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0 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Estágio Supervisionado em Docência do Ensino Fundamental HELEN GARCIA MARIN Cabo Frio/2018 1 UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ Estágio Supervisionado em Docência do Ensino Fundamental Relatório exigido como parte dos requisitos para conclusão da disciplina de Estágio Supervisionado em Docência do Ensino Fundamental sob a orientação da Professora Érika de Paula Lins. Curso: Pedagogia Cabo Frio/2018 2 “ A Educação qualquer que seja ela, é sempre teoria do conhecimento posta em prática”. (Paulo Freire). 3 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................04 2 CARACTERIZAÇAO DA ESCOLA E DA TURMA OBSERVADA............................05 2.1 Histórico da Instituição....................................................................................................05 2.2 Características da Instituição..........................................................................................05 2.3 O Projeto Político Pedagógico..........................................................................................07 2.4 Caracterizações da TurmaObservada............................................................................08 2.5 Atividades Realizadas no Estagiário...............................................................................10 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA......................................................................................11 3.1 Histórico da Educação Inclusiva.....................................................................................11 3.2 Os Desafios Enfrentados Diariamente pelos Profissionais da Educação Inclusiva no Brasil .......................................................................................................................................14 3.3 O Autismo..........................................................................................................................16 3.4 O Estágio............................................................................................................................18 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................20 REFERÊNCIAS......................................................................................................................23 4 1 INTRODUÇÃO Este relatório refere-se à disciplina de Estágio Supervisionado em Docência do Ensino Fundamental do curso de Pedagogia da Universidade Estácio Sá, tem como objetivo descrever a observação e análise do trabalho docente realizado em uma turma de 1º ano do ensino fundamental, a qual tem 7 alunos com idade entre 6 anos. Este foi realizado, na escola Centro Educacional Aquarela, no período de 24/04/2018 até 21/05/2018 perfazendo um total de 66 horas trabalhadas, sendo este aplicado pela aluna matriculada no campus de Cabo Frio – RJ - Helen Garcia Marin. Este estágio tem por objetivo observar como se dá a rotina de uma instituição do Ensino Fundamental em relação a inclusão de alunos com necessidades especiais, bem como a prática pedagógica e do coordenador pedagógico no cotidiano. Nos próximos capítulos será mencionada a caracterização da escola e da turma observada, apresentando o cenário e seus personagens. Este conterá um breve histórico da instituição como também sua localização, contexto socioeconômico, estrutura e funcionamento, o projeto político pedagógico, também será apresentado o planejamento, as metodologias utilizadas, postura e conduta dos professores, e a disciplina na sala de aula, organização e utilização pedagógica, avaliação e rotinas e os cuidados com os alunos. Relatarei minhas expectativas ao começar o estágio, minhas experiências e todas as atividades que participei durante o estágio. Além disso, este relatório visa discutir sobre a evolução histórica do Ensino Fundamental e os desafios da educação inclusiva nos dias atuais, que são estimular a mudança do seu aluno, bem como interceder de modo objetivo a relação existente entre aprendizagem e ensino. Para tanto, a escola precisa prestar atenção às reais necessidades das crianças nesta etapa de aprendizagem e o professor deve estar preparado para realizar um trabalho voltado ao desenvolvimento da mesma e não somente adequar àquilo que é oferecido aos outros estudantes. No entanto, procurar respostas para imensuráveis questões que desafiam o dia a dia dos profissionais da educação é uma constante, pois a cada dia acontecem novas dificuldades, e a escola de hoje não deve somente instruir e sim formar. Sendo assim, tentar-se-á buscar as respostas para estes desafios baseando-se em diversos autores através de suas bibliografias, as quais serão mencionadas no próximo capítulo. 5 2 CARACTERIZAÇAO DA ESCOLA E DA TURMA OBSERVADA 2.1 Histórico da Instituição O Centro Educacional Aquarela, iniciou sua trajetória no ano de 2012, situado na Rua Leonor de Azevedo Santa Rosa, nº 6, no Jardim Flamboyant na cidade de Cabo Frio/RJ, com apenas 7 alunos e 3 professoras, a mesma começou seu trabalho realizando projetos, festas, temáticas e muitos festivais a fim de divulgar a nova instituição de ensino que se iniciava na cidade. Logo após, no final do ano de 2012, uma proposta de mudança para um prédio maior surgiu, onde seriam oferecidas salas mais amplas e arejadas, espaço coberto para atividades recreativas de Educação Física, ou seja, teria uma melhor estrutura para adequar-se ao desejo de oferecer uma educação de qualidade seus alunos. No entanto, a procura foi crescendo, e houve a necessidade de uma nova mudança agora para outro prédio que tivesse uma infra-estrutura adequada para atender um número maior de alunos, então no ano de 2017 mudou-se para um novo prédio, que se localiza na Rua Romário Gomes, nº 12, Jardim Flamboyant – Cabo Frio/RJ e, com isso fez se necessário fazer diversas mudanças na característica da escola. 2.2 Características da Instituição A Escola Educacional Aquarela é uma instituição particular, de classe média situada no endereço citado acima, subordinada à Secretaria Municipal da cidade de Cabo Frio/RJ, tendo como Entidade Mantedora a Empresa C. Educacional Aquarela Ltda. ME, registrada no cartório de pessoas jurídicas sob o nº 33.2.0912229-1, publicado no diário oficial, e está inscrita no CNPJ sob o nº 14608618/0001-43, sendo seu responsável legal Beatriz Souza Vieira de Oliveira. Está em conformidade com a Lei nº 9.394/96 oferece atendimento de Creche II: 1 ano a 1 ano e 11 meses; Creche III: 2 anos a 2 anos e 11 meses; Creche IV: 3 anos a 3 anos e 11 meses; Pré – escola I: 4 anos a 4 anos e 11 meses; Pré – escola II: 5 anos a 5 anos e 11 meses; Fundamental I: 1º a 5º. Além disso, a escola está bem localizada em uma rua bem movimentada e por se encontrar em um bairro próximo ao centro possui uma ótima infra-estrutura, tais como: 6 saneamento básico, ruas amplas de fácil acesso, o que facilita a chegada e saída de vans, micro-ônibus e carros que chegam a todo o momento. O prédio da escola possui 2 andares, na parte superior fica o ensino fundamental e consequentemente embaixo a educação infantil. A parte superiordo prédio possui 2 banheiros, 3 salas de aula e 1 sala de professores e na parte de baixo tem-se 5 salas de aula, 3 banheiros, 1 cozinha e refeitório, 1 sala de deposito e 1 sala de secretaria e 1 sala da diretoria que é dividida com a orientadora educacional e a