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ALTERAÇÕES 
DERMATOLOGICAS
YANA MARCIA MONTE COELHO
Anatomia 
da pele
Celulite e erisipela
 As celulites e erisipelas são infecções cutâneas que normalmente se desenvolvem 
quando alguma bactéria consegue ultrapassar a barreira da pele por alguma porta de 
entrada.
CELULITE X ERISIPELA
Erisipela a infecção se dá nas camadas mais próximas do exterior, acometendo a 
epiderme e a camada mais superficial da derme. 
 Celulite é uma infecção mais profunda, infectando o tecido gorduroso na hipoderme e 
a camada profunda da derme.
Em termos de partes do corpo acometidas, os membros inferiores são os locais mais comuns para 
ambos os quadros clínicos, o que não é difícil de explicar, pois é onde há mais facilidade de 
ocorrerem fatores predisponentes (lesões Inter trigo, insuficiência venosa periférica, pequenas 
lesões de pele). Entretanto, qualquer local pode ser acometido, como região Peri orbitária, 
perianal, em membros superiores, parede torácica ou abdominal etc. Especificamente a região 
Peri orbitária, quando acometida, sempre suscita preocupação médica
ATENÇÃO
 Aquelas irregularidades na pele por acúmulo de líquido e gordura, que tanto 
atormentam as mulheres, popularmente conhecida como celulite, é na verdade 
chamada em medicina de hidrolipodistrofia ginóide. 
Agente causador
 A maior parte das erisipelas é causada por estreptococos beta-hemolíticos. 
 Já as celulites são causadas por um grupo maior de agentes, incluindo estreptococos 
beta-hemolíticos, estafilococos e até mesmo bacilos gram-negativos em uma menor 
parte dos casos. 
 Duas bactérias que vivem em nossa pele são responsáveis por mais de 80% dos casos de 
celulite e erisipela. São elas o Streptococcus e o Staphylococcus . 
Quadro clínico A manifestação tanto da celulite quanto da erisipela é 
composta por um conjunto de eritema em pele associado a edema e aumento 
local de temperatura. 
ERISIPELA 
 A erisipela acomete a derme superficial e 
os linfáticos superficiais. 
  Erisipela tende a ter áreas de 
acometimento mais elevadas e bem 
delimitadas. 
 O paciente tende a ter um início mais 
agudo do quadro associado a sintomas 
sistêmicos como febre e calafrios. 
CELULITE
 celulite envolve a derme mais profunda e o 
tecido gorduroso subcutâneo. 
 O curso da doença tende a ser um pouco mais 
arrastado e indolente. 
 Outro achado clínico da celulite é a 
possibilidade de drenagem de secreção 
purulenta na região da lesão. 
 A presença de purulência sugere a presença de 
estafilococos como causa da celulite, o que 
altera a escolha do antibiótico para 
tratamento.
DIAGNÓSTICO

 Tanto o diagnóstico da celulite quanto da erisipela são eminentemente clínicos, não 
sendo necessários culturas, punções ou aspirados. 
 CUIDADO COM DOENÇAS ASSOCIADAS-COMPLICAÇÕES -DIAGNOSTICO
TRATAMETO
 Por se tratarem de uma infecção bacteriana, o tratamento para 
essas duas infecções deve ser feito com antibióticos. O esquema 
inicial deve incluir uma droga que tenha ação sobre o 
Streptococcus e o Staphylococcus



A escolha entre antibióticos por via oral ou por via venosa deve ser 
feita de acordo com a gravidade do caso. Lesões na face, lesões 
graves ou em pacientes com imunossupressão devem ser 
preferencialmente tratadas com drogas endovenosas. 



