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Aluna: Darlene Ferreira Fernandes Curso: Pedagogia Cont. Met. Prat. de Ensino de Educação Física Universidade Estácio de Sá Influência dos Saberes Europeus na Cultura Lúdica Brasileira Amarelinha Há uma variação muito grande nos modos de brincar a amarelinha, tanto em tipos de traçado (em quadrados que formam um traçado retangular, indo do “céu” ao “inferno”; em caracol; em quadrado; etc.), como na maneira de pular as casas. O que é comum em todas elas é pular em um pé e usar uma pedrinha para demarcar as casas. Público: 5 ou 6 anos Objetivos: Aprender sobre a influência europeia na cultura brasileira; Apresentar a amarelinha, sua origem e suas regras; Aprender como fazer a amarelinha com o giz no chão; Desenvolver a socialização, a coordenação motora ampla, o equilíbrio, a lateralidade e a concentração; Aprender a contar do número 1 ao 10. Origem: Acredita-se que amarelinha teria sido inventada pelos romanos, já que gravuras mostram crianças brincando de amarelinha nos pavilhões de mármore nas vias da Roma antiga. Na época, o percurso carregava o simbolismo da passagem do homem pela vida. Por isso, em uma das pontas se escrevia céu e, na outra, inferno. Porém, as primeiras referências ao jogo de que se tem registro confirmado datam do século XVII. É uma das brincadeira mais antigas e conhecidas do mundo. Em Portugal, é conhecida como jogo da macaca, jogar, saltar à macaca, jogo-do-homem e pé-coxinho. Em Moçambique, chama-se avião ou neca. Na Espanha, é chamada de cuadrillo, infernáculo, reina mora, pata coja ou rayuela. Origem: É da França que trouxemos o nome amarelinha, pois ali o jogo é chamado de “marelle”. O termo em francês associou-se à cor amarela e deu origem ao nome brasileiro. No Brasil, a brincadeira é conhecida por uma grande variedade de termos: academia (RN, PB e PE), avião (AL e RJ), boneca (PI), canção (MA), macacão (SE), macaco (BA), pula-pula (PB), amarelinha (SP e RJ). Ainda que hoje a sua prática esteja muito reduzida, tempos atrás se jogou em mais de 40 desenhos diferentes. O jogo: Regras: Cada jogador precisa de uma pedrinha; Quem for começar joga a pedrinha na casa marcada com o número 1 e começa a pular de casa em casa, partindo da casa 2, até o céu; Só pode por um pé em cada casa de cada vez; Quando há uma casa ao lado da outra, pode colocar os dois pés no chão; Quando chegar no céu, o jogador vira e volta pulando da mesma maneira, pegando a pedrinha quando estiver na casa 2 (sem colocar o pé no chão); A mesma pessoa começa de novo, jogando a pedrinha na casa 2. Perde a vez quem: Pisar nas linhas do jogo; Pisar na casa onde está a pedrinha; Não acertar a pedrinha na casa onde ela deve cair; Não conseguir (ou esquecer) de pegar a pedrinha na volta. Ganha quem: Pular todas as casas primeiro. Benefícios da brincadeira: A brincadeira de amarelinha propicia o desenvolvimento das crianças de várias maneiras, pois estimula a comparação entre as ações dos jogadores, apresenta comparações que podem estimular anotações gráficas, exige a pesquisa e descoberta da quantidade de força para lançar a pedra, exige a estruturação dos movimentos corporais, colabora no desenvolvimento e memorização da sequência numérica. (SMOLE; DINIZ; CÂNDIDO, 2000); Na matemática a amarelinha auxilia ainda no desenvolvimento de noções de números, medidas e geometria. Outros conceitos e habilidades (entendidas como modos de ação e técnicas generalizadas para tratar com situações e problemas, fazem o indivíduo competente e lhe permite interagir simbolicamente com seu meio ambiente) envolvidas são: contagem, sequência numérica, reconhecimento de algarismos, comparação de quantidades, avaliação de distância, avaliação de força, localização espacial, percepção espacial e discriminação visual. Benefícios da brincadeira: Além da diversão, exercita as habilidades como contar, raciocinar e o equilíbrio; Ganho de consciência corporal: mais agilidade, coordenação e força Incentiva e desenvolve o raciocínio lógico matemático; Auxilia o desenvolvimento motor das crianças. Como explorar? Primeiramente, falar sobre a influência europeia na cultura brasileira; Em roda de conversa dialogar sobre a brincadeira, se conhecem, quem já brincou; Apresentar a amarelinha, através do diagrama simples que a representa, construindo – o no pátio com o giz; Pedir que observem quantos quadros há na amarelinha e juntamente com a turma enumerar; Explicar as regras (esse momento da introdução das regras e discussão do jogo deve ser realizado com todas as crianças posicionadas em semicírculo ao redor do diagrama da amarelinha, para que todos possam observar os movimentos e questionar expondo dúvidas e opiniões); Fazer um treinamento com as crianças, podendo propor os movimentos básicos no diagrama para se familiarizarem com a brincadeira; Deixar brincarem e após a brincadeira, deixar cada um desenhar com o giz, no pátio sua amarelinha, em tamanhos menores; Ao finalizar a aula, faça uma rodinha e deixe cada um relatar sua experiência, destacando o que mais gostaram; Conforme afirmam Smole; Diniz e Cândido (2000), a brincadeira de amarelinha propicia o desenvolvimento das crianças de várias maneiras, pois estimula a comparação entre as ações dos jogadores, apresenta comparações que podem estimular anotações gráficas, exige a pesquisa e descoberta da quantidade de força para lançar a pedra, exige a estruturação dos movimentos corporais, colabora no desenvolvimento e memorização da sequência numérica. Referências: Disponível em: http://www.wscom.com.br/noticias/saude/amarelinha+e+bola+de+gude+ajudam+a+desenvolver+importantes+nocoes+temporais+e+de-128880. (Acesso em 05/12/2017) Disponível em: http://criandocriancas.blogspot.com.br/2008/04/brincadeira-de-rua-amarelinha-1.html . (Acesso em 06/12/2017) Disponível em: https://www.omo.com/br/se-sujar-faz-bem/brincadeiras/brincando-de-amarelinha-conheca-a-historia.html. (Acesso em 07/12/2017) Disponível em: http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/temas/sao-paulo/cultura-e-folclore-paulista-brincadeiras-e-brinquedos.php. (Acesso em 11/12/2017) Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Amarelinha. (Acesso em 11/12/2017) Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/simposio2013/publicado/artigo0102.pdf. (Acesso em 11/12/2017) Obrigada! F I M