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EXCELENTISSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 45º VARA CÍVEL CENTRAL DA CAPITAL __ Processo nº. . PETER PARKER, já devidamente qualificado nos autos da ação que move em face de SANITAS SERVIÇOS MÉDICOS E HOSPITALARES LTDA, também devidamente qualificado nos autos em epígrafe, por meio de seu advogado ao final assinado que subscreve, inconformado com a sentença proferida de fls.... nestes autos, e com base nos termos do artigo 1009 e seguintes do Código de Processo Civil, vem respeitosamente á ilustre presença de vossa excelência interpor RECURSO DE APELAÇÃO Pelas as razões que serão expostas, conforme as razões de fato e de direito e visando a modificação da respeitosa sentença proferida nestes autos, bem como requer que seja admitida e regularmente processada, com envio dos autos ao Egrégio Tribunal de Justiça deste Estado. Nestes termos, pede deferimento Local, data, ano OAB nº Advogado EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS O apelante inconformado com a decisão proferida pelo juiz “ad quem”, apresenta as razões abaixo demonstrando que esta não se amolda ao nosso ordenamento jurídico, merecendo ser reformado por este egrégio tribunal RAZÕES DO RECURSO I-DOS FATOS: O apelante, sofreu acidente automobilístico e foi encaminhado ao hospital MONTE AVENTINO, mantido pela sociedade SANITAS SERVIÇOS MÉDICOS E HOSPITALARES LTDA, para tratamento. O hospital é notoriamente conhecido pela sua agilidade e eficiência na prestação de serviços médicos, constantemente objeto de propaganda nos meios de comunicação, mantendo para tanto a equipe de profissionais médicos empregados. Todavia, em que pese a cirurgia a que se submeteu ter sido bem sucedida, Peter contraiu infecção hospitalar, que o deixou internado por dois meses Assim o apelado moveu ação pelo rito comum contra a sociedade mantenedora, postulando indenização por danos morais e materiais, estes consistentes em lucros cessantes pela óbice do exercício de sua atividade profissional II-DO DIREITO: A sociedade Ré alegou, em contestação, exclusivamente não ter concorrido com culpa para o dano sofrido. A ação tramitou perante a 45º Vara Cível da Vara Central da Capital e foi julgada improcedente, sob o fundamento de que Peter Parker não comprovou a culpa dos profissionais que o atenderam, como exige o Art. 14, §4º da CDC. O Art. 927 do Código Processo Civil é bem claro ao apontar a obrigação de reparar o dano independente de culpa Art. 927. Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. Peter requer o procedimento do pedido de apelação tendo em vista que o fundamento foi baseado no parágrafo 4º do Art. 14 do Código de Defesa do Consumidor onde não se aplica ao caso. III-DO CONFRONTO Dessa forma, constatado o fato que gerou o dano, proveniente da relação de consumo, e o dano à parte mais fraca, caberá ao responsável a sua reparação, não havendo necessidade do consumidor apresentar prova da culpa. Nesse mesmo sentido, a redação do art. 14 do CDC é clara: Art.14.O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos” Tal regra também encontra-se equivalência no art. 932, III, art.933 ambos do CC/2002. “Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;” “Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. Conforme observa-se a regra geral, a culpa, em lato sensu, foi mantida como requisito para o direito à indenização, entretanto a grande novidade que o atual código nos apresenta trata-se do art. 933, que não requer a demonstração da culpa. IV DO PEDIDO: Ante o exposto requer, que o presente recurso seja conhecido e provido, reformando/anulando a sentença, ora impugnada, conforme acima delineado. Nestes termos, pede deferimento Local, data OAB nº Advogado