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MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS • Separam as espécies vegetais em grupos ecológicos ou categorias sucessionais (pioneiras, secundária inicial, secundária tardia e climácica) • Espécies pioneiras, intolerantes ao sombreamento e de crescimento rápido fornecem condições ecológicas favoráveis ao desenvolvimento das espécies finais da sucessão • Acelerar processo de sucessão vegetal e proteger rapidamente o solo contra a erosão MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS (Linhas e Módulos) 2.1) Linhas com espécies pioneiras e não pioneiras (plantios mecanizados em grande escala – dezenas a centenas de hectares) • Pioneiras fornecem sombra para não pioneiras • Plantio pode ser simultâneo ou escalonado em diferentes épocas • Plantio simultâneo é indicado quando é necessária uma cobertura mais rápida do solo, evitando a competição com espécies de gramíneas mais agressivas. MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS (Linhas e Módulos) 2.1) Linhas com espécies pioneiras e não pioneiras (plantios mecanizados em grande escala – dezenas a centenas de hectares) • Levantamentos florísticos e fitossociólógicos para nortear a escolha das espécies e sua distribuição na área degradada • Maior diversidade possível em relação à área referência • Espécies comuns e espécies com baixa densidade (< 1 indivíduo/ha) MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS (Linhas e Módulos) 2.1) Linhas com espécies pioneiras e não pioneiras • Recomenda-se a seguinte proporção de mudas: 60% de mudas de espécies pioneiras e 40% de mudas de não pioneiras. • Dentre as espécies não pioneiras, 70% de espécies comuns (abundantes) e 30% de espécies raras (baixa densidade) • Ex. em 1 ha de reflorestamento, considerando um espaçamento de 3 m x 3 m serão plantadas 1.110 mudas (666 de pioneiras e 444 de não pioneiras – 311 de comuns e 133 de raras). MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS (Linhas e Módulos) 2.1) Linhas com espécies pioneiras e não pioneiras • Espécies pioneiras devem ser plantadas em número restrito (2 a 5 espécies) com grande número de indivíduos por área • Espécies não pioneiras (secundárias e climácicas) devem ocupar os diferentes graus de sombreamento promovido pelas pioneiras • Espécies secundárias devem ser plantadas em um grande número de espécies (> 30) com pequeno número de indivíduos por área (de 5 a 20/ha) • Espécies climácicas devem ser plantadas em um número médio de espécies (de 5 a 10) com número médio de indivíduos por área (de 50 a 100/ha) MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS 2.1) Linhas alternadas com espécies pioneiras e não pioneiras • Modelo mais simples • Pioneiras e não pioneiras são plantadas em proporção similar • Menor sombreamento das não pioneiras • Maior área de solo exposto • Não é indicado para áreas com maior declividade (encostas e solos mais susceptíveis à erosão) e infestação de gramíneas agressivas MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS 2.1) Linhas alternadas com espécies pioneiras e não pioneiras MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS 2.2) Plantio em quincôncio – alternância na posição das covas entre linhas adjacentes •Uma planta base central de estágio avançado de sucessão (não pioneira) é rodeada por quatro mudas de espécies pioneiras para aumentar o sombreamento. • Com o tempo, a densidade de pioneiras tende a diminuir pela mortalidade natural e as não pioneiras encontram condições ecológicas cada vez melhores para a sua regeneração. MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2.2) Plantio em quincôncio – alternância na posição das covas entre linhas adjacentes MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS 2.3) Linhas com espécies pioneiras e não pioneiras – alternância dentro das linhas MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS 2.4) Linhas de espécies pioneiras alternada por linha de pioneiras e não pioneiras •Indicado para áreas muito degradadas com alta infestação de gramíneas •Áreas com elevada declividade •Necessidade um maior monitoramento em função do tempo de vida das pioneiras ser mais curto •Regeneração das tardias e necessidade de enriquecimento MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS 2.4) Linhas de espécies pioneiras alternada por linha de pioneiras e não pioneiras MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS 2.5) Linhas com espécies de preenchimento e de diversidade • Linhas de diversidade apresentam diversidade maior (entre 40 a 80 espécies dependendo da matriz em que a área está inserida – matriz florestal x matriz agrícola) • Linhas de preenchimento apresentam diversidade menor (20 espécies de rápido crescimento e copa larga – P ou I) – ocupar rapidamente o espaço entrelinhas e promover o sombreamento MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 2) MODELOS SUCESSIONAIS 2.5) Linhas com espécies de preenchimento e de diversidade Exemplo de uma área degradada a ser restaurada. Fonte Embrapa 2.5) Linhas com espécies de preenchimento e de diversidade Situação da área na implantação: plantio de mudas intercaladas em linhas com espécies de diversidade e linhas de preenchimento ou recobrimento 2.5) Linhas com espécies de preenchimento e de diversidade Resultados esperados em 2 anos: espécies pioneiras ou de preenchimento tendem ao rápido recobrimento do solo. Algumas espécies de cobertura iniciam floração e frutificação e atraem dispersores de sementes. Espécies de diversidade crescem em taxas variadas. O controle de gramíneas agressivas pode não ser mais necessário. 