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Técnico em Segurança do Trabalho 
Rildo Duarte de Azevedo Filho 
 
 
 
 
2014 
Equipamentos de Proteção 
Individual e Coletiva 
 
 
 
 
 
 
 
Presidenta da República 
Dilma Vana Rousseff 
 
Vice-presidente da República 
Michel Temer 
 
Ministro da Educação 
José Henrique Paim Fernandes 
 
Secretário de Educação Profissional e 
Tecnológica 
Aléssio Trindade de Barros 
 
Diretor de Integração das Redes 
Marcelo Machado Feres 
 
Coordenação Geral de Fortalecimento 
Carlos Artur de Carvalho Arêas 
 
Coordenador Rede e-Tec Brasil 
Cleanto César Gonçalves 
 
Governador do Estado de Pernambuco 
João Soares Lyra Neto 
 
Secretário de Educação e Esportes de 
Pernambuco 
José Ricardo Wanderley Dantas de Oliveira 
 
Secretário Executivo de Educação Profissional 
Paulo Fernando de Vasconcelos Dutra 
 
Gerente Geral de Educação Profissional 
Luciane Alves Santos Pulça 
 
Coordenador de Educação a Distância 
George Bento Catunda 
 
 
 
 
Coordenação do Curso 
Manoel Vanderley dos Santos Neto 
 
Coordenação de Design Instrucional 
Diogo Galvão 
 
Revisão de Língua Portuguesa 
Eliane Azevedo 
 
Diagramação 
Roberta Cursino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 3 
1. COMPETÊNCIA 01 | CONHECER O CONCEITO E OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO 
INDIVIDUAL E COLETIVA ........................................................................................................... 5 
1.1 Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) .............................. 6 
1.1.1 EPC nas Instalações Elétricas ................................................ 7 
1.1.2 EPC em Máquinas e Equipamentos ...................................... 8 
1.1.3 EPC na Construção Civil ........................................................ 9 
1.2 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) ........................... 10 
1.2.1 EPI para Proteção da Cabeça .............................................. 13 
1.2.2 EPI para Proteção dos Olhos e Face .................................... 14 
1.2.3 EPI para Proteção Auditiva ................................................. 15 
1.2.4 EPI para Proteção Respiratória ........................................... 16 
1.2.5 EPI para Proteção do Tronco .............................................. 16 
1.2.6 EPI para Proteção dos Membros Superiores e Inferiores .... 17 
1.2.7 EPI para Proteção do Corpo Inteiro .................................... 18 
1.2.8 EPI para Proteção contra Quedas com Diferença de Nível . 19 
2. COMPETÊNCIA 02 | IDENTIFICAR E UTILIZAR CORRETAMENTE EQUIPAMENTOS DE 
PROTEÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA DE ACORDO COM A NATUREZA DO RISCO DE ACIDENTE 
DE TRABALHO ......................................................................................................................... 22 
3. COMPETÊNCIA 03 | AVALIAR E MONITORAR A QUALIDADE E ESPECIFICIDADES DOS EPI E 
EPC .......................................................................................................................................... 29 
3.1 Certificado de Aprovação (CA) ............................................... 30 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................................... 34 
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 35 
 
 
Sumário 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
INTRODUÇÃO 
Caro estudante, 
Como futuros profissionais de segurança do trabalho, sabemos que os riscos 
ocupacionais devem ser controlados. Se não tivermos a possibilidade da 
eliminá-los por completo, devemos ao menos minimizar suas consequências 
ao nosso trabalhador. O controle dos riscos será realizado após a avaliação, 
conforme determina a Norma Regulamentadora nº 9 (NR9), e as medidas 
serem tomadas para efetuar a intervenção decorrem de questões 
administrativas, do uso das proteções coletivas e das proteções individuais. 
O SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do 
Trabalho), organização de que você fará parte, é responsável pela 
determinação deste controle. 
A nossa disciplina irá abordar as duas últimas medidas de controle, as 
proteções coletivas e as individuais, ações que boa parte dos profissionais 
técnicos julga como de simples aplicação, mas veremos no decorrer do curso 
que esta determinação demandará muito esforço e entendimento das 
normas. 
Na primeira competência, abordaremos os conceitos e definições das 
proteções coletivas (EPC) e individuais (EPI). Veremos que há apenas uma 
norma específica para as proteções individuais, porém você irá observar que 
faremos referências a outras normas e outras fontes de informação. 
Na segunda competência, iremos analisar como são determinados controle 
dos riscos, quais os parâmetros que utilizaremos para definirmos a proteção 
específica para o risco em estudo. Também nesta competência, verificaremos 
como são utilizadas essas proteções e como são realizados os treinamentos 
específicos para os trabalhadores. 
 
 
 4 
Técnico em Segurança do Trabalho 
Na terceira e última competência, faremos a abordagem de como são 
avaliadas e monitoradas os EPI e EPC. Este último passo é um dos mais 
importantes para o sucesso do controle dos riscos ocupacionais e, nos dias 
atuais, pois poucos são os profissionais que têm esta preocupação. 
Então, caro técnico, tenhamos todos um bom curso! 
 
