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ADM 1 SEMESTRE UNOPAR

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sobre o ponto de vista de sistema, pode significar que é dada atenção especial tanto aos elementos como à interação.
	Vídeo
Este vídeo mostra um pouco da teoria do sistema:
 
http://www.youtube.com/watch?v=wZ61PcU7Y54
12. ABORDAGEM CONTINGENCIAL
 
De acordo com Silva (2008), a teoria das contingências, na década de 1970, pode ser vista como um desenvolvimento da Teoria de Sistema, indo a um estágio posteriormente relacionado com ambiente e estruturas específicas de organizações.
Oliveira (2008) faz uma análise simplista, partindo do ponto de vista de que a Teoria Contingencial alavancou uma abordagem bem mais ampla para outras teorias da administração, citando como exemplo as decorrentes da escola humanista.
	Saiba Mais
“A teoria das contingências estabelece que situações diferentes exigem práticas diferentes, apregoando o uso das teorias tradicionais, comportamentais e de sistemas separadamente ou combinadas para resolver problemas das organizações”. (SILVA, 2008, p. 333)
Segundo Chiavenato (2003), foram várias pesquisas que deram surgimento à teoria da contingência, levando estas pesquisas a um modelo de estrutura para as organizações.
 
	Vídeo
O vídeo “Teoria da Contingencia” trará para você explicação e visualização sobre a teoria acima.
< http://www.youtube.com/watch?v=b6j3fd9Td1E >.
Unidade 1 
 “Comunicação” e “linguagem”. Como você relaciona esses dois termos? Qual é o papel da linguagem na comunicação? O que é, de fato, comunicar? O que é comunicar bem? Essas são questões que merecem certa atenção no ambiente administrativo, uma vez que o sucesso de muitas ações estratégicas depende do bom uso da linguagem, em um eficiente processo comunicativo. Por isso, nesta unidade, estudaremos alguns conceitos basilares no que tange à comunicação e ao seu papel no mundo administrativo.
Inicialmente, conceituaremos a comunicação, entendendo-a como um processo dinâmico e multifuncional, a partir do enfoque das funções da linguagem e, também, dos aspectos sociais que a permeiam. Por fim, examinaremos a presença da comunicação no universo empresarial, verificando as habilidades necessárias para que os textos que circulam nesse campo sejam eficazmente comunicativos.
Pronto para estabelecer esse contato comunicativo com o conhecimento? Então, vamos lá!
 
O processo da comunicação
 
“Comunicação” é uma palavra muito presente em nossa vida, não é? Como você a definiria?
Bordenave (1987, p. 19) diz que “[...] a comunicação é uma necessidade básica da pessoa humana, do homem social”. Quando iniciamos um processo de comunicação, passamos a atribuir significados às coisas. É por meio dela que nós nos situamos no mundo, transmitimos ideias e mensagens, informamos e somos informados. Trata-se, assim, de um processo que acompanhou o homem ao longo de toda a sua história, com papel relevante no desenvolvimento da humanidade.
No entanto, a comunicação caracteriza-se por relativa complexidade, pois envolve uma série de mecanismos, de recursos, os quais, juntos, são engendrados para o alcance de objetivos específicos. Esse sistema comporta alguns elementos, definidos por Jakobson (1995) da seguinte forma:
 
