Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

QUESTIONÁRIO NP2
01 - Conceitue Falência.
FALÊNCIA é um processo de execução coletiva, em que todos os bens do falido são arrecadados para uma venda judicial forçada, com a distribuição proporcional do ativo entre os credores.
02 – Quais os devedores sujeitos à falência?
Estão sujeitos a falência  devedor que exerce atividade empresarial.
Exceto:
- Empresa publica e sociedade economia mista
- instituição financeira, cooperativa de crédito, consórcio, previdência complementar, sociedade operadora de plano de saúde, seguradora, sociedade de capitalização, outras entidades equipadas.
- cooperativas, profissionais liberais.
03 – O que se entende por universalidade do juízo falimentar?
 Art. 76. O juízo da falência é denominado juiz universal é indivisível e competente para conhecer todas as ações sobre bens, interesses e negócios do falido, ressalvadas as causas trabalhistas, fiscais e aquelas não reguladas nesta Lei em que o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo.
04 – Quais os efeitos da decretação da falência em relação às dividas do devedor?
Art. 77. 
Acarreta o vencimento antecipado das dívidas do devedor e dos sócios de responsabilidade ilimitada.
05 – Os sócios de responsabilidade solidária e ilimitada serão atingidos pela decisão que decreta a falência? Explique.
Sim, conforme Art. 81. A decisão que decreta a falência da sociedade com sócios ilimitadamente responsáveis também acarreta a falência destes, que ficam sujeitos aos mesmos efeitos jurídicos produzidos em relação à sociedade falida e, por isso, deverão ser citados para apresentar contestação, se assim o desejarem.
06 – Como se classificam os créditos na falência?
Os credores não são tratados igualmente, e por isso segue a obedecer a ordem de pagamento da falência, de acordo com as categorias.
1 – Extra concursais
2 – Concursais
Art. 83. 
   I – os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a 150 (cento e cinquenta) salários-mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes de trabalho;
        II - créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado;
       III – créditos tributários, independentemente da sua natureza e tempo de constituição, excetuadas as multas tributárias;
       IV – créditos com privilégio especial;
  V – créditos com privilégio geral;
 VI – créditos quirografários;
 VII – as multas contratuais e as penas pecuniárias por infração das leis penais ou administrativas, inclusive as multas tributárias;
     VIII – créditos subordinados.
07 – Com a decretação da falência, automaticamente os bens do devedor ficam indisponíveis? Explique.
SIM. Ficam indisponíveis. Art. 103
Com a decretação da falência o devedor é desapossado de seus bens, não podendo mais administra-los e deles dispor.
08 – O que se entende por credores quirografários? Explique.
Disputam as sobras, uma vez satisfeitos os demais credores. Na ausência de privilégios, tem os credores quirografários igual direito sobre os bens do devedor. O rateio se faz sem prioridade alguma.
09 – O que se entende por créditos extra concursais? Quais as espécies?
São os créditos que surgiram após a declaração da falência, contraídas diretamente pelo administrador judicial.
1. Remunerações devidas ao administrador judicial e a seus auxiliares, e créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho relativos a serviços prestados após a decretação da falência.
2. Quantias fornecidas à massa pelos credores.
3. Despesas com arrecadação, administração, realização do ativo e distribuição de seu produto, bem como custas do processo de falência.
4. Custas judiciais relativas às ações e execuções em que a massa falida tenha sido vencida.
5. Obrigações resultantes de atos jurídicos válidos praticados durante a recuperação judicial (artigo 67), ou após a decretação da falência, e tributos relativos a fatos geradores ocorridos após a decretação da falência, respeitados a ordem estabelecida para os créditos básicos.
10 – A arrecadação, no caso da falência, compreende todos os bens do falido, inclusive aqueles que não são de propriedade da empresa devedora, mas que estão em posse dela? Estes bens, no caso, integram a garantia dos credores? Explique.
