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Análise Sintática
CONCEITOS GERAIS
A análise sintática constitui-se no estudo da estrutura do período, dividindo e classificando as orações que o compõem e reconhecendo as funções sintáticas dos termos na oração.
Apresenta, portanto, duas funções distintas:
–	Divisão de um todo em suas partes componentes;
–	Explicação da função de cada uma dessas partes.
A análise sintática tem seu campo de ação assim delimitado: período, oração e termos da oração.
A análise sintática tem seu campo de ação assim delimitado: período, oração e termos da oração.
Frase, oração, período
⇒	Frase é qualquer enunciado dotado de significação.
	A frase pode ser constituída de:
⇒	uma só palavra.
	Exemplo: Socorro!
⇒	várias palavras (com verbo ou não).
	Exemplos:	O tempo está nublado. 
			Que calor!
Frase nominal – exprime uma visão estática. Aparece sem verbo ou com verbo de ligação. Exemplo:
VITÓRIA JUSTA DO CORITIBA.
Frase verbal – indica um processo dinâmico. 
Exemplo:
O ATLÉTICO VENCEU.
⇒	Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.
Exemplo:
Ex	A fanfarra desfilou na avenida.
		As festas juninas estão chegando.
Tanto na frase quanto na oração, as palavras obedecem a uma ordem, a uma disposição, para que haja uma transmissão da mensagem. Observe: clara
Quadrinhos aluno em o sala na lê revista uma.
O entendimento da mensagem fica impossível, porque as palavras estão dispostas numa ordem anormal. Se colocadas numa ordem lingüística compatível com a nossa língua, entende-se facilmente a mensagem:
O aluno lê uma revista em quadrinhos na sala.
Existe, portanto, uma ordem lingüística que devemos seguir na elaboração de uma frase ou oração. A essa ordem dá-se o nome de sintaxe.
Quanto à ordem, as orações podem ser diretas ou indiretas.
Orações diretas – são as que apresentam os termos em sua ordem natural (sujeito, verbo, complementos).
Exemplo:
A comitiva chegou a Curitiba às duas horas
Orações indiretas – são as que apresentam os termos em ordem inversa, não-natural.
Exemplo:
Às duas horas, chegou a Curitiba a comitiva presidencial.
⇒	Período é a frase estruturada em oração ou orações. 
Termina sempre por um ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, reticências e, às vezes, dois pontos.
O período classifica-se em:
–	simples – constituído por uma só oração, chamada absoluta.
Fui à livraria ontem
–	composto – constituído por mais de uma oração.
Fui à livraria ontem e comprei vários livros
A maneira prática de saber quantas orações existem num período é contar os verbos ou expressões verbais.
 
TERMOS DA ORAÇÃO
	I. Essenciais
	Sujeito
	
	
	Predicado
	
	
	
	 Objeto direto
 Objeto indireto
	
II. Integrantes
	Complemento verbal
	
	
	Complemento nominal
	
	
	Agente da passiva
	
	
	
	
	III. Acessórios
	Adjunto adnominal
	
	
	Adjunto adverbial
	
	
	Aposto
Vocativo
	
	
	
	
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
	I. Sujeito
	simples
	
	composto
	
	indeterminado
	
	inexistente ou oração sem sujeito
	
	
	II. Predicado
	nominal
	
	verbal
	
	verbo-nominal
	
	– Predicativo do sujeito – PS 
	
	– Predicativo do objeto – PO 
 As orações são constituídas, quase sempre, de dois termos que expressam, respectivamente:
–	o ser (de quem se diz algo) – sujeito;
–	aquilo que se diz (do ser) – predicado.
	Veja:
	Sujeito
	Predicado
	
	O aluno
	estudou a matéria.
	
	(Nós)
	Sabemos toda a matéria.
	
