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UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO APS - ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS: ESTUDO DA ANÁLISE NUTRICIONAL DE UMA PESSOA, SEU RECORDATÓRIO E DEVIDO PLANO ALIMENTAR Laissa Beatriz Azarias Cruz RA D364871 Bauru - SP 2019 2 UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO APS - ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS: ESTUDO DA ANÁLISE NUTRICIONAL DE UMA PESSOA, SEU RECORDATÓRIO E DEVIDO PLANO ALIMENTAR Trabalho apresentado à disciplina de Atividades Práticas Supervisionadas, na instituição de ensino Universidade Paulista (UNIP) – Bauru/SP. Bauru - SP 2019 3 Sumário 1 . INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 4 2. OBJETIVOS ............................................................................................................ 4 2.1 Objetivo Geral ................................................................................................. 4 2.2 Objetivo especifico .......................................................................................... 4 3. Atendimento Nutricional ....................................................................................... 5 3.1 Primeiro Passo Para Um Atendimento Nutricional - Anamnese ...................... 7 3.2 Segundo Passo Para Um Atendimento Nutricional – Avaliações Antropométricas. ................................................................................................... 9 3.3 Terceiro Passo Para Um Atendimento Nutricional – Análises Laboratoriais. 11 3.4 Quarto Passo Para Um Atendimento Nutricional – Recordatório .................. 12 4. Consumo Alimentar ............................................................................................ 15 5. Interferentes Nutricionais e Medicamentos ...................................................... 16 6. Plano Alimentar Ajustado e Recomendações de Micronutrientes .................. 18 7. Micronutrientes Faltantes Para Elaboração de Novo Plano Alimentar. .......... 24 7.1 Análise de Micronutriente Faltante - Ferro .................................................... 26 8. Conclusão ............................................................................................................ 29 9. Referências .......................................................................................................... 30 4 1. INTRODUÇÃO Uma avaliação nutricional adequada pode garantir dados precisos sobre a saúde alimentar de uma pessoa, o quanto ela ingere de nutrientes necessários para manter energia e metabolismo em perfeitas condições e se existem deficiências nutricionais. Antes de se iniciar uma avaliação nutricional será necessário discutir com o paciente quais os objetivos que ele quer alcançar, seus hábitos alimentares e históricos familiares, afim de promover uma melhor análise e planos alimentares de acordo com cada situação, podendo ser um atendimento individual ou um grupo em específico. O presente trabalho tem como foco principal fazer um atendimento nutricional de uma pessoa e com isso avaliar seu consumo alimentar, seus micronutrientes, medicamentos e alimentos interferentes, elaborar um plano alimentar e fazer um recordatório da mesma. É de conhecimento geral que a procura de profissionais especializados na área nutricional está aumentando gradativamente devido as más alimentações e doenças que afetam o ser humano nos dias atuais, por conta da correria do cotidiano que faz com que as pessoas busquem alimentos mais rápidos, o uso da química e de determinados nutrientes (como: sal, glúten, gorduras, ...) de forma exacerbada e a preocupação crescente pela estética corporal. 2. OBJETIVOS 2.1. OBJETIVO GERAL Realizar um estudo nutricional de uma pessoa, fazendo uma avaliação através de um recordatório, afim de elaborar um plano alimentar adequado e verificar os micronutrientes faltantes. 2.2. OBJETIVO ESPECIFICO Elaboração de um estudo individual, execução de recordatório, plano alimentar e análise de micronutrientes deficientes em seu organismo. 