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PLANTAS MEDICINAIS ANTIMICROBIANOS DOCENTE: PROF.DR. EDVANIO R. RODRIGUES DISCENTES: GIULIANA SANTUS POLI DÉBORA MIRELLA KAROLINE DA SILVA ALVES FUNCHO NOME CIENTÍFICO Foeniculum vulgare A parte mais utilizada do funcho são os frutos que devem estar maduros e devidamente secos, porém toda a planta pode ser utilizada e oferece fins terapêuticos e culinários. O anetol e estragol, são as principais substâncias farmacológicas encontradas nos frutos do funcho. - Pode ser encontrado em forma de óleo essencial, infusões e medicamentos. - O xarope de funcho é um exemplo da forma de medicamento que é muito utilizado em crianças. COMPOSIÇÃO DO FUNCHO Anetol, estragol, transanetol, cânfora, flavonoides, cumarinas, taninos, ácidos fenólicos, amido, celulose, glucose, frutos, sucrose, fibras, ácidos gordos e polinsaturados, ferro,chumbo,cálcio,potássio, hidratos de carbono, magnésio, sódio, ómega-3 e o ómega-6, vitamina C, riboflavina, tiamina, niacina, dillapional, escopolatina. BENEFÍCIOS DO FUNCHO À NOSSA SAÚDE • Favorece o funcionamento do aparelho respiratório • Tem papel importante na estimulação da secreção brônquica • Ajuda no funcionamento gastrointestinal prevenindo flatulências, espasmos do TGI e cólicas. • Tem alta capacidade antioxidante Estimula a diurese • Tem ação anti-inflamatória, • Funciona como antimicrobiano • Estimula a produção de leite favorecendo a amamentação CAPACIDADE ANTIBACTERIANA DO FUNCHO E SEU MECANISMO DE AÇÃO O funcho tem papel importante na culinária impedindo a contaminação pela ação de micro-organismos que interferem no aroma e aspecto de alguns alimentos O uso do funcho nos alimentos consegue limitar o aparecimento de Staphylococcus aureus e E. coli e outros O dillapional e a escopolatina que são encontrados o óleo extraído das sementes do funcho, oferecem proteção contra bactérias como por exemplo a Helicobacter pylori CAPACIDADE ANTIBACTERIANA DO FUNCHO E SEU MECANISMO DE AÇÃO Utilizou-se a bactéria S.dysenteriae, para avaliação comportamental da mesma a nível da integridade e permeabilidade membranar, tempo que demora até haver destruição celular por parte do funcho impedindo desta forma, o aparecimento de doenças mais graves. Observou-se que esta planta funciona como um agente natural antimicrobiano, pois consegue eliminar de forma potente a bactéria S.dysenteriae devido à sua composição em hidrocarbonetos sesquiterpénicos e monoterpénicos fenóis, aldeídos e compostos acetonados. CAPACIDADE ANTIBACTERIANA DO FUNCHO E SEU MECANISMO DE AÇÃO Para que a bactéria S.dysenteriae seja totalmente eliminada dos alimentos, deve haver a permeabilidade das membranas celulares para que o funcho consiga atuar a nível da bactéria diminuindo sua viabilidade celular. Pesquisas foram feitas e concluiu-se que a bactéria em questão após a exposição de diferentes concentrações do funcho sofreu alterações em sua membrana celular a nível de condutividade elétrica. CAPACIDADE ANTIBACTERIANA DO FUNCHO E SEU MECANISMO DE AÇÃO É provável que constituintes intracelulares das bactérias sejam libertados após alteração sofrida pela membrana celular causando assim sua morte por falta de energia, ou seja, o óleo do funcho ao penetrar na membrana, age diretamente sobre seus compostos celulares essenciais para sua sobrevivência libertando-os comprometendo sua função e consequentemente levando a morte celular. EFEITOS COLATERIAIS DO FUNCHO O estragol é uma substância muito presente no óleo do funcho podendo causar efeitos colaterais carcinogênicos e mutagênicos onde pode ocorrer mutações na cadeia de DNA. Outros