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FARMACOLOGIA – AULA 01 – FARMACOLOGIA DA ASMA 
 A asma é uma doença multifatorial, e pode ser classificada de várias formas. 
 Pode ser classificada de acordo com a gravidade: 
 INTERMITENTE: É uma asma leve, onde há falta de ar e se usa broncodilatador de ação curta, e não precisa manter o 
paciente sob nenhum medicamento caso ele não esteja em crise. 
 PERSISTENTE: Precisa estar sob medicação para manter a asma controlada. Pode ser persistente leve, persistente 
moderada e persistente grave. 
 Para tratamento, não importa tanto a classificação quanto a gravidade, importa mais o controle clinico atual, sendo 
asma controlada, asma parcialmente controlada ou asmático não controlado. 
 
 Normalmente o que causa essa classificação é a adesão do paciente ao tratamento. 
 Para manter o controle do paciente o importante seria o uso regular continuo de dose baixa de corticoide inalatório. 
 Se o paciente continua tendo crise, passa de dose baixa para média. 
 As etapas vão aumentando conforme a necessidade de manter o paciente fora da crise. Conforme vai controlando as 
crises, tenta voltar as etapas. Normalmente a cada quatro semanas o médico deve reavaliar o paciente com asma. 
 O principal medicamento é corticoide inalatorio, e logo depois vem os agonistas beta-2. 
 A última escolha é a teofilina de liberação lenta (terceira opção). É muito mais usada nas etapas finais. 
PARA SINTOMAS AGUDOS (NA CRISE, NA EXACERBAÇÃO) 
 Agonistas BETA-2 de ação rápida ou ação curta (droga de alívio/resgate). 
 Brometo de ipratrópio: Na crise, quando há muita broncodilatação, a acetilcolina presente nesse medicamento ajuda 
a causar broncoconstricção, e retirar o paciente da crise. 
 Corticosteróides: Tanto inalatório, quanto oral ou sistêmico. 
 Aminofilina: É uma xantina, sendo considerada uma droga de terceira linha. Causa efeitos colaterais no sistema 
nervoso central (cefaleia, insônia até quadros convulsivos), e no sistema cardíaco (taquicardia até arritmia). 
MANUTENÇÃO (CONTROLE) 
 Corticosteróides 
 Agonistas beta-2 de longa duração (droga de controle) 
 Antagonistas de leucotrienos: Bloqueia receptor de leucotrienos. Os leucotrienos causam broncoconstricção, e 
quando seu receptor é bloqueado, causa broncodilatação. É medicação anti-inflamatória. 
 Cromonas / Cetotifeno: São usados como drogas profiláticas, preventivas. Levam quase um mês para começar a ter 
efeito. Cetotifeno é anti-histamínico. Aumenta o espaçamento entre as crises, ele não bloqueia crise. 
 Teofilina de liberação lenta: É uma xantina também. Por ter liberação lenta, causa menos efeitos colaterais. 
 Anti-IgE: Anticorpo monoclonal, ele ajuda a diminuir a dose de broncodilatador nos pacientes que tem difícil controle. 
Quando bloqueia a IgE, a crise não dispara. 
 Imunoterapia: Faz o teste cutâneo de alergia, e o que der positivo, faz uma solução e a cada 7, 10, 14 ou 21 dias, da 
0,1ml para a pessoa, para estimular o sistema imune a produzir anticorpos contra aquele alérgeno. Faz esse 
tratamento 2 ou 3 anos, e fortalece o sistema imune. Para a asma nem sempre funciona, pois é difícil caracterizar o 
agente que dispara uma crise. 
1. CORTICOESTERÓIDES 
 
 Principal grupo de medicamentos utilizados para manutenção da asma 
 Possuem papel: ANTI-INFLAMATÓRIO e ANTI-ALÉRGICO 
 Redução da inflamação: Os corticoesteróides atuam na fosfolipase A2, bloquenado-a, inibindo assim a cascata do 
ácido araquidônico, e não forma os eicosanoides, ou seja, impede as duas vias, e assim não ocorre inflamação. 
 Redução da hiperresponsividade brônquica 
 Inibição da remodelação brônquica 
 OBS: Como os AINES atuam somente na vida da cox, eles causam um desvio metabólico para a via da lox. Quando um 
paciente asmático toma aspirina por exemplo, ocorre esse desvio, e começa a ter mais leucotrieno, podendo causar 
uma crise asmática. 
1.1. SEGURANÇA E VIA DE ADMINISTRAÇÃO DOS CORTICÓIDES 
 Existe uma proporção direta entre segurança e via de administração. Corticóides de via sistêmica causam mais 
reações adversas do que corticoides de via inalatória. 
 Via sistêmica: Insuficiência do eixo HHA (lembrar que deve fazer uma retirada lenta e gradativa do medicamento para 
que o eixo volte a funcionar). 
