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* INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Amanda Leite Bastos Pereira maio de 2017 Universidade do Estado de Santa Catarina Centro de Ciências Agroveterinárias Departamento de Medicina Veterinária Disciplina de Farmacologia Geral * Plano de aula Definição Importância clínica Classificação Principais exemplos * TESTES FARMACOLÓGICOS – condições-padrão * Realidade na clínica * Interação medicamentosa pode ser definida como a influência recíproca de um medicamento sobre outra substância. ASSOCIAÇÃO ENTRE FÁRMACOS INDIFERENTE INTERAGIR * Interações medicamentosas Podem ser benéficas: combinações sinérgicas, reduzir toxicidade, menor latência + maior tempo de ação, evitar resistência, reduzir custos. Podem ser perigosas: toxicidade, menor eficácia. Efeito adverso mais importante: drogas que possuem toxicidade reconhecida e um baixo índice terapêutico, nas quais pequenas mudanças relativas ao efeito da droga podem ser significativas. * Uma das principais causas de interações medicamentosas é a prescrição simultânea de vários medicamentos. Alimentos Fatores importantes: -Pacientes internados -Auto-medicação * Incidência: 3% - 5% (pacientes com poucos medicamentos) Até 20% (pacientes com 10 - 20 drogas) Estudos apontam as reações adversas graves (ADR) como uma das seis causas de morte em pacientes hospitalizados nos EUA, sendo que, das ADR, as mais freqüentes são as Interações Medicamentosas (IM). Classificadas como grupo de reações “previsíveis, comuns e relacionadas à ação farmacológica da droga” (Gruchala, 2000). Maior propensão para: pacientes idosos, crianças / filhotes, insuficiência renal, insuficiência hepática, cardíacos, obesos, problemas respiratórios, epilepsia. Humanos: problema com alcoolismo, tabagismo... Epidemiologia – mais estudos em humanos * As interações podem ser classificadas pelo: tempo de instalação (rápida ou retardada); grau de severidade (maior, moderada ou menor); em relação à documentação (estabelecida, provável, suspeitada, possível, improvável); MECANISMO DE ALTERAÇÃO * INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS FARMACÊUTICAS Físico-químicas Terapêuticas Absorção Distribuição Armazenamento Biotransformação Excreção In vitro * INTERAÇÃO FARMACÊUTICA Precipitação Turvação Floculação Alteração da cor * http://player.slideplayer.com.br/11/3267839/data/images/img1.jpg * INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA * INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA ABSORÇÃO * INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA Consequências destas interações na absorção na absorção do fármaco com elevação de seu efeito farmacológico e risco de toxicidade, na velocidade de absorção do fármaco e repercussão na sua eficácia terapêutica, decorrentes de alterações no pico de concentração plasmática. ABSORÇÃO * Alterações no esvaziamento gástrico Atropina, Opiáceos, Metoclopramida Modificações na motilidade gastrintestinal Laxantes Formação de quelatos e precipitados Tetraciclinas Alteração do fluxo sanguíneo portal Propranolol Mudanças no pH gástrico Omeprazol, Cimetidina INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA ABSORÇÃO * INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA Alteração de volume e composição (viscosidade das secreções digestivas, papel dos alimentos) Efeitos diretos sobre a mucosa Efeito sobre o metabolismo bacteriano do fármaco Antibióticos Efeito sobre a biodisponibilidade dos fármacos e efeitos sobre a circulação local Norepinefrina, Lidocaína ABSORÇÃO * http://player.slideplayer.com.br/11/3267839/data/images/img1.jpg Mudanças no pH gástrico * Efeito do alimento no tempo de permanência gástrica (gastric residence time -GRT), da cápsula de Heidelberg, administrada a machos (círculos) ou fêmeas (quadrados) saudáveis. Mojaverian P et al. Effect of food on the absorption of enteric coated aspirin: Correlation with gastric residence time. Clin Pharmacol Ther 41:11-17, 1987. Alteração de volume e composição (viscosidade das secreções digestivas, papel dos alimentos) * Efeito sobre o metabolismo bacteriano do fármaco * INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA Alterações no equilíbrio