efeitos colaterais provocados pelo funcho, é devido a substância anetol que se encontra nessa planta podendo provocar convulsões, aumento do fluxo menstrual e problemas de coagulação sanguínea. Tremores, contrações musculares e movimentos desordenados, são efeitos raros associados ao uso excessivo do funcho por seres humanos e animais. INTEIRAÇÕES MEDICAMENTOSAS finasterida sinvastatina verapamil Ciprofloxacina Podem ter sua ação farmacológica diminuída quando ingeridas em associação ao funcho, uma vez que ele consegue inibir uma isoenzima denominada de CYP3A4, estimulando efeitos indesejáveis ao paciente. ALHO NOME CIENTÍFICO Allium sativum L. Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-SA CARACTERÍSTICAS É uma planta herbácea muito resistente que possui flores cor-de-rosa ou verdes claras, bulbos e bulbilhos, que são chamados de dentes de alho. Pode atingir de 25 a 70 cm de altura podendo sofrer algumas alterações até o momento em que é comercializado, comprometendo as suas propriedades farmacológicas. O alho pertence ao género Allium, à espécie A. sativum e à família Liliaceae, é muito conhecida devido às suas propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas. COMPOSIÇÃO DO ALHO Hidratos de carbono, fibras, proteínas, gordura, água, compostos sulfurados, aminoácidos, cálcio, cobre, potássio, magnésio, manganésio, boro, alumínio, zinco, sódio, vitamina C, vitaminas B2, B1, vitamina A e E , ácido nicotínico, riboflavina e outros BENEFÍCIOS DO ALHO PARA NOSSA SAÚDE O alho é muito utilizado tanto na culinária como na área da saúde por suas ações farmacológicas atuando tanto a nível digestivo quanto intestinal, renal e respiratório. Ele é muito utilizado no tratamento da diabetes, hipertensão arterial, nas dislipidemias, na arteriosclerose, dores nos dentes, picadas de insetos entre outros. O alho apresenta componentes anticarcinogénicos e quimiopreventivos, pesquisas demonstraram grande eficiência do alho como inibidor e ajudando na não evolução de neoplasias esofágica, mamária, cutânea, do cólon, pulmonar, mama e do colo-uterino. CAPACIDADE ANTIBACTERIANA DO ALHO E SEU MECANISMO DE AÇÃO Quando falamos da eficiência antimicrobiana do alho, podemos citar por exemplo, o seu impacto na bactéria Helicobacter pylori, que é responsável pelo aparecimento do cancro gástrico. Além da já citada Helicobacter pylori, o alho também tem ação antibiótica sobre a Aeromonas, Lactobacilus, Pseudomonas, Salmonela, Staphylococcus e Streptococcus. A alicina, que é um componente do alho, tem função antibiótica e antimicrobiana que previne complicações gástricas inibindo parcialmente ou total a síntese de RNA e DNA por parte das bactérias. Para que a alicina possa atuar na inibição e no desenvolvimento da Helicobacter pylori no estomago, deve haver a permeabilidade das membranas lipídicas ao alho e seus componentes até que eles cheguem ao alvo/órgão. EFEITOS COLATERAIS DO ALHO Em elevadas quantidades, o consumo do alho pode causar distúrbios testiculares, problemas gastrointestinais e hemorragias intestinais. O alho é um alérgeno tipo 1, podendo causar reações alérgicas, erupções cutâneas e dermatites de contato por pessoas propensas a alergia ao uso do alho ou até mesmo pelo contato com o mesmo. Algumas pessoas usam o alho em associação a anti-hipertensivos, e em alguns casos houve dano a mucosa do esôfago causando dificuldade de deglutição e desconforto, sendo necessário um melhor acompanhamento do caso. INTEIRAÇÕES MEDICAMENTOSAS Pacientes que fazem uso de hidroclorotiazida (diurético) não devem consumir alho em quantidades significativas pois pode