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Centro Universitário Meta – Unimeta
Processos do cuidado II
Profª Me. Nathalia Lima
RIO BRANCO, ACRE
2019
Exame físico do abdome
O abdome consiste em uma cavidade ampla e oval, que se
estende do diafragma para baixo até a borda da pelve. Os
seus limites posteriores são a coluna vertebral e a
musculatura paravertebral, enquanto, lateralmente e à frente,
seriam a região inferior da caixa torácica e musculatura
abdominal.
Exame físico do abdome
Anatomia interna
Cavidade abdominal: órgãos internos-vísceras.
• Vísceras sólidas: fígado, pâncreas, baço, glândulas
adrenais, rins, ovários e útero.
• Vísceras ocas: estômago, vesícula biliar, intestino delgado,
cólon e bexiga.
A cavidade abdominal está separada da cavidade torácica
por meio do diafragma, na porção superior, mas está em
continuidade com a cavidade pélvica, na porção inferior.
Grande parte do fígado e do estômago, assim como do baço
normal, ficam no quinto espaço intercostal.
A manobra de palpação do fígado deve ser combinada com
a inspiração profunda.
A parede abdominal é dividida em quatro quadrantes
por uma linha vertical e por outra horizontal, que se cruzam
na altura da cicatriz umbilical.
Localização anatômica dos órgãos
Quadrante superior direito (QSD)
Fígado
Vesícula biliar
Duodeno
Cabeça do pâncreas
Rim e adrenal direitos
Flexura hepática do cólon 
Parte do cólon ascendente e 
transverso
Quadrante superior esquerdo 
(QSE)
Estômago
Baço
Lobo esquerdo do fígado
Corpo do pâncreas
Rim e adrenal esquerdos
Flexura esplênica do cólon
Parte do cólon transverso e 
descendente
Quadrante inferior direito (QID)
Ceco
Apêndice
Ovário e trompa direitos 
Ureter direito
Cordão espermático direito
Quadrante inferior esquerdo (QIE)
Parte do cólon descendente
Cólon sigmoide 
Ovário e trompa esquerdos 
Ureter esquerdo
Cordão espermático esquerdo
Linha média
Aorta
Útero (quando aumentado)
Bexiga (quando distendido)
ANAMNESE
Dados subjetivos
1. Apetite
2. Disfagia
3. Intolerância alimentar
4. Dor abdominal
5. Vômito
6. Hábitos intestinais
7. História abdominal pregressa
8. Medicamentos
9. Avaliação nutricional
Sialorreia ou ptialismo: produção excessiva de saliva,
frequência e fatores desencadeantes.
Soluço: início e evolução do sintoma, relação com a
ingestão de alimentos.
Disfagia: dificuldade à deglutição, início e evolução do
sintoma, consistência dos alimentos que consegue deglutir, dor
associada à deglutição, sensação de alívio após a ingestão de
água sobre o bolo alimentar e a regurgitação dos alimentos
durante ou após refeições.
Pirose: sensação de queimação retroesternal que pode
irradiar para o abdome superior, referida como azia por muitos
pacientes. Pesquisar se é contínua ou intermitente, a sua
relação com a ingestão de determinados alimentos, além da
relação com o repouso pós-prandial ou com a postura adotada
no exercício de atividades diárias.
Náuseas: intensidade, frequência, fatores desencadeantes
(odores, ingestão de determinados alimentos) e período do dia
em que ocorre.
Vômitos: frequência, quantidade, características (cor, odor,
presença de alimentos não digeridos, precedido de náuseas
ou em jato), fatores desencadeantes (dor, medicamentos,
alimentos) presença de sangue vivo ou digerido
(hematêmese).
Eructação: regurgitação de ar, a sua frequência e os
fatores desencadeantes.
