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Profª Dra Fernanda Cavalcante Fontenele ALIMENTAÇÃO DO RN ❖ Consiste em satisfazer as necessidades metabólicas de alguns sistemas orgânicos do RN em desenvolvimento; ❖ Fatores que interferem na alimentação: condições ao nascer, peso, IG (Quanto < IG, menor é a capacidade de ingerir e digerir o alimento); ❖ Trato gastrointestinal (TGI); ❖ Função: é a transferência do alimento, água, nutrientes para o meio interno. Alimentação Sucção e Deglutição ❖ Reflexos de deglutição: a partir da 17ª IG; ❖ Feto deglute 500ml/kg de líquido amniótico (3º trimestre); ❖ Capacidade fisiológica do estômago= aumenta de 2ml/kg para 24 ml/kg (até o 10º dia de vida); ❖ Reflexos de sucção = em torno da 24ª IG; ❖ Sucção não nutritiva: 27ª à 28ª IG; ❖ Coordenação: sugar, deglutir e respirar = 32ª a 34ª IG. Atividade Gástrica e esvaziamento ❖ Ao nascer, o estômago do RN contém líquido amniótico, muco respiratório e sangue; ❖ Nas duas primeiras semanas de vida: estômago cresce mais que o corpo; ❖ À medida que aumenta, o tempo de esvaziamento gástrico diminui. Capacidade do Estômago do Bebê Considerações ❖ O RN apresenta limitações relacionadas ao desenvolvimento e o grau de maturação intestinal; ❖ As necessidades nutricionais variam de acordo com a a IG, idade pós-natal, problemas relacionados a gestação e doenças; ❖ Dieta ideal: aquela que proporcione ganho de peso semelhante ao crescimento intra-uterino, sem estresse ao metabolismo ou as funções de excreção. Necessidades Nutricionais Água Sais Minerais (Na, K, Ca, P ,Mg) Carboidratos (prover energia, crescimento) Lipídios (principal fonte de energia) Calorias (manutenção do peso e crescimento adequado) Proteínas (oferta de energia, crescimento e desenvolvimento) Vitaminas Alimentação Enteral ❖ Conceito: é a forma de alimentação por via gastrointestinal; ❖ Início precoce quando possível; ❖ Monitorar curva de crescimento; ❖ Suspender quando houver: distensão abdominal, sangue nas fezes, RG por 2 ou 3 dietas, RG bilioso e apnéia significante ❖ Via: oral, gavagem ou jejunal. Recomendações: ❖ Início precoce promove a maturidade intestinal ❖ Colabora para uma adaptação metabólica ❖ Induz o aparelho gastrointestinal a aumentar as produções das enzimas digestivas, hormônio do crescimento... Vantagens: ❖ Reduz complicações metabólicas e infecciosa (hipoglicemia, desidratação e o grau de hiperbilirrubinemia); ❖ Baixo custo; ❖ Proporciona maior ganho ponderal. Alimentação Enteral Vantagens: ❖ Sucção não-nutritiva: promove a maturação do reflexo de sucção, aumenta a mobilidade gastrointestinal, melhora o ganho de peso ponderal. ❖ Uso do Leite materno ❖ Fórmulas: composição específica (a termo, pré-termo) ❖ Fórmula a base de soja: lactentes com intolerância a lactose. Sinais de intolerância alimentar: ❖ Distensão abdominal, RG bilioso/ sanguinolento, regurgitação, irritabilidade, letargia, sangue nas fezes, fezes líquidas. Alimentação Enteral Avaliar maturidade do RN: ❖ Capacidade de coordenar sugar/engolir/respirar ❖ Maturidade é individual → ao redor de 32ª a 34ª IG Fatores que interferem na coordenação: ❖ Gravidade do estado geral ❖ Hemorragia intra-craniana (HIC) ❖ Prematuridade, problema neurológico, congênitos e dias de entubação. ❖ Função respiratória instável (FR > 60rpm) Alimentação Oral ❖ Diminuição do tônus muscular; ❖ Ausência de flexão que proporciona estabilidade no sugar; ❖ Falta de estabilidade da mandíbula inferior, importante para o mecanismo de sucção; ❖ Diminuição do tônus oro-motor; ❖ Tendência de posicionar a língua no palato superior; ❖ Alças intestinais palpáveis ou