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Avaliação da Aprendizagem – Profa. Jaqueline Barbosa da Silva  
Versão provisória em PDF do conteúdo da disciplina. O autor é o titular dos direitos autorais desta obra. Reprodução não autorizada. Uso 
estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
A disciplina 
 
Caros discentes, 
Nesta disciplina, realizaremos um estudo da avaliação da aprendizagem enquanto objeto de 
referência do campo da avaliação educacional através da construção de seu campo conceitual e 
praxiológico e dos diferentes atributos e modos de conceber e praticar a avaliação das 
aprendizagens dos estudantes. 
 
O presente plano de ensino serve como material de apoio para a disciplina “Avaliação da 
Aprendizagem”, que vivenciaremos neste primeiro semestre de 2011. Os conteúdos a serem 
trabalhados nas quatro unidades de estudo se basearam no livro AVALIAÇÃO NA PERSPECTIVA 
FORMATIVA-REGULADORA: pressupostos teóricos e práticos, de autoria do Prof. Dr. Janssen Felipe 
da Silva (Professor do Núcleo de Formação Docente/Campus Acadêmico do Agreste – Universidade 
Federal de Pernambuco/Docente permanente dos Programas de Pós-Graduação em Educação do 
Centro de Educação e do Centro Acadêmico do Agreste da UFPE/E-mail: 
janssenfelipe@hotmail.com). 
 
Nossa intenção ao adaptar os conteúdos do livro à disciplina foi a de oferecer subsídios para a 
reflexão no campo da avaliação educacional do ensino e aprendizagem em contextos significativos 
para o ensino básico da Língua Portuguesa e de Literatura de Língua Portuguesa, a partir dos 
pilares da avaliação formativa-reguladora, no que se refere à tomada de consciência pelos 
educadores à escola sedutora e à formação do docente como intelectual transformador. 
 
Queremos, portanto, contextualizar os pressupostos teóricos e epistemológicos da avaliação 
educacional do ensino e aprendizagem, caracterizando as concepções prática e político-pedagógica 
face à função social da educação escolar no cenário da educação brasileira, visando à compreensão 
do educando enquanto sujeito e agente desse processo. Esse objetivo será alcançado por meio dos 
conteúdos e propostas de atividades distribuídas em quatro unidades de ensino, ao longo da 
disciplina, às quais terão o intuito de levá-los(as), a: 
 
 Avaliação da Aprendizagem – Profa. Jaqueline Barbosa da Silva  
Versão provisória em PDF do conteúdo da disciplina. O autor é o titular dos direitos autorais desta obra. Reprodução não autorizada. Uso 
estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
1) Conhecer os pressupostos teóricos e epistemológicos da avaliação educacional do ensino e 
aprendizagem, no âmbito da função social da educação escolar brasileira. 
2) Discutir a concepção prática e pedagógica da avaliação formativa-reguladora e sua importância 
na organização do trabalho pedagógico. 
3) Compreender a formação docente na práxis da dinâmica pessoal e coletiva. 
4) Refletir sobre a pertinência, a validade e os desafios epistemológicos e práticos dos processos 
avaliativos. 
 
O plano da disciplina foi organizado segundo a distribuição dos conteúdos referentes aos capítulos 
3, 4 e 5, que compõem o livro-base. E, assim, as propostas de atividades tomaram como eixo a 
discussão teórica abordada no livro, a partir de autores renomados na área da avaliação, Ana Maria 
Saul, Phillipe Perrrenoud, Jussara Hoffmann, etc. 
 
Para o trabalho na unidade de estudo I, a discussão dos aspectos teóricos e epistemológicos da 
avaliação esta fundamentada pela trajetória do paradigma educacional. 
 
Na unidade II, a concepção prática e pedagógica da avaliação foi enfocada a partir do pressuposto 
da avaliação formativa-reguladora. 
 
Na unidade III, as exigências sobre a ação profissional do(a) professor(a) e sua formação é a 
premissa norteadora para a compreensão do docente como intelectual transformador: ensinar na e 
para a vida; compreender o aprendente como indivíduo global, histórico, situado que precisa 
responder aos problemas da vivência em sociedade; entender os processos de aprendizagem como 
dinâmicas pessoais e coletivas; considerar que a problemática de ensinar não se centra na 
transmissão dos conteúdos, mas em como se aprende e para que se aprende; reconhecer que o 
ato de educar é um ato político que exige um posicionamento do(a) professor(a) frente aos 
embates travados na sociedade; e que a educação escolar contribui para um projeto de sociedade. 
 
 Avaliação da Aprendizagem – Profa. Jaqueline Barbosa da Silva  
Versão provisória em PDF do conteúdo da disciplina. O autor é o titular dos direitos autorais desta obra. Reprodução não autorizada. Uso 
estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
Na unidade IV, a avaliação educacional do ensino e aprendizagem é debatida à luz da função social 
da educação escolar, considerando sua complexidade quanto à pertinência, à validade e aos 
desafios epistemológicos e práticos dos processos avaliativos. 
 
Frisamos que a proposta da disciplina não pretende anular sua autonomia na realização das 
atividades. No decorrer do processo, você pode contribuir com a discussão dos conteúdos, 
participando ativamente do processo de interação, sugerindo leituras, indicando materiais, 
socializando descobertas, pois o sucesso da aprendizagem se materializará com o envolvimento e a 
participação ativa de cada um(a) de vocês, discentes matriculados neste Curso. 
 
Por fim, reconhecemos que a disciplina Avaliação da Aprendizagem é mais um componente 
curricular que se aliará aos demais, com o objetivo de contribuir com a formação de professores 
para o ensino básico da Língua Portuguesa e de Literatura de Língua Portuguesa, especificamente 
no que se refere à apreensão de uma concepção de educação que oportunize dialogar com os 
pressupostos pedagógicos e que privilegie a aprendizagem dos educandos. 
 
Ao longo dessas quatro unidades de estudo, cabe destacar uma atividade que irá acompanhar toda 
a sua produção no decorrer do estudo. Trata-se da escrita de um memorial, cuja finalidade é 
registrar, de forma reflexiva, os aspectos mais importante de cada conteúdo trabalhado, 
assinalando as possibilidades e os limites na trajetória das aprendizagens. A sistematização deste 
material será feita a partir do estudo, da experiência, das dicas e orientação, quando necessária, 
ao longo da disciplina, para que seja publicado ao término da unidade IV na plataforma Moodle. 
 
Antes deste material ser disponibilizado para o acesso do coletivo do grupo, vocês deverão 
antecipar comentários, reflexões e retirar dúvidas no último fórum de conversa intitulado 
“Trajetórias de aprendizagens sobre avaliação”. 
 
Que tenhamos uma ótima experiência de diálogo e troca de conhecimentos ao longo do nosso 
trabalho! 
Abraços! 
Jaqueline Barbosa 
 Avaliação da Aprendizagem – Profa. Jaqueline Barbosa da Silva  
Versão provisória em PDF do conteúdo da disciplina. O autor é o titular dos direitos autorais desta obra. Reprodução não autorizada. Uso 
estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
Ementa
 
Estudo da avaliação da aprendizagem enquanto objeto de referência do campo da avaliação 
educacional: a construção de seu campo conceitual e praxiológico; os diferentes atributos e modos 
de conceber e praticar a avaliação das aprendizagens dos alunos. 
 
