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ASPECTOS LEGAIS E JUDICIAIS DA ENGENHARIA DE AVALIAÇÃO

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cálculo, e 
o desejo leal e sincero de informar a confiança e a segurança para o 
interessado. 
 
4 REFERENCIAS TEORICAS 
Para o desenvolvimento de trabalho tão importante, foram 
necessários a criação de técnicas e normas e procedimentos, que permitissem 
que todo o processo se firmasse no nosso meio. Neste sentido, nossos 
antepassados, engenheiros, de todas as especialidades tiveram importância 
fundamental. Desenvolvendo trabalhos avaliatórios e perícias ao mesmo tempo 
em que pensavam em padronização e normas. Hoje, com tudo normatizado 
pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), com tabelas e 
procedimentos à nosso dispor para facilitar o nosso trabalho, isso sem falar em 
programas de computador que, com precisão e rapidez, nos dão o tratamento 
estatístico completo, com definição da melhor reta que represente a amostra, 
alem de nos fornecer gráficos que melhoram o entendimento e, principalmente 
a justificativa dos valores encontrados e estatisticamente tratados. 
 
4.1 BREVE HISTORICO 
Essa atividade como especialidade, pode ser considerada 
relativamente nova. No início do século XX, foram publicados os primeiros 
trabalhos sobre avaliação racional de terrenos. Durante as décadas de 20 e 30, 
diversos trabalhos procuram difundir a nova técnica, sendo destaque aqueles 
assinados pelos engenheiros Anhaia Melo, Lysandro Pereira, Ernani Nogueira 
e Luiz Carlos Berrini (ANTÔNIO PELLI NETO, 2004). 
No inicio da pratica sistemática da engenharia de avaliações entre 
nós por volta da segunda década do Século XX. Engenheiros do Rio de Janeiro 
e São Paulo foram os primeiros a se interessar pelo assunto, evidentemente 
devido ao fato desta cidade ser as mais desenvolvidas e pólos econômicos do 
país (TOM COPELAND, TIM KOLLER, TIM MURRIN, 2000). 
O Cuerpo Técnico de Transaciones do Peru organizou a 1ª 
Convenção Pan-Americana de Avaliação. Em seguida outras Convenções e 52 
e 54, esta em São Paulo, organizada com o patrocínio do Instituto de 
Engenharia e da Caixa Econômica Federal, sendo o promotor do evento o Eng. 
Helio de Caires. 
No Brasil o crescimento urbano verificado nos grandes centros 
conduziu o poder público a um grande número de desapropriações, o que 
obrigou a implementação de estudos no campo das avaliações. Em 1978, o 
avanço do setor imobiliário permitiu aos engenheiros que participavam das 
desapropriações acompanharem a evolução do mercado, em especial no que 
se referia às transações e locações (ANTÔNIO PELLI NETO, 2004). 
No Brasil, a engenharia de avaliação sempre foi e continua sendo 
praticada por engenheiros, constituindo-se, inclusive, privativa de classe, por 
força de lei. (ANTÔNIO PELLI NETO, 2004). 
Segundo IBAPE (2012) na década de 50 começaram a surgir os 
primeiros institutos brasileiros dedicados à engenharia de avaliações, o mais 
antigo deles sendo o Instituto de Engenharia Legal em 1953 no Rio de Janeiro. 
Sucederam-se o IBAPE – Instituto Brasileiro de Avaliações e *Perícias de 
Engenharia de São Paulo em 1957, o Instituto Pernambucano de Engenharia 
de Avaliações e Perícias de Engenharia em 1972, O Instituto Brasileiro de 
Avaliações - IBA no Rio Grande do Sul em 1977, o Instituto de Avaliações e 
Perícias do Paraná 1978, o Instituto Catarinense de engenharia de avaliações 
e perícias – ICAPE em 1978. A partir daí foram criados as entidades 
federativas e as associações que congregavam todos os institutos de 
avaliações e perícias dos estados. 
 
