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12/09/2018
1
Principais 
Doenças da
Cana-de-Açúcar
PROFA. DRA. ALESSANDRA DE LOURDES 
BALLARIS
Cana-de-Açúcar
Brasil
Maior produtor mundial da cultura
• 2017/18, deverá atingir = área 8.838,5 mil ha
• Produtividade média: 2017/18 é de 73.273 kg/ha.
• Principais estados produtores: SP (54,35 %), PR, MG, MS, GO
e AL
Industrialização
• Açúcar (45,4% da produção) = 38,70 milhões de toneladas,
• Álcool combustível/etanol (46,6% produção) = 26,45 bilhões
de litros
• Vírus do mosaico da 
cana-de-açúcar (SCMV)
• Amarelinho: –
Sugarcane yellow leaf 
vírus 
(Luteorivus)
Doenças 
viróticas
Doenças bacterianas
• Raquitismo da soqueira: Leifsonia xily subsp. xily
• Escaldadura das folhas: Xanthomonas albilineans
• Estria vermelha: Pseudomonas rubrilineans
Doenças 
fúngicas
• Carvão – Ustilago scitamineae
• Ferrugem – Puccinia melanocephala
• Ferrugem alaranjada – Puccinia kuehnii
• Mancha ocular – Bipolaris sacchari
• Podridão vermelha – Glomerella 
tucamanensis
• Podridão abacaxi - Ceratcystis paradoxa
• Podridão radicular – Phytium spp.
12/09/2018
2
Doenças Virais
Mosaico da cana-de-açúcar
Sintomas de mosaico em folha de cana-de-
açúcar. Notar as áreas verde-claro em contraste
com o verde normal exibido pela folha.
Etiologia
Agente causal: (SCMV) 
SugarCane Mosaic Virus
Milho, sorgo, capim 
massambará
Pulgões - não 
persistente
Mecanicamente: 
• Podão
• Maquínas
Toletes
12/09/2018
3
Controle
Viveiros:
Rouguing
Eliminar 
hospedeiros
Termoterapia 
e cultura de 
meristema 
(Recuperar 
material)
VR
Síndrome do amarelecimento foliar da 
cana-de-açúcar “AMARELINHO”
Sugarcane yellow leaf virus
Introdução
Surgiu em 
1989
Epidemias 
a partir de 
1993
Variedade 
SP71 –
6163
Perdas de 
50%
Notar o avermelhamento da nervura central na face superior 
da folha e o respectivo amarelecimento na face inferior
Diminuição no tamanho 
das plantas.
12/09/2018
4
RAIO
Doenças 
Bacterianas
Raquitismo da soqueira da
cana-de-açúcar
Introdução:
• Ocorrência inicial na Austrália (Queensland), em 1944
• Brasil: final da década de 1940
• Redução na produtividade (5% a 50%)
• Degenerescência varietal
• Soqueiras menos produtivas com os sucessivos cortes
• Classificada como virose até 1949
• Em 1980 – BACTÉRIA
Ponto em vírgula no nó de variedades alt. suscetíveis
Falta de água em períodos secos
Soqueiras fracas
Crescimento irregular
Mau desenvolvimento das plantas em anos secos
Afilamento, encurtamento dos colmos e poucos perfilhos
Subdesenvolvimento
Externos inespecíficos
Sintomas:
12/09/2018
5
Diagnose:
• Observação de talos
bacterianos na seiva
• Sorologia ou PCR –
detecção do patógeno
na seiva
Etiologia:
Agente causal: Leifsonia xily subsp. xyli
Formato bastonete, imóvel, Gram-
positivo e aeróbico restrito
Colonização: vasos de xilema
• Planta doente
• Lâmina de facão por 15 dias
Sobrevivência: 
• Colmos doentes e colheita (facão ou lâmina de 
colheitadeira)
Disseminação: 
• Saccharum spp., Capim-elefante e capim-sudão
Hospedeiras:
• Altas temperaturas 
• Déficit hídrico (maiores danos na cultura)
Condições climáticas: 
Medidas de controle
Mudas sadias
Variedades resistentes
Desinfestação de facão e lâmina de 
colheitadeira
12/09/2018
6
Mudas sadias:
Certificação de mudas – máximo de 5% colmos doentes
Idade mínima das plantas: 9 meses
Colheita manual de 100 colmos
Extração de seiva do 2 nó
Envio de tubos contendo seiva + preservativo para laboratório
Testes de detecção (sorologia ou PCR)
Tratamento térmico/termoterapia de colmos:
Colheita de cana crua no campo
Colmo com uma a duas gemas ou extração de individual de gemas
Tratamento material em tanques térmicos com água quente circulante
• 1 Kg material = 5 a 6 L água
• 52 °C/30 min ou 50,5 °C/2 horas (+ ou – 0,1 °C)
Resfriamento à sombra
Tratamento material com fungicida (fungos do solo)
• Imersão em triadimefon a 0,1% /10 min
Plantio em áreas irrigadas
Rouging no viveiro de mudas
6 a 8 meses/15 a 30 dias
Eliminação de plantas com sintomas de: mosaico, carvão e escaldadura
Escape de 0,1% de mudas com raquitismo
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7
Escaldadura das Folhas
• Sub estimada (confundida com raquitismo)
• VT
Introdução
• Latente = Sem sint. Externos
• Pontos ou vírgulas nos nós (raquitismo)
• Identificação apenas serológica
• Crônico 
• Estrias BRANCAS ou Amareladas
• Agudo 
• Só em VS (Queima)
Sintomas
CRÔNICO
AGUDO
CRÔNICO
A
G
U
D
O
12/09/2018
8
Necrose de folhas observada 
em plantas adultas
Clorose de folhas observada 
em plantas adultas
Planta jovem, morta 
devido à infecção pela 
bactéria causadora da 
escaldadura.