5 3. Atendimento Nutricional A avaliação nutricional realizada pelo nutricionista consiste em cruzar e obter todos os dados necessários do paciente, realizando uma investigação detalhada de seus hábitos alimentares e os padrões quanto ao tipo, composição, preferências e o número de refeições. É uma ferramenta de suma importância na realização de diagnósticos precisos e a prescrição de uma dieta adequada ao tipo de patologia existente, ela avalia os hábitos alimentares familiares com apoios dietoterápicos, com relação aos comportamentos, condições, disponibilidade e procedimentos em recensão ao preparo, armazenamento, cuidados e conservação dos alimentos. Os serviços oferecidos no atendimento nutricional pelos consultórios de nutrição credenciados envolvem: Avaliação alimentar: Aplicação de inquéritos (anamnese alimentar, recordatórios, QFA, Registro alimentar) para que possa conhecer os hábitos do cliente, horários, locais de alimentação, assim como suas restrições e preferências alimentares; Avaliação clínica: Consiste na aplicação de um questionário para que sejam avaliados o histórico de doenças do cliente e de sua família, bem como o uso de medicamentos e seus exames laboratoriais; Avaliação antropométrica: Por meio do peso e da estatura, calcula-se o índice de massa corporal (IMC) do indivíduo. Esta avaliação é complementada com a medição das circunferências corporais (do braço, quadril, cintura e abdômen) e com a verificação do percentual de gordura corporal; Avaliação do gasto energético: O objetivo desta etapa é conhecer a rotina do cliente, dados de suas atividades diárias e a prática de exercícios. A partir desta averiguação são calculados o metabolismo basal e o gasto energético diário; Estabelecimento de metas e objetivos: O cliente recebe o resultado da sua avaliação e combina com o nutricionista, responsável pelo seu atendimento, suas principais metas e objetivos do trabalho nutricional; Reeducação alimentar: O nutricionista discute com o cliente os principais aspectos da sua alimentação. Ela consiste em três etapas: abandonar 6 gradualmente os hábitos alimentares indesejáveis, manter as condutas saudáveis e incorporar, novos comportamentos alimentares; Elaboração do plano alimentar personalizado: O nutricionista elaborará o plano alimentar do cliente de acordo com seus objetivos, idade, gostos, preferências, condição fisiológica e econômica. Todos os planos são individualizados, variados e flexíveis. Assim, o cliente terá uma alimentação saudável, sem precisar abrir mão de seus alimentos preferidos. Segundo Christakis (1973), uma avaliação do estado nutricional é a “condição de saúde de um indivíduo, influenciada pelo consumo e utilização de nutrientes, identificada pela correlação de informações obtidas de estudos físicos, bioquímicos, clínicos e dietéticos”. São existentes métodos diretos e indiretos na avaliação nutricional, sendo que um complementa o outro, por não existir nenhum recurso totalmente completo. Os métodos diretos envolvem análises antropométricas, manifestações biológicas, clínicas e antropométricas (altura, peso, dobra cutânea, hemoglobina, colesterol, etc....). Os métodos indiretos sãorealizados por meio de dados do consumo alimentar do indivíduo, estatísticas socioeconômicas e vitais (sexo, idade, faixa etária, morbilidade, mortalidade, salário, ocupação, acesso ao serviço de saúde, atividade física, recordatório, frequência alimentar, etc....). MÉTODOS DIRETOS MÉTODOS INDIRETOS Anamnese Alimentar Inquérito de Consumo Alimentar Dados Antropométricos Estudos Demográficos Exame Físico Inquéritos Socioeconômicos e Culturais Dados Bioquímicos Recordatório de 24h Tabela 1: Métodos de Avaliação Nutricional. De forma resumida, tem-se que os hábitos alimentares das pessoas estão intrinsicamente relacionados com os aspectos culturais, antropológicos socioeconômicos e psicológicos, conforme mostrado na figura 1 a seguir. Ao término da avaliação nutricional, o profissional irá realizar uma classificação do estado nutricional de seu paciente, averiguando todas as informações importantes e fazendo a prescrição dietética mais cabível. 7 Figura 1: Aspectos Ligados aos Hábitos Alimentares. 