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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E GESTÃO AUTONOMA DA ESCOLA 
 
 
 Maria Helena Moura de Albuquerque 
 Maria da Conceição Carrilho de Aguiar 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
Este estudo visa compreender a escola como construtora da cidadania amparada 
especialmente no projeto político pedagógico construído. Identificar se houve 
modificações na participação da comunidade escolar no processo de reestruturação 
do Projeto Político Pedagógico de 2007 em 2008 realimentado pelo projeto de 
intervenção; Participação é a-tu-a-ção Fortalecendo a gestão democrática em uma 
escola da rede municipal de Recife; percebendo a atuação do gestor no exercício de 
suas funções e a conquista da autonomia escolar. A pesquisa de caráter qualitativo 
buscou na analise documental e nas respostas ao questionário aplicado ao conselho 
escolar que sinalizam avanços para escola pública atender as necessidades 
educacionais da população. 
Palavras-Chave: Gestão democrática; participação; Projeto Político Pedagógico; 
formação de gestores, autonomia escolar. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
Este estudo é produto de uma pesquisa e sobre um modelo de gestão 
democrática participativa na construção do Projeto Político Pedagógico de uma 
escola da rede municipal do Recife. A orientação sobre a concepção e a 
implantação do projeto político-pedagógico encontrava-se na Proposta Pedagogica 
da Secretaria Municipal de Educação de Recife que, com base na nova Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) - Lei Federal nº 9394/96, 
estabeleceu sua exigência e fixou diretrizes para sua elaboração pelas escolas 
públicas. 
Segundo Oyafuso e Maia (1998, p. 65),o projeto pedagógico trata-se do “ 
componente do Plano Escolar que define o que ensinar e o que aprender”, tomando-
o como “eixo central deste plano, porque tem como objetivo principal o processo 
ensino-aprendizagem”. Para as autoras a identidade da escola revela-se no plano 
escolar. Neste caso plano escolar tem um sentido mais amplo do que projeto político 
pedagógico, que é parte do mesmo. No entanto este não é o sentido encontrado na 
maior parte das referências sobre o tema, alguns autores confundem o projeto com o 
próprio plano. 
vivian.ramos
Nota
ALBUQUERQUE, .Maria Helena Moura de; AGUIAR, Maria da Conceição Carrilho de. Projeto Político Pedagógico e Gestão Autônoma da Escola. Disponível em: <https://docplayer.com.br/2432474-Projeto-politico-pedagogico-e-gestao-autonoma-da-escola.html>. Acesso em: 15 maio 2018.null
 
 
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Outro aspecto importante sobre o projeto político-pedagógico refere-se 
Pimenta (1995): é o trabalho, a participação e reflexão coletiva. Tal concepção 
permite uma leitura da escola não só como reprodutora das relações sociais, mas 
também, do seu papel na produção e transformação dessa mesma sociedade. 
Sendo assim pensamos que o projeto político deve estabelecer quais as 
necessidades sociais que norteia a sociedade vigente, ou seja, a importância do 
contexto, à que o movimento de aprendizagem se inicia na relação do homem com o 
mundo e na objetivação deste com o mundo do trabalho. Este posicionamento 
permitirá a construção do conhecimento como missão da escola sendo dada pela 
inter-relação dos sujeitos envolvidos: diretores, equipe pedagógica, professores, 
alunos, pais, funcionários e comunidade externa, em um processo sem um 
determinador hierárquico e sim de acordo com as diferentes esferas de 
responsabilidades. 
Outro aspecto sobre o Projeto Político Pedagógico nos diz Paro (2000, p. 
152), que é necessária uma gestão escolar articulada com a transformação social, 
fundamentada em objetivos educacionais representativos dos interesses de amplas 
camadas da população e que leve em conta a especificidade do processo este 
determinado por estes mesmo objetivos. Nesse sentido, cabe ao gestor escolar 
como líder, como educador da coletividade de maneira eficiente e prática envolver 
todos os segmentos; professores, alunos, pais, funcionários, comunidade, 
influenciando-os e ajudando-os positivamente para participarem, protagonizarem as 
mudanças e transformações que se fizeram necessárias para que a escola cresça e 
seja eficaz conquistado uma educação pública de qualidade para todos. 
A gestão escolar dentro de um novo enfoque de organização exige também a 
implantação de novos mecanismos e instrumentos que viabilizem uma atuação mais 
efetiva do gestor com vistas a promover a autonomia da escola e uma gestão 
participativa e democrática. A criação desses mecanismos está presente na 
legislação educacional vigente que determina a instituição de: conselho escolar, 
construção do projeto político pedagógico, eleição direta para dirigentes. 
Como todo pesquisador, enfrentamos vários problemas nessa investigação e 
indubitavelmente o maior deles se apresentou na formulação do próprio objeto de 
estudo e principalmente como poderíamos contribuir a respeito da temática, bem 
como na nossa prática enquanto gestora. No projeto Vivencial nos foram oferecidas 
algumas opções. Na prática, com intenção de consultar a comunidade escolar, 
discutindo com o conselho escolar e os professores da escola, elegemos: 
reestruturar o projeto político pedagógico da escola. Nossa intenção seria resolver o 
 
 
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problema de maior impacto na gestão democrática na escola – a participação de 
todos os sujeitos dos segmentos existentes na escola. 
Percebemos diante da nossa vivência que esta é uma realidade que cerca 
muitas escolas municipais, pois muitos projetos são elaborados sem uma 
significativa participação da comunidade escolar. Diante deste aspecto 
questionamos: É possível reverter este quadro, ampliando a participação da 
comunidade escolar? Pensamos que um Projeto Político Pedagógico deve estar 
baseado numa proposta educativa que torne a aprendizagem mais significativa e 
critica. O desafio de se obter esta realidade passa por criar e permitir uma nova ação 
em gestão na qual toda comunidade escolar possa participar de um processo com 
base no diálogo e descobertas de forma criativa, dinâmica e propulsora do 
fortalecimento da gestão democrática na escola pública. Assim a realidade aplicada 
numa escola da Rede Municipal do Recife nos servirá como base para desenvolver 
este estudo. 
Diante desta realidade, nosso objetivo nesta pesquisa é: analisar a 
reestruturação do projeto político pedagógico da escola X da rede municipal 
de Recife realizado para o ano letivo de 2008. Especificamente pretendemos: 
identificar como foi realizado o processo de reestruturação; analisar se no 
processo de reestruturação houve modificações na participação da 
comunidade escolar. 
A importância deste estudo ocorre a partir do momento que através dessa 
análise poderão ser fornecidos dados importantes para outras gestões na 
elaboração do Projeto Político Pedagógico. Entendemos que diante de um modelo 
de gestão escolar, pautado na democratização das relações entre escola e 
sociedade, as decisões tomadas coletivamente, é necessário pô-las em prática, o 
que implica ter a escola bem estruturada, coordenada e administrada. Pensar a 
escola e a construção de seu projeto de vida requer o estabelecimento dos 
conceitos pelos quais se fundamentam as percepções de um projeto político 
pedagógico. Sendo suas bases à visão de sociedade a qual responde a gestão 
democrática participativa os novos paradigmas educacionais as definições das 
especificidades da organização escolar, a visão da finalidade da escola como 
construtora da cidadania e as ambigüidades da atuação do gestor/diretor, no que 
estabelece a dimensão da qualidade desejada na educação. 
De caráter qualitativo,esta pesquisa procurou um envolvimento mais 
dinâmico entre sujeito e objeto de estudo. Por esta razão, a análise não foi feita 
apenas por observações de resultados finais sobre a escola, mas privilegiando a 
 
