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Atualizado em 16 de maio de 2018 
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Olá, meu/minha amigo/a! 
Nesta aula, apresentamos, de forma clara e objetiva, o conteúdo sobre hipertensão arterial 
sistêmica. 
Inicialmente, faremos uma abordagem teórica sobre o assunto e, em seguida, passaremos às 
questões abordadas em concursos. 
 
Boa aula! 
 
 
Prof. Rômulo Passos 
Profª. Sthephanie Abreu 
 
 
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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 
1 – Conceitos iniciais 
Pressão arterial sanguínea é a medida da tensão exercida pelo sangue nos vasos durante a sístole e a 
diástole ventricular. 
Débito cardíaco (DC) é a quantidade de sangue bombeado pelo coração por minuto. Os fatores que 
influenciam o débito cardíaco são a frequência cardíaca (FC) e o volume sistólico (VS). Quanto maior for 
qualquer uma dessas variáveis, maior será o DC. 
DC = FC x VS 
Volume sistólico é a quantidade de sangue que será bombeado pelo coração em uma contração. De 
acordo com a SBH, quando o volume de sangue a ser ejetado aumenta, os rins não funcionam normalmente, 
o coração se contrai insuficientemente, a frequência cardíaca aumenta, isto é, o coração bate mais vezes por 
minuto, para ejetar determinado volume de sangue ou quando a resistência das artérias para a passagem do 
sangue estiver aumentada, a pressão arterial se eleva. 
De acordo com a SBC, a linha demarcatória que define a hipertensão arterial sistêmica (HAS) considera 
valores sustentados de pressão arterial (PA) sistólica ≥ 140 mmHg e∕ou diastólica ≥ 90 mmHg em medidas de 
consultório. A HAS é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. No Brasil, atinge 32,5% (36 
milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos e contribui, direta ou indiretamente, para 50% das 
mortes por doença cardiovascular (DCV). Junto com a DM, suas complicações (cardíacas, renais e AVE) têm 
impacto elevado na perda da produtividade do trabalho e da renda familiar, estimada em US$ 4,18 bilhões, 
entre 2006 e 2015. Em 2013, houve 1.138.670 óbitos, 339.672 dos quais (29,8%) decorrentes de DCV, a 
principal causa de morte no país1. 
E esse número é crescente, e o aparecimento dessa doença é cada vez mais precoce. A carga de 
doenças representada pela morbimortalidade por causa da doença é muito alta, razão por que a hipertensão 
arterial é um problema de saúde pública grave no Brasil e no mundo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 7ª Diretriz de HAS; SBC, 2016, p. 1, disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf. 
DEFINIÇÃO 
Grave problema de saúde pública → condição clínica 
multifatorial, caracterizada por níveis ↑ e sustentados de 
PA (PA ≥140 x 90mmHg). 
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2 - Medida da pressão arterial sistêmica 
Em crianças e em adultos, a largura da bolsa de borracha do manguito com câmara inflável (cuff) deve 
ser adequada para a circunferência do braço, ou seja, deve corresponder a 40% da circunferência do braço 
(distância entre o olécrano e o acrômio), e o comprimento da bolsa deve envolver 80-100% da circunferência 
do braço. 
Em gestantes, recomenda-se que a pressão arterial seja aferida na posição sentada, e não, ortostática 
(em pé), com os mesmos equipamentos e com a mesma técnica recomendada para adultos (principalmente 
sentada). Também pode ser medida no braço esquerdo, na posição de decúbito lateral esquerdo em repouso, 
e esta aferição não deve diferir da posição sentada. O 5º ruído de Korotkoff deve ser considerado como 
pressão diastólica2. 
A primeira verificação deve ser feita em ambos os braços. Caso haja diferença entre os valores, deve ser 
considerada a medida de maior valor. O braço com o maior valor aferido deve ser utilizado como referência 
nas próximas medidas. O indivíduo deverá ser investigado para doenças arteriais se apresentar diferenças de 
pressão entre os membros superiores (ex.: coartação de aorta e estenose de subclávia). Com intervalo de um 
minuto, no mínimo, deve-se proceder a uma segunda medida (7ª Diretriz de HAS; SBC, 2016, p. 8;14). 
As medidas nas posições ortostática (em pé) e supina (deitada) devem ser feitas pelo menos na primeira 
avaliação em todos os usuários e em todas as avaliações em idosos, diabéticos e alcoolistas. 
Vejamos, abaixo, as principais recomendações para se aferir a pressão arterial (7ª Diretriz de HAS; SBC, 
2016, p. 7): 
Preparo do paciente: 
1. Explicar o procedimento ao paciente e deixá-lo em repouso de três a cinco minutos em ambiente 
calmo. Deve ser instruído a não conversar durante a medição. Possíveis dúvidas devem ser esclarecidas antes 
ou depois do procedimento. 
2. Certificar-se de que o paciente NÃO: 
- Está com a bexiga cheia; 
- Praticou exercícios físicos há pelo menos 60 minutos; 
- Ingeriu bebidas alcoólicas, café ou alimentos; 
- Fumou nos 30 minutos anteriores. 
3. Posicionamento: 
- O paciente deve estar sentado, com pernas descruzadas, os pés apoiados no chão, o dorso recostado 
na cadeira e relaxado; 
- O braço deve estar na altura do coração, apoiado, com a palma da mão voltada para cima, e as roupas 
não devem garrotear o membro. 
4. Medir a PA na posição de pé, depois de três minutos, em diabéticos, idosos e em outras situações em 
que a hipotensão ortostática possa ser frequente ou suspeita. 
Etapas para a realização da medição: 
1. Determinar a circunferência do braço no ponto médio entre acrômio e olécrano; 
2. Selecionar o manguito de tamanho adequado ao braço; 
 
2 7ª Diretriz de HAS; SBC, 2016, p. 10, disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf & Brasil, 
2013, p. 51, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
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3. Colocar o manguito, sem deixar folgas, 2 a 3 cm acima da fossa cubital; 
4. Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial; 
5. Estimar o nível da PAS pela palpação do pulso radial. 
 
 
 
 
 
 
3 - Estágios da hipertensão arterial sistêmica 
Vamos aprender e gravar a classificação atual, conforme as disposições da SBC (7ª Diretriz de HAS; SBC, 
2016, p. 11): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Convém lembrar que os valores da pré-hipertensão e da hipertensão nos estágios 1, 2 e 3 levam em 
consideração o maior valor da pressão arterial sistólica (PAS) e/ou da pressão arterial diastólica (PAD) . 
Por exemplo, PAS 150x85 mmHg é classificada como hipertensão estágio 1, pois considerou a PAS, mesmo 
com a PAD sendo da pré-hipertensão. Portanto, prevalece o MAIOR valor! 
 
 
 
“Não deixe de revisar os conteúdos!” 
A aula é importante. Mantenha a concentração! 
 
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Temos uma nova proposta da classificação da PA desenvolvida pela Diretriz de prevenção, detecção, 
avaliação e gestão da hipertensão arterial em adultos, publicada em novembro de 2017 (AHA, 2017). Vejamos 
essa nova classificação, bem diferente da que conhecemos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como essas duas classificações da PA em adultos podemser exploradas nas provas, vamos sintetizar as 
informações no quadro comparativo abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estas aulas escritas (PDF) são atualizadas mensalmente - se for imprimir, faça-o somente com 
as aulas que estiver acompanhando, pois o material é atualizado e ampliado mensalmente. 
Todos os dias, são inseridos novos vídeos potenciais nas disciplinas deste Curso Completo de 
Enfermagem para Concursos. 
 