supervisora escolar. Com relação aos banheiros vê-se que estes são amplos, claros, arejados, com pias e sanitários com alturas para adultos, então os professores ou auxiliares ajudam as crianças que não possuem idade para irem sozinhas, e, além disso, somente as salas das creches II e III possuem banheiro separado das demais turmas. Já, a cozinha é equipada com geladeira, freezer, fogão e é utilizada também como refeitório tanto pelos alunos como pelos funcionários. As 7 salas de aula são amplas, claras, com mobiliário adequado em perfeitas condições de uso e estas tem ventiladores de teto e em algumas ar-condicionado. Além disso, escola possui um pátio onde são realizadas as aulas de Educação Física e nele também tem o parquinho para as crianças do Pré I ao fundamental brincarem no recreio, sendo que o recreio é separado cada turma tem um horário, pois o pátio não é grande para ir mais de uma turma. As creches II, III e IV têm um parquinho separado das crianças maiores com brinquedos adequados para a idade deles. A escola não possui sala de multimídia, mas tem os equipamentos para tal, e estes podem ser utilizados, pois nas salas há instalações para que se o professor necessitar possa utilizá-los com os alunos. Porém, não há quadra, biblioteca, auditório, brinquedoteca, sala de informática e a área externa possuem uma pequena cobertura para as crianças brincarem em dia de chuva ou de muito sol. Como não há biblioteca, os livros de leitura utilizados pelas crianças ficam armazenados nas próprias salas de aula, livros estes que são pedidos aos pais no início do ano letivo juntos com os materiais escolares, porém algumas professoras compram e deixam no cantinho da leitura que cada sala de aula possui para que os alunos tenham uma variedade de livros. Atualmente, a escola possui 72 alunos entre 1 a 8 anos de idade, estes se dividem em creche II, III e IV, Pré – Escola I, II e Fundamental 1º e 3º ano e conta com 8 Professores em seu quadro de trabalho, além desses conta com o auxílio de outros profissionais que são: 2 7 Auxiliares de Classes, 1 Serviços Gerais, 1 Orientadora Educacional, 1 Supervisora Escolar e 1 Diretora Geral, os quais trabalham de segunda a sexta – feira, das 08hs às 18hs, durante o ano todo com as seguintes modalidades de atendimento: • Turno de funcionamento diurno manhã e tarde. • Nível de ensino ministrado: Educação Infantil e Fundamental I. • Horário das 08h às 12h e das 13 às 17h, e 08h às 17h em Tempo integral. • Colônia de férias nos meses de janeiro e julho, dependendo do interesse da clientela. Para que as modalidades acima citadas sejam cumpridas a escola possui um estatuto no qual se estabelecem normas e projetos políticos pedagógicos (PPP), a serem seguidos o qual será apresentado no próximo tópico. 2.3 O Projeto Político Pedagógico A escola possui um Projeto Político Pedagógico, o qual foi elaborado por uma equipe de professores, que estão comprometidas e preocupadas com uma educação séria e de qualidade, estes profissionais trabalham na construção deste projeto em sala de aula, aplicando-o de forma prática e coerente a proposta pedagógica. O PPP da escola norteia sua ação educativa por dois pontos básicos: Formação Pautada nos Valores Humanos e Concepção Pedagógica. Formar cidadãos que valorize a ética, a verdade, a democracia, que dão valor a outras habilidades além das cognitivas, buscam uma educação humanista, crítica e significativa voltada para a formação de jovens com opinião própria, autônomos, que cultivem valores baseados na solidariedade e no bem coletivo baseada numa aprendizagem que ocorra de forma significativa, gradual e contextualizada que propicie a cada aluno a descoberta de seus potenciais. Logo, a prática pedagógica foi orientada pensando na função social da educação e no valor formativo e simbólico que a instituição (escola), sempre representou para as sociedades, e ainda nos ideais dialéticas construtivistas e sócio histórico que a regem. Assim, a escola contemporânea compreende a importância do papel da educação no desenvolvimento dos seres humanos, baseados no desenvolvimento integral das pessoas, no enfoque construtivista e na importância do contexto social e das relações estabelecidas, a fim de se efetivar a formação do aprendiz na cidadania. 8 2.4 Caracterizações da Turma Observada A turma que realizei o estágio foi a do 1º ano do ensino fundamental, a qual tem crianças com idade de 6 anos,dentre esses alunos 1 especial com diagnósticos de Autismo. Pude observar como o cognitivo de algumas crianças estava mais avançado do que a dos outros, alguns alunos apresentavam mais dificuldade de aprendizado e concentração em atividade a serem elaboradas na sala de aula. Apesar disso, a professora faz o possível para que estes alunos consigam acompanhar a turma. Além disso, na turma tem-se um aluno autista o qual embora possua o laudo atestando que necessita de atendimento especial não tem uma auxiliar que lhe de um atendimento diferenciado, pois o mesmo por ter tal deficiência tem falta de concentração e inquietação, por consequência desta falta de atendimento acaba agitando a turma toda. A professora apesar de ser experiente não tem muito conhecimento sobre o autismo logo apresenta certa dificuldade para desenvolver atividades com este aluno, porque as atividades que são elaboradas para a turma o mesmo não consegui acompanhar, pois estas deveriam ser diferenciadas. Além disso, o mesmo apresenta dificuldades na coordenação motora então sua escrita, pintura e desenhos se tornam comprometidos, mas em relação a cognição, ele tem um bom desenvolvimento,embora sua deficiência,sua dificuldade e limitação se relaciona mais na coordenação motora e na concentração.O aluno tem acompanhamento fora da escola com psicopedagoga epsicóloga, mas não possui acompanhamento com uma fisioterapeuta que seria fundamental para sua questão motora. Em relação ao plano de aula este é feito semanalmente pela professora e levado à orientadora para sua aprovação para assim realizar com os alunos o conteúdo programado e, além disso, a mesma utiliza também como recurso livros didáticos adquiridos pelos alunos. Sendo assim, a rotina deles começa desde a hora da entrada com formação do trenzinho para entrar na sala de aula e após entrarem eles entregam à professora suas agendas e pastas com as atividades, a qual verifica se tem algum bilhete e se as atividades propostas para fazerem em casa foram executadas. Depois de feito isto, a professora começa a aula sempre com um conto de história faz questionamentos sobre o que foi contado e em seguida explica sobre o que será ensinado naquele dia perguntando se eles conhecem e sabem sobre aquilo que está sendo apresentando a eles, e uma troca de saberes é feito neste momento. Não resta dúvida, que a professora gosta do que faz, pois tudo que é levado para sala de aula para ser ensinado aos alunos é sempre bem elaborado e pensado para fazer com que os 9 alunos consigam compreender com facilidade o que está sendo proposto nas aulas. Mesmo estando claro que a mesma tem algumas dificuldades para trabalhar diversas atividades em aula com o aluno especial, ela tem paciência e o auxilia para que o este realize todas as atividades propostas. Geralmente estas atividades são realizadas concomitantemente utilizando como ferramentas jogos e brincadeiras para que eles aprendam se divertindo, assim a aprendizagem se torna mais significativa, além de despertar mais ainda