 
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interpretação do processo, buscando perceber a riqueza e a complexidade que 
reside nas inter-relações entre as várias instâncias da comunidade escolar, assim 
como nas reflexões e expectativas educacionais dos atores envolvidos. 
Nesse sentido, o estudo optou por investigar a atuação do conselho escolar, a 
participação da comunidade escolar na construção e acompanhamento do projeto 
político pedagógico e o papel do gestor nesse processo na escola (legitimado pela 
eleição direta c/voto universal) - devido a importância de sua liderança e 
reconhecimento de suas co-liderança. A técnica de coleta de dados utilizada, além 
da observação, foi o questionário aplicado aos membros do conselho. 
Procurou-se verificar como todos se posicionavam quanto à elaboração do 
PPP considerando principalmente os aspectos relacionados à gestão da escola, 
presentes nos documentos que informam a sua produção – a democratização da 
escola, e a participação da comunidade – em contradição com a manutenção da 
centralização das condições do processo pedagógico da escola pelos professores e 
dos entraves aos mecanismos de ação coletiva na escola. 
Na pesquisa a coleta de dados privilegiou observação direta do processo e 
análise documental dos projetos político pedagógico 2007 e 2008, e do projeto 
intervenção participação é a-tu-a-ção fortalecendo a gestão democratica. 
 
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 
 
O projeto político-pedagógico como prática social se constitui historicamente, 
naquilo que os educadores produzem nas escolas, como expressão de suas 
escolhas alternativas diante das contradições, dos embates, que se apresentam. 
O projeto político-pedagógico nas escolas tem dois sentidos que na práxis 
podem se assemelhar ou diferenciar-se: na sua singularidade pode explicitar a 
teleologia posta coletivamente pelos sujeitos no trabalho e ao mesmo tempo, como 
teleologia objetivada, dever-ser, regular a práxis. Conforme Lukács (1981), a origem 
do dever-ser é a essência teleológica do trabalho, fundamento ontológico do ser 
social. 
Lukács (1981) tomando como modelo o trabalho simples, produtor de valor de 
uso, demonstra como o dever-ser orienta a causalidade posta em direção à posição 
teleológica. No trabalho voltado para a produção de valor de uso as teleologias 
postas transformam a própria natureza. Mas nas práticas mais complexas, nas quais 
o fim é a ação sobre a consciência de outros homens que os induz a determinadas 
posições teleológicas, a práxis é regulada pelo dever-ser. Este é o caso do campo 
 
 
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educacional e especificamente, dentro dele, a gestão do trabalho na escola, cujo 
objeto é o próprio controle do trabalho. Dever-ser e teleologia correspondem a 
momentos distintos da mesma processualidade. No entanto o dever-ser não se 
coloca como mera regulação externa e abstrata da prática social já que não se 
separa das alternativas concretas, que tem o seu fundamento ontológico no 
trabalho. Como afirma Lukács (1981) o dever-ser no processo de trabalho tem 
possibilidades diversas tanto objetivas como subjetivas. Quais delas e de que modo 
se tornarão realidades sociais, é uma coisa que dependerá do desenvolvimento 
concreto da sociedade. 
O projeto político pedagógico é o plano global da escola que leva à 
construção de sua identidade, definindo {em tese}, de forma participativa, o tipo de 
ação educativa que pretende realizar. 
O projeto político pedagógico é um processo permanente de reflexão e 
discussão sobre os problemas da escola, que possibilita a vivência democrática, já 
que conta com a participação de todos os membros da comunidade escolar. Ele 
busca organizar o trabalho pedagógico, superando conflitos no interior da escola e 
diminuindo os efeitos da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza 
os poderes de decisão. 
Assim sendo, o projeto político pedagógico é fruto de uma decisão coletiva, 
que leva a escola à criação de sua própria identidade e à conquista de sua 
autonomia. 
 A construção do projeto político pedagógico exige bastante dos seus 
participantes, e é necessária a articulação dos diferentes segmentos que compõem 
a comunidade escolar. Na conciliação entre os diversos interesses existentes no 
âmbito escolar encontramos o gestor que age enquanto mediador no processo de 
interlocução entre os diferentes segmentos que compõem a escola. 
De acordo com Vasconcelos {2002,p.21} “é o projeto que vai articular, no 
interior da escola, a tensa vivência da descentralização e através disto permitir o 
dialogo consistente e fecundo com a comunidade, e mesmo com os órgãos 
dirigentes.” 
 Percebe-se, no entanto, que em muitas escolas o projeto político pedagógico 
não é feito de forma participativa e acaba não se concretizando, ou negando-se 
enquanto instrumental para a vivência democrática e ou a conquista da autonomia 
da escola. 
 
 
 
 
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GESTÃO DEMOCRÁTICA 
 
A democratização da gestão da educação vem sendo apontada como uma 
das chaves para eliminação dos entraves na modernização das escolas, envolvendo 
a eleição de dirigentes, a elaboração do projeto político pedagógico e dos conselhos 
escolares. 
 A partir da década de 80, os educadores começaram a falar em 
administração democrática como uma forma de ampliação dos canais de 
comunicação com a comunidade, e de discussão do próprio papel do estado a ser 
assumido. 
 Assim, a idéia de um novo modelo de gestão escolar, surge como 
resultado das críticas ao modelo centralizador e clientelístico sustentado pelo regime 
autoritário da época. Essa idéia foi reforçada em 1988, com a inscrição no texto 
constitucional do Princípio da Gestão Democrática no ensino público. Desse modo, a 
lei de diretrizes e bases de educação art. 3°, inciso VIII institui o principio da gestão 
democrática do ensino, reafirmando e incentivando experiências que tenham como 
base à cultura da participação na administração escolar. Os três mecanismos da 
gestão democrática: conselho escolar, eleição direta para dirigentes e a elaboração 
de projetos político pedagógico nas escolas foram às iniciativas de maior destaque 
dessa nova política. 
A proposta dos Conselhos Escolares, vinculado ao processo de gestão 
democrática é mais precisa ainda no Art. 14 da LDB, quando, afirma que os 
sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na 
educação básica de acordo com as suas peculiaridades, conforme os seguintes 
princípios: I-participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto 
pedagógico da escola; II – participação das comunidades escolar e local em 
conselhos escolares ou equivalentes. O artigo 14 convoca a todos para o exercício 
das convicções democrático no cotidiano das escolas a partir da instituição de 
normas locais para a vivência democrática nos serviços educacionais, significando, 
portanto um grande avanço do ponto de vista pedagógico-social a caminho para a 
construção de uma escola qualitativa e equânime que integre ao seu projeto as 
necessidades a anseios da comunidade a qual ela serve. Na medida em que esse 
processo de negociação de interesses e percepções integra-se à comunidade, 
estabelecem-se mecanismos de discussão e análise, superam-se conflitos e 
constituem-se alianças significativas. Desse modo, a comunidade e os pais podem 
cobrar o trabalho dos professores e o papel da escola no sentido de se tornarem 
 