Referências 
 
ANASTASIOU, Lea das Graças Camargos. Avaliação, Ensino e Aprendizagem: anotações para ações 
em currículo com matrizintegrativa... In: SILVA, Aida Maria Monteiro; MACHADO, Laêda Bezerra; 
MELO, Márcia Maria de Oliveira e AGUIAR, Maria da Conceição Carrilho de. Novas subjetividades, 
currículo, docência e questões pedagógicas na perspectiva da inclusão social, Recife: 
ENDIPE, 2006. pp. 69-90. 
BRASIL. O que é a avaliação?. In: Primeiro programa da série da TV Escola – Avaliação e 
aprendizagem, Mídias na educação – NCE, MEC, 2002. Disponível em http://midiaseducacao-
videos.blogspot.com/2007/12/o-que-avaliao.html. Acesso em 10 de janeiro de 2011. 
______. Ciclo de aprendizagem e avaliação. In: Segundo programa da série da TV Escola – 
Avaliação e aprendizagem, Mídias na educação – NCE, MEC, 2002. Disponível em 
http://midiaseducacao-videos.blogspot.com/2007/10/ciclo-de-aprendizagem-e-avaliao.html. 
Acesso em 10 de janeiro de 2011. 
______. Avaliação e contexto social. In: Terceiro programa da série da TV Escola – Avaliação e 
aprendizagem, Mídias na educação – NCE, MEC, 2002. Disponível em 
http://midiaseducacao-videos.blogspot.com/2007/12/avaliao-e-contexto-social.html. Acesso em 10 
de janeiro de 2011. 
______. Projetos educacionais e avaliação. In: Quarto programa da série da TV Escola – 
Avaliação e aprendizagem, Mídias na educação – NCE, MEC, 2002. Disponível em 
http://midiaseducacao-videos.blogspot.com/2007/10/projetos-educacionais-e-avaliao.html. Acesso 
em 10 de janeiro de 2011. 
 Avaliação da Aprendizagem – Profa. Jaqueline Barbosa da Silva  
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______. Prova Brasil, INEP/MEC, Brasília, 2009. Disponível em 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=210&Itemid=324. 
Acesso em 28 de fevereiro de 2011. 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, 37ª ed., SP: 
Paz e Terra, 2008. 
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva construtiva, Porto Alegre: 
Mediação, 36ª ed., 2005. 
__________. Avaliar para promover: as setas do caminho, 8ª ed., Porto Alegre: Mediação, 
2006. 
KENSKI, Vani Moreira. Caminhos futuros nas relações entre novas educações e tecnologias. In: 
SILVA, Ainda Maria Monteiro; MACEDO, Francimar Martins Teixeira; MELO, Márcia Maria de 
Oliveira; e, BARBOSA, Maria Lúcia de Figueiredo (Orgs.). Políticas Educacionais, Tecnologias e 
Formação do Educador: repercussões sobre a didática e as práticas de ensino, Recife: ENDIPE, 
2006. pp. 213-226. 
LEAL, Telma Ferraz. Intencionalidades da avaliação na língua portuguesa. In: SILVA, Janssen Felipe 
da; HOFFMANN, Jussara e ESTEBAN, Maria Teresa (Orgs.). Práticas avaliativas e 
aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo, 6ª ed., Porto Alegre: 
Mediação, 2008. pp.19-31. 
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas 
lógicas, trad. Patrícia Chittoni Ramos, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999. pp. 09-16. 
SALINAS, Dino. Prova amanhã! A avaliação entre a teoria e a realidade, trad. Magda 
Schwartzhaup Chaves, Porto Alegre: Artmed, 2004. 
SANTIAGO, Maria Eliete. Trabalho pedagógico e avaliação educacional. In: NETO, José Batista e 
SANTIAGO, Maria Eliete (Orgs.). Formação de professores e prática pedagógica, Recife: 
Fundação Joaquim Nabuco, Ed. Massangana, 2006. pp. 121-129. 
SAUL, Ana Maria. Avaliação Emancipatória: desafios à teoria e à prática de avaliação e 
reformulação de currículo, 7ª ed., São Paulo: Cortez, Autores Associados, 2006. pp. 25-64 
SILVA, Janssen Felipe da. Avaliação na perspectiva formativa-reguladora: pressupostos 
teóricos e práticos, 3ª ed., Porto Alegre: Mediação, 2010. 
ZABALA, Antoni. Prática educativa, Porto Alegre: Artmed, 1998. 
 Avaliação da Aprendizagem – Profa. Jaqueline Barbosa da Silva  
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Sumário
 
1. A AVALIAÇÃO EDUCACIONAL DO ENSINO E APRENDIZAGEM: campo conceitual e 
praxiológico 
1.1 Origem histórica e epistemológica da avaliação educacional 
1.2 Concepções e procedimentos da avaliação no âmbito da educação brasileira 
2. PRESSUPOSTOS DA AVALIAÇÃO FORMATIVA-REGULADORA 
2.1 Pedagogia do encantamento e os pressupostos pedagógicos 
2.2 Educabilidade 
2.3 Pedagogia diferenciada 
2.4 Pesquisa como princípio do trabalho pedagógico 
2.5 Centralidade nas aprendizagens significativas 
2.6 Escola como lócus de aprendizagens, de multiplicidade cultural, de tensão e aberta a 
mudanças 
2.7 Currículo flexível e contextualizado 
2.8 Projeto Político-Pedagógico como elemento articulador e orientador da prática 
pedagógica 
2.9 Compromisso social 
3. EXIGÊNCIAS SOBRE A PRÁXIS E A FORMAÇÃO DOCENTE 
3.1 O desenvolvimento integrado e contínuo nas trajetórias de aprendizagem 
3.2 Intencionalidades do professor como intelectual transformador 
4. DESAFIOS EPISTEMOLÓGICOS E PRÁTICOS DA AVALIAÇÃO EDUCACIONAL DO ENSINO 
E APRENDIZAGEM 
4.1 Princípios norteadores da avaliação formativa-reguladora 
4.2 Procedimentos avaliativos 
4.3 Natureza das tarefas e dos instrumentos avaliativos 
 Avaliação da Aprendizagem – Profa. Jaqueline Barbosa da Silva  
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1. A avaliação educacional do ensino e 
aprendizagem: campo conceitual e praxiológico
 
 
OBJETIVO: conhecer os pressupostos teóricos e epistemológicos da 
avaliação educacional do ensino e aprendizagem, no âmbito da função 
social da educação escolar brasileira. 
 
 ATIVIDADE 1 
No nosso primeiro encontro, voltaremos no tempo, recorrendo a nossa 
lembrança/memória de um passado que vez ou outra contamina o nosso 
presente e registrando lembranças da nossa trajetória de escolarização, 
que marcaram nossa experiência como estudante. Entre as situações 
recordadas, você pode registrar aquela considerada como significativa e 
marcante ou, talvez, uma situação que, na sua opinião, não deveria ser 
levada para a prática profissional. Não esqueça de destacar as pessoas 
presentes, o espaço e o contexto de ocorrência. 
Aguardo o registro e comentário no Fórum “Memória de situações 
avaliativas que marcaram a trajetória de escolarização”, no período de 12 
a 26 de março, para que possamos compartilhar as lembranças. 
 
1.1 Origem histórica e epistemológica da 
avaliação educacional
 
A conversa inicial de resgate da memória de situações avaliativas que marcaram a trajetória de 
escolarização de vocês revelaram indiretamente nossas concepções de avaliação, ao anunciar 
práticas pedagógicas que lançaram mão de tratamentos (in)desejáveis evocados das experiências 
que compreendem a avaliação de forma equivocada. Ao mesmo tempo, também percebemos 
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apreciações que ora ressaltaram o julgamento de valor sobre os resultadosalcançados nas relações 
estabelecidas e ora evidenciaram a concepção reducionista da avaliação, que parece muitas vezes 
desconectada do mundo. 
 
Embora, essas multiplicidades de vivências tenham marcado a nossa forma de compreender a 
avaliação, não podemos negar a influência dos nossos mestres com o pensamento de Ralph W. 
Tayler. 
 
 FIQUE POR DENTRO 
Ralph W. Tyler (1902-1994) educador norte-
americano de grande influência na teoria da 
avaliação educacional no Brasil. Defensor da 
proposta de “avaliação por objetivos” ficou 
conhecido nos meios educacionais pelo enfoque 
comportamentalista, destinado ao julgamento e 
modificação dos comportamentos. Dentre os 
trabalhos desenvolvidos, causou grande e 
duradouro impacto nos meios educacionais com o 
“Estudo dos Oito Anos”, o qual incluía uma variedade de procedimentos 
avaliativos tais como: testes, escalas de atitude, inventários, 
questionários, fichas de registro de comportamento (check lists) e outras 
medidas para colher evidências sobre o rendimento dos discentes numa 
perspectiva longitudinal. 
 
Vamos agora conhecer a origem histórica e epistemológica da avaliação educacional, aquela que 
considera a ideia de um único modelo de sociedade cunhado pela modernidade; e uma outra que 
transita pelo contexto difuso e obscuro das possibilidades da transição paradigmática, o qual 
emerge de uma realidade socioeducacional marcada por profundas ressignificações e conflitos em 
busca de novos sentidos para o currículo, a organização do trabalho pedagógico e a relação entre 
ensino e aprendizagem. 
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Em seu sentido amplo, a avaliação apresenta-se como atividade associada à experiência cotidiana 
do ser humano, podendo ser compreendida como “[...] um conjunto de experiências e de vivências 
de professores e de alunos que tendem a evidenciar ou constatar determinadas aprendizagens do 
aluno com a finalidade de julgá-las” (SALINAS, 2004, p. 23). 
 
Quando centrada no paradigma educacional das aprendizagens significativas, a avaliação é 
concebida como “processo/instrumento de coleta de informações, sistematização e interpretação 
das informações, julgamento de valor do objeto avaliado através das informações tratadas e 
decifradas, e por fim, tomada de decisão” (SILVA, 2008, pp. 12-13). 
 
Quanto à avaliação da aprendizagem, Saul (2006, p. 48) define como 
 
 [...] uma das dimensões do papel do professor, transformou-se 
numa verdadeira “arma”, em um instrumento de controle que tudo pode. 
Através deste uso exacerbado do poder, o professor mantém o silêncio, a 
“disciplina” dos alunos; ganha a “atenção” da classe, faz com que os 
alunos executem as tarefas de casa, não esqueçam os materiais... 
 
 
Vale lembrar que essas definições não esgotam a realidade nem o sentido das práticas. A seguir, 
serão estabelecidas breves considerações que dizem respeito às mudanças do contexto social que 
afetam diretamente a educação, a prática educativa e o ato de avaliar. 
 
 A desestabilização da ordem moderna abre as portas das 
possibilidades como também das incertezas, encorajando-nos a sermos 
construtores de paradigmas alicerçados na relação entre a localidade e a 
globalidade, numa dinâmica de negociações constantes entre os 
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diferentes. Por isso a realidade não comporta teorias fechadas, restritas, 
ações uniformes e pensamentos lineares. 
SILVA, 2010, p. 23. 
 
A proliferação dos pressupostos positivistas no tocante à avaliação da aprendizagem fez registrar a 
expansão das atividades de desenvolvimento do currículo, acentuando a necessidade de avaliar os 
programas educacionais. 
 
 LEITURA BÁSICA 
Para aprofundar a discussão, recorrer à leitura de Ana Maria Saul 
(2006, pp. 25-64). 
 
 
E, assim, as abordagens quantitativa e qualitativa marcaram o panorama da avaliação educacional. 
 
