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02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 1/9 Processo n. 0097.13.000048-8 SENTENÇA VISTOS, ETC. HÉLCIO LEMES DA COSTA, propôs a presente AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR SERVIDÃO ADMINISTRATIVA c.c. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS contra CEMIG DISTRIBUIÇÃO S/A, aduzindo em síntese: é proprietário de um pequeno imóvel rural com área de 01.05.34 ha, o qual foi invadido pela ré para instalação de torres de transformadores de energia elétrica; não recebeu qualquer aviso ou notificação, nem foi indenizado pelo terreno ocupado nem pela desvalorização do imóvel; também houve destruição da porteira pelos funcionários da ré, o que lhe gerou dano material; o fato ainda lhe causou angústia, dor e chateação, dando ensejo à ocorrência de danos morais. Pretende a condenação da ré ao pagamento de indenização pelos danos materiais e morais. Formula os requerimentos de praxe e instrui o pedido com documentos. (fls. 02/54) A petição inicial foi admitida (fl. 26). A ré foi regularmente citada (fl. 27) e apresentou contestação acompanhada de documentos (fls. 37/46), aduzindo em suma: preliminarmente, necessidade de substituição do polo passivo; no mérito, afirma que já havia servidão aparente de passagem de linha de transmissão no imóvel desde 1996, portanto, estaria prescrita a pretensão autoral; é ônus do autor a demonstração dos requisitos constitutivos do dever de indenizar. Requer a improcedência do pedido. O autor discordou da contestação (fls. 47/48). Proferido despacho saneador, sem impugnação (fl. 49). 1 Em audiência de instrução, o autor prestou depoimento pessoal, foram ouvidas duas testemunhas arroladas pelo autor e uma pela ré (fls. 57/63). Determinada a realização de perícia (fl. 64). Juntada do laudo pericial (fls. 83/93) com vista às partes (fl. 96v). É o relatório. Decido. 02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 2/9 Processo em ordem, não há nulidade a declarar. No que tange à preliminar de substituição do polo passivo, esta foi analisada na audiência de instrução, com deferimento do pedido da ré (fl. 57). Desse modo, passo ao exame do mérito, concluindo que o pedido inicial é parcialmente procedente. Inicialmente, anoto que, não obstante o título conferido à presente ação, verifica-se que, claramente trata-se de pedido de indenização por desapropriação indireta, ou seja, aquela realizada ao arrepio das formalidades legais. Portanto, a análise do pedido e a fundamentação seguirão as regras legais, jurisprudenciais e doutrinárias dessa espécie processual. Desde logo, portanto, registro que não há controvérsia quanto à existência da linha de transmissão de energia elétrica, instalada na propriedade do autor. A ré, contudo, afirma que a servidão de passagem já existia desde 1996. A pretensão indenizatória, portanto, estaria prescrita. Tratando-se a prescrição de causa extintiva do direito do autor, verifico que o ônus da respectiva prova incumbia à ré (art. 333, II, CPC/1973, art. 373, II, CPC/2015). No entanto, pela análise dos elementos constantes dos autos, percebese que a ré não se desincumbiu desse ônus. Isso porque o documento que instrui a contestação constitui-se em um projeto de engenharia para “Instalação de Banco 2 Regulador de Tensão de 76.2 kVA”, datado de 23/09/2011 (fl. 43). Assim, não demonstra a existência de instalação semelhante antes dessa época. Também o depoimento testemunhal não corrobora as alegações da ré quanto à prescrição. Afirma a testemunha Joaquim Gilberto Ramos: “que a Rizal, empresa terceirizada da CEMIG, foi quem fez a instalação da rede elétrica na propriedade rural do depoente, no mês de setembro de 2012; (…) que a mesma linha de transmissão que serve a residência do autor também serve a propriedade do declarante; que a energia elétrica vem de Santa Rita do Sapucaí; que na propriedade do depoente tem energia elétrica desde 1980/1981”. (fls. 61) O depoimento da testemunha Juarez José Lopes é semelhante, afirma ele: “que a Rizal, empresa terceirizada da CEMIG, foi quem fez a instalação da rede 02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 3/9 elétrica na propriedade rural do depoente, em 07 de setembro de 2012; (…) que na propriedade rural do declarante tem energia elétrica há uns 10 anos; que a rede elétrica que sustenta a casa do declarante é diferente