Rildo Duarte de Azevedo Filho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
1. COMPETÊNCIA 01 | CONHECER O CONCEITO E OS 
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA 
Nesta competência, iremos abordar os conceitos das proteções individuais e 
coletivas e quais as normas que podemos utilizar para as determinações. 
Vocês devem observar que há pouco embasamento legal, então, o que 
norteará o seu trabalho, muitas vezes, será a vivência prática. 
A Norma Regulamentadora nº 4 do Ministério do Trabalho e Emprego 
determina que uma das atribuições do SESMT é: 
Aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e 
de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a 
todos os seus componentes, inclusive máquinas e 
equipamentos, de modo a reduzir até eliminar os riscos 
ali existentes à saúde do trabalhador. 
Portanto, é nossa função esgotar todas as possibilidades de eliminação dos 
riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho. Mas, para que isso 
ocorra, devemos agir na prevenção de acidentes e/ou doenças ocupacionais. 
Por este motivo, você será conhecido como Profissional Prevencionista. 
Diante disso, teremos que tomar algumas ações, conhecidas como MEDIDAS 
DE CONTROLE. Como medidas de controle, temos: Proteções Coletivas, 
Medidas Administrativas e Proteções Individuais, nesta ordem de priorização. 
O controle dos riscos e a eliminação da insalubridade são viáveis do ponto de 
vista legal, desde que seja comprovada tecnicamente a eliminação ou 
neutralização dos agentes, que deve ocorrer seguindo a hierarquia de 
controle abaixo: 
1 – Na fonte; 
2 – Na trajetória; 
 
 
 6 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 01 
3 – No receptor do agente (o trabalhador). 
As duas primeiras, geralmente, irão demandar um estudo de engenharia, 
porém muitas empresas não tomam certas ações. A última, o controle do 
risco no receptor, requererá ações administrativas, como rodízios de função, 
pausas programadas, redução do tempo de exposição,além da utilização do 
Equipamento de Proteção Individual. 
1.1 Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) devem ser utilizados para a 
eliminação do agente do risco ocupacional na sua fonte ou na trajetória de 
propagação, a fim de proteger todos os trabalhadores expostos a situações 
periculosas. Esta será a primeira ação que o profissional técnico deverá tomar 
quando reconhecer o risco no ambiente de trabalho. Não há uma norma 
específica definindo os EPC, mas eles estão espalhados por boa parte das 
Normas Regulamentadoras. 
Para determinação de qual proteção coletiva deverá ser adotada no controle 
do risco, há a necessidade de ser realizada uma avaliação previamente, quer 
seja QUANTITATIVA ou QUALITATIVA. 
Para execução de uma Proteção Coletiva é necessária a elaboração de um 
projeto de execução, detalhando todas as etapas do EPC, elaborado por um 
profissional legalmente habilitado. 
A ausência da proteção coletiva é considerada uma situação em grave e 
iminente risco, conforme a NR3, passível de embargo ou interdição. 
Caro estudante, nos próximos itens, iremos exemplificar alguns tipos de EPC 
em diversas atividades. 
 
 
 
Avaliação 
QUANTITATIVA é a 
mensuração do 
risco. Para tal, você 
deve quantificar o 
agente no 
ambiente utilizando 
equipamentos de 
medição 
apropriados. A 
Avaliação 
QUALITATIVA é a 
observação das 
características do 
ambiente e da 
atividade, 
verificando a 
presença do agente 
nocivo. 
 
 
“Considera-se 
grave e iminente 
risco toda condição 
ou situação de 
trabalho que possa 
causar acidente ou 
doença relacionada 
ao trabalho com 
lesão grave à 
integridade física 
do trabalhador.” 
(Fonte: 
http://portal.mte.g
ov.br/data/files/FF8
080812DC56F8F012
DCD20B10A1691/N
R-
03%20(atualizada%
202011).pdf) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
1.1.1 EPC nas Instalações Elétricas 
As proteções coletivas nas instalações elétricas são tratadas como ações 
prioritárias dentro da Norma Regulamentadora nº 10 (NR10). Essas proteções 
compreendem prioritariamente a desenergização das instalações. Caso não 
seja possível, deverá ser utilizada tensão de segurança. 
Na impossibilidade da implementação de uma destas duas ações, a norma 
determina, em seu item 10.2.8.2.1, que devem ser adotadas as seguintes 
proteções coletivas: 
 Isolação das partes vivas: é a utilização de materiais não condutores, 
com a função de isolar os condutores ou outras partes da estrutura 
energizadas; 
 
 
 
 
Imagem 01 – Isolação das partes vivas 
Fonte: http://guitac.blogspot.com/2012/04/10_21.html 
 Obstáculos e barreiras: têm a função de impedir a aproximação física 
acidental das partes energizadas; 
 Sinalização: tem a função de advertir e identificar a razão da atividade 
realizada, assim como o responsável pela ação; 
 
 
 
 
 8 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 01 
 
 
 
 
 
Imagem 02 – Sinalização em instalações elétricas 
Fonte: http://segurancadotrabalhonwn.com/placas-de-sinalizacao-de-seguranca-
do-trabalho-3/ 
 Sistema de seccionamento automático de alimentação: promove a 
descontinuidade elétrica total, a partir do acionamento de 
equipamentos apropriados; 
 Bloqueio do religamento automático: tem a função de manter, 
mecanicamente, um dispositivo de manobra fixa numa mesma posição. 
Geralmente são utilizados cadeados. 
 
 
 
 
 
Imagem 03 – Bloqueio do religamento 
Fonte: http://www.seton.com.br/trava-para-disjuntores-extragrandes-
69970.html 
1.1.2 EPC em Máquinas e Equipamentos 
A Norma Regulamentadora nº 12, que trata de proteções em máquinas e 
equipamento, passou por uma grande reformulação em 2010, com alterações 
principalmente nos itens de proteção de coletiva das máquinas e 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
equipamentos. Desse modo, a NR ganhou 12 anexos elevando o nível de 
detalhe dos itens de segurança básica. 
Temos como exemplos de itens de proteção coletiva em máquinas e 
equipamentos: dispositivos de acionamento, partida e parada; dispositivo de 
parada de emergência; sinalizações; proteções de partes móveis. 
 
