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BRUNA CAROLINA BOHM SCHUSTER
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARASITOLOGIA
ADELINA RODRIGUES AIRES
 
 
 
 
 
 
 
 
 Santa Cruz do Sul – RS
2019
Classe Trematoda:
Características morfológicas:
Corpo não segmentado;
Arredondado, alongado, filiforme, circular, foliáceo;
Ventosas com função sensorial, mas também atuam na fixação no hospedeiro. 
Ciclo: 
Heteróxeno;
Participação e um hospedeiro intermediário, o molusco;
Ovos são eliminados nas fezes o animal -> Miracídio (embrião) -> Primeiro hospedeiro intermediário (molusco) -> Segundo hospedeiro intermediário (metacercária) -> Hospedeiro definitivo.
Classe Cestoda:
Características morfológicas:
Corpo segmentado, em forma de fita, com 3 partes: escólex, colo e estróbilo; 
Órgãos de adesão: 
Ventosas, botrídios, pseudobotrídios, tentáculos; 
Órgãos de fixação:
Rostro e acúleos. 
Ciclo: 
Heteróxeno;
Hermafroditas; 
Reproduzem-se ou não assexuadamente.
Classe Nematoda:
Características morfológicas:
Vermes cilíndricos;
Boca, cavidade corporal e ânus;
São comumente filariformes;
Espécies e 1 mm a 8 m;
Forma infectante é a L3. 
Ovos redondos, ovais em formato de bastão;
Todas as larvas possuem cutícula e as perdem quando mudam de fase, entretanto a L3 retém a cutícula a L2 e possui 2 cutículas, só perde a cutícula a mais quando são ingeridas pelo hospedeiro. 
Ciclo: desenvolvem L1 e L2 nas fezes do animal, o animal ingere a forma L3 que vai para o tubo digestivo e faz as mudas até adulto, ou, vai para dentro da mucosa intestinal e saem somente quando adulto, ou quando ingeridos pelo animal migram pela corrente sanguínea e chegam em diversos tecidos do corpo. No tecido de predileção eles se tornam adultos, se transformam em macho ou fêmea e fazem a cópula. 
ENDOPARASITAS DE AVES
Classe Cestoda: 
Gênero Davainea. 
Espécie D.proglotina.
Hospedeiro definitivo: galináceos.
Hospedeiro intermediário: moluscos gastrópodes.
Forma larval: vive nos moluscos. Cisticercóide.
Forma adulta: vive no duodeno os galináceos.
Características morfológicas: 
Ovário bilobado;
Mede em torno e 15 a 60 cm;
Ciclo de vida do parasita: As cápsulas ovígeras contêm apenas um ovo e são eliminados junto com as fezes do animal. O molusco ingere esse ovo que se transforma em larva cisticercóides. As aves, então, ingerem esse molusco, as larvas se liberam e fixam na mucosa do duodeno (primeira porção do intestino delgado), dessa forma, completam o ciclo, se tornam adultos e transformam-se em cestódeos adultos. 
Sinais clínicos: 
É a teniase e aves;
Pode causar enterite mucosa;
Baixo desenvolvimento no crescimento. 
Gênero Raillietina.
Espécie R.tetragona.
Hospedeiro definitivo: galináceos.
Hospedeiro intermediário: coleópteros coprófagos e terrícolas, formigas e moscas.
Forma larval: vive nos coleópteros coprófagos e terrícolas, formigas e moscas. Cisticercóide.
Forma adulta: vive no duodeno os galináceos.
Características morfológicas: 
Rosto com dupla coroa;
Tem 15 a 20 testículos.
Ciclo de vida do parasita: O hospedeiro intermediário ingere as cápsulas ovígeras que estão presentes nas fezes da ave infectada, a ave saudável vai ingerir o hospedeiro intermediário que tem em seu organismo as larvas cisticercóides, que se transformarão em adultas. 
Sinais clínicos:
Nódulos calcificados na mucosa e submucosa intestinal;
Lembram a tuberculose aviária.