 
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aliados para a exigência de melhorescondições de trabalho. Ao mesmo tempo, é 
preciso definir com clareza sobre o que compete aos pais e à comunidade decidir, 
para que não sejam confundidas as atribuições da escola, da família e da 
comunidade. 
 A grande questão discutida entre educadores é a competência de cada parte 
envolvida na gestão democrática. Ela não é panacéia, nem apenas uma norma 
organizacional da burocracia. A escola e o Conselho deverão perseguir o 
estreitamento e a eliminação de distâncias entre os representantes e representados, 
e evitar, por exemplo, que a pauta das discussões seja controlada pelos professores 
para discutir apenas a disciplina e o desempenho dos alunos, pois assim não se 
constrói a democracia, pela pura e simples existência do conselho sem significar, no 
entanto um verdadeiro canal de participação. Sendo assim, a gestão no âmbito da 
escola deve envolver mais pessoas no processo de tomada de decisão evitando a 
forma centralizada e hierarquizada, para que os mais variados pontos de vista 
possam ser considerados e debatidos num verdadeiro processo de negociação de 
interesses. 
 Dessa forma, as decisões são tomadas coletivamente assim a Proposta 
pedagógica da escola será definida a partir do debate e do confronto das posições e 
interesses dos alunos dos pais da comunidade e da equipe escolar. Na elaboração 
coletiva desse documento deve-se considerar: a experiência acumulada pelos 
profissionais do magistério a cultura da comunidade as Diretrizes Curriculares 
Nacionais bem como as Normas e Diretrizes Educacionais do Sistema de Ensino. 
Esses aspectos devem manter uma estreita relação com o projeto de homem e de 
sociedade que se quer construir. 
 O processo de gestão democrática na escola engloba também elaboração e 
o acompanhamento do trabalho/organização escolar por meio de instrumento; o 
projeto político pedagógico (PPP). 
A organização escolar de hoje baseia-se na responsabilidade coletiva, descentralização 
da educação e participação direta de todos os membros da instituição humana. Pensar e 
construir uma escola são essencialmente colocar em prática uma concepção política e uma 
concepção pedagógica que se realimentam e que se corporificam na sua Proposta Político 
Pedagógica. 
 
 
 
 
 
 
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ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Este estudo possibilitou ao gestor a reflexão do processo que foi construído o 
PPP/ 2007 da escola investigada. Um dos aspectos identificados foi que apesar do 
CE (conselho escolar) definir e fazer o convite a comunidade escolar para 
elaboração do mesmo, na pratica a participação ficou resumida as pessoas do GOM 
(grupo magistério) uma vez que o processo ocorria nos dois{2} dias de planejamento 
que acontece antes do 1° dia letivo, já os pais, alunos, comunidade, ate funcionários 
não participavam (talvez por não terem o sentimento de pertença com o PPP). 
 A questão que nos propomos a responder foi: como motivar a participação de 
toda comunidade escolar. Na ultima reunião do CE em 2007, debatemos a 
participação da comunidade escolar e construímos o projeto intervenção 
Participação é atuação. Fortalecendo a Gestão Democrática cujo objetivo geral foi 
responder: como envolver mais pessoas dos diferentes segmentos da escola na 
elaboração do PPP em 2008 e chegamos à realidade de assumimos que nós de 
alguma forma estávamos pacíficos, convidávamos é claro mais precisávamos de 
mais estratégias... Resolvemos levar a questão a base de cada segmentos 
interrogando quais as mudanças/alternativas que poderia melhorar. 
 As respostas foram às mesmas, mais dialogo mais reuniões e participação de 
todos! O detalhe foi uma mãe, ela também é aluna do EJA, que falou: porque o 1° 
dia de aula já não iniciava explicando o objetivo da escola, a gestão democrática, 
apresentando o conselho e convidando todos a ajudarem a escola a funcionar 
direito. Pegamos essa fala e planejamentos; o CE e o GOM da escola o 1° dia de 
aula/2008, que além das boas vindas, das apresentações, falamos da gestão 
democrática. 
Depois o CE e a gestora da escola com a presença de toda comunidade escolar 
realizamos uma reunião onde falamos da importância de todos contribuíam para o 
sucesso da escola pública, uma vez que é da responsabilidade de todos e só a 
parceria entre as instituições Família e Escola possibilita o bom investimento para o 
desenvolvimento saudável do potencial da criança e do adolescente, para sua 
formação de cidadania. Foi debatido também o entendimento do projeto intervenção 
Participação é a-tu-a-ção Fortalecendo a Gestão Democrática, oportunamente 
reforçamos a importância da gestão democrática e os pilares da mesma, com 
destaque os dois últimos: Eleição direta para dirigentes e vice-dirigente; Conselho 
escolar (representatividade dos segmentos existente na escola); O projeto político 
pedagógico (PPP), onde firmamos um pacto com todos que ficaram comprometidos 
 
 
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de participarem dos vários momentos(reuniões por turnos e assembléia geral) para 
a elaboração do mesmo . 
Assim foi realizada uma análise a partir da percepção que os conselheiros têm sobre 
o processo de produção e implementação do projeto político-pedagógico. Uma vez 
que os sujeitos da pesquisa eram todos representantes eleitos pelos seus pares de 
cada segmento existente na escola, interessou-nos, também identificar diferentes 
percepções quanto a função que estes representantes se atribuem em relação ao 
projeto político pedagógico. Além disso, a compreensão deste aspecto se mostrou 
necessário já que, a exigência legal para a produção e implementação do projeto de 
forma autônoma e com a participação de todos os membros da escola, 
aparentemente imprime uma reorganização geral da escola. Há, neste ponto, a 
necessidade de fazer uma pequena justificativa para a generalização procedida. 
Reconhecemos que há certa heterogeneidade numa unidade escolar , entretanto, há 
também elementos estruturais que se mantêm ao longo de toda escola. Afinal, as 
pessoas de todos os segmentos fazem parte de uma única escola, comandada de 
maneira a garantir uma gestão democrática (que na rede pública não é resultado de 
uma escolha é hoje uma determinação legal pela LDB 9394/96). Assim, por maior 
que sejam as diferenças entre as pessoas de uma mesma escola, de um mesmo 
segmento,ou de segmento distinto, decorrem das diferenças contextuais a que cada 
uma esta submetida. Importa-nos, aqui, captar aquilo que no processo de 
elaboração dos projetos intervenção e o projeto politico pedagógico-2007e o de 
2008 é estrutural porque é o que contém e o que revela o essencial do processo 
estudado. A apreensão do que é estrutural nos fenômenos e processos sociais é o 
que nos permite a extensão das constatações de uma para outras partes de um 
todo, como é o caso ora em pauta. 
Decorre daí, a questão que orienta o atual estudo, anunciada da seguinte 
maneira: como a gestão da escola está comprometida com a construção de um 
projeto politico pedagogico democrático e participativo, que vise à superação de uma 
organização pedagógica excludente?. 
A escola estudada possui um projeto político-pedagógico-2008 que 
contempla, na concepção e execução os fundamentos essenciais para a sua 
realização, isto é, o caminho percorrido mostra a preocupação constante de 
instaurar uma nova forma de organização do trabalho pedagógico, possibilitando um 
confronto com o instituído. Isso significa um largo passo na constituição do seu 
projeto, a partir da consciência de que a atual estrutura escolar precisa ser alterada. 
Uma vez que a concepção de educação, escola, homem e sociedade ganha para 
 
