BENCHMARKING
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BENCHMARKING


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BENCHMARKING					 1
O Benchmarking* é um método de trabalho bastante útil no dia a dia das organizações, pois pode estar ligado a aspectos genéricos ou específicos ou mesmo compondo parte da estratégia adotada pela organização.
*Benchmarking não tem nenhuma ligação direta com Marketing, com o qual, aliás nunca deve ser confundido. Pode sim, ser um instrumento útil em uma estratégia mercadológica.
1.Conceito: é um método que tem como objetivo principal o avanço rápido, em questões que envolvem a empresa, aproveitando a experiência e conhecimento de organizações que já vivenciaram, passaram e obtiveram sucesso nestas mesmas questões.
 Trata-se basicamente de queimar etapas, copiando** e adaptando aquilo que deu certo em outras organizações, obtendo com isso ganho de tempo e economia de recursos. É um método calcado no aproveitamento da experiência bem sucedida de outra organização. 
**todas as ações que compõem o processo de Benchmarking, são lícitas não se confundindo com espionagem de empresa ou de seus métodos, processos e tecnologias de trabalho.
2.Definições: a) método estruturado de aprendizagem de outras organizações com a aplicação desses conhecimentos na melhoria dos processos de trabalho (WATSON)
b) processo sistemático e contínuo para a avaliação e comparação de produtos, serviços e processos de trabalho de organizações as quais são reconhecidas como as melhores, com o objetivo de melhorias em todo o sistema organizacional (SPENDOLINI).
3.Histórico: Com o acirramento da disputa por mercado e a competição entre as empresas o tempo passou a representar uma variável fundamental no desenvolvimento das estratégias organizacionais. Em alguns casos, o espaço necessário para planejar, organizar, desenvolver e colher os resultados de determinada ação, passou a ser demasiado grande, havendo necessidade de maior rapidez. 
Em alguns setores da Indústria, têm surgido formas de parceria e cooperação mesmo entre concorrentes diretos, como opção à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos que exigem grandes volumes de recursos nestas fases de elaboração. Uma vez vencidas as etapas mais onerosas do projeto, as empresas passam a trabalhar individualmente e a lançar cada uma, seu produto com a sua marca e com pequenas diferenciações.
O general chinês Sun Tzu, ensinava há sete mil anos, que se conhecemos a nós próprios e, um pouco sobre o inimigo, ampliamos as chances de sucesso de nossa estratégia.
Através dos japoneses, esta postura militar, transposta para o terreno dos negócios, deu origem a uma das mais eficientes técnicas de administração útil em nossos dias. O Benchmarking, conhecido no Japão desde os anos 50, foi sistematizado em 1979 pela Xerox, maior fabricante mundial de máquinas fotocopiadoras. O crescente avanço de competidores japoneses como Nashua e Cânon, fez com que a rival Xerox, adquirisse uma máquina do concorrente e desmontasse peça por peça, fazendo, à época, a maior cópia da história. O que naquele momento parecia uma heresia, transformar-se-ia nos anos seguintes em uma importante ferramenta estratégica. 
O termo, que significa literalmente \u201cavaliação de bancada\u201d, era usado pelos fabricantes de computadores antes de ser popularizado pela xerox.
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4.Objetivo: ganhar tempo e reduzir investimentos, aprendendo, copiando e melhorando métodos, técnicas, processos e procedimentos de sucesso em outras organizações.
Normalmente o benchmarking não envolve a mera cópia, mas a adaptação e principalmente a melhora daquilo que foi copiado. A técnica pode ser usada uma ou várias vezes em momentos distintos e envolvendo a mesma ou diferentes empresas, desde que tudo seja planejado e avaliado de forma a quantificar-se os ganhos obtidos em cada processo. 
O Benchmarking envolve ainda:
												 
	Meta: Ao praticar o Benchmarking, a organização deve estabelecer um objetivo específico, evitando assim a dispersão;
	Humildade: a organização deve ter humildade, admitindo que existem outras organizações melhores sob muitos e diferentes aspectos, por ex.: tecnologia, processos, inovação, atualização, etc. 