 
 Figura 1 - Raillietina sp..
Gênero Amoebotaenia.
Espécie A.sphenoides.
Hospedeiro definitivo: galináceos.
Hospedeiro intermediário: anelídeos (minhocas).
Forma larval: vive nas minhocas. Cisticercóide.
Forma adulta: vive no duodeno os galináceos.
Características morfológicas: 
Rostelo com acúleos;
Medem 4mm e comprimento;
Aparelho genital simples e presença e cápsula ovígeras.
Ciclo de vida do parasita: O hospedeiro intermediário consome os ovos do parasita, que dão origem a larva cisticercóide, a ave ingere o hospedeiro intermediário e essas larvas vão se alojar no duodeno dela e dessa forma causar a doença. 
Sinais clínicos: 
Elevadíssima infecção pode causa baixo desempenho na produção. 
Classe Trematoda:
Gênero Echinostoma.
Espécie E.revolutum.
Hospedeiro definitivo: aves anseriformes e galiformes e humanos.
Hospedeiro intermediário: caramujo aquático.
Local da infecção: reto e cecos intestinais.
Características morfológicas: 
Ventosa oral com colar de espinhos;
Glândulas vitelogênicas; 
Ciclo de vida do parasita: O hospedeiro intermediário ingere os ovos, esses desenvolvem-se no caramujo, e por fim formam as metacercárias, que antes eram cercárias que se encistaram. Essa metacercária chega ao pericárdio. A ave consome esse caramujo e o parasita começa a infectar o reto ou cecos intestinais da ave.
Sinais clínicos:
Pouco patogênico;
Infecção intensa pode causar enterite catarral.
 Figura 2 - Espécime corado de E.revolutum.
Gênero Typhlocoelium.
Espécie T.cucumerinum.
Hospedeiro definitivo: aves anseriformes (patos e similares).
Hospedeiro intermediário: molusco gasterópodes.
Local da infecção: traquéia, sacos aéreos e esôfago.
Características morfológicas: 
Faringe desenvolvia;
Cecos fusionados;
Testículos lobulados;
Ovário arredondado e glândulas vitelogênicas extracecais. 
Ciclo de vida do parasita: O hospedeiro intermediário ingere os ovos, esses desenvolvem-se no caramujo, e por fim formam as metacercárias, que antes eram cercárias que se encistaram. Essa metacercária chega ao pericárdio. A ave consome esse caramujo e o parasita começa a infectar a traquéia, sacos aéreos e esôfago da ave.
Sinais clínicos:
Pode provocar obstrução traqueal.
Raramente dispneia e asfixia 
Gênero Brachylaemus.
Espécie B.mazzantii.
Hospedeiro definitivo: pombos e aves galiformes.
Hospedeiro intermediário: molusco terrestres.
Local a infecção: cecos intestinais.
Características morfológicas: 
Corpo alongado;
Cecos intestinais longos.
Ciclo de vida do parasita: pouco estudado.
Sinais clínicos:
Eventualmente provocam irritação cecal.
Gênero Paratanaisia.
Espécie P.bragai.
Hospedeiro definitivo: pombos e aves galiformes e silvestres.
Hospedeiro intermediário: lesma.
Local da infecção: ductos renais.
Características morfológicas: 
Testículos pré-equatoriais;
Ovário pré-testicular. 
Ciclo de vida do parasita: O livro não trouxe a sequência de acontecimentos que ocorrem no desenvolvimento esse parasita, mas ressaltou que a lesma é o hospedeiro intermediário e que ocorre o encistamento da metacercária e que apresenta duas gerações de esporocistos. 
Sinais clínicos:
Dilatação dos ductos coletores renais;
Destruição e achatamento as células epiteliais e revestimento;
Sem reação inflamatória.
 Figura 3 - P.bragai.
Classe Nematoda:
Gênero Strongyloides.
Espécie S.avium.
Hospedeiro definitivo: galinhas.
Local da infecção: intestino delgado.