Na abordagem quantitativa, os pressupostos éticos, epistemológicos e metodológicos carregam 
influência do rigor positivista, identificados na defesa da objetividade, no método hipotético-
dedutivo, nas normas da metodologia estatística, numa maior ênfase nos produtos e resultados, no 
controle rigoroso, na manipulação e neutralidade, de modelo experimental e uma tendência a 
generalizações estatísticas. 
 
De acordo com essas considerações, a educação é concebida como um processo meramente 
tecnicista, assumindo a diferença entre fatos e valores, fins e objetivos e a neutralidade da 
intervenção tecnológica, através da comprovação dos objetivos previamente estabelecidos. 
Em reação a abordagem quantitativa, na década 60 se instalou o modelo qualitativo, com o 
propósito de compreender a realidade a fim de interpretar e intervir, bem como considerar a 
relativa objetividade da ciência. 
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Esses dois modelos se inserem na discussão do panorama da avaliação educacional, mas não se 
esgotam em si mesmo. Apesar de não haver registro na literatura, conforme afirma Saul (2006), o 
surgimento do paradigma da avaliação emancipatória busca romper com os paradigmas clássicos, 
apresentados anteriormente, associando-se a três vertentes teórico-metodológicas: avaliação 
democrática, crítica institucional e pesquisa participante, caracterizada conforme a descrição 
apresentada no quadro a seguir. 
 
O PARADIGMA DA AVALIAÇÃO EMANCIPATÓRIA 
Características Descrição 
Natureza da 
avaliação 
Processo de análise e crítica de uma dada realidade visando a sua 
transformação. 
Enfoque • Qualitativo. 
• Praxiológico: busca aprender o fenômeno em seus movimentos e em 
sua relação com a realidade, objetivando a sua transformação, e não 
apenas a sua descrição. 
Interesse 
 
Emancipador, ou seja, libertador; visa provocar a crítica, libertando o 
sujeito de condicionamentos determinados. 
Vertente Político-pedagógica. 
Compromissos • Propiciar que pessoas direta ou indiretamente atingidas por uma ação 
educacional escrevam a sua própria história. 
• O avaliador se compromete com a “causa” dos grupos que se propõe 
a avaliar. 
Conceitos básicos • Emancipação. 
• Decisão democrática. 
• Transformação. 
• Crítica educativa. 
Objetivos • “Iluminar” o caminho da transformação. 
• Beneficiar audiências em termos de torná-las autodeterminadas. 
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Alvos da avaliação Programas educacionais ou sociais. 
Pressupostos 
metodológicos 
• Antidogmatismo. 
• Autenticidade e compromisso. 
• Restituição sistemática(direito à informação). 
• Ritmo e equilíbrio da ação-reflexão. 
Momentos da 
avaliação 
• Descrição da realidade. 
• Crítica da realidade. 
• Criação coletiva. 
Procedimentos • Dialógico. 
• Participante. 
• Utilização de técnicas do tipo: entrevistas livres, debates. 
Tipos de dados • Predominantemente qualitativos. 
• Utilizam-se também dados quantitativos. 
Papel do avaliador • Coordenador e orientador do trabalho avaliativo. 
• O avaliador, preferentemente, pertence à equipe que planeja e 
desenvolve um programa. 
Requisitos do 
avaliador 
• Experiência em pesquisa e em avaliação. 
• Habilidade de relacionamento interpessoal. 
Fonte: Ana Maria Saul, Avaliação Emancipatória: desafios à teoria e à prática de avaliação e reformulação de 
currículo, 2006, p. 64. 
 
Agora vamos rever os paradigmas apresentados anteriormente no desdobramento das concepções 
e práticas avaliativas permeadas no âmbito da educação brasileira. 
 
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1.2 Concepções e procedimentos da avaliação no 
âmbito da educação brasileira
 
O paradigma centrado no ensino responsabilizou a escola pela forma linear e uniforme de ensinar, 
distanciando-se das necessidades das comunidades, tornando um lugar dos conteúdos 
fragmentados e da aplicação de instrumentos que visam diagnosticar o desempenho. 
 
Nesse paradigma identificamos equívocos e contradições em torno da dicotomia educação e 
avaliação. Os professores têm a tendência de dicotomizar o ato de educar e o momento da 
avaliação, como sendo ações distintas e não relacionadas. Ou seja, cria-se constantemente 
“hierarquias de excelência”, denominação utilizada por Perrenoud (1999) para designar as 
comparações, classificações, normas, definições preestabelecidas pelo sistema educativo e 
assumidas na prática dos professores na relação com os discentes. 
 
 LEITURA BÁSICA 
Para compreender as duas principais lógicas do sistema, a 
tradicional e a emergente, estamos indicando o estudo de 
Perrenoud (1999, pp. 09-16). 
 
Hoffmann (2005, p. 15) nos chama a atenção quanto ao papel da avaliação, sendo ela essencial à 
educação, inerente e indissociável enquanto concebida como problematização, questionamento e 
reflexão sobre a ação. Para a autora, um(a) professor(a) que não avalia constantemente a ação 
educativa, no sentido indagativo, investigativo do termo, instala sua docência em verdades 
absolutas, pré-moldadas e terminais. 
Essa postura rígida assumida pelo docente no processo avaliativo revela sua função seletiva, 
classificatória, burocrática, punitiva, a qual foi responsável ao longo da trajetória da educação 
brasileira pela descaracterização da avaliação como processo de construção do conhecimento. 
 
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E assim, cabe nos interrogarmos sobre: 
 
Qual o nível de consciência dos docentes quanto às influências 
teóricas em sua prática? 
Em que medida os professores se percebem recorrendo a práticas 
que enfatizam posturas autoritárias? 
Ou, ainda, quais os esforços demonstrados na superação das 
práticas que atribuem sentido e significado à aprendizagem dos 
estudantes, rompendo com o caráter metódico e 
instrumentalizado? 
 
Com essa reflexão inicial, reiteramos o quanto os docentes podem estar desempenhando suas 
práticas sob a influência de modelos paradigmáticos centrados na forma discriminatória e seletiva 
do ensino. 
 
É importante ainda salientar as diferentes implicações na interação professor(a)-estudante diante 
do pressuposto da avaliação somativa e da avaliação formativa. 
 
AVALIAÇÃO SOMATIVA AVALIAÇÃO FORMATIVA 
Os resultados são do(a) professor(a). O(A) professor(a) compartilha os resultados 
com o estudantes. 
Passa ao lado do processo de aprendizagem. Entra no processo de aprendizagem e faz 
parte integrante dele. 
Tem como objetivo classificar os estudantes e 
certificar os níveis. 
Tem como objetivo promover o processo 
ensino-aprendizagem. 
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 DE OLHO VIVO 
Para uma breve revisão dos conteúdos apresentados nesta unidade, 
acesse o primeiro programa da série da TV Escola – Avaliação e 
aprendizagem, intitulado “O que é avaliação?”, disponível em: 
http://midiaseducacao-videos.blogspot.com/2007/12/o-que-
avaliao.html. 
SINOPSE DA SÉRIE: A série é composta de quatro programas que trata das 
diversas metodologias utilizadas para avaliar o aprendizado dos estudantes: 
avaliação diagnóstica, formativa e somativa. Mostra que não há um modelo a ser 
seguido. É preciso desenvolver um processo de avaliação de acordo com o projeto 
político-pedagógico da escola. A série também levanta questões como "O que é 
avaliação? Por que avaliar? O que e como avaliar?", além de abordar critérios para 
a construção do processo de avaliação e as dificuldades cotidianas encontradas 
para implementar uma nova cultura avaliativa. 
Nesse primeiro programa, vamos revisar os pressupostos trabalhados 
nesta unidade de estudo. 
 
 ATIVIDADE 2 
O inicio da escrita do memorial privilegiou uma das situações vivenciadas 
na trajetória de escolarização. Para a continuidade dessa sistematização, 
explicite, a partir dos estudos de Saul (2006, pp. 25-64), Perrenoud 
(1999, pp. 09-16), além das demais reflexões teóricas que você tenha 
acessado para a discussão do conteúdo nesta unidade de estudo, a quem 
deve servir a avaliação? 
Atenção: Ao final de cada Unidade de Ensino, após a realização das 
leituras obrigatórias e demais atividades indicadas, siga o mesmo 
procedimento orientado nesta atividade, quanto ao registro no memorial 
das descobertas, reflexões e aprendizagens. 
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2. Pressupostos da avaliação formativa-
reguladora
 
 
OBJETIVO: discutir a concepção prática e pedagógica da avaliação 
formativa-reguladora e sua importância na organização do trabalho 
pedagógico. 
 
Quando se expressa a terminologia avaliação, de forma quase que espontânea, vem de imediato à 
mente os instrumentos que utilizamos com os estudantes e os resultados que se obtém com os 
mesmos. E essa concepção não é exclusiva do(a) professor(a), mas, principalmente, dos 
estudantes e seus familiares. 
 
Como afirma Zabala (1998, p. 195), 
 
 Os professores, as administrações, os pais e os próprios alunos se 
referem à avaliação como o instrumento ou processo para avaliar o grau 
de alcance, de cada menino e menina, em relação a determinados 
objetivosprevistos nos diversos níveis escolares. 
 
 
Diante dessa compreensão, eliminamos um velho chavão recorrente entre nós, discentes e 
docente, que é reduzir o (in)sucesso da prática escolar a atribuição de valores numéricos dados as 
tarefas sem a devida definição de critérios. 
 