da rede elétrica que serve a propriedade do autor”. (fl. 62) Já a testemunha da ré, Márcio Vilela da Silva, assim afirma: “que os 03 (três) postes com o banco regulador foram instalados no final do ano de 2012 na propriedade do autor; que a rede elétrica na propriedade do autor é antiga, desde 1996; (…) que na propriedade rural do autor havia instalação de um poste para dar suporte para a rede elétrica; que o poste foi retirado e substituído por 03 (três) outros para dar suporte aos equipamentos de energia; que os 03 (três) postes foram instalados na mesma servidão; que a linha de transmissão de energia está na propriedade do autor desde 1996”. (fl. 63) Como se verifica, portanto, havia realmente apenas um poste que passava pela propriedade rural do autor, levando eletricidade para ele e seus vizinhos. A ré, todavia, não demonstra claramente a dimensão da faixa de ocupação anterior, deixando crer que a servidão jamais foi formalmente instituída. Evidente, por outro lado, que a ação mais recente da ré ampliou a rede de transmissão, implicando a instalação de três postes. Ou seja, não é possível admitir que a utilização do terreno 3 pela ré era a mesma anteriormente, tendo em vista que foi imposta ao autor perda patrimonial maior para suportar a nova linha da concessionária. Da mesma forma, a utilização da propriedade pelo autor tornou-se mais restrita que anteriormente, em face do claro alargamento da faixa de ocupação. Portanto, o pleito indenizatório pela constituição da servidão é procedente, porquanto não seria lícito permitir à concessionária de serviço público ampliar faixas de servidão sem a correspondente compensação pelas restrições impostas ao proprietário. Resta, portanto, fixar o quantum devido. Nessa linha, o perito formulou criterioso laudo avaliatório, concluindo que o valor da perda patrimonial monta em R$ 13.030,00 (treze mil e trinta reais). O laudo não foi impugnado por nenhuma das partes, o que permite sua admissão. 02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 4/9 Resta, portanto, fixar os critérios para incidência de juros e correção monetária. Os juros podem ter natureza compensatória, que são os constituídos dos frutos do capital empregado, ou moratória, que representam a indenização pelo retardamento no pagamento da dívida. Os juros compensatórios constituem a compensação devida ao expropriado pela perda antecipada da posse do imóvel, substituindo, assim, os frutos que deixou de perceber ou que poderia vir a receber, sendo devidos desde a ocupação pelo expropriante na posse do bem, no equivalentea 12% ao ano. Assim é o entendimento dos Tribunais Superiores: Súmula 114 do STJ: "Os juros compensatórios, na desapropriação indireta, incidem a partir da ocupação, calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente.". 4 Súmula 618 do STF: “Na desapropriação, direta ou indireta, a taxa dos juros compensatórios é de 12% (doze por cento) ao ano.” Por terem natureza distinta dos juros compensatórios, podem cumular-se os juros moratórios sem que isso caracterize anatocismo. Os juros moratórios são devidos em razão da demora no pagamento da indenização. A Medida Provisória nº 2.183-56, de 24.8.2001, introduziu o art. 15-B no Decreto-Lei nº 3.365/41, dispondo que os juros moratórios são devidos à razão de 6% ao ano, a partir de 1º janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito, nos termos do art. 100 da Constituição Federal. A jurisprudência do STF, do STJ assim como do Tribunal de Justiça de Minas Gerais reconhece a constitucionalidade do dispositivo, com a limitação na incidência dos juros moratórios, a partir de 1º de janeiro do ano seguinte àquele em que o pagamento do precatório deveria ter sido efetuado. Nessa linha e considerando que no presente caso, todavia, trata-se de condenação imposta a concessionária de serviço público, os juros devem incidir a partir do trânsito em julgado da decisão condenatória. No que se refere à correção monetária, o art. 26 do Decreto-Lei nº 3.365/41 02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 5/9 dispõe: § 2º. Decorrido prazo superior a um ano, a partir da avaliação, o juiz ou Tribunal, antes da decisão final, determinará a correção monetária do valor apurado, conforme índice que será fixado, trimestralmente, pela Secretaria de Planejamento da Presidência da República. Esse dispositivo atenta à justa indenização