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Prof: Helga Figueiredo
IBMR
Assistência de enfermagem ao paciente com 
drenos
Objetivos de Aprendizagem
 Conhecer os principais drenos utilizados na prática 
clínica. 
 Realizar cuidados para manutenção de drenos: 
curativos, contabilização de drenagens e troca de selo 
d’água
Leitura crítica de artigo
Atenção aos cuidados de enfermagem, inserções, etc
https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/download/47338/51074
+
DEFINIÇÃO
 São tubos ou materiais colocados 
no interior de uma ferida ou 
cavidade, visando permitir asaída 
de fluídos ou ar, evitando o seu 
acúmulo e removendo coleções 
diversas e ainda, orientar trajetos 
fistulosos.
 São tubos de diversos materiais e 
calibres inseridos no organismo, 
com a função de infundir líquidos 
ou também retirá-los. Também 
pode ser utilizados para 
monitorização de funçõesvitais.
DrenosCateteres
+
DRENOS
 Fluxo do produção de fluído 
for superior à absorção 
espontânea.
 Retirar uma quantidade de 
líquido dentro de uma 
cavidade natural ou criada;
 Evitar/prevenir possíveis 
complicações relacionadas às 
cirurgias.
INDICAÇÃO FINALIDADE
+ 
DRENOS: mecanismo de 
drenagem
 ESPONTÂNEA OU SIMPLES: gradiente de pressão entre o 
local a ser drenado e o meio externo ocorre naturalmente 
por: pressão dos órgãos, capilaridade (dreno laminar), 
gravidade (dreno tubular).
 SUCÇÃO OU SISTEMA A VÁCUO: gradiente de pressão 
entre o local a ser drenado e o meio externo ocorre por 
pressão negativa criada no orifício externo do dreno (dreno 
tubular).
+ 
DRENOS: tipos de estrutura
 são em forma de tubo, feitos de polietileno,
silicone ou latéx.
 A condução do efluente está dependência 
do número e tamanho dos orifícios laterais, 
a drenagem se faz através de seu lúmem.
 Funcionam tanto por capilaridade, 
gravidade como por sucção.
 Os mais usados são os torácicos.
LAMINARES
 são achatados, maleáveis, feitos de 
borracha sintética ou de plástico 
siliconizado.
 Condução do efluente é direta.
 Funcionam por capilaridade.
 Os mais usados são os de Penrose
TUBULARES
+ 
DRENOS:calibre
 Unidade de medida:French (Fr)
 1Fr = 1mm
+ 
DRENOS: cavidade abdominal –
intestino delgado
+ 
DRENOS: cavidade abdominal 
– fígado e vias biliares
+ 
DRENOS: cavidade abdominal 
– fígado e vias biliares
DRENO DE KEHR – também
conhecido como
tubo em T inseridos nas
vias biliares para drenagem
ou descompressão.
+ 
Drenos: cavidade torácica
 introdução de um dreno em 
uma das cavidades do 
tórax, com o objetivo de 
retirar coleções líquidas e 
gasosas
 Hemotórax e Pneumotórax: 
trauma, espontâneo e 
iatrogênico
 -Empiema Pleural (fase 
aguda)
 -Derrame pleural neoplásico
DEFINIÇÃO INDICAÇÃO
+ 
DRENOS: cavidade torácica 
– sistemas de drenagem
 Indicada em Pneumotórax
 A ação combinada das 
membranas possibilita a 
passagem de ar e/ou dos 
fluidos, do tórax para o coletor,
mas não o seu retrocesso.
 Selo hídrico – impede a entrada de ar 
no espaço pleural pela barreira entre a 
pressão atmosférica e a pressão 
intrapleural.
 Utilizar solução estéril (Água destilada
ou SF0,9%)
 Trocar o selo d´água (1x/dia)
 Tubo de plástico no interior do 
qual estão duas lâminas de 
borracha em íntimo contacto
entre si.
VALVULARES SELO D’ÀGUA
+ 
DRENOS: cavidade torácica 
– sistemas de drenagem
 sistema de aspiração contínua 
possui uma câmara de transmissão 
de pressão negativa que é 
regulável por mecanismo de 
sifonagem reversa através de 
coluna d’água submersa.
 A câmara de transmissão de 
pressão negativa possibilita uma 
transmissão de aspiração 
moderada (graduada) ao sistema 
de drenagem pleural ou 
mediastinal
Sistema ativo de drenagem Sistema passivo de drenagem
 É um tipo de drenagem que faz apelo à 
força gravitacional e à existência de 
uma pressão positiva intrapulmonar, 
para a concretização da drenagem 
pleural.
