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Profa. Ms. Rosemary Pereira de Araújo Ecossistemas são espaços naturais que apresentam características biológicas e ambientais definidas É o espaço com características especificas da cavidade bucal. É composto por fatores BIÓTICOS e ABIÓTICOS: Os principais ecossistemas bucais são o Biofilme dentário (sup.dental), sulco gengival, dorso da língua, mucosas jugal e palatal. Isso porque elas propiciam a aderência de microorganismos. A microbiota bucal situa-se em um sistema de crescimento aberto (cavidade bucal), sendo assim ela é bem complexa. Nessa microbiota se estabelecem os microorganismos que possuem capacidade de aderência a superfícies ou que fiquem retidos. Quando nascemos a nossa cavidade oral é estéril, mas com o tempo os microrganismos vão se estabelecendo. Bactérias orais têm evoluído seu mecanismo de sobrevivência para adaptar -se ao hospedeiro. Elas ocupam o nicho ecológico fornecido por dentes, gengivas e epitélio superficial. Elas desenvolveram alguns mecanismos de aderência. São eles: Adesão Direta e Congregação PEC= matriz de polissacarídeos extracelulares Existe ainda bactérias que não conseguem se aderir nas superfícies do hospedeiro, mas podem estar ainda presente retidas em alguns tecidos e cavidades NATURAIS ou PATOGENICAS. A sucessão microbiana é um processo em que ocorre a mudança de um tipo de comunidade por outra em função de modificações no meio. A sucessão termina quando não há nenhum nicho disponível para populações. Neste estágio uma situação relativamente estável é alcançada: comunidade clímax. Eventualmente acontecem mudanças na nossa cavidade bucal durante a nossa vida e essas mudanças resultam na modificação das comunidades bacterianas devido a mudanças nos nichos ecológicos. As condições ambientais (Nicho ecológico)podem ser alteradas por fatores Alogênicos (não microbiano) ou Autogênicos (microbiano). Existem hábitos e respostas do organismo que podem intervir na microbiota bucal Esses fatores são em grande número e podem ser divididos em três grandes grupos: Endógenos Exogenos Fatores Sistêmicos Banha constantemente a cavidade oral= maior responsável pela regulação microbiana do meio ambiente. A saliva propicia excelentes condições ambientais para a proliferação microbiota, mas por outro lado ela limita o desenvolvimento bacteriano das seguintes formas: Na região subgengival, o principal fator regulador não é a saliva, mas o exsudato gengival (fluido gengival), que resulta da resposta inflamatória montada contra a agressão das bactérias subgengivais. Esse fluido existe mesmo em gengivas clinicamente sadias, mas em quantidade mínima, em quantidade fisiológica suficiente para controlar o número de bactérias presentes no âmbito subgengival. Mas à medida que o número dessas bactérias vai aumentando, principalmente como conseqüência de uma higienização inadequada, a resposta inflamatória vai se tornando cada vez mais intensa. Com a presença do dente vem junto algumas estruturas (ex: sulco gengival e canal radicular) que propiciam locais com baixa exposição de O2 propiciando as bactérias anaeróbicas (efeito reverso na ausência do dente), assim como sulcos e fissuras do dente que pode reter bactérias que não tem capacidade de adesão. Com a má integridade dos dentes podem aparecer cavidades cariosas que vão reter bactérias que modificarão o nicho de forma autogenica A mucosa é o maior campo para colonização sendo assim ele possui alguns mecanismos de proteção como o teor de queratinização e a descamação epitelial que ao ser eliminadas células são eliminadas bactérias aderidas juntas, compensando assim o número de bactérias neoformadas. Locais com baixo teor de queratinização compensam na alta descamação epitelial. Algumas características de dietas podem interferir da microbiota, favorecendo ou desfavorecendo a proliferação do mesmo. São eles: A remoção diária e periódica de placa bacteriana e de tártaro pelo paciente e profissional respectivamente, além de eventuais correções ortodônticas é o melhor meio de mantermos a microbiota em números fisiológicos, compatíveis com a nossa saúde. O uso de substâncias antimicrobianas, embora eventual, pode interferir drasticamente no sentido de desequilibrar a microbiota. Quando usamos determinado antibiótico durante algum tempo, esse antibiótico suprime um grupo de microrganismos “abrindo espaço” para o superdesenvolvimento de espécies resistentes e de fungos Algumas alterações hormonais como a da puberdade e da gravidez podem favorecer a proliferação de patógenos causadores de doenças periodontais e gengivite. Doenças (Diabetes, leucemia, imunodeficiências) e situações de estresse