 Deve pedir para o paciente mostrar como ele faz uso do dispositivo com corticoide inalatório. 
 Quando utilizamos o dispositivo com corticóide inalatório, dos 100% de medicamento, apenas de 10-40% chegam aos 
pulmões exercendo efeito. O restante de 60-90% nós acabamos engolindo e esse medicamento vai para o estômago, 
e quando é absorvido, devido a sua grande metabolização hepática, não causa reações sistêmicas, por conta do efeito 
de primeira passagem. Portanto, existe maior chance de uma reação sistêmica por conta do corticoide inalatório 
quando ele é absorvido nos vasos pulmonares do que se for para o estômago. 
 Quando toma corticoide oral, ele não possui metabolização hepática, pois assim ele perderia sua ação farmacológica 
quando passasse pelo fígado e sofresse efeito de primeira passagem. 
1.2. CORTICOIDES INALATORIOS MAIS UTILIZADOS 
 FLUTICASONA: É o medicamento mais caro, custando em torno de 56,00. (Deve saber) 
 BUDESONIDA: Custa em torno de 14,00 e faz parte da farmácia popular, podendo chegar a 5,00. Não é 
porque é menos potente que a fluticasona, que não é boa. O efeito varia de organismo para organismo. 
(Deve saber o nome dela por ser do SUS). 
 BECLOMETASONA 
 FLUNISOLIDA 
 
POTÊNCIA 
 
 
 
 
1.3. REAÇÕES ADVERSAS (mais comuns) DOS CORTICÓIDES INALATÓRIOS 
 Tosse 
 Candidíase oral: Pode fazer com que ela não ocorra, porém deve orientar o paciente a utilizar o dispositivo ANTES das 
grandes refeições (pois se usa a bomba e depois se alimenta, quando mastiga, as partículas maiores de medicamento 
que ficam depositadas na cavidade bucal e podem causar imunossupressão, dando margem para que cause 
candidíase), ou após o uso da bomba, orientar o paciente a fazer enxague bucal. Pode orientar também o uso de 
extensor (para quem tem dificuldade de coordenação de respiração para usar o dispositivo, e assim as partículas 
ficam no extensor). 
 Disfonia: Partículas menores acumuladas mais internamente no organismo. 
 Efeitos sistêmicos em altas doses (NÃO é comum! Se perguntar as reações comuns na prova, não coloque). 
1.4. USOS DOS CORTICOIDES INALATÓRIOS 
 Na asma: Manutenção de asma persistente. Manter controle. 
2. CORTICÓIDES SISTÊMICOS 
2.1. CORTICOIDES SISTEMICOS ORAIS 
 PREDNISONA: Mais utilizada, e tem ação intermediária. 
 Utilizados na ETAPA 5 de tratamento (controle a longo prazo). 
 Utilizados nas exacerbações (controle a curto prazo). 
2.2. CORTICOIDES SISTEMICOS ENDOVENOSOS 
 Utilizados nas exacerbações (crise) 
 SUCCINATO SÓDICO DE METILPREDNISOLONA: Ação intermediária, mais vantagens, mais ação anti-inflamatoria, 
menos propensão em reter sódio. 
 SUCCINATO DE HIDROCORTISONA: Retém mais sódio e água. 
2.3. REAÇÕES ADVERSAS DOS CORTICOIDES SISTÊMICOS 
 Supressão do eixo H-H-A 
 Osteoporose 
 Equimoses 
 Redução no crescimento 
 Miopatia 
 Hiperglicemia 
 Imunodepressão 
3. AGONISTAS BETA-2 SELETIVOS 
 Ação curta (3-4h): SALBUTAMOL, TERBUTALINA, FENOTEROL  Usados na exacerbação, sintomas agudos 
 Ação longa (até 12h): SALMETEROL, FORMOTEROL  Para manter os níveis de controle.. São chamados de LABA 
 OBS: Guardar somente um de ação curta e um de ação longa. 
3.1. MECANISMO DE AÇÃO DOS AGONISTAS BETA-2 SELETIVOS 
 A diferença entre os dois grupos é química, e eles também ativam receptores em locais diferentes. 
 O receptor beta-2 contorna a membrana lipídica, e possui parte intra e extra-celular na forma de alças. Dentro da 
célula esse receptor é acoplado a proteína G. 
 Ação curta: Se ligam nas alças externas do receptor beta-2, estimulando-o rapidamente. Ocorre ativação da proteína 
G, ativacao da adenilato ciclase, conversão do ATP em AMP cíclico.O aumento dos níveis de AMP cíclico causa várias 
respostas na célula, sendo uma delas a broncodilatação. 
 Os corticoesteróides ajudam a aumentar a expressão de receptores beta-2 nas células, tendo assim mais locais para a 
droga se ligar (lembrar que os corticoides interferem na transcrição genica). 
