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Prova 1º BM - Família_Parental_Casamento (1)

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Direito de Família
Com as diversas mudanças sofridas no entendimento de entidade familiar após o Estado social ao longo do século XX, a família patriarcal tida como modelo desde o período colonial entrou em crise com os valores introduzidos pela constituição federal de 1988. Deste modo, concepção de família atualmente está intimamente atrelada à afetividade. Assim, haverá família, unida por liberdade e responsabilidade, com a consolidação na simetria, colaboração e comunhão de vida.
Família não é só aquela constituída pelo casamento, tendo direito todas as demais entidades familiares socialmente constituídas;
Família não é célula do Estado (domínio da política), mas da sociedade civil, não podendo o Estado tratá-la como parte sua.
Sob uma perspectiva jurídica, a família é feita de duas estruturas associadas: os vínculos e grupos. Os vínculos podem ser: vínculos de sangue, vínculos de direito e vínculos de afetividade. A partir dos vínculos, compõem-se os grupos: grupo conjugal, grupo parental (pais e filhos), grupos secundários (outros parentes e afins).
Conceito
Complexo de normas que regula e disciplina as relações interpessoais do homem e da mulher, assim como, os reflexos decorrentes do vínculo de parentesco.
Atualmente, o direito de família brasileiro abrange as matérias:
O direito das entidades familiares, que diz respeito tanto ao matrimônio quanto aos demais grupos familiares;
O direito parental, relativo às situações e relações jurídicas de paternidade, maternidade, filiação e parentesco;
O direito patrimonial familiar, relativo aos regimes de bens entre cônjuges e companheiros, ao direito alimentar, à administração dos bens dos filhos e ao bem de família;
O direito protetivo, relativo à guarda, à tutela, à curatela e aos sujeitos vulneráveis (criança, adolescente, idoso, vítimas de alienação parental, etc.).
Contexto histórico brasileiro
- Direito de Família Religioso; (1500- 1889) - Canônico.
- D. de família Laico; (1889- 1988) - Ruptura entre igreja e Estado. III - D. de família Constitucionalizado (1988- 2002)
Família
Origem: “Famulus”
Contexto Histórico Antes da CF/88
AULA 02 - 08/08/2019
Tem-se com o passar do tempo o alargamento do conceito de família. A visão constitucional e protecionista permitiu que este fato acontecesse.
Depois da CF/88
– Isonomia de Tratamento entre as entidades faniliares: proteção às famílias constituídas
Obs.: A família monoparental (formada por um dos seus ascendentes e seus descendentes) recebe proteção e amparo legal, art. 226, p. 4º.
- Isonomia entre o casal; - art. 226, p. 5º - pensado para não se ter diferenciação entre as responsabilidades do pai e mãe baseado em seus gêneros. Ambos devem contribuir na assistência material e moral para a criação dos filhos. Tem-se regras próprias, onde se coloca na balança a possibilidade econômica de quem paga, necessidade de quem pede e proporcionalidade entre o que se tem e o que vai ser oferecido. A obrigação é contínua e o desemprego não justifica a isenção de pagamento da pensão alimentícia. O juiz pode determinar um prazo para que a pensão alimentícia seja ofertada.
- Igualdade entre membros da família; - isonomia entre os filhos legítimos, ilegítimos e adotados. Em regra geral, todos os filhos têm direito ao mesmo quinhão (quantia), mas há os casos de tratar os desiguais na medida de sua desigualdade a serem considerados. A adoção antes era apenas para satisfação dos interesses do adotante, o adotado não tinha qualquer direito, sobretudo a pensão. 
Obs.: Não se é realizado mais adoção mediante escritura pública, somente dentro da legalidade.
A multiparentalidade não acontece somente dentro dos parâmetros legais, mas também morais e afetivos. A socioafetividade somente é considerada no direito de família, a mesma lógica não é seguida pelo direito de sucessões. Ou seja, se é dado um auxílio financeiro e afetivo a alguém que se considera emocionalmente da família, não significa dizer que se vá receber um quinhão da herança.