 
 
 
 
Imagem 04 – Proteção de partes móveis 
Fonte: http://gesttech.com.br/adequacao_em_elevadores.html 
1.1.3 EPC na Construção Civil 
Na Construção Civil, há a necessidade de elaboração de um PCMAT (Programa 
de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) 
quando houver a partir de 20 colaboradores em uma obra de construção civil. 
Neste programa, é exigido Projeto de Proteção Coletiva, responsável por 
descrever todos os itens de proteção necessários na obra. Esse Projeto deve 
ser elaborado por um Engenheiro responsável com recolhimento de ART 
(Anotação de Responsabilidade Técnica), emitida pelo CREA (Conselho 
Regional de Engenharia e Agronomia). 
Há várias atividades na construção civil que podemos aplicar as proteções 
coletivas, como exemplo: escavações, andaimes, instalações elétricas, 
trabalho em altura, em serviços em telhados, dentre outros. 
 
 
 
 10 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 01 
 
 
 
 
 
Imagem 05 – Escoramento de proteção em escavação 
Fonte: http://paulochianezzi.blogspot.com/2011/07/sistemas-de-protecao-em-
escavacoes.html 
1.2 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
Os Equipamentos de Proteção Individual serão a última ação que tomaremos 
na eliminação dos riscos ocupacionais. Eles atuarão no receptor do agente do 
risco: o trabalhador. A Norma Regulamentadora nº 6 (NR6) define o conceito 
de EPI: 
“...todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, 
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde 
no trabalho”. 
A utilização do EPI só será obrigatória, conforme a própria NR6 determina: 
a) sempre que as medidas de ordem geral não oferecerem completa proteção 
contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do 
trabalho. Ou seja, quando as proteções coletivas e as medidas administrativas 
não alcançarem a eficácia esperada, conforme veremos na Competência 3 
desta disciplina. 
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. 
Durante a implementação dos EPC, o trabalhador ainda estará exposto ao 
risco, por isso se faz necessária a utilização dos EPIs, mesmo que 
temporariamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
c) para atender a situações de emergência. Como exemplo, podemos citar a 
atividade dos Bombeiros: em um sinistro se faz necessário que eles utilizem 
diversos EPIs, como luvas, roupas de combate, capacetes, protetores 
respiratórios, entre outros. 
Para ser classificado como EPI, é necessário que o equipamento tenha um 
Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego (MTE). Este Certificado tem por finalidade determinar as 
características do equipamento, os riscos que podem ser atenuados e a faixa 
de atenuação. O CA será emitido pelo MTE a partir de uma avaliação de uma 
empresa acreditada pelo INMETRO. 
Em todo EPI deve constar o nome comercial da empresa fabricante, o lote de 
fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, além dos itens 
citados, deverá apresentar o nome do importador e o lote de fabricação. A 
validade do CA consta no próprio certificado. 
Quando estiver em fase de aprovação da aquisição do equipamento, oprofissional responsável deverá solicitar à empresa fornecedora o envio do 
certificado com as devidas informações, inclusive a data de validade. 
Alguns equipamentos são tratados como EPI, porém não possuem o CA, como 
por exemplo, o protetor solar. Sabemos que esse dermocosmético é eficaz no 
controle da exposição à radiação solar, radiação não ionizante, porém não 
conta com o certificado de aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego. Sendo assim, algumas empresas utilizam isso como desculpa para o 
não fornecimento. 
Como visto anteriormente, não é só o EPI que atua no controle dos riscos 
ocupacionais, mas há outras ações que podem ser determinadas. O protetor 
solar, neste caso, é uma medida administrativa de controle. 
 
 
Para pesquisa do 
CA do EPI, você 
poderá utilizar a 
página do 
Ministério do 
Trabalho. Segue 
link para consulta: 
http://www3.mte.g
ov.br/sistemas/cae
pi/PesquisarCAInter
netXSL.asp 
 
 
 
 12 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 01 
Além disso, caro aluno, A NR6 ainda permite que utilizemos o EPI conjugado, 
definido como todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante 
tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer 
simultaneamente. 
 
 
 
 
 
Imagem 06 – EPI Conjugado (Capacete, protetor auditivo e protetor 
facial) 
Fonte: http://www.riograma.com.br/capacete.html 
A Norma também determina que a empresa deve fornecer o equipamento 
adequado ao risco, gratuitamente, e em perfeito estado de conservação e 
funcionamento. Também é determinado que seja trocado imediatamente 
quando danificado ou extraviado. Algumas empresas não têm essa prática da 
troca imediata. 
Agora, pergunto-lhe: você acha que o trabalhador ficará sem exercer suas 
atividades no período que ele estiver sem o EPI quando este for extraviado ou 
danificado e não for reposto imediatamente? 
É óbvio que não. Infelizmente, ele continuará exercendo suas atividades, 
mesmo sem condições de proteção, arriscando sua saúde e integridade física. 
Por isso, a NR 06 determina que o SESMT (Serviço Especializado em 
Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) é responsável por 
recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco. Quando dimensionamos 
o equipamento de proteção, devemos sempre ouvir as informações e 
sugestões da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), pois os 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
membros desta Comissão conhecem bem as atividades laborais, então, fica 
mais fácil saber se aquele equipamento poderá causar algum transtorno 
prejudicando a produção e o trabalhador. 
1.2.1 EPI para Proteção da Cabeça 
Os EPI que utilizamos na proteção da cabeça são para controle de alguns 
agentes Físicos e de Acidentes. O capacete, por exemplo, tem como principal 
finalidade a proteção contra os Riscos de Acidente, como impactos de objetos 
contra o crânio, assim como existem modelos que irão proteger o trabalhado 
contra choques elétricos. Também existirão modelos que protegerão contra 
os Riscos Físicos, como os agentes térmicos. 
Para uma boa utilização dos capacetes, devemos observar um bom ajuste na 
cabeça feito pela carneira, parte interna que serve para amortecer o impacto 
na cabeça do trabalhador. Também é necessária a utilização da jugular que 
auxilia na fixação do capacete à cabeça. 
Outro equipamento utilizado na proteção do crânio, da face e do pescoço é a 
Balaclava ou Capuz. Este EPI atuará na proteção contra riscos de origem 
térmica (frio e calor), respingos de produtos químicos e contra agentes 
abrasivos e escoriantes. 
 
