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i UNIVERSIDADE DE AVEIRO Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda Licenciatura em Gestão Comercial Relatório de Estágio Orientador da UA-ESTGA: Prof. Marco Pimpão Orientador da Entidade de Acolhimento: Eng.º Hugo Ferreira Nelson Manuel Vieira Quintas dos Santos | 82118 Águeda | Julho 2017 ii iii Índice Agradecimentos ............................................................................................................. iv Resumo ............................................................................................................................ v Abstract .......................................................................................................................... vi Abreviaturas ................................................................................................................. vii Índice de Imagens ........................................................................................................ viii Índice Tabelas ................................................................................................................ ix Introdução ......................................................................................................................... 1 Capítulo I – A Empresa .................................................................................................... 2 História ......................................................................................................................... 2 O Produto ...................................................................................................................... 4 A sua Produção ............................................................................................................. 5 Clientes e Mercados.................................................................................................... 10 Capítulo II – Tarefas Realizadas .................................................................................... 11 Capítulo III – Processos Logísticos ................................................................................ 19 Conclusão ....................................................................................................................... 25 Bibliografia ................................................................................................................. xxvi Anexos ....................................................................................................................... xxviii iv Agradecimentos Inicialmente gostaria de agradecer à Grestel, por ter aceitado a realização deste estágio, por me ter inserido no processo diário da empresa, por ter confiado nas minhas competências e por não me ter colocado obstáculos na utilização de informação reservada sobre a empresa, para realização deste relatório. Gostaria de agradecer ao administrador da empresa, Engº Miguel Casal, à diretora administrativa e financeira, Drª. Helena Ferreira, e ao diretor de operações, Drº Jorge Ferreira. O meu obrigado ao Professor Marco Pimpão pelo seu interesse nas atividades por mim desenvolvidas, pelos concelhos que foi facultando ao longo do estágio e pela sua ajuda na realização deste relatório. Gostaria de conceder um agradecimento especial ao meu orientado da entidade de acolhimento, Engº Hugo Ferreira, e também a todo departamento de logística (Carmen Paixão, Eunice Casimiro, Rita Lima e Ana Duarte), pela prontidão que sempre tiveram em ajudar e por todas as competências e conhecimento que me transmitiram ao logo destes meses. Queria agradecer também ao departamento dos recursos humanos, em especial à Drª. Cristina Carvalho, pela rapidez como respondeu ao meu contacto inicial com a Grestel e pela forma como realizaram a minha integração no primeiro dia de estágio. Por fim, queria agradecer a todos os funcionários da Grestel que contribuíram de forma positiva na minha passagem pela mesma. v Resumo Este relatório é o resultado final de um estágio realizado no departamento de logística da empresa Grestel – Produto Cerâmicos S.A.. A Grestel dedica-se ao fabrico de artigos de mesa e acessórios de servir usando o grés, sendo a maioria da sua produção direcionada para a exportação. A sua produção é dividida em dois regimes, private label e as marcas. Atualmente possuí três unidades fabris, com uma capacidade produtiva de aproximadamente 10 milhões de peças/ano, empregando sensivelmente 620 funcionários. A produção é bastante demorada, até o produto estar acabado é necessário concluir 6 etapas: a conformação, a secagem, o acabamento, a decoração e vidragem, cozedura e a escolha. Este processo demora entre uma a duas semanas. Quando é avaliada e aprovada a qualidade do produto, este segue para as etapas seguintes embalagem e expedição. Neste estágio foram realizadas várias tarefas, como por exemplo, a conferências de faturas, planeamento e controlo da escolha e da embalagem, análise de paletes a transferir entre unidades, entre outras. Por fim, são explicados alguns processos logísticos, realizados na Grestel, como o outsourcing e o transporte. vi Abstract This report is the final result of an internship held in the logistics department of Grestel - Producto Cerâmicos S.A .. This company is dedicated to the manufacture of tableware and serving accessories using stoneware, with most of its production being exported. Its production is divided into two regimes: private label and brands. It currently has three manufacturing units, with a production capacity of approximately 10 million pieces / year, employing approximately 620 employees. Until the product is finished it is necessary to complete 6 steps: the conformation, the drying, the finishing, the decoration and