2.5) Linhas com espécies de preenchimento e de diversidade Resultados esperados em 10 anos: Espécies de cobertura começam a morrer ou alcançam sua máxima biomassa. Espécies de diversidade estão em diversos estádios de desenvolvimento. Surgem regenerantes originados da chuva de sementes do próprio plantio e de áreas próximas. Estes regenerantes garantirão a dinâmica da evolução da comunidade. Distribuição das mudas em plantios em linhas • Espaçamentos de 3 x 3 m, 3 x 2 m ou 2 x 2 m (entre linhas e entre mudas dentro das linhas) • Os espaçamentos diversos podem variar em função do relevo, do tipo de vegetação a ser restaurada e da velocidade com que se quer recobrir o solo. •3 x 3 m = 1.110 mudas/ha •3 x 2 m = 1.667 mudas/ha •2 x 2 m = 2.500 mudas/ha http://www.jb.fzb.rs.gov.br/lista/620/Venda_de_Mudas MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 3) PLANTIO EM MÓDULOS • Plantios pequenos ou experimentais • Espécies são combinadas de acordo com os aspectos sucessionais e/ou adaptativos (características funcionais – grupos ecofisiológicos) • Indicado para áreas muito heterogêneas nas quais ocorrem variações marcantes do ambiente. MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 3) PLANTIO EM MÓDULOS MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 3) PLANTIO EM MÓDULOS MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 4) PLANTIO ADENSADO •Pequenas áreas degradadas com infestação de gramíneas agressivas •Plantio com espaçamentos de 1,5 m x 1, 5 m até 1 m x 1 m (10.000 plantas/hectare) •Linhas de espécies pioneiras seguidas de linhas onde são intercaladas pioneiras e não pioneiras •Vantagem de promover rápida cobertura do solo, inibindo o crescimento de gramíneas pelo sombreamento •Desvantagem de estimular a forte competição entre as mudas MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 4) PLANTIO ADENSADO MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 5) PLANTIO ALEATÓRIO • Plantio aleatório de mudas sem espaçamento definido parte do princípio de que a regeneraçãode espécies arbóreas não obedece nenhum tipo de espaçamento pré-determinado. • Muitos fatores interferem na distribuição espacial das espécies (tipo de dispersão, predação, competição, ..). • Dificuldade em combinar espécies de grupos ecológicos distintos (pioneiras e não-pioneiras). MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 5) PLANTIO ALEATÓRIO • Solução para isso é realizar o plantio inicial ao acaso somente de espécies pioneiras e um segundo plantio (após dois anos) ao acaso, de espécies não-pioneiras • Evitar deixar grandes áreas com solo exposto e áreas com adensamento de mudas de uma mesma espécie • Permite criar ilhas ou núcleos com maior diversidade ou atrativas à fauna (espécies frutíferas) MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 6) Sistemas agroflorestais (SAF) •Em áreas rurais consolidadas até julho de 2008, é autorizada a utilização de sistemas agroflorestais em APPs desde que o projeto seja aprovado pelo órgão ambiental competente •Cultivos consorciados de espécies arbóreas com culturas agrícolas e/ou animais •Silviagrícolas •Silvipastoris •Agrossilvipastoris MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 6) Sistemas agroflorestais (SAF) 6.1) SAF temporário em área total •Área ocupada pelo SAF varia de acordo com a largura do rio e respectiva faixa definida como APP •Culturas agrícolas anuais são indicadas (milho, feijão) entre as linhas com alta diversidade de espécies nativas (pioneiras e não pioneiras) •Sistema utilizado por 2 a 3 anos •Após esse período, o SAF é transformado em um projeto de restauração florestal, permanecendo apenas as árvores nativas. MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 6) Sistemas agroflorestais (SAF) 6.1) SAF temporário em área total MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 6) Sistemas agroflorestais (SAF) 6.2) SAF permanente em área parcial •Indicado para pequenos produtores rurais, em que até 2/3 da faixa definida como APP podem ser manejados e 1/3 deve ser destinado à restauração e preservação da mata ciliar •Faixa com o SAF com espécies arbóreas de espécies nativas fonte de produtos não madeireiros (frutos, castanhas, látex) – cobertura florestal sempre presente •Espécies indicadas: seringueira (Hevea brasiliensis), palmito-juçara (Euterpe edulis), castanheira (Bertholetia excelsa), cacau (Theobroma cacao) e frutíferas nativas MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 6) Sistemas agroflorestais (SAF) 6.2) SAF permanente em área parcial MODELOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL 6) Sistemas agroflorestais (SAF) Restauração da Mata Ciliar CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE MATAS CILIARES • Matas ciliares são formações vegetais que se encontram associadas aos cursos hídricos, independentemente de sua área, região de ocorrência e composição florística. • Matas de galeria, mata de várzea, vegetação ripária e formação ribeirinha IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA DA MATA CILIAR • Diminuição de aporte de nutrientes das áreas adjacentes, e com isto diminuição da poluição difusa (nonpoint source pollution). •Retenção de solo provindo da lavoura adjacente, diminuindo efeitos de sedimentação. •Diminuição da erosão dos barrancos, estabilizando a morfologia estrutural de cursos de água. •Diminuição da temperatura da água através de sombreamento. IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA DA MATA CILIAR •Aporte de carbono no sistema aquático que é a base da teia trófica em áreas de cabeceiras. • Folhas, galhos e troncos caídos na água são estruturas importantes para aumentar a diversidade estrutural do habitat aquático. •Insetos caindo da vegetação ciliar são fontes essenciais para a alimentação de peixes. •Diminuição da amplitude nas variações de níveis de água pela absorção da água de chuva na vegetação. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE MATAS CILIARES Entretanto, a vegetação ripária tem sido uma das mais degradadas pela ação antrópica -15,4 milhões de ha de florestas são destruídas por ano Esta perda vem comprometendo fortemente: Biodiversidade aquática → funcionamento do ecossistema Qualidade da água Os múltiplos usos da água nas áreas de entorno Aspectos legais sobre as matas ciliares: Aspectos legais sobre as matas ciliares: Aspectos legais sobre as matas ciliares: Atividades recomendadas para a recuperação florestal 1. Isolamento da área • Qualquer estratégia que visa impedir a continuidade da ação de degradação • Ex.: interrupção de vias de trânsito, construção de cercas convencionais ou elétricas, interrupção do pisoteio ou pastoreio por animais domésticos Atividades recomendadas para a recuperação florestal 2. Retirada dos fatores de degradação • Desmatamento, corte seletivo de espécies arbóreas, presença de gado, uso do fogo, uso de máquinas. 3. Eliminação seletiva ou desbaste de espécies competidoras (bambus, trepadeiras e certas gramíneas) 4. Adensamento e enriquecimento de espécies com o uso de mudas ou sementes Indicadores de recuperação e monitoramento • O monitoramento indicará se a técnica escolhida foi adequada e se está bem conduzida. Após a avaliação, nova tomada de decisão pode ser necessária. • Por isso, recomenda-se que a restauração seja feita em etapas, começando por pequenas áreas. • O monitoramento permite analisar se a técnica empregada está desencadeando a regeneração necessária para o retorno da vegetação nativa. Indicadores de recuperação e monitoramento 1. Regeneração natural • Medições de diâmetro no nível do solo, altura das plântulas e plantas jovens de cada espécie em parcelas amostrais • Essas medições irão gerar dados de riqueza, densidade, frequência, dominância e valor de importância Indicadores de recuperação e monitoramento Indicadores de recuperação e monitoramento 2. Banco de sementes do solo • Moldura de 0,25 m x 0,25 m ou 0,5 m x 0,5 m, onde se retira a serrapilheira superficial para coleta do solo (5 cm de profundidade) • Número de amostras dependerá das dimensões da área (15 a 30 amostras) • Amostras transferidas para viveiros, cobertas com tela de náilon e em condições ótimas de luz e umidade Indicadores de recuperação e monitoramento 2. Banco de sementes do solo Indicadores de recuperação e monitoramento 3. Abertura do dossel • Cobertura superior da floresta (dossel + aberto ou + fechado é um indicativo da regeneração de espécies arbustivas e arbóreas na área Atributos de um ecossistema restaurado Segundo a Sociedade Internacional de Restauração Ecológica, os atributos de um ecossistema restaurado, independente do bioma ou do histórico de uso de solo, são: • Conter um grupo de espécies típicas do ecossistema de referência e fornecer uma estrutura apropriada para que as mesmas se estabeleçam; • Conter espécies nativas regionais, com reduzida invasão biológica; • Todos os grupos funcionais necessários ao funcionamento do ecossistema estão presentes ou não há restrições para que a área restaurada seja colonizada por esses grupos no futuro; • O ambiente físico é adequado para dar suporte ao desenvolvimento da comunidade restaurada; • O funcionamento do ecossistema é aparentemente adequado para seu estágio de desenvolvimento, sem problemas evidentes; • Está integrado aos demais remanescentes da paisagem regional, permitindo fluxos e interações recíprocos; • Os fatores de degradação que ameaçam a integridade do ecossistema restaurado foram removidos ou minimizados; • É suficientemente resiliente para tolerar estresses periódicos naturais; • É autossustentável no tempo, da mesma forma que o ecossistema de referência, podendo continuar a existir indefinidamente em condições padrão. Agricultura sintrópica em agroflorestas https://www.youtube.com/watch?v=W-UGjSz_rRUhttps://www.youtube.com/watch?v=KTcuPLRgj5M http://agendagotsch.com/