- Facilitação e ampliação para dissolução do casamento. - Concessão do Divórcio.
Obs.: Não se deve fundamentar ações e recursos com base da lei nº 6.515/77, chamada Lei do Divórcio, pois já se considera a constituição federal e a EC nº66/10.
Não se discute prazo e nem culpa para realizar o divórcio com a emenda constitucional de 2010.
Família
Conceito
Sentido amplo: consiste no agrupamento de pessoas socialmente e culturalmente que tem por finalidade alicerçar as estruturas da sociedade. O entendimento de pertencer a uma família é a base da sociedade.
	Sentido estrito/limitado: formada por pessoas ligadas pelo vínculo do afeto.
Espécies de formação de família:
- Casamento Civil (art. 1511 e seguintes): dirigida pela legislação civil com fundamentação a partir do art. 1.511 ao 1.514 do CC.
- Casamento religioso com efeitos civis (art. 1515 e 1516): casamento religioso (toda e qualquer religião, sem limitações) com necessidade de se ter regramento civil. Os requisitos para se ter efeitos civis são: Processo de habilitação e Registro do acontecimento. Deve-se ter certidão da ocorrência do casamento e entrada do documento no cartório.
- União Estável: todas as relações de união estável antes da constituição de 1988 eram chamadas de relações concubinárias e em caso de dissolução resolvia-se com direito das obrigações ou direito do trabalho. A divisão foi necessária para a concessão de direitos das relações pura e impura.
OBS: Antigamente era chamado de concubinato puro - sem impedimentos para casar, como dois viúvos, solteiros e desimpedidos. A constituição federal de 1988 transformou o que se conhece por concubinato puro para União Estável. O art. 1723 traz três requisitos para se considerar como união estável.
	● Concubinato Impuro - atualmente o código cita no artigo 1727 do CC. São as famílias paralelas e simultâneas, o que se conhece como Amantes. Não tem legislação positivada, mas há julgados com a intenção de conceder direitos sob o fundamento da boa fé para a/o amante (por exemplo se a terceira pessoa sabia ou não que era amante no caso). Enquanto que os filhos do casamento possuem direitos, em virtude de não se ter diferenciação entre os membros da família.
AULA 03 - 20/08/19
– Monoparental: é aquela família formada por um dos seus ascendentes e filhos. Ex.: pai solteiro; mãe solteira; mãe viúva. Não possui regime jurídico próprio, mas em virtude de ser um cenário fortemente presente na realidade brasileira, recebe amparo do direito de família, como a impenhorabilidade do bem de família tido como moradia.
As demais espécies têm fundamentação doutrinária.
5 - Anaparental: constituída por pessoas, parentes ou não, que convivem com interindependência afetiva, sem a chefia de pai e de mãe. Contudo, sem qualquer finalidade sexual. Como por exemplo, no caso de quem compartilha afeto, tem-se as famílias formadas por netos e avós; no caso de sem afeto envolvido, amigas que se unem para dividir as contas e a residência. Fatores que serão levados em consideração é a relação socioafetiva e assistência, enquanto que, o tempo não é um fator determinante e a durabilidade não importa nesta questão familiar.
Não se indeniza afeto. É diferente de se falar quanto às relações de noivado e casamento, onde tem envolvida uma questão material daquilo que se estava construindo para se ter uma vida a dois.
– Mosaico: junção de várias peças em uma só - entende-se no contexto de família de relações anteriores que foram reconstruídas.
"Meus filhos, teus filhos, nossos filhos". Juridicamente, são irmãos e possuem uma relação socioafetiva, onde não podem casar.
Em relação a herança, multiparentalidade dá direito quando se tem registro, mas não o impede de alegar o afeto com testemunha das partes, documentos da relação, seguindo os requisitos de tratamento, reputação ou fama (como a sociedade vê esta relação) e nome (quando se atribui nome ao registro). Quando se perfilha (adoção socioafetiva) dá direito,