glazing, cooking and the choice. This process takes between one and two weeks. When the quality of the product is evaluated and approved, it is followed by the packing and shipping steps. Throughout this intership, various tasks were carried out, such as invoice conferences, selection and packaging planning and control, analysis of pallets to be transferred between units, among others. Finally, some logistical processes carried out at Grestel are explained, such as outsourcing and transportation. vii Abreviaturas GI – Grestel I GII – Grestel II GIII – Grestel III E.U.A – Estados Unidos da América R.U. – Reino Unido PL – Packing List ERP – Enterprise Resource Planning D.A.F. – Diretora Administrativa e Financeira FOB – Free on Board FCA – Free Carrier DDP – Delivery Duty Paid 3PL – Third Party Logistics viii Índice de Imagens Imagem 1- Logotipo Grestel ............................................................................................ 2 Imagem 2- Imagem Satélite Zona Industrial de Vagos .................................................... 3 Imagem 3 - Casafina Logotipo ......................................................................................... 4 Imagem 4 - Costa Nova Logotipo .................................................................................... 4 Imagem 5 - Embalagem com materialD3E ..................................................................... 8 Imagem 6 -Embalagem com material D1 ......................................................................... 8 Imagem 7 - Ficheiro Excel '' Conferência de faturas 2018'' – Marcas ........................... 12 Imagem 8- Ficheiro Excel '' Conferência de faturas 2018 '' - Private Label .................. 12 Imagem 9- Ficheiro excel ´´Análise da Escolha´´ .......................................................... 13 Imagem 10- Ficheiro excel ´´Análise da embalagem´´ .................................................. 14 Imagem 11 - Plano de Embalamento realizado .............................................................. 15 Imagem 12-Ficheiro excel ´´Paletes a transferir´´ .......................................................... 16 Imagem 13- Análise do produto subcontratado em falta ................................................ 20 Imagem 14 - Facas Costa Nova, cor cobre ..................................................................... 22 Imagem 15 - Talheres Costa Nova, cor preta ............................................................ xxviii Imagem 16 - Talheres Costa Nova, cor gold ............................................................. xxviii Imagem 17 - Embalagem Talheres Costa Nova .......................................................... xxix Imagem 18 - Copo Costa Nova .................................................................................... xxx Imagem 19 - Texteis Costa Nova ................................................................................ xxxi Imagem 20 - Showroom Casafina .............................................................................. xxxii ix Índice Tabelas Tabela 1 - Tempos Totais ............................................................................................... 17 Tabela 2- Tempos Médios .............................................................................................. 17 1 Introdução Este relatório foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular Estágio Temático II, da Licenciatura de Gestão Comercial, lecionada na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda. O estágio foi realizado na empresa Grestel – Produtos Cerâmicos, S.A. tendo a duração de 8 semanas, foi realizado entre o período de 21 de maio de 2018 a 13 de julho de 2018. Este estágio foi desenvolvido na área da Logística, tendo oportunidade de colocar em prática os conhecimentos obtidos em algumas unidades curriculares. O presente relatório foi dividido em três capítulos. No primeiro capítulo é apresentada a entidade acolhedora, os seus produtos e o processo de fabrico, no segundo capítulo são explicadas as funções exercidas na empresa e no último capítulo é explicado alguns processos logísticos realizados pela empresa. Para finalizar, é realizado uma conclusão onde esta descrito uma opinião pessoal deste estágio. 2 Capítulo I – A Empresa História Imagem 1- Logotipo Grestel Fonte: www.google.com/imghp A Grestel – Produtos Cerâmicos S.A., foi fundada no ano de 1998 por dois engenheiros formados na Universidade de Aveiro, na área da cerâmica e do vidro. Inicialmente a produção começou em instalações provisórias com apenas 12 funcionários, transferindo-se no ano de 2000 para a unidade fabril, agora chamada de Grestel I localizada na zona industrial de Vagos. Esta unidade foi aumentada em 2002, com objetivo de aumentar a capacidade tendo sido introduzido maquinaria nova e moderna para a altura. Em 2004 foi dado início à construção da segunda unidade fabril, na mesma zona industrial, a Grestel II. O processo produtivo da Grestel II começou no ano seguinte, empregado 150 pessoas. Em 2007 esta unidade foi aumentada para a introdução de um novo laboratório e uma secção de moldes, tendo existido no ano seguinte de novo a necessidade de expandir, esta ampliação deveu-se à falta de espaço de armazenamento, ampliando assim o espaço de armazém. Em 2010 começou a construção do edifício social e administrativo e do showroom. Mas a expansão da Grestel II não ficou por aqui, remodelando e ampliando esta unidade no ano de 2015, integrando um setor logístico ‘’num investimento avaliado em 1,5 milhões de euros que a tornou na maior unidade produtiva.’’ – Jornal de negócios. 