Basicamente, de acordo com o clássico esquema de Jakobson (1995), o processo comunicativo ocorre assim: em um dado contexto, por meio da utilização de certo canal e de certo código, dois indivíduos – o emissor e o receptor – estabelecem contato, permitindo que, entre eles, uma mensagem seja veiculada. Neste exato momento, vivemos um exemplo disso: no contexto desta aula, por meio deste material didático e da linguagem comum entre nós dois, eu e você, professor e aluno, mantemos contato para que sejam transmitidas informações necessárias ao seu desenvolvimento. Isso é comunicação!
Ao ser posta em funcionamento, via linguagem, a comunicação perpassa todos os ambientes da vida cotidiana. Está presente em casa, na escola, no trabalho, nas ruas, enfim, quando falamos em comunicação, referimo-nos a um fenômeno multifacetado, onipresente no mundo contemporâneo e determinante em certas situações. Esse é o caso da comunicação empregada no mundo empresarial, administrativo, a qual pode ser a responsável pelo sucesso ou pelo fracasso de um único funcionário, de todo um setor ou, em maior grau, de uma instituição inteira.
Em síntese, “[...] o importante é procurar considerar a comunicação como uma ação integrada de meios, formas, recursos, canais e intenções” (REGO, 1986, p. 10). Ela pode se dar de variadas maneiras, por meio do acionamento de variadas estratégias, selecionadas para finalidades diversas: relatar, informar, impressionar, questionar, convencer, corrigir, organizar... Comunicar é empregar a linguagem com vistas à interação.
E é sob o viés interacional que devemos conduzir nossas reflexões, pois, como vimos, a comunicação parte de um ponto – o emissor – em direção a outro – o receptor –, promovendo uma relação dialógica, interativa. No âmbito da linguagem, como você já deve pressupor, a interação tem papel fundamental, ainda mais se pensarmos nas discussões hoje empreendidas acerca das relações entre os indivíduos. Se há necessidade de interação, há necessidade de comunicação.
 
A comunicação, como vimos, constitui um processo de extrema importância. Ao ser considerada, também, uma atividade humana, podemos traçar seu percurso na história, verificando que, em cada época, os efeitos comunicativos ocorreram de forma distinta. Observe essa evolução no vídeo “A história da comunicação”, disponibilizado a seguir:
Vídeo disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=7eaxsg5-lbY
 
	Questão para Reflexão
De acordo com o vídeo, atingimos um estágio em que a comunicação está baseada na transmissão da “informação minuto a minuto: a internet”. Reflita: considerando a inevitável e incessante evolução tecnológica, qual é o futuro da comunicação no mundo?
Funções da linguagem
 
Você percebeu as relações estabelecidas entre comunicação e linguagem? Temos aí dois elementos indissociáveis: a comunicação é um fato linguístico. No entanto, devemos refletir sobre o que é a linguagem, conceitualmente tão complexa como a própria comunicação. Tal complexidade foi marcada, historicamente, por três concepções distintas, modos diferentes de ver a linguagem e a sua função no mundo. Observe como Koch (2010, p. 7) sintetiza essas ideias.
 
 
De acordo com a primeira concepção, a língua é percebida como um simples recurso para a expressão do pensamento do homem e do seu conhecimento de mundo. A segunda concepção, por sua vez, ancora a língua em um caráter comunicativo, assumindo-a como um mecanismo de transmissão de informações. E a terceira, por fim, encara a língua sob o viés interacional, do qual já falamos, ou seja, ela é vista como um elemento a partir do qual se estabelecem relações, praticam-se ações.
Paremos um instante, no entanto, para pensarmos: quando fazemos o uso da língua, é possível que percebamos as três concepções de forma interligada, não é mesmo? Em outras palavras, usamos a língua para expressar nosso pensamento, para transmitir mensagens, para interagir com outros indivíduos, tudo ao mesmo tempo. Embora a última concepção, no estágio atual dos estudos da linguagem, seja a mais difundia, é natural que tais concepções não podem ser tomadas como excludentes, mas, sim, complementares.
O fato é que, em seu dia a dia, é provável que você consiga identificar uma lista bastante extensa de atividades nas quais/para as quais você emprega a língua, a linguagem. Desde um singelo cumprimento a um conhecido na rua até as mais formais conversas com os colegas na empresa, por exemplo, a linguagem sempre está presente, exercendo sua função.
Mas, afinal, a linguagem tem função?
Se você respondeu que “sim”, acertou!
Lembra-se dos elementos da comunicação propostos por Jakobson (1995), discutidos há pouco? Pois bem. Para cada um deles – emissor, receptor, contexto, canal, código e mensagem –, existe uma função específica da linguagem sendo desempenhada. Embora pareça algo complexo,