Dispepsia: sensação de plenitude gástrica, relação com a
ingestão de determinados tipo ou quantidade de alimentos, o
que proporciona alívio (medicamentos, repouso, atividade)
Hábito intestinal
• Frequência e consistência das evacuações;
• Alterações (na frequência ou consistência);
• Diarreia ou obstipação;
• Cor, odor, volume, presença de sangue, muco, 
alimentos não-digeridos.
• Dor associada ao ato de evacuar;
• Sensação de puxo e tenesmo (desejo contínuo mas 
quase inútil de evacuar);
• Uso de medicamentos (antidiarreicos ou laxantes)
• Distensão abdominal.
Dor: contínua ou intermitente, superficial ou profunda,
intensidade, características (aguda, em pontadas, em cólica
ou em queimação) propagação para outras regiões, sinais e
sintomas associados fatores de melhora e de piora.
Tipo de dor:
Queimação: úlcera
Cólica: diarreia
Cólica intensa: apendicite
Penetrante: pancreatite
PLANEJAMENTO DO EXAME FÍSICO
• Preparando o ambiente
- sala de consultório
- equipada com mobiliário básico
- boa iluminação,
- Ventilada
- privacidade do paciente, 
- Na ausência desta sala, o exame pode ser realizado no 
leito/biombo de proteção.
• Preparando o material
- balança antropométricas, estetoscópio, régua milimetrada (20
cm), fita métrica, caneta marcadora, travesseiros pequenos,
relógio com marcador de segundos e luvas para
procedimentos, se necessário.
Cuidados
• Bexiga vazia;
• Decúbito dorsal, tendo os braços estendidos ao longo do
corpo;
• Travesseiro, sob a cabeça e outro sob os joelhos;
• Toda a área abdominal deve estar exposta, poupando-se os
genitais;
• Solicita-se ao paciente para que se sente no leito ou na mesa
de exame;
• Dialogar com o paciente, proporcionando-lhe condições para
que se sinta confortável;
• É importante que tenha as unhas aparadas e as mãos
aquecidas, preocupando-se em aquecer, também, o diafragma
do estetoscópio.
Inspeção
Contorno
Contorno
Plano: normal.
Globoso: predomínio do diâmetro anteroposterior sobre o
transversal. Ex. Obesidade e gravidez.
Escafoide: parede abdominal retraída, com formato
escavado. Ex. emagrecimento severo.
Saliente: protuberante. Ex. Ascite, Distensão abdominal.
SILVA, R.C.L., SANTIAGO, L. C. Semiologia em Enfermagem. Roca, 2011.
Inspeção
Simetria
Bilateralmente simétrico
Formato assimétrico 
Abaulamento
Massas
Protrusão
(hérnia, hepatomegalia, esplenomegalia)
Umbigo
Situa-se na linha média e em posição 
invertida, sem sinais de descolaração, 
inflamação ou hérnia.
Evertido ( ascite ou massas)
Profundamente deprimido (obesidade)
Aumentado ou evertido (hérnia umbilical)
Região periumbilical de cor azulada;
Crostas, vermelhidão
Pele
Lisa e uniforme, de coloração homogênea.
Nevos pigmentados (de cor marrom e 
circunscrita são comuns)
Veias geralmente não são observadas, 
porém uma delgada rede venosa pode ser 
visível em indivíduos magros.
Turgor cutâneo adequado.
Vermelhidão, inflamação
Icterícia
Pele distendida e brilhosa , estrias (ascite)
Estrias roxo-azulada (síndrome de 
cushing)
Coloração incomum ou alteração do 
formato do nevo
Angioma
Lesões, erupções
Adesões subjacentes
Veias proeminentes e dilatadas (H portal, 
cirrose, ascite ou obstrução da veia cava, 
desnutrição
Turgor diminuído
Pulsação ou Movimento
Pulsações da aorta, sob a pele da região 
epigástrica (pessoas magras)
Movimento respiratório (homens)
Ondas de peristaltismo.