 
 
 
 
Imagem 07 – Capacete com jugular 
Fonte: http://nagillaalves.blogspot.com/2011/04/tente-um-dia-abrir-
mao-algo-importante.html 
 
 
 14 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 01 
 
 
 
 
 
Imagem 08 – Balaclava para frio 
Fonte: http://motoxwear.com.br/loja/index.php/balaclava-cottom-
100-go-ahead-1769.html 
 
1.2.2 EPI para Proteção dos Olhos e Face 
Os equipamentos que utilizaremos na proteção dos olhos e face são no 
controle dos riscos Físicos, como radiações e agentes térmicos e riscos de 
Acidentes. 
Os óculos de proteção são os utilizados na proteção dos olhos, porém muitas 
vezes são utilizados de forma inadequada. Encontraremos diversos modelos 
contra impactos de partículas volantes, luminosidade intensa, radiações 
ultravioleta e infravermelha. 
Também temos os protetores faciais, que atuarão na proteção da face contra 
impactos de partículas volantes, contra radiação infravermelha, contra 
luminosidade intensa, contra riscos de origem térmica e contra radiação 
ultravioleta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
 
 
 
 
Imagem 09 – Modelos de óculos de proteção 
Fonte: http://irissafety.com.br/site/produtos/extra_oculos_seguranca.php 
1.2.3 EPI para Proteção Auditiva 
Existem, hoje no mercado, diversos protetores auditivos para auxiliar no 
controle da saúde e segurança de profissionais que trabalham sob ruído. Para 
determinação desses artefatos, deveremos conhecer o Nível de Redução de 
Ruído (NRR) do equipamento que indica o nível de atenuação do risco que o 
EPI alcança, ou seja, quanto de nível de pressão sonora chegará aos ouvidos 
do trabalhador exposto a este agente físico. 
Temos como exemplos de proteções auditivas os protetores moldáveis, os 
pré-moldáveis e os do tipo concha. 
 
 
 
 
 
 
Imagem 10 – Modelos de proteções auditivas 
Fonte: http://www.logismarket.ind.br/leal-seg/protetor-auditivo/2105706977-
2408099864-p.html 
 
 
 
 16 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 01 
1.2.4 EPI para Proteção Respiratória 
As proteções respiratórias são utilizadas para a proteção contra agentes 
químicos, na sua maioria aerodispersóides. 
Há alguns tipos de EPI para este tipo de proteção, temos respirador 
purificador de ar não motorizado, o motorizado, o respirador de adução de ar 
tipo linha de ar comprimido e o respirador de adução de ar tipo máscara 
autônoma. 
 
 
 
 
 
 
Imagem 11 – Modelos de proteções respiratórias 
Fonte: http://tecsafety.blogspot.com/2010/10/protecao-respiratoria.html 
1.2.5 EPI para Proteção do Tronco 
Este tipo de proteção individual é utilizado para controle de diversos riscos: de 
origem térmica, mecânica, química, radioativa, meteorológica, além de 
umidade. Um exemplo é o colete à prova de balas de uso permitido para 
vigilantes que trabalhem portando arma de fogo. Desde dezembro de 2013, a 
atividade que envolva segurança patrimonial e pessoal é considerada 
perigosa. Sendo assim, o profissional da segurança recebe adicional de 
periculosidade de 30% sobre o salário base da categoria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 12 – Modelo de colete à prova de balas 
Fonte: http://portaldablindagem.com.br/coletes-balisticos-corpo-
fechado-coletes-a-prova-de-balas-blindam-e-salvam-vidas.html 
1.2.6 EPI para Proteção dos Membros Superiores e Inferiores 
Como proteções para os membros superiores, existem as luvas, os mangotes 
e as braçadeiras. Esses equipamentos atuarão tanto no controle de riscos 
físicos, químicos, biológicos e de acidentes, como no controle das radiações 
ionizantes, vibrações, frio, calor, agentes abrasivos, cortantes, manipulação de 
produtos químicos, além de choque elétrico, entre outros. 
Para proteções dos membros inferiores, temos as botas e botinas, asperneiras e calças utilizadas para minimizar riscos físicos, químicos e de 
acidente, tais como: umidade, agentes térmicos, agentes abrasivos, agentes 
perfurantes e utilização de produtos químicos. 
As botas de segurança também apresentam diversos modelos. Entre eles 
estão: com isolante elétrico, usadas para eletricistas; botas de PVC, utilizadas 
para trabalhos em ambientes úmidos; botas com biqueira de aço, PVC ou 
composite para proteção dos pés contra queda de objetos. 
 