3.1. Primeiro Passo Para Um Atendimento Nutricional - Anamnese A primeira etapa a ser realizada no atendimento é coletar os dados pessoais e familiares de seu paciente, verificando se existem doenças prévias, os hábitos alimentares, a realização de atividades físicas, entre outros e inserindo todas as informações numa ferramenta chamada de Anamneses. A Anamnese Nutricional é um questionário que deverá ser realizado logo na primeira etapa da consulta, onde se coletam todos os dados do paciente e do histórico de sua família, ela deve ser rápida e bem objetiva, abrange a história social do indivíduo, clínica e dietética. História Social: Envolve o nome completo do paciente, idade, sexo, profissão, quantidade de membros da família, tipo de moradia, renda familiar, vícios, atividades físicas. História Clínica: Doença atual, perda ou ganho de peso, hábito intestinal, doenças gastrintestinais, saúde bucal, uso de medicamentos, cirurgias. História Dietética: Hábito alimentar, alimentos prediletos, alimentos excluídos, alergias, intolerâncias, ingestão hídrica, lugar em que faz suas refeições. 8 Estudo Anamnase de um Individuo Foi escolhido uma mulher de 42 anos de idade para fazer um atendimento nutricional, ela é brasileira, casada, possui 2 filhos e não detêm de nenhum vicio. Foram recolhidas informações que envolviam a história social, clínica e dietética desta mulher, conforme pode ser observado nas imagens abaixo representando sua anamnese: Figura 2: Inicio da Anamnese - Dados Pessoais. Figura 3: Anamnese - Históricos Sociais, Dietéticos e Clínicos. 9 Figura 4: Anamnese - Históricos Sociais, Dietéticos e Clínicos. 3.2. Segundo Passo Para Um Atendimento Nutricional – Avaliações Antropométricas. Nesta etapa o profissional irá fazer a medição das medidas do paciente como: peso, altura, circunferência e pregas cutâneas, após adquirir as medidas ele colocará em prática todos os cálculos, mostrando os resultados de percentual de gordura, classificação de circunferência e IMC. Estudo das Avaliações Antropométricas de um Individuo Na mesma mulher anteriormente feito a Anamnese, foram realizadas as medições antropométricas, sendo retiradas todas as medidas necessárias e executado os cálculos. No cálculo de IMC foi feito da seguinte forma: IMC = Peso Altura∗ Altura IMC = 55/ ( 1,60*1,60) = 21,48 Peso= 55 Kg; Altura= 1,60m; averiguar o resultado na tabela do IMC. 10 % de gordura = 495/(1.29579-.35004(log(cintura+quadril- pescoço))+.22100(log(altura)))-450 (logaritmos em base 10). Figura 5: Tabela de Resultados do IMC. Com a tabela pode-se conferir que o resultado do IMC da paciente estudada (21,48), indica que ela está no peso normal. Para o cálculo de porcentagem de gordura é utilizado a seguinte fórmula: Figura 6: Avaliações Antropométricas Resultados Estudados. 11 3.3. Terceiro Passo Para Um Atendimento Nutricional – Análises Laboratoriais. Deverão ser solicitadas pelo nutricionista ao seu paciente as análises laboratoriais que o mesmo tenha realizado, afim de verificar os valores dados e compará-los com os resultados obtidos em laboratório. Estudo das Análises Laboratoriais de um Individuo Foram coletados todos exames laboratoriais realizados pela paciente aqui analisada e os resultados obtidos estão expressos na figura abaixo: Figura 7: Análises Laboratoriais de Paciente. Figura 8: Continuação da Análise Laboratorial de um Paciente. 12 3.4. Quarto Passo Para Um Atendimento Nutricional – Recordatório. O Recordatório de 24 horas é de suma importância para avaliar a ingestão de nutrientes do seu paciente, definir/quantificar todos os alimentos e bebidas consumidas pelo mesmo e também facilitar a recordação. Através desse instrumento o nutricionista poderá analisar a quantidade de macro e micronutrientes ingeridos nas últimas 24h de maneira mais completa, cabe ao profissional estabelecer uma boa comunicação para garantir a maior quantidade de informações verdadeiras possíveis. Os parâmetros utilizados para a montagem do recordatório incluem o horário em que a pessoa acordou, a rotina do dia e o horário em que foi dormir, entretanto a maior dificuldade que se tem é fazer o paciente se recordar dos alimentos consumidos de forma precisa. Para a realização de um recordatório não se faz necessário faze-lo em 24h, mas sim vai de acordo