3 No ano de 2016 a Grestel sentiu de novo a necessidade de crescer, não tendo resposta produtiva para o mercado em que se estava a afirmar. Por esta razão decidiu criar uma terceira unidade fabril, a Grestel III. Este novo projeto envolveu um investimento de 9 milhões de euros, ficando há disposição da Grestel um novo espaço produtivo com 11 mil metros quadrados e um conjunto vasto e moderno de máquinas produtivas que fez disparar a capacidade de produção de 5 milhões de peças/ano para 10 milhões e 350 mil peças/ano, empregando 150 pessoas com este investimento. Atualmente a Grestel conta com três unidades fabris, Grestel I, Grestel II e Grestel III, com 2 Lojas, uma em Aveiro e outra em Lisboa, está numa fase de finalização do seu outlet e numa fase inicial da construção do centro logístico, ambos na zona industrial de Vagos. Neste momento a Grestel possui cerca 620 funcionários, este número irá ser alterado visto que a empresa espera empregar cerca de 25 pessoas até ao final do ano dividas entre o centro logístico e o outlet. Imagem 2- Imagem Satélite Zona Industrial de Vagos Fonte: www.google.com/maps 4 O Produto A Grestel dedica-se ao fabrico de artigos de mesa e acessórios de servir usando o grés. Este é um material formado da argila que suporta altas temperaturas e por isso muito utilizado na cerâmica. A sua produção é dividida para duas vertentes, o private label e as marcas. As encomendas chamadas de private label é a produção direcionada para clientes que têm a sua própria marca sendo a Grestel que produz e embala conforme as especificações de cada cliente. A outra vertente é uma aposta relativamente recente que é as suas marcas próprias. A Grestel possui duas marcas registadas, a Costa Nova e a Casafina. A marca Costa Nova foi criada há 9 anos tendo vindo a crescer no mercado, atualmente está presente em mais de 50 países, a qualidade e resistência do produto tem vindo a conquistar espaço no mercado da hotelaria e da restauração. A marca Casafina já existe no mercado norte-americano desde 1981, tendo já a sua posição bem defina neste mercado. A Grestel adquiriu esta marca em 2017 como estratégia de entrada neste mercado com uma marca própria. Esta forma de entrada é chamada de modo hierárquico, segundo Svend Hollensen (2011) este modo é definido por ‘’ a empresa possuir e controlar o modo / organização de entrada estrangeira.’’ Fonte: www.google.com/imghp Imagem 4 - Costa Nova Logotipo Imagem 3 - Casafina Logotipo 5 A sua Produção A Conformação As pastas cerâmicas são constituídas por duas ou mais matérias-primas, aditivos e água. Esta composição é adquirida pela Grestel sob duas formas, líquida e plástica. A pasta líquida e utilizada na conformação por enchimento e a pasta plástica é utilizada na conformação por prensa e roller. A conformação por enchimento é realizada, como o nome indica, enchendo o molde de gesso com a pasta líquida permanecendo durante um certo período de tempo até que a água seja absorvida pelo gesso e aspartículas solidas se depositem na superfície, formando assim a peça. A conformação por prensa consiste na aplicação de pressão através de um sistema mecânico hidráulico dando forma à pasta cerâmica. O equipamento é composto por dois moldes, estes conferem a forma à pasta quando aplicado a pressão, um molda a forma interior da peça e o outro a forma exterior da peça. A conformação por roller consiste na rotação em sentidos opostos de um calibrador e de um molde de gesso, isto irá resultar na forma da peça. A Secagem O objetivo principal desta etapa de produção é eliminar o excesso de água nas peças, mas esta etapa tem também como objetivo aumentar a resistência mecânica do produto, para que este consiga suportar as operações de acabamento, de vidragem e de enforna. Esta operação é muito demorada de forma a evitar o aparecimento de defeitos. O Acabamento É nesta etapa que a peça é retocada com o objetivo de remover imperfeições superficiais provenientes do processo de conformação. A principal imperfeição são as rebarbas da peça, estas são removidas com o auxílio de um objeto cortante. Após ter sido realizado o retoque, é passado uma esponja húmida sobre a peça. 6 Decoração e Vidragem Os métodos de decoração mais comuns são os decalques ou pintura manual no entanto existem outros. A variedade introduzida também pelo tipo de tintas e engobes usados, embora estas características só sejam reveladas após a cozedura. O vidrado é um revestimento que também só adquire as suas características após cozedura. A vidragem tem dois objetivos principais, tornar a peça impermeável e esteticamente mais apelativa. A sua preparação ocorre na forma de uma suspensão aquosa, sendo a densidade e a viscosidade são ajustadas para os diversos tipos de aplicação. Cozedura É nesta etapa que os produtos adquirem as suas propriedades finas como o seu brilho, cor, porosidade, estabilidade dimensional, resistência à flexão, entre outros. Na cozedura as peças são introduzidas em fornos contínuos ou intermitentes, a uma temperatura que ronda os 1180ºC. Este processo é dividido em três fases: 1. Aquecimento dos fornos até à temperatura desejada; 2. Manter durante um curto período de tempo à temperatura máxima; 3. Arrefecimento até temperaturas inferiores a 200ºC. A Escolha Realizado o processo de cozedura as peças são retiradas dos fornos e classificadas como peças de primeira, segunda + +, segundas ou caco dependendo da sua qualidade. As peças de primeira qualidade são polidas na zona desvidrada com a ajuda de dois discos rotativos, seguindo posteriormente para a zona de embalagem. As 2ª’s + +, são peças com defeitos impercetíveis, não colocando em causa a estabilidade. Estas peças são vendidas aos clientes de primeiras a metade do preço, ou então serão vendidas ao quilo. 