dinâmico na ligação do fármaco às proteínas plasmáticas e a sua concentração livre no sangue responsável pelo efeito farmacológico. DISTRIBUIÇÃO Relevância clínica???? * METABOLISMO Indução enzimática Inibição enzimática INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA * EXEMPLOS DE DROGAS QUE PRODUZEM METABÓLITOS ATIVOS Cortisona hidrocortisona Morfina heroína Codeína morfina AAS ácido salicílico Enalapril enalaprilato Diazepam nordiazepam oxazepam clordiazepóxido Fenobarbital primidona Sulfassalazina messalazina * INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA METABOLISMO * METABOLISMO INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA * Drogas Metabolizadas pelo P450 * Effect of phenobarbital (60 mg qd) on dicumarol plasma concentrations and prothrombin time. From: Cucinell SA, et al. Lowering effect of phenobarbital on plasma levels of dicumarol and diphenylhydantion. Clinical Pharmacology & Therapeutics 6:420-429, 1965. * Efeito sobre o metabolismo bacteriano do fármaco http://player.slideplayer.com.br/11/3267839/data/images/img1.jpg * CYP3A4 intestinal Sildenafil + GFJ Sildenafil + água * EXCREÇÃO Rim Fígado Intestino Pulmão INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA * http://player.slideplayer.com.br/11/3267839/data/images/img1.jpg * http://player.slideplayer.com.br/11/3267839/data/images/img1.jpg * EXCREÇÃO Alterações do pH urinário que modificam a eliminação de aumento de volume urinário eliminando os fármacos filtráveis em maior um dos fármacos; INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA Renal clearance of salicylate in 11 yo child with rheumatic fever treated with an antacid. Data from Levy G, Lampman T, Kamath BL, Garrettson LK. Decreased serum salicylate concentrations in children with rheumatic fever treated with antacid. N Engl J Med 293:323-325, 1975. * INTERAÇÃO FARMACODINÂMICA Sítio receptor Pré-receptor Pós-receptor São conhecidas como interações agonistas e antagonistas, embora em muitos casos se desconheça o real mecanismo desencadeante da interação. * ANTAGONISMO COMPETITIVO Fármaco se liga ao R sem ativá-lo. Impede a ligação do agonista. Semelhança estrutural agonista/antagonista. Reversível Desvio da curva CE (log) para a direita, sem alteração na inclinação ou no Emáx. Relação linear entre a dose e a concentração do antagonista. Evidência de competição – estudos de ligação. Irreversível * TIPOS DE ANTAGONISMO Antagonismo competitivo reversível (beta bloqueador e NA)não altera a resposta máxima Antagonismo competitivo irreversível (fenoxibenzamina e NA). Antagonismo não competitivo – interrupção da conexão receptor-efetuador, bloqueio de eventos (influxo de cálcio, por ex) Antagonismo químico – inativação em solução (quelantes). Antagonismo farmacocinético – fenobarbital e varfarina. Antagonismo fisiológico – histamina e omeprazol. * * Interações que envolvem a concentração sérica de potássio: Rim – Diuréticos Tiazídicos e de alça (seta para baixo) K+; Inib ECA e Espironolactona (seta para cima) K+. Coração: Digitálicos (Digoxina) Inibem a bomba de sódio/potássio. * INTERAÇÕES DE EFEITO Mecanismos de ação independentes. AAS x anticoagulantes * CONCLUSÕES Evitar a polifarmácia sempre que possível Anamnese adequada Revisar, regularmente, os progressos farmacológicos e clínicos Quando houver dúvidas, consultar a farmacologia para esclarecê-las * Artigos * Artigos * Muito obrigada! amandalbp@gmail.com * * Metanálise de 39 estudos prospectivos realizados em hospitais americanos sobre reações adversas medicamentosas(ADRs) observou uma incidência de 6,7% para ADRs graves e 0,32% para ADRs fatais (Lazarou, 1998). Durante o ano de 1994, foram estimadas 106 mil mortes nos Estados Unidos entre pacientes hospitalizados, colocando as ADRs entre a 4ª e 6ª causa de morte naquele período (Lazarou, 1998). Oito desses 39 trabalhos classificam as ADRs em tipos A e B. As reações do tipo B, idiossincráticas e alérgicas, representaram um montante de 23,8%. As reações do tipo A correspondem a 76,2% do total, sendo que as interações medicamentosas pertencem a este último grupo, ou seja, ao grupo das reações “previsíveis, comuns e relacionadas à ação farmacológica da droga” (Gruchala, 2000). * *