 
 
 18 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 01 
 
 
 
 
 
 
Imagem 13 – Modelos de botas de segurança 
Fonte: http://www.logismarket.ind.br/leal-seg/calcados-de-seguranca/2101726935-
2408098425-p.html 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 14 – Modelos de luvas de proteção 
Fonte: http://www.logismarket.ind.br/leal-seg/luvas/2100922045-2408100210-p.html 
1.2.7 EPI para Proteção do Corpo Inteiro 
Muitas vestimentas não são equipamentos de proteção individual. Mesmo 
atenuando alguns agentes de riscos, elas não possuem o Certificado de 
Aprovação (CA). As que são homologadas no Ministério de Trabalho e 
Emprego são utilizadas para o controle de agentes químicos, térmicos, 
umidade e eletricidade. São utilizadas em forma de macacão e também 
utilizamos vestimentas de corpo inteiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
 
 
 
 
 
 
Imagem 15 – Modelos de macacão de segurança 
Fonte: http://portuguese.alibaba.com/product-gs/man-s-orange-
fire-retardant-safety-coverall-uniforms-521053058.html 
1.2.8 EPI para Proteção contra Quedas com Diferença de Nível 
Os EPI contra queda são os cintos de segurança. O cinto mais utilizado é o tipo 
paraquedista, utilizado com 2 talabartes, o que permitirá ao trabalhador 
realizar o seu deslocamento, quer seja horizontal ou vertical, de maneira 
segura, sempre com um dos talabartes fixo. Outro equipamento que podemos 
utilizar contra quedas é o trava-quedas que ficará fixo a uma linha de vida e 
permitirá ao trabalhador o deslocamento sem que retire o talabarte. Ele 
funciona similarmente ao cinto de segurança de veículos: se você fizer o teste 
e puxar rapidamente o cinto do seu carro verá que ele trava. Assim funciona 
este equipamento que trava em caso de queda. 
Caro aluno, é preciso estar atento à colocação dos cintos, pois uma má 
colocação poderá causar sérios problemas em caso de uma queda, por 
exemplo. Se não houver um ajuste adequado, o cinto poderá prender a 
circulação do trabalhador em uma queda, havendo a possibilidade de 
ocasionar inclusive a morte. 
 
 
 20 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 01 
A NR35, Trabalho em Altura, determina que deve ser utilizado, junto com o 
cinto de segurança, um absorvedor de energia, equipamento que atenuará o 
impacto da queda, quando o fator queda for maior que 1. Ou seja, se a 
relação entre a queda do trabalhador e o comprimento do talabarte for maior 
que 1, então teremos que utilizar o absorvedor. A norma também determina 
que o absorvedor deve ser utilizado também quando o talabarte for maior 
que 0,90m. Segue abaixo figura ilustrativa: 
 
 
 
 
 
 
Imagem 16 – Cálculo do fator de queda 
Fonte: http://4climb.com.br/blog/2011/09/08/voce-sabe-o-que-e-fator-2/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 17 – Modelo de cinto de segurança tipo paraquedista com talabarte 
em Y e absorvedor de energia 
Fonte: http://newsegequipamentos.com.br/products/kit-cinto-tipo-
para%252dquedista-e-talabarte-y-com-absovedor-de-energia..html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 01 
Agora, meu caro aluno, assista a vídeo aula disponível no AVA e quaisquer 
dúvidas relacionadas ao conteúdo desta competência podem ser enviadas 
pelos fóruns. Recomendo que leiam o artigo ao lado para aprimorar cada vez 
mais o nível de conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Técnico 
de Procedimento 
da Fundacentro. 
Segue link para 
consulta: 
http://www.fundac
entro.gov.br/bibliot
eca/recomendacao-
tecnica-de-
procedimento/publ
icacao/detalhe/201
2/9/rtp-01-
medidas-de-
protecao-contra-
quedas-de-altura 
 
 
 
 22 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 02 
2. COMPETÊNCIA 02 | IDENTIFICAR E UTILIZAR CORRETAMENTE 
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA DE 
ACORDO COM A NATUREZA DO RISCO DE ACIDENTE DE TRABALHO 
Nesta competência, iremos analisar como são identificadas as proteções 
necessárias para cada risco ocupacional, além da correta utilização, 
conservação e guarda dos equipamentos. 
Para determinação de qual equipamento de proteção será usado no controle 
do risco ocupacional, você deverá levar em consideração alguns aspectos do 
agente do risco em estudo: 
a) Concentração e tempo de exposição; 
b) Fonte do risco; 
c) Trajetória e meio de propagação; 
d) Descrição das atividades expostas; 
e) Quantidade de trabalhadores expostos. 
Essas informações são obtidas nas etapas de antecipação e de 
reconhecimento de riscos. Após o reconhecimento é que determinaremos 
qual controle adequado para o risco a fim de que possamos eliminar, reduzir 
ou minimizar as consequências do trabalhador exposto. 
O controle será determinado visando à redução da concentração do agente 
no ambiente ou reduzindo o tempo de exposição do trabalhador ao agente 
nocivo. Para reduzir a concentração, é aconselhável o uso dos EPC, algumas 
medidas administrativas e o uso dos EPIs. Para a redução do tempo de 
exposição, o controle deve ser tratando com medidas administrativas, como 
rodízios, pausas programadas e aumento do efetivo, a fim de reduzir a 
exposição dos trabalhadores. 
Para utilização correta do equipamento de proteção, é necessário um bom 
treinamento de capacitação. Muitas empresas não têm esse cuidado, pois 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 02 
entregam um kit de EPI, por exemplo, ao trabalhador e o encaminham para o 
serviço, sem prestar-lhe a mínima formação para o uso adequado dos 
equipamentos. 
Faça o teste: se você tentar utilizar pela primeira vez um cinto de segurança 
tipo paraquedista, tenho a certeza de que terá certa dificuldade para 
identificar qual a correta colocação do aparelho, devido à falta de 
capacitação. Sendo assim, é necessário que o usuário saiba qual a finalidade 
deste EPI, como é utilizado e como ele deve ser conservado, assim como 
preconiza a NR6: 
“6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI: d) orientar e treinar o 
trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;” 
Se você observar, o treinamento tem sido muito exigido nas novas normas 
regulamentadoras, inclusive com reciclagens anuais. Isso é um reflexo da atual 
situação nas empresas que não fornecem uma capacitação adequada aos seus 
trabalhos. Por isso, a norma teve que impor uma obrigação legal. 
A Norma determina que a guarda e conservação do equipamento é de 
responsabilidade do trabalhador, porém é necessário que a empresa forneça 
condições mínimas para isso, como armários com capacidade suficiente para 
armazenar todos os EPIs com cadeado fornecido pela empresa. 
Para os Equipamentos de Proteção Coletiva será necessária a utilização de um 
projeto de proteção coletiva, comprovando tecnicamente que aquele 
equipamento realmente reduzirá a exposição do trabalhador ao risco. 
Como primeiro passo, devemos eliminar o risco em sua fonte, por isso a 
necessidade da identificação da fonte geradora do risco. Cientes disso, 
poderemos executar esta ação com os seguintesequipamentos, por exemplo: 
 