 
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ela um novo sentido, a nova estrutura deve, então, corresponderaos novos 
objetivos que a instituição tem traçado para a educação que desenvolve. 
Nesse sentido, a escola pesquisada considera que o projeto seja a sua diretriz 
política, mais do que isso, que ele possa gerar políticas no seu interior, causando 
interferências no processo pedagógico, respaldado por uma análise contínua da 
conjuntura política e educacional. Além disso,ela entende que a gestão democrática 
só tem sentido com a participação efetiva de todos os atores presentes na escola. 
Apesar desse visível esforço que a escola vem desprendendo na execução 
do projeto, percebe-se uma fragilidade na análise da conjuntura política e 
educacional, que não pretendo julgar pelo foco do certo ou do errado, mas pela 
ausência de um eco maior dessa análise nos canais de participação e, por 
conseguinte, na atuação dos próprios profissionais envolvidos. Isso implica avançar 
teoricamente, ir além do discurso do dominado e do dominante. Significa que a 
escola poderia estar questionando os avanços obtidos e não considerá-los como 
conquistas acabadas. 
Os principais eixos indicadores de alternativas pela ampliação da participação na 
elaboração do projeto politico pedagogico foram: a escola acredita estar se 
organizando diferentemente; O papel do gestor/ articulador democrático nesse 
processo; a realização de projetos didáticos em 2008 com a parcerias de 
instituições presente na comunidade que a escola está localizada. 
 Tivemos um projeto político-pedagógico na perspectiva da comunidade 
escolar e enriquecido pelo envolvimento de um maior número de pessoas da 
comunidade escolar. O tempo maior desprendido para elaboração e sistematização 
do mesmo devido a ampiação do quatitativo de participantes ,logo um maior número 
de reuniões até assembleia geral para explanação e aprovação do 
PPP2008(lfervereiro à abril/2008). 
Diante de um questinário aplicado sobre o projeto a maior parte das respostas 
obtidas relaciona o projeto com aspectos da gestão da escola1. Assim, faz-se 
referência principalmente a idéia de que com o projeto pedagógico, se estabelecem 
os objetivos e metas da escola2, tem-se um instrumento de orientação das ações no 
âmbito da escola e do seu planejamento3 e se facilita o envolvimento, a integração e 
participação dos segmentos escolares e da comunidade4.Depreende-se das 
 
1 Encontramos apenas 3,5% de respostas que não faziam referências à relação do projeto pedagógico com a 
participação da comunidade escolar para a melhoria da aprendizagem e da qualidade de ensino. 
2 23% das respostas. 
3 27% das referências. 
4 34% das respostas. 
 
 
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repostas uma finalidade orientadora da prática dos educadores nas escolas, 
mediada pelo projeto político pedagógico. 
 Outro aspecto observado é a relação do projeto pedagógico com a 
possibilidade de a unidade escolar voltar-se para os mesmos objetivos, que 
passariam a orientar, de forma integrada e harmoniosa, as ações, o planejamento 
das disciplinas, promovendo a participação, o comprometimento dos educadores e o 
envolvimento da comunidade. O conjunto de respostas revelou uma concepção que 
abarque todas as dimensões de um projeto político pedagógico tomado como 
construção concreta da escola, a partir dos interesses e necessidades dos diversos 
segmentos e com a participação deles. As respostas incorporaram preocupações 
com a definição de valores fundamentais que embasam a escolha de fins para a 
escola, ou seja, que extrapolassem o âmbito das práticas e introduzissem as 
dimensões filosófica e sócio-política da educação. 
Esta perspectiva se torna mais evidente nas respostas em que a equipe 
expressa a importância do projeto pedagógico para escola. Para 31% dos 
respondentes ele é guia para as ações, isto é, crêem que o papel do projeto 
pedagógico é o de garantir objetivos comuns que levariam à integração das 
disciplinas curriculares o que serviria para orientar as ações dos agentes escolares. 
Com perspectiva próxima 40% dos respondentes, vêem o projeto pedagógico 
como elemento capaz de promover a participação, facilitar a integração e criar o 
comprometimento dos membros da comunidade com os objetivos da escola. Ou 
seja, atribuem ao projeto pedagógico a função de catalisar a participação da 
comunidade na escola. 
No conjunto 71% dos respondentes, membros da comunidade escolar, 
atribuem ao projeto pedagógico a propriedade mágica de resolver alguns dos 
maiores e mais complexos desafios que têm as escolas públicas para cumprir sua 
função político-pedagógica. 
Evidenciam-se os dois sentidos do projeto pedagógico na práxis dos 
educadores. Em primeiro lugar, na sua singularidade o projeto pedagógico expressa 
as escolhas alternativas, constituídas pelos educadores diante dos embates e 
contradições no seu trabalho cotidiano. Mediada pelo projeto pedagógico a equipe 
do GOM indica uma escola idealmente constituída cuja base é a integração e 
harmonização entre os sujeitos que nela atuam. Nesse sentido o projeto pedagógico 
é positividade, já que se caracteriza como instrumento capaz de eliminar a 
fragmentação do trabalho e do conhecimento, a hierarquização de funções e a 
burocratização da escola, processos diretamente relacionados à divisão do trabalho 
 
