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YÁSKARA LESSA LISBÔA BALLARD MOBILIZAÇÃO ARTICULAR CINESIOTERAPIA Profª MsC.Yáskara Lessa Lisbôa Ballard e.mail: yaskarafisio@yahoo.com.br CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CURSO FISIOTERAPIA EXERCÍCIO EM CADEIA CINÉTICA FECHADA E ABERTA ALONGAMENTO X MOBILIZAÇÃO ALONGAMENTO MUSCULAR OU TÉCNICAS DE INIBIÇÃO ATIVA PERDA DE FLEXIBILIDADE NOS ELEMENTOS CONTRÁTEIS DO MÚSCULO MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ALONGAR OU LIBERAR COM SEGURANÇA ESTRUTURAS DE MODO A RESTAURAR A MECÂNICA ARTICULAR COM MENOS TRAUMA QUE NO ALONGAMENTO PASSIVO MOBILIZAÇÃO ARTICULAR MOVIMENTO PASSIVO REALIZADO PELO TERAPEUTA COM BAIXA VELOCIDADE A TÉCNICA PODE SER REALIZADA ATRAVÉS DE: • movimentos oscilatórios • alongamento mantido de modo a diminuir a dor ou aumentar a mobilidade • movimentos fisiológicos e acessórios MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Técnicas passivas que aplicam-se a articulações e tecidos moles relacionados, empregam velocidades e amplitudes variadas utilizando movimentos fisiológicos e acessórios Maitland Keltenborn Mulligan Mobilização = fisiológica Manipulação = parafisiológica MOVIMENTOS FISIOLÓGICOS = O paciente pode fazer voluntariamente os movimentos Exemplo: flexão, abdução e rotação OSTEOCINEMÁTICA = descrição dos movimentos ósseos MOVIMENTOS ACESSÓRIOS = movimento dentro da articulação e tecidos vizinhos necessários para ADM normal NÃO PODEM SER EXECUTADOS PELO PACIENTE Para ser executado é necessário folga capsular e mobilidade articular MOVIMENTOS INTEGRANTES - acompanham o movimento ativo mas não estão sob controle voluntário = ROTAÇÃO SUPERIOR DA ESCÁPULA E CLAVÍCULA durante a flexão do ombro) MOVIMENTOS INTRA-ARTICULARES - movimentos dentro da articulação, descrevem distensibilidade ou “frouxidão” da cápsula articular DESLIZAMENTO, SEPARAÇÃO, COMPRESSÃO E GIRO DAS SUPERFÍCIES ARTICULARES ARTROCINEMÁTICA = descrição dos movimentos das superfícies ósseas dentro da articulação CONGRUÊNCIA: Posição na qual as superfícies articulares estão em contato máximo Geralmente ocorre em um extremo da ADM INCONGRUÊNCIA: Posição em que há uma congruência mínima, cápsula, ligamentos encontram-se frouxos Pode ocorrer separação passiva adicional das superfícies articulares nessa posição. É a aplicação de uma mobilização acessória sustentada feita por um fisioterapeuta e de um movimento fisiológico ativo no final da amplitude O objetivo é permitir um movimento sem dor, corrigindo o percurso articular Mulligan, 1993; 1999. MOBILIZAÇÃO ARTICULAR COM MOVIMENTO (MULLIGAN) CONCEITOS BÁSICOS DA ARTROCINEMÁTICA TIPOS DE ARTICULAÇÃO OVOIDE = UMA SUPERFÍCIE CÔNCAVA E OUTRA CONVEXA SELAR = UMA SUPERFÍCIE É CÔNCAVA EM UMA DIREÇÃO E CONVEXA EM OUTRA DIREÇÃO TIPOS DE MOVIMENTO O movimento articular é uma combinação variável de rolamento, deslizamento (translação) ou giro Para que estes movimentos acessórios ocorram é necessário folga capsular ou mobilidade articular Tração e compressão ROLAMENTO DESLIZAMENTO GIRO COMPRESSÃO TRAÇÃO TIPOS DE MOVIMENTO ROLAMENTO - um osso rola sobre o outro com a seguintes características -As superfícies são