Prévia do material em texto
INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – IFPR LICENCIATURA EM FÍSICA EXPERIMENTO SOBRE MESA DE FORÇAS LABORATÓRIO DE FÍSICA I Prof: LUCAS ANEDINO DE SOUZA GILSON DOS SANTOS GODOI LAIS RODRIGUES DA SILVA LAUANA PIRES GOLEMB TELÊMACO BORABA JUNHO/2017 1 INTRODUÇÃO TEÓRICA 1.1 MESA DE FORÇAS A mesa de forças é um dispositivo que torna possível a verificação experimental da soma de vetores. Esta mesa é composta de um disco circular segmentado em graus, no qual podemos fixar roldanas móveis. Segundo as leis de Newton, para que uma partícula esteja em equilíbrio estático é necessário que a resultante das forças sobre ela atuam, seja nula, este conceito é proveniente da primeira Lei de Newton. As grandezas físicas são divididas em: escalares, que ficam bem caracterizadas apenas por um número e uma unidade, tendo consequentemente apenas um valor numérico, como massa, tempo, energia e temperatura. Já as grandezas vetoriais exigem a especificação de um módulo, uma direção e um sentido que se combinam segundo certas regras de adição, subtração e multiplicação vetorial como força, velocidade e aceleração, para serem caracterizadas. Resultante de um sistema de forças é um vetor livre definido pela soma de todas as forças do sistema. Observa-se a equação abaixo A resultante não é uma força porque a força é vetor aplicado, vetor associado a um ponto de aplicação, e a resultante não tem ponto de aplicação definido. Forças que agem num corpo podem ser internas (que agem entre as partes do corpo) e externas (ações de outros corpos). Ambas podem ser de contato ou a distancia (de campo) As razões entre as forças e seus ângulos são iguais quando tais forças se equilibram. Dois vetores força de comprimentos a e b fazem entre si um ângulo θ. Através da equação abaixo é possível calcular as componentes dos vetores em relação a dois eixos perpendiculares, que o comprimento da soma dos dois vetores: A mesa de forças é um dispositivo que torna possível a verificação experimental da soma de vetores. Esta mesa é composta de um disco circular segmentado em graus, no qual podemos fixar roldanas móveis. 1.2 OBJETIVOS Os objetivos dos experimentos realizados são: verificar experimentalmente o equilíbrio de forças usando um dispositivo conhecido como mesa de forças. Estudar o equilíbrio estático em massas diferentes, medir a tensão da corda e comparar os valores obtidos com os teóricos. 2 DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO: 2.1 Experimento 01 Materiais utilizados: Mesa de forças (equipamento Cidepe), acessórios como fio de 0,22 m e 0,13 m, dinamômetros com imã. Iniciamos o experimento verificando se a mesa de forças estava nivelada e fizemos os ajustes necessários. Colocamos o transferidor espelhado na mesa de forças e posicionamos dois dinamômetros equidistantes, ligamos os dois dinamômetros por um fio. Posicionamos o terceiro dinamômetro na parte inferior do disco e com outro fio figamos os três dinamômetros ajustando para que a junção dos fios ficassem no centro do disco. Como podemos observar na figura 1 abaixo. Figura 1- Arranjo feito com os três dinamômetros. Com o auxilio do dinamômetro foi determinado o peso dos suportes com massa que correspondem ao módulo das forças F1 e F2 F1=1,07N e F2 =0,57N SITUAÇÃO I: Ajustou-se o ângulo alfa ( α ) em 90º , movimentando o dinamômetro preso ao tripé até que o anel ficasse centralizado com o pino. Anotou-se o valor do módulo da força equilibrante F3 marcado no dinamômetro. Anotou-se o valor do ângulo ( θ ) entre as forças F1 e F3. F 3=1,225N θ =155 º( α = 90º) SITUAÇÃO II: Ajustou-se o ângulo alfa ( α ) em 60º , movimentando o dinamômetro preso ao tripé até que o anel ficasse centralizado com o pino. Anotou-se o valor do módulo da força