 
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e à centralização do poder numa sociedade de classes. Com o projeto político 
pedagógico seria possível romper com o individualismo e o isolamento que muitas 
vezes caracteriza o trabalho dos educadores. Em segundo lugar, o projeto político 
pedagógico – teleologia objetivada – é dever-ser que regula a práxis dos educadores 
na escola, mediado pelos objetivos e metas. No entanto para se compreender o real 
significado deste segundo aspecto é necessário que se estabeleçam todas as 
relações que permitam ir além da forma como se manifesta. 
Vale ressaltar que na elaboração do projeto político-pedagógico anterior 2007 
só participaram de fato de sua elaboração as pessoas do GOM da escola ,alias o 
projeto só era do domínio desse grupo , contradizendo a participação de toda 
comunidade escolar,fato amplamente refletido e superado na elaboração do projeto 
político pedagógico em 2008 (conseqüência do projeto intervenção :participação é a-
tu-a-ção na gestão democrática). 
Por outro lado nas respostas ao questionário os conselheiros e seus 
suplentes referiu-se a necessidade de uma maior participação de todos na 
elaboração do projeto político-pedagógico condição em tese de qualquer projeto 
político-pedagógico referindo-se à importância dos objetivos, ao diagnóstico e 
caracterização da unidade escolar, como instrumentos de participação da 
comunidade; do ponto de vista da gestão, fundamenta-se nos mesmos pressupostos 
que orientaram a pedagogia sócio-construtivista . 
O projeto político pedagógico apresenta-se como elemento catalisador da 
visão de homem/mulher,mundo,educação, possibilitando o planejamento para a 
cada unidade escolar organizar-se de forma racional e eficaz. As respostas ao 
questionário sugerem que a posição predominante dos respondentes é de que a 
gestora deve se colocar como liderança, coordenação e animação deste processo, 
ou seja, de estimular os profissionais da escola a que atinjam os objetivos da 
educação com a contribuição de toda comunidade escolar. 69% das respostas 
fazem referência ao papel da gestora como o de liderar/coordenar/gerenciar ações 
entre os envolvidos. 
As respostas ao questionário sugerem que o conselho escolar toma o projeto 
pedagógico não como processo, mas como resultado privilegiando-o como 
instrumento de melhoria dos indicadores de eficiência e eficácia da unidade escolar, 
do cumprimento da legislação e dos prazos exigidosao invés de valorizar o 
processo, ou seja, o projeto pedagógico como elemento facilitador da reflexão 
contínua e sistematizada sobre a escola. 
 
 
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A tentativa de identificar diferenças nas visões de diretores, assistentes de 
direção e coordenadores pedagógicos, professores,alunos,pais,funcionários através 
das respostas dadas no questionário, se mostrou infrutífera. Há uma grande 
semelhança entre as respostas dadas pelos membros desses segmentos escolares. 
Ainda que diferentes na sua formulação e no vernáculo não se consegue identificar 
a incidência de categorias que possam revelar um viés específico de um dado 
segmento. 
Os resultados do sucesso escolar ainda são considerados responsabilidade 
da direção escolar, e da equipe que nela atua. A responsabilidade maior esta 
concentrada na autoridade do diretor escolar, já que a organização formal da 
Secretaria Municipal de Educação (SME), mantém o “caráter hierárquico da 
distribuição da autoridade” (PARO, 1997), apesar da democratização sugerida que 
orienta a formulação do projeto político pedagógico. 
No caso da SME, a orientação sobre a concepção e a implantação do projeto 
pedagógico é divulgada à rede sem que se tenham alterado as condições objetivas 
em que se realiza o trabalho nas escolas.Como já evidenciou PARO, 
contraditoriamente, 
[...] o diretor aparece, diante do Estado, como responsável último pelo 
funcionamento da escola e, diante dos usuários e do pessoal escolar como 
autoridade máxima. Seu provimento apenas a partir de requisitos ´técnicos`, 
aferidos em concurso público, encobre o caráter político de sua função, 
dando foro de ´neutralidade´. Assim, tendo de fato que prestar contas apenas 
ao Estado, acaba independentemente de sua vontade, servindo de preposto 
deste diante da escola e da comunidade (PARO 1997, p. 45). 
 
Assim como o diretor, os demais membros da equipe técnica das escolas 
também se encontram diante da mesma contradição. Quanto ao assistente de 
direção e o coordenador pedagógico, suas funções correspondem a partes da 
função administrativa, mais geral. Ou seja, tomada a administração em seu sentido 
clássico ela compreende aspectos que podem vir a ser fonte de ações 
especializadas e que são desenvolvidas por setores ou indivíduos dentro da 
organização5. 
Contraditoriamente, um ponto crucial atribuído ao projeto político pedagógico 
pelos órgãos centrais das redes de ensino é a concepção de gestão da escola que 
acompanha os processos de implantação e implementação dos mesmos. Ou seja, 
para que o projeto político pedagógico se constitua num instrumento de 
democratização da escola é necessário que se supere o modelo burocrático 
 
5O assistente de diretor é o substituto do diretor, nas suas ausências eventuais e nos seus afastamentos, e realiza 
parte das tarefas daquele, por delegação. 
 
 
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dominante e se implante uma gestão democrática que realize a autonomia da 
escola, que estimule e facilite a participação da comunidade nos processos de 
tomada de decisão, única alternativa para a construção coletiva do projeto político-
pedagógico na escola. 
No entanto, como se constata, as políticas governamentais na prática não 
alteraram as disposições legais e as condições concretas nas quais se desenvolvem 
a administração dos sistemas e unidades públicas de ensino. Assim, o que se 
produz é uma situação contraditória, isto é, propõe-se uma tarefa para cuja 
realização a escola não está preparada e, na maioria dos casos, se utiliza um 
processo onde apenas o GOM da escola sentem que são responsáveis pela 
elaboração, implantação e implementação do projeto político pedagógico, enquanto 
os demais segmentos existentes da 
escola(funcionários,alunos,pais,comunidade)não sentem que tal é pertence de sua 
atuação,esta visão comungada até certo ponto por todos é restritivo, senão 
impeditivo da participação de toda comunidade na elaboração do projeto político 
pedagógico e da sua apropriação como instrumento de democratização na escola. 
Desta forma, as respostas oferecidas pelos sujeitos da pesquisa indicam uma 
visão de projeto político pedagógico com alterações entre os projetos político 
pedagógico de 2007 e 2008 da mesma escola. Estes são instrumentais e 
operacionalizam as finalidades concebidas para a educação e para a escola com 
uma etapa precedente de elaboração do projeto político pedagógico nos seus 
processos diferencial, quando se discutem os valores a serem adotados necessário 
a formação do sujeito que se quer forma como cidadão e cidadã. 
Na medida em que o projeto pedagógico é processo, movimento, contempla 
uma reflexão e uma opção da escola sobre os valores que serão adotados no 
estabelecimento das finalidades da educação a ser oferecida aos alunos; 
inicialmente a determinação de que todas as escolas elaborem o seu projeto-
pedagógico (LDB) e ação estática entre meios e fins, sugerem o aprofundamento do 
estranhamento pela instituição de novas formas de garantir a participação e exercer 
o controle e a direção sobre o trabalho dos educadores, mantendo-se os valores 
orientadores elegidos. 
A alternativa indicada pela comunidade escolar emerge, como vimos 
imediatamente dos limites impostos e das contradições com as quais os educadores 
deparam-se no cotidiano. a forma ao contrário de o projeto político pedagógico 
mediar um trabalho significativo do ponto de vista dos sujeitos, é esquisitivo. Ou 
seja, é “[...]momento da ação do objetivado sobre o sujeito que, ao invés de 
 
