Oficinas pedagógicas- PAPER
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OFICINAS PEDAGÓGICAS: A IMPORTÂNCIA DE JOGOS E BRINCADEIRAS COMO RECURSO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Acadêmico¹
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RESUMO
As práticas lúdicas, especificadas por jogos e brincadeiras, pode ampliar o aprendizado das crianças dentro e fora da sala de aula: a ludicidade se manifesta como uma ferramenta de ensino para o funcionamento e progresso absoluto dos alunos. Os jogos e brincadeiras nas escolas traz inúmeros benefícios a todas as crianças, de forma que propicia momentos de diversão, alegria, aprendizado e de participação espontânea nas atividades propostas pelo educador. A ludicidade não se faz presente apenas na infância, mas é necessária na vida do ser humano em todas as idades; não deve ser vista apenas como diversão ou momentos de entusiasmo e \u201cbagunça\u201d, mas como forma de estimular a criatividade do ser humano desde a educação infantil até a fase adulta; é uma maneira de socialização, estimulo ao raciocínio, desenvolvimento da coordenação motora fina e ampla, lateralidade, orientação espacial, domínios intelectuais, psicomotores e de afetividade. Assim sendo, as aulas em que são feitas uso de jogos e brincadeiras, auxiliam não só nesses aspectos de aprendizagem, mas faz com que as aulas não se tornem maçante para os infantes, colaborando também com a participação das crianças, pois tudo o que se faz de maneira leve e que sai um pouco da rotina escolar, se torna mais divertido. Além disso, apresenta benefícios para o desenvolvimento da criança: a vontade em aprender cresce, seu interesse aumenta, pois desta forma ela realmente aprende o que está lhe sendo ensinado.
Palavras-chave: Jogos e brincadeiras. Educação infantil. Oficinas pedagógicas. 
1. INTRODUÇÃO
O uso de jogos e brincadeiras no processo pedagógico estimula o gosto pela vida e faz com que as crianças enfrentem os desafios que lhe surgirem. Por meio dos jogos e do brincar o infante demonstra suas fantasias, seus propósitos e suas experiências reais de maneira simbólica, o qual a criatividade e a imaginação seguem em razão da ludicidade. 
A educação lúdica é uma ação inerente na criança e aparece sempre como forma transacional em direção a algum conhecimento, que se redefine na elaboração constante do pensamento individual em permutações constantes com o pensamento coletivo. (ALMEIDA, 1995).
Os jogos e brincadeiras são instrumentos que contribuem para a formação corporal, com a afetividade e com o intelectual da criança, e que por ser lúdico se torna mais atrativo e eficiente no seu progresso, dessa forma, estimulando sua inteligência e caráter, tendo compreensão de quantia e de espaço.
É importante que se estimule a interação com o próximo, que se respeite regras, que incite a desenvolver a imaginação, ensine sobre a cooperação e autoestima. Ensinando a mesma a interagir com o próximo, respeitar regras, desenvolver a imaginação, cooperação e com isso promover uma boa autoestima. Estabelecer que ela aprenda de maneira simples e espontânea a solucionar seus problemas, a criar, pensar e desenvolver seu senso crítico. 
A palavra ludicidade tem sua origem na palavra latina "ludus" que significa "jogo". Se achasse confinada a sua origem, o termo lúdico estaria se referindo apenas ao jogo, ao brincar, ao movimento espontâneo, mas passou a ser reconhecido como traço essencialmente psicofisiológico, ou seja, uma necessidade básica da personalidade do corpo e da mente no comportamento humano, as implicações das necessidades lúdicas extrapolaram as demarcações do brincar espontâneo de modo que a definição deixou de ser o simples sinônimo de jogo. O lúdico faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana, trabalhando com a cultura corporal, movimento e expressão (ALMEIDA, 2008 apud SILVA, 2011, p.12)
É importante analisar e ver que as atividades lúdicas em si, se fazem presentes desde o início da humanidade. Foi se modificando, se moldando e se aperfeiçoando aos contextos e necessidades de cada época.