O tempo de tratamento costuma ser de 14 dias.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
ERISIPELA
 Pacientes com sepse grave ou alguma outra 
condição clínica que implique maior gravidade 
devem ser internados e receber tratamento 
parenteral. Ceftriaxona (1 ou 2 g IV a cada 24 
horas) ou cefazolina (1 a 2 g IV a cada 8 horas) 
são excelentes opções. Considerando que a maior 
parte dos casos é causada por estreptococos 
beta-hemolíticos, essa cobertura está adequada. 
A cefazolina teria a vantagem de cobrir também 
estafilococos de comunidade. Pacientes com 
quadro sem necessidade de internação ou com 
condição de alta podem receber tratamento oral 
com amoxicilina 500 mg VO a cada 8 horas ou 
eritromicina 250 mg VO a cada 6 horas. 
CELULITE
 secreção ou exsudato de característica 
purulenta, mesmo na ausência de um 
abscesso drenável, sugere infecção por 
estafilococos. Sendo assim, para 
pacientes com necessidade de 
hospitalização, uma boa opção seria a 
oxacilina (2 g IV a cada 4 horas). Em casos 
não purulentos, as opções de antibiótico 
são as mesmas, com uma maior tendência 
de se sugerir cefazolina (2 g IV a cada 8 
horas). pacientes com condição de 
tratamento domiciliar, cefalexina e 
clindamicina são boas opções.
OUTRAS INFECÇÕES CUTÂNEAS ESTAFILOCÓCICAS 

FOLICULITE
 Infecção dos folículos 
pilosos (quebra natural da 
integridade da epiderme) 
geralmente secundária a 
oclusão pela secreção da 
glândula sebácea. 
Sem comprometimento da 
pele subjacente ou de 
tecidos profundos.
FURUNCULO
▪ Infecção de folículos 
pilosos e glândula sebácea 
mais extensa e invasiva, com 
comprometimento da derme. 
▪ In ic ia lmente surgem 
prurido e dor leve; em 
s e g u i d a i n c h a ç o l o c a l 
p rogress ivo e e r i tema, 
ficando a região bastante 
dolorosa à movimentação ou 
manipulação. 
▪Ocorre alivio da dor logo 
a p ó s a d r e n a g e m 
espontânea ou cirúrgica.
OUTRAS DOENÇAS 
DE MANIFESTAÇÕES 
DERMATÓLOGICAS
 LUPUS PSORÍASE
LÚPUS
 O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatóriacrônica, 
multissistêmica, de causa desconhecida e de natureza autoimune. 
 Assim, o sistema que deveria proteger o organismo dos agentes infecciosos passa a 
agredi-lo com o desenvolvimento de auto anticorpos que agem sobre os seus próprios 
tecidos e órgãos como:
CORAÇÃOPULMÃO 
CEREBRO 
RIN
S
FIGADO
PEL
E
Considerações sobre o lúpus
 O lúpus é uma enfermidade altamente agressiva. 
 Contudo, indivíduos que mantêm um acompanhamento médico rigoroso têm 
 condições de levar uma vida normal. 
 • É uma doença rara, incidindo mais frequentemente em mulheres jovens, IDADE 
FERTIL (3º CICLO DE VIDA)-MORCAZEL,Luis et al. 
 O LES é uma doença de etiologia não esclarecida.,Seu desenvolvimento está ligado à 
predisposição genética e a fatores ambientais, como luz ultravioleta e alguns 
medicamentos. 
fisiopatologia
 Como uma forma de proteção, o organismo produz anticorpos para atacar substâncias 
estranhas, como vírus e bactérias. 
 Quando ocorre um desequilíbrio, o sistema imunológico perde a capacidade de 
diferenciar essas substâncias estranhas das células e tecidos do próprio corpo, 
passando, assim, a agredir as células saudáveis.
Manifestações clínicas
 É muito comum que a pessoa apresente manifestações gerais como cansaço, desânimo, febre 
baixa (mas raramente, pode ser alta), emagrecimento e perda de apetite. 
 Queixa-se de fadiga o tempo todo, melhora quando a doença esta em remissão. 
 As manifestações podem ocorrer devido à inflamação na pele, articulações (juntas), rins, 
nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão (pleura) e o coração (pericárdio). 
 Outras manifestações podem ocorrer devido à diminuição das células do sangue (glóbulos 
vermelhos e brancos), devido a anticorpos contra essas células. 
 Esses sintomas podem surgir isoladamente, ou em conjunto e podem ocorrer ao mesmo tempo 
ou de forma sequencial. 
  Sintomas dependem do tipo de autoanticorpo que a pessoa tem e, que como o desenvolvimento 
de cada anticorpo se relaciona às características genéticas de cada pessoa, cada pessoa com 
lúpus tende a ter manifestações clínicas (sintomas) específicas e muito pessoais.
DIAGNÓSTICO

