Prévia do material em texto
ASTENIA E ADINAMIA Astenia: Fraqueza, fadiga, desgaste físico, mental e exaustão. Adinamia: Falta de forças/debilidade para iniciar uma determinada atividade. A maioria das arboviroses, febre e até doenças psíquicas, como a depressão, podem causar astenia ou adinamia. São sintomas muito inespecíficos e subjetivos, justamente por se encaixarem em diversas patologias. Por isso, a HDA deve ser muito bem detalhada e escrita, para que haja a diferenciação de outras síndromes. O diagnóstico mais complexo é o psiquiátrico, pois não existem exames para confirmar a patologia, sendo assim, ele é feito por exclusão de acordo com a manifestação dos sintomas. E muitas queixas comuns, como tosse por exemplo, podem ter fundo psíquico. Durante a anamnese, devemos perguntar se a astenia cursa com ou sem perda de peso. Se não cursar com perda de peso, pensar em causas funcionais: ansiedade, depressão, uso de drogas etc. Se cursar com perda de peso, pensar em causas metabólicas, como diabetes, alterações na tireoide etc. Ela pode também ser oriunda de um quadro infeccioso, como no caso das arboviroses. É importante conhecer a fundo esta queixa, com as principais perguntas que caracterizam a QP: quando começou, intensidade, o que melhora, o que piora etc. Depois, perguntar sua relação com outras alterações, como febre, perda de peso e anorexia, por exemplo. Causas Transtorno psiquiátrico - depressão, ansiedade e transtornos somatoformes Doenças neurológicas – quando fraqueza muscular associada (pós trauma, enxaqueca, EM, ELA...) Distúrbios do sono – apneia do sono. O sono é importante para reestabelecer o metabolismo, para repor a reserva energética e para produzir cortisol, um importante anti-inflamatório. Distúrbios endócrinos – hipotireoidismo/hipertireoidismo, insuficiência supra renal, hipo ou hiperglicemia. Doenças hepáticas e renais crônicas *qualquer doença crônica pode gerar astenia, devido ao gasto energético do organismo para tentar combate-la o tempo inteiro. Obesidade – associado ou não à apneia do sono Desnutrição – associada a outras doenças Infecções – BK, HIV, Hep B, Hep C, endocardite, mononucleose (principal causa de ASTENIA+FEBRE) Drogas – lícitas (antipsicóticos, ansiolíticos, opiáceos)- diminuem a atividade cerebral- e ilícitas Distúrbios Cardiovasculares e pulmonar – ICC/DPOC Neoplasia – ASTENIA + PERDA DE PESO Hematológico – anemia (no exame físico, se manifesta por mucosas hipocoradas) – associada a taquicardia e dispneia Distúrbios inflamatórios/reumatológicos – geralmente não é sintoma isolado Gravidez- questões metabólicas Causa indefinida – ex. fibromialgia- fisiopatologia não muito bem determinada, percepção muito exacerbada da dor. Anamnese: No que consiste exatamente? Exaustão física, mental ou ambas? A queixa é clinicamente relevante? Constitui a queixa principal? Relação com atividades especificas? Se está presente o tempo inteiro, ou se só se manifesta em determinadas situações, como ir para a faculdade ou academia, por exemplo. Início: abrupto ou gradual? Inicio abrupto: infecção Inicio gradual: infecções lentas, como TB, neoplasias, doenças autoimunes. Uso de drogas/medicamentos? Normalmente, em casos de uso de drogas, principalmente ilicitas, deve-se perguntar várias vezes para confirmar ou não o uso. Evolução: estável, melhor ou pior? Crônica, progressiva? A astenia progressiva tem caráter de piorar a cada dia. Como se comporta ao longo do dia? Fatores de melhora ou piora? Relação com descanso, atividades especificas? Impacto na vida cotidiana? Muitas perguntas são para identificar se a astenia tem fundo físico ou psicológico. Exame Físico Estado Geral; Nível de alerta; Agitação ou retardo psicomotor; Aparelho cardiorrespiratório: evidencias de ICC ou pneumopatia cronica? Tireoidopatia: bócio, nódulo, face típica (exoftalmia em casos de hipertireoidismo), taquicardia? Linfadenopatia /hepatoesplenomegalia, chamando atenção para doenças infecciosas. Avaliação neurológica: Tônus e força muscular Reflexos tendinosos profundos Sensório Pares cranianos, principalmente os que inervam a face, tanto no aspecto sensitivo quanto motor. A inspeção deve começar no sentido crânio caudal, constatando se o paciente está alerta, falando normalmente de forma lúcida e orientada no tempo e no espaço, se o raciocínio está normal. Depois, fazemos a análise das mucosas, vendo se estão coradas ou hipocoradas (conjuntiva), hidratadas ou desidratadas (língua). Avaliar os linfonodos, palpação de tireóide para verificar a presença de nódulos maiores na tireoide. Ausculta de coração e pulmões. Palpação de abdome, sempre sabendo o que estamos procurando. Membros inferiores, checando coloração, temperatura, pulso, observando a perfusão. Por isso é importante avaliar o paciente sem roupa. Para que tenhamos uma visão do corpo do paciente como um todo, para não deixar nenhum sinal passar despercebido.