 SALBUTAMOL: Hidrofílico, curta duração, início rápido.  Por ser de ação curta, ele se liga mais rapidamente ao 
receptor na parte extra-celular, no entanto também se desliga mais rapidamente, tendo curta duração. Isso ocorre 
porque essa molécula é mais hidrofílica. 
 FORMOTEROL: Intermediário, longa duração, início rápido.  Por ser intermediário, ele não é nem totalmente 
hidrofílico e nem totalmente lipofílico, e assim possui partes de sua molécula que se ligam aos domínios extra-
celulares do receptor beta-2, e partes de sua molécula que se ligam nos domínios no meio da membrana lipídica.  
Pode ser usado como droga de resgate, pois seu início de ação é rápido. 
 SALMETEROL: Lipofílico, longa duração, início lento.  Por ser de ação longa, ele se liga mais lentamente ao receptor, 
pois por ser lipofílico, deve atravessar a membrana e se ligar nos domínios do receptor que estão no meio da camada 
lipídica da membrana, isso demora mais para ocorrer, no entanto também demora mais para se desligar. (Por isso não 
são usados na exacerbação, pois demoram mais para começar a fazer efeito). 
3.2. AÇÕES FARMACOLÓGICAS DOS AGONISTAS BETA-2 SELETIVOS 
 Broncodilatação: Uma das respostas pela ativação do receptor beta-2. 
 Reduzem a liberação de mediadores químicos: Interfere na cascata do ácido araquidônico, impedindo a liberação da 
fosfolipase A2. É uma ação auxiliar, e por isso não dispensa o uso do corticoide (LABA nunca é usado sozinho na asma, 
sempre deve ser associado com corticóide. Apenas corticoide inalatório pode ser utilizado sozinho). 
 Aumenta o Clearence mucociliar: Auxilia no movimento dos cílios para retirar o muco e desobstruir as vias aéreas. 
3.3. USOS DOS AGONISTAS BETA-2 SELETIVOS NA ASMA 
 Ação curta: Alívio dos sintomas (durante exacerbação). 
 Ação longa: Associação na manutenção (principal associação é com o corticoide inalatório). 
3.4. REAÇÕES ADVERSAS DOS AGONISTAS BETA-2 SELETIVOS 
 Taquicardia: Ocorre interação do agonista beta-2 seletivo com os receptores beta-2 do coração, aumentando a 
frequência cardíaca. 
 Tremor: Estimulação dos receptores beta-2 nos vasos. 
 Arritmias: Pode ocorrer pela falta de potássio. 
 Hipopotassemia: Os agonistas interferem na BOMBA NA+/K+ (ATPase), causando um desvio transcelular de potássio. 
 Os efeitos cardíacos mais graves podem ocorrer devido ao uso prolongado dos agonistas beta-2 seletivos, ou ao curto 
uso, porém com doses muito elevadas destes medicamentos. 
3.5. OBSERVAÇÕES DOS AGONISTAS BETA-2 SELETIVOS 
 Em relação principalmente aos agonistas beta-2 seletivos de curta duração: 
 Aumentam a reatividade brônquica: Ocorre de tanto estimular o receptor (uso frequente das bombas para resgate). 
 Down-regulation dos receptores β – dessensibilização devido ao uso frequente. A droga se liga, mas o receptor não 
se ativa e não ocorre broncodilatação.  Lembrar que os receptores beta-2 não afundam na membrana, pode 
inclusive aumentar seu número na membrana, porem muda sua atividade intrínseca, alterando a capacidade de ativar 
os segundos mensageiros internos, e por isso ele para de responder a droga e a pessoa vai continuar a ter 
broncoespasmo. 
 Aumenta o risco de morte: Não ocorre a broncodilatação pois os receptores estão dessensibilizados (down-
regulation), e o paciente pode morrer por asfixia. 
4. ANTICOLINÉRGICOS ou ANTIMUSCARÍNICOS 
 Estas drogas bloqueiam os receptores de acetilcolina (que no pulmão faz broncoconstricção), logo são drogas 
broncodilatadoras. 
 Os anticolinérgicos são utilizados na exacerbação, nos sintomas agudos. 
 São utilizados também quando está ocorrendo broncoespasmo devido ao uso de beta-bloqueadores (caso bloqueie o 
receptor beta-2 no pulmão, vai ocorrer o broncoespasmo). 
5. METILXANTINAS – Segunda linha. 
 Teofilina: Ação prolongada 
 Aminofilina: Mais usada nos sintomas agudos 
 Bamifilina: Menos efeitos colaterais  Estimulo central e cardíaco. 
5.1. MECANISMO DE AÇÃO DAS XANTINAS 
 Estas drogas inibem a fosfodiesterase, uma enzima que converte a forma ativa de AMP cíclico para sua forma inativa, 
o AMP. Quando isso ocorre, causa um acúmulo de AMP cíclico ativo na célula, levando ao relaxamento, auxiliando no 
efeito broncodilatador. 