também podem aumentar os riscos d e infecção. Ecossistemas são espaços naturais que apresentam características biológicas e ambientais definidas É o espaço com características especificas da cavidade bucal. É composto por fatores BIÓTICOS e ABIÓTICOS: Os principais ecossistemas bucais são o Biofilme dentário (sup.dental), sulco gengival, dorso da língua, mucosas jugal e palatal. Isso porque elas propiciam a aderência de microorganismos. A microbiota bucal situa-se em um sistema de crescimento aberto (cavidade bucal), sendo assim ela é bem complexa. Nessa microbiota se estabelecem os microorganismos que possuem capacidade de aderência a superfícies ou que fiquem retidos. Quando nascemos a nossa cavidade oral é estéril, mas com o tempo os microrganismos vão se estabelecendo. Bactérias orais têm evoluído seu mecanismo de sobrevivência para adaptar -se ao hospedeiro. Elas ocupam o nicho ecológico fornecido por dentes, gengivas e epitélio superficial. Elas desenvolveram alguns mecanismos de aderência. São eles: Adesão Direta e Congregação PEC= matriz de polissacarídeos extracelulares Existe ainda bactérias que não conseguem se aderir nas superfícies do hospedeiro, mas podem estar ainda presente retidas em alguns tecidos e cavidades NATURAIS ou PATOGENICAS. A sucessão microbiana é um processo em que ocorre a mudança de um tipo de comunidade por outra em função de modificações no meio. A sucessão termina quando não há nenhum nicho disponível para populações. Neste estágio uma situação relativamente estável é alcançada: comunidade clímax. Eventualmente acontecem mudanças na nossa cavidade bucal durante a nossa vida e essas mudanças resultam na modificação das comunidades bacterianas devido a mudanças nos nichos ecológicos. As condições ambientais (Nicho ecológico)podem ser alteradas por fatores Alogênicos (não microbiano) ou Autogênicos (microbiano). Existem hábitos e respostas do organismo que podem intervir na microbiota bucal Esses fatores são em grande número e podem ser divididos em três grandes grupos: Endógenos Exogenos Fatores Sistêmicos Banha constantemente a cavidade oral= maior responsável pela regulação microbiana do meio ambiente. A saliva propicia excelentes condições ambientais para a proliferação microbiota, mas por outro lado ela limita o desenvolvimento bacteriano das seguintes formas: Na região subgengival, o principal fator regulador não é a saliva, mas o exsudato gengival (fluido gengival), que resulta da resposta inflamatória montada contra a agressão das bactérias subgengivais. Esse fluido existe mesmo em gengivas clinicamente sadias,mas em quantidade mínima, em quantidade fisiológica suficiente para controlar o número de bactérias presentes no âmbito subgengival. Mas à medida que o número dessas bactérias vai aumentando, principalmente como conseqüência de uma higienização inadequada, a resposta inflamatória vai se tornando cada vez mais intensa. Com a presença do dente vem junto algumas estruturas (ex: sulco gengival e canal radicular) que propiciam locais com baixa exposição de O2 propiciando as bactérias anaeróbicas (efeito reverso na ausência do dente), assim como sulcos e fissuras do dente que pode reter bactérias que não tem capacidade de adesão. Com a má integridade dos dentes podem aparecer cavidades cariosas que vão reter bactérias que modificarão o nicho de forma autogenica A mucosa é o maior campo para colonização sendo assim ele possui alguns mecanismos de proteção como o teor de queratinização e a descamação epitelial que ao ser eliminadas células são eliminadas bactérias aderidas juntas, compensando assim o número de bactérias neoformadas. Locais com baixo teor de queratinização compensam na alta descamação epitelial. Algumas características de dietas podem interferir da microbiota, favorecendo ou desfavorecendo a proliferação do mesmo. São eles: A remoção diária e periódica de placa bacteriana e de tártaro pelo paciente e profissional respectivamente, além de eventuais correções ortodônticas é o melhor meio de mantermos a microbiota em números fisiológicos, compatíveis com a nossa saúde. O uso de substâncias antimicrobianas, embora eventual, pode interferir drasticamente no sentido de desequilibrar a microbiota. Quando usamos determinado antibiótico durante algum tempo, esse antibiótico suprime um grupo de microrganismos “abrindo espaço” para o superdesenvolvimento de espécies resistentes e de fungos Algumas alterações hormonais como a da puberdade e da gravidez podem favorecer a proliferação de patógenos causadores de doenças periodontais e gengivite. Doenças (Diabetes, leucemia, imunodeficiências) e situações de estresse também podem aumentar os riscos d e infecção.