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1 1- Introdução O teor de umidade afeta a processabilidade, vida útil, usabilidade e qualidade de um produto. A determinação do teor de umidade preciso, portanto, desempenha uma função importante na garantia de qualidade em muitos setores, como as indústrias Alimentícia, Farmacêutica e de Produtos Químicos. Além disso, o teor de umidade máximo permitido em certos produtos pode ser determinado por legislação. Alguns métodos aplicados para a determinação de umidade por secagem: SECAGEM EM ESTUFAS: A secagem em estufas é o método mais utilizado em alimentos e se baseia na remoção da água por aquecimento. É um método lento que pode levar de 3 a 24 horas em temperatura de 105º C dependendo do alimento. É um método barato e simples pois necessita apenas de uma estufa, uma balança analítica e cadinhos para colocar as amostras. No entanto a exatidão depende de vários fatores como por exemplo a temperatura de secagem, o tamanho das partículas da amostra, o número e posição das amostras na estufa e a formação de crosta na superfície da amostra, entre outros. As partículas dos alimentos devem ser moídas com espessuras menores possíveis para facilitar a evaporação da água. A temperatura de secagem deve ser um pouco acima de 100 ºC para evaporar a água à pressão atmosférica na estufa simples. Porém, na estufa a vácuo, esta temperatura pode ser bastante reduzida (~70ºC), preservando a amostra e evitando a formação de crostas na superfície o que dificulta a evaporação da água. (CECCHI, 2003). SECAGEM POR RADIAÇÃO INFRAVERMELHA: Este tipo de secagem é mais efetivo e envolve penetração do calor dentro da amostra diminuindo o tempo de secagem em até 1/3 do total. O método consiste na desidratação utilizando uma lâmpada de radiação infravermelha com 250 a 500 watts, cujo filamento desenvolve uma temperatura próxima a 700º C. O tempo de secagem varia com a amostra. O peso da amostra deve variar entre 2,5 a 10 g dependendo do conteúdo da água. Equipamentos por secagem 2 infravermelha possuem uma balança que fornece a leitura direta do conteúdo de umidade por diferença de peso. Possui a desvantagem de ser também um método lento por poder secar uma amostra de cada vez. (CECCHI, 2003). SECAGEM EM FORNO DE MICROONDAS: É um método novo que a pesar de não ser um método padrão é rápido e simples. O calor na amostra é distribuído uniformemente tanto na superfície como internamente no alimento, facilitando a evaporação da água e evitando a formação de crosta na superfície, como é característico na secagem em estufa. A amostra é misturada com cloreto de sódio (que evita que a amostra seja espirrada fora do cadinho) e óxido de ferro (que absorve fortemente radiação de microondas acelerando a secagem). Existem fornos de microondas analíticos com balanças, escala digital e computadores para calcular a umidade. A grande vantagem da secagem por microondas é que o poder da energia radiante e o tempo de secagem podem ser calibrados para os diferentes tipos e quantidades de amostras, enquanto isto não é possível no método por secagem em estufa. (CECCHI, 2003). SECAGEM EM DESSECADORES: É um método pouco utilizado pois é muito lento. Os dessecadores são utilizados com vácuo e compostos químicos que absorvem a água. Porém, à temperatura ambiente, a secagem é muito lenta e em alguns casos pode levar até meses. O uso de vácuo e temperatura ao redor de 50 ºC é mais adequado. (CECCHI, 2003). Aula pratica de Análise de Alimentos, tem por objetivo determinar o teor de umidade e sólidos totais de diferentes amostras de alimentos utilizando o método de secagem direta em estufa a 105ºC. 2- Materiais e Método 2.1- Materiais - Estufa a 105ºC - Dessecador com sílica gel - Cadinhos de porcelana - Balança analítica 3 - Espátula e pinça metálica - Multiprocessador - Ralador - Graal e pistilo - Utensílios diversos para preparo de amostras - Papel Kraft ou Alumínio para o quarteamento - Barra de chocolate ao leite - Mexerica - Mortadela 2.2 – Método O método utilizado em laboratório foi o de secagem direta em estufa a 105ºC. As amostras tiveram os devidos preparos iniciais onde: - O chocolate foi ralado e quarteado; - Mortadela foi processada e quarteada. - Mexerica foi processada. Logo após, com o auxílio de uma balança analítica, as amostras foram pesadas (em triplicata). O seguinte procedimento foi adotado: - Por falta e até optimização de tempo, os recipientes (Cadinhos de porcelana) foram mantidos por 1 hora dentro da estufa a 105ºC e logo após adicionados