o interesse delesnas aulas ministradas e é claro os alunos adoram. Pode-se dizer que apesar da correria diária os objetivos propostos para a turma são alcançados e o conteúdo programático é cumprido. A turma é um pouco agitada, mas muito boa de trabalhar, visto que tem 1 aluno especial, que não possui auxiliar, mas mesmo assim a professora acaba conseguindo dar conta, embora seja necessário a auxiliar para a evolução dele, pois esta é gradativa. Assim, se percebe que a postura e conduta da professora é firme, raramente fala em voz alta ou grita com eles, apenas fala firme, caso o aluno continue a fazer ela conversa com eles sobre o comportamento dentro da sala de aula. Logo, a confiança, o carinho e o respeito são recíprocos entre os alunos e a professora e está age de maneira profissional, tanto na sala de aula como fora com os demais colegas de trabalho. Com isso, a disciplina é cobrada na sala e mantida através de regras e acordos, e são respeitadas pelos alunos e quando alguém faz algo errado, embora tenha sido chamada sua atenção e continue a desobedecer é levado para conversar e a pensar sobre a sua atitude, caso continue o aluno perde alguns minutos do recreio, ou seja, esta é uma forma de repreensão por não ter respeitado a professora. Em relação, ao método utilizado para avaliar o aluno este é feito através de uma prova valendo 70 pontos e um trabalho valendo 30 pontos, estes trabalhos geralmente são realizados na sala de aula, tendo a recuperação como valor de 100 pontos. A organização da sala de aula é satisfatória, o que contribui para a correta distribuição dos moveis, possui 8carteiras, um anexo com prateleiras e armário onde ficam armazenados os seguintes materiais: cadernos de desenhos, livros, lápis de cor, giz de cera, hidro-cor, tesouras, cola e os brinquedos os quais são utilizados pelos alunos na maioria dos dias meia hora antes da saída da escola. 10 2.5 Atividades Realizadas no Estagiário Durante o período que realizei meu estágio, obtive a oportunidade de poder auxiliar a professora em todas as atividades feitas em grupos e individuais. Por diversas vezes fiquei sozinha com a turma enquanto a professora fazia alguma atividade fora da sala de aula, e dava sequência àquilo que a mesma já havia aplicado para os alunos. Não tive a oportunidade de aplicar nenhum plano de aula, mas a professora sempre me deixou bem a vontade para auxiliá-la e aos alunos também. Como mencionado no tópico acima, a turma possui um aluno especial, o qual se tivesse um auxiliar para acompanhar o seu desempenho e desenvolvimento isto contribuiria bastante, pois daria a ele o suporte necessário nas atividades proposta na sala de aula, consequentemente ajudaria a todos os alunos para o bom andamento das atividades propostas. Além disso, a turma tem alguns alunos que também apresentam certas dificuldades e sempre que tinha oportunidade eu os ajudava. Assim, a professora quando precisava de ajuda e opiniões sobre o desempenho da turma me perguntava, e por vezes montávamos juntas atividades lúdicas como jogos, brincadeiras e dinâmicas para os alunos e principalmente para aqueles que estavam apresentando certa dificuldade em algum conteúdo, para compreenderem com mais facilidade. 11 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3.1 Histórico da Educação Inclusiva Para melhor entendimento, faz-se necessário um breve histórico do que se refere a Educação Inclusiva.O Ministério da Educação por meio da Secretaria de Educação Especial, desenvolve o Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade em todos os estados e Distrito Federal, envolvendo 106 municípios-pólo que atuam como multiplicadores para municípios da sua área de abrangência, compreendendo atualmente 1.869 municípios. (BRASIL, 2004). Este programa tem por objetivo a formação de gestores e educadores para efetivar a transformação dos sistemas educacionais em sistemas educacionais inclusivos, tendo como princípio, a garantia do direito dos alunos com necessidades educacionais especiais de acesso e permanência, com qualidade, nas escolas regulares. (BRASIL, 2004). Cabe destacar, que está em nossa Constituição Federal desde 1988 o dever de garantir a todos a igualdade de condições para o ingresso e a permanência na escola de crianças e adolescentes que possuem necessidades especiais, em tese sem qualquer tipo de diferenciação, pois se sabe que isto ainda não é a realidade atual do Brasil. Sabe-se que em 2003, o Brasil começa a construir um novo tempo para transformar essa realidade. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, assume o compromisso de apoiar os estados e municípios na sua tarefa de fazer com que as escolas brasileiras se tornem inclusivas, democráticas e de qualidade. Este compromisso se concretiza com a implementação do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade,tendo por objetivo compartilhar novos conceitos, informações e metodologias - no âmbito da gestão e também da relação pedagógica em todos os estados brasileiros.(BRASIL, 2004). O que nos leva, a observar que a falta de apoio pedagógico para com as crianças que tem necessidades especiais pode fazer com que elas não frequentem a escola, e isto pode se dá muitas vezes porque as famílias não encontrem as escolas devidamente preparadas para atender a todos, e isso também é uma forma de discriminação. Levando isso em conta, entende-se que a ausência desse suporte pode vir a ocasionar o abandono dessas crianças e adolescentes a escola ou até mesmo continuarem, mas sem 12 conseguirem avançar para os outros níveis de ensino, o que configura uma desigualdade de condições de permanência. Diante deste contexto, se entende que a “Educação Inclusiva” abrange a educação especial no interior da escola regular e torna a escola um ambiente para todos, ou seja, propicia heterogeneidade ao passo que acredita que todos os alunos podem ter necessidades especiais durante seu período escolar. Neste sentido, percebe-seque na escola inclusiva, o aluno deve ser o centro da ação educacional sendo garantidos todos seus direitos, pois a escola deve conheceras necessidades e capacidades de cada aluno, e a elas recompensar com qualidade pedagógica. Porém, pra uma escola se tornar inclusiva está precisa contar com a participação consciente de todos envolvidos no contexto educacional, ou seja, familiares, educadores e gestores se fazer e estarem presentes na escola. Neste contexto, Rocha apud Perrenoud (2000), aponta alguns fatores que dificultam a construção de um coletivo, no contexto educacional: a limitação histórica da autonomia político-administrativa do profissional da Educação e o individualismo dela consequente, a falta do exercício das competências de comunicação, de negociação, de cooperação, de resolução de conflitos, de planejamento flexível e de integração simbólica, a diversidade das personalidades que constituem o grupo de educadores, e até mesmo a presença frequente da prática autoritária da direção, ou coordenação do ensino.