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Desativação de catalisadores Any Vitoria Bernado Faria Gilson Leles Vitor Silva Fundação Educacional Montes Claros - FEMC Faculdade de Ciência e Tecnologia de Montes Claros - FACIT Montes Claros - MG Abril de 2019 Desativação ou envelhecimento do catalisador: Perda de sua atividade e seletividade com o decorrer do tempo Parâmetro muito importante na escolha de um catalisador na industria - Regeneração/Recarregamento Desativação de Catalisadores Desativação por Envenenamento : Bloqueio da superfície (sítios ativos) por formação de ligações fortes com os chamados “venenos”. Ex.: Catal. Metálicos - Compostos sulfurados (H2S, SO2), CO, íons metálicos da família VB e VIB Catal. Ácidos - Bases Orgânicas, CO, Nitrogenados A perda de atividade se estabiliza quando se atinge o equilíbrio entre o “veneno” (presente no próprio reagente) e os sítios ativos, na superfície do catalisador Regeneração: Reações do tipo ox-redox Decomposição térmica Se a ligação entre o “veneno” e os sítios ativos for forte, o processo é praticamente irreversível PRINCIPAIS CAUSAS Desativação por Deposição de inertes : Bloqueio da superfície (sítios ativos) por depósito de compostos mais pesados sobre os sítios ativos ou bloquear a entrada dos poros do catalisador Ex.: - Coque - indústria do petróleo (fuligem, compostos aromáticos de alto peso molecular e “carvão”) - Deposição de metais pesados Coque pode ser formado sobre sítios ácidos ou metálicos Reações envolvidas na formação do coque: Tranferência de Hidrogênio, oligomerização de olefinas, aromatização, polimerização Regeneração é parcialmente reversível: Queima do coque com ar e/ou vapor a CO e CO2 PRINCIPAIS CAUSAS Desativação por Sinterização : Perda da superfície específica, geralmente causada por aglomeração térmica Sinterização da fase ativa - Resulta da união de partículas vizinhas, de recristalização, volatilização, interação com o suporte ou segregação de ligas Sinterização do suporte: Frequentemente por recristalização, facilita a aglomeração da fase ativa, perda de porosidade e oclusão da fase ativa no seu interior Praticamente Irreversível Estabilizadores - Ex. óxidos de terras raras (Ce, Nd, Er) afetam a temperatura de sinterização de aluminas PRINCIPAIS CAUSAS Catalisador Reação Tipo de Veneno Zeólita Craqueamento Envenenamento - Base orgânica Isomerização Coque Metais pesados - seletividade Ni, Pd, Pt,Cu Hidrogenação Envenenamento - S, H2S, P, Zn, Desidrogenação Hg, Pb, NH3 Co Hidrocraq. Envenenamento - S, P, NH3 V2O5 Oxidação Envenenamento - As Fe Síntese da NH3 Envenenamento - O2, H2O, CO, S, C2H2 Hidrogenação Envenenamento - Bi, Se, Te, P, H2O Oxidação Envenenamento - Bi, VSO4 Alguns venenos cataliticos Onde: K = Constante de velocidade da reação S = Superfície específica do catalisador = Concentração do reagente adsorvido = Ordem da reação = Fator de efetividade r(real)/r(superfície externa) Veneno K Sinterização S Coque S e Efeitos ocorrem simultaneamente a(t) = -rA(t) -rA(t=0) Atividade fracionada residual em relação ao catalisador fresco Para a reação : A B Sobre um catalisador sólido que se desativa com o tempo -rA (t) = a(t).k(T).f(CA) Constante específica de reação Função da temperatura - T Função da concentração a(t) = Atividade fracionada residual do catalisador kd = Constante específica de desativação n = Ordem de desativação função da temperatura h(CA) = Relaciona a taxa de desativação com a concentração do reagente A Hipótese: Taxa de desativação não depende da concentração do reagente - h(CA) = 1 Taxa de desativação do catalisador (rd) Desativação por Coque Desativação por Envenenamento Desativação por Sinterização Principais casos de desativação Reator CSTR Balanço molar: FAO - FA = -rA.a(t).W (Eq.6.58 - Fogler) A B Resolvendo em: Onde: vo e CAO: Fluxo e concentração de A na entrada v e CA: Fluxo e concentração de A na saída W: Massa de sólido-catalisador n: ordem da reação com relação ao reagente A Ordem de desativação- Método Integral Supondo desativação de 1o ordem, temos: Ordem de desativação- Método Integral A B Desenvolver para desativação de segunda ordem Desenvolver para Reator PFR: (Eq. 6-56 e 6-127, Fogler) Ordem de desativação- Método Integral Considerar o reator - equação de projeto - Balanço de massa Assumir uma taxa de desativação Por ex.: Encontrar a(t) Diferenciar com relação ao tempo Linearizar a equação encontrada - obtenção dos parâmetros, como a ordem de desativação (n) e a constante específica de desativação A B Ordem de desativação- Método Integral Referências FOGLER, H,S. Elementos de Engenharia das Reações Químicas. 4ª ed. LTC,2017. NOVAES,L,R. Metodologia de desativação acelerada em catalisadores com modelagem matemática do processo HDT. RIO DE JANEIRO,2017. 15