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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA OSCILAÇÕES LIVRES Allison Allan Dias Rocha - 21950579 Larissa dos Santos Barroso - 21954737 Thiago Damaceno Castro - 21952766 Célio de Carmo Coelho Manaus - AM 2019 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA OSCILAÇÕES LIVRES Manaus - AM 2019 Relatório apresentado a Professora DANIELA MENEGON TRICHES, para obtenção de nota da disciplina (IEF812) LABORATÓRIO DE FÍSICA GERAL II. 1. RESUMO Neste relatório iremos abordar o estudo de forma mais específica e com base nos conteúdos ministrados em sala de aula e, no laboratório, iremos fazer o experimento. Na introdução vamos apresentar o conceito de movimento harmônico simples e os objetivos aos quais queremos chegar, logo após, apresentaremos a fundamentação teórica. Em seguida iremos fazer o tratamento dos dados e, então a conclusão e discussão do grupo 2. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS Neste relatório iremos falar sobre oscilações livres, que são movimentos que se repetem em intervalos regulares. Como base nesse princípio iremos fazer o experimento utilizando os procedimentos descritos no manual de laboratório que tem como objetivo o estudo do MHS e determinar a constante elástica de uma mola através de dois métodos. 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA – PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES Um movimento é dito oscilatório ou movimento harmônico simples (MHS) quando um móvel se desloca periodicamente sobre uma mesma trajetória, indo e vindo para um lado e para outro. Todo corpo que executa tal movimento possui sempre uma posição de equilíbrio estável e, neste caso, as grandezas do movimento se repetem depois de um tempo chamado de período, que representa o intervalo de tempo de uma oscilação (ou ciclo) completa. Além do período, outra propriedade importante do movimento periódico, movimento harmônico é a sua frequência, que representa o número de ciclos completados a casa segundo. Um dos sistemas mais simples que podem executar um MHS é constituído por um bloco de massa m preso à extremidade de uma mola de constante elástica k com a outra extremidade da mola fixa. Ao ser colocado para oscilar o sistema massa-mola executa um MHS cujo período é dado por: 𝑇 = 2𝜋√ 𝑚 𝑘 Uma das técnicas utilizadas por profissionais das mais diversas áreas é a construção e interpretação de gráficos. A utilização de gráficos constitui uma maneira muito fácil de ter uma visualização do comportamento das variáveis do fenômeno estudado, além de muitas outras informações. As técnicas de construção de gráficos são extremamente úteis quando se quer fazer uma comparação entre dados experimentais e teóricos. Eq. 1 É ainda através de gráficos que se determinam com mais facilidade os diversos coeficientes ligados às propriedades de certos materiais ou se encontram parâmetros para situações particulares. De acordo com a natureza da relação entre as grandezas envolvidas, os gráficos podem ser feitos em papel milimetrado, mono-log, di-log, Além de outros com padrões especiais. 