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Aulas - Administração da Produção - UVA - EAD

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ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO - AULAS 
 
UNIDADE 1 
Introdução - Estratégias de Operações e Vantagem Competitiva 
 
A chave para o desenvolvimento de uma estratégia de produção e operações está em compreender como 
criar ou agregar valor aos clientes. Especificamente, o valor é agregado por meio da aplicação de prioridade ou 
prioridades competitivas, que são selecionadas para apoiar uma determinada estratégia. 
Uma empresa pode alcançar um nível confortável em relação à concorrência em Estratégias de produção 
e operações e vantagem competitiva estabelecendo estratégias globais ou individuais para sua linha de produtos 
ou serviços em função do mercado em que se quer competir, com os conhecimentos do negócio de seus produtos 
ou serviços, de prioridades competitivas e das áreas de decisão correspondentes. 
Dependendo da estratégia adotada a empresa depara-se com restrições operacionais, como prazos para 
entrega, custos, capacidades produtivas etc. Por isso, frequentemente é necessário tomar decisões que permitam 
estabelecer um determinado nível de serviço, que leve em conta as restrições dos recursos operacionais da 
empresa e que atendam os interesses de clientes e acionistas. 
Seguindo essa lógica, existe a necessidade de se desdobrar a estratégia competitiva em estratégia de produção e 
operações, desta forma: 
 
A. Primeiramente, as empresas conhecem as necessidades dos seus clientes em seu negócio de atuação (aula 1). 
B. Em segundo lugar, tais necessidades são analisadas em relação às Prioridades Competitivas – custos, qualidade, 
entrega, flexibilidade e serviços (aula 2). 
C. Em terceiro lugar, as Prioridades Competitivas transformam-se diretamente em processos concretos das áreas 
de decisão, que devem refletir as necessidades dos clientes (aula 3). 
 
Aula 1 - Gestão de Operações: produtos e serviços 
 
Como evoluiu a administração da produção e operações? 
O desenvolvimento de grande importância para a área de gestão de produção e operações ocorreu nos 
anos 1970, com a atenção de pesquisadores e práticos da área voltada para as operações de serviços. 
O lado racional é bastante simples. Embora a ênfase da área de gestão de operações tenha historicamente 
predominado em operações industriais, percentagens que superam os 50% e são cada vez maiores nos produtos 
nacionais brutos da maioria dos países advinham de empresas e atividades que não lidavam com operações fabris, 
mas com operações de serviços. 
Isso sinalizava claramente a necessidade de se colocar alguma atenção no melhoramento operacional da 
produção de serviços que, se por um lado guarda muita similaridade com operações fabris (precisa lidar com 
fluxos, equilibrar a capacidade produtiva com a demanda de forma eficiente, encarar a decisão sobre a localização 
de unidades produtivas e o layout etc.), por outro lado guarda também suas diferenças em relação a elas (não se 
pode estocar serviços, ou transportar serviços, há necessariamente algum tipo de interação entre o cliente e o 
prestador de serviços, o que não acontece na produção fabril, etc.), as quais merecem alguma atenção. 
 
Compreendendo melhor a natureza dos bens e serviços 
Para compreender a natureza das operações, vamos analisar primeiramente as classificações de produtos 
e serviços. 
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A atividade produtiva, em seu sentido mais abrangente, efetua a produção de bens econômicos. Os bens, 
neste sentido, compreendem produtos e serviços que são produzidos e colocados à disposição de pessoas, 
empresas e instituições. 
Passamos o dia consumindo produtos e serviços. Utilizamos sabonetes, ouvimos música, tomamos café, 
utilizamos serviços financeiros e bancários e frequentamos a academia de ginástica. Passamos o tempo inteiro 
consumindo bens tangíveis (produtos) e intangíveis (serviços). 
Os produtos, como bens tangíveis, são os objetos com forma física. Estes objetos podemos pegar, tocar, estocar 
por algum tempo. Entre os bens tangíveis existem diferenças de durabilidade. Existem bens que são denominados 
de “duráveis”: geladeiras, carros e prédios; e outros que são denominados de “não duráveis”: medicamentos, 
cerveja, vinho, papel e outros. Alguns outros exemplos de produtos ou bens tangíveis: Ferramentas, Cutelaria, 
plantas, flores naturais, revistas, jornais, tendas, barracas, lonas, paraquedas, joias, instrumentos musicais, carros, 
computadores, geladeiras, estantes, fogões apartamentos e muitos outros. 
 