	
	Faz muito tempo.
SUJEITO
É o ser de quem se diz alguma coisa. Como termo da maior hierarquia dentro da oração, jamais vem regido por preposição.
MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas:
	O que é que
	
	+ verbo?
	Quem é que
	
	
Exemplo:	O aluno saiu. (Quem é que saiu?)
			Resposta : O aluno. (sujeito)
Núcleo do sujeito
O núcleo de um termo é a palavra mais importante que dele participa.
Em geral, o núcleo do sujeito pode ser:
–	um substantivo:
	O lápis é novo.
–	um pronome substantivo (pessoal, indefinido etc.):
	Ele está aqui.
–	uma palavra ou expressão substantivada:
	Viver é lutar.
–	uma oração substantiva:
	Convém que você venha à reunião.
A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) considera somente estes tipos de sujeito:
Simples 
Possui um só núcleo (no singular ou no plural / claro ou subentendido).
Os sinos silenciaram.
Ninguém ousou levantar a voz.
Os nossos guarda-chuvas foram roubados.
Esse quê está bem empregado.
 Observação: Em frases como:
Somos os melhores (núcleo: nós, implícito na desinência verbal), dizia-se antigamente que era um caso de sujeito oculto. Esse termo foi abolido pala NGB, apesar de ser ainda encontrado, inclusive em questões vestibulares. Seria mais próprio chamá-lo de sujeito desinencial ou implícito.
Composto 
Possui dois ou mais núcleos (no singular ou no plural).
Eu e ela somos adversários.
Redação e provas coexistem nas preocupações dos que se preparam bem.
Indeterminado 
Aquele que, embora existindo, não se pode determinar.
Ocorre em dois casos:
1.º)	Quando um verbo está na 3.ª pessoa do plural, sem que o contexto permita identificar o sujeito. Exemplo:
	Roubaram-me a carteira. (Quem roubou?!) A resposta pode ser eles e/ou elas,ou os ladrões. Há um agente da ação, mas subentendido, não escrito e não dedutível no contexto.
2.º)	Quando um verbo (VI, VTI ou VL) está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do pronome SE (partícula ou índice de indeterminação do sujeito). Exemplo:
	Hoje, lê-se (VI) mais nos tecidos do que nos livros.
	(Quem lê?!) A resposta é alguém ,ou a gente, ou as pessoas... Da mesma forma que o caso anterior, há um agente da ação, mas subentendido, não escrito, não dedutível.
	Falava-se (VTI) de cobras e índios.
	Era-se (VL) feliz naqueles tempos.
Observação:
A indeterminação do sujeito também pode ocorrer com VTD + SE, desde que o OD esteja preposicionado.
Exemplo: Admira-se a Machado de Assis.
			 TD OD prep.
Atenção:
Não se confunda o SE (índice de indeterminação do sujeito / IIS), com o pronome SE (pronome apassivador) → PA (com verbos TD).
	Ouviram-se tiros espaçados.
	Sujeito: tiros espaçados (Tiros espaçados foram ouvidos.) O se é pronome apassivador.(PA)
Inexistente ou oração sem sujeito 
Ocorre quando o fato enunciado não se refere a elemento algum. Essas orações se constroem com os verbos impessoais, isto é, usados apenas na 3.ª pessoa do singular.
Há programas para todas as idades nas estações de férias.
	Alguns casos de verbos impessoais:
	· os que exprimem fenômenos da natureza.
	· haver ( = existir) ou indicando tempo decorrido.
	· ser, fazer, estar: indicando tempo passado, clima, horas...
Faz um calor insuportável.
Hoje são 15 de setembro.
Trovejou muito ontem.
Deve haver boas notícias no jornal de amanhã.
Observações:
1.	Além dos casos anteriores, há outras construções que ocorrem sem sujeito:
	Onde lhe dói?
2.	Com sentido figurado, os verbos impessoais tornam-se pessoais, portanto, com sujeito:
	Choveram piadas sobre a atuação do presidente. (suj.: piadas)
	Amanheci mal-humorado. (suj.: eu – implícito)
PREDICADO
Predicado é o que se declara do sujeito. Portanto, retirado o sujeito, o que restar será o predicado. Pode ser: nominal, verbal e verbo-nominal.
Nominal
Apresenta as seguintes características:
–	é formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito → VL + PS;
–	tem um nome (subst. ou adj.) como núcleo;
–	indica estado ou qualidade.
Exemplo: 		 
		O aluno está confiante.
		 SUJ VL PS( núcleo)
Verbal
É aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo.
Apresenta as características:
–	o núcleo do PV é um verbo (VI ou VT);
–	indica ação.
Exemplo:	
			O aluno fez as provas calmamente.
			 Suj. VTD (núcleo=fez) 
Verbo-nominal
	O turista voltou para casa maravilhado.
Apresenta as seguintes características:
–	tem dois núcleos: um verbo e um nome;
–	tem predicativo do sujeito ou do objeto – PS ou PO;
–	indica ação e qualidade/estado.
É constituído de:
	VI + PS (verbo intransitivo mais predicativo do sujeito)
	