Características morfológicas: 
Somente a fêmea é parasita;
Ovo larvado.
Ciclo de vida do parasita: 
Homogômico ou direto(Parasitário): dentro ou fora do ovo, a L1 faz a muda para L2 e essa faz a muda para L3. O hospedeiro definitivo é contaminado pela L3 através da penetração dela na pele dele, chegam as arteríolas, coração, vão para o pulmão, faz a muda para L4 vai aos brônquios, sobe a traqueia e faringe, onde é deglutida e chega ao intestino delgado e faz a muda para L5 e a fêmea partenogênica se desenvolve. Outra maneira de infecção é a ingestão de alimentos contaminados com a L3 , chega no intestino delgado e rompe a parede dele e chega a circulação sanguínea e se repete o ciclo. A contaminação placentária também ocorre. 
Heterogômico ou indireto(Vida livre): A L1 dentro do ovo ou fora segue o caminho até chegar em L3 (forma infectante) ou então gera formas não infectantes (L1, L2, L3, L4, L5), adultos e copulam com outro adulto para originar fêmeas partenogênicas, ou seja, o parasita.
Sinais clínicos:Diarréia, tende a ser hemorragica;
Pulmão pode causar pneumonia e bronquite. 
Zoonose: Larva migrans, que faz coçar a pele.
Gênero Capillaria.
Espécie C.annulata, C.caudinflata, C.obsignata.
Hospedeiro definitivo do C.annulata: galinhas e perus.
Local da infecção: esôfago e inglúvio (papo).
Hospedeiro definitivo do C.caudinflata: galinhas e perus.
Local da infecção: intestino delgado.
Hospedeiro definitivo do C.obsignata: galinhas, perus e pombos.
Local da infecção: intestino delgado.
Características morfológicas: 
Tem 1 a 5 cm de comprimento;
Esôfago muito longo;
Ovos bioperculados;
Fêmeas são ovíparas.
Ciclo de vida do parasita: A espécie vive no sistema digestório do hospedeiro, os ovos saem junto com as fezes o animal. No ambiente esses ovos se tornam larvados, L1, que é ingerida pelo hospedeiro em alimentos ou na água. A C.annulata e a C.caudinflata precisam de um hospedeiro intermediário para continuar o ciclo de desenvolvimento. A L1 no tubo digestivo faz as mudas até L5 e adulto.
Sinais clínicos:
Geralmente não causam sinais clínicos no hospedeiro;
Encontrados somente na necrópsia. 
 Figura 4 - Ovo bioperculado de Capillaria sp..
Gênero Syngamus.
Espécie S.trachea.
Hospedeiro definitivo: aves domésticas de caça.
Hospedeiro paratenico: minhocas e moluscos 
Local da infecção: traquéia ou pulmoes.
Características morfológicas: 
Ovos elipsoidais;
Macho possui bolsa copulatória forte e quitinizada;
Fêmea é avermelhada.
Ciclo de vida do parasita: O ciclo pode ser indireto ou direto. O parasita é ingerido e cópula na traqueia ou nos bronquios. Após um tempo a fêmea faz a ovopostura, esses ovos acabam subindo pela traqueia junto com o muco e são deglutidos ou indo pro ambiente. A L1 até L3 se desenvolve dentro o ovo, e a L3 é liberada o ovo no ambiente. O hospedeiro definitivo ingere o parasita de 3 maneiras: ingere o ovo com a L3; ingere a L3 livre no ambiente; ingere o hospedeiro paratênico. A L3 se liberta da cutícula, atravessa a parede intestinal, chega a corrente sanguínea e chegam no fígado, coração e pulmoes. Nesses pulmoes perfuram os capilares e chegam a traquéia onde realizadas as 2 mudas. 
Sinais clínicos: 
Infecção que pode provocar edeme, enfisema, pneumonia e morte. 
Gênero Heterakis.
Espécie H.gallinarum.
Hospedeiro definitivo: galinhas, peru, pavao, pato, ganso.
Hospedeiro paratenico: minhocas. 