com a necessidade de cada cliente, não existem regras para elaborá-lo e durante a entrevista é importante questionar coisas do tipo: A quantidade de frutas que foi usada para fazer suco; Quanto de açúcar é adicionado nas bebidas; Se ingere alimentos integrais ou desnatados; Com que frequência bebe água; Como o sal e o óleo são usados nas refeições; Se usa algum tipo de adoçante, qual e em que quantidade; Elaboração de Recordatório de 24h de um Individuo Ao fazer a análise com a paciente Lucilene Rodrigues Gabriel utilizada para elaboração deste trabalho, pode-se verificar algumas deficiências e superabundâncias de nutrientes. Nos Macro nutrientes que são nutrientes que ajudam a fornecer energia e o organismo precisa deles em grande quantidade, como: Água, carboidratos, gorduras e proteínas. Verificou-se que seus Carboidratos estão faltantes e que seu número de Lipídios está elevado. Nos micronutrientes que são os minerais e as vitaminas, cujo ao qual, o organismo precisa dos micronutrientes em quantidade menor se comparado aos 13 macronutrientes e sua principal função é facilitar as reações químicas que ocorrem no corpo, como as vitaminas, por exemplo, são essenciais para o funcionamento do metabolismo e regulação da função celular; foi visto que a paciente possui déficits nas vitaminas B2, B6 e B12. Figura 9: Recordatório Alimentar de 24h. Figura 10: Quantidade de Macronutrientes. 14 Figura 11: Quantidade de Energia Contida e Cada Refeição. Figura 12: Nutrientes Deficientes e Abundantes. 15 Vantagens de Recordatório de 24h. As vantagens são inúmeras, as informações são mais confiáveis do que um diário alimentar, por exemplo. Outro ponto relevante é que se torna possível que o analfabeto possa ler por conta própria. Esse instrumento pode ser aplicado a qualquer grupo depessoas. Algumas das principais vantagens incluem: •. Rápida aplicação; •. Não altera a ingestão alimentar; •. Pode ser utilizado em qualquer faixa etária e em analfabetos; • Baixo custo. Desvantagens de Recordatório de 24h. As desvantagens são que esse lembrete pode não trazer os verdadeiros hábitos alimentares do paciente. Por exemplo, se o compromisso for depois de um feriado de Natal, certamente haverá comida que não atende ao padrão. Além disso, é essencial que o nutricionista saiba como fazer a avaliação com precisão. Você precisa direcionar a resposta para informações verdadeiras, mas elas não podem parecer tendenciosas ou incentivar respostas. Algumas das principais desvantagens são: • Depende da memória do entrevistado; • Depende da capacidade do entrevistador estabelecer uma boa comunicação e evitar a indução de respostas; • Um único recordatório não estima a dieta habitual; • A ingestão relatada pode ser atípica. 4. Consumo Alimentar O consumo alimentar nada mais é que uma avaliação do consumo de alimentos ou de grupos alimentares, o padrão alimentar de cada um e a ingestão de nutrientes, levando em consideração que mais de um objetivo leva a aplicação de mais de um método diferenciado. 16 Em uma consulta de nutrição, para identificar os padrões de consumo alimentar e investigar a relação entre estado nutricional e a saúde dos pacientes, os nutricionistas podem utilizar alguns métodos. Estes ajudam na estimativa da quantidade e frequência de consumo de alimentos durante um período de tempo. São os chamados inquéritos alimentares. Os mais conhecidos são recordatório de 24 horas, registro alimentar e questionário de frequência alimentar; não existe uma metodologia perfeita, mas métodos que podem ser utilizados de acordo com o objetivo do nutricionista e do paciente. A avaliação do consumo alimentar individual requer uma definição clara da finalidade a ser alcançada para orientar a seleção do método de inquérito. Fatores como estado geral do indivíduo/paciente, evolução da condição clínica e os motivos pelos quais o indivíduo necessita de orientação nutricional direcionam a escolha do método de avaliação do consumo alimentar. Dados devem refletir a dieta habitual, uma vez que os efeitos da ingestão inadequada surgem somente após uma exposição prolongada a uma situação de risco alimentar. Requer informações sobre a ingestão e a posterior comparação dos valores obtidos com as necessidades individuais. 