incongruentes. -Novos pontos de uma superfície encontram novos pontos na superfície oposta. -Nas articulações com a biomecânica normal o rolamento só ocorre em combinação com os movimentos de deslizamentos e giro, porém quando o rolamento ocorre sozinho causa compressão nas superfícies do lado que o osso esta se movendo, o que pode provocar uma lesão articular, e uma separação no outro lado. O ROLAMENTO É SEMPRE NA MESMA DIREÇÃO QUE O MOVIMENTO ÓSSEO ANGULAR, SENDO A SUPERFÍCIE CONVEXA OU CÔNCAVA DESLIZAMENTO - um osso desliza sobre o outro com as seguintes características -As superfícies articulares são congruentes. -O mesmo ponto em uma superfície faz contato com novos pontos na superfície oposta. -O deslizamento não ocorre sozinho devido as superfícies articulares não serem totalmente planas, ou seja, completamente congruente. -Diferentemente do rolamento, a superfície articular que se move influencia a direção do deslizamento, o que é chamado como REGRA CONVEXO- CÔNCAVA -Quando a superfície articular que se move é convexa o deslizamento ocorre na direção oposta à do movimento angular do osso. - Quando a superfície que se move é côncava o deslizamento ocorre na mesma direção do movimento angular do osso. ROLAMENTO – DESLIZAMENTO COMBINADOS EM UMA ARTICULAÇÃO • QUANTO MAIS CONGRUENTE A SUPERFÍCIE ARTICULAR, MAIS DESLIZAMENTO OCORRE. • QUANTO MAIS INCONGRUENTE A SUPERFÍCIE ARTICULAR, MAIS ROLAMENTO OCORRE. • A CONTRAÇÃO ATIVA DOS MÚSCULOS PODE CONTROLAR O MOVIMENTO DE DESLIZAMENTO DAS SUPERFÍCIES ARTICULARES. • quando essa função é perdida, a mecânica articular anormal resultante pode provocar microtraumas e disfunção articular • DESLIZAMENTO = RESTAURAÇÃO DA MOBILIDADE INTRA- ARTICULAR E REVERTER HIPOMOBILIDADE ARTICULAR • ROLAMENTO = PODE PRODUZIR COMPRESSÃO ARTICULAR GIRO = ROTAÇÃO DE UM SEGMENTO SOBRE UM EIXO ESTACIONÁRIO OCORRE EM COMBINAÇÃO COM O DESLIZAMENTO E O ROLAMENTO COMPRESSÃO – É A DIMINUIÇÃO DO ESPAÇO ARTICULAR ENTRE AS PARTES ÓSSEAS, NORMALMENTE DURANTE A SUSTENTAÇÃO DE PESO • NA CONTRAÇÃO MUSCULAR E NO ROLAMENTO OCORRE UM POUCO DE COMPRESSÃO • CARGAS COMPRESSIVAS INTERMITENTES NORMAIS AJUDAM A MOVER O LÍQUIDO SINOVIAL • CARGAS COMPRESSIVAS ALTAS = ALTERAÇÕES NA CARTILAGEM E DETERIORAÇÃO TRAÇÃO – É A SEPARAÇÃO DAS SUPERFÍCIES ARTICULARES • AS SUPERFÍCIES DEVEM SER PUXADAS UMA DISTALMENTE DA OUTRA • TRAÇÃO NO EIXO LONGO = TRAÇÃO NO EIXO LONGO DO OSSO • TRAÇÃO ARTICULAR OU SEPARAÇÃO ARTICULAR = SUPERFÍCIES SÃO SEPARADAS EM ÂNGULO RETO CONTROLA DOR E ALONGA CÁPSULA RETRAÍDA ALONG MOBILIDADE INTRA- ARTICULAR EXISTENTE 1 2 3 4 TÉCNICAS DE OSCILAÇÃO DE MAITLAND G1- oscilações curtas no início da amplitude G2- oscilações amplas no meio da amplitude de movimento, não atingindo o limite. G3- oscilações amplas até o limite da mobilidade disponível e forçadas dentro da resistência do tecido. G4- oscilações curtas no limite da mobilidade disponível e forçadas na resistência do tecido. G5- manipulação brusca, curta e rápida para romper bruscamente aderências no lmite da ADM disponível TÉCNICAS DE OSCILAÇÃO DE MAITLAND INDICAÇÕES GRAU I E II : analgesia (fase aguda) GRAU III E IV : aumentar a adm (fase subaguda e crônica) GRAU I E IV : oscilações rápidas 3 à 4 segundos. GRAU II E III : oscilações regulares 1 à 2 minutos. VELOCIDADE E DURAÇÃO GRAU 1 (com folga): mobilização curta sem sobrecarga na cápsula, ou seja, início do movimento GRAU 2 (tensionado): deslizamento suficiente para tensionar os tecidos ao redor da articulação.