 
 24 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 02 
 Proteção de partes móveis de máquinas; 
 Utilização de sensores em máquinas; 
 Barreiras ou anteparos de proteção; 
 Enclausuramento de máquinas. 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 18 – Enclausuramento de máquina 
Fonte:http://www.jordanbras.com.br/pt/index.php?option=com_properti
es&view=properties&Itemid=133 
Se não obtivermos êxito na eliminação do risco na fonte, deveremos tentar 
eliminá-lo em sua trajetória, por isso a necessidade de sabermos como o 
agente se propaga no ambiente. Às vezes, ficamos apenas observando o 
trabalhador que está exposto diretamente ao risco, mas esquecemos que 
outros, de funções diferentes, também podem estar expostos ao mesmo 
risco, da mesma fonte na mesma intensidade. Alguns exemplos de EPC na 
trajetória: 
 Exaustão – Muito utilizado no controle do risco calor, por exemplo, em 
padarias; 
 Ventilação – Utilizado em espaços confinados, quando a deficiência de 
ventilação e também para o risco físico calor; 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 02 
 Cabines de pintura – Usadas para o controle de névoas e neblinas 
quando há pinturas à pistola; 
 Capelas de laboratórios – Controlam a dispersão das agentes químicos 
em uma manipulação; 
 Revestimentos Acústicos – EPC eficaz no controle do risco físico ruído, 
há diversos modelos de revestimentos. 
 
 
 
 
 
Imagem 19 – Capela de laboratório 
Fonte: http://www.logismarket.pt/ip/erlab-camara-esteril-de-fluxo-
laminar-vertical-camara-esteril-de-fluxo-laminar-vertical-flowcap-700-
630493-FGR.jpg) 
Outra proteção coletiva que gera um pouco de dúvida na conceituação e na 
utilização são as Sinalizações. De acordo com a Fundacentro, órgão do 
Ministério do Trabalho que tem finalidade educativa, as sinalizações são 
consideradas EPC. 
A dúvida a que me refiro é que, segundo o conceito de EPC, a sinalização não 
se enquadraria neste quesito porque ela não elimina o risco nem na fonte 
nem na trajetória. Desse modo, não poderíamos considerá-la como uma 
proteção coletiva. Porém, é certo que ajudará no controle do risco, 
 
 
 26 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 02 
orientando os trabalhadores que há a presença do risco no ambiente. Pense 
nisso! 
Algumas normas trazem uma sinalização específica para a sua área, como a 
NR33 (Espaço Confinado). A Norma Regulamentadora nº26 é a norma da 
sinalização, mas ela se restringe apenas a cores e rotulagem de produtos 
químicos. As cores são definidas também pela NBR nº 7195. 
 
 
 
 
Imagem 20 – Sinalização espaço confinado 
Fonte:http://www.towbar.com.br/loja/MaisProduto.asp?im=n&Prod
uto=4172 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 21 – Cores de sinalização de segurança 
Fonte: http://nrfacil.com.br/blog/?p=3122 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 02 
Para exemplificar melhor como são determinadas as proteções tomemos 
como exemplo a seguinte situação: Estamos em uma fábrica com diversos 
maquinários a pleno funcionamento. Realizamos o reconhecimento e 
verificamos que uma determinada função tem o risco Ruído. Avaliamos e 
detectamos que o Ruído está a uma concentração de 92 dB (A), mas, pela 
NR15, o limite de tolerância para 8 horas de trabalho é de 85 dB (A). Quais 
seriam nossas ações para o controle deste risco? 
Baseando-nos no que foi estudado até agora, teríamos que primeiro tentar 
eliminar o risco na fonte, que é o maquinário. Para eliminarmos na fonte, 
podemos propor o enclausuramento do motor. 
Após isso, realizaremos nova avaliação para verificar a eficácia da ação. Se os 
níveis de ruído não forem reduzidos, deveremos propor uma medida de 
controle para eliminar o risco na trajetória. Neste caso, podemos propor um 
revestimento acústico no ambiente. 
Após fazermos uma próxima avaliação ambiental e percebermos que os riscos 
não foram a valores menores que o limite de tolerância, deveremos propor 
uma ação para eliminar o risco no receptor, ou seja, no trabalhador. 
Inicialmente, poderíamos propor um rodízio de função ou pausas 
programadas, ações que não são bem vistas pelas empresas, pois elas terão 
de aumentar o efetivo para continuar com a mesma produtividade. Visto este, 
iremos propor um EPI, protetor auditivo, com o Nível de Redução de Ruído 
(NRR) compatível com a atenuação de que necessitamos. 
Portanto, meu caro aluno, o estudo para determinar o controle necessário 
requer paciência, pois iremos tentar diversas formas de controle. Alguns 
profissionais, por acomodação ou falta de conhecimento, irão pular logo para 
a etapa do EPI. 
 