Local da infecção: cecos.
Características morfológicas: 
Boca trilabiada;
Ovos sao ovais.
Ciclo de vida do parasita: o ciclo é direto, não ocorre migração. As femeas colocam os ovos no ceco, e eles saem junto com as fezes do animal para o ambiente. O desenvolvimento a L1 até L3 é dentro o ovo. O hospedeiro definitivo ingere algum alimento com o ovo com a L3 (forma infectante) dentro, ou ingere a minhoca com a L3 dentro dele. Na ave a L3 é liberada do ovo e segue para o ceco, penetra a mucosa cecal ou fica nas criptas do epitélio cecal e faz as mudas para L4 e depois vira adulto.
Sinais clínicos: 
Espessamento da mucosa cecal que causa infecção;
Não é zoonose;
Não é muito patogênico. 
 Figura 5 - Ovo de H.gallinarum Figura 6 - Parasitos adultos 
 
Gênero Ascaridia.
Espécie A.galli.
Hospedeiro definitivo: galinhas, peru, pato.
Local da infecção: intestino delgado.
Características morfológicas: 
Ovos ovais;
Tamanho médio.
Ciclo de vida do parasita: o ciclo é direto, não ocorre migração. A femea e o macho copulam, ela coloca os ovos que saem junto com as fezes o animal. A ave ingere um alimento com ovo com a L3 (forma infectante), eclode no intestino delgado e faz a muda para L4 e adulto.
Sinais clínicos: 
Grande número de parasitas pode obstruir o intestino;
Não é zoonose.
 Figura 7 - Ovo de A.galli Figura 8 - Parasitos adultos
Gênero Thelazia sp..
Hospedeiro definitivo: aves, bovinos, gatos, caes.
Local da infecção: saco conjuntivo e lacrimal.
Características morfológicas: 
São helmintos pequenos e delgados
Femas sao larvíparas.
Ciclo de vida do parasita: A mosca ingere a L1 que está na secreção lacrimal, essa L1 faz a muda até L3 e vai para o aparelho bucal a mosca, e quando essa mosca pousa para se alimentar nessa secreção lacrimal, a L3 sai e fica nessa secreção. Essas larvas se alimentam e desenvolvem nesse lugar.
Sinais clínicos: 
Causa caratite sazonal.
 Figura 9 - Ciclo de vida do Thelazia sp.
Gênero Oxyspirura.
Espécie O.mansoni.
Hospedeiro definitivo: aves domésticas e galinhas.
Local da infecção: baratas e moscas.
Características morfológicas: 
Fêmeas são maiores que os machos;
Apresentam cauda pontiaguda.
Ciclo de vida do parasita: Ovos são depositados na órbita ocular e penetram para o canal lacrimal, esses ovos vão ser eliminados juntos com as fezes do animal. Os ovos larvados são ingeridos pelas baratas e desenvolvem-se até L3 (forma infectante), então as aves ingerem as baratas ou moscas, essa L3 são liberadas no papo e migram pelo esofago e traquéia até alcançar a órbita ocular. Essa migração é muito rápida, podendo ocorrer em vinte minutos.
Sinais clínicos: 
Não é muito patogênico; 
Há relatos que pode causar cegueira e oclusão os condutores nasais. 
Gênero Tetrameres.
Espécie T.confusa.
Hospedeiro definitivo: galinhas e perus.
Hospedeiro intermediário: insetos.
Hospedeiro paratênico: peixes.
Local da infecção: proventrículo.
Características morfológicas: 
Fêmeas são subglobosa ou fusiforme;
Cor vermelha.
Ovos larvados;
Fêmeas hematófagas.
Ciclo de vida do parasita: Ovos larvados são eliminados com as fezes do animal, são ingeridos pelos insetos, e a larva dentro do ovo desenvolve-se até L3, a ave se alimenta desse inseto ou peixe e a L3 é liberada fazendo a muda para L4 e L5, então penetra nas criptas do proventrículo. 