Pulsação aórtica acentuada (HAS, 
insuficiência aórtica, tirotoxicose, 
aneurisma aórtica)
Peristaltismo visível marcante, distensão 
do abdome (obstrução intestinal) 
Distribuição de pelo 
Padrão de crescimento dos pelos pubianos 
normalmente apresenta um formato de 
diamante em homens adultos e um 
formato de triângulo invertido em mulheres 
adultas.
Os padrões são alterados por 
anormalidades endócrinas ou hormonais, 
doença hepática crônica.
Postura
Confortável
Tranquilamente relaxada
Expressão facial tranquila
Respiração lenta e uniforme
Agitação e movimentação (dor de cólica 
associada a gastroenterite ou obstrução 
intestinal)
Absoluta imobilidade com resistência a 
qualquer movimento (dor associada à 
peritonite)
Flexão dos joelhos para cima, careta 
faciais e respirações rápidas e irregulares 
(dor). 
- Simetria
- Umbigo
- Pele
-
Pulsações
- Pelos
Ausculta
QID
Ruídos intestinais e vasculares
Ruídos intestinais: produzido pela movimentação de ar e líquido
através do intestino delgado. Tem uma tonalidade aguda,
gorgolejante (sons de água), em cascata, e ocorrem de forma
irregular, comuma frequência entre 5-35 vezes por minuto. Não
precisa contar, apenas avaliar se os sons são normais, hipoativos ou
hiperativos.
• Sons hiperativos: são altos, fortes, céleres e em tinidos, e
sinalizam o aumento da mobilidade.
• Sons hipoativos ou ausentes: subsequentes à cirurgia
abdominal ou em virtude de inflamação do peritônio (sons
anormais).
Um dos tipos de ruídos intestinais hiperativos bastante
comum. O hiper-peristaltismo, sentido quando o “estômago
ronca”- Borborigmo.
É necessário auscultar por 5 minutos contados no relógio
para afirmar a ausência completa de ruídos intestinais.
Ruídos intestinais e vasculares
Ruídos vasculares: com uma compressão mais firme,
asculte as regiões sobre a aorta e as artérias renais, ilíacas e
femorais, especialmente em pacientes com hipertensão.
Percussão
Timpanismo geral: percussão suave nos quatro
quadrantes, para determinar a quantidade de timpanismo e
macicez existente. Sequência do exame no sentido
horário. O timpanismo deve predominar, pois o ar intestinal
sobe para a superfície quando a pessoa está em decúbito
dorsal.
A técnica mais utilizada para a percussão do abdome é a
digitodigital. O enfermeiro pode padronizar uma sequência:
• Hemiabdome direito no sentido ascendente;
• Hipocôndrio direito;
• Epigástrico;
• Hipocôndrio esquerdo;
• Hemiabdome esquerdo, 
• Obedecer a sequência descendente;
• Fossa ilíaca esquerda;
• Hipogástrico;
• Fossa ilíaca direita;
• Região periumbilical.
Percussão
Percussão
Extensão hepática
Em seguida percuta para mapear os limites de
determinados órgãos;
Meça a altura do fígado na linha hemiclavicular direita
(Palpe as articulações acromioclavicular e esternoclavicular,
e considere a linha que passa no meio caminho entre as
duas).
Inicie a percussão do tórax anterior sobre a linha
hemiclavicular direita (4º espaço intercostal direito).
Deve observar a mudança do som característico do tórax, o
claro pulmonar, que no decorrer do caminho, deve se
modificar para o som maciço, que corresponde a borda
superior do fígado, em geral no 5º espaço intercostal
direito, marcando este ponto.
Percussão
Extensão hepática
Em seguida, localize o timpanismo abdominal e percuta a
linha hemiclavicular no sentido cefálico. Marque a região onde
o som muda de timpânismo para maciço, normalmente no
rebordo costal direito. Meça a distância entre as duas marcas.
Em adultos o tamanho do fígado varia de 6 a 12 cm.
Em geral no homens: 10,5 cm
Mulher: 7 cm
Percussão
Uma amplitude hepática aumentada indica aumento do
fígado, ou hepatomegalia.