 
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impulsionar o devir-humano dos homens, se consubstancia como obstáculo ao 
avanço do processo de sociabilização.” (LESSA, 1997:116) 
É dentro destes limites que o podemos compreender as respostas à questão 
sobre a participação de todos no projeto pedagógico na respectiva escola. A grande 
maioria declara concordar com a participação de todos os segmentos6. O fato de 
que em 60 % da escola, a comunidade escolar afirma que dar contribuição ao 
projeto pedagógico é a otimização para gestão democrática , indica por um lado, que 
a comunidade escolar considera importante o projeto pedagógico para a escola. No 
entanto, a concepção de projeto pedagógico que se expressou nas respostas 
anteriores, indica que o concebem dentro de uma racionalidade formalista e 
burocrática e de domínio dos professores. Quando se constata, que a concepção de 
projeto pedagógico da maioria dos membros do conselho escolar é parcial, 
incompleta ou equivocada parece lícito supor que essa avaliação esteja carregada 
pelo mesmo viés. Então há que se tomar com reservas aquele resultado até porque 
as demais categorias, que traduzem situações específicas da escola, no seu 
conjunto representam respostas negativas à questão do preparo/competencia na 
participação do PPP pelos segmentos existentes na escola. 
Como prática social, ainda que a exigência para que as escolas produzam e 
implementem o projeto pedagógico potencialmente possa representar um avanço, 
esta avaliação só pode ser feita, com base nas condições objetivas nas quais estão 
inseridos os educadores, alunos e comunidade. Como afirma Lukács (apud 
Mészáros) “apenas a concepção dialética da totalidade pode nos capacitar a 
compreender a realidade como um processo social”(2002, p.380). 
Nas escolas, a gestão escolar encontra-se diante do desafio de gerenciar os 
recursos com o objetivo de construir, com base na autonomia delegada formalmente, 
uma escola de qualidade, num contexto de mudança em que a forma escolar 
emerge como forma dominante de educação, como apontam Saviani (1994) e 
Mészáros (1993). A importância da escola historicamente hipertrofia-se, pois os 
processoseducativos são estratégicos para a recomposição do poder de controle do 
capital sobre o trabalho, retransferido para o corpo social como um todo a medida da 
expansão e concentração do capital. 
O desafio que se coloca aos sistemas educacionais é o de modificar sua 
estrutura, deixando a rotina e a rígida hierarquia em favor de um maior dinamismo 
que permita preparar os indivíduos para que possam acessar os códigos culturais da 
modernidade, como indica o documento da CEPAL/UNESCO (1992). Para que se 
 
6No outro extremo, houve unanimidade nas 3 pessoas que declararam não saber do projeto pedagógico. 
 
 
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tenha uma escola de qualidade é preciso a sua transformação e a estratégia para 
isso“[...] materializa-se num projeto educativo, próprio de cada estabelecimento de 
ensino”7. Na última década do século XX, as políticas educacionais recolocaram em 
pauta questões como a autonomia da escola8, associando-a a necessidade de 
mudança constante e rápida. 
Atribui-se à própria unidade escolar, aos profissionais que nela atuam, aos 
alunos e a comunidade à qual a escola faz parte, via implementação do projeto 
politíco pedagógico, o poder e a responsabilidade pela mudança. 
O dispositivo legal que incumbe a escola da elaboração de seu projeto pedagógico 
tem sido tomado como um avanço em relação ao quadro de centralização 
administrativa e pedagógica que se observa na quase totalidade das redes de 
ensino públicas, mantidas pelas três esferas de governo. A idéia que induz esse 
pensamento é a de que aquela incumbência realiza a descentralização no âmbito da 
educação. 
Na aparência, e no discurso das autoridades, essas decisões contribuem para 
a democratização da educação na medida em que descentralizam as decisões e 
transferem para as escolas a responsabilidade pela definição de sua proposta 
educacional, ainda que dentro dos estreitos limites impostos à educação pelos 
condicionantes legais, estruturais e conjunturais. 
É necessário analisar cuidadosamente a questão da autonomia das escolas 
considerando a forma com que vem sendo pretendida e quanto a sua possibilidade 
real de sucesso, ou seja, de as escolas assumirem, conscientemente, as 
conseqüências decorrentes da autonomia utilizando-a para a construção de um 
projeto político pedagógico(PPP) singular, que refletia as condições concretas do 
seu contexto mediato e imediato, e que consiga dar à educação o sentido de uma 
prática social que beneficie as camadas populares da sociedade.Concedendo 
autonomia às escolas para a construção de projetos educativos democráticos que 
representassem a vontade do seu coletivo seria necessário criar as condições 
objetivas e acompanhamento para isso ( a exemplo nossos PPP de 2007 e o 
diferencial do PPP2008). 
Na atual fase de acumulação capitalista a escola é fundamental para que se 
processe “uma transformação cultural, uma universalização consensual de 
 
7 CANÁRIO 1995, p.185 
8Para uma análise da histórica relação entre descentralização, gestão democrática e a autonomia escolar ver por 
exemplo KRAWCZYK (1999). ROMÃO (2000), GIRARDI (1994) e SILVA (1994). 
 
 
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determinados valores e instituições humanas”9 capazes de tornar mais tolerável a 
crescente violência que caracteriza o cotidiano, num mundo marcado pelo 
desemprego estrutural e pelo abandono do cidadão por parte do Estado, o que 
amplia as possibilidades de desagregação social. 
Este cenário nos remete à análise já feita por Gramsci (1991) quando, no 
início do século passado, identificava as mudanças nas condições de vida sob o 
taylorismo/fordismo. Mészáros (1981) afirma que a crise da escola se refere à crise 
estrutural de todo o sistema da interiorização capitalista. A medida em que ocorrem 
as crises econômicas, e se complexfica o sistema de produção da vida material, 
reajusta-se os mecanismos de interiorização atualmente reorientados sob o domínio 
da mundialização financeira do capital10. 
Como expressão das políticas neoliberais, o projeto político pedagógico 
expressa esta racionalidade com o plano de desenvolvimento escolar (PDE) e 
adquire centralidade como instrumento de regulação de subjetividades via gestão do 
trabalho na escola. 
Nesse sentido, como prática social mediada por este horizonte indicado pelas 
relações sociais sob a égide do capital financeiro mundializado, a propalada 
autonomia da escola, a participação da comunidade e o trabalho coletivo, 
pressupostos para elaboração do projeto político pedagógico da escola de 
qualidade, são aquelas de caráter funcionalista, na qual se espera que a 
comunidade supra as carências da escola em substituição ao dever não cumprido do 
Estado. 
Inicialmente, é preciso lembrar que uma das marcas do pensamento político 
liberal é sua ilimitada capacidade adaptativa para garantir a sobrevivência da ordem 
capitalista. Dentre as estratégias de que se utiliza para isso está a incorporação, ao 
seu ideário e aos seus programas, das idéias formuladas pelas correntes políticas 
progressistas e, com isto, a neutralização de movimentos que inspiram 
transformações sociais de maior extensão e profundidade. 
No campo da educação, as políticas de municipalização do ensino e de autonomia 
da escola são exemplos onde se opera aquela inversão. Ambas são reivindicações 
históricas dos educadores que vislumbravam nelas formas de facilitar a aproximação 
da escola com a sociedade e, com isso, a possibilidade de colocar a educação a 
serviço dos interesses e necessidades das camadas trabalhadoras. Como afirma 
Paro: 
 
