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Armazenagem 
 
Uma vez de\ufb01nido o mix de produtos, as empresas desenvolvem atividades direcionadas a 
garantir o abastecimento adequado dos produtos a seus clientes. Nesse processo, os gestores de 
compras procuram equilibrar dois objetivos con\ufb02itantes, que de um lado consiste em, minimizar o 
investimento em estoque, e, por outro, minimizar o índice de faltas. 
Estabelecer os níveis de estoque e sua localização é apenas uma parte do problema do 
controle de estoque. Considerando esse objetivo mais amplo, uma questão crítica é balancear os 
custos de manter e de pedir estoque, porque esses custos têm comportamentos con\ufb02itantes. Quanto 
maiores as quantidades estocadas, maiores serão os custos de manutenção. Quanto maior a 
quantidade do pedido, maior será o estoque médio, e mais alto será o custo para mantê-lo. No 
entanto, se maiores quantidades forem solicitadas, menos pedidos serão feitos e, por consequência, 
menores custos de pedidos serão incorridos. 
A função do custo total mostra o formato em U, o que signi\ufb01ca que existe um valor mínimo 
para essa curva, que é o ponto mais baixo. O objetivo é encontrar um plano de suprimento que 
minimize o custo total. O grá\ufb01co a seguir ilustra o enunciado. 
 
 
Objetivos de nível de serviço 
Às vezes, a di\ufb01culdade de estimar os custos de faltas leva ao estabelecimento de um objetivo 
ligeiramente diferente para o controle de estoque. Ao \ufb01xar a disponibilidade, conforme a política de 
que, por exemplo, 98% dos pedidos de um item qualquer devem ser atendidos em 48 horas, devem se 
ajustar os custos de manter e de se pedir de modo que sua soma seja minimizada. Repare que, ao 
\ufb01xar-se a disponibilidade-alvo, os custos de falta de estoque são considerados indiretamente. Deve-se 
ter grande cautela para \ufb01xar o nível de serviço de estoque dessa forma. Aumentar a disponibilidade 
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em apenas alguns pontos percentuais, por causa de pressões da área de vendas, tem um efeito 
dramático no capital investido em estoque. Uma vez que o nível de estoque cresce explosivamente 
com disponibilidades elevadas, o nível de serviço utilizado, na maioria das vezes, é menor que 100%. 
Deve-se obter o maior equilíbrio possível entre a produção e o custo total de estoque, de um lado, e o 
nível de serviço prestado ao cliente, de outro. É claro que o gestor de estoque deve colaborar com o 
equilíbrio desses dois objetivos, e a partir desse ponto surge a pergunta: qual o nível adequado de 
estoques? O nível ótimo de estoque é aquele que: 
\u2022 garante um estoque su\ufb01ciente para cobrir as vendas esperadas; 
\u2022 não apresenta excessos de capital, ou seja, produtos com estoques muito acima dos 
níveis de estoque de segurança; 
\u2022 apresenta níveis baixos e aceitáveis rupturas, ou seja, produtos sem estoques;\u2022 
permite que a apresentação dos produtos e departamentos da loja comuniquem uma 
imagem de loja bem abastecida;\u2022 proporciona bons índices de giro de estoque e de 
retorno sobre o investimento. 
 
O objetivo básico da armazenagem 
A responsabilidade do armazém ou centro de distribuição (CD) deve ser: recebimento, 
cuidados, entrega pontual do produto certo, no lugar certo, no momento certo e ao menor custo. A 
estocagem deve ser a mais e\ufb01ciente possível, usando o espaço nas três dimensões. O uso efetivo do 
espaço para a armazenagem é chamado de administração do espaço, sendo um recurso básico, cuja 
manutenção representa um investimento considerável. 
Outros objetivos da armazenagem são fornecer a identi\ufb01cação positiva do item e poupar 
tempo, mão de obra e equipamento. As instalações de armazenagem devem propiciar a 
movimentação rápida e fácil dos suprimentos, desde o recebimento até a expedição. O 
planejamento apropriado ajuda a efetuar a movimentação e a armazenagem e\ufb01cientes, e no \ufb01nal 
resulta em despesas operacionais menores. 
É importante considerar que vários fatores podem afetar a armazenagem, tais como: 
\u2022 o material a ser estocado; 
\u2022 o tempo de espera para armazenamento e retirada do material; 
\u2022 o \ufb02uxo como combinação de rotas; 
\u2022 a unitização como combinação de volumes; 
\u2022 o espaço como condição de estocagem; 
\u2022 o pessoal \u2013 executantes de tarefas no processo de movimentação e armazenagem; 
\u2022 a evolução como um conjunto de variáveis que resultam em um projeto \ufb02exível, 
adaptável a mudanças 
 