5. Interferentes Nutricionais e Medicamentos. Os Vários alimentos, por sua constituição e composição química, podem produzir reações interativas, com prejuízo das atividades de alguns medicamentos. Esta situação obriga à restrição da ingestão conjunta de determinados nutrientes na alimentação. Assim ao iniciar um tratamento medicamentoso, por mais simples que seja, é preciso levar em conta o horário de ingestão de determinados medicamentos (período de jejum e de pré e pós-refeição), pois certos nutrientes podem impedir, diminuir ou favorecer a capacidade terapêutica do medicamento. O aconselhável é tomar o medicamento com água para garantir sua capacidade terapêutica, e não com chá ou outras bebidas. Os medicamentos interferem com a nutrição, podendo impedir a absorção de nutrientes essenciais ao organismo. 17 As estaninas usadas para controlar o colesterol reduzem os níveis da coenzima Q10 e as vitaminas A, D, K, ferro e ácido fólico. O colesterol é essencial ao organismo e é muito importante à regulação e produção das hormonas. Os antiácidos interferem com a vitamina B12 e quando usados durante longos períodos conduzem a carências de sais minerais no organismo por má absorção, provocando fadiga e anemia nos primeiros tempos e doenças mais graves posteriormente. Os antibióticos provocam a morte das bactérias benéficas para o organismo e provocam carências de zinco, ferro, magnésio e vitaminas B. Os diuréticos provocam a perda de sódio, potássio, magnésio e vitaminas B1 e B6. As pílulas contraceptivas e medicamentos de terapia hormonal alteram os níveis de magnésio, zinco, B2, B6, B12 e ácido fólico. Os SSRI (inibidores seletivos da receptação da serotonina) para tratamento de depressões interferem com a vitamina B12, Biotina e ácido fólico e muitas vezes com a coenzima Q10. Interferências no indivíduo analisado Na paciente aqui estudada, existe o uso do medicamento Dipirona, por conta das dores de cabeça; A dipirona sódica (metamizol) faz parte da classe dos anti- inflamatórios não esteroidais (AINES), estes não costumam causar tantas interferências na questão nutricional da pessoa e também a Lucilene não toma periodicamente, nem este ou qualquer outro medicamento. Suas interferências alimentares são nulas, por conta de que ela não faz a ingestão de alimentos prejudiciais e faz refeições adequadas. Figura 13: Análise das Possíveis Interações entre Alimentos/Nutrientes e Fármacos. 18 6. Plano Alimentar Ajustado e Recomendações de Micronutrientes. Para se obter um recurso que te ajuda na elaboração das dietas conforme distribuição energética, macronutrientes e micronutrientes será necessário a elaboração de um plano alimentar novo e mais adequado para o paciente. Este novo plano irá fornecer dados nutricionais que poderão auxiliar na correção alimentar adequada para o paciente, fazendo as substituições de nutrientes faltantes ou a mais no organismo da pessoa. Os macronutrientes carboidratos, proteínas e gorduras ou lipídios estão distribuídos nos alimentos e devem ser ingeridos diariamente para assegurar uma alimentação saudável. Os Macronutrientes envolvem: Carboidratos (glicídios), Fibras alimentares, Proteínas e Gorduras (Lipídios). Os micronutrientes são as vitaminas e os minerais que estão presentes em grande variedade de alimentos. Cada um desses nutrientes é importante, pois exerce funções específicas, essenciais para a saúde das nossas células e para o funcionamento harmonioso entre elas. Diferentemente dos macronutrientes, as vitaminas e os minerais são necessários em pequenas quantidades. No entanto, para atingir as recomendações de consumo desses nutrientes, o seu fornecimento através dos alimentos deve ser diário e a partir de diferentes fontes. A alimentação variada refere-se à seleção dos diferentes grupos de alimentos, considerando-se o nível de renda, de escolaridade, preferências e a disponibilidade dos alimentos. Entende-se por padrão alimentar a composição de alimentos que constituem a dieta dos indivíduos, seu aporte calórico, a distribuição de macro e micronutrientes e a adequação às necessidades fisiológicas. Os horários, a