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4 - Seguimento da hipertensão arterial sistêmica 
O Ministério da Saúde (CAB nº 37 - HAS) menciona outra classificação de rastreamento e diagnóstico da 
hipertensão arterial sistêmica na Atenção Básica, conforme o esquema abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Precisamos estar atentos nas provas, porque essas classificações podem variar, conforme a literatura 
utilizada. Vejamos a recomendação da SBC (7ª Diretriz de HAS; SBC, 2016, p. 7). 
Segundo a Diretriz da American Heart Association – AHA (2017), temos a seguinte proposta de 
seguimento das pessoas, de acordo com os níveis pressóricos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Se precisar de mais esclarecimentos, recomendamos a videoaula sobre o tema neste curso. 
 
5 - Monitorização da pressão arterial sistêmica 
 
Nos esquemas abaixo, apresentamos os procedimentos conforme a 7ª Diretriz de HAS (SBC, 2016, p. 8-
9): 
 
 
 
 
 
 
 
5.1 - Monitorização residencial da pressão arterial (MRPA) 
A MRPA é o registro da PA, que pode ser realizado obtendo-se três medidas pela manhã, antes do 
desjejum e da tomada de medicamento, e três à noite, antes do jantar, durante cinco dias, ou duas medidas 
em cada sessão, durante sete dias, realizada pelo paciente ou por outra pessoa capacitada, durante a vigília, 
no domicílio ou no trabalho, com equipamentos validados. 
Sua maior utilização pode superar muitas limitações da tradicional medida da PA no consultório, é mais 
barata e mais fácil de executar do que a MAPA, embora com limitações, como, por exemplo, a não avaliação 
da PA durante o período de sono. 
 
5.2 - Monitorização ambulatorial da pressão arterial de 24 horas (MAPA) 
A monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) é o método por meio do qual se registra, 
indireta e intermitentemente, a pressão arterial durante 24 horas ou mais, enquanto o paciente realiza suas 
atividades habituais durante os períodos de vigília e de sono. A MAPA deve fazer parte do fluxograma para 
diagnóstico da hipertensão arterial. Uma de suas características mais específicas é a possibilidade de 
identificar as alterações do ciclo circadiano da PA, sobretudo as alterações durante o sono, que têm 
implicações prognósticas consideráveis. 
De acordo com a SBC3, devem ser prestadas as seguintes orientações aos pacientes, durante a utilização 
da MAPA: 
• Explicar detalhadamente como será o exame e recomendar que as atividades habituais sejam feitas 
durante o período em que ele estará sendo realizado; 
• Recomendar o seguimento da orientação médica quanto ao uso das medicações; 
• Orientar para que não sejam realizados exercícios físicos durante a execução do exame; 
 
3 SBC, 2011, p. 7, disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2011/diretriz_mapa_mrpa.pdf. 
Monitorização 
residencial da 
PA (MRPA) 
Obtêm-se três medidas, pela manhã, e três à noite p/ 5 d, 
ou duas medidas em cada sessão durante 7 d. 
Monitorização 
ambulatorial da 
PA de 24 horas 
(MAPA) 
 
O registro indireto e intermitente da PA é feito durante 24 h 
ou mais, nos períodos de vigília e de sono. 
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• Vestir camisa de manga larga para não limitar o movimento dos braços; as mulheres devem evitar o 
uso de vestido; 
• Seguir a orientação do médico-assistente sobre a(s) medicação(ões) de uso crônico; 
• Evitar a execução de exercício físico nas 24 horas que precedem o exame em pacientes que não o 
pratiquem regularmente; 
• Tomar banho antes do exame, pois não será permitido fazê-lo durante o procedimento; 
• Informar que o monitor será fixado na cintura por meio de um cinto. 
Portanto, durante a realização da MAPA, o paciente monitorado não deve fazer exercícios físicos, mas 
as caminhadas do cotidiano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 - Já caiu em prova (7ª Diretriz de HAS (SBC, 2016, p. 30-31)  
O chocolate amargo (com alto teor de cacau) pode promover discreta redução da PA, devido às altas 
concentrações de polifenóis. 
A cessação do tabagismo constitui medida fundamental e prioritária na prevenção primária e 
secundária das doenças cardiovasculares e de diversas outras doenças. Não há, entretanto, evidências de que, 
para o controle de PA, haja benefícios. 
Na população negra, a prevalência e a gravidade da hipertensão são maiores, o que pode estar 
relacionado a fatores étnicos e/ou socioeconômicos. No Brasil, predomina a população miscigenada, que pode 
diferir da população negra quanto às características da hipertensão. 
 
7 - Manobra de Osler e utilização de anticoncepcionais 
De acordo com a SBC (7ª Diretriz de HAS; SBC, 2016, p. 10; 64), as alterações próprias do 
envelhecimento determinam aspectos diferenciais na PA dessa população, como mais frequência de “hiato 
auscultatório”, que consiste no desaparecimento dos sons durante a deflação do manguito, geralmente entre 
o final da fase I e o início da fase II dos sons de Korotkoff, o que resulta em valores falsamente baixos para a 
sistólica ou falsamente altos para a diastólica. A grande variação da pressão arterial nos idosos, ao longo das 
24 horas, torna a MAPA útil. A “pseudo-hipertensão”, que está associada ao processo aterosclerótico, pode ser 
detectada pela manobra de Osler, ou seja, quando a artéria radial permanece ainda palpável, depois de se 
insuflar o manguito pelo menos 30 mmHg acima do desaparecimento do pulso radial. 
O aparecimento de hipertensão arterial, durante o uso de anticoncepcional oral, impõe a interrupção 
imediata da medicação, o que, em geral, normaliza a pressão arterial em alguns meses. Deve-se, no entanto, 
As questões online estão sendo ampliadas diariamente (todas comentadas em 
vídeo) - estude por elas para ser aprovado (a)! 
No final deste curso, acesse o menu ‘Certificados’, na área do aluno, para fazer 
download e imprimir seu certificado com código de autenticidade! 
 
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providenciar a substituição por método contraceptivo eficaz. Em 2013, o Ministério da Saúde não fez essas 
recomendações na atualização do Caderno de Atenção Básica nº 37. Apenas referiu que a substituição de 
anticoncepcionais hormonais orais por outros métodos contraceptivos reduz a pressão arterial em pacientes 
hipertensas4. 
 