	Exemplo: Os atletas chegaram cansados.Suj. VI + PS
	 PVN
	VT + PO (verbo transitivo mais predicativo do objeto)
	
	Exemplo: O chefe julgou o funcionário culpado.
	 Suj. TD + OD + PO
	 PVN
	VT + PS (verbo transitivo mais predicativo do sujeito)
	
	Exemplo: Eu assisti ao jogo confiante.
	 Suj. TI + OI + PS
	 PVN
Observação: O predicado da voz passiva é analisado como o da ativa.
Exercícios
1.	Classifique e sublinhe o sujeito dos verbos destacados nas orações abaixo: 
a)	“Terei a mulher que eu quero...” (M. Bandeira)
	_____________________________________________________________________
b)	“Não há mais poesia.” (M. Bandeira)
	_____________________________________________________________________
c)	Ficavam correndo o dia todo.
	_____________________________________________________________________
d)	“Cai balão!” (M. Bandeira)
	_____________________________________________________________________
e)	“Homens e mulheres mantêm-se quietos ante o enorme chicote de Abelardo II.” (O. de Andrade)
	_____________________________________________________________________
f)	Necessita-se de outras explicações.
	_____________________________________________________________________
g)	Ninguém saiu de casa.
	_____________________________________________________________________
h)	No Rio, faz dias muito quentes.
	_____________________________________________________________________
i)	Faltam alguns minutos para o término da aula.
	_____________________________________________________________________
j)	Trabalha-se muito nesta cidade.
	_____________________________________________________________________
k)	Admiram-se os alunos.
	_____________________________________________________________________
l)	Admira-se aos alunos.
	_____________________________________________________________________
2.	Identifique e classifique o predicado, utilizando as siglas PN, PV, PVN.
a)	(	)	“O homem parecia assustado.” (J. L. do Rego)
b)	(	)	O freguês saiu da loja.
c)	(	)	“Nossos guerreiros voltaram vitoriosos.” (É. Veríssimo)
d)	(	)	O mágico parece ágil.
e)	(	)	Nossos guerreiros voltaram.
f)	(	)	Os rapazes receberam alegres as medalhas.
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
Completam o sentido de verbos e nomes e, por isso, são indispensáveis à compreensão do enunciado.
	Complementos verbais
	Objeto direto
	
	Objeto indireto
	Complemento nominal
	
	Agente da passiva
	
Objeto direto
É o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto (VTD).
MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se perguntas, após o verbo:
	Verbo
	o quê?
	
	quem?
Exemplo:
O aluno fez excelente redação. (O aluno fez o quê?)
Resposta – Excelente redação. (OD)
Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo.
Quanto à forma: liga-se ao verbo sem preposição.
Quanto ao valor: indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.
	
	
	
	Os políticos
	pressionaram
	o governo.
	Sujeito
	verbo
	obj. direto
	
	transitivo (VTD)
	(alvo)
Objeto direto preposicionado
Excepcionalmente, o objeto direto vem precedido de preposição (a, de, com...). Tal proposição, porém, ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.
Exemplo:
	Os revoltosos
	tomaram
	das armas.
	Sujeito
	VTD
	OD prepos.
· Nesse exemplo, a preposição de não é exigida pelo verbo – até poderia ser excluída.
· Outros exemplos de objeto direto preposicionado:
Amemos a Deus.
Castigaram a José.
Beberam do vinho.
Puxaram da arma.
Estimamos a V. Exª.
Objeto indireto
É o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto (VTI), e que vem precedido de uma preposição exigida pelo verbo.
	O Brasil dá crédito ao pequeno produtor rural.
MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas, após o verbo:
	Verbo
	a quê (m)?
	
	de quê(m)?
	
	em quê(m)?
	
	para quê(m)? 
	