7 As peças de segunda qualidade apresentam defeitos percetíveis a olho nu, estas são vendidas a clientes de segundas, normalmente, a clientes Africanos (Marrocos, África do Sul) ou então são colocadas no Outlet. As peças rejeitadas podem ainda sofrer um processo de retoque onde são corrigidos defeitos voltando depois ao forno. As peças consideradas como caco serão posteriormente destruídas. A Embalagem A natureza da embalagem é muito importante para as operações de armazenamento, particularmente como os clientes exigem as mercadorias em qualquer um desses níveis (Alan Rushton) Nesta etapa, é colocada a etiqueta respetiva a cada peça e é embalada. A forma de embalamento depende das especificidades de cada cliente, alguns preferem que o custo final seja mais elevado mas que o produto seja embalado da forma mais segura possível, outros preferem minimizar o custo final, preferindo o embalamento mais simples. A Grestel conta com 4 linhas de embalamento e 4 células, cada linha tem a capacidade de embalar cerca de 7000 peças por turno, exceto quando o embalamento é para o cliente Williams Sonoma, pois este cliente tem diversas especificidades e o embalamento é mais demorado, embalando cerca 4500 peças cada linha por turno, as células têm uma capacidade inferior, conseguem embalar entre 1500 a 2000 peças por turno por essa razão são utilizadas para embalar as encomendas das marcas ou de clientes de private label com encomendas de quantidades reduzidas e baixas especificações. O embalamento é realizado consoante o plano de embalamento normalmente realizado semanalmente, quando é realizado mensalmente vai sendo atualizado ao longo do tempo. Na Grestel é utilizado dois tipos de caixas para o embalamento: 1. D1 – cartão duplo com Kraft 2. D3E – Cartão duplo com Kraft especial O cartão D1 é o cartão mais utilizado para os diversos clientes da Grestel uma vez que em termos de custo-benefício para o cliente é o mais favorável. O cartão D3E é para um 8 cliente específico onde o cartão tem de ser mais resistente pois tem de passar por um drop- test de 16 quedas. Fonte: Elaboração Própria A Expedição Esta é a última etapa de todo este processo. Quando o embalamento é concluído os produtos são organizados por paletes e armazenados a solo no armazém 1 no dia de carga é realizado o picking de expedição, este consiste na separação e confirmação do produto pela encomenda a ser expedida. A Grestel II conta com 4 cais utilizados para carregar os contentores e os camiões com maior dimensão e um portão que é utilizados para carregar camiões de pequenas dimensões. A Grestel III tem 1 cais utilizado unicamente para carregar segundas e a GI conta apenas com um portão. O processo de fabrico é bastante demorado, entre duas a três semanas, tendo bastantes etapas a serem realizadas e algumas delas muito demoradas, como por exemplo a etapa de cozedura, por esta razão a qualidade é bastante importante neste processo. Entende-se por qualidade a realização de uma tarefa bem à primeira, com zero defeitos (Philip Crosby). Por esse motivo a Grestel adota uma filosofia de melhoria contínua, tentando assim evitar falhas, pois não existe tempo para estar a realizar correções ou a produzir novamente devido a falhas que ocorreram numa das etapas anteriores, o erro muitas vezes Imagem 6 -Embalagem com material D1 Imagem 5 - Embalagem com material D3E 9 só é verificado na etapa da escolha e se não for possível o retoque da peça, terá de ser produzido novamente e na maioria dos casos não existe essa margem. Por essa razão, é realizado reuniões diárias entre os responsáveis de cada setor. Esta reunião tem como objetivo alinhar objetivos entre os diversos setores da empresa. Estando presente cerca de 7 pessoas, divididas pelo setor da produção, qualidade e logística. No dia 23/05 estive presente nesta reunião para entender melhor os assuntos tratados na mesma. ‘’Apesar de ter um custo para a empresa, (7 pessoas paradas em reunião) os resultados são positivos’’ – Eng.º Hugo Ferreira Esta afirmação é comprovada com o exemplo do maior cliente da empresa, que faz avaliações constantes à empresa (Grestel), penalizando a mesma por falhas no produto ou na entrega. A Grestel tinha no mês de junho do ano passado (2017) uma avaliação de 40% (ao nível das expedições),o que penalizou bastante a empresa, este ano está nos 100%. 10 Clientes e Mercados A Grestel é uma empresa exportadora, cerca de 98% da sua produção é direcionada ao mercado estrangeiro, sendo os Estados Unidos da América o grande responsável por estes números, mais de metade da exportação é direcionada a este destino. Para o mercado europeu é exportadoaproximadamente 28 %. Como já foi referido anteriormente a Grestel divide a sua produção em dois regimes, o private label e as marcas. A maioria da produção é direcionada para a vertente private label, tendo a Grestel conquistado uma boa posição com estes produtos, ‘’ contando como clientes alguns dos principais gigantes mundiais do comércio a retalho, como a Crate&Barrel, a Williams-Sonoma ou a Ralph Lauren.’’ – Diário de Notícias. O regime das marcas é uma aposta recente, mas que tem dado resultado, estando presente com a marca Costa Nova em mais de 50 países e a marca Casafina no mercado norte- americano, o valor das encomendas tem vindo a aumentar para esta aposta da Grestel à medida que as marcas vão conquistando espaço nos vários mercados, através da aceitação por parte dos clientes. Alguns dos principais clientes private label e os respetivos mercados: Anthropologie Catalogue/Retail - Urban Outfitters Inc. – E.U.A / R.U. Ralph Lauren – E.U.A. Williams-Sonoma Singapore Pte, Ltd. - Singapura / E.U.A. Crate&Barrel – E.U.A The TJX Companies – E.U.A / R.U. BHS Tabletop AG - Alemanha Jonh Lewis – R.U. Alguns dos principais clientes das marcas e os respetivos mercados: Senew Inc. - Coreia do Sul Taimar - Itália Casafina – U.S.A. 11 Capítulo II – Tarefas Realizadas Com este estágio tive a oportunidade de consolidar