A detecção precisa das bordas do fígado é confundida
pela maciez que ocorre acima do quinto espaço em casos de
doença pulmonar (consolidação ou derrame pleural). A
detecção exata da borda inferior é confundida quando a
maciez é deslocada para cima por uma ascite ou gravidez,
ou nas distensões gasosas de cólon, que ofuscam a borda
inferior.
Percussão
Uma possível variação é verificada em pessoas com
enfisema crônico, nas quais o fígado é deslocado para
baixo pelos pulmões hiperinsuflados. Embora seja
possível ouvir um som maciço bem baixo do rebordo
costal direito, o tamanho global do fígado é mantido nos
limites da normalidade.
Sinal de Jobert: Ausência de macicez hepática
pode decorrer de interposição de alça intestinal-intestino
delgado ou cólon-ou ainda, pneumotórax à direita ou
pneumoperitôneo.
Sinal de Torres-Homem: está associada a
abscesso hepático, quando o cliente refere dor à
percussão do hipocôndrio direito.
Percussão
Macicez esplênica: o baço pode está escondido pelos
conteúdos estomacais, mas é possível localizá-lo pela
percussão entre o 9º e o 11º espaço intercostal,
imediatamente por trás da linha hemiaxilar esquerda.
Som: submaciço;
No baço patologicamente aumentado produz macicez
no espaço de traube-espaço de Traube ocupado.
Percussão
Procedimentos especiais
Se suspeitar que uma pessoa tenha ascite (água livre na
camada peritoneal) ao perceber a dimensão do abdome e
protrusão ou deslocamento da cicatriz umbilical para baixo.
É possível detectar essa condição pela realização de
manobras-teste do piparote.
Fique de pé a direita do cliente. Posicione a borda
ulnar da mão de um outro examinador ou a do próprio
cliente firmemente sobre a linha média do abdome.
Coloque sua mão esquerda no flanco direito do cliente.
Com a mão direita chegue ao outro lado do abdome e
dê um golpe firme no flanco esquerdo. Se houver ascite,
o golpe ganhará onda líquida que percorrerá o abdome e
você conseguirá sentir um golpe distinto em sua mão
esquerda.
Percussão
• Macicez móvel: em decúbito dorsal, o líquido ascitíco se
deposita nos flancos por ação da gravidade, deslocando
para cima o intestino cheio de ar. Você ouvirá um som
timpânico percurtir o topo do abdome, pois as alças
intestinais repletas de gases estarão flutuando sobre o
líquido. Em seguida, percuta descendo para a lateral do
abdome. Se houver líquido, o som mudará de timpânico
para maciço, conforme for atingindo sua localização.
Marque esse local.
Percussão
 Agora, em decúbito lateral direito ( na sua direção). O líquido
gravitará para o lado pendente (neste caso, o direito),
deslocando para cima as alças intestinais mais leves.
 Inicie a percussão na região superior do abdome e vá
descendo.
 O som muda de timpanismo para um som maciço conforme
você vai atingindo a localização do líquido, desta vez o nível
de macicez será mais alto, para cima da cicatriz umbilical.
 A macicez móvel indica a existência de líquido.
 Não é detectável em volumes inferior a 500 ml de líquido.
Palpação
Palpação superficial e profunda
Inicie com a palpação superficial: com o auxílio dos
quatros primeiros dedos unidos, comprima a pele em cerca
de 1 cm. Faça movimentos rotatórios suaves, deslizando
os dedos e a pele juntos. Em seguida, levante os dedos
(não os arraste) e os movimente em sentido horário até o
próximo ponto do abdome.
Objetivo: avaliar a sensibilidade e o grau de resistência
da parede abdominal, assim como a identificação de
massas superficiais.
Palpação profunda: utilizando a mesma técnica anterior, 
porém, comprimindo o abdome de 5-8 cm, movendo-se no 
sentido horário, explore todo o abdome.