4.2 DEFINIÇÕES IMPORTANTES 
Em 1989 durante o Governo Federal de Fernando Collor de Melo, 
ocorreu o processo de venda dos imóveis funcionais da União, em Brasília/DF. 
Esse trabalho foi desenvolvido sob responsabilidade do corpo técnico de 
engenharia da Caixa Econômica Federal, cujo principal objetivo foi utilizar um 
método permitisse ser reconhecido por toda comunidade nacional voltada às 
praticas de Engenharia de Avaliação (ANTÔNIO PELLI NETO, 2004). Neste 
contexto desenvolvimentista e de normatização, foram definidas pela Norma 
NBR 14653 Parte 1 as mais importantes definições, das quais destacamos: 
 
• Avaliação de Bens: Analise técnica, realizada por engenheiro de 
avaliações, para identificar o valor de um bem, seus custos, frutos e direitos, 
assim como determinar indicadores de viabilidade de sua utilização econômica, 
para uma determinada finalidade, situação e data. 
• Bem: Coisa que tem valor, suscetível de utilização ou que pode 
ser objeto de direito, que intera o patrimônio. 
• Benfeitoria: Resultado de obra e serviço realizado num bem e 
que não pode ser retirado sem destruição, fratura ou dano. 
• Campo de Arbítrio: Intervalo de variação entorno de estimador 
pontual adotado na avaliação, dentro do qual pode-se arbitrar o valor do 
bem,desde que justificado pela existência de características próprias não 
contempladas no modelo. 
• Custo: Total dos gastos diretos e indiretos necessários à 
produção, manutenção ou aquisição de um bem numa determinada data e 
situação. 
• Custo direto de produção: Gastos com insumos, inclusive mão 
de obra, na produção de um bem. 
• Custo indireto de produção: Despesas administrativas e 
financeiras, benefícios e demais ônus e encargos necessários à produção de 
um bem. 
• Custo de reedição: Custo de reprodução descontada a 
depreciação do bem, tendo em vista o estado em que se encontra. 
• Custo de reprodução: Gasto necessário para reproduzir um 
bem, sem considerar eventual depreciação. 
• Custo de substituição: Custo de reedição de um bem, com a 
mesma função e característica assemelhada as avaliando. 
• Depreciação: Perda de valor de um em, devido a modificações 
em seu estado ou qualidade, ocasionadas por: 
• Decrepitude: Desgaste de suas partes constitutivas, em 
consequência de seu envelhecimento natural, em condições normais de 
utilização e manutenção. 
• Deterioração: Desgaste de seus componentes em razão de uso 
ou manutenção inadequada. 
• Mutilação: Retirada de sistemas ou componentes, originalmente 
existentes ou exploração econômica. Pode ser imobiliário (por exemplo: 
loteamento, prédios comerciais, residenciais) de base imobiliária (por exemplo, 
loteamento, hotéis, shopping, parques temáticos) industrial ou rural. 
• Empresa: Organização por meio de qual se realizam recursos 
para produzir ou oferecer bens ou serviços, com vista, em geral, à obtenção de 
lucros, podendo seu patrimônio conter cotas partes de outras empresas ou 
empreendimentos 
• Fator de comercialização: Razão entre o valor de mercado de 
um bem e seu custo de reedição ou de substituição, que pode ser maior ou 
menor do que um. 
• Valor de mercado: Quantia mais provável pela qual se negociaria 
voluntariamente e conscientemente um bem, numa data de referencia dentro 
de condições do mercado vigente. 
• Valor de risco: Valor representativo da parcela do bem que se 
deseja segurar. 
• Valor patrimonial: Valor correspondente a totalidade dos bens de 
pessoa jurídica ou física. 
• Valor residual: Quantia representativa do valor do bem ao final 
de sua vida útil. 
• Vantagem de coisa feita: Diferença entre o valor de mercado e o 
custo de reedição de um bem, quando positiva. 
• Vida econômica: prazo econômico operacional de um bem 
• Vida útil: Prazo de utilização funcional de um bem. 
 
4.3 VALOR 
Este é um conceito que envolve muita discussão, onde duas 
corrente básicas e concorrentes, disputam a razão. Uma denominada 
UNIVALENTE considera que o valor é único, independente da finalidade. A 
outra denominada PLURIVALENTE considera que existem vários valores para 
o mesmo bem, dependendo da finalidade (ANTÔNIO PELLI NETO, 2004). 
A norma NBR 5676 variara, durante o tempo, entre uma e outra 
corrente. Já em 1949 na 1ª Convenção Pan-americana de Avaliações, 
realizada em Lima, Peru definia: “O valor de um imóvel, em dado momento é 
único,

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