de Sylvius encontra-se no centro do aqueduto e 
decresce à medida que o seu diâmetro aumenta. As 
variações de volume sanguíneo cerebral relacionadas com o 
ciclo cardíaco produzem um movimento oscilatório 
bidireccional do LCR no interior do eixo crânio-espinhal. 
Durante a sístole, o aporte sanguíneo aumenta o volume 
intracraniano e induz o fluxo craniocaudal. Durante a 
diástole, a saída de sangue diminui o volume intracraniano e 
promove o fluxo caudocraniano (diastólico) de LCR. 
Esta técnica torna as imagens de RM sensíveis às 
alterações de velocidade numa direção específica, enquanto 
anula o sinal dos tecidos estacionários, bem como de 
movimentos em outras direções. 
ECG X TRIGGER PERIFÉRICO
Anatomia e fisiologia da dinâmica do fluxo do LCR
1. Secreção do LCR nos plexos coróides de cada ventrículo lateral e 
passagem para o III ventrículo pelo foramen interventricular.
2. Passagem do LCR pelo aqueduto de Sylvius
3. Plexo coróide do IV ventrículo aumenta o LCR
4. O LCR preenche o espaço subaracnóide
5. Nas vilosidades aracnóides o LCR é reabsorvido para o sangue venoso, nos 
seios venosos durais 
FISIOLOGIA DO LCR
PROGRAMAÇÃO
Axial oblíquo perpendicular ao aqueduto de Sylvius, 
localizadona ampola do aqueduto
Fases diastólica, intermédia e sistólica, com o fluxo 
branco, cinzento e preto, respectivamente. 
CINE – FLUXO LIQUÓRICO

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