Para superar a resistência de um abdome muito grande ou 
obeso, use a técnica bimanual. Coloque suas duas mãos 
uma sobre a outra. A mão que está por cima executa o 
movimento de compressão, a de baixo fica relaxada e 
pode concentrar-se no sentido da palpação.
Palpação
Palpação
Fígado no QSD: coloque sua mão esquerda sob
a região dorsal do indivíduo, paralelamente à 11ª e à
12ª costela, e eleve-a para apoiar os conteúdos
abdominais. Coloque sua mão direita sobre o QSD,
com os dedos paralelos à linha média. Faça um
compressão abaixo do rebordo costal direito. Solicite
que o cliente respire profundamente. A cada
expiração, mova 1-2 cm para cima a mão com que
você está fazendo a palpação. É normal sentir a
borda do fígado se chocar contra as pontas dos seus
dedos conforme o diafragma a empurra para baixo
durante a inspiração.
A sensação é uma borda firme e regular-Método
Lemos-Torres.
Palpação
Técnica da “Mão em Garra”. Em pé, próximo ao
ombro do paciente, e girar seu corpo para a direita de
modo a voltar a face para os pés do paciente. Coloque a
“mão em garra” com os dedos por baixo do rebordo costal,
de baixo para cima. Solicite uma inspiração profunda.
Tente palpar a borda do fígado por debaixo das pontas dos
seus dedos-Método Mathieu.
Palpação
Baço: Normalmente, o baço não é palpável, e
é preciso que esteja aumentado no mínimo três
vezes para que seja percebido. Para procurá-lo,
leve sua mão esquerda sobre o abdome e por trás
do lado esquerdo, até a 11ª e a 12ª costela. Faça
força para cima para apoiar-se. Coloque sua mão
direita obliquamente sobre o QSE, com os dedos
apontando na direção da axila esquerda e abaixo
do rebordo costal. Faça uma compressão
profundapara baixo e sob o rebordo costal
esquerdo, solicitando à pessoa para inspirar
profundamente. Você não deve sentir nenhuma
estrutura firme.
Palpação
Quando o baço está aumentado, ele desliza e colide as
pontas dos seus dedos. Uma posição alternativa consiste no
decúbito lateral direito, deslocando o baço mais para frente
e para baixo.
Palpação
Artéria Aorta: utilizando o polegar e os dedos
opostos, palpe a pulsação aórtica na região superior
do abdome, discretamente para a esquerda da linha
média. Normalmente, a aorta tem uma largura de 2,5-
4 cm em adultos e pulsa em direção anterior.
O aumento do vaso ocorre em casos de
aneurisma.
Descompressão dolorosa (Sinal de McBurney ou
Blumberg) é indicativo de apendicite aguda.
 Avalie a presença de descompressão dolorosa
quando a pessoa referir dor abdominal ou quando
você notar hipersensibilidade durante a palpação.
 Escolha um local afastado da área dolorosa.
 Mantenha sua mão posicionada em 90º
(perpendicular) em relação ao abdome.
 Comprima o abdome lento e profundamente, em
seguida, libere a mão rapidamente. Isto faz com que
as estruturas comprimidas pela palpação sejam
descomprimidas subitamente.
Manobras Especiais
•
Deve ser pressionado o ponto da união do terço externo 
com o terço médio da linha que vai da cicatriz umbilical à 
espinha ilíaca anteroposterior.
O sinal de Rosving é identificado pela palpação
profunda e contínua do quadrante inferior esquerdo
que produz dor intensa no quadrante inferior direito,
mais especificamente, na fossa ilíaca direita, sinal
esse também sugestivo de apendicite aguda.
Há deslocamento de gases
que irritam a área inflamada da
apêndice.
Manobras Especiais
O sinal de Murphy deve ser pesquisado quando a
dor ou a sensibilidade no quadrante superior direito
sugerirem colecistite (inflamação na vesícula biliar).