Isso não é avaliação! 
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estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
Como nos afirma Freire (2008, p. 47) “[...] ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as 
possibilidades para a sua produção ou a sua construção”. Nessa lógica, a avaliação não pode ser 
concebida como sendo uma prova, um teste, um questionário, entre outros. 
 
Vamos recuperar a definição de avaliação em Hoffmann (2006, p. 40) 
 
 [...] encontro, abertura ao diálogo, integração. Uma trajetória de 
conhecimentos percorrida num mesmo tempo e cenário por alunos e 
professores. Trajetos que se desencontram, por vezes, e se cruzam por 
outras, mas seguem em frente, na mesma direção. 
 
Ou seja, 
 
 O processo de aprendizagem do aluno não segue percursos 
programados a priori pelo professor. É no cotidiano escolar que os alunos 
revelam, tempos e condições necessárias ao processo. O tempo da 
avaliação é decorrente de suas demandas e estratégias de aprendizagem 
e não do curso das atividades inicialmente previstas pelos professores. 
Uma tarefa igual não é cumprida ao mesmo tempo por todos, porque não 
representa o mesmo desafio, o que vale para inúmeras situações. Fazê-los 
cumprir ao mesmo tempo prejudica os alunos que têm mais dificuldade, e 
o “tempo de espera” torna-se fator desestimulante para outros. Isso se 
transfere a qualquer situação escolar, o que sugere ao professor o ajuste 
do tempo e das provocações frente à heterogeneidade do grupo, 
respeitando-a uns e outros em seus tempos. 
Idem, p. 41. 
 
Podemos, assim, pensar em como nos fazemos professores e estudantes ao mesmo tempo nesse 
processo, uma vez que somos seres inacabados que pertencemos a uma instituição chamada 
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escola, que tem como principal responsabilidade orientar a construção dos sujeitos e agente nela 
envolvida. 
 
 
Esse desafio nos aproxima dos pressupostos da chamada avaliação formativa-
reguladora, a qual, segundo Silva (2010), envolve alguns princípios pedagógicos, 
os quais exemplificaremos em seguida. 
 
 
 VOCÊ SABIA? 
Avaliar # Medir 
Avaliar - é, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidade de aprendizagem 
e manter uma postura de abertura permanente às disponibilidades reais e 
as múltiplas interpretações. 
Medir - conotação de atribuição a valores numéricos que utiliza-se, 
geralmente, de escalas padrões (0 a 10 ou 0 a 100) ou conceitos 
escalonados e vale-se de sua impressão geral. 
 
2.1 Pedagogia do encantamento e os 
pressupostos pedagógicos
 
Ao considerar que a educação é um processo de envolvimento das diversas dimensões do ser 
humano (afetiva, religiosa, intuitiva, racional, instintiva, etc), as práticas educativas se alicerçam 
no respeito às diferenças advindas do compromisso social mais amplo que envolve um projeto 
societário. 
 
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2.2 Educabilidade
 
Os focos da avaliação são o ensino (o quê e como se ensina) e a aprendizagem (o quê e como se 
aprende), entendendo que todos os estudantes aprendem, sendo que o que os diferencia são seus 
ritmos e suas formas (idem, pp. 33-34). 
 
2.3 Pedagogia diferenciada
 
A compreensão desse pressuposto exige uma aproximação com os conceitos de antecipação e 
mediação. 
 
Na antecipação, o processo avaliativo é alimentado pela coleta de informações que desvelam os 
impedimentos que dificultam os processos de aprendizagem. 
 
Na mediação, há uma complementação da anterior, servindo de regulação entre a ação docente e 
discente durante a efetivação das situações didáticas (ibidem). 
 
Ou seja, Silva (2010, p. 35) nos alerta sobre a compreensão desse princípio pedagógico afirmando 
que 
 
 Diferenciar a pedagogia não é simplesmente diversificar as 
atividades, não é apenas adotar inúmeras situações de ensino, é tornar 
cada seqüência didática significativa para os aprendentes. E ser 
significativa é dialogar com as necessidades de aprendizagens 
encontradas na heterogeneidade da sala de aula, tendo a intencionalidade 
de formar sujeitos críticos e participativos para a vivência social. 
 
. 
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2.4 Pesquisa como princípio do trabalho 
pedagógico
 
Esse pressuposto toma a pesquisa como princípio do trabalho pedagógico, ressaltando que 
 
 [...] a pesquisa docente não visa normatizar ou regulamentar a 
prática educativa e a realidade socioeducacional [...]. A pesquisa na 
escola produz conhecimentos que tornam a ação educativa mais reflexiva, 
consistente e pertinente com os condicionamentos do real. 
SILVA (2010, p. 36). 
 
Como vocês estão observando, a pesquisa ultrapassa a ideia de uma 
mera informação. O cotidiano torna-se objeto de investigação e conduz a 
situações didáticas pertinentes ao contexto socioeducacional. 
 
 ATENÇÃO 
Veja o exemplo a seguir e realize seu registro individualmente para 
socializar posteriormente no fórum de conversa, referente à atividade 3, 
identificando os propósitos avaliativos e a condução da professora no 
encaminhamento da tarefa. 
 
Desenvolvendo um estudo sobre eleições, no Estado, uma turma de 
alunos, da 6ª série (7° ano do Ensino Fundamental ), se propôs a 
entrevistar pessoas da comunidade sobre escolhas de partido político e 
razões para tais escolhas. As entrevistas foram gravadas, filmadas e 
apresentadas à classe em vários dias consecutivos. Como as 
apresentações e discussões se estenderam por um longo tempo, ao final 
do bimestre, a professora da disciplina atribuiu-lhes conceitos pelas 
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entrevistas feitas, porque, conforme justificou, não teve tempo para 
aplicar outras tarefas. Alunos que fizeram um menor número de 
entrevistas receberam conceitos inferiores aos demais. A partir dos 
conceitos atribuídos, ficaram, então, em recuperação. 
Fonte: Depoimento retirado do livro “Avaliar para promover: as setas do caminho”, 
Jussara Hoffmann, 2006, p. 45.NOTA 
Em 6 de fevereiro de 2006, foi aprovada a Lei N° 11.274, que instituiu o 
ensino fundamental de nove anos de duração. No portal do MEC você 
encontra informações sobre o as mudanças decorrente dessa alteração 
(http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=
article&id=12377&Itemid=627). 
 
 VOCÊ SABIA? 
- Nenhum(a) professor(a) possui a habilidade de acompanhar, ao mesmo 
tempo, todos(as) os(as) alunos(as), sobre “o todo” de sua aprendizagem. 
- É impossível avaliar os estudantes todo o tempo. 
- Nem todas as situações de sala de aula ou tarefas realizadas pelo 
discente têm por objetivo a verificação de suas aprendizagens. 
 
2.5 Centralidade nas aprendizagens significativas
 
O desafio do presente pressuposto é não só favorecer as aprendizagens individuais, mas, 
sobretudo, coletivas. Ou seja, deslocar o foco da escola do ensino uniforme para a aprendizagem 
significativa, construindo formas de ensinar e de aprender que integrem os sujeitos. 
 
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O espaço e o tempo educativo nessa perspectiva são revisitados, ressignificando os processos 
didáticos de maneira que favoreça e sejam atrativos para os aprendentes, lhes oferecendo 
possibilidade de superação das aprendizagens mecânicas, baseadas na memorização, na repetição, 
na reprodução e na cópia. 
 
Acerca desse pressuposto, proponho uma reflexão dialética 
entre os destaques e desafios apresentados por Silva (2010) e 
os elementos evidenciados no clipe da música “Estudo Errado”, 
de Gabriel Pensador (1995). 
 
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=m08sChqOgYk
 
Se você já conhece, aproveite a oportunidade para colocar à tona suas ideias. Segue abaixo um 
excerto da letra da música para ajudar nas reflexões do estudo. 
ESTUDO ERRADO 
Gabriel O Pensador 
 
[...] 
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi 
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde 
[...] 
A rua é perigosa então eu vejo televisão 
(Tá lá mais um corpo estendido no chão) 
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação 
- Ué não te ensinaram? 
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil 
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu.. 
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio 
(Vai pro colégio!!) 
Então eu fui relendo tudo até a prova começar 
Voltei louco pra contar: 
 
Manhê! Tirei um dez na prova 
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova 
Decorei toda lição 
Não errei nenhuma questão 
Não aprendi nada de bom 
Mas tirei dez (boa filhão!) 
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Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci 
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi 
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci 
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi 
 
Decoreba: esse é o método de ensino 
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino 
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos 
Desse jeito até história fica chato 
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo 
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo 
[...] 
O sistema bota um monte de abobrinha no programa 
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...) 
[...] 
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre 
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste 
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado? 
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso! 
[...] 
 
Matei a aula porque num dava 
Eu não agüentava mais 
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais 
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam 
(Esse num é o valor que um aluno merecia!) 
[...] 
2.6 Escola como lócus de aprendizagens, de 
multiplicidade cultural, de tensão e aberta a 
mudanças
 
 
Esse pressuposto evidencia a necessidade de criação de uma 
nova cultura avaliativa, compreendendo que a função da 
escola ultrapassa a seleção e a classificação, incluindo uma 
práxis transformadora que toma a escola como lócus de 
aprendizagens, pensando no trabalho pedagógico coletivo, 
dialógico e democrático. 
 
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estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
Essa escola em construção rompe com as barreiras da administração burocrática e materizaliza sua 
função planejando no coletivo suas necessidades culturais, políticas e pedagógicas. 
 