8 - Hipertensão arterial essencial e secundária 
A maioria dos indivíduos com hipertensão tem uma elevação persistente da pressão arterial como 
resultado de uma desregulação do mecanismo de controle homeostático da pressão, o que a define como 
essencial. Já a HAS secundária tem causa definida, que é potencialmente tratável e/ou curável e acomete 
menos de 3% dos hipertensos. A avaliação correta desses pacientes é fundamental, visto que pode determinar 
a interrupção dos anti-hipertensivos5. 
Por conseguinte, a hipertensão arterial secundária é aquela com causa bem definida, como a endócrina 
(acromegalia, hipotireoidismo, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, hiperaldosteronismo primário, 
síndrome de Cushing, hiperplasia adrenal,feocromocitoma e uso de hormônios exógenos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 Brasil, 2013, p. 57, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
5 Brasil, 2013, p. 47, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP & 7ª Diretriz de HAS; SBC, 2016, p. 10, disponível em: 
http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf. 
Está estudando? Deixe o celular no silencioso. Concentre-se! 
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9 – Emergência e urgência hipertensiva 
Outro tópico importante é a urgência e a emergência hipertensiva. Vejamos suas principais 
características e as diferenças entre elas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na emergência hipertensiva, a PA pode elevar abruptamente, em território cerebral, com perda da 
autorregulação do fluxo sanguíneo e evidências de lesão vascular, com quadro clínico de encefalopatia 
hipertensiva e lesões hemorrágicas dos vasos da retina. 
10 - Consulta de Enfermagem 
A consulta de Enfermagem vai ser pautada nas etapas do processo de Enfermagem, descritas abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 – Risco cardiovascular 
 
O escore de Framinghan mede o risco de uma pessoa apresentar angina, infarto do miocárdio ou morrer 
de doença cardíaca em dez anos. O risco é considerado baixo quando o escore é inferior a 10%; intermediário, 
entre 10 e 20%; e alto; quando é superior a 20%. Nesse escore, são avaliados os fatores: idade, colesterol total 
e HDL, pressão arterial, diabetes e tabagismo. 
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Em síntese, o processo de estratificação passa por três etapas: na primeira, são coletadas informações 
sobre os fatores de risco prévios; na segunda, avaliam-se a idade, os exames de LDLc, HDLc, a PA e o 
tabagismo; e na terceira, é estabelecida uma pontuação, a partir da qual se obtém o risco percentual de 
evento cardiovascular de dez anos para homens e mulheres. 
O escore de Framinghan é uma ferramenta útil e fácil de ser aplicada no cotidiano. Ele classifica os 
indivíduos por meio da pontuação, nos seguintes graus de risco cardiovascular, e auxilia a definir condutas6: 
• Baixo risco – quando houver menos de 10% de chance de um evento cardiovascular ocorrer em 
dez anos. O seguimento dos indivíduos com PA limítrofe poderá ser anual, depois que eles forem 
orientados sobre estilo de vida saudável; 
• Risco intermediário – quando houver 10% – 20% de chance de um evento cardiovascular ocorrer 
em dez anos. O seguimento dos indivíduos com PA limítrofe poderá ser semestral, depois que eles 
receberem orientações sobre estilo de vida saudável. Se houver disponibilidade na UBS ou 
comunidade e o interesse da pessoa, pode ser encaminhada para ações coletivas de educação em 
saúde; 
• Alto risco – quando houver mais de 20% de chance de um evento cardiovascular ocorrer em dez 
anos ou a presença de lesão de órgão-alvo, como IAM, AVC/AIT, hipertrofia ventricular esquerda, 
retinopatia e nefropatia. O seguimento dos indivíduos com PA limítrofe de alto risco poderá ser 
trimestral, depois que eles recebem orientações sobre estilo de vida saudável. Se houver 
disponibilidade na UBS ou comunidade e o interesse da pessoa, pode ser encaminhada para ações 
coletivas de educação em saúde. 
Vejamos, nos esquemas abaixo, as principais informações sobre o escore de Framingham: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Brasil, 2013, p. 39-40, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
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Classificação do risco global, segundo o escore de Framingham 
Categoria Evento cardiovascular maior (ECV) 
Baixo < 10%/10 anos 
Moderado 10 a 20%/10 anos 
Alto > 20%/10 anos 
 
Na consulta de enfermagem, para a estratificação de risco cardiovascular, recomenda-se a utilização do 
escore de Framingham. O objetivo da estratificação é de estimar o risco de cada indivíduo sofrer uma doença 
arterial coronariana nos próximos dez anos. Essa estimativa se baseia na presença de múltiplos fatores de 
risco, como sexo, idade, níveis pressóricos, tabagismo, níveis de HDLc e LDLc. A partir da estratificação de 
risco, selecionam-se indivíduos com mais probabilidade de ter complicações e que se beneficiarão de 
intervenções mais intensas7. 
Depois de identificar os fatores de risco, se o usuário só apresentar um fator de risco 
baixo/intermediário, não será preciso calcular o escore, pois ele é considerado como baixo RCV. Se 
apresentar, ao menos, um fator de alto RCV, também não é necessário calcular o escore, pois esse paciente já 
é considerado como de alto RCV. O cálculo será realizado quando o usuário apresentar mais de um fator de 
risco baixo/intermediário. 
Segue o quadro com os fatores de risco para doença cardiovascular: 
 
Fatores de risco para doença cardiovascular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 Brasil, 2013, p. 38, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
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12 – Rotina complementar mínima para pessoa com HAS 
O atendimento inicial e o acompanhamento da pessoa com diagnóstico de HAS requerem um apoio 
diagnóstico mínimo. Sugere-se que esses exames sejam feitos anualmente, no entanto, o profissional deverá 
estar atento ao acompanhamento individual de cada paciente, considerando sempre o risco cardiovascular, as 
metas de cuidado e as complicações existentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
PARA SER APROVADO/A, MANTENHA O FOCO NOS ESTUDOS! 
 
1. (Residência Multiprofissional- HULW/UFPB/2015) A hipertensão arterial é uma das doenças com maior 
prevalência no mundo moderno. A pressão arterial é um parâmetro finamente controlado pelo organismo. 
Qual destes mecanismos de ação controla a pressão arterial? 
a) Sistema renina‐angiotensina‐aldosterona; centro vasomotor; óxido nítrico; 
b) Angiotensina II; noradrenalina; L-arginina; 
c) Vasopressina; centro vasomotor; bulbo ganglionar; 
d) Angiotensina I; adenilatociclase; centro neuroreceptor; 
e) Sistema renina-angiotensina aldosterona; ciclamato MC3; óxido pirúvico. 
COMENTÁRIOS: 
O sistema renina-angiontensina-aldosterona (SRAA) regula a pressão arterial por um longo prazo e é 
ativado pelo organismo quando ocorre uma queda da pressão arterial ocasionada pela diminuição de sódio, 
hemorragias ou outros fatores patológicos, com a finalidade de recuperar a pressão e o volume sanguíneo. 
O mecanismo se processa com a ação de alguns hormônios, entre eles, o angiotensinogênio, que é 
produzido pelo fígado e está presente no sangue, que, por meio da catalização da enzima renina, que é 
liberada pelos rins quando o sangue apresenta baixa concentração de sódio ou baixa pressão arterial, formará 
a angiotensina I, que não apresenta ação vascular e é convertida em angiotensina II. Essa reação é catalisada 
 
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pela enzima conversora de angiotensina (ECA), liberada pelo endotélio capilar dos pulmões. A angiotensina II 
se liga a receptores específicos (AT1 e AT2) e os ativa, promove a vasoconstrição e estimula a liberação de 
aldosterona pelo córtex da glândula adrenal. O hormônio aldosterona promove a secreção de K+ e 
consequentemente a reabsorção de Na+. A vasoconstrição e a reabsorção de sódio resultam, finalmente, no 
aumento da pressão arterial. Esse mecanismo é conhecido como Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona,cujo esquema apresentamos a seguir. 
 