equilibrante F3 marcado no dinamômetro. Anotou-se o valor do ângulo ( θ ) entre as força F1 e F3. F 3 =1,475N θ = 160 º( α = 60º ) SITUAÇÃO III: Ajustou-se o ângulo alfa (α) em 30º, movimentando o dinamômetro preso ao tripé até que o anel ficasse centralizado com o pino. Anotou-se o valor do módulo da força equilibrante F3 marcado no dinamômetro. Anotou-se o valor do ângulo ( θ ) entre as forças F1 e F3. F 3 =1,575N θ = 170º ( α = 30º ) Para a realização desse experimento foram utilizados os seguintes materiais: Mesa de força; Tripé; Suporte para massas; Esferas de aço Dinamômetro Balança Haste de fixação Fios de 0,22 m cada Massas de 50g cada 2.2 Experimento 2 Foi preparada a mesa de força; após colocou-se o dinamômetro 1 na posição de 30º do segundo quadrante e o dinamômetro 2 foi variada sua posição no primeiro quadrante. Entre ambos os dinamômetros foram escolhidas duas massas fixas de 50 g para estabelecer a força peso. Foi variada a posição angular do dinamômetro 2 em intervalos de 30º, 45°,60°,75° e 90°. Anotou-se o resultado na tabela 1. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 Experimento 01 Para um ângulo de 90º com a (F1) =1,07N e b (F2)= 0,57N, o valor da resultante obtida através da equação acima foi de 1,212N, e o valor marcado pelo dinamômetro foi de 1,225N. Para um ângulo de 60º com a (F1) =1,07N e b (F2)= 0,57N, o valor da resultante obtida através da equação acima foi de 1,47N, e o valor marcado pelo dinamômetro foi de 1,475N. Para um ângulo de 30º com a (F1) =1,07N e b (F2)= 0,57N, o valor da resultante obtida através da equação acima foi de 1,528N, e o valor marcado pelo dinamômetro foi de 1,575N. 3.2 Experimento 02 Para realizar o cálculo do ângulo entre as forcas foi utilizado o teorema de Lamy: : Tabela 1 - Angulo entre as forças Posição Dinamômetro 01 Posição Dinamômetro 02 Ângulo entre as forças (experimental) Ângulo entre as forças (Calculo) Ângulo entre as forças (Erro %) 30° 30° Sen160º Sen159,6º 0,25 30° 45° Sen150º Sen148,8º 0,8 30° 60° Sen140º Sen136,8º 2,3 30° 75° Sen130º Sen122,3º 5,9 30° 90° - - Estabeleceu-se, na mesa de força, situações de equilíbrio com três forças coplanares, este procedimento foi feito variando as forças e os ângulos. Através do teorema de Lamy observou-se que este vale para as situações propostas e justificam-se as respostas em termos de erro percentual. Para que fosse possível a determinação do erro percentual utilizou-se o valor médio de como valor teórico. Os erros experimentais existem devido a erros humanos nos cálculos, verificação dos ângulos que podem alterar os resultados experimentais e teóricos. 4 CONCLUSÕES Os experimentos realizados puderam demonstrar as equações e teorias algébricas da composição e decomposição de vetores, ou seja, a soma vetorial e a resultante de vetores. Foi possível experimentar várias configurações diferentes de pesos e ângulos e observar de imediato as alterações e influências, registradas no dinamômetro. Através do experimento com forças concorrentes foi possível entender as Leis do Equilíbrio e colocá-las em prática. Também foi possível constatar que a força resultante de um sistema é igual a somatória de todos os componentes nos eixos x e y. A divergência dos resultados se deve pela presença do atrito e pela massa do fio utilizado. 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Halliday, D; Resnick, R. e Walker, J. – Fundamentos de Fisica – Vol. l LTC – Livros Técnicos e Cientificos Editoras S.A 4ª Edição 1996. Rio de Janeiro/ RJ Brasil. Hewitt, Paul, G. “Fundamentos da Física Conceitual”; 11ª Edição Bookman 2011. Porto Alegre / RS Brasil. Manual Dinâmico do estudante. São Paulo: Difusão Cultural do Livro, 1999. YOUNG H.D., FREEDMAN R.A., SEARS F. W., ZEMANSKY M. W., Física vol. 1 ed. São Paulo, 2005.