	Outras
Exemplo:
Obedecemos aos nossos pais. (Obedecemos a quem?)
Resposta – Aos nossos pais. (OI)
Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo.
Quanto à forma: liga-se ao verbo através de preposição obrigatória exigida por ele.
	
	
	
	
	
	“Teresa
	encontrou 
	a rapariga
	transtornada.”
	(J. Amado)
	Sujeito
	verbo transitivo direto
	Objeto direto
	Predicativo do objeto
	
	
	
	
	
	
	
	
	Observe que “a rapariga” é que está “transtornada”.
 Quanto ao valor: indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.
⇒	As preposições
Como o objeto indireto costuma vir regido de preposição, convém não esquecê-las.
	 As proposições simples são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por (pelo), sem, sob, sobre, trás.
Objeto direto ou indireto pleonástico
Costuma-se repetir o objeto, quando se quer chamar a atenção para ele; são os objetos pleonásticos, que aparecem sob a forma de pronome átono.
Exemplos:
	A vida,
	o vento a levou.
	Objeto direto
	obj. direto pleonástico
	Funções 
	Objeto direto
Objeto indireto
Adjunto adnominal
	Objeto direto
	Objeto indireto
Adjunto adnominal
	Sg
 Pl
	3.ª
	se
	o, a (lo, la, no, na)
	lhe
	= a ele(a) – OI 
	
	
	
	
	
	= seu, sua(s) – A. adn.
	
	3.ª
	se
	os, as (los, las, nos, nas)
	lhes = a eles(as) – OI
Função sintática dos pronomes oblíquos
Como você já estudou tal função, eis apenas uma síntese:
Predicativo do objeto : VTD + OD + PO
Vimos que o predicativo do sujeito ocorre no predicado nominal ou no predicado verbo-nominal. O predicativo do objeto só ocorre no predicado verbo-nominal.
Exemplos:
	“Julgo ilusória esta interpretação.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Observe que podemos desdobrar a oração em duas:
“(Eu) julgo esta interpretação” + “esta interpretação é ilusória”. O predicativo “ilusória” refere-se ao objeto “interpretação”.
Observações:
1.	Apenas o verbo chamar pode ter predicativo do objeto indireto.
	Exemplo:
	Ao indiscreto,
	não lhe confio nada.
	Objeto indireto
	obj. indireto pleonástico
	“Eu lhe chamo estado de espírito.” (C. D. A.)
2.	Na passagem para a voz passiva, o predicativo do objeto (PO) se transforma em predicativo do sujeito (PS). Este é um bom artifício para reconhecer o predicativo do objeto.
	Exemplos:
	O júri
	Considerou
	péssimo
	o candidato.
	Sujeito
	VTD
	pred. do objeto
	obj. direto
	O candidato
	foi considerado
	Péssimo
	pelo júri
	Sujeito 
	loc. verbal de voz passiva
	pred. suj.
	ag. pass.
	