4. METODOLOGIA EXPERIMENTAL Material Necessário: Procedimento Experimental 1 mola 1 porta-peso de 10𝑔 5 massas de 50𝑔 1 régua graduada com dois cursores Prendedores Hastes Garra de montagens Figura 1 Antes de iniciarmos o experimento montamos um sistema massa mola igual ao da Figura 1, adotando um referencial com o cursor da régua na extremidade superior da mola. Em seguida, para o Experimento 1, colocamos o porta-peso de 10𝑔 na extremidade inferior da mola e medimos a distensão 𝑦 que a mola sofreu. Logo após isso, adicionamos 5 massas de 50𝑔 gradativamente no porta-peso, medimos e anotamos sua distensão 𝑦. Para o Experimento 2, começamos adicionando uma massa do 50𝑔 ao porta- peso de 10𝑔, para assim medirmos o tempo de 10 oscilações adotando uma amplitude de 30 𝑚𝑚. Feito isso, realizamos o mesmo procedimento para outras 4 massa de 50𝑔 que foram sendo adicionadas ao porta-peso gradativamente. 5. RESULTADOS E ANALISES. 5.1. EXPERIMENTO 1: Determinação da constante elástica pelo método estático Após anotarmos todos as distensões em função das massas, adequamos os dados para o SI e organizamos na Tabela 1.A. Massa (𝑘𝑔) Distensão 𝑦 (𝑚) Porta Peso 10 ∙ 10−3 5 ∙ 10−3 Porta-peso + 1 massa de 50𝑔 60 ∙ 10−3 29 ∙ 10−3 Porta-peso + 2 massas de 50𝑔 110 ∙ 10−3 57 ∙ 10−3 Porta-peso + 3 massas de 50𝑔 160 ∙ 10−3 83 ∙ 10−3 Porta-peso + 4 massas de 50𝑔 210 ∙ 10−3 111 ∙ 10−3 Porta-peso + 5 massas de 50𝑔 260 ∙ 10−3 135 ∙ 10−3 De posse desses dados, podemos determinar a força 𝐹 ⃗⃗ ⃗ responsável pela elongação da mola através da Segunda Lei de Newton 𝐹 ⃗⃗ ⃗ = 𝑚 ∙ 𝑔 ⃗⃗ ⃗ com 𝑔 igual a 9,8 𝑚/𝑠2. Cálculos da força de cada massa: Porta-peso 𝑚 = 10 ∙ 10−3 𝑘𝑔 Tabela 1.A: Dados da distensão da mola em função das massas adicionadas no SI Eq. 2 𝐹 ⃗⃗ ⃗ = 𝑚 ∙ 𝑔 ⃗⃗ ⃗ 𝐹 = 10 ∙ 10−3 𝑘𝑔 ∙ 9,8 𝑚/𝑠2 𝐹 = 98 ∙ 10−3 𝑁 Porta-peso + 1 massa de 50𝑔: 𝑚 = 60 ∙ 10−3 𝑘𝑔 𝐹 = 𝑚 ∙ 𝑔 ⃗⃗ ⃗ 𝐹 = 60 ∙ 10−3 𝑘𝑔 ∙ 9,8 𝑚/𝑠2 𝐹 = 588 ∙ 10−3 𝑁 Porta-peso + 2 massas de 50𝑔: 𝑚 = 110 ∙ 10−3 𝑘𝑔 𝐹 ⃗⃗ ⃗ = 𝑚 ∙ 𝑔 ⃗⃗ ⃗ 𝐹 = 110 ∙ 10−3 𝑘𝑔 ∙ 9,8 𝑚/𝑠2 𝐹 = 1078 ∙ 10−3 𝑁 Porta-peso + 3 massas de 50𝑔: 𝑚 = 160 ∙ 10−3 𝑘𝑔 𝐹 ⃗⃗ ⃗ = 𝑚 ∙ 𝑔 ⃗⃗ ⃗ 𝐹 = 160 ∙ 10−3 𝑘𝑔 ∙ 9,8 𝑚/𝑠2 𝐹 = 1568 ∙ 10−3 𝑁 Porta-peso + 4 massas de 50𝑔: 𝑚 = 210 ∙ 10−3 𝑘𝑔 𝐹 ⃗⃗ ⃗ = 𝑚 ∙ 𝑔 ⃗⃗ ⃗ 𝐹 = 210 ∙ 10−3 𝑘𝑔 ∙ 9,8 𝑚/𝑠2 𝐹 = 2058 ∙ 10−3 𝑁 Porta-peso + 5 massas de 50𝑔: 𝑚 = 260 ∙ 10−3 𝑘𝑔 𝐹 ⃗⃗ ⃗ = 𝑚 ∙ 𝑔 ⃗⃗ ⃗ 𝐹 = 260 ∙ 10−3 𝑘𝑔 ∙ 9,8 𝑚/𝑠2 𝐹 = 2548 ∙ 10−3 𝑁 Depois de feito os cálculos, reorganizamos todos os dados obtidos e uma nova tabela (Tabela 1.B) com os quais construímos um gráfico da força em função da distensão em papel milimetrado e, para assim, determinarmos a constate elástica da mola. Massa (𝑘𝑔) Distensão 𝑦 (𝑚) Força 𝐹 ⃗⃗ ⃗ (𝑁) Porta Peso 10 ∙ 10−3 5 ∙ 10−3 