Sinais clínicos: 
Infecção maciça e inflamação.
Anemia pela perda de sangue. 
 Figura 10 - Fêmea de Tetrameres sp..
Gênero Cheilospirura.
Espécie C.hamulosa.
Hospedeiro definitivo: galinhas e perus.
Hospedeiro intermediário: insetos.
Local da infecção: moela.
Características morfológicas: 
Fêmeas são maiores que os machos;
Apresenta 4 cordoes cuticuláres.
Ciclo de vida do parasita: Esse ciclo é semelhante ao anterior, os parasitas ficam sob a camada da córnea da moela e ovos larvados são eliminados com as fezes o animal. 
Sinais clínicos: 
Produzem nódulos na musculatura da moela deixando ela frágil.
			 ENDOPARASITAS DE SUÍNOS
Classe Cestoda: 
Gênero Taenia.
Espécie T.solium.
Hospedeiro intermediário: suíno, desenvolve cisticercose.
Hospedeiro definitivo: homem, desenvolve teníase.
Forma infectante: ovo.
Características morfológicas: 
Ovos arredondados e pequenos com casca espessa e radicada, com o embrião hexacanto no seu interior (possui alta resistência no ambiente);
Possuem ganchos, exceto a T.saginata; 
Larva possui espinhos;
Fase larvaria é cisticerco;
Ciclo de vida do parasita: O hospedeiro definitivo tem em seu intestino delgado as proglotes maduras, que podem ser fecundadas, originando as proglotes grávidas, que se destacam do intestino delgado e saem junto com as fezes para o ambiente. Essas proglotes grávidas se degradam e liberam os ovos, que são dispersos pelo ambiente com ajuda o vento, aves e pela água a chuva. O hospedeiro intermediário, o suíno, ingere esse ovo em alimentos contaminados e pela ação do suco gástrico esse ovo se rompe e libera o embrião hexacantor, que entra na circulação sanguínea e atinge seu tecido alvo, a musculatura esquelética ou cardíaca e se desenvolve ano origem a larva cisticerco. O hospedeiro definitivo ingere carne mal passada ou mal cozida o suíno e no intestino delgado ocorre a envaginaçao o escoléx e sua fixaçao. 
Epiemiologia: 
É uma zoonose que ocorre em locais onde existem abates clandestinos;
Convívio com porcos;
Comum em população que consomem carne de porco oriunda de locais não inspecionados;Ovos bem resistentes no ambiente.
Sinais clínicos:
O homem caso ingerir o ovo da T.solium põe se tornar o próprio hospedeiro intermediário;
O embrião hexacantor quando entra no circulaçao sanguínea pode chegar a outros tecidos, como olhos, cérebro e subcutâneo, causando cegueira, nódulos os olhos e transtornos neurológicos.
 Figura 11 - Ovo de T.solium. Figura 12 - Ciclo da T.solium.
Classe Trematoda:
Gênero Fasciola.
Espécie F.hepatica. 
Hospedeiro definitivo: suíno, ovinos, bovinos, caprinos e inclusive silvestres. Pode ocorrer em humanos.
Hospedeiro intermediário: moluscos aquáticos.
Local de predileçao: ductos biliares e parênquima hepático. 
Forma infectante: larva 3.
Características morfológicas:
Ovos amarelados, oval;
Apresentam projeção cônica. 
Ciclo de vida do parasita: Os ovos se misturam com a bile que sai dos ductos biliares e saem junto com as fezes do animal, e se desenvolvem no ambiente. O miracídio tem capacidade natatória e possui poder infectante e 8 horas para o hospedeiro intermediário, que são os moluscos, se desenvolvem mais um pouco e dão origem as cercárias (são ovais e possuem cauda), que deixam os moluscos. As glândulas cistogênicas excretam seu conteúdo, que produzem duas camadas císticas e dá origem a metacercária, essas são ingeridas pelo hospedeiro definitivo, chegam ao intestino, saem o cisto, e perfuram a parede intestinal, invadem a cavidade peritoneal, a migração para o fígado é contínua, ocorre a perfuração a cápsula de Glisson. Chegam ao parênquima hepático e ficam nos ductos biliares e chega na sua maturidade sexual. 