Classi\ufb01cação dos armazéns 
 
Devido à diversidade, da mesma forma que classi\ufb01camos os itens a serem estocados, os 
armazéns podem ser classi\ufb01cados da seguinte maneira: 
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Armazéns de produção: 
\ufffd Matérias-primas. 
\ufffd Peças adquiridas de terceiros. 
\ufffd Peças semiacabadas. 
\ufffd Materiais em processo. 
\ufffd Produtos acabados. 
\ufffd Peças sobressalentes, manutenção. 
\ufffd Suprimentos diversos. 
\ufffd Sucatas, cavacos, retalhos. 
\ufffd Ferramentas. 
\ufffd Material de embalagem. 
 
Armazéns de distribuição 
\ufffd Atacadistas. 
\ufffd Varejistas. 
 
Além dessa classi\ufb01cação de armazéns, podem também ser classi\ufb01cados os sistemas de 
armazenagem de um produto e a localização do armazém, em função do estágio de fabricação do 
mesmo produto. Podemos classi\ufb01cá-los em três tipos: 
\u2022 Armazéns de matérias-primas. 
\u2022 Armazéns de produtos semielaborados (em processo). 
\u2022 Armazéns de produtos acabados. 
 
Embora não existam diferenças fundamentais entre esses três tipos, pode-se comprovar que, 
do ponto de vista dos métodos de armazenagem, existem algumas diferenças de caráter geral. No que 
diz respeito às matérias-primas e aos produtos semielaborados, observa-se que a maior parte deles 
pode ser estocada no interior dos edifícios que contêm as instalações de produção. Os produtos 
podem ser estocados, de acordo com a fase de desenvolvimento da elaboração desses materiais, em 
uma área descentralizada e próxima aos pontos de consumo. 
 
 Armazenamento de ponto de uso 
 
Algumas vezes, em especial na produção repetitiva e no ambiente JIT (just in time), o estoque 
é armazenado próximo de onde será utilizado. Esse método é excelente, contanto que o estoque seja 
mantido em um nível baixo, e os funcionários da operação possam controlar os registros de estoque. 
Há várias vantagens nessa técnica: 
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\ufffd Os materiais \ufb01cam prontamente acessíveis aos usuários. 
\ufffd O manuseio do material é reduzido ou eliminado. 
\ufffd Os custos de armazenamento central são reduzidos. 
 
Armazenamento central 
 
Em oposição ao estoque de ponto de uso, o armazenamento central contém todo o estoque 
em um lugar central. 
Há várias vantagens nesse sistema: 
\ufffd Facilidade de controle. 
\ufffd Maior facilidade para manter a precisão de registro de estoque. 
 
Processos de estocagem 
 
Quanto aos processos de estocagem, podemos ter a estocagem manual e mecanizada. 
Estocagem manual 
Divide-se em duas formas: 
\ufffd Exclusivamente manual. 
\ufffd Manual, auxiliada por equipamentos guiados por operários. 
Esse tipo de estocagem é mais e\ufb01caz quando: 
\ufffd As operações de movimentação não são frequentes. 
\ufffd O espaço e o movimento são limitados. 
 
Estocagem mecanizada 
A estocagem mecanizada vai desde a operação com uma empilhadeira até complexos sistemas 
de movimentação, integrados com transelevadores, chegando a ser difícil o estabelecimento de limites 
entre a mecanização e a automatização.O objetivo é que as mercadorias sejam estocadas, separadas e 
despachadas com a máxima e\ufb01cácia e o mínimo custo. 
Para atingir isso, o equipamento de movimentação deve ser tratado como um conceito 
integrado. O produto e a embalagem in\ufb02uem na modalidade de transporte, na movimentação e nos 
sistemas de armazenagem a serem empregados. 
Na estocagem manual, o fator limitante liga-se ao homem. Já na mecanizada, os fatores 
determinantes são: 
\u2022 o uso da máxima