 Pode ser realizada de um modo 
simples, isto é, o frasco que serve de 
selo d’ água é o mesmo que vai servir 
de coletor do drenado, ou pelo sistema 
de duplo frasco, funcionando o 
primeiro frasco exclusivamente como 
coletor e o segundo como selo de água.
Desvantagens e Complicaçoes do Sistema Selo d’àgua:
Restringem a sua mobilidade;
Risco de colapso pulmonar pelos campleamentos
frequentes;
Formação de coágulos;
Pneumotórax hipertensivo;
Risco de desligamento de uma das conexões
+ 
DRENOS: cavidade torácica 
– sistemas de drenagem
Cuidado com Dreno de torax
Drenos de tórax podem ser inseridos para drenagem 
de líquido (efusão pleural), de sangue (hemotórax) ou 
de ar (pneumotórax) do espaço pleural. 
Um dreno torácico é um tubo plástico firme, com 
orifícios de drenagem na extremidade proximal, que é 
inserida no espaço pleural. 
Assim que inserido, o dreno é fixado com sutura ou 
esparadrapo, coberto por curativo que impede entrada 
de ar e acoplado a um sistema de drenagem, que pode 
ou não estar acoplado a sucção. 
Outros componentes do sistema podem incluir um 
sistema de drenagem fechado e impermeável à água, 
que evita reentrada do ar no tórax, assim que tenha 
saído, e uma câmara de controle de sucção, que evita 
que seja aplicada pressão de aspiração excessiva à 
cavidade pleural.
Cuidado com Dreno de torax
Avaliar os sinais vitais do paciente. Mudanças 
importantes a partir de dados iniciais podem indicar 
complicações. 
Avaliar a condição respiratória do paciente, inclusive 
nível de saturação de oxigênio. Se o dreno torácico não 
funcionar bem, o paciente poderá ficar taquipneico e 
hipóxico. 
Avaliar os sons pulmonares do paciente. Os sons 
pulmonares acima do local do dreno torácico podem 
estar diminuídos, devido à presença de líquido, 
sangue ou ar. 
Examinar o paciente quanto à presença de dor. 
Pressão ou dor repentina indica complicações 
potenciais. Além disso, muitos pacientes informam 
dor no local da inserção do dreno torácico e solicitam 
medicamento para aliviá-la. 
Avaliar o conhecimento do paciente sobre drenos 
torácicos para ter certeza de que ele compreende a 
razão do procedimento. 
Cuidado com Dreno de torax
Os resultados esperados podem incluir: 
 O paciente não tem complicações 
relativas ao sistema de drenagem 
torácica ou sofrimento respiratório. 
 O paciente entende a necessidade 
do dreno torácico. 
 O paciente terá controle adequado 
da dor no local da inserção do 
dreno torácico. 
 Os sons pulmonares do paciente 
serão nítidos e bilateralmente 
iguais. 
 O paciente consegue aumentar, 
pouco a pouco, a tolerância à 
atividade. 
Cuidado com Dreno de torax
DOCUMENTAÇAO 
Registrar o local do dreno torácico, a quantidade e o tipo de secreção, a 
quantidade de aspiração aplicada e bolhas, correntes ou enfisema subcutâneo 
observado. Registrar o tipo de curativo colocado e o nível de dor do paciente, 
além das medidas feitas para aliviar a dor. 
+ 
DRENOS: OUTROS -
SUCÇÃO
+ 
DRENOS:SUCÇÃO
+
Cuidado com Dreno Hemovac
Em uma cavidade vascular, onde há 
expectativa de drenagem sanguínea, após 
cirurgia, como é o caso de cirurgias 
abdominais e ortopédicas. 
Suturados no local.
A medida que a drenagem se acumula na 
unidade coletora, ela expande e perde-se a 
sucção, havendo necessidade de 
compressão. 
Normalmente, o dreno é esvaziado a cada 
quatro ou oito horas e quando tem 
drenagem ou ar até a metade. 
Cuidado com Dreno Hemovac
Avaliar a situação para determinar a necessidade de limpar a ferida, uma troca 
de curativo ou esvaziamento do dreno. 
Avaliar o nível de conforto do paciente e a necessidadede analgésicos antes de 
cuidar da ferida. A vali ar se o paciente tem dor associada a trocas anteriores 
de curativo, bem como a eficácia das intervenções usadas para minimizar a 
dor do paciente. 
Avaliar o curativo usado no momento. Avaliar se há drenagem, sangramento 
excessivo ou saturação do curativo. 
Avaliar a permeabilidade do dreno e o local do dreno. Observar as 
características das secreções drenadas na bolsa coletora. 