 
 
 
 
 
A ativação excessiva desse sistema acarreta sérias consequências, como a hipertensão arterial, por isso, 
para os indivíduos hipertensos, a hiperatividade desse sistema pode ser bastante perigosa. Por essa razão, foi 
preciso buscar meios de reduzir seus efeitos ou, até, de interromper seu funcionamento por meio de 
mecanismos anti-hipertensivos (inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) ou por bloqueadores 
dos receptores de angiotensina II). Além desse mecanismo de controle da pressão arterial, o centro vasomotor 
atua controlando-a. 
O centro vasomotor é uma região localizada bilateralmente, em parte do bulbo e no terço inferior da 
ponte. Pode ser dividido, por motivos didáticos, em três áreas: a vasoconstritora: os neurônios presentes nessa 
porção do centro secretam a noraepinefrina*; suas fibras se distribuem por toda a medula espinhal, onde 
excitam os neurônios vasoconstritores do sistema nervoso simpático; a vasodilatadora: os neurônios dessa 
área projetam-se para a área vasoconstritora e inibem a atividade dessa região, causando a vasodilatação; e a 
sensorial: os neurônios situados nessa parte recebem sinais nervosos sensoriais, através, principalmente, dos 
nervos vagos e do glossofaríngeo. Esses sinais são importantes para um controle "reflexo" de muitas funções 
circulatórias, como, por exemplo, o reflexo baroceptor para controlar a pressão arterial. 
O óxido nítrico (NO) é um gás solúvel em água, que é produzido nas células endoteliais, macrófagos e 
em certo grupo de neurônios do cérebro. Atua no controle da produção de guanosina monofosfato cíclico 
(GMP), uma molécula que tem, entre outras, a função de relaxar os músculos lisos. Como as artérias também 
são compostas por esse tipo de musculatura, a presença de NO dilata suas paredes (vasodilatação), aumenta o 
fluxo sanguíneo e diminui a pressão arterial. 
 
 
 
 
De acordo com o exposto, a resposta da questão é a letra A. 
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2. (Prefeitura de Itacarambi-MG/UNIMONTES-COTEC/2014) A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um grave 
problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Sua prevalência no Brasil varia entre 22% e 44% para adultos 
(32% em média) e chega a mais de 50% para indivíduos com idades entre 60 e 69 anos, e 75%, em indivíduos 
com mais de 70 anos (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2010). Em relação ao rastreamento e ao 
diagnóstico da HAS, nas Unidades Básicas de Saúde, marque a alternativa CORRETA: 
a) A primeira verificação deve ser realizada em ambos os braços. Caso haja diferença entre os valores, deve ser 
considerada a medida de menor valor. 
b) O indivíduo deverá ser investigado sobre doenças arteriais se apresentar diferenças de pressão entre os 
membros superiores maiores de 18/09 mmHg para as pressões sistólica e diastólica, respectivamente. 
c) De acordo com a média dos dois valores pressóricos obtidos, a PA deverá ser novamente verificada a cada 
ano, se a PA for menor do que 120/80 mmHg. 
d) Todo adulto com 18 anos ou mais de idade, quando for à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta, 
atividades educativas, procedimentos, entre outros, e não tiver registro no prontuário de ao menos uma 
verificação da PA nos últimos dois anos, deverá ser verificada e registrada. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos corrigir os itens errados em relação ao rastreamento da HAS: 
a) A primeira verificação deve ser realizada em ambos os braços. Caso haja diferença entre os valores, 
deve ser considerada a medida de maior valor. O braço com o maior valor aferido deve ser utilizado como 
referência nas próximas medidas. Com intervalo de um minuto, no mínimo, uma segunda medida dever ser 
realizada. 
b) O indivíduo deverá ser investigado sobre doenças arteriais se apresentar diferenças de pressão entre 
os membros superiores maiores de 20/10 mmHg para as pressões sistólica/diastólica, respectivamente. 
c) De acordo com a média dos dois valores pressóricos obtidos, a PA deverá ser novamente verificada 
(BRASIL, 2013): 
– a cada dois anos, se for menor do que 120/80 mmHg; 
– a cada ano, se for entre 120 – 139/80 – 89 mmHg nas pessoas sem outros fatores de risco para 
doença cardiovascular (DCV), conforme apresentado na tabela abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Definições da 7ª Diretriz Brasileira de HAS (SBC, 2016): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. (Prefeitura de Belterra-PA/FADESP/2014) Joana, 22 anos de idade, procurou a Unidade Municipal de Saúde 
de Belterra queixando-se de cefaleia e de alterações visuais. A enfermeira que a atendeu, suspeitando de 
hipertensão arterial sistêmica (HAS), procedeu com a verificação da pressão arterial (PA) às 08h e orientou que 
a usuária retornasse ao serviço às 11h para nova verificação da PA. A média das duas medidas no dia fora de 
140/90mmHh. Nesse caso e conforme o fluxograma de rastreamento e diagnóstico da hipertensão arterial 
sistêmica, a conduta adequada em relação à usuária seria: 
a) encaminhar à consulta de enfermagem para mudança de estilo de vida (MEV). 
b) realizar duas medidas de PA com intervalo de uma a duas semanas. 
c) retornar em três meses para reavaliação de enfermagem. 
d) encaminhar à consulta médica para estratificação do risco cardiovascular (ECV). 
COMETÁRIOS: 
O diagnóstico da HAS consiste na média aritmética da PA maior ou igual a 140/90mmHg, verificada em 
pelo menos três dias diferentes, com intervalo mínimo de uma semana entre as medidas, ou seja, soma-se a 
média das medidas do primeiro dia com as duas medidas subsequentes e divide-se por três. 
 
 
 
4. (DEPEN/CESPE/2015) O diagnóstico de HAS é definido quando, em pelo menos três aferições de pressão 
arterial realizadas em um intervalo mínimo de uma semana entre cada medida, a média aritmética é maior ou 
igual a 140 mmHg × 90 mmHg. 
a) VERDADEIRO 
b) FALSO 
COMETÁRIOS: 
De acordo com o CAB nº 37 do MS de HAS, o diagnóstico da HAS consiste na média aritmética da PA 
maior ou igual a 140/90mmHg, verificada em pelo menos três dias diferentes, com intervalo mínimo de uma 
semana entre as medidas, ou seja, soma-se a média das medidas do primeiro dia com as duas medidas 
subsequentes e divide-se por três. 
Resposta: letra D. 
A resposta é a letra B. 
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5. (HDT-UFT/AOCP/EBSERH/2015) Paciente, 18 anos, compareceu à Unidade Básica de Saúde para verificar 
sua pressão arterial. O enfermeiro que o atendeu identificou que a média de dois valores pressóricos obtida 
apresentava-se em 110/70 mmHg. Considerando que o paciente não apresenta fatores de risco para doença 
cardiovascular, a pressão arterial: 
a) Deverá ser verificada novamente a cada seis meses. 
b) Deverá ser verificada anualmente. 
c) Deverá ser verificada a cada dois anos. 
d) Deverá ser verificada a cada cinco anos. 
e) Não precisa ser rastreada nessa idade. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Ministério da Saúde (CAB nº 37 - HAS), quando a média dos dois valores pressóricos 
obtidos for menor do que 120/80 mmHg, a PA deverá ser novamente verificada a cada dois anos, conforme o 
esquema apresentado abaixo: 
 
