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Universidade Federal de Santa Maria Departamento de Química – CCNE Disciplina de Mecanismos de Reações Orgânicas Reações de condensaçãoReações de condensação Santa Maria, 2015 Condensação aldólica Métodos de síntese empregados para a formação de novas ligações C-C. Adição de um carbono nucleofílico aum grupo carbonila. Reações Aldólicas Reações Aldólicas Nomeadas 2 Reações Aldólicas Simples Reações Aldólicas Cruzadas Reações Aldólicas Dirigidas Reações aldólicas Intramoleculares Reação de Mannich Condensação de Claisen Condensação de Dickmann Condensação Benzóica Reação de Knoevenagel Condensação de Doebner Reação de Darzens Reação de Michael Anelação de Robinson Condensação aldólica REAÇÃO ENTRE: Aldeído + Aldeído Cetona + Aldeído Cetona + Cetona 3 VARIAÇÕES: Condensação de Claisen (entre dois ésteres) Reação de Dieckmann (intramolecular entre ésteres) Reação de Canizzarro (entre aldeídos) Condensação de Knoevenagel: (éster malônico e aldeídos) Condensação de Doebner: ácido malônico e aldeídos Condensação benzoínica: entre aldeídos e cetonas Reações aldólicas: Aldeídos e Cetonas Reações de adição entre um enol ou íon enolato à carbonila de um aldeído ou cetona: R R' O 2 R OH R' O R R' OR'-H2O Condensação aldólica 4 R' R' R R' R R´= H ou Alquil ou Aril Produto de Adição ADUTO ALDÓLICO β-hidroxialdeído(Aldol) β-hidroxicetona(Cetol) Produto de Condensação Aldeídos ou cetonas α,β-insaturados α,β-hidroxialdeído ou α,β- hidroxicetona • Pode ocorrer por catálise BÁSICA ou ÁCIDA Condensação aldólica simples Aldeído + Aldeído: Catálise básica Adição de pequenas quantidades de base. 5 ALDOL Aldeído + Aldeído: Catálise básica Condensação aldólica simples 6 Etapa 1: Formação do enol pelo tautomerismo ceto-enólico O H-A O H + A Aldeído + Aldeído: Catálise ácida Condensação aldólica simples 7 H3C H H-A H3C H + A H2C H O H A H H2C H O H Enol H2C H O H + H-A Etapa 2: Adição nucleofílica H3C H O H H2C H O H + H3C OH H OH Íon oxônio Aldeído + Aldeído: Catálise ácida Condensação aldólica simples 8 Etapa 3: Transferência do próton e desidratação H3C OH H O H3C O H O H HH H H A H3C H O + H2OH A + Produto α,β-insaturado Perfil energético para as reações catalisadas por ácido e por base. Aldol Condensação aldólica simples 9 Formação de produtos α,β-insaturados Os adutos aldólicos são facilmente desidratados para formar produtos de condensação aldólica. As reações de desidratação ocorrem por aquecimento e sob catálise ácida ou básica. Condensação aldólica simples 10 ou básica. EnaisEnais: para aldeídos: para aldeídos EnonasEnonas: para cetonas: para cetonas Geometria TransGeometria Trans R OH H O OHH3O calor ou R O + H2O Estereosseletividade na etapa de desidratação HRC H Ph H OH B CRH H Ph H OH B CRH HPh O HRC HPh O Condensação aldólica simples 11 OHO OH O HPhHPh Menos favorável Mais favorável Cis Trans Produto preferencial • Isômero Cis é desfavorável em função da interação estérica entre o substituinte R da cetona e o grupo fenil. Cetona + cetona: Catálise básica Condensação aldólica simples 12 Cetona + cetona: Catálise ácida Condensação aldólica simples 13 Cetonas assimétricas Condensação aldólica simples 14 Condensação aldólica cruzada Reações entre diferentes compostos carbonílicos. Geralmente entre aldeídos e cetonas. 