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Simulado: Reflexões sobre alfabetização - FERREIRO, Emília (2010) 01. (VUNESP/2014) Analise as escritas de Clara e André: É correto dizer que (A) Clara tem mais conhecimento sobre a representação escrita do que André, pois apresenta uma escrita já fonetizada (silábica com valor sonoro convencional), enquanto André apresenta uma escrita ainda não fonetizada (pré-silábica), isto é, não estabelece correspondência termo a termo entre segmentos do falado e segmentos do escrito. (B) Clara tem mais conhecimento sobre a representação escrita do que André, pois apresenta uma escrita já fonetizada (silábica com valor sonoro convencional), enquanto André também apresenta uma escrita silábica, porém ainda não atribui valor sonoro convencional, isto é, as letras usadas não correspondem a uma parte sonora da sílaba representada. (C) Clara tem mais conhecimento sobre a representação escrita do que André, pois apresenta uma escrita silábico-alfabética (ora usa uma letra para representar a sílaba, ora usa mais do que uma letra para essa representação), enquanto André apresenta uma escrita silábica, porém ainda não atribui valor sonoro convencional, isto é, as letras usadas não correspondem a uma parte sonora da sílaba representada. (D) Clara tem mais conhecimento sobre a representação escrita do que André, pois apresenta uma escrita alfabética (escrita convencional, com correspondência sonora alfabética), enquanto André apresenta uma escrita pré-silábica, isto é, não estabelece correspondência termo a termo entre segmentos do falado e segmentos do escrito. (E) André tem mais conhecimento sobre a representação escrita do que Clara, pois escreve com mais letras do que ela. 2-VUNESP/2013) Analise o relato a seguir para responder à questão. A criança chegou em nossa escola aos nove anos e não sabia ler nem escrever convencionalmente, depois de ter passado por duas escolas de ensino fundamental. Como quem pede desculpas, a mãe esclareceu que a criança frequentou por quatro anos a educação infantil e que teve esse cuidado de colocar a criança na escola desde muito cedo porque ela não sabe ler e escrever, logo não poderia ajudar o filho em casa. Revelando muita preocupação, tirou cuidadosamente folhas e cadernos da criança de uma sacola. Observamos que as práticas pedagógicas na primeira escola enfatizaram uma série de atividades de prontidão. A criança por quase um ano realizou atividades diferenciadas dos demais colegas da turma, o que a desestimulou. Entristecida, foi matriculada em uma segunda escola. O caderno da segunda escola era recheado de cópias extensas de textos com letra de forma, ou bastão. Em determinado momento de nosso diálogo, a criança nos interrompeu, informando que, se alguém ditasse as letras do alfabeto, ela conseguiria, às vezes, sim, escrever. De acordo com Ferreiro em Com todas as letras(2010) e em Reflexões sobre alfabetização (2010): (A) escrever é decodificar e compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos programas de alfabetização. (B) a criança pode conhecer o nome (ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender exaustivamente o sistema de escrita. (C) se o professor concebe a escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a aquisição de uma técnica. (D) crianças copistas experientes compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem convencionalmente. (E) se o professor concebe a escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma aprendizagem conceitual. 3 -Observe a escrita. (Emília Ferreiro. Reflexões sobre alfabetização, 1996) 29. Segundo Emília Ferreiro, a escrita produzida por essa criança de 6 anos é (A) silábica, pois a maioria das consoantes não foram escritas e as vogais se repetem. (B) silábico-alfabética, porque já escreve com todas as vogais e algumas consoantes. (C) silábica: cada letra vale por uma sílaba e as vogais têm valor sonoro convencional. (D) alfabética: variação na quantidade e tipo de letras para representar os sons da fala. (E) alfabética: não escreve convencionalmente, mas representa as sílabas das palavras. 4- Na concepção de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, quando se fala em “hipótese pré-silábica” não estamos nos referindo a: a) Concepção construída pela criança para tentar superar a escrita silábica. b) Concepção infantil construída para compreender a representação realizada pela escrita. c) Conceito construído pelas crianças para estabelecer a forma de relação entre a escrita e a expressão do som da linguagem falada. d) Critério construído pela criança para julgar a escrita legível. 