 
 
 
 
 
Definições da 7ª Diretriz Brasileira de HAS (SBC, 2016): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Portanto, a questão está correta. 
Resposta: letra C. 
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6. (HU-UFS/EBSERH/IAOCP/2014) Sobre a hipertensão arterial, assinale a alternativa correta: 
a) Nos negros, a prevalência e a gravidade da hipertensãosão maiores, o que pode estar relacionado a 
fatores étnicos e/ou socioeconômicos. 
b) O uso de antiagregantes plaquetários é contraindicado para pacientes que apresentem hipertensão e 
doença cardiovascular manifesta. 
c) O tratamento não farmacológico é uma medida ineficaz para controlar da hipertensão arterial, portanto, é 
pouco recomendado. 
d) A hipertensão arterial é definida como pressão arterial diastólica maior ou igual a 130 mmHg e uma 
pressão arterial sistólica maior ou igual a 90 mmHg. 
e) Recomenda-se que a medida da pressão arterial em gestante seja feita na posição supina. A 
determinação da pressão diastólica deve ser realizada na fase IV de Korotkoff. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos os itens incorretos: 
Item B. O uso de antiagregantes plaquetários é indicado para pacientes que apresentem hipertensão e 
doença cardiovascular manisfesta, pois reduz o risco cardiovascular. 
Item C. O tratamento não farmacológico é uma medida eficaz para controlar a hipertensão arterial e é 
recomendado quando não há contraindicação em decorrência de agravamento da doença. 
Item D. A hipertensão arterial é definida como pressão arterial diastólica maior ou igual a 140 mmHg 
e/ou uma pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg. 
Item E. Não se recomenda que a medida da pressão arterial em gestante seja feita na posição supina, 
para não ocasionar a compressão da veia cava. Ademais, a determinação da pressão diastólica deve ser 
realizada na fase V de Korotkoff. 
 
 
 
7. (Prefeitura de Tapiratiba-SP/BIORIO/2014) Qual a pressão arterial média de um paciente com a pressão 
arterial de 120x80mmHg? 
a) 94,3 b) 100 c) 88 d) 93,3 
COMENTÁRIOS: 
Pressão arterial média (PAM) é a média da pressão durante todo o ciclo cardíaco, a mais importante, do 
ponto de vista de perfusão tecidual. Ela só pode ser fidedignamente definida por meio da medida direta da 
pressão, através do cálculo da área (o que representa a integral matemática da curva) sob a curva da pressão 
arterial. Pode ser estimada grosseiramente pela fórmula: 
PAM = Pressão diastólica + 1/3 (Pressão sistólica - pressão diastólica) 
PAM = 80 + (120 – 80) /3 
PAM = 80 + 40/3 
PAM = 80 + 13,3 
PAM = 93,3 
Ou poderia ser calculada por meio da seguinte fórmula: 
PAM= PAS+ 2PAD/3 
PAM= 120+ 2x 80 / 3 
Resposta: item A. 
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PAM= 120+ 160/3 
PAM= 280/3 
PAM= 93,3 
 
 
 
8. (EBSERH/MCO-UFBA/IADES/2014) Acerca da verificação da pressão arterial e dos cuidados de enfermagem, 
assinale a alternativa correta: 
a) A pressão de pulso é a diferença entre as pressões sistólica e diastólica. 
b) A pressão arterial média independe de idade, atividade de física ou de emoções. 
c) O hiato auscultatório é o aparecimento dos sons de Korotkoff (bulhas cardíacas). 
d) A palpação da artéria braquial ou radial é dispensável no caso de verificação de rotina. 
e) A pressão diastólica é a pressão máxima sentida na artéria durante a contração cardíaca. 
COMENTÁRIOS: 
A hipertensão arterial é um fator de risco cardiovascular bastante conhecido, porém não se sabe qual 
dos componentes da pressão arterial é o melhor preditor desse risco. Na prática clínica, a pressão é definida 
em termos de pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), que representam os dois pontos extremos do 
fenômeno pulsátil em torno da pressão arterial média (PAM), calculada como PAD + (PAS – PAD)/3, e que 
reflete a pressão da aorta e dos grandes vasos se o débito cardíaco fosse não pulsátil (componente fixo). Já o 
componente pulsátil é definido pela pressão de pulso (PP), que é a diferença entre a PAS e a PAD e é 
determinada por dois componentes hemodinâmicos principais: o componente direto decorrente da interação 
entre a ejeção ventricular (volume sistólico e velocidade de ejeção ventricular) e as propriedades viscoelásticas 
das grandes artérias, enquanto o componente indireto seria a reflexão da onda de pulso. 
Vamos analisar cada alternativa! 
a) Correta. A pressão de pulso é a diferença entre as pressões sistólica e diastólica. 
b) Incorreta. A pressão arterial média depende de idade, atividade de física ou de emoções. 
c) Incorreta. O hiato auscultatório é um intervalo durante o qual os sons de Korotkoff não são audíveis. 
d) Incorreta. A palpação da artéria braquial ou radial é indispensável no caso de verificação de rotina. 
e) Incorreta. A pressão diastólica é a pressão mínima sentida na artéria durante a contração cardíaca. 
 
 
 
9. (Prefeitura de Ituporanga-SC/IOBV/2014) Sobre a classificação da elevação aguda da pressão arterial - PA, é 
considerada uma emergência hipertensiva: 
a) É a situação caracterizada por PA marcadamente elevada com lesão de órgãos-alvo. Requer internação em 
unidades de cuidado intensivo e uso de medicações intravasculares. 
b) Tem como característica o aumento da PA que não representa risco imediato de vida nem dano agudo a 
órgãos-alvo, e o controle da PA poderá ser feito com a redução gradual em 24h. 
c) É quando a elevação pressórica não está relacionada ao risco de morte e ao desenvolvimento de disfunção 
de órgão-alvo. 
A resposta da questão é a letra D. 
A resposta da questão é a letra A. 
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d) É a situação caracterizada pelos elevados valores pressóricos da PA, em um período superior a dez dias, sem 
que haja melhora com medicação oral. Não há necessidade de comprometer órgãos-alvo, uma vez que a PA 
eleve a valores superiores a 150 x 120 mmHg. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos, abaixo, os conceitos de urgência e emergência hipertensiva, conforme disposições das VI 
Diretrizes Brasileiras de Hipertensão da SBC (2010): 
- Urgências hipertensivas - a elevação crítica da pressão arterial, em geral, pressão arterial diastólica ≥ 
120mmHg, porém com estabilidade clínica, sem comprometimento de órgãos-alvo. A pressão arterial, nesses 
casos, deverá ser tratada com medicamentos por via oral, com o fim de reduzir a pressão arterial em até 24 
horas. 
- Emergências hipertensivas - são condições em que há elevação crítica da pressão arterial com quadro 
clínico grave, progressiva lesão de órgãos-alvo e risco de morte, o que exige imediata redução da pressão 
arterial com agentes aplicados por via parenteral. Há elevação abrupta da pressão arterial que ocasiona, em 
território cerebral, perda da autorregulação do fluxo sanguíneo e evidências de lesão vascular, com quadro 
clínico de encefalopatia hipertensiva, lesões hemorrágicas dos vasos da retina e papiledema. 
 