visíveis. Fatores que Interferem na Alimentação Oral Alimentação Trófica ❖ É a administração de pequenos volumes de leite de 2,5 a 20ml/kg/dia; ❖ Frequência: 6/6h; ❖ Volume: 1 a 2ml; ❖ Objetivo: estimular o desenvolvimento da mucosa gastrintestinal, a maturação da atividade motora intestinal e a secreção dos hormônios regulatórios. Gavagem Intermitente ❖ É a alimentação através de uma sonda nasogástrica ou orogástrica ou jejunal lentamente em horários estabelecidos; ❖ Fornece o leite por ação da gravidade; ❖ Nunca introduzir forçadamente com a seringa, para evitar vômitos; ❖ Frequência: 2/2h ou 3/3h; ❖ Volume: > 2ml; ❖ Objetivo: fornecer ao RN nutrientes adequados a seu desenvolvimento de acordo com suas necessidades calóricas. Gastróclise ❖ É a gavagem contínua, em bomba de infusão. ❖ Indicado somente quando os RN apresenta intolerância a gavagem intermitente. Atenção ❖ Observar: incidência de distensão abdominal ❖ Retenção de alimentos no estômago ❖ Riscos de regurgitação e aspiração ❖ Preferir a posição ventral ou DLD: esvaziamento é mais rápido Nutrição Parenteral A Nutrição Parenteral (NP) é considerada de grande importância na terapêutica do RN de baixo peso, por ser um recurso importante para manter um estado nutricional adequado quando a alimentação enteral é insuficiente ou não indicada. Há necessidade de uma assistência de enfermagem individualizada durante o preparo, instalação e monitorização da NPT. Cuidados de Enfermagem ❖ Lavar as mãos ❖ Instalar NP usando equipamentos de proteção individual (EPI); ❖ Programar e monitorar a infusão, controlando gotejamento da solução; ❖ Garantir acesso venoso exclusivo periférico ou central, atentando para sinais de flebite e/ou infiltração local; ❖ Manipular o mínimo possível o sistema usando luvas estéreis; ❖ Realizar controle glicêmico e sinais vitais; ❖ Registrar hora da instalação da NP; ❖ Assinar pelo procedimento; ❖ Orientar equipe de enfermagem; ❖ Informar os pais sobre o tratamento e ❖ Registrar intercorrências. Diagnósticos de Enfermagem ❖ Deglutição prejudicada; ❖ Nutrição desequilibrada: mais que as necessidades corporais; ❖ Nutrição desequilibrada: menos que as necessidades corporais; ❖ Padrão ineficaz de alimentação do lactente. Leite Materno ❖ Leite materno é o ideal! Profª: Fernanda Cavalcante Fontenele Densidade Urinária, Glicemia e Sondagem Densidade Urinária Densidade Urinária Feminino Masculino Coletores de Urina Urodensímetro Colocar a gota de urina ◼ Normal: até 1005 a 1015 Urodensímetro Regula o foco Tira Reagente de Urina Glicemia Capilar Glicosímetro Gota Gota Agulha 13 x 4,5 Verificando a Glicemia ◼ Hipoglicemia: < 40 mg/dl ◼ LO de LOW (Baixo) o aparelho de glicemia chegou ao mínimo e não consegue fazer a leitura, normalmente = ou próximo de ZERO. ◼ Hiperglicemia* > 150 mg/dl ◼ HI de HIGH (Alto) onde o aparelho de glicemia capilar chegou ao máximo e não consegue fazer a leitura > 500 mg/dl. Hipoglicemia e Hiperglicemia *Algumas literaturas reconhecem hiperglicemia > 180 md/dl Sondagem Orogástrica Sondagem Orogástrica Sondagem Orogástrica Alimentação por Gavagem Gavagem Bibliografia ▪ ARAUJO, L.A.; REIS, A.T. Enfermagem na Prática Materno-Neonatal. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. ▪ LEONE, C.R.; TRONCHIN, D.M.R. TOMA, E. Assistência Integrada ao Recém- Nascido de Baixo Risco. São Paulo: Atheneu, 2012. ▪ SOUZA, A.B.G. Enfermagem Neonatal: cuidado integral ao recém-nascido. São Paulo: Martinari, 2011. ▪ TAMEZ, R.N. Enfermagem na UTI neonatal: assistência ao recém-nascido de alto risco. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017. Obrigada! fernandameac@hotmail.com