conhecimentos e adquirir outros que dificilmente seriam obtidos sem o trabalho prático. As tarefas pedidas foram bastante diversificadas, tendo sido bem planeado pelo orientador a relação entre as tarefas e o timing em que as mesmas eram executadas, o que ajudou bastante a aprendizagem e numa fase inicial a integração à empresa. Conferência de Faturas Segundo Jane P. Laudon e Kenneth C. Laudon (2013) ‘’Os sistemas de informação são uma das maiores ferramentas disponíveis para os gestores conseguirem atingir níveis de excelência, desenvolver novos produtos, melhorar a sua tomada de decisão e conseguir uma vantagem competitiva”. Nas primeiras semanas foi pedido para regularizar a conferência das faturas com os packing list (PL’s) da mercadoria expedida. Uma tarefa que permitiu utilizar o ERP da empresa, obtendo o conhecimento do produto fabricado na empresa, conhecer os clientes e os diversos destinos para que a mercadoria era expedida. Esta tarefa é de fácil realização consistindo em 3 fases, a primeira é confirmar os valores dos PL’s manuais (entregue pela expedição) com os PL’s retirados do ERP da empresa, esta fase tem como objetivo confirmar que o produto expedido foi o encomendado. Após ter sido confirmado as quantidades expedidas é necessário confirmar os preços que estão na fatura com os que estão introduzidos no PHC, para confirmar que não houve alterações dos mesmos. A última fase é registar a informação no excel ‘’ Conferências de Faturas 2018 ‘’, este ficheiro faz a distinção entre as faturas do private label e as marcas, como demonstra as imagens 6 e 7. No excel é colocado a informação da fatura (número da fatura, o nome do cliente, a data da fatura, o valor da fatura e o país para que foi expedida), se a conferência dos PL´s e dos preços estiver correta é entregue à Diretora Administrativa e Financeira (D.A.F.) caso existisse algum erro é entregue para verificação à responsável pelas expedições e faturação, sendo esta informação também inserida no excel. As 12 últimas informações a serem inseridas é a data em que a informação foi verificada e em caso de existir falhas, colocar a natureza das mesmas no campo das observações. Imagem 7 - Ficheiro Excel '' Conferência de faturas 2018'' – Marcas Fonte: Ficheiro Excel '' Conferência de faturas 2018'' – Marcas Imagem 8- Ficheiro Excel '' Conferência de faturas 2018 '' - Private Label Fonte: Ficheiro Excel '' Conferência de faturas 2018 '' - Private Label 13 Planeamento e controlo da escolha e embalagem Segundo o Conselho de gestão logística (CLM), logística pode ser definida pelo ‘’processo de planeamento, implementação e controlo eficiente do fluxo e armazenamento de bens, serviços e informação relacionada, do ponto de origem até ao ponto de consumo, com o objetivo de obedecer aos requisitos do consumidor.’’ Uma das tarefas que ocupou mais tempo durante o estágio foi o planeamento e controlo da escolha e do embalamento. Esta tarefa já requer mais cuidado na sua realização devida há importância da mesma para o fluxo contínuo do processo de fabrico. Esta função consiste na análise diária das necessidades da escolha e da embalagem, estas duas análises são retiradas de dois ficheiros destintos apesar de estarem ligadas um com o outro. A análise da escolha fornece a informação da quantidade e da qualidade do produto. Esta análise divide a informação entre peças em falta, peças 2ª++, peças de 2ª, peças para retoque e peças para caco, sendo esta informação filtrada por cliente e encomenda. Esta análise é importante para o setor logístico, pois é necessário haver o conhecimento das peças em falta, que por algum motivo não vão estar disponíveis para embalar no período inicialmente definido. Esta análise é retirada diariamente ao fim do dia para o dia seguinte. Para esta análise ser atualizada é necessário retirar dois ficheiros excel do Progres (software de controlo da produção), o ficheiro ‘’ Total Produzido’’ e o ficheiro do ‘’ Planeamento’’, que terão de ser copiados para o excel ‘’ Análise da Escolha’’ para este ser atualizado com os novos valores. Imagem 9- Ficheiro excel ´´Análise da Escolha´´ Fonte: Ficheiro excel ´´Análise da Escolha´´ 14 A análise da embalagem fornece 3 análises distintas, ‘’ Escolha em falta na Grestel’’, ‘’Em falta na Subcontratação’’ e o ‘’Plano de embalagem’’. As duas últimas análises foram as mais utilizadas, a análise ‘’Em falta na subcontratação’’ é utilizada para monitorizar a produção subcontratada à Primagera, o ‘’Plano de Embalagem’’ fornece a informação sobre a quantidade de peças que falta embalar, a quantidade de peças que está embalada e já se encontra disponível no armazém 10 e as quantidades de peças que se encontra a embalar ou já preparadas para o embalamento no armazém 8. Imagem 10- Ficheiro excel ´´Análise da embalagem´´ Fonte: Ficheiro excel ´´Análise da embalagem´´ Esta análise é fácil de obter pois como está diretamente ligada ao PHC, é só carregar no botão ‘’Atualizar’’ e fazer o login da licença do PHC e o ficheiro atualiza automaticamente. Este ficheiro pode ser atualizado a qualquer altura, possibilitando um controlo mais rigoroso sobre o embalamento que está a ser efetuado. Esta análise é utilizada para desenvolver o plano de embalagem, sendo o planeamento essencial para que a operação se desenvolva com naturalidade, por vezes, mesmo com o planeamento isso não acontece. O planeamento é importante pois centra-se no futuro: o que tem de ser alcançado e como (Donnelly, 2000). Com o auxílio do ficheiro ‘’Controlo de Embalagem’’ é possível saber as necessidades de embalamento para o período em que já existe encomendas, com isso e com a noção do número médio que cada linha consegue 15 embalar por turno é criado um ficheiro excel com plano de embalamento para esse mês, como demostra a imagem 