O primeiro ato efetivo do administrado judicial será o de arrecadar os bens do falido. Esse processo e de extremo rigor, envolvendo o bem do falido onde quer que se encontrem, seja em poder deste, seja em poder de terceiros. Tão rigoroso é este processo que inclusive bens de terceiros que eventualmente se encontrem em mão do falido são arrecadados, assegurando-se, porém, aos ofendidos as medidas judiciais cabíveis.
- embargos de terceiros e pedidos de restituição no sentido de reaverem tais bens.
Não integram a garantia dos credores. Embora tais bens estejam incluídos na arrecadação, é obvio que deles não se aproprie a massa falida, impondo-se a sua restituição a seus legítimos donos, sobre pena de se admitir o enriquecimento ilícito da massa o que é ilegal.
11 – O que se entende por pedido de restituição e como poderá ser feito?
É o pedido que o proprietário do bem faz para reaver bem que tenha sido arrecadado no processo de falência. Não fica a critério do administrador, nem do arbítrio do juiz, o interessado precisa mover um processo dentro do processo falimentar que se denomina PEDIDO DE RESTITUIÇÃO (art. 85). 
Pressupostos;
Que a coisa arrecadada seja devida em virtude de um direito real;
Seja devida em decorrência de um contrato.
Art. 85 § único: também pode ser pedida a restituição da coisa vendida a crédito e entregue ao devedor nos 15 dias anteriores ao requerimento de sua falência se ainda não alienada.
12 – Em quais hipóteses poderá ser decretada a falência do devedor?
- Devedor não paga, sem relevante razão de direito, no vencimento;
- Devedor não paga, não deposita e não nomeia bens à penhora;
- Pratica atos de falência. (art.94).
13 – O que são atos de falência? Explique.
Refere-se ao empresário que procede à liquidação precipitada de seus ativos ou lança mão de meios ruinoso ou fraudulento para realizar pagamentos:
ação precipitada – feita de forma apressada, mau negócio.
Pagou suas dividas utilizando meios que comprometem a continuidade da empresa ou pagamento de outros créditos.
Meio fraudulento – pressupõem a intenção de prejudicar o credor.
14 – Quais as causas excludentes da falência?
Art. 96. A falência requerida com base no art. 94, inciso I do caput, desta Lei, não será decretada se o requerido provar:
        I – falsidade de título;
        II – prescrição;
        III – nulidade de obrigação ou de título;
        IV – pagamento da dívida;
        V – qualquer outro fato que extinga ou suspenda obrigação ou não legitime a cobrança de título;
        VI – vício em protesto ou em seu instrumento;
        VII – apresentação de pedido de recuperação judicial no prazo da contestação, observados os requisitos do art. 51 desta Lei;
        VIII – cessação das atividades empresariais mais de 2 (dois) anos antes do pedido de falência, comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas, o qual não prevalecerá contra prova de exercício posterior ao ato registrado.
15 – Quem pode requerer a falência?
a) o próprio devedor (“autofalência”), observadas as regras que constam dos arts. 105 a 107 da referida lei; 
b) o cônjuge sobrevivente, qualquer herdeiro do devedor ou o inventariante; 
c) o quotista ou o acionista do devedor, na forma da lei ou do ato constitutivo da sociedade; 
d) qualquer credor.
16 – O que se entende por depósito elisivo?
Depósito elisivo é o depósito que, citado o devedor, pode este, no prazo de 10 dias, efetuar , em juízo, o depósito da quantia correspondente ao crédito reclamado.
17 – Qual a natureza jurídica da sentença na decretação da falência?
Natureza Declaratória – declara a existência ou inexistência de um direito.
18 – É possível a continuação provisória das atividades do falido após a decretaçãoda falência pelo juiz? Explique.
Sim – Lei 11.101/2005, art. 99, XI – cabe ao juiz pronunciar-se a respeito da continuação provisória das atividades do falido com o administrado judicial ou da lacração dos estabelecimentos.
19 – Qual o recurso cabível da sentença declaratória de falência?
Art. 100. Agravo (por se tratar de sentença interlocutória)
20 – É possível a venda antecipada dos bens arrecadados? Explique.
SIM – cumpre ao administrador zelar pela conservação dos bens do falido, evitando-se assim, prejuízos para a massa falida. Se dentre os bens arrecadados houver bens deterioráveis, deve o administrador requerer ao juiz, ouvido o comitê de credores, a venda antecipada de tais bens.
 
21 – Qual o recurso cabível que julga improcedente o pedido de falência?
 Recurso cabível: Apelação – 15 dias da data de intimação da sentença derrogatória.

Mais conteúdos dessa disciplina