regularidade e a frequência das refeições também podem compor a caracterização do padrão alimentar. A alimentação variada refere-se à seleção de alimentos de diferentes grupos. Nenhum alimento é completo (exceto o leite materno para crianças até 6 meses de idade), ou seja, nenhum possui todos os nutrientes em quantidade suficiente para atender às necessidades do organismo. A seleção de alimentos é muito complexa e influenciada por vários fatores. Embora se saiba que, quando os alimentos não estão disponíveis, é bem provável que ocorram deficiências, por outro lado a abundância por si só não assegura ótima nutrição. Mediante uma alimentação variada em quantidades adequadas pode-se obter uma dieta equilibrada, ou seja, que proporciona os nutrientes necessários para 19 atender às necessidades do organismo. Uma variedade bem escolhida de alimentos supre aenergia e a quantidade necessária de cada nutriente para prevenir a má nutrição, que inclui deficiências, desequilíbrios e excesso de nutrientes, podendo qualquer um deles cobrar um tributo da saúde ao longo do tempo. Plano Alimentar Ajustado e Recomendações de Micronutrientes para o indivíduo analisado Na paciente aqui estudada, foi elaborado um novo plano alimentar de acordo com as faltas de nutrientes obtidas e diversos outros fatores como gostos pessoais da cliente. Figura 14: Novo Plano Alimentar Para a Paciente. 20 Figura 15: Continuação de Novo Plano Alimentar para a Paciente. Figura 16: Macronutrientes e Distribuição Energética por Refeição. 21 Figura 17: Nutrientes e Suas Totalidades no novo Plano Alimentar. Figura 18: Quantidade de Macronutrientes no Novo Plano Alimentar. 22 Figura 19: Distribuição Energética por Refeição. Figura 20: Quantidade de Micronutrientes Minerais. Figura 21: Quantidade de Vitaminas Micronutrientes Existentes. 23 Figura 22: Quantidade de Micronutrientes Vitaminas. Bons hábitos alimentares permitem atender as necessidades nutricionais, podendo proporcionar bem-estar e saúde às pessoas. RECOMENDAÇÕES: Escolher locais tranquilos para o momento das refeições; Mastigar bem os alimentos; Estabelecer e respeitar os horários para as refeições; Realizar 05 - 06 refeições por dia; Verificar a quantidade e os nutrientes presentes nos rótulos das embalagens dos produtos alimentares; Atenção para as datas de validade dos alimentos; Rejeitar as latas de alimentos que estejam amassadas, enferrujadas ou abauladas; Aproveitar a água do cozimento de legumes e verduras para a preparação de sopas ou no cozimento de arroz; Consumir frutas e verduras diariamente; Acrescentar à alimentação produtos à base de soja e azeite de oliva; Não usar carnes gordas na preparação dos feijões; No preparo das carnes, retirar as gorduras visíveis; Para as aves retirar a pele antes do cozimento; Usar sal com moderação; 24 Utilizar temperos naturais: temperos verdes, alho, cebola, pimentão, tomate, gengibre. EVITAR: Beber líquidos em excesso durante as grandes refeições, Como almoço e jantar; Uso abusivo de alimentos enlatados e embutidos, sucos e sopas industrializadas; Consumo de bebidas alcoólicas; Refrigerantes; Grandes quantidades de café. 7. Micronutrientes Faltantes Para Elaboração de Novo Plano Alimentar. Para a elaboração de um novo plano alimentar, o profissional terá que se atentar em analisar de maneira minuciosa os nutrientes que estão fazendo falta para aquele determinado tipo de paciente, tanto os macronutrientes quanto os micronutrientes. Nesse novo plano alimentar o nutricionista irá relatar a conduta nutricional e descrever observações importantes para o paciente seguir, também fará a elaboração das dietas conforme distribuição energética, macronutrientes e micronutrientes. São nutrientes necessários para a manutenção do organismo os micronutrientes, embora sejam requeridos em pequenas quantidades, de miligramas a microgramas. Por serem nutrientes essenciais, devem estar presentes na alimentação diariamente. O déficit pode provocar doenças ou disfunções e, o excesso, intoxicações. Por isso, a dieta deve ser sempre equilibrada e variada. 