Sinais clínicos: 
Fibrose hepática e hiperplasia os canais biliares;
 Figura 13 - Ovo de F.hepatica.
Classe Nematoda: 
Gênero Strongyloies.
Espécie S.ransomi.
Hospedeiro definitivo: suíno.
Características morfológicas: 
Ovo larvado;
Fêmea faz reprodução por partenogênese e somente essas são parasitas.
Ciclo de vida do parasita: existem dois
Homogômico ou direto(Parasitário): dentro ou fora do ovo, a L1 faz a muda para L2 e essa faz a muda para L3. O hospedeiro definitivo é contaminado pela L3 através da penetração dela na pele dele, chegam as arteríolas, coração, vão para o pulmão, faz a muda para L4 vai aos brônquios, sobe a traqueia e faringe, onde é deglutida e chega ao intestino delgado e faz a muda para L5 e a fêmea partenogênica se desenvolve. Outra maneira de infecção é a ingestão de alimentos contaminados com a L3 , chega no intestino delgado e rompe a parede dele e chega a circulação sanguínea e se repete o ciclo. A contaminação placentária também ocorre. 
Heterogômico ou indireto(Vida livre): A L1 dentro do ovo ou fora segue o caminho até chegar em L3 (forma infectante) ou então gera formas não infectantes (L1, L2, L3, L4, L5), adultos e copulam com outro adulto para originar fêmeas partenogênicas, ou seja, o parasita.
Epidemiologia: 
Sinais clínicos: 
No pulmao, a passagem do parasita pode causar pneumonia;
Nas vilosidades do intestino pode causar infecção, ano origem a uma enterite catarral;
Diarréia e má absorção os nutrientes, desirataçao; 
Morte.
Gênero Trichuris.
Espécie T.suis.
Hospedeiro definitivo: suíno.
Forma infectante: larva 1.
Características morfológicas:
Femea ovípara;
Ciclo de vida do parasita: Os ovos são eliminados nas fezes, no ambiente se tornam larvados, ovo contém L1, que é ingerido pelo hospedeiro definitivo, no intestino delgado é liberada a L1 de dentro o ovo e penetra a mucosa cecal. 
Sináis clínicos: 
Infecções;
Causa lesão a mucosa cecal, que provoca enterite e diarréia com sangue;
Porta para infecções secundárias.
 Figura 14 - Ovo de T.suis.
Gênero Trichinella.
Espécie T.spiralis.
Hospedeiro definitivo: suíno, maioria os mamíferos.
Forma infectante: larva 1.
Características morfológicas:
Femea larvípara;
Larva espiralada em cistos.
Ciclo de vida do parasita: As fêmeas e machos copulam, após isso, os machos morrem, e a fêmea poe os ovos, que vão até a musculatura esquelética pela circulação sanguínea e se encapsulam nela. O suíno consome a carne com cistos que contém as larvas infectantes, esses cistos são dissolvidos pelo ph baixo do estômago e libera a L1, que passa pelo intestino delgado e chega a fase adulta. 
Sinais clínicos: 
Enterite;
Miosite, miocardite e eosinofilia.
 Figura 15 - Ovo de T.spiralis.
Gênero Oesophagostomum.
Espécie O.dentatum.
Hospedeiro definitivo: suíno.
Local de predileçao: intestino grosso.
Forma infectante: larva 3.
Características morfológicas:
Coloração esbranquiçada;
Cápsula bucal bem pequena;
Ovo 
Ciclo de vida do parasita: O hospedeiro ingere a L3 e ela penetra na parede do intestino delgado ou grosso e forma um nódulo, nele faz a muda para L4, que sai do nódulo e vai para o cólon onde dá origem ao adulto .