 
Essa resposta se justifica porque a emergência hipertensiva é caracterizada por PA marcadamente 
elevada, com lesão de órgãos-alvo. Requer internação em unidade de cuidado intensivo e uso de medicações 
intravasculares. As alternativas B e C descrevem características da urgência hipertensiva. 
 
10. (EBSERH/HUPES-UFBA/IADES/2014) Ao aferir a pressão arterial de um paciente em situação de 
emergência, foi detectada hipotensão. A respeito desse assunto, assinale a alternativa que apresenta 
corretamente uma condição que altera a pressão arterial, diminuindo-a: 
a) Digestão; 
b) Hemorragia grave; 
c) Convulsão; 
d) Excitação emocional; 
e) Hipertiroidismo. 
COMENTÁRIOS: 
Algumas condições médicas podem diminuir a pressão arterial, a saber: 
 Gravidez; 
 Problemas do coração, como bradicardia, problemas nas válvulas cardíacas, ataque cardíaco e 
insuficiência cardíaca; 
 Problemas endócrinos, como distúrbios da tireoide, insuficiência adrenal (doença de Addison), níveis 
baixos de açúcar no sangue (hipoglicemia) e, em alguns casos, diabetes; 
 Desidratação; 
 Perda grave de sangue (hemorragia grave); 
 Queimaduragrave; 
 Infecção grave (septicemia); 
Resposta: letra A. 
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 Reações alérgicas graves (anafilaxia); 
 Anemia por falta de vitamina B2 e ácido fólico. 
 
 
Isso se justifica porque uma das características marcantes do choque hipovolêmico são a hemorragia 
grave e a hipotensão. 
 
11. (HU-UFSM/EBSERH/Instituto AOCP/2014) A intensidade das intervenções preventivas das doenças 
cardiovasculares deve ser determinada pelo grau de risco cardiovascular estimado para cada indivíduo. Em 
termos práticos, costumam-se classificar os indivíduos em três níveis de risco: baixo, moderado e alto. Qual 
das alternativas a seguir apresenta um indicador de alto risco para doença cardiovascular? 
a) Angina de peito; 
b) Diagnóstico prévio de diabetes mellitus; 
c) História familiar de infarto agudo do miocárdio; 
d) Idade > 55 anos para mulheres; 
e) Idade > 45 anos para homens. 
COMENTÁRIOS 
Vejamos cada uma das alternativas: 
Itens A e B. Angina de peito (doença cardíaca que representa lesão de órgão-alvo) e diagnóstico prévio 
de diabetes mellitus são fatores de alto risco cardiovascular, conforme explicamos nesta aula (tópico 11). 
Itens C e D. História familiar de infarto agudo do miocárdio e idade > 65 anos para ambos os sexos são 
fatores de baixo risco cardiovascular. 
A partir do exposto, estão corretas as alternativas A e B. 
 
 
 
12. (DEPEN/CESPE/2015) A HAS em pacientes jovens está diretamente relacionada à história familiar de 
acidente vascular encefálico, doença arterial coronariana prematura (homens com idade abaixo de cinquenta 
e cinco anos e mulheres de até sessenta e cinco anos de idade) e morte prematura e súbita de familiares 
próximos. 
a) VERDADEIRO 
b) FALSO 
COMENTÁRIOS: 
A questão trata dos fatores de risco para que um indivíduo com mais de 18 anos desenvolva a HAS, o 
acidente vascular encefálico e a doença arterial coronariana prematura. Homens com idade abaixo de 55 anos, 
mulheres de até 65 anos de idade e morte prematura e súbita de familiares próximos são fatores relevantes 
para o diagnóstico da doença. 
 
 
 
Resposta: letra B. 
Por isso, a questão foi anulada. 
Logo, a questão está correta. 
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13. (HU-UFS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) No acidente vascular encefálico em pacientes com hemorragia 
intracerebral, deve-se evitar que a pressão arterial sistólica ultrapasse 180 mmHg e que a diastólica supere 
105 mmHg. É mais recomendando, nas situações em que tais parâmetros pressóricos forem ultrapassados, a 
utilização intravenosa de: 
a) metoprolol; 
b) nifedipina; 
c) furosemida; 
d) ticlopidina; 
e) espironolactona. 
COMENTÁRIOS: 
Em casos de HAS grave (PA sistólica > 220 mmHg ou PA diastólica > 120 mmHg ou PA média > 130 
mmHg, sendo esta calculada somando-se a PA sistólica ao dobro da PA diastólica e dividindo-se por três), sua 
redução deve ser feita de maneira bastante cautelosa, visto que pode ocorrer piora do quadro neurológico em 
consequência de resposta hipotensora excessiva. Beta-bloqueadores por via intravenosa (metoprolol) e 
nitroprussiato de sódio em infusão contínua são as principais drogas de eleição. Drogas que possam causar 
queda brusca e imprevisível da pressão arterial, como os bloqueadores de canais de cálcio por via sublingual 
(nifedipina) e os diuréticos de alça (furosemida, espironolactona) devem ser evitadas. 
 