· PO (voz ativa) = PS (voz passiva)
· Verbos que costumam exigir Predicativo do Objeto:
Chamar, julgar, considerar, eleger, encontrar, ver, nomear...
Exercícios:
1.	Faça a correlação, tendo em vista o tipo de complemento verbal.
( 1 )	Objeto direto
( 2 )	Objeto indireto
( 3 )	Objeto direto e objeto indireto
( 4 )	Objeto direto preposicionado
( 5 )	Objeto direto pleonástico
( 6 )	Objeto indireto pleonástico
a)	(	)	O professor passou as respostas ao aluno.
b)	(	)	O aluno queixa-se do excesso de matéria.
c)	(	)	O dom, tenho-o como um bem precioso.
d)	(	)	Um burro coça ao outro.
e)	(	)	A mim, ninguém me cumprimentou.
f)	(	)	A ele, ninguém lhe sorriu.
g)	(	)	Caí uma queda violenta.
h)	(	)	Gosto muito de música.
i)	(	)	Drummond, a quem admiro, escreveu lindos poemas.
j)	(	)	Não beberei desta água.
k)	(	)	Os velhos usam bengala.
l)	(	)	Ninguém me viu.
m)	(	)	Ninguém me respondeu.
n)	(	)	Não lhe peçam explicações.
o)	(	)	Usamos a palavra com ênfase.
p)	(	)	Ao pobre, nada lhe devo.
q)	(	)	Convocaram-nos para a reunião.
r)	(	)	Este livro nos pertence.
s)	(	)	O menino feriu-se.
t)	(	)	Já o adverti do perigo.
u)	(	)	Neguei-lhe o pedido.
2.	Preencha as lacunas com os pronomes o(s), a(s) ou lhe(s).
a)	– O professor repreendeu o aluno?
	– Sim, ele __________ repreendeu.
b)	– Eles fizeram alguma recomendação aos atletas?
	– Sim, eles __________ recomendaram calma.
c)	– Você já conhecia a moça? 
	– Sim, eu já __________ conhecia.
d)	– Você entregará os livros a eles?
	– Sim,eu __________ entregarei a eles. 
e)	– Você já forneceu o material aos empregados?
	– Sim, eu já __________ fornece o material. 
f)	– Você já pagou ao secretário?
	– Sim, eu já __________ paguei. 
g)	– Você já perdoou as ofensas?
	– Sim, eu já __________ perdoei. 
COMPLEMENTO NOMINAL
Assim como os verbos transitivos precisam de um termo que lhes complete o sentido, existem alguns nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) que também necessitam de um complemento.
Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com o auxílio de uma preposição.
	“O ódio ao mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”
(Rui Barbosa)
MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas, após o nome:
	Nome
	a quê(m)?
	
	de quê(m)?
	
	por quê(m)?
	
	outras
	quem?
	
	 o quê?
	 de quê?
	
	
	
	
	A prova
	tem
	necessidade
	de ajuda.
	
	
	
	
	Suj.
	VTD
	OD
	compl. nom. (CN)
Quanto à relação: vem sempre associado a um nome de significação transitiva.
Quanto à forma: liga-se ao nome sempre através de preposição.
Quanto ao valor: indica o alvo ou o ponto sobre o qual recai a ação do nome.
Exemplos:
	Protestaram contra a
	queima
	da floresta.
	
	nome de significação transitiva 
(subst.)
	compl. nom. (indica sobre quem recaiu a queima)
	Jamais seria
	capaz
	de uma atitude assim.
	
	nome
(adj.)
	CN
	O júri agiu
	favoravelmente
	ao réu.
	
	nome 
(adv.)
	CN
Observação: Não se deve confundir o CN com o OI.
A ovelha resiste ao frio.		A ovelha é resistente ao frio.
 Suj. VTI OI	 
AGENTE DA PASSIVA
É o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva, auxiliado de preposição por ou de.
	A mãe
	é amada
	pelo filho
	Suj.
	loc. verbal passiva
	ag. passiva (AP)
	
	
	