contemplada no art. 5º, XXIV, da Constituição Federal, devendo haver correção a partir da data considerada no laudo pericial, mas o índice de correção deve ser mensal e não trimestral. Ademais, a Lei nº 6.899/81, que regula a correção monetária, estabelece: 5 Art. 1º. A correção monetária incide sobre qualquer débito resultante de decisão judicial, inclusive sobre custas e honorários advocatícios. § 1º. Nas execuções de títulos de dívida líquida e certa, a correção será calculada a contar do respectivo vencimento. § 2º. Nos demais casos, o cálculo far-se-á a partir do ajuizamento da ação. As normas que lhe são precedentes foram revogadas tacitamente. Como a correção monetária não representa nenhum plus no valor apurado, porque visa apenas manter o valor de compra da moeda, é necessário que ela se aplique sobre o valor considerado no momento em que foi elaborado o laudo pericial de avaliação. Como há lei especial que trata da necessidade de aplicação da correção monetária em todos os débitos judiciais, deve incidir desde a data considerada para a elaboração do laudo até a data do pagamento efetivo, como previsto na Súmula 561 do STF. Essa, aliás, é a diretriz do comando instituído no art. 100, § 1º, da Constituição Federal. A Súmula 561 do STF dispõe: “Em desapropriação, é devida a correção monetária até a data do efetivo pagamento da indenização, devendo proceder-se à atualização do cálculo, ainda que por mais de uma vez.” O valor calculado no laudo, portanto, deverá ser corrigido monetariamente, desde a data de sua elaboração. O índice a ser aplicado será aquele divulgado mensalmente pela Eg. CGJMG, porquanto trata-se de condenação imposta a 02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 6/9 concessionária de serviço público, pessoa jurídica de direito privado não integrante da administração direta. Logo incabível a atualização pelos critérios legais estabelecidos para as dívidas da Fazenda Pública (Lei 9.494/1997). 6 Quanto aos honorários de sucumbência, inaplicável a regra do art. 27, § 1º, do Decreto Lei nº 3365/41, uma vez que, em se tratando de desapropriação indireta, a ação teve curso pelo procedimento ordinário do direito anterior. Nesse sentido: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AGRAVO RETIDO - CPC/1973 - CONHECIMENTO - CEMIG - DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA - ILEGITIMIDADE PASSIVA DA EMPRESA CONTRATADA - DIREITO ADMINISTRATIVO - APOSSAMENTO IRREGULAR - SERVIDÃO ADMINISTRATIVA - INDENIZAÇÃO - PERÍCIAS CONFLITANTES - JUROS COMPENSATÓRIOS E JUROS MORATÓRIOS - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - INAPLICABILIDADE DO DECRETO-LEI Nº 3.365/41 NAS AÇÕES DE DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA - RITO COMUM - APLICAÇÃO DO CPC. (…) - Na ação de "desapropriação indireta", que segue o procedimento ordinário, a fixação dos honorários de sucumbência deve observar as normas processuais vigentes à época da publicação da sentença. Em sentença publicada sob vigência do CPC/1973, mas com decisão de Embargos de Declaração (com efeitos infringentes) publicada após a vigência do CPC/2015, prevalecem as normas do segundo diploma normativo. (…) (TJMG - Apelação Cível 1.0208.06.000465-1/001, Relator(a): Des.(a) Alice Birchal , 7ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 03/10/2017, publicação da súmula em 10/10/2017) Em outro giro, no que tange ao pleito indenizatório por danos materiais, anoto que era ônus do autor demonstrar a destruição de sua antiga porteira pelos funcionários da ré. No entanto, embora demonstre a aquisição de uma porteira nova (fl. 25), nenhuma prova há nos autos de que a substituição da anterior teria sido necessária em função de ato da ré, quando da instalação dos postes. Portanto, a indenização pelo alegado dano não encontra amparo nos elementos dos autos, restando o pedido improcedente nessa parte. 