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Enfermidades dos Cavalos - Armen Thomassian-ilovepdf-compressed.pdf

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temos 0 animal fechado de
frente, que pode pisar 0 solo
com os cascos voltados para
dentro ou para fora.
Se tivermos desvios da arti-
cula<;ao carpica para dentro
ou medial, em rela<;ao a li-
nha escapuloumeral, tere-
mos um animal valgus car-
pico - Qoelhos cambaios).
Nesta situa<;ao tambem os
cascos podem estar voltados
com as pin<;as para fora.
Ouando tivermos desvio
da articula<;ao carpica para
fora ou lateral, em rela<;ao
a linha de aprumo, teremos
um cavalo varus carpico
(joelhos esquerdos), que
podem ser acompanhados
por frente fechada com as
pin<;as dos cascos voltadas
para dentro.
Figura 4.10
Aberto de frente.
Figura 4.12.
Joelhos cambaios - valgus.
Figura 4.11
Fechado de frente
Figura 4.13.
Joelhos esquerdos - varus.
Visto de lado
Ouando 0 trac;:ado da linha
que parte do olecrano descer
em direc;:aoao solo tangen-
ciando 0 boleto, e a linha que
parte do ten;;o medio da es-
capula tangenciar a articula-
c;:aocarpica, devido ao seu
desvio cranial, temos 0 cava-
10 conhecido como curvo ou
ajoelhado;
Se 0 eixo de aprumo escapu-
lar atingir 0 solo na regiao da
pinc;:ado casco, e a linha ima-
ginaria que parte do olecrano
tangenciar a face posterior
da articulac;:ao carpica, to-
cando 0 solo partindo do bo-
leto, teremos um desvio pos-
terior da articulac;:aocarpica,
sendo 0 cavalo conhecido co-
mo transcurvo;
Ouando a linha que parte da
escapula atingir 0 solo adian-
te da pinc;:ado casco, e a linha
que parte do olecrano a ra-
vessar obliquamen eo mem-
bro, tocando 0 solo na face
lateral do talao, devido ao
membro se posicionar como
um todo paratras e 0 corpo se
prajetar para frente, temos 0
cavalo debruc;:ado;
Se 0 eixo que parte da articu-
lac;:aoescapuloumeral atingir
o solo, dividindo 0 casco em
duas partes, e a linha que par-
te da escapula atravessar obli-
quamente 0 membra, tocando
o solo atras do casco devido
ao membro se posicionar co-
mo um todo para frente, e 0
corpo se prajetar para tras, te-
mos 0 cavalo estacado ou
acampado de frente.
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Figura 4.14
Curvo.
Figura 4.15
Transcurvo.
Figura 4.17
Estacado.
Figura 4.16
Debruyado.
Figura 4.18
Aberto de tras.
Figura 4.19
Fechado de tras.
Figura 4.21
Jarretes abertos -varus.
Figura 4.20
Jarretesfechados- valgus.
Vista par tras
Se 0 eixo que parte da tubero-
sidade isquiatica tangenciar a
face medial do calcaneo, tere-
mos 0 animal aberto de tras.
Quando 0 eixo de aprumo tan-
genciar 0 calcaneo junto a fa-
ce lateral, teremos 0 animal
fechado de tras.
Quando os calcaneos situa-
rem-se para dentro do eixo,
teremos 0 valgus tarsico ~ar-
retes fechados). Esta altera-
c;:ao propicia ao animal ter
um apoio de cascos com as
pinc;:asvoltadas para fora.
Se os calcaneos situarem-se
para fora do eixo isquiatico,
Figura 4.22
Avanc;ado de tras.
teremos 0 varus tarsico ~ar-
retes abertos), 0 que obriga
o animal a ter um apoio de
cascos com as pinc;:asvolta-
das para dentro.
Vista de /ada
Quando 0 eixo trac;:adoda ar-
ticulac;:aocoxofemoral tocar 0
solo atras do casco, tangen-
ciando 0 calcaneo, e a linha
que parte da tuberosidade da
tibia repousar no solo, dividin-
do 0 casco em dois, temos 0
animal avanc;:adode tras.