Ciclo de vida livre: Os ovos são eliminados junto com as fezes, no solo ele se rompe dando origem a L1 que perde a cutícula e origina a L2 que faz a muda para L3, essa L3 mantém a cutícula da L2 e desenvolve mais uma, possuindo assim duas cutículas. A L3 contamina as pastagens e assim o animal ingere ela e se contamina. 
Epidemiologia:
Sinais clínicos: 
Os nódulos são contaminados por bactérias; 
Diarréia e depressão.
Gênero Stephanurus.
Espécie S.dentatus.
Hospedeiro definitivo: suíno.
Hospedeiro paratênico: minhoca.
Forma infectante: larva 3.
Características morfológicas:
Coloraçao rosada;
Ciclo de vida do parasita: O macho e a fêmea copulam no perirenal, a ovopostura é realizada no ducto que leva o ovo até o uréter, assim os ovos saem pela urina. No ambiente o ovo eclode, ano origem a L1, que faz a muda L2 e para L3 (forma infectante). Maneiras que a infecção pode ocorrer: passivo oral (suíno ingere água e alimentos contaminados com a L3) ou ativo cutâneo (a L3 penetra a pele do suíno) ou 
passivo oral (ingestão de minhoca contendo L3). Faz a muda para L4 no tecido de acordo com o mecanismo (ou pelo ou intestino delgado), vai para circulação sanguínea, chega ao fígado onde faz a muda para L5, essa L5 amadurece vai para gordura perirenal e nela faz um nódulo. 
Epidemiologia:
Frequentemente em regioes tropicais;
Larvas precisam de umidade.
Sinais clínicos:
As larvas no parenquima hepático deixam o animal fica agressivo;
 Pode causar hepatite.
Gênero Hyostrongylus.
Espécie H.rubidus.
Hospedeiro definitivo: suíno.
Local de predileçao: estomago.
Forma infectante: larva 3.
Características morfológicas:
Corpo com estrias;
Vermes avermelhados. 
Ciclo de vida do parasita: A infecção o hospedeiro começa quando ele ingere a L3. A L4 pode viver em hipobiose e se desenvolver na gestação quando a imunidade da porca baixa. 
Sinais clínicos:
Gastrite catarral;
Infecções maciça;
Hemorragia nos nódulos;
Unceraçoes;
Vomito e anemia;
Perda de apetite. 
Gênero Trichostrongylus.
Espécie T.axei.
Hospedeiro definitivo: suíno, caprinos, bovinos, equinos.
Local de predileçao: estomago e abomaso.
Forma infectante: larva 3.
Características morfológicas:
Extremidade anterior afilada;
 Presença de gubernáculo.
Ciclo de vida do parasita: Ciclo é direto. Ovos se desenvolvem até L3, são ingeridas e penetram na mucosa do intestino, fazem a muda para L4 e depois L5 e começa a provocar infecção. 
Sinais clínicos: 
A infecção pode causar uma inflamação crônica com úlceras.
Emagrecimento e diarréia. 
 Figura 16 - Cico da família Trichostrongyloidea.
Gênero Ascaris.
Espécie A.suum.
Hospedeiro definitivo: suíno.
Hospedeiro paratenico: minhocas ou besouros.
Forma infectante: larva 2 dentro do ovo.
Características morfológicas:
Ovos são arredondados ou ovóides com casca espessa;
Fêmea pode liberar ovos mesmo sem ter sido fecundada por um macho;
Coloraçãoé branco ou amarelado.
Ovo possui 3 camadas, se ele perder a mais externa, sobrevive, porém por menos tempo.
Ciclo de vida do parasita: Os ovos saem junto com as fezes do hospedeiro, dentro o ovo se forma a L1 e em seguida a L2 (forma infectante). A L2 pode ser ingerida pelo hospedeiro paratênico e se encistar nele e o hospedeiro definitivo ingerir o paratênico ou o hospedeiro definitivo pode ingerir direto a L2. O ovo com L2 eclode no intestino delgado e penetra na parede dele até chegar na circulação sanguínea, essa forma alcança o fígado e fica migrando por um tempo, realiza a muda para L3 e volta para a circulação sanguínea, chega no pulmão e rompe a parede dos alvéolos e faz ali a muda para L4, sobe pela traquéia, chega na faringe e é deglutida. Ao ser deglutida passa pelo estômago, por ser resistente ao ph baixo e chega no intestino delgado e realiza a muda para L5 e se transforma em adulto.