 As xantinas não são muito utilizadas pois como essas drogas devem penetrar na célula, levam muito tempo até inibir a 
enzima fosfodiesterase, e assim acumular AMP cíclico para causar broncodilatação, ou seja, demoram mais para fazer 
efeito. Essa broncodilatação também é mais discreta. 
 Os agonistas beta-2 seletivos ativam mais rapidamente os receptores causando a resposta que leva a broncodilatação, 
pois agem de maneira direta. 
 As xantinas também podem agir bloqueando a ação da adenosina, um mediador que faz broncoconstricção. Logo, 
quando seu efeito é bloqueado, ocorre broncodilatação. 
 As xantinas ainda podem agir aumentando os níveis de catecolaminas circulantes (adrenalina), que causam nos 
pulmões uma broncodilatação. 
5.2. AÇÕES FARMACOLÓGICAS DAS XANTINAS 
 Broncodilatação: Pelos três mecanismos citados acima. 
 Ação anti-inflamatória 
 Diminuição da fadiga muscular diafragmática: Como ocorre dificuldade de respirar, a pessoa acaba utilizando até 
mesmo o diafragma para auxiliar a respiração. 
5.3. USO DAS XANTINAS NA ASMA 
 AMINOFILINA: Alívio dos sintomas na exacerbação (opção secundária) 
 TEOFILINA E BAMIFILINA: Associação na manutenção. 
5.4. REAÇÕES ADVERSAS DAS XANTINAS 
 Náuseas, diarreia, vômito. 
 Irritabilidade, insônia: Devido ao estímulo central mais leve. 
 Convulsões: Devido ao estimulo central mais grave  A dose efetiva farmacológica das xantinas é muito próxima da 
dose tóxica. 
 Cefaleia: Devido ao estímulo central mais leve. 
 Hipotensão: Estimulo cardíaco mais leve. 
 Arritmias cardíacas: Estimulo cardíaco mais grave. 
6. CROMOMAS 
 São drogas profiláticas, ou seja, devem ser utilizadas na manutenção para evitar que haja a crise. 
 Cromoglicato de sódio: Inibição da degranulação de mastócitos  Mantêm a membrana da célula mais estável, pois 
atuam diminuindo a sensibilidade das fibras C, e assim e não é qualquer estimulo que consegue causar uma resposta. 
No entanto, esses medicamentos demoram cerca de um mês para agir. 
 USO NA ASMA: Prevenção de sintomas 
 EFEITOS ADVERSOS: Gosto metálico na boca. 
7. CETOTIFENO 
 Também é uma droga profilática. 
 Inibição da degranulação de mastócitos 
 Ação anti-histamínica 
 Inibição da fosfodiesterase: Mesmo mecanismo das xantinas. 
 USO NA ASMA: Durante a manutenção para evitar que haja crise. 
 EFEITOS ADVERSOS: Ganho ponderal de peso. 
8. ANTAGONISTAS DE LEUCOTRIENOS 
 Antagonistas de receptores de leucotrienos (bloqueiam receptores de leucotrienos). 
 ZAFIRLUCASTE: Não pode ser ingerido com alimentos pois diminui a sua absorção. 
 MONTELUCASTE: Mais utilizado. 
 Efeito broncodilatador: Como bloqueia o receptor de leucotrieno (que causa broncoconstricção), vai causar a 
broncodilatação. 
 Ação anti-inflamatória: Como bloqueia o receptor de leucotrieno, esse mediador químico da inflamação não 
consegue agir. 
 Redução da hiperresponsividade 
8.1. USO NA ASMA DOS ANTAGONISTAS DE LEUCOTRIENOS 
 Utilizado na manutenção para evitar crise: Sempre associado ao uso de corticoide inalatório. 
 Utilizado na asma induzida por exercício físico: Durante a atividade física aumenta a liberação de leucotrienos, 
podendo causar crise. 
9. OMALIZUMABE 
 É o anticorpo monoclonal. 
 É utilizado para manter os níveis de controle nos pacientes com asma de difícil controle. 
 Deve dosar o IgE, e não pode ser utilizadoem paciente obeso. 
 Esse medicamento se liga a imunoglobulina (IgE), bloqueando-a e assim evita a crise. 
9.1. USO NA ASMA DO OMALIZUMABE 
 Reduz exacerbações: Devido ao bloqueio da IgE. 
 Reduz a dose de corticoesteróides e agonistas beta-2. 
10. IMUNOTERAPIA 
 Papel secundário 
 Identificação do alérgeno: Nem sempre essa imunoterapia pode ser utilizada, pois as vezes não consegue identificar 
qual o alérgeno que causa a crise.