Examinar a ferida e os tecidos ao redor. Avaliar a aparência da incisão quanto 
à aproximação das bordas da ferida, à cor da ferida e da área no entorno, além 
de procurar sinais de deiscência. Observar o estágio do processo de 
cicatrização e as características de todas as secreções drenadas. 
Avaliar o tecido no entorno quanto a cor, temperatura, presença de edema, 
equimose ou maceração. 
Cuidado com Dreno Hemovac
Os resultados esperados podem incluir: 
 O dreno Hemovac está desobstruído e 
intacto. 
 O atendimento é feito sem contaminar a 
área da ferida e sem causar trauma a ela, ou 
sem que o paciente tenha dor ou 
desconforto. 
 A ferida do paciente continua a mostrar 
sinais de evolução da cicatrização. 
 A quantidade de material drenado é 
medida com exatidão, na frequência 
exigida pela rotina da instituição, sendo 
registradas como parte do controle de 
ingestão e eliminação. 
 O paciente demonstra compreender os 
cuidados do dreno. 
Cuidado com Dreno Penrose
Os drenos são inseridos dentro da ferida ou 
próximos a ela, quando da antecipação de que 
acúmulo de líquido em área fechada retardará a 
cicatrização da ferida.
Possibilita a drenagem de líquido via ação 
capilar para os curativos absorventes. 
Esses drenos costumam ser usados após 
procedimento cirúrgico ou para drenar abscesso.
O dreno Penrose não é suturado; costuma ser 
colocado um alfinete de segurança grande, na 
parte externa da ferida, para evitar que o dreno 
escorregue para dentro da área da incisão. 
Cuidado com Dreno Penrose
Avaliar a situação para determinar a necessidade de 
limpeza da ferida e de troca do curativo. 
Avaliar o nível de conforto do paciente e sua necessidade 
de analgésicos antes de cuidar da ferida. Verificar se o 
paciente já teve dor em trocas anteriores de curativo, bem 
como a eficácia das intervenções usadas para minimizar a 
dor do paciente. 
Avaliar o curativo em uso para determinar se está intacto e 
se há drenagem excessiva, sangramento ou saturação.
Avaliar a permeabilidade do dreno Penrose. 
Examinar a ferida e o tecido ao redor. Avaliar a aparência 
da ferida quanto à aproximação das bordas, sua cor e área 
no entorno, bem como sinais de deiscência. Observar o 
estágio do processo de cicatrização e as características de 
secreções presentes. 
Avaliar a pele no entorno quanto à cor, à temperatura e à 
presença de edema, equimose ou maceraçao. 
Cuidado com Dreno Penrose
Os resultados esperados podem incluir:
 O dreno Penrose continua 
desobstruído e intacto; os 
cuidados são feitos sem 
contaminação da área da ferida, 
ou sem causar trauma à ferida, e 
sem que o paciente tenha dor ou 
desconforto.
 A ferida do paciente mostra 
sinais de cicatrização progressiva, 
sem evidências de complicações.
 O paciente demonstra 
compreender os cuidados do 
dreno. 
+
Registro dos pacientes com dreno
 Registrar o local da ferida e do dreno, a 
investigação da ferida e do local do dreno e a 
permeabilidade do dreno. 
 Observar se as suturas estão intactas. Registrar a 
presença de drenagem e as características do 
curativo antigo quando da remoção. Incluir a 
aparência da pele ao redor. 
 Registrar a limpeza do local do dreno. Registrar 
os cuidados dados à pele e o curativo aplicado.
 Registrar que o dreno foi esvaziado e 
novamente comprimido. Anotar as instruções 
pertinentes dadas ao paciente e aos familiares e 
todas as reações do paciente ao procedimento, 
inclusive seu nível de dor e a eficácia das 
intervenções não farmacológicas ou da analgesia 
se administrada.
 Registrar a quantidade e as características da 
drenagem obtida no formulário de controle da 
ingestão e da eliminação. 
Para pacientes com drenos
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 
Ansiedade 
Dor Aguda 
Distúrbio na Imagem Corporal 
 Integridade da Pele Prejudicada 
Conhecimento Deficiente 
Recuperação Cirúrgica Retardada 
 Integridade Tissular Prejudicada 
Risco de Intolerância à Atividade 
Referências
1. Cipriano, FG; Dessote, LU. Drenagem pleural. Medicina (Ribeirão Preto) 2011; 
44(1): 70-8. Disponível 
em: https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/download/47338/51074
2. Lynn, P. Manual de Habilidade de enfermagem clínica de Taylor. Tradução de 
Garcez, RM. Porto Alegre: Artmed, 2012. pág, 426-443; 561 ;622.

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