(ROCHA APUD PERRENOUD, 2000, p. 18). Ainda segundo Rocha o autor Perrenoud (2000, p. 18) diz que, “a construção de uma escola inclusiva implica em transformações no contexto educacional, transformações das ideias, de atitudes e da prática das relações culturais e sociais (âmbito político, administrativo e didático-pedagógico)”. Tais dificuldades só conseguirão ser extintas por meio do convencimento de todos, os quais devem entender que a escola deve modificar suas estratégias, propiciar alternativas para com isso construir novos formatos de convivências no contexto educacional, sempre considerando a potencialidade e o empenho de cada aluno. Acrescentaríamos a isso, o quenos traz o Programa de Inclusão do MEC (2004), o qual menciona que: uma escola somente poderá ser considerada inclusiva quando estiver organizada para favorecer a cada aluno, independentemente de etnia, sexo, idade, deficiência, condição social ou qualquer outra situação. Um ensino significativo é aquele que 13 garante o acesso ao conjunto sistematizado de conhecimentos como recursos a serem mobilizados. (BRASIL, 2004). Logo, entende-se para que a Educação Especial traduza verdadeiramente uma realidade vivida e responda a todos fazendo com que as crianças se tornem cidadão sem todos os sentidos, esta deve primeiramente acima de tudo sublimar o conhecimento cultural. Assim, a Educação Especial precisa ter seus princípios reconhecidos como um todo, pois este reconhecimento é de suma importância para que o crescimento, o desenvolvimento e o desempenho educacional se tornem satisfatório. Para que a Educação Especial se torne satisfatória, se deve em primeiro lugar atentar para a elaboração do seu projeto político-pedagógico, pois este é o instrumento que irá regulamentar a relação entre escola e comunidade. Assim sendo, para que este se desenvolva adequadamente faz se necessário que este seja bem analisado por todos, ou seja, com a participação de professores, funcionários, pais e alunos concomitantemente. Nesse sentido, pode-se dizer que com a participação de todos na elaboração do Projeto Político-Pedagógico, os objetivos pelo qual este foi criado serão alcançados e consequentemente haverá uma melhor compreensão de todos no que diz respeito a conhecer o que fazer, porque fazer, para que, para quem fazer e como fazer. Assim, conforme o Programa Educação Inclusiva elaborado pelo MEC (2004), são vários os passos a serem seguidos na construção do projeto político-pedagógico que são: Em linhas gerais, deve-se iniciar por algumas reflexões filosóficas e sociopolíticas, como por exemplo: • O que entendemos por Educação? • Qual o papel e a função da escola na formação do cidadão? • Qual o contexto político, econômico e social em que está inserida essa escola? • Qual a função social dessa escola? • Que contribuição essa comunidade espera/precisa dessa escola? • Que resultados essa escola tem mostrado a essa comunidade? • Como é a relação dessa comunidade com a escola? • Como tem sido a participação da comunidade no cotidiano escolar? • Como tem sido a participação dos pais no cotidiano escolar? Estas reflexões têm por objetivo favorecer, à comunidade escolar, a compreensão da função social da escola, seu papel e seus objetivos para que possa ser construído o projeto político-pedagógico. (BRASIL, 2004). Neste contexto, se entende que se estes passos recomendados pelo MEC forem devidamente seguidos tem-se em tese a certeza de que o objetivo pelo qual este foi criado será alcançado em sua plenitude. 14 Isto nos leva, a desenvolver no próximo tópico como os profissionais da Educação Inclusiva estão fazendo ou tentando fazer para aplicarem os passos recomendados pelo MEC, ou seja, quais são os desafios enfrentados por eles diariamente. 3.2 Os Desafios Enfrentados Diariamente pelos Profissionais da Educação Inclusiva no Brasil Neste tópico será discutido sobre a dimensão das atitudes dos professores, diante das práticas e métodos pedagógicos aplicados atualmente. Métodos e práticas, as quais se percebem que ainda há o predominância da experimentação, da criação, da descoberta e da co-autoria do conhecimento, para com isso poder perceber do que realmente o aluno é capaz de como este poderia aprender se estivesse num ambiente cheio de estímulos e rico em diversidades. Além disso, será explanada sobre as limitações dos alunos que têm ou não alguma deficiência, suas limitações, o currículo utilizado, da forma como estes são avaliados, entre outros e também sobre a capacitação dos professores para atuarem nesta área da educação. Sabe-se que a muito tempo, a sociedade tenta compreender por quê diversas crianças apresentavam dificuldade em aprender, e isto logo foi percebido e muito nos últimos anos, pois houve um aumento considerável de crianças freqüentando os consultórios médicos. Cabe aqui destacar, que o pediatra é para quem são feitas as primeiras queixas em relação ao mau desempenho escolar e este fato deve ser analisado e considerado, pois se tais problemas forem detectados precocemente intervenções adequadas poderão ser realizadas para amenizar o mau desempenho escolar. Apesar do Brasil através da Constituição Federal ter estabelecido o direito a todas as crianças de terem acesso à escola, atualmente este acesso à educação é agravado pela falta de diversos aspectos como: a falta de informação, a discriminação e por condutas preconceituosas ocorridas na escola bem como fora dela, e por consequência disso as crianças que têm algum tipo deficiência ao chegarem na escola e senão recebem o apoio necessário estas terão problemas no atendimento de suas reais necessidades educacionais. Pode se afirmar, que foi a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, nº 9394/96 e da Resolução nº 2/2001, que os alunos com necessidades educacionais passaram ser observados e, na medida do possível, integrados ao ensino regular. São leis que lhes garantem diversos recursos, apoios e serviços educacionais especiais, organizados para 15 apoiar, complementar e suplementar e, e muitas vezes, suprir os serviços educacionais corriqueiros, e estes são organizados com o intuito garantira educação e promover o desenvolvimento escolar para os educandos que apresentam problemas no desenvolvimento da aprendizagem. (ROCHA, s/a). Tais problemas segundo Rocha apud Brasil (1996), podem ser de caráter temporário ou permanente, os quais se percebem ao observar os seguintes aspectos: - dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, não vinculadas a uma causa orgânica específicas ou relacionadas a distúrbios, limitações ou deficiências; - dificuldades de comunicação e sinalização, demandando a utilização de outras línguas, linguagens e códigos aplicáveis; - condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos; - crianças superdotadas, com altas habilidades. (ROCHA, apud BRASIL, 1996, p. 10). Diante deste contexto, se percebe que se o aluno com deficiência não tiver o apoio necessário para seu desenvolvimento, isto pode vir a ocasionar seu afastamento, pois este fato dificulta seu andamento escolar e, com isso o mesmo não conseguirá acompanhar seus colegas e consequentemente o impedira que avançasse para os níveis mais elevados de ensino, e isso leva a grande evasão escolar a qual se percebe atualmente. Esta evasão escolar é percebida ao observarmos o mau desempenho escolar (MDE), o qual de acordo com a Apostila WR Educacional é definido como “um rendimento escolar abaixo do esperado para determinada idade, habilidades cognitivas e escolaridade”. Ainda segundo Apostila WR Educacional, o MDE: deve ser visto como um sintoma relacionado a várias etiologias. Ressalta-se ainda que, independentemente da etiologia, o MDE resulta em problemas emocionais (baixa auto-estima, desmotivação) e preocupação familiar, além de repercussão em diversas esferas: individuais, familiares, escolares e sociais.Diante da criança com MDE, é