98 ∙ 10−3 Porta-peso + 1 massa de 50𝑔 60 ∙ 10−3 29 ∙ 10−3 588 ∙ 10−3 Porta-peso + 2 massas de 50𝑔 110 ∙ 10−3 57 ∙ 10−3 1078 ∙ 10−3 Porta-peso + 3 massas de 50𝑔 160 ∙ 10−3 83 ∙ 10−3 1568 ∙ 10−3 Porta-peso + 4 massas de 50𝑔 210 ∙ 10−3 111 ∙ 10−3 2058 ∙ 10−3 Porta-peso + 5 massas de 50𝑔 260 ∙ 10−3 135 ∙ 10−3 2548 ∙ 10−3 Tabela 1.B: Todos os dados obtidos no SI Para determinarmos a constante 𝑘, podemos usar a seguinte relação usando os dados do gráfico construído. Eq. 3 𝐹 (10−3𝑁) 𝑦 (10−3𝑚) Gráfico 1.A: Força em função da distensão 𝐹 = 𝑓(𝑦) tan 𝜃 = 𝐹2 − 𝐹1 𝑦2 − 𝑦1 onde tan 𝜃 é a constante 𝑘. Dessa forma, temos então que tan 𝜃 = 𝑘 = 𝐹2 − 𝐹1 𝑦2 − 𝑦1 ⇒ 𝑘 = (588 − 98) ∙ 10−3 (29 − 5) ∙ 10−3 = 20,416 𝑁/𝑚 Por fim, temos então que o valor aproximado da constante elástica da mola utilizada no laboratório é de 20,416 𝑁/𝑚. 5.2. EXPERIMENTO 2: Determinação da constante elástica pelo método dinâmicoApós anotarmos todos os tempos em função das massas adicionadas no porta peso, tiramos a média aritmética e adequamos os dados no SI e organizamos na Tabela 2.A. Massa (𝑘𝑔) Tempo 𝑡 de 10 oscilações (𝑠) Porta-peso + 1 massa de 50𝑔 60 ∙ 10−3 3,51 Porta-peso + 2 massas de 50𝑔 110 ∙ 10−3 4,19 Porta-peso + 3 massas de 50𝑔 160 ∙ 10−3 5,13 Porta-peso + 4 massas de 50𝑔 210 ∙ 10−3 5,68 Porta-peso + 5 massas de 50𝑔 260 ∙ 10−3 6,48 De posse desses dados podemos determinar o período de uma oscilação usando a seguinte relação 𝑇𝑜 = 𝑡 10 onde 𝑇1 é o período de uma oscilação. Cálculos dos períodos em função das massas Porta-peso + 1 massa de 50𝑔 𝑇𝑜1 = 𝑡 10 Tabela 2.A: Dados do tempo de 10 oscilações em relação as massas adicionadas no SI Eq. 4 𝑇𝑜1 = 3,51𝑠 10 𝑇𝑜1 = 0,351𝑠 Porta-peso + 2 massas de 50𝑔 𝑇𝑜2 = 𝑡 10 𝑇𝑜2 = 4,19𝑠 10 𝑇𝑜2 = 0,419𝑠 Porta-peso + 3 massas de 50𝑔 𝑇𝑜3 = 𝑡 10 𝑇𝑜3 = 5,13𝑠 10 𝑇𝑜3 = 0,513𝑠 Porta-peso + 4 massas de 50𝑔 𝑇𝑜4 = 𝑡 10 𝑇𝑜4 = 5,68𝑠 10 𝑇𝑜4 = 0,568𝑠 Porta-peso + 5 massas de 50𝑔 𝑇𝑜5 = 𝑡 10 𝑇𝑜5 = 6,48𝑠 10 𝑇𝑜5 = 0,648𝑠 Depois de feito os cálculos, reorganizamos todos os dados obtidos na Tabela 2.B. Tabela 2.B: Todos os dados obtidos no SI Massa (𝑘𝑔) Tempo 𝑡 de 10 oscilações (𝑠) Período 𝑇𝑜 de 1 oscilação (𝑠) Porta-peso + 1 massa de 50𝑔 60 ∙ 10−3 3,51 0,351 Porta-peso + 2 massas de 50𝑔 110 ∙ 10−3 4,19 0,419 Porta-peso + 3 massas de 50𝑔 160 ∙ 10−3 5,13 0,513 Porta-peso + 4 massas de 50𝑔 210 ∙ 10−3 5,68 0,568 Porta-peso + 5 massas de 50𝑔 260 ∙ 10−3 6,48 0,648 No entanto, para prosseguirmos com a construção do gráfico foi preciso convertermos os valores de período e massa em 𝑙𝑜𝑔 e reorganizamos os valores de massa e período na Tabela 2.C. 