Contudo, apesar das modificações sofridas e das variadas definições determinadas ao termo lúdico e todas as implicações que acarreta esta atividade cultural e humana nunca perdeu sua essência primordial: transmitir, assegurar, conservar e representar a história e cultura de um povo, em dado momento e contexto histórico, de forma expressiva, prazerosa e significativa (CREPALDI, 2010).
Por fim, a valorização do lúdico durante os processos de aprendizagem, significa considera-lo no panorama das crianças, vivenciando na sala de aula como algo natural, oportunizando o sonho, a fantasia, a realização de desejos e de viver como crianças de veras.   	
2. CONCEITUANDO JOGOS E BRINCADEIRAS
Entre diversos modelos de jogos, é possível asseverar que cada um possui uma finalidade diferente. Existem jogos voltados ao desenvolvimento de coordenação motora, assim como aqueles que buscam aguçar a capacidade imaginária.
Nas palavras de alguns escritores franceses apontados por Kishimoto (1998), \u201cos jogos possuem três níveis de diferenciação, 1 o resultado de um sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social; 2 um sistema de regras; e 3 um objeto.\u201d 
O mesmo autor corrobora elucidando que existe um funcionamento rotineiro da linguagem, resultando um conjunto de fatos que dão significados aos vocábulos a partir de analogias.
Em uma publicação realizada em 2012, Huizinga afirma que tanto os jogos como brincadeiras já faziam parte do dia-a-dia dos infantes, contudo, ao passar dos anos, foram se transformando em atividades lúdicas sem perder suas características de origem.
Já Kishimoto (1998) afirma que \u201cquando brinca, a criança toma certa distância da vida cotidiana, entra no mundo imaginário\u201d.
Em um paradigma mais amplo, pode-se dizer que todos os jogos possuem, a princípio, regras e tempo determinado de brincadeira, envolvendo a criança em um estado lúdico e sem obrigação de resultado final positivo, enfatizando tão somente o efetivo processo de desenvolvimento de lúdico-aprendizagem.
Ao participar de jogos e brincadeiras, as crianças não se sentem obrigadas a adquirir conhecimento, mas tratam tudo como diversão, o que além de prender por completo sua atenção, faz com que o processo de aprendizado seja visto apenas como entretenimento, fazendo daquilo uma atividade prazerosa.
 Importante frisar a visão de Kishimoto (1998), qual dispõe que: \u201cQuando o professor utiliza um jogo educativo em sala de aula, de modo coercitivo, não direção do professor oportuniza aos alunos liberdade e controle interno. Predomina, neste caso, o ensino, a direção do professor. \u201d
Isto é, a partir do momento que o professor passa a impor atividades e os infantes passam a ver aquilo como obrigação, não se trata mais de jogos ou brincadeiras, mas sim de trabalhos, vez que os jogos lúdicos possuem como característica a escolha e iniciativa da própria criança.
Vygotsky apud Rau dissertou acerca do tema afirmando que: \u201cUma situação imaginária é criada pela criança. O brincar da criança é a imaginação em ação. O jogo é o nível mais alto do desenvolvimento na educação pré-escolar e é por meio dele que a criança se move cedo, além do comportamento habitual de sua idade.\u201d (2011, p.58)
Na educação infantil, é empregado o tempo inteiro o uso de jogos e brincadeiras, sendo utilizados como meio de aprendizagem. Muitas vezes os educadores podem usá-los de forma errônea simplesmente por não executar alguns raciocínios sobre a utilização do mesmo.
\u201cMuitas propostas pedagógicas para creches e pré-escolas baseiam-se na brincadeira. O jogo infantil tem sido defendido na educação infantil como recurso para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. O modo como ele é concebido e apropriado pelos professores infantis, todavia, revela alguns equívocos.\u201d (OLIVEIRA, 2008, p.230).
A brincadeira faz com que a criança desenvolva suas habilidades, entenda melhor o mundo, dado que há regras a serem cumpridas na sociedade em que estamos e é mais prazeroso trabalhar essas regras com as crianças por meio de jogos e brincadeiras, assim aprender