Brotação de gemas 
laterais devido a morte 
da gema apical
Riscas ou pontos marrom-
avermelhados no interior do
colmo, principalmente na
região do nó.
ETIOLOGIA
Ag. Causal: Xanthomonas albilinians 
Disseminação
• Mecânica
• Toletes
• Gutação
CONTROLE
• VR
• Viveiro:
• Termoterapia
• Rouguing
Estria Vermelha
Introdução
• Solos com alta fertilidade
• Perda pode ser total
SINTOMAS
• Estrias nas folhas
• Podridão do colmo
• Odor desagradável
12/09/2018
9
Etiologia
Ag. Causal: 
• Acidovorax avenae subsp. Avenae
Milho, sorgo, Capim massambara
Disseminação:
• Respingos
• Vento
• Toletes
CONTROLE
• VR
• MUDAS SADIAS
DOENÇAS 
FÚNGICAS
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PÚSTULA
FERRUGEM 
ALARANJADA
Histórico da doença
Conhecida desde 1890, enquanto que a ferrugem marrom é conhecida
desde1949
Considerada de maior importância apartir de 2000
• (Austrália Q124)
•Observada pela primeira vez no Ocidente na Flórida, EUA, em
junho de 2007
2007/08: reportada em vários países da América Central: México,
Costa Rica, Guatemala, Panamá, Cuba e Jamaica.
07/12/2009:Brasil
12/09/2018
11
CONDIÇÕES 
CLIMÁTICAS IDEAIS
A doença 
necessita de 
temperaturas 
altas e alta 
umidade relativa 
do ar;
O período de 
outubro a março 
é o ideal para 
desenvolvimento 
da doença em 
nossa região;
12/09/2018
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Ferrugem Marrom
Temperaturas
amenas e alta
umidade relativa
Ocorre mais em
plantas com entre 3
e 8 meses de idade
Temperaturas e
umidade relativa
elevadas
Ocorre mesmo em
plantas adultas
Ferrugem Alaranjada
ESCALA DE NOTAS
12/09/2018
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Qual a nota? Qual a nota?
CONTROLE
Perdas sendo observadas entre 1% (Nota 2) e 55% (Nota 9);
Canaviais atacado mais tardiamente tem apresentado alto TCH e baixo ATR;
Não reformar os canaviais afetados de cortes novos;
A aplicação de fungicidas só é viável em condições específicas;
As variedades intermediárias poderão ser cultivadas em ambientes menos 
favoráveis à doença
As variedades suscetíveis terão que ser substituídas: RB72454, SP84-2025 e 
SP89-1115
*** Equilíbrio no censo varietal
Carvão da cana-de-açúcar
Introdução
• Constatação inicial em Natal (África do Sul) – 1877
• 1944 – Introdução no Brasil – Tucuman Argentina
• 1946 – Assis, SP, distrito de Tarumã
• Atualmente: todas as regiões produtoras do país
Prejuízos
• Redução no número de colmos industrializáveis (colmos finos)
• Morte prematura de touceiras
• Redução do rendimento industrial
• Restrição do plantio de variedades suscetíveis
• Renovação mais frequente do canavial
Sintomatologia
Presença de chicote (gema apical ou gemas laterais)
“Chicote” apical
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“Chicote” lateral “Chicote” jovem, observe a
bainha prateadaenvolvendo a
massa de esporos do fungo.
Etiologia
Agente causal: Ustilago scitamineae
Basidiomiceto 
• gênero Ustilago
• parasita biotrófico
Esporo: teliósporo
Chicote/basidiocarpo: 
• produz em média 107 teliósporo/dia/3 meses
Viabilidade: 80% - períodos secos
Epidemiologia:
Infecção: ferimentos no colmo (plantio) ou gemas durante a 
germinação – micélio dicariótico
Temperatura: 25 – 30 oC
Umidade: germinação e infecção (alta umidade)
Disseminação: vento, insetos, homem, veículos, teliósporos 
aderidos ao colmo e mudas doentes
Hospedeiras: Saccharum spp. e Sorghum vulgare
Sobrevivência: teliósporos - até 22 meses no solo
INFECÇÃO
Formação do basidiocarpo - tecido meristemático (chicote)
Crescimento micélio nos espaços intercelulares
Infecção na planta (ferimentos ou gemas em brotação)
Heterocárion (micélio dicariótico)
Geminação dos basidiósporos (hifas primárias)
Formação de basidiósporos
Germinação de teliósporos
Principais medidas de controle
Uso de variedades resistentes;
Instalação de viveiros em solos não infestados;
Evitar plantio de viveiros de próximos de plantios comerciais;
Rouging de touceiras doentes na fase de viveiro.
Mudas sadias:
• Tratamento térmico
• Fungicidas (triadimefon, triadimenol)
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Sintomas e Epidemiologia
As plantas apresentam
• Descoloração completa da folhagem
• Necrose ascendente
• Podridão da haste e descoloração da casca castanho avermelhado
• Podridão marrom-laranja nas regiões nodais internas
• Desintegração do tecido vascular.
• Odor azedo distintivo.
• Dessecação
• Massas de esporos extrudindo de pústulas pretas que atravessam a casca
de toda a cana de cana.
Os sintomas foram mais evidentes nos nós com coloração violeta
intensa.
Importante em épocas de estresse e próximos a maturação
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