2.7 Currículo flexível e contextualizado
 
Nesse pressuposto, o currículo toma como foco a aprendizagem significativa, destacando a 
diversificação e o diálogo com as necessidades de aprendizagens dos aprendentes. Conforme nos 
lembra Silva (2010, p. 42), um currículo flexível, integrado e contextualizado, possibilita a 
articulação do saber sistemático com o saber do cotidiano, levando a ação docente a tratar os 
conteúdos curriculares oficiais de forma a torná-los significativos aos aprendentes através de 
estratégias de ensino problematizadora. 
 
O esquema a seguir apresenta de forma sistemática uma organização curricular centrada nos 
processos de aprendizagens. 
 
 
 
 
Essa ideia de currículo possibilita a 
articulação do saber sistematizado com o 
saber do cotidiano, levando o docente a 
tratar os conteúdos curriculares oficiais de 
forma a torná-los significativos aos 
aprendentes através de estratégias de ensino 
problematizadora. 
 
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2.8 Projeto político-pedagógico como elemento 
articulador e orientador da prática pedagógica
 
As novas maneiras de organizar, pensar e agir das gerações digitais vão influenciar as ações e 
práticas pedagógicas em todos os seus níveis e formas, nos exigindo uma reflexão no modo de 
pensar e organizar o trabalho na escola influenciada pela nova realidade tecnológica. Para Kenski 
(2006, p. 218) isso vai mudar, e muito, a concepção do ensino. Caem por terra as definições do 
que é ensino presencial ou a distância . Teremos sim, estudantes próximos, em conexão, 
independente do lugar em que estejamos. 
 
 NOTA 
Ver “Caminhos futuros nas relações entre novas educações e tecnologias” 
de Vani Moreira Kenski. In: SILVA, Ainda Maria Monteiro; MACEDO, 
Francimar Martins Teixeira; MELO, Márcia Maria de Oliveira; e, BARBOSA, 
Maria Lúcia de Figueiredo (Orgs.). Políticas Educacionais, Tecnologias e 
Formação do Educador: repercussões sobre a didática e as práticas de 
ensino, Recife: ENDIPE, 2006. pp. 213-226. 
 
 LEITURA COMPLEMENTAR 
Para aprofundar a discussão da tríade teoria educacional,teoria 
pedagógica e trabalho pedagógico convido vocês a se aproximarem 
da leitura de Santiago (2006, pp. 121-129). 
 
No caso da avaliação educacional, o projeto político-pedagógico da escola e o planejamento 
didático do(a) professor(a) se constituem de partilha, colaboração, reflexão e negociação, evitando 
os “arranjos das imprecisões”. 
 
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2.9 Compromisso social
 
Esse último pressuposto conduz ao combate à discriminação sócio-política-econômico-étnica e à 
imposição da cultura do mercado global-excludente. 
 
 [...] o conhecimento acadêmico e experiencial em si só não 
bastam para a ação docente, é preciso se utilizar deles para desenvolver 
uma reflexão fundamentada sobre a realidade vivida. 
SILVA (2010, p. 46). 
 
 
 LEITURA BÁSICA 
No capítulo 3, “Pressupostos da avaliação formativa-reguladora” 
deste livro, você terá a possibilidade de intensificar seus estudos 
sobre a temática abordada nesta unidade. Boas reflexões! 
 
O conjunto desses pressupostos apresenta as exigências que deverão conduzir o trabalho 
pedagógico da escola e do profissional comprometido com a qualidade do ensino. Nessa dinâmica, 
a avaliação formativa-reguladora se aproxima da trajetória de construção do conhecimento, 
enquanto 
 
 [...] mecanismo integrativo e regulador da prática docente e das 
aprendizagens, ocupando um lugar mediador na ação educativa, sendo 
fonte de informações descritivas e interpretativas dos percursos e dos 
conteúdos de aprendizagens dos aprendentes e das situações didáticas e 
da relação entre ambos. 
Idem, p. 58. 
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Assim, a avaliação deverá se voltar para os pressupostos do ensino e aprendizagem, observando 
as formas e as estratégias de desenvolvimento do conhecimento lançadas pelos estudantes, o 
fornecimento de informações que envolvem o processo educativo (cognitivo, afetivo, cultural e 
aquelas que venham a fazer parte do cotidiano do sujeito) e a diferenciação dos processos 
avaliativos, a partir das necessidades dos educando quanto aos conteúdos ou os objetivos 
curriculares, uma vez que a padronização desqualifica a complexidade do fenômeno educativo. 
 
Pensar todo esse processo só é possível se tivermos clareza sobre a função social do ensino, para 
que não continuemos selecionando aqueles que denominamos como sendo os melhores, muitas 
vezes sem conceber quais as nossas intenções educacionais, e sem conhecermos as aprendizagens 
dos nossos estudantes, além de desconsiderar a multiplicidade do sujeito, com suas experiências, 
realidade, história e vivências culturais. 
 
Logo, o desafio se encontra alicerçado na não-neutralidade da ação educativa, desenvolvendo uma 
práxis que desvele o posicionamento político-epistemológico e pedagógico, colaborando com a 
superação dos mecanismos de reprodução e opressão da sociedade. 
 
 DE OLHO VIVO 
Acesse o segundo programa da série TV Escola “Ciclo de aprendizagem e 
avaliação” (http://midiaseducacao-videos.blogspot.com/2007/10/ciclo-de-
aprendizagem-e-avaliao.html). Boa reflexão! 
 
 ATIVIDADE 3 
Vamos socializar nossas reflexões no coletivo? 
No fórum “Os pressupostos pedagógicos e a escola contemporânea”, que 
ocorrerá no período de 25 a 30 de abril, devemos privilegiar a discussão 
proporcionada por Silva (2010, pp. 31-46) e as reflexões que essa leitura 
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junto as demais indicações nos remeteram diante da música “Estudo 
Errado”, de Gabriel Pensador (1995) e do vídeo “Ciclo de aprendizagem e 
avaliação” (2002). 
 
 LEITURA COMPLEMENTAR 
Caso sintam necessidade em revisar os conteúdos da unidade acessem a 
entrevista de Silva (2002) “Avaliação Formativa Reguladora: 
Intencionalidade, Características e Princípios” 
(http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1401). 
Além dessa entrevista, na revista TV Escola, N. 29 de 2002, você encontra 
outras discussões relacionadas à educação, acessando a revista na 
íntegra, através do link: http://tvescola.mec.gov.br/images 
/stories/revista/pdf/revista29completa.pdf. 
O MEC também disponibiliza outros materiais relacionados a escola, os quais 
podem ser acessados através do site: http://tvescola.mec.gov.br/. 
 
 ATENÇÃO 
Não se esqueça de continuar o registro das ideias e reflexões advindas 
desta unidade, no memorial. Já pensou no título que será atribuído? 
Lembre-se que esse gênero textual remete a um relato pessoal e social 
relacionado à reconstrução de acontecimentos vivenciados e que 
transmitiram experiências diante das relações de grupo, escolarização, 
profissão e leitura. É uma reinvenção a dialogicidade, a palavra, a 
memória, na tensão entre o particular e a totalidade. 
 
 
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3. Exigências sobre a práxis e a formação 
docente
 
 
OBJETIVO: compreender a formação docente na práxis da dinâmica 
pessoal e coletiva. 
 
O ponto de partida desta unidade requer definir a concepção de professor que defendemos para a 
atuação profissional. As contribuições teóricas apresentadas anteriormente deixaram pistas para a 
compreensão da formação de professores numa sociedade global e com perspectiva intercultural e 
global. 
 
Nessa direção, a compreensão de formação numa perspectiva multidimensional perpassa por cinco 
dimensões: (1) antropológica, (2) epistemológica, (3) axiológica, (4) praxiológica, e (5) política, as 
quais constituem a unidade e a complexidade transdimensional da formação inicial e continuada. 
 
 LEITURA BÁSICA 
Sobre o tema desta unidade, o Capítulo 4 “Exigências sobre a práxis 
e a formação do professor” do livro/texto base da disciplina 
permitirá compreender, de forma aprofundada, a discussão dos 
conteúdos. 
SILVA, Janssen Felipe da. Exigências sobre a práxis e a formação do 
professor. Avaliação na perspectiva formativa-reguladora: 
pressupostos teóricos e práticos, 3ª ed., Porto Alegre: Mediação, 
2010. pp. 47-55.
 
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3.1 O desenvolvimento integrado e contínuo nas 
trajetórias de aprendizagem
 
Na relação teoria e prática, o desenvolvimentointegrado e contínuo da aprendizagem pressupõe o 
abandono das verdades absolutas, das medidas padronizadas e das estatísticas, sobre o sentido 
essencial dos atos avaliativos de interpretação e de valor sobre o objeto da avaliação, o agir 
consciente e a abertura para a aprendizagem permanente frente ao exercício de interpretação, 
produção de saberes, superação de desafios, escuta, diálogo e de argumentação entre os 
envolvidos. 
 
 Escutar é obviamente algo que vai além da possibilidade auditiva 
de cada um. Escutar, no sentido aqui discutido, significa a disponibilidade 
permanente por parte do sujeito que escuta para a abertura à fala do 
outro, ao gesto do outro, às diferenças do outro. Isto não quer dizer, 
evidentemente, que escutar exija de quem realmente escuta sua redução 
ao outro que fala. Isto não seria escuta, mas auto-anulação 
FREIRE, 2008, p. 119. 
 
A responsabilidade do processo avaliativo na escola é de responsabilidade tanto do coletivo, como 
de cada um em particular, onde ressaltamos a importância da auto-avaliação, do grupo e do(a) 
professor(a), nesse processo. 
 