Ao comprimir o ponto cístico, solicita-se ao paciente
que inspire profundamente. A resposta de dor intensa no
ponto pressionado e a interrupção súbita da inspiração
caracterizam o sinal de Murphy, indicativo de colecistite
aguda.
Posicione o polegar ou a mão direita em garra sob o
rebordo costal direito do cliente, e em seguida solicita a
ele que respire fundo. Uma resposta normal revela a
conclusão da respiração profunda sem dor.
Manobras Especiais
Teste do músculo iliopsoas: dor a extensão da coxa
direita. Quando houver supeita de dor abdominal aguda
associada à apendicite.
 Com o paciente em decúbito dorsal, eleve a perna direita
reta, fletindo-a no quadril. Em seguida, pressione para baixo
a região inferior a coxa direita, enquanto a pessoa tenta
manter a perna esticada e elevada.
 Quando o teste resulta negativo, a pessoa não sente
nenhuma alteração.
 Quando está inflamado, a dor é sentida no quadrante inferior
direito.
Manobras Especiais
Sinal de obturador : dor a rotação interna de coxa direita
flexionada. Em decúbito dorsal, eleve a perna direita, fletindo-a
na altura do quadril e em 90° na altura do joelho. Segure o
tornozelo e gire a perna nos sentidos interno e externo. A
ausência de dor é uma resposta negativa.
Manobras Especiais
RESUMINDO...
EXAMINANDO O RETO E O ÂNUS
Técnicas de exame: a inspeção e a palpação são os
passos da propedêutica utilizados. O exame pode ser realizado
com o paciente em decúbito lateral esquerdo, com flexão de
quadris e joelhos, e com as nádegas posicionadas na beira do
leito, ou com o paciente com os pés apoiados no chão e o
tronco flexionado e apoiado na mesa de exame. Na mulher, o
exame também pode ser realizado em posição de litotomia,
após a realização do exame ginecológico.
Inspeção
 Deve-se realizar a inspeção na região anal e perianal. Para
isso, o examinador deve ter suas mãos enluvadas e afastar
as nádegas com a mão esquerda.
 A pele perianal é geralmente mais escurecida do que as
nádegas.
 A pele dessa região deve ser observada quanto à sua
integridade, e a inspeção pode revelar edema, ulcerações,
hemorróidas, abscessos, fissuras, fístulas, prolapsos.
 Na inspeção dinâmica, o paciente é orientado para fazer
força para baixo e a enfermeira poderá inspecionar o ânus,
detectando quaisquer lesões ou prolapsos.
 A palpação da região anal e perianal é realizada com as
mãos enluvadas, e a examinadora deve pesquisar
formações tumorais e hipersensibilidade.
 Para realização da palpação do reto, a examinadora,
utilizando luvas, deverá lubrificar o dedo indicador da mão
direita e, comunicando ao paciente, introduzir
delicadamente o dedo no canal anal, alcançando o reto e
possibilitando a realização do toque retal.
 É importante explicar ao paciente que, durante o exame,
ele pode ter desejo de evacuar, o que provavelmente não
acontecerá.
Palpação
 A parede posterior do reto deve ser palpada e o dedo da
examinadora deve girar, palpando sequencialmente as
paredes lateral direita, lateral esquerda e anterior,
pesquisando a presença de áreas endurecidas, nódulos e
impactação fecal.
 Ainda com o dedo introduzido no canal anal, o tônus
esfincteriano anal pode ser avaliado solicitando-se ao
paciente que contraia os músculos anais.
 Ao término do exame, a examinadora deverá retirar o dedo
delicadamente e verificar a ponta da luva, avaliando
resíduos fecais, pesquisando presença de muco, sangue ou
pus.
Palpação
BARROS, A. L. B. L. et al. Anamnese e exame físico: avaliação
diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2015.
JARVIS, Carolyn. Tradução Denise Costa Rodrigues...et al. Guia de
exame físico para enfermagem. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
SILVA, C.R.L. et al. Semiologia em enfermagem. São Paulo: Roca, 2011.
Bibliografia

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