segurança
17 pág.

segurança


DisciplinaCiência Política I25.617 materiais537.903 seguidores
Pré-visualização4 páginas
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS
PÓS GRADUAÇÃO E PESQUISA
ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA
Elimar Rogério Silva de Macêdo
A EVOLUÇÃO DO PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA BRASILEIRA
Humaitá \u2013 Amazonas
2019
Elimar Rogério Silva de Macêdo
A EVOLUÇÃO DO PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA BRASILEIRA
Trabalho apresentado como requisito parcial para obtenção de nota no curso de Pós-Graduação em Gestão Pública/UEA.
Humaitá \u2013 Amazonas
2019
RESUMO
O objetivo deste trabalho é analisar a importância do papel do Estado na economia brasileira. Neste sentido, para entendermos tal participação na economia, resgatamos os conceitos das três principais correntes de pensamento econômico, bem como situamos a participação e atuação do Estado na economia brasileira nos séculos XIX, XX e XXI. Este artigo é fruto de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo tendo em vista entender a evolução do papel do Estado. Para fins estruturais este trabalho divide-se em dois tópicos interligados e não estanque. No primeiro tópico, a discussão busca conceituar as correntes de pensamento econômico: o liberalismo, keynesianismo e neoliberalismo. Assim como, é compreendido o papel do Estado em todas estas correntes econômicas. No segundo tópico é discutido o papel estatal e as características de sua forma de intervenção pelas políticas públicas que são as ferramentas mediadoras dos conflitos entre sociedade e Estado. Os resultados apontam para evolução da economia, e a sua tentativa de implantar e sobrepor o papel do Estado por meio da corrente econômica neoliberal, esta que extingui o papel do Estado e consequentemente limita a cidadania por meio da extinção de políticas públicas e direitos básicos que são garantidos pela mesma.
Palavras-chaves: Economia \u2013 Gestão Pública \u2013 Política Social.
INTRODUÇÃO
O papel do Estado na economia é há muito tempo discutido. De maneira controversa, algumas teorias apontam a intervenção ativa do Estado como fator essencial para a manutenção de um bom cenário econômico, enquanto outras correntes de pensamento acreditam na existência apenas de um Estado mínimo, na ideia de que o Estado deveria permanecer apenas como observador, deixando com que as relações de mercado resolvam todos os problemas nele existentes (OLIVEIRA, 2014). 
A participação do Estado na Economia Brasileira não é recente pois desde o século XIX verifica-se suas primeiras incursões no campo empresarial. Esta participação tem-se dado, no decorrer dos anos, de forma mais agressiva em determinados momentos e retraindo-se em outros, mas sempre presente (SIMON, 1985).
Neste caminho, ciente da dinâmica da sociedade, esta que interfere nas esferas políticas, sociais e principalmente econômica, faz-se necessário o estudo do papel do Estado neste percurso histórico da sociedade brasileira. Assim, tendo em vista entender e compreender o papel estatal, este estudo parte do objetivo de analisar a importância do papel Estado na economia brasileira.
Para este estudo é importante destacar que a abordagem em torno do papel estatal, parte da compreensão assinalada por SUZIGAN (1996), onde o papel do Estado centra-se na economia de duas formas: como participante da atividade econômica (diretamente como empresário e indiretamente como agente financeiro ou implementador de programas setoriais) e como regulador da economia.
Neste sentido, destaca-se a relevância deste estudo, uma vez que para o presente trabalho, é de fundamental importância uma tentativa de análise dessa participação do Estado visto a existência de várias correntes e opiniões sobre o papel que este deve assumir na economia. Este papel não é apenas analisado na ótica da corrente econômica a qual estamos inseridos, mas para efetivo entendimento, faz-se de extrema relevância situar este papel no cerne das correntes econômicas como a liberal, keynesiana e neoliberal. 
O Estado na economia brasileira com base nesses três pensamentos de diferentes correntes econômicas destaca a posição e o poder entregue ao Estado. Sendo assim, é importante adentrarmos tal discussão para entender e pensarmos novos caminhos para a economia brasileira.
Para fins estruturais este trabalho divide-se em dois tópicos interligados e não estanque. No primeiro tópico, a discussão busca conceituar as correntes de pensamento econômico: o liberalismo, keynesianismo e neoliberalismo. Assim como, é compreendido o papel do Estado em todas estas correntes econômicas. No segundo tópico é discutido o papel estatal e as características de sua forma de intervenção pelas políticas públicas que são as ferramentas mediadoras dos conflitos entre sociedade e Estado.
Por fim, cabe destacar que este trabalho é de fundamental importância para pensarmos o papel da Gestão Pública na sociedade, uma vez que este trabalho nos faz entender de que forma o Estado se comportou e irá se comportar levando em consideração o contexto histórico social, político, cultural e principalmente econômico.
A EVOLUÇÃO DO PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA BRASILEIRA
Neste primeiro momento é importante situar a que tipo de Estado nos referimos neste estudo, ciente de que o Estado aqui abordado diz respeito ao aparelho estatal, aquele com \u201cpoder particular de fazer leis e tributar os habitantes de um território (BRESSER PEREIRA, 1992). Assim sendo, o Estado é um ente que garante aos seus cidadãos direitos e deveres, a manutenção do bem comum; para tanto, está organizado de forma jurídica e legal (regulamentada), possui autoridade, encontra-se localizado em determinado território e possui um povo que faz jus aos direitos por ele assegurados. 
No tópico 2.1 a discussão aborda as correntes de pensamentos econômico e a participação do Estado em cada uma delas. No tópico 2.2 a discussão é em torno do papel do Estado na sociedade brasileira, levando em consideração sua evolução no decorrer dos anos.
Correntes de Pensamento Econômico: liberalismo, keynesianismo e neoliberalismo
O desenvolvimento brasileiro tem sido marcado em sua história por ciclos, ora em fase de crescimento, ora em situação de crise, o que pode de certa maneira explicar a atuação do Estado expandindo-se em determinados momentos e retraindo-se em outros. Segundo SUZIGAN (1996), é maior a participação das instituições oficiais nos períodos de crise como por exemplo no período 1963/66. Em períodos de crescimento, como 1967/73, há um aumento da participação das instituições privadas e, em períodos de redução do nível de atividade econômica, como em 1974/75, volta a se ter uma predominância das instituições oficiais. 
Para entendermos tal dinâmica Coelho (2006) afirma que existe uma relação inevitável entre os modelos de Estado, sua forma de intervenção na ordem econômica e o pensamento econômico prevalecente. Para cristalizar melhor a afirmação supracitada, faz-se necessário entender que existem diversas correntes e escolas de pensamento econômico. Diante disso, neste tópico preocupa-se em conceituar as três principais correntes, o liberalismo, keynesianismo e neoliberalismo. Não obstante a mera reprodução de conceitos, faz-se necessário visualizar o papel do Estado em cada corrente que será apresentada a seguir.
Coelho (2006) afirma que o acentuado desenvolvimento comercial iniciado nos estertores do século XV, uma nova personagem começa a atrair e exigir cada vez mais atenção: o mercado. Este se configura como um sistema de confronto e harmonização de interesses individuais baseados em regras próprias, impermeáveis à vontade do Estado. Nesse sentido podemos dizer que do ponto de vista do liberalismo econômico, o mercado é uma barreira ao Estado, uma zona livre de sua intervenção e, assim, um critério visível da liberdade individual.
Com o intuito de implantar a liberdade individual e