Essa perspectiva avaliativa nos remete a pensar na aprendizagem dos estudantes, na instituição e 
no sistema escolar. Enquanto a escola não combater a reprovação, as possibilidades efetivas de 
um processo de ensino e aprendizagem que reflitam os saberes dos estudantes estarão 
secundarizados na organização pedagógica. 
 
Nesta direção, a proposta de ensino organizada em ciclos, implica numa mudança ampla no uso e 
nos resultados da avaliação da escola. 
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estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
 
 VOCÊ SABIA? 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, N° 9.394 de dezembro 
de 1996 explicita em seu artigo 23 que “A educação básica poderá 
organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância 
regular de períodos de estudos, grupos não seriados [...], sempre que o 
interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar”. 
 
 FIQUE POR DENTRO 
No nosso Estado, a rede municipal de ensino de Recife, desde 2002 
implantou a proposta de ensino em ciclos. No Brasil, a Escola Plural (Belo 
Horizonte) e Escola Cidadã (Porto Alegre) também experienciaram essa 
mudança na organização do ensino. 
Pesquise e conheça mais sobre essas experiências. Boas descobertas! 
 
 LEITURA COMPLEMENTAR 
O livro “Ciclos, seriação e avaliação: confronto de lógica” (2003), 
da autoria de Luiz Carlos de Freitas esclarece as lógicas da escola 
e de sua avaliação fazendo reflexões sobre concepções de 
educação e de políticas públicas, ressaltando os ciclos em uma 
perspectiva de mudança na função da escola e do trabalho 
pedagógico. 
 
 
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3.2 Intencionalidades do professor como 
intelectual transformador
 
A lógica do professor como intelectual transformador é permeada por um conjunto de 
intencionalidades da práxis educativa, que pretende, segundo Silva (2010, p. 53): 
 
• romper a estrutura parcializada do ensino, desenvolvendo uma 
organização integradora dos saberes; 
• acompanhar e intervir no desenvolvimento dos aprendentes e em suas 
inserções na sociedade; 
• organizar os conteúdos de aprendizagem a partir de situações-
problemas significativas; 
• mobilizar os aprendentes para que alcancem os objetivos previamente 
negociados e definidos, tendo como referência os temas geradores 
(situações problemas) e como fim o conhecimento sobre a realidade e a 
formação da cidadania; 
• construir uma diversidade de situações educativas que possibilitem 
processos não só de aprendizagens, mas, sobretudo, de humanização dos 
sujeitos envolvidos; 
• desafiar-se permanentemente em construir uma postura político-
pedagógica teoricamente consistente com a pluralidade sociocultural de 
seu cotidiano escolar. 
 
Tal processo gera informações constantes que nos indicam aproximações ou 
distanciamentos, saberes e intencionalidades fundadas na curiosidade do docente. 
 
 
 
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estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
 ATENÇÃO 
Você já assistiu ao filme “Escritores da Liberdade”? Assista-o e 
anote a concepção prática e pedagógica da avaliação identificada 
na trama, para realizarmos nossa próxima atividade. 
BREVES CONSIDERAÇÕES: O filme "Escritores da Liberdade" (Freedom 
Writers, EUA, 2007) aborda, de uma forma comovente e instigante, o 
desafio da educação em um contexto social problemático e violento. 
Baseado numa história real a trama ocorre em torno da jovem professora, 
Erin Gruwell, que entra como novata em uma instituição de "ensino 
médio", a fim de lecionar Língua Inglesa e Literatura para uma turma de 
adolescentes considerados "turbulentos", inclusive envolvidos com 
gangues. Ao perceber os grandes problemas enfrentados por tais 
estudantes, a professora Erin resolve adotar novos métodos de ensino, 
ainda que sem a concordância da diretora do colégio. A entrega de um caderno 
para que escrita diária dos alunos, sobre aspectos de suas próprias vidas, desde 
conflitos internos até problemas familiares foi o ponto de partida para o trabalho 
pedagógico a ser encaminhado pela professora, através do livro "O Diário de Anne 
Frank". Com o propósito de garantir a troca de experiências de vida entre os 
estudantes, se deparou com diversos obstáculos, desde a burocracia até a 
resistência aos novos paradigmas pedagógicos. Dê uma olhada no trailer do filme 
(http://www.youtube.com/watch?v=ulXtAIt6Z_o) e, o mais rápido possível, 
tente assisti-lo na íntegra. 
Bom filme! 
 
 ATIVIDADE 4 
Chegou a hora de você se aproximar mais dos colegas. 
Organizem-se em grupos, no máximo seis pessoas, para realizar essa 
atividade. 
Após assistir à trama do filme “Escritores da Liberdade” (2007), 
identifique os elementos que permearam a prática educativa da 
professora Erin Gruwell, a partir da discussão apresentada por Silva 
(2010, pp. 47-55) e, em grupos, apresentem seus registros e reflexões 
individuais para que juntos possam selecionar os elementos que irão 
compor a discussão acerca das exigências sobre a ação profissional do 
docente. Após o estudo teórico e o acesso à exibição do filme, assista ao 
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Versão provisória em PDF do conteúdo da disciplina. O autor é o titular dos direitos autorais desta obra. Reprodução não autorizada. Uso 
estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
terceiro programa da série TV Escola “Avaliação e contexto social” 
(2002), para que o debate em grupo seja constituído pelas diferentes 
ideias que permearam o cumprimento das tarefas elencadas 
anteriormente. Levem as anotações para a discussão no grupo e escolham 
aquelas queconsiderarem pertinentes à seguinte interrogação: “Mudar a 
avaliação e/ou mudar a escola?”. 
E vamos à socialização das nossas reflexões no período de 23 a 28 de 
maio no fórum de conversa. 
Bom trabalho! 
 
 NOTA 
Esse programa possibilita uma análise direcionada ao contexto social, 
especificamente, aquele interligado a dinâmica do cotidiano da escola 
(http://midiaseducacao-videos.blogspot.com/2007/12/avaliao-e-
contexto-social.html). 
E, se atentem aos elementos semelhantes ao tema em estudo da unidade 
com a trama do filme “Escritores da liberdade” e os elementos que 
contextualizaram o vídeo sobre o cotidiano escolar. 
 
4. Desafios epistemológicos e práticos da 
avaliação educacional do ensino e aprendizagem
 
 
OBJETIVO: refletir a pertinência, a validade e os desafios epistemológicos 
e práticos dos processos avaliativos. 
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Até o presente momento, nossas reflexões se voltaram para a (re)construção do que, talvez, venha 
sendo concebido por alguns e algumas de vocês como sendo avaliação. 
 
Uma vez levantada todas essas provocações pedagógicas, quero esclarecer que elas não estão 
sendo colocadas como uma desautorização do processo que vocês possam vir concebendo no dia-
a-dia da escola. Ao contrário, quero que deixemos de pensar isoladamente as nossas práticas, pois 
a escola é um espaço de coletividade e, sendo vista dessa forma, as nossas atitudes e atividades 
devem caminhar nessa mesma perspectiva. 
 
É com o objetivo de alcançar essa finalidade que se estabelece o desafio proposto ao educador 
contemporâneo. Não dá mais para permanecermos trancados nos quadrados das salas, 
desenvolvendo atividades que não levem os estudantes a expressarem seus conhecimentos de 
mundo, nem fecharmos os nossos olhos para as aprendizagens que estão sendo proporcionadas na 
“escola da vida”. Devemos pensar numa escola que estimule a pergunta, a crítica e a criação, na 
construção coletiva do conhecimento, articulando o saber do cotidiano com o saber escolar. Além 
disso, é preciso que se conceba a escola como local de ensino-e-aprendizagem, e não como prédio, 
por que ela é, segundo Paulo Freire, 
 
 [...] o lugar onde se faz amigos, não se trata só de prédios, salas, 
quadros, programas, horários, conceitos... Escola é, sobretudo, gente, 
gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima. O 
diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é 
gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na 
medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada 
de ilha cercada de gente por todos os lados. Nada de conviver com as 
pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém, nada de ser 
como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na 
escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de 
amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se amarrar 
nela! 
 
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Sendo assim, devemos nos voltar para as finalidade e objetivos da educação, analisando as nossas 
práticas, questionando-nos cotidianamente sobre o por que apresentarmos/trabalharmos 
determinados conteúdos, e não outros. Qual a nossa concepção de “conteúdo de aprendizagem” no 
trabalho com as disciplinas? Também devemos nos questionar sobre o que o estudante deve 
aprender, para não só propagar a função da escola, mas, sobretudo, vincular o ensino dos 
conteúdos aos conhecimentos prévios. 
 
É nessa perspectiva que Zabala (1998) analisa a complexidade dos processos de ensino e 
aprendizagem, bem como suas potencialidades para entender o crescimento dos diferentes 
sujeitos. Ele identifica as intenções educativas a partir de conteúdos (1) conceituais, (2) 
procedimentais, e (3) atitudinais, para que não venhamos a sobrecarregar um em função do outro. 
 
Ou seja, por mais específico que seja um conteúdo ele se encontra sempre associado e, portanto, é 
apreendido junto com conteúdos de outra natureza, eliminando a aprendizagem do “tudo ou nada”, 
equívoco que contradiz o objetivo fundamental da avaliação, enquanto sistemática, coerente, 
processual, problematizadora, indagadora, investigadora e questionadora da reflexão sobre a ação. 
 