05. “Emília mostrou que a construção do conhecimento se dá por sequências de hipóteses”. De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da Língua Escrita, toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada: a) Leitura, escrita, cálculo e decoreba. b) Alfabética, escrita, lógica e letramento. c) Pré-silábica, silábica, silábico-alfabética e alfabética. d) Leitura, decoreba, teoria e prática. 06. Relacione: I. Pré-silábica: não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada; II. Silábica: interpreta a letra a sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma; III. Silábico-alfabética: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas; IV. Alfabética: domina, enfim, o valor das letras e sílabas. ( ) – domina, enfim, o valor das letras e sílabas. ( ) – mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas. ( ) – interpreta a letra a sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma. ( ) – não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada. a) I, II, III e IV. b) IV, III, II e I. c) II, IV, I e II. d) III, IV, I e II. 7 - Analise as sugestões de agrupamentos e assinale a única alternativa que, dificilmente, poderia potencializar a reflexão sobre a escrita. (A) Aluno C com Aluno D. (B) Aluno B com Aluno D. (C) Aluno A com Aluno C. (D) Aluno B com Aluno C. (E) Aluno A com Aluno D. 08. (VUNESP/2014) Emília Ferreiro organizou a evolução da aquisição da escrita em três grandes períodos: A) O primeiro período caracteriza-se pela busca de parâmetros de diferenciação entre as marcas gráficas figurativas e as marcas gráficas não figurativas, assim como pela formação de séries de letras como objetos substitutos, e pela busca de condições de interpretação desses objetos substitutos. B) O segundo período é caracterizado pela construção de modos de diferenciação entre o encadeamento de letras, baseando-se alternadamente em eixos de diferenciação qualitativos e quantitativos. C O terceiro período é o que corresponde à fonetização da escrita, que começa por um período silábico e culmina em um período alfabético. Analise as alternativas e assinale a que melhor exemplifica cada um dos períodos. As três crianças escreveram a palavra BRIGADEIRO. 09. (VUNESP/2014) “(...) se a escrita é concebida como um código de transcrição, sua aprendizagem é concebida como a aquisição de uma técnica; se a escrita é concebida como um sistema de representação, sua aprendizagem se converte na apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, em uma aprendizagem conceitual”. (Emília Ferreiro) “(...) nesta concepção têm origem três princípios gerais que orientaram o nosso trabalho: reconhecer a criança como a construtora do seu próprio conhecimento, favorecer a produção cooperativa do conhecimento e restituir à linguagem escrita o seu caráter de objeto social”. (Delia Lerner et al.) Assinale a afirmação que dialoga com as autoras citadas e com a bibliografia estudada. (A) Para a criança aprender a escrever, é preciso ensinar-lhe o código escrito. (B) Para a criança aprender a escrever, é preciso planejar boas situações de aprendizagem que a convoquem a refletir sobre o sistema de escrita. (C) Para a criança aprender a escrever, é preciso ensinar-lhe as letras e sílabaspara que ela possa juntá- -las e, assim, aprender. (D) Para a criança aprender a escrever, é preciso propor cópias das letras, palavras e pequenos textos. (E) Para a criança aprender a escrever, é preciso planejar boas situações de aprendizagem do código escrito. 10. (VUNESP/2013) Analise o relato a seguir para responder à questão. A criança chegou em nossa escola aos nove anos e não sabia ler nem escrever convencionalmente, depois de ter passado por duas escolas de ensino fundamental. Como quem pede desculpas, a mãe esclareceu que a criança frequentou por quatro anos a educação infantil e que teve esse cuidado de colocar a criança na escola desde muito cedo porque ela não sabe ler e escrever, logo não poderia ajudar o filho em casa. Revelando muita preocupação, tirou cuidadosamente folhas e cadernos da criança de uma sacola. Observamos que as práticas pedagógicas na primeira escola enfatizaram uma série de atividades de prontidão. A criança por quase um ano realizou atividades diferenciadas dos demais colegas da turma, o que a desestimulou. Entristecida, foi matriculada em uma segunda escola. O caderno da segunda escola era recheado de