fundamental buscar a causa e, consequentemente, traçar o melhor tratamento para cada indivíduo. As causas são variadas, destacando-se dois grupos: fatores extrínsecos (ambientais) ou intrínsecos (individuais). (APOSTILA WR EDUCACIONAL s/a). Neste contexto, faz-se necessário que se saiba a distinção entre dificuldade escolar (DE) e transtorno de aprendizagem(TA). A DE relaciona-se com problemas de origem pedagógica e/ou sociocultural. Não há qualquer envolvimento orgânico. É extrínseco ao indivíduo. Outra se relaciona com problemas na aquisição e desenvolvimento de funções 16 cerebrais envolvidas no ato de aprender, tais como dislexia, discalculia e transtorno da escrita. Além dos transtornos específicos de aprendizagem, citam-se o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e transtorno de desenvolvimento de coordenação (TDC) como entidades relacionadas ao mau desempenho escolar. Todas essas condições têm base neurobiológica, ou seja, é intrínseca ao indivíduo. (APOSTILA WR EDUCACIONAL s/a). Por outro lado, os educadores além de terem que observar todos esses problemas nos alunos, os mesmos ainda têm que enfrentar os argumentos oferecidos pela escola tradicional, a qual em sua maioria resiste ao processo de inclusão, usando diferentes justificativas para não atender as reais necessidades desses alunos. Acrescentaríamos a isso, o que diz Rocha apud Omote, (2004): A diversidade ou a variabilidade intra-específica e as diferenças inter-individuais representam um grande patrimônio, do qual pode depender a adaptabilidade da espécie ao seu meio, assegurando, em última instância, a sua sobrevivência. Entretanto, nem todas as características diferentes são intrinsecamente vantajosas. O caráter vantajoso ou desvantajoso às características adquire em interação com o meio (ROCHA, APUD OMOTE, 2004, p.288). Levando isso em conta, se entende que para a maioria dos alunos a escola é o lugar onde está terá a possibilidade de adquirir conhecimento, o qual irá proporcionar seu desenvolvimento como cidadão, ou seja, terá a oportunidade de se tornar alguém com identidade própria e com isso poder viver dignamente perante a sociedade. Neste panorama, pode-se afirmar que os alunos que possuem necessidades especiais menos severas são mais aceitos, diferentemente daqueles que precisam de uma assistência maior tais como: crianças que tenham autismo, com deficiência intelectual e múltipla entre outros. Portanto, como o objetivo deste relatório de estágio é observar como se dá a rotina de uma instituição do Ensino Fundamental em relação à inclusão de alunos com necessidades especiais, mais precisamente o aluno portador de autismo, faz-se necessário um breve histórico sobre este tema no próximo tópico. 3.3 O Autismo Esse tópico abordara as questões relativas à revisão da literatura, em que serão feitas reflexões sobre o tema da pesquisa, que são as práticas pedagógicas voltadas para a inclusão do aluno no ensino fundamental com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 17 Para começar a responder destaca-se definição do Autismo Infantil conforme a autora Tamanaha (2008) apud Kanner, em (1943), a qual diz: inicialmente denominado Distúrbio Autístico do Contato Afetivo, como uma condição com características comportamentais bastante específicas, tais como: perturbações das relações afetivas com o meio, solidão autística extrema, inabilidade no uso da linguagem para comunicação, presença de boas potencialidades cognitivas, aspecto físico aparentemente, normal, comportamentos ritualísticos, início precoce e incidência predominante no sexo masculino. (TAMANAHA, 2008, p. 296). Logo, percebe-se que o questionamento feito por Kannerem relação ao Autismo Infantil, enfatizava que havia deturpações no âmbito familiar das crianças, o qual afetaria seu desenvolvimento psicoafetivo da criança, pela falta de conhecimento intelectual por parte dos pais. Além disso, nota-se que o autor não deixou de apontara existência de algum fator biológico existente na criança pode também estar presente, uma vez que as mudanças de comportamento eram percebidas eram facilmente observadas. Ainda segundo Tamanaha (2008), o autor Asperger em (1944), propôs em seu estudo a definição de um distúrbio que ele denominou Psicopatia Autística, “manifestada por transtorno severo na interação social, uso pedante da fala, desajeitamento motor e incidência [...], e muitas das manifestações podem ser explicadas pelas falhas cognitivas e de percepção”. Estas falhas cognitivas e de percepção podem ocasionar grandes prejuízos sociais e de comunicação as crianças portadoras de Autismo Infantil, e as mesmas intrigaram diversos autores e por causa disso propuseram o estudo da “Teoria da Mente”para tentar entender as imperfeições sociais dos autistas. Diante deste contexto, e segundo os autores, percebe-se que as pessoas portadoras desta condição, possuem grande dificuldade de identificar, compreender e de expressar seus sentimentos, o que causa enormes perdas nas relações interpessoais. Dentre estas questões, torna-se imprescindível que o educador tenha qualificação para receber está criança com necessidades especiais, pois este deverá usar de todos os artifícios necessários para adaptar está criança no contexto escolar, para com isso proporcionar um melhor aprendizado. Sendo assim, além deste profissional proporcionar todas as condições para este aluno especial, o mesmo deve procurar ajuda com outros profissionais especializados como, por exemplo, encaminhando-o a um psicopedagogo, o qual poderá ajudá-lo facilitando ainda mais 18 a adaptação deste aluno no contexto escolar, para tentar facilitar seu convívio em sociedade com suas embora possua algumas diferenças. Portanto, para que a ajuda dada por estes profissionais sejam satisfatória faz-se necessário, que estes revejam suas atitudes em relação à inclusão, que percebam se suas condutas aplicadas em sala de aula são positivas ou negativas para o bom desenvolvimento destes alunos com necessidades especiais e, além disso, devemos nos esforçar mais para aprender a conviver com a diferença em todos os sentidos apesar de sabermos que isto seja muito difícil de ocorrer em nossa sociedade atualmente. 3.4 O Estágio Para melhor entendimento faz-se necessário um breve historio do que vem a ser “o estágio”. Conforme Scalabrin e Molinari (2013), a prática do estágio tem por finalidade: “desenvolver em cada estudante dos cursos de licenciaturas não apenas a compreensão das teorias estudadas durante a graduação, mas também sua aplicabilidade e a reflexão sobre a prática que se inicia neste momento, [...]”