25 As vitaminas são compostas orgânicos que não podem ser sintetizados pelo organismo. Encontram-se em pequenas quantidades na maioria dos alimentos. São essenciais para o bom funcionamento de processos fisiológicos do corpo. São substâncias extremamente frágeis, podendo ser destruídas pelo calor, ácidos, luz e certos metais. Suas principais propriedades envolvem dois mecanismos importantes: o de coenzima (substância necessária para o funcionamento de certas enzimas que catalisam reações no organismo) e o de antioxidante (substâncias que neutralizam radicais livres). Hipovitaminose: carência parcial de vitaminas. Avitaminose: carência extrema ou total de vitaminais. Hipervitaminose: excesso de ingestão de vitaminas. Provitaminas: substâncias a partir das quais o organismo é capaz de sintetizar vitaminas. Ex: carotenos (provitamina A) e esteróis (provitamina D). Complexo vitamínico: conjunto de diversas vitaminas. Os minerais são substâncias de origem inorgânica que fazem parte dos tecidos duros do organismo, como ossos e dentes. Também encontrados nos tecidos moles como músculos, células sanguíneas e sistema nervoso. Possuem função reguladora, contribuindo para a função osmótica, equilíbrio ácido-básico, estímulos nervosos, ritmo cardíaco e atividade metabólica. Classificação: Macroelementos (Elementos maiores): cálcio, magnésio, sódio, potássio, fósforo Microelementos (Elementos traço): ferro, cobre, iodo, manganês, zinco, molibdênio, cromo, selênio, flúor. Pode-se observar que os micronutrientes faltantes na paciente estudada, foram: Vitaminas D, E, B2, B6, B9, B12, Cobre, Ferro, Zinco e Selênio. Os macronutirntes faltantes observados incluem: Sódio, Magnésio e Cálcio. 26 7.1. Análise de Micronutriente Faltante - Ferro. O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do Oxigênio para todas as células do corpo. O ferro é um mineral essencial. Ele é fundamental para o bom funcionamento das células e para a síntese de DNA e metabolismo energético. Na hemoglobina o ferro tem a função de transportar oxigênio para o músculo em atividade. Como componente da mioglobina, atua como fixador do oxigênio nas fibras musculares cardíacas e músculo esquelético, para proteger de lesão muscular durante os períodos da privação de oxigênio. O Ferro (Fe) é um micronutriente catiônico e constitui 5% da crosta terrestre, a coloração dos solos, em muito é resultante da presença dos óxidos livre. A quantidade de ferro necessária para cada indivíduo varia de acordo com o gênero, idade e saúde geral. Mulheres são mais propensas a apresentar deficiência desse mineral por causa da perda de sangue na menstruação. Nesse contexto, a dose diária recomendada para mulheres entre 19 e 50 anos é de 18 miligramas de ferro, de acordo com a Ingestão Dietética Recomendada, do Food and Nutrition Board, enquanto os homens da mesma idade precisam de 8 miligramas. O ferro desempenha papéis na produção de colágeno e elastina, dois componentes necessários na integridade do tecido conjuntivo, na manutenção do sistema imunológico, na produção e regulagem de vários neurotransmissores cerebrais e na proteção contra danos provocados por oxidantes. O organismo humano recebe ferro de duas formas: o ferro exógeno, proveniente dos alimentos ingeridos, e o ferro endógeno, proveniente da destruição das hemácias, que libera cerca de 27 miligramas desse metal para ser reutilizado pelo organismo. Um indivíduo adulto saudável tem em seu organismo de 4 a 5 gramas de ferro. O ferro se divide entre ferro não heme e ferro heme, este último é melhor absorvido pelo organismo. Função do ferro: Reduz o nascimento de bebês prematuros e com baixo peso; reduz o risco de morte materna no parto e no pós-parto imediato; melhora a capacidade de 27 aprendizagem da criança; melhora a resistência às infecções; é fundamental para o crescimento saudável; ativador oucomponente de enzimas; influencia na fixação do Nitrogênio; catalisador na biossíntese da clorofila; atua no desenvolvimento de troncos e raízes. Causas da Deficiência do ferro: A deficiência de ferro pode apresentar-se em graus variáveis, que vai desde a depleção do ferro, sem comprometimentos orgânicos, até a anemia por deficiência de ferro que afeta vários sistemas orgânicos. A depleção de ferro supõe uma diminuição dos depósitos