	Adaptabilidade: sabedoria e técnicas que possibilitem a adaptação / melhora do que foi copiado
	Reciprocidade: quem pratica o Benchmarking deve estar aberto a ceder informações para outras empresas que desejem fazer o mesmo.
5.Por que fazer Benchmarking:
Para tornar a organização mais competitiva, através da redução de investimento em pesquisa e desenvolvimento e da assimilação de processos de sucesso de outras organizações.
6.Fases ou Etapas de um processo de benchmarking:
6.1. Definir o que se busca ou \u201cfazer Benchmarking do quê?\u201d:
	A organização pode copiar partes de um processo, técnica, método ou procedimento, ou copiá-lo integralmente. O mesmo vale para um setor ou mesmo uma postura ou filosofia de trabalho implantada ou desenvolvida em determinada organização.
A decisão e definição clara do que se quer, é o ponto de partida do processo. Por exemplo: copiar um sistema de atendimento ao consumidor, que demonstra altos níveis de resultado em determinada empresa; copiar métodos empregados para a conscientização do funcionário, no tocante ao aproveitamento de seu tempo, ou da matéria-prima, ou dos resíduos; copiar a sistemática usada por determinada empresa para o \u201cpós-venda\u201d. Copiar o sistema de distribuição de cotas de venda entre representantes, ou seu sistema de remuneração, copiar uma tecnologia envolvendo determinado processo, copiar e adaptar determinado software, etc.
	Recomenda-se que ao se fazer uso do Benchmarking se tenha muito claro: as delimitações daquilo que se quer \u201caprender\u201d, \u201cassimilar\u201d, \u201ccopiar\u201d, evitando assim a dispersão e o encarecimento do processo.
6.2. Descobrir empresas líderes nas áreas / setores que se busca o aperfeiçoamento ou \u201cde quem fazer Benchmarking\u201d?:
Esta fase envolve a busca da empresa \u201cnº. 1\u201d naquilo que se quer fazer o Benchmarking, a empresa que é a referência, a \u201cthe best in class\u201d (a melhor da classe), é a 
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fase onde a empresa tem que descobrir quem faz bem aquilo que se quer copiar. De nada adiantaria copiar algo que não é sucesso comprovado na outra organização
É importante lembrar que podemos aprender com empresas que atuam em áreas totalmente opostas, e setores e ramos diferentes. Em muitos casos pode-se buscar o benchmarking em empresas do mesmo ramo, porém que atuam em mercados distintos, portanto, não concorrentes e que compartilham até os mesmos fornecedores.
Os caminhos normalmente usados da busca destas informações são através de publicações especializadas (revistas técnicas, jornais, boletins informativos...), Câmaras de 
Negócio, Associações de Classe (Comércio, Indústria, Serviços), Sindicatos Patronais, Instituições Bancárias e/ou de fomento, e principalmente fornecedores.
6.3.Fazer Contato e Planejar a Ação ou \u201ccomo fazer o Benchmarking\u201d?: 
	A definição clara e detalhada dos objetivos buscados, metodologia empregada e tempo estimado, são fundamentais para a execução do processo e segurança das partes envolvidas.
	A metodologia pode envolver desde a simples observação, até o repasse de documentos, planilhas, gráficos, demonstrativos diversos, fotos, filmes, resultados de testes, amostras de materiais, depoimentos, etc. A captação e/ou análise de tudo isso deve ser estimada em tempo evitando transtorno para a empresa que fornecerá as informações. 
6.4.Copiar e Adaptar:
	Como a grande maioria dos processos envolve pequenas adaptações, estas devem ser previstas no plano de trabalho.
	Concentrar-se no objetivo inicial é importante, mesmo que no decorrer do processo sejam encontrados outros ou muitos outros pontos de interesse. Neste caso, novos benchmarkings devem ser planejados na seqüência. 
6.5.Implantar, Avaliar, Melhorar:
	Esta fase compreende ações internas. A implantação deve sempre ser complementada com processos de avaliação, garantindo a realização da análise