	O meu colega de turma
	descobriu
	um livro raro.
	AA AA núcleo AA
	
	 AA núcleo AA
	Suj.
	VTD
	OD
A forma verbal está na voz passiva, pois o sujeito (A mãe) é paciente (sofre a ação verbal). O termo pelo filho pratica a ação verbal (ama a mãe). Na voz passiva, o termo que pratica a ação verbal é o agente da passiva – AP ( = pelo filho).
Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo na voz passiva.
Quanto à forma: liga-se ao verbo sempre através de preposição (por, per, de)
Quanto ao valor: indica o elemento que executa a ação verbal.
Outros exemplos:
As matas são destruídas pelo homem.
A palestra foi dada por especialista.
A atriz foi cercada de fãs fanáticos. (por...)
A usina é movida a vapor. (por...)
3.	Escreva nos parênteses: 
( 1 )	para complemento nominal;
( 2 )	para agente da passiva;
( 3 )	para objeto indireto.
a)	( )	Ele logo chegou com a cabeça cheia de idéias.
b)	( )	Obedecemos aos regulamentos.
c)	( )	Somos obedientes aos regulamentos.
d)	( )	Temos necessidade de diálogo.
e)	( )	Necessitamos de diálogo. 
f)	( )	Essa terra é habitada de selvagens.
g)	( )	A assistência às aulas é indispensável.
h)	( )	Gostaria de não ser ouvido pela vizinhança.
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
São os termos que desempenham uma função secundária na oração. Acrescentam informações secundárias aos nomes e aos verbos.
	Adjunto adnominal
	Adjunto adverbial
	Aposto
Adjunto adnominal
É o termo da oração que qualifica ou determina o núcleo substantivo de uma função sintática.
Quanto à relação: vem sempre associado a um nome.
Quanto à forma: liga-se ao nome com ou sem preposição – sem a mediação de um verbo.
Quanto ao valor: é um atributo (qualificador – caracterizador) do nome a que se refere.
O adjunto adnominal pode ser representado por:
–	adjetivo 			Pessoa bondosa.
–	locução adjetiva		Relógio de ouro.
–	pronome possessivo		Teus pais.
–	pronome indefinido		Alguns amigos.
–	pronome demonstrativo	Aquela fazenda.
–	artigo				O automóvel.
–	numeral 			Três orquestras.
–	pron. oblíquo com		Quebro-te a cara. = 
	valor de possessivo		Quebro a tua cara.
Adjunto adverbial
É o termo, representado por advérbio ou equivalente, que acrescenta uma circunstância ao verbo, ou intensifica ou gradua a idéia expressa por adjetivo, verbo ou advérbio.
Quanto à relação:	vem associado a verbo, adjetivo ou advérbio e pode também se referir a todo o conjunto da oração.
Quanto à forma:	liga-se a esses elementos com ou sem preposição.
Quanto ao valor:	indica circunstâncias (de tempo, de lugar, de modo, de intensidade etc.) aos elementos a que se refere. 
Não é o agente nem o alvo do processo verbal.
Exemplos:
	
	
	
	
	A empreiteira
	entregou
	a obra
	na semana passada.
	Sujeito
	VTD
	OD
	adj. adv. TEMPO
Os adjuntos adverbiais podem expressar várias circunstâncias:
de tempo: “Agora desligue isso e vá dormir.” (F. S.)
de lugar: “Passou na rua lateral uma carroça.” (A. Meyer)
de causa: “Emília empalideceu de susto.” (M. Lobato)
de modo: “O pobre estudante ergueu-se com ligeireza.” (J. M. M.)
de fim: “Pedrinho dispôs tudo para o ataque.” (M. Lobato)
de dúvida: “Talvez pedisse água.” (C. D. A.)
de negação: “Não te entregues à mágoa vã.” (M.B.)
de intensidade: “Macunaíma estava muito contrariado.” (M. de Andrade)
de meio: “Deixe; amanhã hei de acordá-lo a pau de vassoura.” (M. de Andrade)
de afirmação: Conheço, de fato, seus motivos.
Aposto
É a palavra ou expressão que serve para explicar (desenvolver ou resumir) um substantivo ou equivalente por meio de palavras que, geralmente, vêm entre vírgulas, depois de uma vírgula, dois pontos ou travessão:
Exemplo:	”Não sabia ela, Ernestina, que o pai dessa lastimável rapariga, Pedro Torresmo, jurara invadir a casa.” (J. Amado)
Quanto à relação:	vem sempre associado a um nome.
Quanto à forma:	liga-se ao nome sem preposição, exceto em casos raros. Identifica-se, normalmente, pela pontuação.
Quanto ao valor:	identifica ou esclarece o nome a que se associa, estabelecendo uma relação de equivalência.
Costuma-se classificar o aposto como: 
enumerativo:	“É assim Lenine: esquivo, irascível, exigente.” (M. Bandeira)
recapitulativo:	(representado por tudo, nada, ninguém, qualquer etc.) “... seringa, termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo, boneca, tudo se derrama pelo chão.” (P. M. C)
distributivo:	“Não se confunda economia com avareza: a primeira é virtude sábia, a segunda, miséria sórdida.” (C. Neto)
especificativo:	Cidade do Rio de Janeiro; Rua do Ouvidor; Marechal Deodoro; Mês de setembro.
Vocativo
É o termo que serve apenas para chamar, invocar ou nomear um ser, podendo vir precedido de interjeição e caracterizando-se pela entoação exclamativa. (= ó...) CHAMAMENTO!
É um termo à parte, não mantendo qualquer relação sintática com outro termo da oração.
Exemplo: “Não quero ser preso, Jesus, ó meu santo.” (C. D. A.)
Quanto à relação:	vem sempre isolado, isto é, não se liga sintaticamente a outro elemento da frase.
	Repreendeu os amigos.
	Os amigos
	falharam.
	Repreendeu os amigos
	que
	falharam.
	