Os serviços, como bens intangíveis, são incorpóreos, não podem ser vistos ou tocados. Em termos práticos, 
também são bens econômicos, mas não tem substância física. Alguns exemplos: Cartão de crédito, seguros, 
serviços de arquitetura, desenho técnico, prospecção de minérios, paisagismo, decoração, restaurantes, hotéis e 
hospital. 
 
Já é hora de conhecermos uma definição da gestão de produção e operações. 
A gestão de produção e operações é um campo de estudo e técnicas aplicáveis a momentos decisórios 
na função de produção (empresas industriais) ou operações (empresas de serviços). Como veremos mais adiante, 
qualquer organização industrial executa, também em nível, uma série de funções ligadas aos serviços, como 
manutenção de máquinas e instalações. 
 
 
Administração da Produção e Operações 
 
 
 
Para que os produtos e serviços sejam oferecidos ao público, as atividades correspondentes devem ser 
planejadas, organizadas e controladas. Ramos diferentes naquilo que disponibilizam para os clientes podem ser 
estudados em conjunto. Em qualquer desses casos é necessário determinar o tamanho de, por exemplo, uma 
escola, um hospital ou fábrica, fazer o arranjo físico e decidir sobre a localização, e também são comuns as 
atividades de programação e controle de sua rotina diária. 
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Consideramos, então, produção e operações como o conjunto de atividades inter-relacionadas envolvidas 
na produção de bens e serviços. Um sistema de produção e operações tem alguns elementos constituintes 
fundamentais. São eles os insumos, o processo de criação ou transformação, os produtos ou serviços e os 
controles para garantir os níveis de resultados. 
 
Sistema de Produção e Operações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os insumos são os recursos a serem transformados em produtos, como as matérias-primas e aqueles que 
movem o sistema, como a mão de obra, as máquinas e os equipamentos, as instalações, além dos conhecimentos 
técnicos dos processos, como vimos no vídeo sobre a alimentação de componentes na linha de produção de 
veículos. 
O processo de criação e conversão, em operações, muda o formato das matérias primas ou muda a 
composição e a forma de recursos. Em serviços, existe a criação. Diferentemente dos produtos, a tecnologia é 
baseada mais em conhecimento do que em equipamentos. Comparativamente, afirmamos que as atividades de 
serviços são mais intensivas em mão de obra enquanto as atividades industriais são mais intensivas em máquinas 
e equipamentos, como vimos no vídeo sobre a indústria automobilística. 
 
Diferenças entre produção e serviços 
Não devemos considerar a produção em oposição aos serviços. Devemos considerar a produção ao lado 
dos serviços para entender a gama de atividades interligadas desde insumos básicos até à entrega final ao cliente. 
Algumas distinções analisamos a seguir: 
 
Tangibilidade - Um serviço é muito menos tangível do que um produto físico. Uma geladeira, por exemplo, é um 
produto que um consumidor pode ver, tocar e ligar. Os serviços, como um seguro para um veículo, não tem o 
mesmo grau de tangibilidade. Os consumidores tendem a ter impressões e preferências muito mais definidas a 
respeito de uma geladeira em particular do que sobre seguros. 
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As organizações de serviços falam em “produtos” para seus clientes. Isso fica muito claro para uma gama 
de serviços financeiros em que o produto é utilizado