 LEITURA COMPLEMENTAR 
Quer saber mais sobre os conteúdos de aprendizagem? Leia o segundo 
capítulo, A função social e a concepção sobre os processos de 
aprendizagem: instrumentos de análise, do livro “A prática educativa” 
de Antoni Zabala (1998). 
 
 
 
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4.1 Princípios norteadores da avaliação 
formativa-reguladora
 
Na implementação desse processo avaliativo destaca-se o princípio da negociação, da pertinência 
cognitivo-epistemológica, formativo, emancipador e ético. 
 
A negociação dialoga em torno dos critérios, dos objetivos, dos conteúdos e dos procedimentos do 
processo avaliativo. 
 
A pertinência cognitivo-epistemológica refere-se à condição da avaliação manter uma possível 
simetria entre os conteúdos curriculares, o planejamento e a efetiva ação avaliativa do docente em 
comum sintonia com as potencialidades de aprendizagem dos alunos. 
 
O formativo favorece o permanente desenvolvimento social, cognitivo e afetivo do aprendente, 
entrecruzando o trabalho docente com a contínua desconstrução e reconstrução do estudante. 
 
O emancipador é norteado pelo projeto político-pedagógico, elaborando o planejamento e a prática 
avaliativa baseada em situações que visam provocar a crítica, de modo a libertar o sujeito dos 
condicionantes deterministas. 
 
O ético defende uma avaliação do ensino e aprendizagem justa e a serviço de quem aprende. 
 
Por fim, esses princípios contemplam a diversidade e o aprimoramento da natureza educativa e da 
sua base epistemológica. 
 
 
 
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PRINCÍPIOS / NEGOCIAÇÃO DO TRABALHO AVALIATIVO 
• Diálogo 
• Pertinência – cognitivo / epistemológica 
• Formativo (intencionalidade educativa) 
• Ético-emancipador 
 
CARACTERÍSTICAS METODOLÓGICAS 
Processual• 
Contínua • 
Diversidade procedimental e instrumental • 
Sistemática • 
 
Esses princípios requerem uma reflexão permanente e um diálogo constante entre o trabalho 
avaliativo e a prática pedagógica, com as novas produções da área educacional. 
 
 ATENÇÃO 
O último programa “Projetos educacionais e avaliação” (2002) – disponível 
em http://midiaseducacao-videos.blogspot.com/2007/10/projetos-
educacionais-e-avaliao.html,da série TV Escola, permitirá revisar a 
avaliação educacional do ensino e aprendizagem, refletindo as 
possibilidades e desafios práticos, através da inserção de projetos na 
prática pedagógica. Esse vídeo ainda irá ajudar a revisar os conteúdos 
trabalhados na unidade anterior, “Exigências sobre a práxis e a formação 
docente”, e antecipará a discussão dos conteúdos seguintes. 
 
 
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4.2 Procedimentos avaliativos
 
Há diversos caminhos metodológicos para se trilhar a avaliação formativa-reguladora. A seguir 
podemos conhecer uma possibilidade de percurso: 
• conhecer o objeto a ser avaliado; 
• negociar e estabelecer previamente os objetivos e os critérios avaliativos; 
• escolher e construir uma variedade de instrumento avaliativo, levando em consideração os 
critérios estruturantes: viabilidade, utilidade, pertinência e exatidão; 
• aplicar transversalmente e sistematicamente os instrumentos dispositivos de regulação das 
situações pedagógicas; 
• registrar, organizar e interpretar as informações coletadas, enquanto fonte de informações para a 
compreensão do procedimento educativo; 
• fazer juízo de valor e tomar decisões; 
• comunicar os resultados parciais (reguladores) e finais (integrativos), favorecendo a auto-
regulação e integração das diversas etapas do trabalho pedagógico. 
 
É importante considerar, como nos alerta Silva (2010, p. 73), que a avaliação formativa-reguladora 
exige uma reestruturação nas condições de trabalho do(a) professor(a) e na sua valorização 
econômica. 
 
Outro aspecto importante a destacar é o quantitativo de estudantes por sala, a ausência e 
inadequação de material didático, disponibilidade de tempo integral para o docente organizar as 
aulas, registrar e interpretar a produção dos estudantes e pesquisar para diversificar sua prática. 
Como nos aponta o autor, essas são condições de trabalho que dificultam ou mesmo inviabilizam 
um ensino e uma aprendizagem significativos e uma avaliação formativa-reguladora. 
 
 
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4.3 Natureza das tarefas e dos instrumentos 
avaliativos
 
A discussão sobre a natureza dos instrumentos avaliativos está associada às funções da avaliação 
do ensino e aprendizagem. Essas funções dependem da intencionalidade do trabalho pedagógico 
que está sendo vivenciado e da base teórica que está orientando o projeto de sociedade que 
desejamos. 
 
Assim, a decisão sobre o tipo de instrumento a ser utilizado depende basicamente da realidade 
(área de conhecimento, nível de ensino, número de discentes, tempo disponível, etc) e dos 
objetivos de conhecimento, podendo destacar algumas orientações gerais: 
• avaliar como sendo mais uma experiência de aprendizagem; 
• tentar elaborar atividades levando em consideração os diferentes níveis de desenvolvimento; 
• contemplar procedimentos e estratégias avaliativas que possam ser modificadas no decorrer do 
processo; 
• usar diferentes instrumentos para a coleta de informação. 
 
A clareza das tarefas avaliativas favorece a construção de processos de aprendizagem relevantes à 
efetivação de um ensino orientado pelo trabalho pedagógico em função de sua qualidade 
socioeducativa. 
 
 VOCÊ SABIA? 
A natureza dos instrumentos avaliativos está associada às funções da 
avaliação do ensino e aprendizagem. E que essas funções dependem da 
intencionalidade, do momento do trabalho pedagógico, da base teórica 
que estamos nos orientando e do projeto de sociedade que queremos 
efetivar. 
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Ainda relacionado ao uso dos instrumentos avaliativos, leia atentamente 
as interrogações a seguir, apresentados por Silva (2010, p. 77), e tente 
incluir suas reflexões no memorial. 
 
 ATENÇÃO 
• Um teste de cinquenta questões, para ser respondido em 
uma hora, possibilita aos educandos pensar para responder? 
 
• Uma pesquisa sugerida pelo professor, sem dar aos alunos 
as orientações e as condições necessárias para seu 
desenvolvimento, é uma atividade avaliativa viável? 
 
O comando dado por uma professora para a realização de uma tarefa, apresentado abaixo, nos 
alerta sobre o estranhamento e a descontextualização, muitas vezes, das atividades escolares. 
Vejamos o comando e a análise do mesmo. 
 
COMANDO ANÁLISE 
A professora entrou na sala de aula e disse aos 
alunos que eles deveriam escrever um texto 
“como uma prosa”. Mais adiante, ela disse que 
eles deveriam fazer “uma dissertação”, dar “a 
sua opinião”, fazer “um tipo de texto 
argumentativo”. Depois, ela colocou perguntas 
no quadro, dizendo que eles deveriam escrever 
“um texto corrido a partir das perguntas”. Por 
fim, ela escreveu as perguntas: 
Como é seu nome? 
Você tem algum apelido? 
Não há delimitação do gênero de texto a ser 
produzido (É uma carta? Um artigo de 
opinião? Um depoimento pessoal?), da 
finalidade, do destinatário e, além disso, as 
perguntas do roteiro não ajudam a criança a 
inferir nenhum objetivo possível para o texto. 
Nesse dia, uma criança, desesperada diante 
da tarefa, elaborou o seguinte título para o 
texto: “As estranhas perguntas que me 
fazem”. 
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Qual? Por quê? 
Você ajuda em sua casa? 
O que você faz? 
Você acha que existe serviço de homem e 
serviço de mulher? 
O que você sente quando está ajudando 
alguém? 
Fonte: Comando e análise retirado do texto “Intencionalidades da avaliação na língua portuguesa” de Telma 
Ferraz Leal, 2008, p.24. 
 
São comuns essas situações no cotidiano das escolas, que esbarram, entre outros, na ausência de 
conhecimento sobre o processo avaliativo. Como podemos superar essas e outras tantas situações? 
 
 ATIVIDADE 5 
Com base nas informações apresentadas nas seções 4.1, 4.2 e 4.3, 
assuma o papel de um(a) professor(a) que deseja superar os desafios 
epistemológicos e práticos da avaliação educacional do ensino e 
aprendizagem. Aproveite o exemplo do comando e análise do episódio 
acima e leia atentamente o texto que segue, apresentado na prova de 
redação do ENEM 2010. A partir dos temas a que o mesmo se reporta, 
apresente uma proposta de atividade na área da Língua Portuguesa que 
contemple as exigências da escola contemporânea, identificando o 
propósito de contribuir com a pertinência e clareza para a aprendizagem 
dos estudantes a que se destina a tarefa. 
Logo, você deverá explicitar o conteúdo de ensino, o público-alvo 
selecionado parao trabalho, o objetivo do trabalho com o conteúdo, a 
descrição em hora/aula dos comandos e procedimentos da atividade, e, 
por fim, o uso do texto indicado como ilustração para a verificação da 
aprendizagem dos estudantes. 
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Ou seja, o(a) professor(a) deverá solicitar aos estudantes registros que 
permitam levar em consideração os princípios norteadores da avaliação 
formativa-reguladora, possibilitando apreender a compreensão dos 
estudantes diante do conteúdo de aprendizagem selecionado para o 
trabalho em pauta. 
Após a elaboração da atividade, publique sua produção no AVA e socialize 
suas ideias com o coletivo do grupo. 
 