. Sendo assim, se entende que através do estágio o docente tem a oportunidade de compreender melhor os conteúdos vistos, pois através deste terá a oportunidade de colocar em prática todo conhecimento adquirido na sala de aula durante o período de graduação. A prática em sala de aula nos leva a refletir como será nosso dia-a-dia como professor. Enquanto estamos estudando apenas as teorias, não temos ideia do que é estar frente a uma sala de aula cheia de alunos. Onde cada criança tem sua peculiaridade e aprende do seu jeito, e o professor deve estar preparado e atento, sempre refletindo sobre sua prática educativa. Diante disso, falo com convicção que essa experiência que vivenciei foi extraordinária, descobri que tudo aquilo que eu pensava em relação a estar dentro de uma sala de aula não era nada do que imaginava então o medo e o receio de estar à frente de uma turma ensinando sumiu por completo. Este medo sumiu após sentir o carinho dos alunos, a troca mútua de algo puro e sincero, fato este que fez com que eu me encantasse por toda experiência que estava vivenciando. Além disso, não posso deixar de falar que desde o início desta caminhada a professora da turma me deixou à vontade para participar e auxiliar de todas as atividades feitas na sala de aula. 19 A turma a qual realizei o estágio foi 1º ano do ensino fundamental com crianças de 6 anos de idade. A escola segue o método tradicional, mas os professores têm a flexibilidade e seguem também as influênciasda escola nova. Nas aulas a professora sempre utilizava como auxilio jogos e brincadeiras para que a aprendizagem fosse significativa, no qual a criança se relaciona com o meio que lhe é oferecido, construindo seu próprio conhecimento, pois através das atividades lúdicas, além de estarem aprendendo eles estão brincando, pois afinal eles são crianças e a brincadeira faz parte do desenvolvimento da criança. Porém, sabe-se que a escola tradicional por estar agarrada aos seus conteúdos curriculares, muitas vezes não abarca um modelo lúdico embora se ouça muitos comentários a respeito da importância da ludicidade na escola. Assim sendo, sabe-se que esta transformação não é tão fácil, pois durante muitos anos nada ou quase nada se ouvia falar sobre este assunto na sociedade e nem durante a formação acadêmica. Diante deste contexto, cabe aqui destacar Fortuna (2001), que diz: “em uma sala de aula, [...], convive-se com a aleatoriedade, com o imponderável; o professor renuncia à centralização, à onisciência e ao controle onipotente e reconhece a importância de que o aluno tenha uma postura ativa nas situações de ensino, sendo sujeito de sua aprendizagem; a espontaneidade e a criatividade, [...]”. Logo, entende-se que a ludicidade não deve ser vista apenas como divertimento e sim como uma necessidade do ser humano em qualquer idade, pois ela facilita o aprendizado e o desenvolvimento humano em todos os aspectos. 20 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Atualmente, pode-se dizer que ocorreu grandes mudanças no mundo e consequentemente na escola também. Por isso, houve a necessidade de nos adaptarmos (escola e família), as dificuldades que vieram junto com estas mudanças. Neste contexto, família e escola tiveram que mudar seus hábitos e costumes na expectativa que as coisas melhorem, porém a tarefa é dura, mas os profissionais têm que estar atentos a estas mudanças, porque é na escola que se observa claramente tais mudanças pela diversidade que nela impera, pois é nela que os alunos interagem rapidamente aumentando sua capacidade de tomar decisões, pensar, se expressar e etc. Sabe-se que a escola, nada mais é que continuidade de nossas vidas, por isso cabe a ela a responsabilidade de transformá-la tornando-a absorvente e atualizado, mas nunca se esquecendo de sua principal característica, ou seja, que é um lugar onde se estará sempre se aprendendo bons exemplos. Logo, a escola nunca deve esquecer-se de estar sempre trazendo um ensino pedagógico diferenciado para a Educação de forma que façam as crianças e adolescentes começarem a pensar e agir frente a tantas mudanças da atualidade. Diante deste contexto, se pode concluir que no cotidiano das instituições de ensino, há muitas dificuldades em ralação a vários aspectos tais como: a questão da inclusão de alunos com deficiência, a estrutura das escolas, rotina, ociosidade de ambiente, recursos materiais, carência de apoio familiar, entre outros, fatos estes que fazem os estudantes de licenciatura em formação discutir se a forma que lhes foram ministrados seus aprendizados está devidamente adequado para encarar e suprir os problemas existentes ao se depararem com seus alunos. Pois se sabe que ainda existe uma grande divergência entre a inclusão desses alunos com necessidades especiais nas escolas regulares, embora seja um dever e direto dos mesmos se presencia muito a exclusão e a falta de preparo dos profissionais com esses alunos. Visto que o aluno sem apoio necessário para seu desenvolvimento pode ocasionar seu afastamento, pois este fato dificulta seu andamento escolar, com isso o mesmo não conseguirá acompanhar seus colegas e consequentemente o impedira que avançasse para os níveis mais elevados de ensino, e isso leva a grande evasão escolar a qual se percebe atualmente. Diante disto, torna-se imprescindível que o educador tenha qualificação para receber está criança com necessidades especiais, pois este deverá usar de todos os artifícios necessários 21 para adaptar está criança no contexto escolar, para com isso proporcionar um melhor aprendizado. E além deste profissional proporcionar todas as condições para este aluno especial, o mesmo deve procurar ajuda com outros profissionais especializados como, por exemplo, encaminhando-o a um psicopedagogo, o qual poderá ajudá-lo facilitando ainda mais a adaptação deste aluno no contexto escolar, para tentar facilitar seu convívio em sociedade embora possua algumas diferenças. Com isso, devemos nos esforçar mais para aprender a conviver com a diferença em todos os sentidos apesar de sabermos que isto seja muito difícil de ocorrer em nossa sociedade atualmente. Fato este que ocorreu com o Gabriel adolescente que foi inspirado para este relatório, com relatos dos familiares de sua exclusão em diversas escolas da rede de cabo frio e após tanta procura a família conseguiu matricular o menino em uma escola da rede que o recebeu muito bem e assim fazendo um trabalho em conjunto que sua psicóloga, psicopedagoga, fisioterapeuta e fonoaudióloga, como citado acima o trabalho em conjunto tende a ter um bom resultado e o aluno a ter um bom desenvolvimento na escola e na sua vida cotidiana. Por isso, se percebe a real importância de se fazer estágio supervisionado, porque é nele que ocorre o desenvolvimento profissional, pois este lhes dará a base para atuarem como professores e é através desta técnica que os estagiários iram sentir-se mais preparados para exercer sua profissão na sala de aula. Assim sendo, o estágio supervisionado é um momento singular, pois é onde os estagiários se sentem professores, ou seja, é quando seus conhecimentos teóricos, suas ideias e opiniões começam a tomar forma e é assim que se iniciam as suas identificações com a profissão. O Estágio em Docência do Ensino Fundamental é uma questão decisiva para a formação do profissional da educação, já que estabelece a relação entre teoria e prática, possibilitando que o educador ao entrar na sala de aula tenha uma posição crítica diante das dificuldades existentes no contexto escolar. Portanto, para ser professor é necessário ter amor para com as crianças e adolescentes, compromisso, respeito às fases delas, paciência e acima de tudo criatividade, pois muitos vivem com os pais, outros têm pais separados ou vivem com tios ou com seus avós. Além disso, pôde-se constatar que a professora se utiliza de um planejamento de aula, onde consta o domínio de conteúdo a serem vencidos, os quais são definidos semanalmente e seguido de forma sequencial, para tal a mesma utiliza diversos materiais tais como: fantoches, bonecos, material palpável, brinquedos, técnicas como contação de histórias, atividades 22 lúdicas, etc. Esta usa uma linguagem fácil e demonstra segurança na fala mantendo controle e disciplina, ou seja, sabe lidar com situações