02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 7/9 Também verifico que não merece acolhida o pleito para indenização por danos morais. Ocorre que, por um lado, não foi demonstrada a destruição da porteira, fato no qual o autor sustenta a ofensa ao exercício do direito de 7 propriedade, de onde decorreria angústia e dor. Além disso, a imposição de servidão administrativa para passagem da rede de transmissão é fato que, embora gere redução do valor do imóvel, por outro também confere comodidade ao proprietário. Considere-se que, sem a servidão o autor não teria acesso à rede pública de energia elétrica, o que é imprescindível para o modo de vida atual. Além disso, tal serviço pode lhe proporcionar o incremento de sua atividade rural. Portanto, se por um ponto de vista há um incômodo a suportar, por outro há diversos benefícios a receber, o que descaracteriza o dano moral indenizável. Ademais, já havia um poste instalado na propriedade, tendo havido apenas uma expansão da servidão antiga. Oportuno trazer à baila a definição doutrinária do dano moral: “Na realidade, multifacetário o ser anímico, tudo aquilo que molesta gravemente a alma humana, ferindo-lhe gravemente os valores fundamentais inerentes à sua personalidade ou reconhecidos pela sociedade em que está integrado, qualifica-se, em linha de princípio, como dano moral; não há como enumerá-los exaustivamente, evidenciando-se na dor, na angústia, no sofrimento, na tristeza pela ausência de um ente querido falecido; no desprestígio,na desconsideração social, no descrédito à reputação, na humilhação pública, no devassamento da privacidade; no desequilíbrio da normalidade psíquica, nos traumatismos emocionais, na depressão ou no desgaste psicológico, nas situações de constrangimento moral.” (Yussef Said Cahali, Dano Moral, 2ª ed., p. 20) Como se vê, somente ofensas graves podem ser caracterizadas como dano moral indenizável, o que não ficou demonstrado no presente caso. Nessa trilha é o entendimento jurisprudencial, a exemplo do seguinte julgado: EMENTA: AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - CEMIG - COMPANHIA DE ENERGIA ELÉTRICA - ILEGITIMIDADE PASSIVA - REJEIÇÃO - DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA - BARRAGEM DA USINA DE IGUAPÉ - POSSE - INDENIZAÇÃO 02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 8/9 DEVIDA - DANOS MORAIS - NÃO CONFIGURAÇÃO. (…) - Não é toda e qualquer situação de desagrado que faz surgir, no mundo jurídico, o direito à 8 reparação pelo dano moral. Meros aborrecimentos e incômodos não são sentimentos capazes de gerar indenização por danos morais, vez que, para tanto, impõe-se um sentimento contundente de dor, sofrimento ou humilhação, o que não restou demonstrado no caso em análise. - Recurso ao qual se dá parcial provimento. > (TJMG - Apelação Cível 1.0278.06.002402-5/001, Relator(a): Des.(a) Lílian Maciel Santos (JD Convocada) , 5ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 04/05/2017, publicação da súmula em 16/05/2017) Enfim, a reparação por danos morais não é cabível. Ante o exposto e tudo mais constante dos autos, na forma do art. 487, I, do CPC, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido da presente AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR SERVIDÃO ADMINISTRATIVA c.c. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS para condenar a ré CEMIG DISTRIBUIÇÃO S/A a pagar ao autor HÉLCIO LEMES DA COSTA o valor de R$ 13.030,00 (treze mil e trinta reais), a título de indenização pela desapropriação indireta, acrescido de: 1) juros compensatórios à razão de 12% ao ano, desde a ocupação, ocorrida em 12/09/2012; 2) juros moratórios à razão de 6% ao ano a partir de 1º de janeiro do ano seguinte ao trânsito em julgado da decisão definitiva; 3) correção monetária segundo índices da CGJMG, desde a data do laudo avaliatório. Condeno a ré ao pagamento de metade das custas e despesas processuais e honorários advocatícios em favor do advogado do autor, que fixo em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação, devidamente atualizado, na forma do art. 85, § 2º, do CPC. Condeno o autor, em face da sucumbência de parte do pedido, ao pagamento de metade das custas processuais e honorários advocatícios em favor do advogado da ré, que fixo em 15% (quinze por cento) sobre a diferença entre o valor da causa e a condenação, devidamente atualizado, na forma do art. 85, § 2º, do CPC. Fica a cobrança suspensa na forma do art. 98, § 3º, do CPC. 02/09/2019 https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e6… https://www5.tjmg.jus.br/jurisprudencia/downloadArquivo.do?sistemaOrigem=1&codigoArquivo=27098860&hashArquivo=bff594e64c42fcfdc6007… 9/9 9 Com o trânsito em julgado, intime-se o autor para dar início à fase de cumprimento da sentença. P. R. I. 10 VISTOS EM CORREIÇÃO Cachoeira de Minas/MG _____ / ___________ / 2018 Almir Prudente dos Santos Juiz de Direito - Vara Única