 
 28 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 02 
Para complementar os estudos desta competência, recomendo a todos que 
assistam a vídeo aula, no AVA. Como sugestão, recomendo que assistam ao 
filme “O Operário”, que trata de transtornos psíquicos decorrentes de 
atividades laborais. 
Sugestão de Filme 
 
 
 
 
O Operário (The Machinist, Espanha/2004). Trevor Reznik (Christian 
Bale) é um operário que sofre de insônia. Na fábrica onde trabalha, 
as condições de trabalho oferecem risco. Para Trevor, os perigos são 
agravados pela fadiga crônica. Notando a aparência estranha, os 
colegas percebem que algo está errado, mas não dão a devida 
importância. Um operário perde um braço em um acidente e todos 
se voltam contra Trevor, considerando-o culpado. Ele encontra 
bilhetes anônimos em seu apartamento e fica sabendo que o suposto 
funcionário envolvido no acidente, na realidade, não existe. Trevor 
agora se empenha em saber se é tudo um plano para deixá-lo louco 
ou se o cansaço está provocando uma confusão mental. 
Disponível em: http://www.interfilmes.com/filme_15191_O.Operario-
(The.Machinist).html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 03 
3. COMPETÊNCIA 03 | AVALIAR E MONITORAR A QUALIDADE E 
ESPECIFICIDADES DOS EPI E EPC 
Chegamos a nossa última competência desta disciplina. Trataremos como 
podemos avaliar e monitorar nossas proteções, como podemos ter a certeza 
que nosso trabalhador está livre de agentes nocivos. 
Não adianta apenas determinar o EPI e EPC correto, assim como também não 
é suficiente realizar um bom treinamento sem que tenha uma avaliação e 
monitoramento constante da eficácia dos equipamentos. Esta ação tem pouca 
divulgação nas empresas e com os profissionais da área, não há uma avaliação 
da eficácia das proteções, pois os profissionais apenas determinam qual 
controle será necessário e ponto final. Mas será que realmente ele conseguiu 
controlar o agente nocivo no ambiente? Infelizmente, a fiscalização também 
observa pouco este item e não há uma cobrança sobre as empresas. 
Quando realizamos um projeto para implementação de uso de equipamentos 
de proteção, quer seja individual ou coletiva, não sabemos a real eficácia da 
proteção, pois nos baseamos em estudos anteriores e, principalmente, nos 
Certificados de Aprovação para os EPIs. Porém, sem a avaliação e 
monitoramento ficamos sem parâmetros. 
Com a avaliação das proteções coletivas, a nossa atividade se tornará um 
pouco mais simples, pois o que devemos fazer é uma nova avaliação 
ambiental. Se a fizermos, constataremos, através dos resultados, se estamos 
reduzindo a concentração do agente nocivo no ambiente. 
As avaliações médicas também são um fator que nos ajudam bastante para o 
efetivo monitoramento dos equipamentos de proteção. Neste sentido, a 
medicina deve interagir coma segurança do trabalho com a finalidade da 
antecipação a doenças e possíveis lesões nos trabalhadores. 
 
 
 30 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 03 
Quando surge uma doença, o médico do trabalho realiza o nexo causal, 
determina se as características da doença em questão mantêm relação com as 
atividades desenvolvidas pelo empregado. Caso isso ocorra, nós, da segurança 
do trabalho, deveremos intervir na atividade, verificando se as medidas de 
controle estão sendo realmente eficazes. 
Também poderemos utilizar uma pesquisa de percepção, solicitando aos 
trabalhadores que falem o que sentem utilizando aquele equipamento de 
proteção em questão. A norma determina que o equipamento seja 
confortável. Podemos fazer esta pesquisa com a utilização de um questionário 
aplicado com todos os colaboradores que utilizam este equipamento. Temos 
que tomar cuidado com esse tipo de pesquisa, pois é necessário que o 
equipamento ofereça conforto ao trabalhador, porém é difícil que isso ocorra 
porque todo equipamento gerará algum desconforto. Então, temos que 
diferenciar o que está desconfortável para o que realmente prejudica 
operário. 
3.1 Certificado de Aprovação (CA) 
Os equipamentos de proteção só poderão ser comercializados e distribuídos 
se tiverem o Certificado de Aprovação (CA), emitido pelo Ministério do 
Trabalho, e que é de suma importância. 
Ao nos depararmos com o CA, não devemos apenas verificar se há um 
número, mas analisá-lo por completo, pois nele haverá a descrição do 
equipamento, em que agente de risco ele atuará e como será esta atuação. 
Essas informações ajudarão bastante na avaliação e monitoramento do EPI. 
É obrigação do fornecedor do equipamento de proteção solicitar a emissão e 
renovação do CA. Ele só deverá comercializar o equipamento que portar o 
Certificado. O EPI deverá ser comercializado com instruções técnicas no 
idioma nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição e demais 
 
 
Recomendo que 
vocês escutem o 
Podcast da Rádio 
da Fundacentro. 
A edição trata do 
assunto: Avaliação 
de EPI. Link: 
http://www.fundac
entro.gov.br/multi
midia/detalhe-do-
podcast/2013/11/p
rograma-160-
%E2%80%93-
avaliacao-de-epis 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 03 
referências ao seu uso, assim como deve constar o número do lote de 
fabricação. 
Segue abaixo modelo de um Certificado de Aprovação de um Protetor 
Auditivo. Atentem para a descrição do equipamento e para que ele foi 
aprovado, observem o NRR (Nível de Redução de Ruído), pois este é o valor 
que será atenuado. Porém este valor não será o real, pois, se o trabalhador 
não colocar adequadamente o EPI, ele não atingirá a atenuação proposta. 
Portanto, há a necessidade latente de um bom treinamento e uma boa 
fiscalização da utilização do equipamento. 
Também, você, profissional da área de segurança deve observar o prazo de 
validade do EPI para ter o melhor equipamento em mãos. Ao sinal de 
vencimento, o aparelho não deve ser utilizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 32 
Técnico em Segurança do Trabalho 
 Competência 03 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem 22 – Cópia de CA 
Fonte:http://www3.mte.gov.br/sistemas/caepi/Relatorios/CertificadoAprovacaoPDFXML.asp?NRFolha
Rosto=12029434 
Chegamos ao final desta competência, vocês devem ter observado que a 
avaliação e o monitoramento das proteções se fazem necessário, temos que 
comprovar se o que foi determinado realmente acontecerá, ou seja, a 
redução do agente nocivo, assim teremos a certeza de que nosso trabalhador 
não sofrerá uma lesão ou adquirirá uma doença decorrentes do trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
 Competência 03 
Peço que vocês assistam nossa vídeo aula, que está disponível no AVA. Como 
sugestão, recomendo que assistam aos vídeos abaixo, produzidos pela 
Fundacentro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recomendo que 
vocês assistam aos 
vídeos abaixo: 
 