ao Dessecador (por mãos de terceiros) para esfriar. - Foram pesados os recipientes (Cadinhos de porcelana) e anotados os pesos separadamente (triplicata). - Logo após, foi tarado a balança, adicionado a amostra no recipiente e pesado a massa do alimento (triplicata) em aproximadamente em 2g. - O conjunto (recipiente + alimento) permaneceu em estufa a 105ºC. Esse método consiste em ser pesado até peso constante o conjunto, mas por falta de tempo essa pratica não foi realizada. Os conjuntos foram mantidos dentro da estufa a 105ºC por 24h. 4 - Após a secagem, os conjuntos foram retirados da estufa e deixados resfriar no dessecador para que o mesmo não venha absorver a umidade do ambiente (30 min ou mais). - No outro dia e em um horário fora de aula, foram pesados os pesos finais do conjunto. Com os valores de massa inicial e massa final, foram calculados a %Umidade e %Sólidos totais através das equações: %Umidade = 𝑃𝐴 − 𝑃𝐴𝑆 𝑃𝐴 ∗ 100 %Sólidos totais = 𝑃𝐴𝑆 𝑃𝐴 ∗ 100 3 - Resultados e Discussão As Tabelas a seguir, contém todos os dados coletados experimentalmente em laboratório. Tabela 1 – Chocolate. O cadinho de número 7 foi retirado dos cálculos pois o valor de (PAS) estava negativo e não condizia com os demais; O resultado negativo pode ser atribuído a um descuido na hora de anotar as medidas. Os resultados obtidos na análise do chocolate apontam que o mesmo tem uma %Umidade baixa: (1,37 ± 0,01). Esse valor está dentro do estimado pelo artigo Influência de diferentes agentes de corpo nas características reológicas e sensoriais de chocolates diet em sacarose e light em calorias ”O chocolate ao leite deve apresentar um teor de umidade entre 0,50 e 1,50%. Valores superiores podem ocasionar aumento da viscosidade do produto” (2007, p. 619). 5 Como a %Sólidos totais (98,63 ± 0,01) é inversamente proporcional a %Umidade, podemos concluir então que ambos está dentro do esperado. Tabela 2 - Mexerica Os resultados obtidos na análise da mexerica apontam que a mesma tem uma %Umidade alta: (89,54 ± 0,85). A %Umidade encontrada experimentalmente é pouco elevada, porem condiz com a monografia ANALISE COMPARATIVA DOS MACRONUTRIENTES NA TANGERINA: PONKAN E CRAVO (2016, p. 33). Como %Sólidos totais (10,46 ± 0,85) é inversamente proporcional a %Umidade, podemos concluir então que ambos está dentro do esperado. Tabela 3 - Mortadela Os resultados obtidos na análise da mortadela apontam que a mesma tem uma %Umidade: (53,46 ± 0,17). Como a %Sólidos totais (46,54 ± 0,17) é inversamente proporcional a %Umidade e o valor de umidade encontrado na mortadela está dentro 6 Máximo permitido pelo REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE MORTADELA (p. 3), podemos concluir que ambos estão dentro do esperado. 4 – Conclusão Pode se concluir que, O Chocolate analisado na pratica apresenta a %Umidade relativamente baixa como esperado; A Mexerica apresenta um valor de %Umidade alta comoesperado; E a Mortadela analisada na pratica em laboratório apresenta uma %Umidade que condiz com o regulamento técnico de identidade e qualidade da mortadela. 5 – Referencias 1 - ANÁLISE: Ponkan e Cravo. In: NOGUEIRA, Michelle Neice Teixeira. DETERMINAÇÃO DE MACRONUTRIENTES NA TANGERINA: PONKAN E CRAVO, COMERCIALIZADAS EM FEIRA DE SÃO LUIZ - MA. Orientador: Prof. Dr: Nestor Everton Mendes Filho. 2016. Monografia (Curso de Química Industrial) - Graduação, [S. l.], 2016. p. 40. Disponível em: https://monografias.ufma.br/jspui/bitstream/123456789/1508/1/MichelleNogueira.pdf. Acesso em: 23 ago. 2019. 2 - CECCHI, H. M. Fundamentos teóricos e práticos em análise de alimentos. 2.ed. Campinas: Editora UNICAMP, 2003. 207p. 3 - EMBRAPA, INFOTECA. Princípio da Secagem de Alimentos. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/883845/1/doc276.pdf. Acesso em: 24 Agos. 2019. 4 - GOMES, Cristiane Rogrigues, ET AL. Influência de diferentes agentes de corpo nas características reológicas e sensoriais de chocolates diet em sacarose e light em calorias. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, vol. 27, núm. 3, julio- septiembre, 2007, pp. 614-623. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/3959/395940083029.pdf. Acesso em: 24 Agost. 2019. 5 - REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE MORTADELA. Disponível em: encurtador.com.br/frxLZ .Acesso em: 25/08/2019. 6 - UFRGS. Métodos de Determinação de Umidade por Secagem. Disponível em: https://lume-re- 7 demonstracao.ufrgs.br/composicaoalimentos/umidade/metodos_secagem.php. Acesso em: 24 Agos. 2019. JANDAIA DO SUL 2019