 Como os sintomas variam muito e o diagnóstico é predominantemente clínico, a 
confirmação pode levar muitos meses ou até alguns anos. 
 O diagnóstico é realizado pela presença de alguns critérios clínicos, entre eles: 
 Artritedoenças renais (glomerulonefrites), 
 lesões de pele 
 Fotossensibilidade 
 úlceras orais 
 alterações hematológicas 
 neurológicas e imunológicas, entre outros
Confirmação diagnostica
 A confirmação diagnóstica pode ser feita por meio de exames laboratoriais que 
detectam a existência de inflamações, assim como a presença de anticorpos 
antinucleares.(FAN). 
 A análise de amostras de urina também é útil, pois altos níveis de proteínas podem 
sugerir LES.
tratamento
 Procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do 
melhor tratamento para cada caso. 
 Somente o especialista poderá orientar o paciente em relação aos procedimentos 
adequados e ao uso de remédios. 
 O tratamento do lúpus depende dos órgãos ou tecidos comprometidos, contudo, na 
maioria dos casos, os pacientes recebem elevadas doses de corticoides. 
 Outros imunossupressores também têm utilidade no controle da doença.
prevenção
 Não existe, até o momento, forma de prevenção para o LES. 
 A melhor forma de manter o lúpus sob controle é seguir o plano de tratamento á 
risca. 
 Aprendendo como descobrir quando os ataques dos sintomas estão vindo, visitando o 
médico com frequência, limitando o tempo sob o sol e luz fluorescente ou halógena, 
mantendo uma dieta saudável, dormindo e descansando o suficiente, exercitando-se 
moderadamente com o consentimento médico .
Famosos convivem com lúpus
 Selena Gomez 
 

Toni Braxton 
 Astrid Fontenele 
 Lady Gaga 
 Michael Jackson
psoríase
 Psoríase é uma doença inflamatória da pele, crônica, não contagiosa, multigênica 
(vários genes envolvidos), com incidência genética em cerca de 30% dos casos. 
Caracteriza-se por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas, que 
aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.
causa
 Além da genética, outros fatores estão envolvidos no 
aparecimento e evolução da doença. Fatores psicológicos, 
estresse, exposição ao frio, uso de certos medicamentos e 
ingestão alcoólica pioram o quadro.
Tratamento/prevenção
 Psoríase não tem cura, tem 
tratamento. 
 Não há como prevenir a doença, 
embora seja possível controlar a 
reincidência. 
 Casos leves e moderados (cerca de 
80%) podem ser controlados com o 
uso de medicação local, hidratação 
da pele e exposição ao sol. 
orientações
 Hidrate muito bem a pele, para evitar seu ressecamento excessivo que favorece a possibilidade 
de desenvolver lesões; 
 * Exponha-se com cuidado e moderadamente ao sol, mas antes passe um creme hidratante ou 
terapêutico. Você vai ter de usá-lo a vida inteira; 
 * Evite a ingestão de bebidas alcoólicas; 
 * Procure não se desgastar emocionalmente. O estresse tem papel importante no aparecimento 
das lesões 
 * Não fuja de encontros sociais e de lazer por causa das lesões. 
 Psoríase não é contagiosa e, se você se afastar de tudo e de todos, pode comprometer o estado 
emocional e aumentar o problema; 
 * Visite regularmente o dermatologista e siga à risca suas orientações. 
REFERENCIAS
 http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5433/celulite_e_erisipela.htm 
 http://medderm.com.br/site/piodermites-infeccoes-de-pele-por-bacterias/ 
 Smeltzer SC, Bare BG. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem MédicoCirúrgica. 
12 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012 
 https://pt.slideshare.net/Labsergiofranco/apresentao-lupus 
 http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/03/saiba-o-que-sao-doencas-
autoimunes-e-como-tratar-lupus-e-psoriase.html 
 https://www.reumatologia.org.br/doencas/principais-doencas/lupus-eritematoso-
sistemico-les/

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