𝑙𝑜𝑔 da massa (𝑘𝑔) 𝑙𝑜𝑔 do período 𝑇𝑜 de 1 oscilação (𝑠) Porta-peso + 1 massa de 50𝑔 −1,22184875 −0,454692883 Porta-peso + 2 massas de 50𝑔 − 0,9586073 −0,377785977 Porta-peso + 3 massas de 50𝑔 −0,795880017 −0,289882634 Porta-peso + 4 massas de 50𝑔 −0,677780705 −0,246416941 Porta-peso + 5 massas de 50𝑔 −0,585026652 −0,1884248994 Para determinarmos a constante elástica da mola por esse outro método, usamos a Eq. 1 𝑇 = 2𝜋√ 𝑚 𝑘 Dessa maneira, aplicando logaritmo nos dois lados da equação temos que Tabela 2.C: Dados da massa e do período em escala logarítmica no SI Gráfico 2.A: Tempo em função das massa adicionadas na escala l log 𝑇 = log 2𝜋√ 𝑚 𝑘 log 𝑇 = log 2𝜋 √𝑘 + log√𝑚 log 𝑇 = 1 2 log𝑚 + log 2𝜋 √𝑘 Utilizado as informações da equação da reta e o valor de 𝑅2 fornecidas pelo gráfico, temos que 𝑦 = 0483𝑥 + 0,116 e 𝑅2 = 0,999 Sendo assim, log 2𝜋 √𝑘 = 0,116 2𝜋 √𝑘 = 100,116 4𝜋2 𝑘 = (1,30617)2 𝑘 = 4𝜋2 (1,30617)2 𝑘 = 23,17𝑁/𝑚 Por fim, temos então que o valor aproximado da constante elástica por esse outro método é 23,17𝑁/𝑚. 6. CONCLUSÃO Esta atividade teve um grande potencial para a análise das variáveis da prática em laboratório, pois, pode ajudar na compreensão e nas interpretações das oscilações livres da mola. No entanto foi observado que as variáveis analisadas pelo método 1, são mais precisas, pois, ao inserirmos massas na mola, foi constado uma proporcionalidade que foi verificada no Gráfico 1.A na sua linearidade. Contudo, no método 2, essa linearidade demonstrou-se menos precisa, conforme o Gráfico 2.B devido a diversos fatores, tais como: a obtenção da média dos tempos, a contagem das oscilações, erros nas escalas métricas. Onde foi possível verificar uma grande margem de erro em relação ao método 1. 7. REFERÊNCIAS HALLIDAY D.; RESNICK R. e WALKER J. Fundamentos de Física: gravitação, ondas e termodinâmica. Volume 2. 8a edição. Editora LTC, 2009. NUSSENZVEIG, H.M., Curso de Física Básica, v. 2, São Paulo: Edgar Blucher LTDA, 1987. GUSTÃO, M et al. Manual de Física II. 3a. Amazonas: UFAM,2013. 8. PERGUNTAS 8.1. Experimento 1 1. Que tipo de curva você obteve? R: Ao construirmos o gráfico, obtemos uma curva linear, onde mostrou uma proporcionalidade da distensão da mola em relação das massas adicionadas. 2. De que forma seus resultados foram afeados por se considerar a massa da mola desprezível? R: A medida em fomos usando a mola para obter os dados para o experimento, ela foi se distendendo, afetando assim a precisão dos resultados, além disso, foi notório alguns erros durante o manuseio dos matérias no processo da coleta de dados para a construção dos gráficos. 8.2. Experimento 2 1. Compare o valor da constante elástica obtido pelo método estático com aquele obtido pelo método dinâmico. Faça comentários. R: Olhando os valores da constante elástica 𝑘 obtida pelos métodos estático e dinâmico na tabela abaixo, temos que o método 1(estático) se mostrou mais preciso devido a proporcionalidade dos dados obtidos e, por outro lado, o método 2 (dinâmico), mostrou-se menos preciso devido a alguns procedimentos como a transformação em escala logarítmica dos dados, a contagem de 10 oscilações, a média aritmética dos tempos obtidos, etc. Método Estático Método Dinâmico Constante elástica 𝑘 20,416𝑁/𝑚 23,17𝑁/𝑚