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Família: Chabertiidae Faculdade Anhanguera de Anápolis 3° período B Medicina Veterinária Alunos: Ellen Nakao Vilela Gabriel Magalhães Costa Giovane Braz da Silva Arantes Layna Francisca Vieira Campos FILO NEMATHELMINTOS CLASSE NEMATODA CARACTERÍSTICAS: - Vermes de corpo cilíndrico. - Simetria bilateral. - Dupla camada de membranas. - Músculos lisos segmentados entre as membranas. - Sistema digestivo completo (boca, vestíbulo oral, lábios, esôfago, faringe, intestino e ânus ou abertura anal). - Dimorfismo sexual (embora existam fêmeas partenogenéticas). - Pode apresentar cristas, espinhos ou asas (essas podem ser cefálicas, cervicais ou caudais). CHABERTIINAE “verme do cólon dos ovinos” INTESTINO GROSSO Frequentes de climas temperados. Os parasitos desta família têm a boca com ou sem coroas radiadas e dentes; cavidade bucal desenvolvida ou não, com cápsula espessa ou delgada, com dentes e expansões cuticulares presentes ou ausentes. O macho possui bolsa copuladora com raio dorsal, usualmente, com dois ramos que são subdivididos; espículos iguais ou subiguais; gubernáculo presente. A fêmea tem vulva próxima ao ânus. GÊNERO: Oesophagostomum sp “vermes nodulares” Todos os adultos se localizam no intestino delgado enquanto as larvares podem ser encontradas no intestino grosso também . Forma nódulos no intestino grosso dos hospedeiros Frequentes em climas temperados e tropicais. Ocolumbianum Pequenos ruminantes O.radiatum Bovinos O.dentatum Suínos AS PRINCIPAIS ENCONTRADAS SÃO: CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS OESOPHAGOSTOMUM: O hospedeiro definitivo ingere as L3 e essas penetram na mucosa de qualquer parte do intestino delgado ou grosso e ficam envoltas em nódulos evidentes, onde se dá a muda para L4. As L4 emergem para a superfície da mucosa e migram para o cólon onde se desenvolvem até adultos. PPP = 45 dias. Ciclo de vida: Os ovos são eliminados nas fezes e no meio ambiente (de acordo com condições de umidade e temperatura) desenvolvem-se. No solo o ovo se rompe e a L1 em locais de alta umidade (solo úmido e vegetação densa) cresce e troca de cutícula passando à L2, que cresce e ao fazer a muda para L3 retém a cutícula da L2 e forma outra, possuindo assim uma cutícula dupla e mais rugosa. Essa L3 contamina as pastagens e águas próximas Os adultos são pouco patogênicos em populações pequenas e em grandes pode causar diarreias. As larvas pode m causar lesões nodulares e condenação do intestino Aspectos epidemiológicos: as fêmeas põe muitos o vos , lotação de pastagens, tipo de criação, idade dos animais (do desmame a ingestão de pastagem) e outras. Compromete os ovinos e caprinos pelo tamanho. Obs: NÃO são hematófagos. O intestino desses animais é usado na fabricação de linguiças, caso apresente lesões nodulares são descartados. Oesophagostomum radiatum Vermes brancos e delgados que medem de 1 a 2 cm. Cápsula bucal muito pequena, com coroa externa ausente e coroa interna com 38 a 40 pequenos dentículos triangulares. Ovos de tamanho média com formato de “barril”. Hospedeiros: bovinos e bubalinos. Local: intestino grosso. Oesophagostomum radiatum SINTOMAS: Em infecções agudas, há anemia, edema, diarreia verde-escura, pode ocorrer também emagrecimento. CONTROLE: É feito com a combinação de estratégias com anti-helmínticos contra outros nematódeos e rotação de pasto. Diagnóstico: É baseado nos sinais clínicos e no exame pós-morte. A presença de nódulos com formato de ervilha na parede intestinal é indicativa da infecção. Em infecções crônicas, os ovos estão presentes nas fezes, e as L3 podem ser identificadas por meio de cultura fecal Oesophagostomum colombianum Os vermes adultos são delgados, com tamanho pequeno. Cápsula bucal muito pequena, com coroa franjada dupla e vesícula cefálica pouco desenvolvida. Os ovos tem tamanho médio e formato de “barril”. Hospedeiros: ovinos e caprinos. Local: intestino delgado. Oesophagostomum columbianum Importância na Medicina Veterinária: Em infecções agudas, o principal sinal clínico é a grave diarreia esverdeada e escura, que normalmente causa emagrecimento rápido, prostração e morte em animais jovens. Em infecções crônicas, há inapetência e emaciação, com diarreia intermitente e anemia. CONTROLE: O controle é feito com a combinação de estratégias com anti-helmínticos contra outros nematódeos e rotação de pasto. Diagnóstico: É baseado nos sinais clínicos e no exame pós-morte. Em infecções agudas, ovos de Oesophagostomum spp. normalmente não estão presentes nas fezes. Em infecções crônicas, os ovos estão presentes e as L3 podem ser identificadas por cultura fecal. Oesophagostomum dentatum Verme branco de tamanho pequeno. Cápsula bucal muito pequena, com coroa franjada dupla. Hospedeiros: Suínos. Localização. Intestino grosso. Oesophagostomum dentatum Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública: Causa doença moderada a grave.Os nódulos formados pelo O. dentatum são pequenos em comparação com os de outras espécies. Podem causar diarreia, depressão e aumento na conversão alimentar, o que diminui a produtividade. Controle: Boas práticas de manejo nos pastos, como rotação e redução da carga animal, devem ser consideradas. Diagnóstico: Tem como base o exame pós-morte e a contagem de ovos nas fezes. Infecções concomitantes com Hyostrongylus ocorrem frequentemente em suínos presentes no pasto e os ovos são de difícil diferenciação, por isso é necessário realizar cultura fecal para distinção de L3. Profilaxia e controle: Retirada de fezes do ambiente diminui em 90% o problema de infecção. Evitar que animais mais sucessíveis entrem em contato com as larvas. Tratar animais com anti helmíntico antes de trocar de piquet.