15 Escolha cuidadosa dos reagentes a fim de evitar a mistura de produtos Condensação aldólica cruzada 16 Enolato do acetaldeído Exemplo: Reação aldólica em meio básico entre o acetaldeído e o Condensação aldólica cruzada Formação de misturas de produtos 17 Enolato do propanaldeído acetaldeído e o propanaldeído, que possuem Hα com acidez semelhante (pKa ~20) formando uma mistura de 4 adutos aldólicos possíveis. Condensação aldólica Intramolecular 18 Condensação aldólica Intramolecular 19 pKa ~ 20 pKa ~ 20 pKa ~ 20 Compostos carbonilados assimétricos Condensação aldólica Intramolecular 20 As reações aldólicas cruzadas são preferencialmente utilizadas em síntese nos seguintes casos: І. Apenas um dos reagentes é capaz de ser enolizado e consequentemente formar o enolato; ІІ. Um dos reagentes é mais reativo através da adição nucleofílica Preocupações nas Condensações aldólicas 21 ІІ. Um dos reagentes é mais reativo através da adição nucleofílica que o outro; ІІІ. Regiosseletividade na formação do enolato (termodinâmico ou cinético); ІV. Reação aldólica dirigida; І. Apenas um dos reagentes é capaz de ser enolizado e consequentemente formar o enolato; H O H O + OH 10oC C6H5 H O 2-metil-3-fenil prop-2-enal 68% Preocupações nas Condensações aldólicas 22 Benzaldeído sem Hα é colocado na base Propanal com Hα é adicionado lentamente sob a mistura reacional Sob estas condições a concentração do reagente com Hα é sempre baixa e grande parte dele se apresenta como um ânion enolato ficando pouco sujeito a autocondensção ІІ. Um dos reagentes é mais reativo através da adição nucleofílica que o outro; H H O + H O K2CO3 H2O e éter H OH O H Formaldeído 3-metil butanal 2-hidroximetil-3-metilbutanal Preocupações nas Condensações aldólicas 23 2-hidroximetil-3-metilbutanal (52%) R R O R H O Cetonas são menos reativas diante de nucleófilos Aldeídos são mais reativos diante dos nucleófilos ІІІ. Regiosseletividade na formação do enolato (termodinâmico ou cinético); O Ha Hb Hbmenos ácido (devido ao efeito +I das 2 Me) Preocupações nas Condensações aldólicas 24 O Ha Hb O Ha O Hb Enolato termodinâmico Enolato cinético B Formado mais rapidamente, pois a remoção do hidrogênio necessário para gerar o enolato é menos estericamente impedido e mais ácido; Formado sob condições que favoreçam o equilíbrio; Possui a dupla mais substituída, logo é o enolato mais estável; Enolato Cinético Enolato Termodinâmico Solvente Aprótico Prótico Tabela Tabela –– Formação Formação regiosseletivaregiosseletiva de de enolatosenolatos Preocupações nas Condensações aldólicas 25 Base Forte Fraca Temperatura Baixa Alta Tempo reacional Curto Longo lV. Reação aldólica dirigida: • Ocorre entre 2 compostos carbonílicos que contém Hα com pka próximos; • Geração prévia do enolato com bases fortes e não nucleofílicas: - i-Pr2NLi (LDA); - (Me3Si)2NLi(LHMDS); Preocupações nas Condensações aldólicas 26 - (Me3Si)2NLi(LHMDS); O LDA THF O Li enolato de lítio da acetona C2H5 O OH 85% O LDA Et2O, HMPA -70oC O Li enolato cinético 1. CH3CHO 2. H3O 1. C2H5CHO 2. H2O O OH 90% Mecanismo: R1 H O H H + Li (LDA) i-Pr2N H O Li + enolato de lítio Etapa 1: formação do enolato i-Pr2N pKa ~ 20pKa ~ 20--2222 pKa ~ 35pKa ~ 35 Etapa 2: adição nucleofílica A coordenação do cátion Li do enolato ao O do aldeído Preocupações nas Condensações aldólicas Enolatos de Lítio na reação aldólica dirigida 27 Etapa 2: adição nucleofílica O Li + R2 H O R2 R1 O O Li R2 H R1 O O Li aldolato de lítio Etapa 3: Protonação (isolamento do protuto) + H2O R2 R1 OH O LiOH+ aldol R2 R1 O O Li Adição Nucleofílica Protonação A coordenaçãodo cátion Li do enolato ao O do aldeído ativa o grupo C=O p/o ataque do Nu Condensação de Claisen Síntese de β-Ceto ésteres 28 São possíveis condensações de Claisen cruzadas quando um dos ésteres não possuem Hαααα e, por