 
Fonte: Tratamento da Fase Aguda do Acidente Vascular Cerebral 
 
14. (CNEN/IDECAN/2014) A hipertensão arterial sistêmica secundária à síndrome de Cushing apresenta os 
principais sinais e sintomas, EXCETO: 
a) Fraqueza muscular, cansaço fácil e hirsutismo; 
b) Obesidade central, fáscies em lua cheia e pletora; 
c) Inchaço das mãos, fraqueza muscular e macroglossia; 
d) Estrias abdominais, aumento de peso e distúrbios emocionais; 
e) Afilamento dos braços e das pernas, aumento de peso e fraqueza muscular. 
COMENTÁRIOS: 
A síndrome de Cushing resulta de uma atividade adrenocortical excessiva, em lugar de deficiente (Porth 
& Matfin, 2009). É comumente causada pelo uso de medicamentos corticosteroides e raramente se deve à 
produção excessiva de corticosteroides em consequência de hiperplasia do córtex da suprarrenal. Qualquer que 
seja a etiologia, os mecanismos de retroalimentação normais que controlam a função do córtex da suprarrenal 
tornam-se ineficazes e ocorre perda do padrão diurno habitual do cortisol. Os sinais e os sintomas da síndrome 
de Cushing representam, principalmente, uma consequência da secreção excessiva de glicocorticoides e 
androgênios (hormônios sexuais), embora a secreção de mineralocorticoides também possa estar afetada 
(Porth & Matfin, 2009). 
Manifestações clínicas: 
Quando há uma produção excessiva de hormônio do córtex da suprarrenal, ocorrem parada do 
crescimento, obesidade, alterações musculoesqueléticas e intolerância à glicose. O quadro clássico da 
síndrome de Cushing no adulto consiste em obesidade do tipo central, com uma “corcova de búfalo” adiposa 
Resposta: letra A. 
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no pescoço, áreas supraclaviculares, tronco pesado e membros relativamente magros. A pele fica fina, frágil e 
facilmente traumatizada e surgem equimoses (contusões) e estrias. O paciente queixa-se de fraqueza e de 
prostração, além de transtorno do sono, devido à secreção diurna alterada de cortisol. 
Observa-se um catabolismo proteico excessivo, que resulta em debilidade muscular e osteoporose. Como 
consequência, podem ocorrer cifose, dor nas costas e fraturas das vértebras por compressão. A retenção de 
sódio e de água ocorre por causa da atividade mineralocorticoide aumentada, o que resulta em hipertensão e 
insuficiência cardíaca. O paciente fica com uma aparência de “face de lua cheia”, pode exibir oleosidade 
aumentada da pele e acne, fica muito suscetível a infecção, pode desenvolver hiperglicemia ou diabetes franco 
e ganhar peso. Além disso, a cicatrização de pequenos cortes e equimoses fica lenta. 
As mulheres com idades entre 20 e 40 anos têm uma probabilidade cinco vezes maior do que os homens 
de desenvolver a síndrome de Cushing. Nas mulheres de todas as idades, pode ocorrer virilização em 
consequência do excesso de androgênios. Virilização é o aparecimento de traços masculinos e retrocesso dos 
traços femininos. Há um crescimento excessivo de pelos na face (hirsutismo), as mamas sofrem atrofia, a 
menstruação cessa, o clitóris aumenta, e a voz fica grave. Tanto os homens quanto as mulheres perdem a 
libido. Há, ainda, alterações no humor e desenvolvimento de psicose. A angústia e a depressão são comuns 
devido à gravidade das alterações físicas. Se a síndrome de Cushing for uma consequência de tumor 
hipofisário, podem surgir distúrbios visuais devido à pressão do tumor em crescimento exercida sobre o 
quiasma óptico. 
Diagnósticos de enfermagem (HINKLE; CHEEVER, 2016) 
Os principais diagnósticos de enfermagem do paciente com síndrome de Cushing são: 
• Risco de lesão relacionado à fraqueza; 
• Risco de infecção por causa da alteração do metabolismo das proteínas e da resposta inflamatória; 
• Déficit no autocuidado devido à fraqueza, à fadiga, à debilidade muscular e à alteração dos padrões de 
sono; 
• Comprometimento da integridade da pele, relacionado a edema, cicatrização deficiente e pele fina e 
frágil. 
• Transtorno da imagem corporal relacionado à aparência física alterada, comprometimento da função 
sexual e nível de atividade diminuído; 
• Transtorno nos processos de pensamento relacionado a oscilações de humor, irritabilidade e 
depressão. 
Voltando à análiseda questão: 
 
 
Isso se justifica porque uma das manifestações clínicas da síndrome de Cushing é a parada do 
crescimento, e não, a macroglossia (crescimento anormal do tamanho da língua). 
 
15. (FESMA/Fundação Sousândrade/2015) Durante a consulta de enfermagem, um paciente idoso, em 
tratamento de hipertensão arterial, refere apresentar mudança de padrão respiratório, depois da introdução 
de uma nova medicação anti-hipertensiva. A medicação que pode causar broncoconstrição e o grupo 
farmacológico correspondente estão apresentados corretamente em uma das alternativas. Assinale-a. 
a) Losartana potássica; bloqueador de cálcio; 
b) Hidralazina; inibidor da ECA; 
c) Dobutamina; vasodilatador arterial e venoso; 
A letra C é a alternativa incorreta. 
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d) Atenolol; betabloqueador; 
e) Furosemida; poupador de potássio. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos cada uma das alternativas: 
a) Losartana potássica 
Classificação: antagonista dos receptores de angiotensina II 
Ação: antagonista de angiotensina II (potente vasoconstrictor) 
Efeitos adversos: hipotensão, exantema, tontura 
 b) Hidralazina 
Classificação: anti-hipertensivo, vasodilatador 
Ação: dilata os vasos sanguíneos periféricos 
Efeitos adversos: cefaleia, palpitação, hipotensão, edema periférico 
c) Dobutamina 
Classificação: agente adrenérgico 
Ação: aumenta a contratilidade do miocárdio e o volume sistólico com efeitos cronotrópicos menores, o 
que resulta em aumento do débito cardíaco. 
Efeitos adversos: taquicardia, hipertensão e arritmias 
d) Atenolol 
Classificação: beta-adrenérgico, anti-hipertensivo 
Ação: bloqueia o sistema nervoso simpático para o coração, produz uma frequência cardíaca mais lenta 
e diminui a pressão arterial e a frequência de pulso. Indicado para pacientes que também apresentam angina 
de peito estável e isquemia silenciosa. 
Efeitos adversos: bradicardia, broncoespasmo, hipotensão 
e) Furosemida 
Classificação: diurético de alça 
Ação: inibe a absorção dos ions sódio e cloreto e água na alça de Henle, assim como no túbulo 
contorcido do néfron. 
Efeitos adversos: fraqueza, hipocalemia, hipotensão ortostática. 
 
 
 
16. (Exército/ESFCEX/2016) Na consulta de enfermagem, para estratificação de risco para doenças 
cardiovasculares, recomenda-se a utilização do escore de Framingham. Sobre os fatores de risco alto que 
influenciam a estratificação, analise as proposições abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta 
a sequência correta: 
I. Elevados níveis de PSA; 
II. Infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio; 
III. Diabetes mellitus; 
IV. História familiar de doença oncológica; 
a) Somente I e III estão corretas; 
b) Somente II e III estão corretas; 
Resposta: letra D. 
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c) Somente I e II estão corretas; 
d) Somente II e IV estão corretas; 
e) Somente III e IV estão corretas. 
COMENTÁRIOS: 
Questão intuitiva. São fatores de alto risco na estratificação para doenças cardiovasculares: infarto 
agudo do miocárdio (IAM) prévio e diabetes mellitus. 
 
 
 