Se 0 eixo femoral tocar 0 solo
a frente do casco, e a linha is-
quiatica atingir 0 solo, dividin-
do 0 casco em dois, teremos
o cavalo plantado de tras.
Figura 4.23
Plantado de tras.
4.4. Exame c1inico
das c1audica~oes
em geral.
A definic;:aoc1assicadas c1au-
dicac;:6es e a de que estas se
constituem em transtorno estru-
tural ou funcional, caraderizado
pela desarmonia em um ou mais
membros, e manifestando-se,
particularmente, em movimento,
como consequencia de altera-
c;:6esdiversas, gerando no ani-
mal perturbac;:ao nas estruturas
envolvidas na locomoc;:ao.
o palavra c1audicac;:ao nao
significa propriamente uma a-
fecc;:ao,mas sim um conjunto de
sinais que podem caraderizar
uma entidade nosol6gica espe-
dfica ou de alterac;:6es que po-
dem acometer em conjunto, di-
versas estruturas e sistemas re-
lacionados com a locomoc;:aodo
cavalo.
Dentre as afecc;:6es exter-
nas dos equinos, as c1audica-
c;:6esrepresentam aproximada-
mente 75%; sendo que, destas,
aproximadamente 33% saD
dos tend6es e bainhas, 30%
das articulac;:6es, 20% dos pes,
12% dos ossos e 4% de vasos
e nervos. Estes percentuais po-
dem se modificar na dependen-
cia da faixa etaria do animal e
da modalidade de trabalho que
executa.
Assim como outra afecc;:6es
que acometem os caval os, as
c1audicac;:6es podem ser de-
sencadeadas por ac;:aomultifa-
torial, que, ao interagirem, de-
sencadeariam 0 quadro clau-
dic6geno.
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HEREDITARIOS INFECCIOSOS
CLAUDICAC::OES// ,
AMBIENTAIS NUTRICIONAIS
A. Classifica~oes das
Claudica~oes
Para melhorentendimento
etiopatogenico e das caracterfs-
ticas c1fnicas das c1audicac;:6es,
podemos c1assifica-las confor-
me abaixo:
1. Quanto a etiologia: inflama-
t6rias; mecanicas e devido a
paralisias motoras.
2. Quanto ao grau
• Grau I. Transtorno motor
discreto, exige muita aten-
c;:aopara ser observado.
• Grau II. Animal c1audica,
porem apoia 0 membro afe-
tado ao solo
• Grau III. Animal c1audica
apoiando 0 membro afe-
tado ao solo com muita di-
ficuldade.
• Grau IV.Animal nao apoia 0
membra ao solo e pode ter
muita dificuldade para iniciar
a locomoc;:ao(relutancia).
• Grau V. Decubito devido a
impossibilidade de se sus-
tentar sobre os membros.
3. Quanto a apresenta<;:8.o
• Subitas: Evoluc;:ao aguda,
sac intensas desde 0 infcio
dos sinais.
• Lentas: Evoluem vagorosa-
mente apresentando ten-
den cia a cr6nificac;:ao
• Recidivantes: Depois de
cura temporaria ou aparen-
te, voltam a se manifestar em
geral com caracterfsticas
diferentes.
4. Quanto a regi8.o afetada
Zootecnicamente podemos
considerar que 0 animal apre-
senta c1audicac;:aodo pe; do jar-
rete; da canela; da escapula; do
boleto; da coluna vertebral; da
bacia etc., conforme a regiao
acometida.
5. Quanto a evolu<;:8.O:podem
ser agudas ou cr6nicas.
6. Quanto a manifestaQ8.a:
• Contfnuas: quando a inten-
sidade da c1audicac;:aonao
sofre variac;:aocom 0 exer-
cicio ou repouso do animal.
• Remitente: quando a claud i-
cac;:aomelhora com 0 exer-
cicio ou com 0 repouso.
• Intermitente: quando a c1au-
dicac;:aodesaparece ou retor-
na com 0 exercfcio ou com 0
repouso:
Ainda quanta a manifestac;:ao,
as c1audicac;:6espodem ser:
• A frio: manifesta-se com 0
repouso e desaparece com
o exerclcio.
• A quente: ficam mais inten-
sas com 0 exercfcio e s6 de-
saparecem com 0 repouso
prolongado do animal.
7. Quanto a

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