de ferro, mas a quantidade de ferro funcional pode não estar alterada. Ou seja, indivíduos com depleção de ferro não possuem mais ferro de reserva para ser mobilizado, caso o organismo necessite. A deficiência de ferro pode ocorrer em pessoas com deficiência de ferro por baixa ingestão de alimentos ricos no mineral ou por má absorção do mesmo. Além disso, gestantes e praticantes de atividade física devem sempre consultar um profissional para haver se há necessidade de suplementar ferro. A deficiência de ferro pode causar apatia, irritabilidade, sonolência excessiva, redução da capacidade de aprendizado, falta de ar e tonturas. Além disso, deficiência de ferro contribui para falhas cognitivas incluindo menor desempenho neuropsicológico em bebês, crianças em idade pré-escolar e em idade escolar, adolescentes e adultos. Algumas descobertas de pesquisas indicam que a deficiência precoce de ferro (na infância) pode causar consequências neuropsicológicas irreversíveis. Entretanto, o fornecimento adequado na pré-escola e em crianças mais velhas parece melhorar a performance cognitiva. Figura 23: Quantidade Recomendada de Ferro Para Cada Pessoa. 28 Alimentos com ferro: As principais fontes de ferro são: carnes vermelhas, especialmente o fígado, peito de frango, marisco, ostras, leguminosas, como feijão e lentilha, vegetais verde- escuros, como couve, agrião, rúcula e espinafre, grão integrais, como arroz e cereais, pistache, abóbora cozida, vagem, uva passa e tofu. Os alimentos de origem animal são fontes de ferro heme, enquanto os de origem vegetal são fontes de ferro não heme. Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce. Porém, a quantidade desse nutriente absorvida pelo organismo varia de alimento para alimento. O ferro da carne é absorvido mais facilmente, enquanto aquele de origem vegetal é menos aproveitado pelo organismo. Por isso, uma dieta vegetariana exige uma maior ingestão desses alimentos. Outro recurso é combinar o consumo com outros nutrientes que potencializam a absorção de ferro. Figura 24: Demonstração de Alimentos Ricos no Micronutriente Ferro. 29 8. Conclusão. O desenvolvimento do presente estudo trouxe um conhecimento mais aperfeiçoado sobre um atendimento nutricional, o consumo alimentar que deve ser digerido pela pessoa, a elaboração de uma anamnese e recordatórios, a criação de um novo plano alimentar de acordo com o tipo de paciente, macro e micronutrientes, os tipos de interferências (alimentares e medicinais) na nutrição e o micronutriente faltante no organismo. No decorrer do estudo observou-se que ao captar os dados da paciente analisada (Lucilene), obteve o conhecimento de suas particularidades, seu histórico familiar e seus dados clínicos; aos poucos foi se adquirindo resultados mais precisos sobre sua saúde alimentar e como a mesma interferia em seu cotidiano. Com todos os dados em mãos e todas as etapas seguidas minunciosamente para um atendimento nutricional adequado, conseguiu-se traçar um novo plano alimentar de acordo com suas deficiências nutricionais, sendo possível também a elaboração de uma nova rotina alimentar para Lucilene. Com o presente trabalho aqui elaborado, conclui-se que para um atendimento nutricional adequado se faz a necessidade de fazer um questionário para o paciente, utilizando-se de diversos recursos como: Anamnese, recordatório de 24h, fichas, planos alimentares e recomendações de acordo com o gosto do paciente; sabendo que nenhum dos métodos anteriores são totalmente completos, por isso existe a importância de se realizar a maioria deles em conjunto não apenas um. 30 9. Conclusão NEVES, B. M.; Nutricio; Consulta Nutricional: Etapas do Atendimento;<http://www.nutricio.com.br/consulta-nutricional.htm>. Acesso em: 26 de Outubro de 2019. SOUZA, B.; NutriSoft Brasil;3 Passos Para Elaborar uma Anmnese Nutricional;<https://nutrisoft.com.br/anamnese-nutricional/>. Acesso em: 26 de Outubro de 2019. PORTAL, C.; Portal Educação; Avaliação do Estado Nutricional;<https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/nutricao/avaliacao- do-estado-nutricional/11825>. Acesso em: 26 de Outubro de 2019. 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