potencializar o efeito do medicamento. Anti-hipertensivos como o captopril não devem ser tomados em associação com o alho já que aumenta a biodisponibilidade do fármaco no organismo. Anticoagulantes não devem ser ingeridos juntamente com o alho pois podem sofrer alterações sobre os efeitos esperados. GENGIBRE Nome científico Zingiber officinale CARACTERISTICAS DO GENGIBRE constituido de rizomas bulbosas amareladas, seu caule é comprido podendo atingir a altura de 50 a 60 centímetros e suas folhas verdes que atingem altura de aproximadamente 3 metros. O rizoma do gengibre pode ser usado como especiaria na arte da culinária tanto em comidas como em refrescos e infusões, lembrandoque sua lavagem e secagem podem alterar suas propriedades. As partes do gengibre que são mais utilizadas na forma terapêutica são os seus rizomas que possuem glucose, amido, frutose, proteínas, cinzas, fibras brutas, água, óleo volátil e óleos gordos COMPOSIÇÃO DO GENGIBRE O gengibre é constituído por dois grupos, os compostos voláteis e os picantes não volatil.No composto volátil, a substancia que mais se destaca são os hidrocarbonetos sesquiterpénicos (zingebereno, curcumeno, farneseno), existem também outros elementos que podemos encontrar em menor quantidade como os bisaboleno, b-sesquifelandreno, o 1-8-cineol, linalol, borneol, neral e o geranial. Já nos compostos não voláteis, as substâncias encontradas são os zingerone, gingeróis, soagóis e paradóis. Tanto os gingeróis como os soagóis são compostos fenólicos muito importantes na composição do gengibre, pois possuem propriedades farmacológicas benéficas ao bemestar e saúde do Homem, nomeadamente efeitos anticancerígenos e quimiopreventivos (Grzanna et al., 2005; Kundu et al., 2009). BENEFICIOS DO GENGIBRE À NOSSA SAÚDE O gengibre possui inúmeros benefícios a nossa saúde podendo atuar desde um antimicrobiano natural, até um importante aliado nos tratamentos do controle da diabetes e no controle de peso. OUTROS BENEFÍCIOS DO GENGIBRE Problemas gastrointestinais, como náuseas, dores estomacais, vômitos, diarreias, úlceras gástricas e flatulências. Anti-inflamatório e antipirético Diurético Antioxidante Hepatoprotetor Controle da glicemia e do peso Problemas respiratórios Ajuda no combate de reumatismo e artrite Diminui a incidência de algumas neoplasias CAPACIDADE ANTIBACTERIANA DO GENGIBRE E SEU MECANISMO DE AÇÃO. O gengibre possui um efeito antimicrobiano que inibe o crescimento de alguns tipos de bactérias como por exemplo a Helicobacter pylori encontrada no estômago. As substâncias 6-gingerol e a 6-soagol reduz de maneira considerável a proliferação dessa bactéria que é responsável por úlceras gástricas e neoplasias. Em forma de óleos essenciais, o gengibre é também é utilizado em alguns alimentos como um aditivo de conservação, ou seja, ele promove a conservação de certos alimentos por mais tempo inibindo a proliferação de bactérias como a Escherichia coli e o Staphylococcus aureus. EFEITOS COLATERIAIS DO GENGIBRE O gengibre é um alimento fototóxico, ou seja, depois de ingerido ou aplicado na pele o usuário não deve se expor ao sol. Se utilizado em quantidades exacerbadas pode desencadear problemas gastrointestinais. Pode provocar sonolência se ingerido em quantidade altas. INTEIRAÇÕES MEDICAMENTOSAS Usuários de medicamentos como ranitidina, lansoprazol e sucrafalto não devem utilizar o gengibre pois ele tem a capacidade de aumentar a produção de ácido clorídrico no estomago, diminuindo a ação desses fármacos como protetores do estômago. Não ingerir juntamente como hipnóticos e sedativos podendo potencializar a ação dos mesmos