8. Imagem 11 - Plano de Embalamento realizado Fonte: Elaboração Própria Com estas duas análises, é possível ter o conhecimento das peças que estão a sair da escolha, e as peças que têm de entrar no embalamento, conseguindo de alguma forma combater as falhas existentes, prevendo comalguma antecipação as peças que não estarão disponíveis para serem embaladas, tendo oportunidade de alterar o plano de embalamento, minimizando assim falhas posteriores. Este é um exemplo prático da utilidade destas duas análises quando observadas simultaneamente, daí a necessidade de existir um controlo constante sobre estas análises. Transferência de Paletes entre unidades Com o constante crescimento, e a produção ser realizada em três unidades fabris diferentes, a Grestel sentiu a necessidade de começar a realizar transferências de paletes entre as diferentes unidades, não só com o objetivo de embalar mas devido a outros aspetos, como o pouco espaço de armazenamento que existe na Grestel I, esta unidade 16 fabril não possui racks sendo o armazenamento realizado a solo, tem uma capacidade de armazenamento de cerca 100 paletes. A Grestel III também possui um nível baixo de capacidade de armazenamento, para a capacidade produtiva que tem, congestionando bastante o espaço. Por estas razões a Grestel decidiu começar a realizar a transferência diária de paletes entre as unidades GI e GIII para a GII pois é nesta unidade que existe maior espaço de armazenamento e é o local onde será efetuado o embalamento. Para isso, é necessário fazer uma análise diária das paletes que tem de ser transferidas para a GII. Está análise é retirada do ficheiro excel ‘’ Transferência de Paletes’’, este ficheiro quando é atualizado gera as necessidades de cada unidade, informando a referência das paletes que necessitam de ser transferidas. Para atualizar este ficheiro é necessário seguir dois passos, estes passos consistem em atualizar o ficheiro com os dados mais recentes, retirando um ficheiro do PHC relativo ao produto em private label existente no armazém 10 e outro ficheiro retirado do excel ‘’ Controlo de Embalagem ‘’ que fornece a informação da quantidade que falta embalar para as encomendas com a data de carga mais próxima. Imagem 12-Ficheiro excel ´´Paletes a transferir´´ Fonte: Ficheiro excel ´´Paletes a transferir´´ A Grestel tem dois veículos disponíveis para a realização destas transferências, um camião e uma carrinha. O camião tem a capacidade máxima de 14 paletes por transporte e a carrinha tem capacidade para 7 paletes, sendo planeado a realização de 7 cargas por 17 dia para cada veículo. Foi pedido para tentar perceber se existia forma de otimizar estas transferências, de forma a maximizar o número das mesmas. Por essa razão o dia 19/06 foi ocupado com o camionista da empresa, para tentar perceber quais os principais problemas e de que forma é que se pode diminuir o tempo de carga, descarga e de viagem. Foi contabilizado os tempos anteriormente referidos, tendo sido colocados num ficheiro excel, os resultados obtidos foram os seguintes: Principais problemas identificados: 1. Empilhador não estar disponível para trabalhar; 2. Material não estar preparado para carregar; 3. Falta de espaço para armazenar material (últimas cargas); 4. A manga de passagem dos camiões está sobrelotada com produto acabado, impossibilitando o fluxo normal de camiões/ carrinhas; Possíveis soluções: 1. Criação de zonas de receção maiores, possibilitando ao camionista apenas descarregar o material e posteriormente outro funcionário fazer o armazenamento; 2. Eliminar o Stock realizado na manga dos camiões. (Será possível com o Centro logístico); Tabela 1 - Tempos Totais Tempo Total Tempo Total de Carga: 01:48:25 Tempo Total de Descarga: 02:40:08 Tempo Total de Viagem: 00:33:32 Tempo Total Desperdiçado: 01:26:55 Tempo Total Contabilizado: 06:29:00 Tabela 2- Tempos Médios Tempos médios GIII - GII Tempo Médio de Carga: 00:13:48 Tempo Médio de Descarga: 00:21:34 Tempo Médio De Viagem: 00:03:14 Tempo Médio Utilizado para o transporte: 00:57:35 18 3. Fazer previsões de transporte para um maior período de tempo (semanal), e ir alterando com as necessidades. Isto possibilitará uma melhor otimização de rotas, conseguindo aproveitar eficazmente as viagens de retorno, para isso será necessário aumentar a capacidade de armazenamento da unidade GI, possível com a colocação de racks; 4. Utilizar a carrinha (Iveco) para fazer transportes da GIII para a GII e o camião para fazer transportes para GI e o Outlet. Isto seria uma forma de minimizar tempo e custos, tendo a carrinha mais mobilidade que o camião seria mais fácil a sua movimentação entre a GIII e a GII quando existem vários camiões a movimentarem-se nas instalações; Os custos referidos são os custos associados às viagens (combustível, desgaste do camião), visto que o camião necessitava de fazer metade das viagens que faz a carrinha para o outlet, e os custos relacionados com o tempo perdido (funcionário parado), quando o camião tem de parar devido ao congestionamento, o funcionário tem de parar. Alguns dos problemas identificados anteriormente serão resolvidos com o outlet e com a construção do centro logístico, mas a probabilidade de aparecerem problemas novos é elevada pois este mecanismos de rotas irá ser feita entre 5 unidades (GI, GII, GIII, Centro Logístico e Outlet) em vez de apenas 3 unidades (GI, GII, GIII), será necessário uma grande organização das rotas, para deixar de existir congestionamentos nos armazéns e para não faltar produto no armazém 8 para ser efetuado o embalamento. 19 Capítulo III – Processos Logísticos Outsourcing Segundo Douglas M. Lambert, James R. Stock e Lisa R. Stock o outsourcing ‘’é o processo de contratação de uma empresa externa para providenciar um bem ou serviço, que tradicionalmente era realizado internamente.’’ Este processo surge de um simples questão, ‘’ Make or buy? ‘’, existindo várias razões para fazer e para comprar, dependendo de cada empresa e de cada situação. Algumas razões para produzir: Maior Controlo sobre a operação; Maior segurança na qualidade; Evitar dependência de fornecedores; Preferência pessoal. Algumas razões que levam a comprar: Falta de capacidade; Falta de experiência; Custos inferiores; Função não core. A Grestel utiliza a subcontratação para os dois regimes anteriormente referidos. No regime de private label é realizado a subcontratação à Primagera (empresa cerâmica sediada no distrito de Aveiro), como já foi referenciado anteriormente este processo é monitorizado pelo ficheiro ‘’Controlo de Embalagem’’ como demonstra a imagem 13. 20 Imagem 13- Análise do produto subcontratado em falta Fonte : Ficheiro excel ´´Análise da embalagem´´ Este processo foi iniciado quando a Grestel tinha pouca capacidade de produção e não conseguia satisfazer as encomendas (ainda não existia a GIII), com a construção da GIII conseguiu aumentar os seus níveis de produção, mas mesmo assim não era suficiente para a satisfação total das encomendas e por essa razão a subcontratação continuou. Este processo é realizado da seguinte forma, é analisado as necessidades de produção num período de 120 dias, caso a Grestel tenha stock ou condições para conseguir produzir todas as encomendas, não é necessário a subcontratação e por isso, não é encomendado. Caso seja necessário, a encomenda é pedida com a data de entrega já estipulada, nessa data é considerado uma margem, tentado colmatar possíveis falhas na entrega. No final deste ano a Grestel vai deixar de subcontratar a Primagera, visto que adquiriu uma máquina de enchimento de alta pressão, esta é uma máquina bastante recente queconsegue produzir cerca de 6 mil peças por dia, com nível elevado de qualidade, conseguindo a Grestel desta forma, satisfazer a totalidade das encomendas. Neste caso, a Grestel preferiu investir em maquinaria recente para combater o défice de produção, com o objetivo de terminar com a subcontratação da Primagera. Aponta-se 2 razões para esta decisão, a primeira é possuir o controlo total da operação, pois a Grestel já terá falhado prazos com os seus clientes, denegrindo a sua reputação, porque a 21 Primagera não cumpriu os prazos estipulados. A segunda razão está relacionada com os problemas de qualidade, sendo a Grestel alvo de várias inspeções por parte dos seus clientes, é necessário ter total confiança no produto que será enviado, pois caso o produto não esteja nas melhores condições existem vários custos que estão associados a estas falhas, como por exemplo, funcionários da Grestel terem de realizar a etapa da escolha novamente (terá sido realizada pela Primagera), se o produto não tiver a qualidade necessária não será enviado, mas imagine-se o seguinte caso, o produto chega à Grestel num dia próximo à sua expedição, estando planeado realizar o embalamento e de seguida a sua expedição, caso o produto não tenha a qualidade necessária, essa encomenda certamente não será expedida, pois não existirá tempo suficiente para a Grestel conseguir produzir internamente, sofrendo penalizações. No regime das marcas, a Grestel recorre ao outsourcing para completar os conjuntos da marca Costa Nova, isto é, é subcontratado a produção de copos, têxteis e talheres. Este processo teve início devido há necessidade da Grestel em completar os seus conjuntos de artigos mesa com os restantes produtos que a eles pertencem, mas que a Grestel não consegue produzir. A Grestel possuí um stock mínimo de todo estes produtos, pois é necessário cumprir um valor mínimo de quantidade, para puder realizar as encomendas. São realizadas análises quinzenais para controlar as necessidades, caso exista stock em falta é realizado nova encomenda, para normalizar os valores do stock no armazém 30. Todos estes produtos são etiquetados pelo fornecedor com a marca da Costa Nova, etiquetas essas que são enviadas pela Grestel. Este é um procedimento recente, preferindo a Grestel pagar um valor mais elevado pelo produto, mas este ser vendido ao cliente final como produto Costa Nova. 22 Imagem 14 - Facas Costa Nova, cor cobre Fonte: Elaboração própria Fornecedores de copos e os respetivos lead times: La Rochere (fornecedor francês) – 1 mês a 2 meses; Cristiro (fornecedor romeno) – 2 meses a 3 meses; Vista Alegre (fornecedor português) – 1 mês a 2 meses; Ivo Meto (fornecedor português) - 1 a 2 meses. Para estes fornecedores, é necessário encomendar um mínimo de 200 a 300 peças. Fornecedores de têxteis e os respetivos lead times: Fateba (fornecedor português) – 2 meses a 3 meses; Têxteis – Penedo (fornecedor português) – 2 meses a 3 meses. Para estes fornecedores, é necessário encomendar um mínimo de 500m2. Fornecedores de talheres e os respetivos lead times: Belo Inox (fornecedor português) - 1 mês a 3 meses; Herdmar (fornecedor português) – 4 meses a 6 meses; 23 Neva (fornecedor italiano) - 2 a 3 meses. Para estes fornecedores, é necessário encomendar um mínimo de 2000 peças. No caso dos talheres, a Grestel ainda subcontrata outra empresa, a Prirev, esta é uma empresa de revestimentos que realiza a cobertura aos talheres Costa Nova em 3 cores diferentes, gold, cobre e preto. Portanto os talheres são entregues pelo fornecedor subcontratado, assumindo este a responsabilidade do transporte, quando o produto é entregue existe um controlo de qualidade realizado por amostragem (entre 10% a 20%) pela Grestel, e só depois são enviados para a Prirev para ser realizado o seu revestimento, este processo é realizado num período aproximado de 1 mês. Transporte Esta é a última fase da expedição e uma das principais funções da