http://www.fundac
entro.gov.br/multi
midia/detalhe-do-
video/2010/3/prote
cao-respiratoria 
 
http://www.fundac
entro.gov.br/multi
midia/detalhe-do-
video/2013/11/voc
e-trabalhador-da-
limpeza-vamos-
conversar 
 
 
 
 34 
Técnico em Segurança do Trabalho 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Como observamos durante todo o nosso estudo, a determinação da medida 
de controle ideal nos dará muito trabalho, pois faltam normas mais 
específicas e também falta um pouco de interesse por conta dos profissionais 
da área. Para boa parte dos riscos ocupacionais, há meios de controle, 
entretanto alguns requererão estudos de engenharia mais profundos. 
O embasamento técnico e legal dará a você, futuro profissional 
prevencionista, condições de argumentar com os patrões, a fim de mostrar-
lhes a importância do controle dos riscos, não apenas por obrigação legal e 
questões financeiras, mas acima de tudo pela proteção do trabalhador, peça 
fundamental no desenvolver de qualquer empresa, pois sem o profissional 
não há produção. Temos de colocar em nossas mentes que fazer Segurança 
significa investimento e não apenas custo. Além disso, conscientizar as 
pessoas de que isso será rentável para a empresa. 
O estudo não acaba por aqui, pois a cada dia aparecerão outras novidades em 
controle de riscos ocupacionais e você deve estar sempre atento (a) já que 
normas são modificadas, tecnologias são criadas e nossa atividade vai sendo 
moldada e modificada ao longo dos anos. Portanto, estejam sempre buscando 
o que há de novo na vida técnica e, acima de tudo, buscando cada vez mais 
sua capacitação. 
Bons Estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segurança e saúde do 
trabalho (SST). Portaria 3214/78. NR 06 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segurança e saúde do 
trabalho (SST). Portaria 3214/78. NR 10 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segurança e saúde do 
trabalho (SST). Portaria 3214/78. NR 12 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segurança e saúde do 
trabalho (SST). Portaria 3214/78. NR 18 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segurança e saúde do 
trabalho (SST). Portaria 3214/78. NR 35 
BRASIL. Fundacentro. Relatório Técnico de Procedimento nº01 – Medidas de 
Proteção Contra Queda de Altura. 2003. 
 
 
 
 
 36 
Técnico em Segurança do Trabalho 
CURRÍCULO DO PROFESSOR-PESQUISADOR 
 
RILDO DUARTE DE AZEVEDO FILHO 
Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho 
E-mail: rildoduarte@gmail.com 
EXPERIÊNCIA 
PROFISSIONAL 
Empresa: GRUPO PÃO DE AÇÚCAR 
Cargo: Engenheiro Coordenador de Segurança do Trabalho. 
 
Empresa GRÉS ENGENHARIA/ PORTO SALGADO CONSTRUÇÕES 
Cargo: Engenheiro Residente. 
 
Empresa: VIANA & MOURA CONSTRUÇÕES LTDA 
Cargo: Gerente de Unidade de Negócio e Engenheiro de Segurança do 
Trabalho 
 
Empresa: EMPRESA METROPOLITANA LTDA/ RODOVIÁRIA CAXANGÁ 
LTDA. 
Cargo: Supervisor de Patrimônio e Engenheiro de Segurança do Trabalho 
 
Empresa: A.C. EMPREENDIMENTOS E CONSTRUÇÃO LTDA 
Cargo: Engenheiro Residente e Representante da Direção 
 
Empresa: DALLA NORA ENGENHARIA LTDA 
Cargo: Engenheiro Residente e Representante da Direção 
 
EXPERIÊNCIA 
DOCENTE 
Séc. de Educação de PE (Escola Almirante Soares Dutra) 
Professor de Educação Profissional – Segurança do Trabalho 
Disciplinas: Segurança do TrabalhoI e II, Sinistro e Combate a Incêndio, 
Ergonomia, Medidas de Proteção Coletiva e Individual e Construção Civil. 
 
Centro Profissional Especial (Piedade e Boa Vista) 
Professor de Educação Profissional 
Disciplinas: Higiene Ocupacional e PPRA, Técnicas Laboratoriais e Sistema 
de Gestão Integrada 
 
Séc. de Educação em PE (Educação a Distância) 
Professor Formador e Tutor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva 
Consultorias e Treinamentos 
Física Aplicada a Construção Civil. 
Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000). 
Treinamentos de Execução de Serviços e Instruções de Seguranças. 
Auditor Interno da Qualidade – SENAI PE 
Programa 5S 
Desenvolvimento Gerencial (TGI/ INTG) 
Gerenciamento da Rotina 
Gerenciamento Por Diretrizes 
Perícia Judicial 
 
FORMAÇÃO Engenharia de Segurança do Trabalho (Especialização) 
Escola Politécnica de Pernambuco 
Término: março de 2005. 
Engenharia Civil (Graduação) 
Escola Politécnica de Pernambuco 
Término: junho de 2003

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