	 ↓
	
	antecede
	pronome relativo
	
 Quanto à forma:	vem sempre marcado por pausa (na escrita, vírgula).
Quanto ao valor:	indica, na frase, a pessoa ou a coisa com que(m) falamos, ou a que(m) nos referimos, fazendo um chamado.
Exercícios
4.	Faça a correlação, de acordo com as seguintes opções:
 ( 1 )	Complemento nominal
( 2 )	Adjunto adnominal
( 3 )	Adjunto adverbial
( 4 )	Aposto
( 5 )	Vocativo
a)	( )“O estômago acompanhava a dor do coração.” (M. A.)
b)	( )“Segure o garfo direito.” (F. Sabino)
c)	( )“Sua leitura é rigorosamente especializada:
 livros coloridos sobre bichos.” (P. M. Campos)
d)	( )“Pescadores, onde está Ariana?” (V. de Moraes)
e)	( )“Sentiu um grande desgosto de si mesmo.” (I. de Souza)
f)( )“Passava-se isto na Rua da Lapa, em 1870.” (M. A.)
g)( )“O inquiridor despediu-se com um muxoxo.” (C. D. A.)
h)( )“Com repugnância pela obra de misericórdia que ia
 praticar, ele aproximou-se da gaiola.” (C.D.A.)
i)	( )“O povo, Doroteu, é como as moscas.” (T. A. Gonzaga)
j) ( )“Você teve saudade de mim?” (F. Sabino)
3. Observe as frases abaixo. Entre elas há diferençana função sintática das palavras Fabrício e pedreiro.
Explique essa diferença.
• Quando Fabrício, o pedreiro, voltou de um serviço...
• Quando o pedreiro Fabrício voltou de um serviço...
ANÁLISE DO PRONOME RELATIVO
Pronome relativo é a palavra que substitui o termo de uma oração anterior e estabelece relação entre duas orações.
Exemplo:
Chama-se de antecedente o termo a que o pronome relativo substitui.
Artifício para analisar o pronome relativo
–	substitui-se o pronome por seu antecedente;
–	a análise que couber ao termo substituto caberá ao pronome relativo.
Assim:
Repreendeu os amigos que falharam
Substituindo o que por seu antecedente, ficará:
Os amigos falharam.
 Sujeito predicado
Daí se conclui que, na frase em questão, o pronome relativo que:
–	está substituindo o termo amigos;
–	funciona como sujeito de falharam.
Funções sintáticas do pronome relativo
	
Funções sintáticas
	
Exemplo
	Sujeito
	As mulheres são carinhosas com os homens que as amam. ( = os homens as amam ) 
	Objeto direto
	As cartas que escrevi foram devolvidas. ( = escrevi as cartas)
	Objeto indireto
	O jogo a que assisti foi excelente. ( = assisti ao jogo)
	Predicativo
	Eu sou o que sou. ( = sou aquilo)
	Complemento nominal
	Este é o fóssil mais antigo de que se tem notícia. ( = tem-se notícia do fóssil)
	Agente da passiva
	O cachorro por que fui mordido sempre foi manso. ( = fui mordido pelo cachorro)
	Adjunto adverbial
	A cidade onde (em que) moro possui fama de Primeiro Mundo. ( = moro na cidade)
	Adjunto adnominal
	O rio, cujas águas são límpidas, vem de região serrana. ( = as águas do rio)
Exercícios
5.	 Dê a função sintática do pronome relativo.
a)	A prova de que mais tenho medo é a redação.
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b)	É teu amigo aquele que na ocasião do perigo te ajuda.
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c) 	O que me disseste é falso.
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d)	A notícia de que mais gostei foi sobre o novo estilo de redação no vestibular.
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e)	Aquela foi a cidade em que nasci.
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f)	 Os pais são as pessoas a quem devemos nossa educação.
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g)	A cobra por que fui picado não era venenosa.
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