9CORAGGIO.1993:21. 
10 CHESNAIS (1996) 
 
 
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Por sua vez, a existência de mecanismos de ação coletiva como a 
Associação de Pais e Mestres (APM) e o conselho de escola, que 
deveriam propiciar a participação mais efetiva da população nas 
atividades da escola, parece não estar servindo satisfatoriamente a 
essa função, em parte devido ao seu caráter formalista e 
burocratizado.” (1997, pp.45-46) 
 
Outro aspecto da gestão escolar que precisa ser alterado para permitir que o 
projeto pedagógico se realize como instrumento propulsor de uma escola 
democrática e de um ensino de qualidade para as camadas trabalhadoras é a 
substituição da ótica empresarial capitalista, que inspira os modelos dominantes, por 
uma administração que leve em conta a natureza do processo de produção 
pedagógico escolar (PARO 1986). Em outras palavras, é preciso substituir a Teoria 
Geral da Administração, como paradigma da Administração Escolar, por uma teoria 
produzida a partir da especificidade da escola enquanto instituição social e das 
características do processo pedagógico. 
Há vestígios, nas respostas de que a descentralização como vem sendo 
proposta e executada contribua para o aumento da autonomia, da democracia, da 
cidadania. O uso de idéias progressistas com uma lógica democrática da 
participação de todos na gestão escolar tem nos mecanismos; conselho escolar, 
eleição direta para dirigentes e o projeto político pedagógico( PPP) o fortalecimento 
da democratização na escola,contudo o papel do gestor é fundamental para tal 
conquista;sua atuação como líder articulador e propulsor da gestão democrática. Ele 
o gestor é o facilitador na forma de legitimação do pensamento único e de, mas este 
estudo possibilitou ao gestor {minha pessoa} a reflexão do processo que foi 
construído o PPP/ 2007 da escola na qual trabalha. E apesar de assumimos a 
gestão democrática na pratica a participação ficou resumida as pessoas do GOM 
{grupo magistério} uma vez que o processo ocorria nos dois{2} dias de planejamentoque ocorre antes do 1° dia letivo, e pais, alunos, comunidade, ate funcionários não 
participavam {talvez por não terem o sentimento de pertence com o PPP. 
 Diante das exigências burocráticas e os problemas do cotidiano escolar, prevalece uma forte e 
dominante tendência de não se identificar a origem político - ideológica das concepções que 
fundamentam as propostas em jogo e que são, muitas vezes, conflitantes. Mas concordamos 
com Paulo Freire (1987) “Tudo que a gente puder fazer no sentido de convocar os que vivem 
em torno da escola, no sentido de participarem um pouco do destino da escola (...).Tudo o que 
a gente puder fazer neste sentido é pouco ainda,considerando o trabalho imenso que se põe 
diante de nós , que é o de assumir esse país democraticamente.” 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O estudo realizado procurou, na medida do possível, estabelecer uma relação 
com o cotidiano da escola, envolvendo-se com suas reuniões, planejamentos e 
festas, além de estabelecer conversas informais na sala dos professores e participar 
de suas atividades rotineiras. O tratamento e a análise dos dados encontram-se em 
andamento uma vez que o projeto político pedagógico 2008 está em plena vivencia 
sendo possível antecipar alguns resultados obtidos até o momento e com a analise 
do processo de elaboração do mesmo. 
Para a escola aprender a ser democrática é preciso ser flexível, ter a 
premissa do trabalho coletivo e saber que a mudança é um processo...Trhurler 
(2003)afirma que a mudança é a arte de ‘conciliar liberdade e restrição,continuidade 
e ruptura,diversidade e coerência.” 
O curso de gestor proporcionou nas suas salas ambientes uma riqueza 
singular; contribuir para o aperfeiçoamento do trabalho pedagógico e administrativo 
dos dirigentes que atuam na perspectiva democrática, favorecendo a 
reflexão/prática/reflexão...,o dialogo na escola. 
A literatura pedagógica revela que a idéia de que cada escola tem que 
construir seu projeto político-pedagógico decorre da crítica ao modelo burocrático 
que produziu, especialmente nas últimas décadas, um progressivo esvaziamento da 
escola como local de reflexão e produção de idéias. 
O projeto político-pedagógico aparece, assim, como o instrumento capaz de 
catalisar um movimento que, ao mesmo tempo em que se opõe ao centralismo e a 
visão tecnocrática na educação, é capaz de criar condições de motivação para a 
participação dos professores e demais sujeitos da escola na construção coletiva de 
uma proposta singular para sua escola concreta, que lhes é próxima e conhecida. 
A força dessa idéia esta naquilo que ela representa enquanto exercício legítimo da 
autonomia pela escola e pelos educadores, responsáveis últimos pela condução do 
processo educacional. 
Na dimensão operacional sua riqueza está no processo de reflexão que 
institui no seio da escola e que propicia a oportunidade de uma revisão de todos os 
valores e princípios, hoje cristalizados através da prática burocratizada, e pela 
possibilidade que cria para que os educadores sejam os protagonistas da educação. 
O trabalho dos sujeitos, na escola, ainda que mediado pelo conteúdo 
ideológico destas proposições é potencialmente transformador. Essa possibilidade 
não se traduz em resultados individuais nem na soma dos valores subjetivos 
 