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * 
O FUTURO DO TRABALHO 
Esqueça os escritórios, os salários fixos e a aposentadoria. Em 2020, você 
trabalhará em casa, seu chefe terá menos de 30 anos e será uma mulher. 
Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o 
modo como trabalhamos e, consequentemente, como vivemos. E as 
transformações estão acontecendo. A crise despedaçou companhias 
gigantes tidas até então como modelos de administração. Em vez de 
grandes conglomerados, o futuro será povoado de empresas menores 
reunidas em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão 
consolidar mudanças que vêm acontecendo há algum tempo: a busca pela 
qualidade de vida, a preocupação com o meio ambiente, e a vontade de 
nos realizarmos como pessoas também em nossos trabalhos. “Falamos 
tanto em desperdício de recursos naturais e energia, mas e quanto ao 
desperdício de talentos?”, diz o filósofo e ensaísta suíço Alain de Botton 
em seu novo livro The Pleasures and Sorrows of Works (Os prazeres e as 
dores do trabalho, ainda inédito no Brasil). 
Fonte: Prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)/2010. 
 
 
 
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 ATENÇÃO 
Continuando o registro no memorial 
Com base no diálogo apresentado na tirinha 
da Mafalda ao lado, continue assumindo o 
papel de professor(a), conforme solicitado na 
atividade anterior. Na situação que se segue, 
explore ao máximo a natureza educativa, 
intencional e sistemática, do registro da 
avaliação, quando atribui o conceito “péssimo” 
a um estudante. 
 
 PESQUISA 
Já que falamos em instrumentos avaliativos e princípios de avaliação que 
contemplam a diversidade, quero solicitar de vocês uma revisão dos 
estudos desta unidade para que possamos “cair em campo”. 
Você já ouviu falar na Prova Brasil? Qual o objetivo da mesma? Qual o 
público a quem ela se destina? Quando e onde ela acontece? 
Mesmo que essa lhe seja uma temática familiar, quero convidar você para 
conhecer a Prova Brasil acessando o portal do MEC através dos links: 
●http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=
article&id=210:apresentacao-prova-brasil&catid=143:prova-
brasil&Itemid=324 
●http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=
article&id=209&Itemid=326 
●http://provabrasil2009.inep.gov.br/. 
Após consultar as informações sobre a Prova Brasil, pesquise outros 
instrumentos avaliativos dessa mesma natureza e enriqueça seu 
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memorial, realizando comparação e apresentando suas considerações 
sobre a função e o objetivo avaliativo dos mesmos. 
Observe atentamente o prazo da atividade, que deverá respeitar o 
período de 13 a 18 de junho. 
 
 De olho vivo! Os instrumentos escolhidos e construídos devem 
atender aos critérios de viabilidade, utilidade, pertinência e boa 
elaboração. Os instrumentos de avaliação definem a dimensão do 
diálogo entre alunos e professor e a avaliação é parte integrante e 
permanente da ação pedagógica diária que precisa ser pensada quanto ao 
redimensionamento da prática. 
 No texto “Avaliação, ensino e aprendizagem: anotações para ações 
em currículo com matriz integrativa...”, Lea das Graças Anastasiou (2006, 
pp. 69-90) nos possibilita reflexões sobre o tema em pauta desta unidade. 
 Para conhecer outros comandos e análises, leia o capítulo 
“Intencionalidades da avaliação na língua portuguesa” produzido por 
Telma Ferraz Leal (2008, pp. 19-31) que se encontra no livro Práticas 
avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do 
currículo, organizado por Janssen Felipe da Silva; Jussara Hoffmann e 
Maria Teresa Esteban. 
 
 PARA REFLETIR 
Situar a discussão da avaliação na relação ensino e aprendizagem e no 
âmbito educacional significa nos remetermos às potencialidades dos 
educadores no fazer pedagógico, o qual se vincula a um projeto de mundo 
e educação, exigindo a presença constante do ato de avaliar e reavaliar o 
processo educativo. 
O desafio deverá levar em consideração as condições objetivas, históricas 
e concretas na qual o trabalho será desenvolvido. E, para que realmente 
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haja uma modificação que potencialize os conhecimentos e as 
aprendizagens dos estudantes, o(a) professor(a) deverá (1) se convencer 
da necessidade de mudar e (2) vislumbrar o caminho da mudança. 
Se, de um lado, a avaliação reflete e crítica a realidade; do outro, termina 
descobrindo as necessidades do trabalho educativo, através dos 
problemas existentes e que deverão ser resolvidos. 
Ou seja, como aprender na mudança? Como avançar nos nossos 
conhecimentos? Como fazer das nossas sistematizações uma ponte de 
reflexão para a autoavaliação das nossas ações e prática pedagógicas? 
Como valorizar os conhecimentos que nos chegam através dos nossos 
estudantes? E como continuar explorando as possibilidades de ensino e 
aprendizagem que nos são proporcionadas, mas que ainda estão 
encobertas pelo medo de ousar a fazer diferente em nossas práticas? 
 
 ATIVIDADE 6 
No nosso último fórum, “Trajetórias de aprendizagens sobre avaliação”, o 
alicerce da discussão estará relacionado aos elementos contemplados nas 
análises de Silva (2010, pp. 57-80), especificamente, no que se refere a 
responsabilidade profissional docente diante do sistema educacional. Em 
outras palavras, cada um(a) de vocês deverá se posicionar de forma 
crítica e reflexiva, a partir dos registros do grupo, quanto à natureza 
político-pedagógica da avaliação educacional do ensino e aprendizagem, 
seu lugar e desafio nas práticas de avaliação, considerando, entre outros, 
o quarto programa da série TV Escola “Projetos educacionais e avaliação” 
(2002),o vídeo da Prova Brasil (2009), e, a atividade elaborada na área 
de Língua Portuguesa, solicitada na atividade 5. 
Para essa atividade, devemos nos organizar para contribuir com o debate 
no período de 20 a 22 de junho. 
 
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 ATIVIDADE 7 
Chegamos ao término do semestre! 
Nesse trajeto, percebemos o quanto é complexo o ato de avaliar. Embora 
reconheçamos as possibilidades da avaliação formativa-reguladora, sua 
complexidade exige compromisso no respeito aos ritmos, diferenças e 
tempos de aprendizagens dos educandos. 
É com a certeza de que somos seres inconclusos e estamos 
(re)aprendendo diante dos desafios que a educação nos apresenta, que 
encerraremos com reticências as discussões vivenciadas nessa disciplina. 
Logo, deixaremos, em formato de memorial, os registros que nos foram 
possibilitados ao longo de cada unidade de ensino, os quais privilegiaram 
leituras, reflexões, comentários, pesquisas, etc. 
Os memoriais serão publicados para acesso do coletivo do grupo, na 
plataforma Moodle, e poderão ser consultados para, quando necessário, 
registrar as observações, comentários, reflexões, sugestões, etc. 
 Atenção: Para essa atividade, deveremos estar atentos aos prazos 
finais de publicação na plataforma, o qual deverá respeitar o período de 
27 a 30 de junho. 
 
Um breve “até logo” 
 
Despeço-me agradecendo as oportunidades de aprendizagens 
proporcionadas e desejo que vocês sejam professores engajados 
politicamente, numa prática democrática a favor da ética, do diálogo e da 
coletividade. 
 
Como falar de avaliação exige tomada de decisão, ruptura, respeito, risco, 
pesquisa, deixo vocês com Freire (2008) e desejo que as formas de 
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interação e comunicação se intensifiquem a cada vivência/experiência 
proporcionada no decorrer do Curso com os diferentes componentes 
curriculares. 
Abraços! 
Jaqueline Barbosa 
 
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * 
Não posso ser professor(a) se não percebo cada vez melhor que, por não poder ser 
neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de posição. 
Decisão. Ruptura. Exige de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser 
professor(a) a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê. Não 
posso ser professor(a) a favor simplesmente do Homem ou da Humanidade, frase 
de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa. 
Sou professor(a) a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra 
o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a 
ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor(a) a favor da luta constante 
contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos 
indivíduos ou das classes sociais. Sou professor(a) contra a ordem capitalista 
vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura. Sou professor(a) a favor 
da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor(a) contra o desengano 
que me consome e imobiliza. Sou professor(a) a favor da boniteza de minha própria 
prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não 
brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as 
quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o 
testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste. Boniteza 
que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo arrogante e desdenhoso 
dos estudantes, não canso de me admirar. 
Assim como não posso ser professor(a) sem me achar capacitado para ensinar 
certo e bem os conteúdos de minha disciplina não posso, por outro lado, reduzir 
minha prática docente ao puro ensino daqueles conteúdos. Esse é um momento 
apenas de minha atividade pedagógica. Tão importante quanto ele, o ensino dos 
 Avaliação da Aprendizagem – Profa. Jaqueline Barbosa da Silva  
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estritamente pessoal. Para outra utilização, solicitar autorização prévia do titular dos direitos autorais. 
 
conteúdos, é o meu testemunho ético ao ensiná-los. É a decência com que o faço. É 
a preparação científica revelada sem arrogância, pelo contrário, com humildade. É o 
respeito jamais negado ao educando, a seu saber de “experiência feito” que busco 
superar com ele. Tão importante quanto o ensino dos conteúdos e a minha 
coerência na classe. A coerência entre o que digo, o que escrevo e o que faço. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática 
educativa, 37ª. ed., SP: Paz e Terra, 2008. p. 102-103.

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