Epidemiologia: 
Ovos resistentes ao ambiente;
Femeas produzem por partenogenese;
Animais mais jovens são mais suscetíveis a esse parasita.
Sinais clínicos: 
A secreção que a larva libera ao sair o ovo causa reação inflamatória;
Hemorragia, infecções crônicas;
Espessamento dos alvéolos causa dificuldade na hematose. 
 Figura 17 - Vermes adultos A.suum. Figura 18 - Ovos de A.suum. 
 
Gênero Ascarops.
Espécie A.strongylina.
Hospedeiro definitivo: suíno.
Hospedeiro intermediário: besouros coprófagos.
Local de predileçao: estomago e intestino delgado raramente.
Forma infectante: larva 3 dentro do ovo.
Características morfológicas:
Pequeno dente em cada lábio;
Pequenos e filariformes.
 Ciclo de vida do parasita: O macho e a fêmea copulam, ela poe os ovos que saem junto nas fezes, no ambiente a L1 começa a se formar dentro o ovo, o hospedeiro intermediário ingere o ovo larvado com a L1, que faz a muda para L2 e L3 dentro o ovo. O suíno ingere o HI com a L3 no ovo e no estômago ela é liberada, onde faz a muda para L4 e L5(adulto) que vive embaixo o muco do estômago. 
Sinais clínicos: 
Gastrite;
Úlceras;
Gênero Physocephalus.
Espécie P.sexalatus.
Hospedeiro definitivo: suíno.
Hospedeiro intermediário: besouros coprófagos.
Local de predileçao: estomago e intestino delgado raramente.
Forma infectante: larva 3 dentro do ovo.
Características morfológicas:
Pequenos de coloração vermelha.
Ciclo de vida do parasita: Semelhante ao gênero Ascarops.
Sinais clinicos: Semelhantes ao gênero Ascarops. 
Gênero Gnathostoma.
Espécie G.spiningerum e G.hispium.
Hospedeiro definitivo: suíno, caes, gatos, .
Hospedeiro intermediário:crustáceos, ras, aves, pequenos mamíferos, serpentes e peixes.
Local de predileçao: estomago.
Forma infectante: larva 3 dentro do ovo.
Características morfológicas:
Lábios grandes;
Ciclo de vida do parasita: As fêmeas põe os ovos na mucosa do estômago, eles saem por canais e são eliminados junto com as fezes o animal. A L1 dentro o ovo se desenvolve na água, o ovo eclode e a L1 nada até ser ingerida pelo hospedeiro intermediário, dentro ele faz a muda para L2, para continuar o desenvolvimento ela precisa ser ingerida pelo segundo hospedeiro intermediário, então, ele ingere o primeiro hospedeiro intermediário e a L2 faz a muda para L3. dessa maneira, o hospedeiro definitivo ingere o segundo hospedeiro intermediário, a L3 migra pelos tecidos e atinge o fígado, 
Sinais clínicos:
Pode ocasionar meningite;
Na pele causa abscesso em forma de bolsas; 
Referências:
VITÓRIA, M. Pasasitologia.Disponível em: <https://www.passeidireto.com/arquivo/48073135/parasitologia-medicina-veterinaria>. Acessado em: 18 jun. 2019.
MONTEIRO, S. G. Parasitologia Veterinária UFSM. Disponível em: <https://drive.google.com/drive/u/0/folders/13uxyfsWQJEKxbMTw6lPD8JVM8d8sS0nA> Acessado em: 18 jun. 2019. 
MONTEIRO, S. G. Parasitologia na Medicina Veterinária: 2. ed. Rio de Janeiro: ROCA, 2018.

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