17. (USP/FUVEST/2016) O tratamento da hipertensão arterial inclui diversas classes de medicamentos com 
diferentes mecanismos de ação. Em relação à terapia medicamentosa para a hipertensão, é correto afirmar 
que: 
a) Os diuréticos tiazídicos depletam o sódio e o excesso de líquido intracelular. 
b) Os betabloqueadores atuam no sistema nervoso parassimpático, produzindo vasodilatação periférica e 
redução da pressão arterial. 
c) Os inibidores da enzima conversora de angiotensina inibem a reabsorção das angiotensinas I e II e reduzem 
a resistência vascular periférica. 
d) Os diuréticos de alça depletam volume e inibem a reabsorção de sódio e de água nos rins. 
e) Os bloqueadores de canais de cálcio reduzem a pré-carga e aumentam a velocidade de condução do 
impulso cardíaco. 
COMENTÁRIOS: 
 Vamos analisar cada uma das alternativas erradas, conforme a literatura especializada e a 7ª. Diretriz de 
HAS da SBC (2016): 
 a) Os mecanismos de ação anti-hipertensiva dos DIU tiazídicos relacionam-se inicialmente aos seus 
efeitos natriuréticos, com diminuição do volume extracelular (dentro do vaso). 
Deve-se dar preferência aos DIU tiazídicos ou similares (clortalidona, hidroclorotiazida e indapamida) em doses 
baixas, pois são mais suaves e com maior tempo de ação, reservando-se os DIU de alça (furosemida e 
bumetanida) aos casos de insuficiência renal e situações de edema (insuficiência cardíaca ou insuficiência 
renal). Os poupadores de potássio (espironolactona e amilorida) são habitualmente utilizados em associação 
com os tiazídicos ou DIU de alça. 
 b) Os betabloqueadores atuam no SN simpático. Sua ação envolve diminuição do débito cardíaco (ação 
inicial), redução da secreção de renina, readaptação dos barorreceptores e diminuição das catecolaminas nas 
sinapses nervosas. A vasodilatação só é promovida pelos betabloqueadores mais novos, como o carvedilol. 
Inclusive, o propranolol (betabloqueador mais antigo que promove vasoconstricção). 
 c) O inibidor da ECA inibe a TRANSFORMAÇÃO de angiotensina I em angiotensina II, que seria um 
vasoconstrictor potente. Além disso, a angiotensina II estimula a suprarrenal a produzir aldosterona, que 
aumenta o volume vascular por reabsorção de sódio e água. Dessa forma, os inibidores da ECA reduzem a 
pressão arterial por interromper o sistema renina angiotensina aldosterona (SRAA). 
e) A atuação do BCC consiste em reduzir a pós-carga. Os BCC mais novos, como o diltiazem, diminuem a 
condução do impulso nervoso cardíaco. Os BCC agem, primordialmente, proporcionando redução da RVP 
Resposta: letra B. 
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(redução pós-carga) como consequência da diminuição da quantidade de cálcio no interior das células 
musculares lisas das arteríolas, decorrente do bloqueio dos canais de cálcio na membrana dessas células. 
 
 
 
18. (HRL-UFS/EBSERH/2016) Sobre a consulta de enfermagem para acompanhamento da pessoa com 
hipertensão arterial sistêmica, assinale a alternativa correta: 
a) A consulta de enfermagem deve focar nos fatores de risco que influenciam o controle da hipertensão, ou 
seja, as mudanças no estilo de vida, o incentivo à atividade física, à redução do peso corporal quando acima do 
IMC recomendado e o abandono do tabagismo. 
b) A consulta de enfermagem deve também estar voltada para as possibilidades de fazer a prevenção 
secundária e a manutenção de níveis pressóricos abaixo da meta a partir da prescrição de medicamentos anti-
hipertensivos. 
c) O objetivo da consulta de enfermagem inclui identificar outros fatores de risco para doença cardiovascular, 
avaliar a presença de lesões em órgãos-alvo e considerar a hipótese de hipertensão secundária ou outra 
situação clínica para encaminhamento à consulta em outro nível de atenção. 
d) Na consulta de enfermagem, é fundamental investigar sua história, realizar o exame físico e solicitar 
qualquer tipo de exame laboratorial, fatos que contribuirão para o diagnóstico. 
e) Na consulta de enfermagem, é fundamental investigar sua história, realizar a avaliação de risco para doença 
cardiovascular e definir a decisão terapêutica. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos cada um dos itens: 
Item A. A consulta de enfermagem deve focar nos fatores de risco que influenciam o controle da 
hipertensão, ou seja, as mudanças no estilo de vida, o incentivo à atividade física, à redução do peso corporal 
quando acima do IMC recomendado e o abandono do tabagismo. 
Nesse sentido, a consulta de enfermagem está ligada ao processo educativo e deve motivar a pessoaem 
relação aos cuidados necessários para manter sua saúde. 
Item B. A consulta de enfermagem também deve estar voltada para as possibilidades de fazer a 
prevenção primária, manter os níveis pressóricos abaixo da meta, por meio do estímulo à adoção de hábitos 
saudáveis de vida, e avaliar e estratificar o risco de doenças cardiovasculares. 
Item C. O objetivo da consulta médica inclui identificar outros fatores de risco para doença 
cardiovascular, avaliar a presença de lesões em órgãos-alvo e considerar a hipótese de hipertensão secundária 
ou outra situação clínica para encaminhar para consulta em outro nível de atenção. 
Itens D e E. Na consulta de médica, é fundamental investigara sua história, realizar o exame físico e 
solicitar exames laboratoriais, que contribuirão para o diagnóstico, a avaliação de risco para DCV e a decisão 
terapêutica. 
 
 
 
Resposta: letra D. 
Conforme a análise da questão, a alternativa correta é a A. 
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19. (HUGG-UNIRIO/EBSERH/IBFC/2017) Sobre o atendimento odontológico ao paciente hipertenso, analise as 
afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência 
correta de cima para baixo. 
( ) Para o usuário normotenso e/ou com pressão arterial (PA) limítrofe, deve-se realizar o atendimento 
odontológico convencional. 
( ) Pessoas com PA limítrofe não necessitam fazer avaliação para identificar a presença de fatores de risco de 
doença cardiovascular. 
( ) Os usuários com níveis tensionais abaixo de 140/90mmHg podem receber qualquer tratamento 
odontológico. 
( ) Os pacientes hipertensos no estágio I e II, na primeira sessão, devem ter sua PA verificada novamente cinco 
minutos depois da primeira aferição. 
a) V, V, V, V; 
b) F, F, V, V; 
c) V, F, V, F; 
d) F, F, F, V; 
e) V, F, V, V. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o CAD nº 37 (hipertensão arterial sistêmica), sobre o atendimento odontológico na 
atenção básica, para o usuário normotenso e/ou com PA limítrofe, deve-se realizar o atendimento 
odontológico convencional. Pessoas com PA limítrofe deverão ser avaliadas para se identificar a presença de 
fatores de risco de doença cardiovascular. 
Ressaltamos que não há mais a classificação da PA limítrofe, agora, e a pré-hipertensão, conforme 
classificação explicada no início deste capítulo. 
 
 
 
 
 
A caminhada ao sucesso não é perfeita, vários são os obstáculos que precisamos superar, e quem 
mantiver a resiliência, não desistir e fazer uma avaliação constante dos pontos fortes e dos fracos, 
alcançará a aprovação. 
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Até a próxima aula! 
A disciplina é indispensável para alcançar o resultado almejado. 
Sonho sem AÇÃO é ILUSÃO! 
Prof. Rômulo Passos 
Profª. Sthephanie Abreu 
A resposta é a letra B, pois só o item II está errado. 
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GABARITO 
1. A 
2. D 
3. B 
4. Correta 
5. C 
6. A 
7. D 
8. A 
9. A 
10. B 
11. Anulada 
12. Correta 
13. A 
14. C 
15. D 
16. B 
17. D 
18. A 
19. B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. 
Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 
 
________. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção 
Básica. Hipertensão arterial sistêmica para o Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2006. 
 
HINKLE, J.L; CHEEVER, K.H. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 13. 
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. 
 
MALACHIAS, M. V. B. et al. 7ª Diretriz brasileira de hipertensão arterial. Arq Bras Cardiol, v. 
107, n. 3, p. 1-103, 2016. Disponível em: 
<http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2016/05_HIPERTENSAO_ARTERIAL.pdf>. Acesso 
em: 10 set. 2017 
 
WHELTON, P. K. et al. Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of 
High Blood Pressure in Adults: a report of the American College of Cardiology/American Heart 
Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. Journal of the American College of 
Cardiology, 2017. 
 
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