cópias extensas de textos com letra de forma, ou bastão. Em determinado momento de nosso diálogo, a criança nos interrompeu, informando que, se alguém ditasse as letras do alfabeto, ela conseguiria, às vezes, sim, escrever. De acordo com Ferreiro em Com todas as letras(2010) e em Reflexões sobre alfabetização (2010 (A) escrever é decodificar e compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos programas de alfabetização. (B) a criança pode conhecer o nome (ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender exaustivamente o sistema de escrita. (C) se o professor concebe a escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a aquisição de uma técnica. (D) crianças copistas experientes compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem convencionalmente. (E) se o professor concebe a escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma aprendizagem conceitual. 11. (VUNESP/2013) Analise o relato a seguir para responder à questão. A criança chegou em nossa escola aos nove anos e não sabia ler nem escrever convencionalmente, depois de ter passado por duas escolas de ensino fundamental. Como quem pede desculpas, a mãe esclareceu que a criança frequentou por quatro anos a educação infantil e que teve esse cuidado de colocar a criança na escola desde muito cedo porque ela não sabe ler e escrever, logo não poderia ajudar o filho em casa. Revelando muita preocupação, tirou cuidadosamente folhas e cadernos da criança de uma sacola. Observamos que as práticas pedagógicas na primeira escola enfatizaram uma série de atividades de prontidão. A criança por quase um ano realizou atividades diferenciadas dos demais colegas da turma, o que a desestimulou. Entristecida, foi matriculada em uma segunda escola. O caderno da segunda escola era recheado de cópias extensas de textos com letra de forma, ou bastão. Em determinado momento de nosso diálogo, a criança nos interrompeu, informando que, se alguém ditasse as letras do alfabeto, ela conseguiria, às vezes, sim, escrever. De acordo com Ferreiro em Com todas as letras(2010) e em Reflexões sobre alfabetização(2010): (A) escrever é decodificar e compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos programas de alfabetização. (B) a criança pode conhecer o nome (ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender exaustivamente o sistema de escrita. (C) se o professor concebe a escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a aquisição de uma técnica. (D) crianças copistas experientes compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem convencionalmente. (E) se o professor concebe a escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma aprendizagem conceitual. 12 - Assinale a alternativa correta, de acordo com Emília Ferreiro e Ana Teberosky em “Psicogênese da Língua Escrita”. a) No nível da escrita alfabética a criança já superou todas as dificuldades da escrita. b) A criança pequena espera que a escrita dos nomes de pessoas seja proporcional ao tamanho (idade) dessa pessoa e não ao comprimento do nome correspondente. c) O fracasso escolar nas aprendizagens iniciais não é fato constatável porque, devido às boas intenções de educadores e funcionários, o problema não subsiste. d) Devido à importância e à prioridade para a comunidade internacional e seus estados constituintes, da existência de sistemas educacionais justos, igualitários e eficazes, o direito do homem á educação, como tantos outros, é respeitado em sua totalidade. 13- Emília Ferreiro propôs uma nova classificação de modos de diferenciação conforme são elaborados por crianças. Elas podem se apresentar sob os pontos de vista quantitativo e qualitativo. Sobre este último, pode-se considerar como modo correto: Diferenciação qualitativa intra-relacional – estabelece-se pela possibilidade de determinar quais letras e, em que ordem, compõem um nome escrito, com relação a uma estrutura referencial externa fixa. Diferenciação qualitativa intra-relacional – estabelece-se pela exigência da variação interna, de acordo com a qual um texto escrito não pode ter repetição da mesma letra. Diferenciação qualitativa inter-relacional sistemática – para que hajam interpretações diferentes deve haver uma diferença objetiva nos próprios textos. Diferenciação qualitativa inter-relacional (não sistemática) – estabelece-se pela exigência da variação interna, de acordo com a qual um texto escrito não pode ter repetição da mesma letra. GABARITO 1 A 2 B 3 C 4 D 5 C 6 B 7 B 8 C 9 B 10 B 11B 12 B 13 B 14 15 16