inusitadas. Por isso, pode-se dizer que essa etapa do Estágio Supervisionado foi de suma importância para aminha formação profissional, pois pude observar que ao se seguir adequadamente um plano de aula ter-se-á um melhor aproveitamento do tempo para aplicar as atividades cotidianas e consequentemente sobra mais tempo para compartilhar e trocar ideias com o corpo docente da instituição. Logo, o estágio supervisionado me possibilitou conhecer a realidade educacional e comparar o que aprendi na teoria com a prática, pois existe muita diferença entre over e o fazer este permitindo a compreensão da importância da interação entre professor aluno, num processo de ensino aprendizagem sendo determinante na construção de conhecimento, pois os acadêmicos desempenham um papel ativo observando e refletindo sobre os processos educativos. Na observação do ensino fundamental, realizada na instituição acimacitada verificaram-se muitos aspectos positivos, embora a escola tenha uma tendência tradicional esta produz conhecimento ao aluno despertando o interesse da criança. Percebeu-se isto ao ver o quanto a professora se empenha com dedicação e compromisso, bem como a ocorrência de troca de saberes e experiência entre professor-aluno ocasionando por tanto uma aprendizagem significativa e assim nossa troca de experiência se deu de forma bem natural respeitando sempre as suas ideias e compartilhando as minhas. Portanto, ao término do estágio exigido pela disciplina, ficou a certeza da importância de conhecer a realidade de uma instituição escolar e, além disso, a interação com os profissionais foi extremamente enriquecedora, acima das minhas expectativas, pois pude vivenciar a rotina do cotidiano escolar ao realizar diversas atividades. Logo, esta experiência proporcionada pelo estágio amplia o significado da constituição de um profissional da área de educação, complementa a formação acadêmica e atribui elementos para uma atuação efetivamente democrática e transformadora. Assim, pode-se dizer que o estágio supervisionado propicia ao estagiário um conhecimento único de grande importância e significado para formação docente, porque é neste momento que o acadêmico se sente e se vê professor. 23 REFERÊNCIAS BRASIL, Congresso Nacional (1988). Constituição: República Federativa do BRASIL. Brasília/DF: Centro Gráfico. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/consti/1988/constituicao-1988-5-outubro-1988-322142- publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em 05 Mai. 2018. ______, Congresso Nacional (1996). Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei nº 9.394. Brasília/DF: Centro Gráfico. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578- publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em 05 Mai. 2018. ______, Educação inclusiva: v. 3: a escola / coordenação geral SEESP/MEC; organização Maria Salete Fábio Aranha. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2004. 26 p. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aescola.pdf. Acesso em 05 Mai. 2018. FORTUNA, Tânia Ramos. Formando professores na Universidade para brincar. In: SANTOS, Santa Marli P.dos (org.). A ludicidade como ciência. Petrópolis: Vozes, 2001, p.116. O que é Educação Inclusiva? Um Passo a Passo para a Inclusão Escolar. Disponível em: http://institutoitard.com.br/o-que-e-educacao-inclusiva/. Acesso em 05 Mai. 2018. ROCHA, Profª. Dra. Celia Regina Silva. Responsável pelo Conteúdo. A Escola Inclusiva e seu Projeto Político Pedagógico. Disponível em: https://bb.cruzeirodosulvirtual.com.br/bbcswebdav/courses/346_12_40_BACKUP/Material_ Didatico/un_IV/teorico.pdf. Acesso em 05 Mai.2018. SCALABRIN, Izabel Cristina; MOLINARI, Adriana Maria Corder. A importância da Prática do Estágio Supervisionado. Disponível em: http://www.revistaunar.com.br/cientifica/documentos/.../3_a_importancia_da_pratica_estagio. pdf.2013. Acesso em 31 Mai.2018. TAMANAHA, Ana Carina, PERISSINOTO, Jacy, CHIARI, Brasilia Maria. Uma breve revisão histórica sobre a construção dos conceitos do Autismo Infantil e da síndrome de Asperger.RevSocBrasFonoaudiol. 2008;13(3):296-9. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v13n3/a15v13n3. Acesso em 21 Mai. 2018. W R EDUCACIONAL, Apostila. Disponível em:http://material-de- estudo.wreducacional.com.br/apostilas/educacao/mau-desempenho-escolar-uma-visao- atual.pdf. Acesso em 31 Mai. 2018. 24 ANEXO A 25 Estudo de Caso INTRODUÇÃO O presente estudo de caso apresenta como ponto principal o adolescente Gabriel de 13 anos de idade, autista não verbal considerado grau severo, porém suave em nível de entendimento, e acaba de ser admitido no 5º ano do ensino fundamental em uma escola da rede particular de cabo frio. Para o desenvolvimento do projeto foi realizada uma entrevista com a mãe do adolescente e com a tia que é uma profissional da área de educação inclusiva. CONTEXTUALIZAÇÃO O intuito da entrevista foi observar os pontos que facilitam e dificultam o desenvolvimento deste adolescente pela visão materna e profissional. No primeiro momento tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da história do Gabriel através da mãe. A mesma nos informou que foi percebida a deficiência desde bebê, e que inicialmente buscou-se auxílio profissional sendo que não foi possível mantê-lo por muito tempo. Os principais estímulos motores vieram por parte da babá responsável pelo cuido diário. Após um determinado período a família buscou incluí-lo no ambiente escolar, sendo encontrada resistência por parte dos pais dos alunos ditos “normais” na escola particular e causando assim uma exclusão deste menino. Logo a mãe buscou a rede pública do Rio de Janeiro, onde apesar de não haver recursos necessários para o desenvolvimento do aluno, o mesmo foi acolhido por todos. A família precisou mudar-se para a cidade de Cabo frio onde foi encontrada uma nova dificuldade, não sendo bem recebida nas escolas visitadas, inclusive impossibilitada de entrar em uma delas. Após diversas recusas, encontrou acolhimento em uma escola da rede privada, porém sem direito a benefícios financeiros oferecidos aos demais alunos. A mãe observou que apesar do adolescente se sentir acolhido e da escola oferecer amparo e cuidado necessários para permanência do aluno, não é o suficiente para o estímulo adequado para total desenvolvimento deste aluno. Para isso foi preciso recorrer a um centro especializado onde o Gabriel recebe atendimento de profissionais como fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagoga. Desta forma a família consegue garantir ao Gabriel socialização no ambiente escolar e o desenvolvimento cognitivo e motor no centro de recursos. 26 No segundo momento nos foi apresentado o ponto de vista da tia no qual ela diz que percebeu desde o nascimento que o Gabriel necessitaria de estimulo para seu desenvolvimento, tendo em vista certa rejeição ao colo. Porém segundo a mesma não foi o que ocorreu. Relatou-nos que a família negligenciou as necessidades, principalmente em relação a fala que segundo ela era essencial ser estimulada até os 5 anos de idade. Informou também a resistência da avó materna em aceitar e estimular a autonomia do adolescente, o que acaba interferindo negativamente em todo trabalho desenvolvido. Apesar das limitações do Gabriel a tia ressalta sua inteligência e poder de persuasão. