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BIOQUIMICA APLICADA- ALINE GRITTI RODRIGUES FASES DO METABOLISMO ESTADO ABSORTIVO/ALIMENTADO • Período: 2 a 4hs após a ingesta dos alimentos. • Hormônio regulador: INSULINA • Neste período ocorrem aumentos transitórios das concentrações plasmáticas de glicose, aminoácidos e triglicerídios - aumento dos níveis séricos de insulina - queda dos níveis séricos de glucagon • Período anabólico (síntese de TG, glicogênio e proteínas) • Tecidos usam glicose - ATP ESTADO JEJUM • Período: duração variável - Jejum inicial: média até 14hs - Jejum prolongado: Acima de 14hs • Hormônio regulador: GLUCAGON • Jejum → ingestão inadequada ou insuficiente de nutrientes ou situações Clínicas • Ausência de alimento = baixo nível de aa, glicose e TG no sangue: - aumento dos níveis séricos de glucagon - queda dos níveis séricos de insulina ESTADO JEJUM • Período catabólico (degrad. de TG, glicogênio e proteínas) • Tecidos usam preferencialmente AG - (exceto cérebro-glicose) • Necessidade de manter os níveis de glicose sangüínea • Somente 1/3 proteínas corporais podem ser empregadas para produzir energia sem comprometer funções vitais. METABOLISMO DE CARBOIDRATOS = GLICOGÊNESE PÂNCREAS GLICOGÊNIO O glicogênio é um homopolissacarídeo de cadeia ramificada A ligação glicosídica principal é uma ligação α1→4 A cada oito a dez resíduos glicosil, existe uma ramificação contendo uma ligação α1 → 6 GLICOGÊNIO GLICOGÊNIO • Síntese Fígado Após refeição, 2/3 da glicose absorvida é polimerizada Músculo esquelético 1/3 da reserva muscular • Degradação Fígado Utiliza para controlar a glicemia Entre as refeições Jejum noturno Músculo esquelético Utilização exclusiva Demanda energética ultrapassa o aporte de oxigênio Só glicose pode ser usada em situação de anaerobiose Conversão à lactato GLICOGÊNESE • É o processo bioquímico que transforma a glicose em glicogênio. • Ocorre virtualmente em todos os tecidos animais, mas é proeminente no fígado e músculos (os músculos apresentam cerca de 4 vezes mais glicogênio do que o fígado em razão de sua grande massa). • O músculo armazena apenas para o consumo próprio, e só utiliza durante o exercício quando há necessidade de energia rápida • O glicogênio é uma fonte imediata de glicose para os músculos quando há a diminuição da glicose sangüínea (hipoglicemia). • O glicogênio fica disponível no fígado e músculos, sendo consumido totalmente cerca de 24 horas após a última refeição. GLICOGÊNESE GLICOGÊNESE O substrato para a síntese de glicogênio é a UDP-glicose; A enzima Glicogênio sintase necessita de um “primer”, ou seja, um resíduo, por onde começar, o qual deve ser formado por pelo menos quatro moléculas de glicose; A proteína Glicogenina é a responsável pela formação desta pequena cadeia. A ela se liga ao primeiro resíduo de glicose. A Glicogênio sintase se liga à cadeia de glicogenina (que permanece unida àquele primeiro resíduo de glicose), estendendo a cadeia. Quando o glicogênio estiver grande o bastante, a enzima Glicogênio sintase é deslocada. GLICOGÊNESE Glicogênio sintase só catalisa ligações α 1,4 Enzima ramificadora α 1,6 FLUTUAÇÃO DOS ESTOQUES DE GLICOGÊNIO • Figado Manter a glicemia, particularmente durante o jejum. • Músculo esquelético Reserva para síntese de ATP durante a contração muscular. GLICOGENÓLISE Quebra do glicogênio em glicose ou glicose 6- fosfato. Processo rápido e eficiente Demanda energética alta Degradação não completa → Núcleo redutor usado para ressíntese GLICOGENÓLISE • O processo de remoção dos resíduos de glicose se inicia por ação da enzima glicogênio fosforilase (tem um derivado da vit B6 como grupo prostético) • Formação de glicose 1-fosfato • A enzima glicogênio fosforilase atua apenas na quebra das ligações não-ramificadas. GLICOGENÓLISE • Glicose 1-fosfato é convertida em glicose 6-fosfato por ação da enzima fosfoglicomutase • Glicose 6-fosfato pode ser degradada pela glicólise, formando lactato, no músculo • No fígado, glicose 6-fosfato é hidrolisada por ação da glicose 6-fosfatase, produzindo glicose GLICOGENÓLISE GLICONEOGÊNESE Síntese de glicose a partir de diferentes substratos Rota essencialmente de JEJUM 90% Hepática, 10% renal Produz Glicose para ser lançada a circulação Mantém a glicemia em níveis mínimos normais IMPORTANTE: Qualquer substrato da via gliconeogênica deve ter no mínimo 3 Carbonos, logo o Acetil CoA (2C) NÃO é substrato para esta via. GLICONEOGÊNESE Substratos utilizados: GLICONEOGÊNESE GLICONEOGÊNESE Reserva suficiente para um período de 12 a 14 hrs E depois???? GLICONEOGÊNESE Gliconeogênese é importante quando: Jejum prolongado Consumo inadequado de Carboidratos GLICONEOGÊNESE Gliconeogênese ocorre principalmente no fígado e em menor extensão nos rins. = Síntese da glicose a partir do piruvato - utiliza várias enzimas da GLICÓLISE Três reações da glicólise são essencialmente IRREVERSÍVEIS: •Hexoquinase •Fosfofrutoquinase •Piruvato quinase. Na gliconeogênese outras enzimas participam desses passos Hormônios Envolvidos na Regulação de Açúcar no Sangue INSULINA Produzida nas células das ilhotas de Langerhans no pâncreas. FUNÇÕES Transporte de glicose através das membranas; FUNÇÕES DA INSULINA • Acelera a oxidação da glicose nas células; • Participa da glicogênese nos músculos e fígado; • Deprime a produção de glicose no fígado (glicogenólise) • Promove a produção de gordura a partir da glicose. EPINEFRINA (ADRENALINA) Produzida pela parte medular das glândulas supra-renais; FUNCÃO: Estimula a produção de glicose a partir do glicogênio no fígado (glicogenólise) - oposto da insulina. Períodos de tensão emocional - liberação de adrenalina. Glicose no sangue podendo levar a hiperglicemia GLUCAGON Produzido nas células do pâncreas. FUNCÃO Aumenta os níveis de açúcar pela estimulação da enzima fosforilase no fígado, que transforma glicogênio em glicose. Aumenta a gliconeogênese a partir de aminoácidos e ácido láctico.