logística, representando mais de 25% dos custos logísticos (Kisperska-Moroń & Krzyżaniak, 2009). Como em todo o processo realizado na Grestel, o transporte não é diferente, existindo diferenças entre o regime private label e as marcas. Só para o regime private label são expedidos entre 25 a 30 contentores por mês, cerca de 20 contentores são expedidos para o cliente Williams Sonoma (o melhor cliente da Grestel). O transporte para a maioria dos clientes deste regime, os termos do contrato são em Ex. Works, o que significa que a Grestel apenas tem disponibilizar a mercadoria para ser carregada, mas o acordo realizado entre ambos refere que a Grestel tem que carregar os contentores e só partir do momento em que este sai das instalações da empresa é que a responsabilidade e os custos são suportados pelo cliente. Para o cliente Williams Sonoma, os contentores são carregados a granel, aproveitando todo o espaço disponível. O contrato é celebrado com os termos FOB, isto é, a Grestel assume a responsabilidade e os custos até ao embarque, este termo é inadequado visto ser um termo estritamente marítimo, deveria ser substituído por o termo FCA, sendo este um termo multimodal. No regime das marcas, o transporte é realizado na sua grande maioria por camião, existindo poucos casos em que é realizado por um contentor. Os contratos normalmente são realizados em termos DDP, isto é, a Grestel assume responsabilidade total pela exportação. Quando o contrato é realizado nestes termos a Grestel precisa de recorrer a 24 uma empresa externa para realizar o transporte (3PL), a primeira fase desse processo é o pedido de cotação a várias empresas que fazem este tipo de serviço. A segunda fase é a adjudicação, nesta fase é escolhida a empresa que irá prestar o transporte, esta escolha é baseada em três aspetos: dimensões da carga, o espaço temporal em que a mercadoria tem de ser entregue e o preço do transporte. Para cargas com dimensões inferiores que têm de ser entregues num espaço curto de tempo, a Grestel, normalmente adjudica a empresas como Fed Ex., UPS, ou CTT. Para cargas com maiores dimensões, usualmente adjudica a empresas como a Lusocargo ou Azkar. A escolha da empresa varia consoante a situação, tendo os três aspetos anteriormente referenciados importância diferente em cada uma delas. 25 Conclusão Este estágio foi uma experiência bastante enriquecedora a todos os níveis, pessoal e profissional. Consegui consolidar conhecimentos obtidos durante a licenciatura, aprender novas dinâmicas de trabalho e adquirir conhecimentos práticos que seriam impossíveis de obter sem a realização do estágio. Com o final do estágio, é possível compreender que seria difícil encontrar uma entidade acolhedora como a Grestel, esta empresa está em constante crescimento, com uma grande dinâmica de trabalho e sempre à procura de novos desafios e de novas oportunidades. Esta dinâmica interna foi bastante importante, pois conseguia aprender não só com as tarefas que me era pedidas, mas também com todos os processos/ tarefas que aconteciam ao meu redor. Penso que todos os objetivos estipulados foram cumpridos, tentando sempre dar o melhor das minhas capacidades em todas as tarefas desenvolvidas, aprendendo o máximo possível com cada uma delas. Os estágios têm como objetivo fazer a ligação do conhecimento científico com o conhecimento prático, tendo este estágio cumprido esse objetivo na sua totalidade, pois presenciei bastantes situações em que é necessário pensar ou agir de forma diferente,e esse tipo de agilidade não se consegue obter numa sala de aulas. Penso que essa foi, entre muitas outras, a competência de maior importância que me foi transmitida durante este estágio. xxvi Bibliografia Apontamentos, Grestel, 2016 Apontamentos, Gestão da Cadeia de Abastecimento, Marco Pimpão, 2018 Crosby, P. B. (1987). Quality Process Improvement management college Diário de notícias (2018) - Cerâmica Grestel investe 2,5 ME em plataforma logística e abre 'outlet' em Vagos – Disponível em WWW: <URL: https://www.dn.pt/lusa/interior/ceramica-grestel-investe-25-me-em-plataforma- logistica-e-abre-outlet-em-vagos-9253856.html> Donnelly, G. et al., 2000. Administração Princípios de Gestão Empresarial 10º ed., (McGraw-Hill de Portugal, Lisboa) Douglas M. Lambert, James R. Stock e Lisa R. Stock – Fundamentals of Logistics Management Hollensen, Svend.- Global marketing : a decision-oriented approach / Svend Hollensen. — 5th ed. Jornal de negócios (2016) -Grestel "parte a loiça" com nova fábrica em Vagos – Disponível em WWW: <URL:https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/industria/detalhe/grestel_parte_a_loic a_com_nova_fabrica_em_vagos> Laudon, Kenneth C., Laudon, Jane P.-Management Information Systems : Managing the Digital Firms.13ªed. New Jersey : Prentice Hall,2013. Oak Brook, IL : Council of Logistics Management, (1993) – What is all about ? Rushton, Alan - The Handbook of Logistics and Distribution Management -14th ch. - Principles of warehousing Kisperska-Moroń, D., & Krzyżaniak, S. (red.), (2009). Logistyka. Poznań: Biblioteka Logistyka, p. 141. Grestel - [em linha]. [Cons. 10 junho 2018]. Disponível em WWW: http://www.grestel.pt/>. xxvii Costa Nova - [em linha]. [Cons. 10 junho 2018]. Disponível em WWW: http://www.costanova.pt/pt/ >. Casafina - [em linha]. [Cons. 10 junho 2018]. Disponível em WWW: https://www.casafinagifts.com/us/ >. xxviii Anexos Imagem 15 - Talheres Costa Nova, cor preta Fonte: Elaboração própria Imagem 16 - Talheres Costa Nova, cor gold Fonte: Elaboração própria xxix Imagem 17 - Embalagem Talheres Costa Nova Fonte: Elaboração própria xxx Imagem 18 - Copo Costa Nova Fonte: Elaboração própria xxxi Imagem 19 - Texteis Costa Nova Fonte: Elaboração própria xxxii Imagem 20 - Showroom Casafina Fonte: Elaboração própria