 
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singulares ou numa autonomia em que a escola e a comunidade constituem-se 
em sistemas fechados em si mesmos, mas sim na práxis orientada por outros 
valores que nascem do trabalho concreto nas escolas, como alternativas que se 
apresentam objetivamente postas no interior das escolas, mediada pela totalidade. 
No entanto a análise das respostas ao questionário indica que há uma 
equivocada idéia de que a elaboração do projeto pedagógico da escola é a 
concepção de um objeto ideal (escola ideal) que, após concebido, irá substituir a 
escola existente, isto é, quando se discute a elaboração do projeto pedagógico 
comete-se a ingenuidade de imaginar que a "nova" escola irá substituir a escola 
atual, que ela será uma escola ideal porque, surgindo do nada, superará as 
deficiências e as carências existentes. Isto significa atribuir ao projeto um poder 
extraordinário para a solução dos problemas atuais. Bastará ter o projeto para que 
todas as deficiências desapareçam, porque o novo projeto conterá a solução para 
elas. 
 O projeto politico pedagogico tem o que comumente se vê nas demais 
instituições escolares. Possui, como principais eixos, os seguintes elementos criados 
para atender as suas necessidades: a) plano dialético de ensino - planejamento que 
envolve alunos, disciplinas e os professores de cada ciclo. Parte-se de uma 
pedagogia socio-construtivista,Em seguida busca-se a realizações de projetos 
didáticos , elege-se os eixos temáticos, objetivos e atos didático-metodológicos, ou 
seja, planejam-se as disciplinas; b) a avaliação - considerada processual e 
diagnóstica, avalia o aluno por conceitos e não por notas; c) conselho de ciclos são 
realizados 3 a 4 vezes durante o ano; d) gestão democratica,onde o conselho 
escolar - espaço de maior importância para a escola, acreditando ser o lugar onde 
se enraíza a sua prática de gestão. Percebe-se que a escola está investindo em 
uma nova organização politico pedagógica, garantindo uma relação mais orgânica 
com o fazer escolar, preocupada em contrapor-se ao modelo de sociedade atual, 
fragmentada, descontínua, desarticulada e excludente. Contudo, evidencia-se que 
todos os principais eixos de articulação do projeto, com exceção do conselho 
escolar, estão voltados para a comunidade interna (alunos e professores). No 
entanto, nota-se que no próprio conselho escolar tem-se pouca participação efetiva 
dos demais profissionais da escola e dos pais, apesar de serem partes integrantes 
do processo. Nesse sentido, é visível que a escola possui um desafio a vencer, isto 
é, buscar a participação de todos no desenvolvimento de suas ações, ou então, 
investir em outros espaços onde a comunidade possa se sentir mais a participante, a 
elaboração e implementação do projeto politico pedagogico. 
 
 
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 No atual estágio, consegue despertar atenção a atuação do gestor escolar como 
articulador entre e dos segmentos existentes na escola e propulsor da gestão 
democratica . Faz algum tempo que o gestor vem sendo "simbolicamente" impedido 
de implantar e de implementar as decisões na escola. Isto deve-se ao fato de a 
escola possuir no seu interior pessoas que acreditar na hieraquiar como antagonica 
a democracia, como por exemplo, a atitude autoritária de suspensão de um aluno . 
Parece haver uma confusão por parte de alguns profissionais que atuam na escola 
em relação aos aspectos de poder que o gestor deve exercer, inclusive, os pais não 
conseguem superar a visão de poder na mão do diretor.Cabe a postura do gestor 
como facilitador da distribuição do poder/delegar poder e não de centralizá-lo. 
Acreditamos que o projeto político-pedagógico não participar desse tipo de 
confronto, mas que a participação da comunidade escolar na sua 
elaboração,implantação e implementação se dê na direção de uma conquista 
educacional,garantir a gestão democrática, somando o(s)poder(s) político dos 
demais segmentos da escola. 
A preocupação com a melhoria da qualidade da Educação levantou a necessidade 
de descentralizar e democratizar a gestão escolar e,conseqüentemente, participação 
tornou-se um conceito nuclear.Como afirma Luck et al.(1998),”o entendimento do 
conceito de gestão já pressupõe,em si , a idéia de participação,isto é, do trabalho 
associado de pessoas analisando situações,decidindo sobre seu encaminhamento e 
agir sobre elas em conjunto”(p.15).A palavra participação etimologicamente origina-se do latim” 
participatio”(pars+ in+ actio) que significater parte na ação. Para ter parte na ação é 
necessário ter acesso ao agir e ás decisões que orientam o agir.”Exercutar uma 
ação não significa ter parte,ou seja,responsabilidade sobre a ação.E só será sujeito 
da ação quem puder decidir sobre ela(BENINCÁ,1995,p.14). 
Finalizando, cabe perguntar:como estamos trabalhando ,no sentido do 
desenvolvimento de grupos operativos,onde cada sujeito,com sua 
subjetividade,possa contribuir na reconstrução de uma escola de que precisamos? 
O desafio nosso é saber que somos responsaveis pelo resultado da escola, todos 
são responsáveis pela garantia de valorizar a diversidade,as diferencias,a 
interação,a formação de cidadães e cidadã na escola. 
O reconhecimento da importância do trabalho em grupo,que oportunizar a 
troca de saberes,valorizar as diferenças,promove a interação e exercitar a 
responsabilidade de todos no resultado da educação.Caminhar nessa perspectiva é 
desenvolver na escola um local propício ao dialogo e a experimentação,incentivando 
 
 
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a reflexão continua da pratica profissional.E isto nos remete á necessidade da 
gestão democrática. 
A visão de uma educação de qualidade exige varios fatores a serem 
vistos,mas em destaque temos o seu gerir, o seu gestor,ou seja a direção da escola. 
Ser gestor é ser lider e para uma grande liderança é preciso está disposto a servir.O 
gestor é essencialmente uma liderança que deve focalizar as pessoas e como lider 
educacional influenciar o comportamento dos educadores, motivando, 
confrontando,corrigindo ,estabelecendo padrões e valorizando o desempenho dos 
professores ,alunos ,pais,funcionários,comunidade local. 
É um sonhador que sonha o sonho que todos abraçam para a escola,o 
sucesso da aprendizagem dos alunos,a materialização da escola pública de boa 
qualidade.Ele o gestor transforma a escola num espaço de cooperação,onde todos 
tem espaço nas decisões.Está sempre presente,acompanhando e 
atualizando/servindo aonde for necessário.Resolvendo conflitos,fazendo 
parcerias,utilizando da calma e do bom senso,do dialogo nas resoluções de 
problemas.O gestor acreditar no seu trabalho ,na sua equipe,ou seja ,nos outros,por 
isso compartilha as decisões/o poder. 
O gestor líder é um propulsor das potencialidades de seu grupo.Ele dar o seu 
melhor e busca o melhor de cada um da comunidade escolar, motivando e sendo 
motivado por todos que se apropriam do pertence na escola pública . 
E concordando com o que PRADEM-programa de apoio ao desenvolvimento da 
educação municipal(2003,p.97) aponta:, São muitos os desafios enfrentados pela 
gestão escolar, Alguns difícies,outros nem tanto. Mas , com certeza,todos são 
fascinantes,pelas possibilidades de serem vencidos em um contexto de autonomia 
de gestão. 
Uma escola sem autonomia não consegue desempenhar o seu papel .Uma escola 
com autonomia ,mas que exerce de modo pouco competente ,também não 
desempenha o seu papel.A conquista da autonomia,portanto , não é uma questão 
apenas de ampliar graus de liberdade da gestão. Mas de ,ao fazê-lo,ampliar também 
a competência da equipe gestora da escola, por extensão,de toda a comunidade 
escolar. 
A autonomia competente é a autonomia crítica. E ela só pode ser crítica se estiver 
fundamentada no conhecimento.Que ,por sinal,é a base de sustentação da própria 
educação escolar. 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
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MÉSZÁROS, István (1981). Marx: a teoria da alienação. Trad. Waltensir Dutra. Rio 
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PRADEM –Salvador:UFBA,FCM,Fundação FORD,outubro de 2003 ,98p.Série

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