(manter a ADM) GRAU 3 (alongado) : tração e deslizamento amplos, suficiente para alongar a cápsula e tecidos vizinhos. (↑ ADM) * TRANSLAÇÃO = TERAPEUTA MOVE PASSIVAMENTE A ARTICULAÇÃO NA MESMA DIREÇÃO QUE OCORRE O DESLIZAMENTO TÉCNICA TRANSLATÓRIA SUSTENTADA (Kaltenborn) MOBILIDADE INTRA- ARTICULAR EXISTENTE ALONG 1 2 3POSICIONAMENTO E ESTABILIZAÇÃO Iniciar a mobilização na posição de repouso articular (folga capsular) Evoluir para o final da amplitude disponível Firma estabilização (manual ou cinta) Usar a palma da mão POSICIONAMENTO E ESTABILIZAÇÃO Deslizamento: paralelo ao plano de tratamento Tração: perpendicular ao plano de tratamento Vantagens da mobilização Dosagem da força Força aplicada perto da articulação Força seletiva , aplicada no tecido desejado. A direção da mobilização acompanha a mecânica articular. EFEITOS Nutrição da cartilagem Mantém a extensibilidade nos tecidos articulares Analgesia e diminuição do espasmo muscular. Estímulo proprioceptivo. Aumento ou manutenção da ADM Aumenta a velocidade de execução do movimento Recupera ou melhora a função estabilizadora. INDICAÇÕES Hipomobilidade articular reversível. Disfunções musculoesqueléticas e articulares Doenças do sistema nervoso Traumas Limitação progressiva Imobilidade funcional CONTRA-INDICAÇÕES Espondilolistese, hipermobilidade, lesões vertebrais com compressão de raízes nervosas, compressão da cauda eqüina ou da medula (mielopatia) e estenoses. Fraturas não consolidadas, fratura por stress, luxação e lesões ligamentares agudas. Tumores e Infecções Osteoporose Doenças inflamatórias (espondilite anquilosante, artrite reumatóide) Problemas psicológicos, espasmo intenso. Má formação congênita HIPERMOBILIDADE E INSTABILIDADE Precauções Dor excessiva Artroplastias totais. Tecido conectivo recém-formado, após lesões ou cirurgias. Idosos e crianças. Pacientes hemofílicos EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Deslizamento inferior 30° Deslizamento inferior 90° EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Deslizamento anterior Deslizamento posterior EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Deslizamento esterno- clavicular e acrômio-clavicular Mobilização escapular EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Mobilização com tração Mobilização radio-ulnar EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Mobilização com tração Mobilização dorsal Mobilização dorsal e ulnar Mobilização dos artelhos EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Tração de quadril Mobilização posterior Mobilização lateral Mobilização anterior EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Mobilização posterior e tração EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Mobilização tíbio-fibular EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR EXEMPLOS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR Mobilização subtalar FIM!!!