isto, é incapaz de formar o íon enolato e sofrer autocondensação. O O O Condensação de Claisen Cruzada 29 O O + O O 1. NaOCH3 2. H3O O O O Benzoato de metila Propanoato de metila 2-metil-3-oxo-3-fenilpropanoato (60%) Reações que envolvem uma cetona enolizável, um aldeído e uma amina secundária em meio ácido, formando um composto β-aminocarbonilíco (base de Mannich). O H Et2NH N HH Et Et HCl H Cl Íon imínio Reação de Mannich 30 N HH Et Et OH OH NEt2 Cl O NEt2 H O NEt2 H Base NEt2 O Cl Íon imínio Base de Mannich Íon oxônio Cetona enolizável em equilíbrio com seu tautômero enólico que é suficientemente nucleofílico p/atacar o íon imínio O equilíbrio favorece o sal de amônio formando co composto β-aminocarbonílico Reação de Dieckmann Reção aldólica intramolecular de éster. 31 Reação entre anidridos de ácidos carboxílicos (ás vezes gerados in situ) e aldeídos na presença de base fraca, em geral o sal de sódio ou potássio do ácido carboxílico correspondente ao anidrido e sob aquecimento. Reação de Perkin: 32 R O R O O NaOAc + R1 H O O OHR1 R + OH O R R O R O O + NaOAc R O R O O HOAc+ Na R R O ONa + 1 O O R O ONa R1 O Esse mecanismo envolve a formação (sob condições de equilíbrio) do enolato do anidrido, seguida de uma reação aldólica com o aldeído presente no meio reacional. Reação de Perkin: 33 R O R R1 H R OR1 Após, ocorre um ataque intramolecular do ânion alcóxido gerado a uma das carbonilas do anidrido, levando à formação de um ânion de ortoéster, que encontra-se em equilíbrio com o produto O-acilado, resultado da migração do grupo acil. O O OR1 ONa R R O O OR1 R O R Na Em seguida ocorre a protonação do produto. O O OR1 R O R Na HOAc O O OHR1 R O R + NaOAc+ Reação de Perkin: 34 O O OHR1 R O R O OHR1 R + OH O R NaOAc R Ácido α,β-insaturado Condensação de Knoevenagel MECANISMO 35 MECANISMO 1ª Etapa Condensação de Knoevenagel 2ª Etapa 36 3ª Etapa Condensação de Doebner MECANISMO 37 2ª Etapa 3ª Etapa MECANISMO 1ª Etapa Condensação de Doebner 2ª Etapa 38 3ª Etapa Aldeídos e cetonas reagem com α-haloésteres na presença de bases para formar α,β-epoxiésteres também denominados ésteres glicídios. Reação Geral: Reação de Darzens 39 Reação Geral: EtO Cl O R1O R1 R2 O + OEt O OR1 R2 Cl+ Reação de Darzens MECANISMO 40 Reação geral: Condensação de Henry MECANISMO 41 Etapa 3: Transfêrencia do próton O NO2 R + HB OH NO2 R H Condensação de Henry 42 Álcool benzílico Formiato de potássio Formaldeído OXIDADO Benzaldeído REDUZIDO Reação de Cannizzaro 43 OXIDADOREDUZIDO A reação entre o cianeto e aldeído sem Hαααα a carbonila, pode levar a condensação benzoínica, onde uma ligação C-C é formada entre dois grupos aldeídos. O produto é um β-hidroxicetona. Condensação Benzoínica 44 O produto é um -hidroxicetona. Esquema Geral: O H + CN O OH CN O H + CN CN O H OH OH O OHNC Mecanismo: alcóxido 1 ânion de nitrila Condensação Benzoínica 45 CN H+ NC O ONC OHOH O alcóxido 2 alcóxido 3 -CN + A adição de Michael envolve a reação entre ânions de carbono estabilizados e olefinas conjugadas como atratores de elétrons, esta reação é conhecida como adição 1,4. Esquema geral: Adição de Michael 46 Esquema geral: OEt O + EtO OEt O O EtONa (cat.) EtOH 25oC EtO OEt O O OEtO Aduto de Michael 70% Aceptor de Michael 1 2 3 4 Etapa 1: Adição de Michael Mecanismo: OMe O H H + OH OMe O O OMe O Anelação de Robinson 47 H H O OMe O O OMe O O OMe O O H H H2O Enolato Enolato interm. Aduto de Michael Etapa 2: Anelação de Robinson OMe O O + OH OMe O O OMe OMe Reação aldólica intramolecular Anelação de Robinson 48 O O + H2O HO O + OHH OMe O + H2O Alcóxido