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da conversa e do contato com o adolescente podemos perceber os pontos divergentes em relação ao tratamento e acompanhamento das dificuldades decorrentes a sua deficiência. Foi possível perceber também o quanto o Gabriel é carinhoso e capaz de expressar suas vontades e necessidades, como por exemplo, ao imitar os gestos da mãe demonstrando sua impaciência e vontade de ir embora. Ao observarmos o caso concluímos que apesar de haver na família uma profissional na área da educação inclusiva houve uma resistência por parte dos pais em aceitar que seu filho necessitava de amparos específicos, o que acabou prejudicando e atrasando o desenvolvimento do Gabriel. INTERVENÇÃO Mediante ao caso exposto sugerimos como intervenção do ponto de vista pedagógico, que as escolas busquem capacitar seus profissionais para que os mesmos possam desenvolver um trabalho correto e oferecer estrutura e recursos adequados para esses alunos que necessitam de um cuidado diferenciado. Sugerimostambém uma análise da anamnésia do aluno aliada a um acolhimento dos pais, objetivando assim conhecer melhor a rotina, cotidiano, necessidades, temperamento e características desses alunos. É preciso deixar claro aos pais que o trabalho deve ser em conjunto, e que se os estímulos não forem trabalhados desde cedo à escola sozinha não conseguira alcançar os objetivos esperados que na maioria das vezes seja tão cobrado da escola. 27 RECURSOS PARA OS RESPONSÁVEIS Uma semana de atividades sobre inclusão onde podem ser apresentada palestra com profissionais especializados na área da educação especial; Vídeos, filmes e documentários sobre inclusão (Exemplo: Rain Man; Gilbert Grape: Aprendiz de um Sonhador; Extraordinário; Uma viagem inesperada; Um amigo inesperado). Reuniões periódicas especificas para acompanhamento do trabalho desenvolvido. RECURSOS PARA OS ALUNOS - Atividades Lúdicas; -Vídeos; -Músicas; -Danças; PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL NO ESTUDO DE CASO Não é possível separar o que foi realizado por cada participante do grupo já que todas as etapas do trabalho foram desenvolvidas em conjunto. A entrevista foi realizada de forma espontânea, sendo assim as perguntas foram surgindo de acordo com o decorrer da conversa. O contato com o Gabriel foi ao mesmo momento e na mesma intensidade já que ambas receberam o mesmo carinho e afeto do adolescente Após a entrevista debatemos sobre o assunto, buscando identificar os pontos de dificuldades encontradas na educação do aluno, e possíveis intervenções a serem feitas. 28 ANEXO B 29 PLANO DE ATIVIDADES DE PRÁTICA DE ENSINO E ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DOCÊNCIA DO ENSINO FUNDAMENTAL IDENTIFICAÇÃO: Nome: Helen Garcia Marin Matrícula: 201602434034 Campus: Cabo Frio Curso de Pedagogia – 5° Professor-orientador: Érika de Paula Lins deEstágio Curricular Supervisionado I – Ensino Fundamental Nome da Unidade Escolar: Centro Educacional Aquarela Telefone:(22) 26451027 Endereço: Romário Gomes n° 12 Contexto socioeconômico da Unidade Escolar: Escola Privada de Classe Média Prof. responsável pelo Estágio na U.E.: Beatriz Souza Vieira de Oliveira Carga horária do Estágio: 66 (sessenta e seis) horas Início do Estágio: 23/04/2018. Término do Estágio: 17/05/2018. OBJETIVOS 1. Analisar a partir das experiências cotidianas no Estágio, o contexto do universo educacional, desenvolvendo processos de reflexões entre teoria e prática; 2. Relacionar a prática do Estágio Supervisionado com a pesquisa, propondo alternativas para solução de problemas específicos do campo educacional; 3. Analisar o Projeto Pedagógico, verificando a sua implementação no cotidiano escolar; 4. Elaborar um relatório crítico-descritivo a partir das experiências cotidianas do Estágio Supervisionado. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Nesta etapa visa-se discutir sobre a evolução histórica do Ensino Fundamental e os desafios da educação inclusiva nos dias atuais, que são estimular a mudança do seu aluno, bem como interceder de modo objetivo a relação existente entre aprendizagem e ensino e a relação a inclusão de alunos com necessidades especiais, bem como a prática pedagógica. Para tanto, a escola precisa prestar atenção às reais necessidades das crianças nesta etapa de aprendizagem e o professor deve estar preparado para realizar um trabalho voltado ao desenvolvimento da mesma e não somente adequar àquilo que é oferecido aos outros estudantes. No entanto, procurar respostas para imensuráveis questões que desafiam o dia a dia dos profissionais da educação é uma constante, pois a cada dia acontecem novas dificuldades, e a escola de hoje não deve somente instruir e sim formar. Sendo assim, tentar-se-á buscar as respostas para estes desafios baseando-se em diversos autores através de suas bibliografias, as quais serão mencionadas no relatório. METODOLOGIA: Roteiros de observação, planejamento de projetos pedagógicos focados para a infância, relatório final. 30 ATIVIDADES PREVISTAS: Participação nas atividades da escola, planejamento e a realização de um projeto. ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO Registro e acompanhamento das atividades previstas. REFERÊNCIAS (bibliográficas): BRASIL, Congresso Nacional (1988). Constituição: República Federativa do BRASIL. Brasília/DF: Centro Gráfico. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/consti/1988/constituicao-1988-5-outubro-1988- 322142-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em 05 Mai. 2018. ______, Congresso Nacional (1996). Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei nº 9.394. Brasília/DF: Centro Gráfico. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20- dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em 05 Mai. 2018. ______, Educação inclusiva: v. 3: a escola / coordenação geral SEESP/MEC; organização Maria Salete Fábio Aranha. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2004. 26 p. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aescola.pdf. Acesso em 05 Mai. 2018. FORTUNA, Tânia Ramos. Formando professores na Universidade para brincar. In: SANTOS, Santa Marli P.dos (org.). A ludicidade como ciência. Petrópolis: Vozes, 2001, p.116. O que é Educação Inclusiva? Um Passo a Passo para a Inclusão Escolar. Disponível em: http://institutoitard.com.br/o-que-e-educacao-inclusiva/. Acesso em 05 Mai. 2018. ROCHA, Profª. Dra. Celia Regina Silva. Responsável pelo Conteúdo. A Escola Inclusiva e seu Projeto Político Pedagógico. Disponível em:https://bb.cruzeirodosulvirtual.com.br/bbcswebdav/courses/346_12_40_BACKUP/Material_Didatico/un_IV/ teorico.pdf. Acesso em 05 Mai.2018. SCALABRIN, Izabel Cristina; MOLINARI, Adriana Maria Corder. A importância da Prática do Estágio Supervisionado. Disponível em: http://www.revistaunar.com.br/cientifica/documentos/.../3_a_importancia_da_pratica_estagio.pdf.2013. Acesso em 31 Mai.2018. TAMANAHA, Ana Carina, PERISSINOTO, Jacy, CHIARI, Brasilia Maria. Uma breve revisão histórica sobre a construção dos conceitos do Autismo Infantil e da síndrome de Asperger.RevSocBrasFonoaudiol. 2008; 13(3): 296-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v13n3/a15v13n3. Acesso em 21 Mai. 2018. W R EDUCACIONAL, Apostila. Disponível em:http://material-de- estudo.wreducacional.com.br/apostilas/educacao/mau-desempenho-escolar-uma-visao-atual.pdf. Acesso em 31 Mai. 2018. OBSERVAÇÕES: Qualquer observação extra que se torne necessária de ser registrada. DATA:______________________________ Aluno Estagiário Professora Érika de Paula Lins