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SEMIOLOGIA Inspeção- avaliar sem tocar no paciente ADM-amplitude de movimento Mobilidade passiva- o fisioterapeuta faz os movimentos. Mobilidade ativa- o paciente realiza os movimentos sozinhos. Nome social- nome que o paciente prefere ser chamado. AVD-Atividades de vida diária. AVP-Atividades de vida prática. HMA- historia da moléstia atual HMP- historia da moléstia pregressa ANAMNESE Não se deve começar uma avaliação sem uma anamnese antes. Pontos importantes: Examinador deve estabelecer um método sequencial de perguntas (ordem cronológica) Deve-se usar termos adequados e claros, que possam ser entendidos pelo paciente Saber ouvir o paciente e manter-se interessado de maneira profissional Identificar dados anteriores como tratamentos e resultados: o que melhorou? Hábitos de vida: sono, estresse, carga de trabalho, atividades recreativas. Ficha de avaliação: Dados pessoais (identificaçao do paciente); • Queixa principal (QP)-a única parte em que pode escrever como o paciente descreve. Por quê o paciente procurou ajuda? Qual o motivo do paciente estar no setor da fisioterapia? O que mais incomoda no paciente? QP- única parte em que pode escrever como o paciente descreve. HMA/HMP-Inicio dos sintomas: quando? De que forma? Duração dos sintomas Localização dos sintomas Fator desencadeante: trauma (ex: acidente automobilístico), queda da própria altura, origem genética... Dor: aguda/ crônica • Exame físico; • Inspeção: analisar desde a entrada do paciente • Palpação • ADM-Força muscular, Goniometria • AVD’s- escovar os dentes, tomar banho... AVP-passar roupa... • Escalas especiais • Testes especiais • Conclusão • Objetivos e Conduta (plano de tratamento) OMBRO Art. Do tipo esferoide, permite maior mobilidade em todos os planos. Articulações: glenoumeral, acromioclavicular, escapulotoracica, esternoclavicular. · Glenoumeral: mais móvel e menos estável, possui 3 graus de movimento em todos os 3 eixos e planos,O manguito rotador tem um papel fundamental no movimento do ombro. Tem o maior grau de movimento. · Acromioclavicular: sinovial plana- aumenta a adm do úmero na glenoide, estabilidade depende dos ligamentos acrômioclavicular e coracoclavicular. · Esternoclavicular: une o esqueleto apendicular ao axial, estabilidade da articulação depende dos ligamentos. · Escapulotoracica: falsa articulação, mas ajuda no complexo do ombro. É estável e permite o funcionamento do ombro. · Ritmo escapulo umeral- a cada 3 graus de movimento de abdução do ombro. 2 graus art. Glenoumeral. 1 grau escapulotoracica. M. do manguito rotador- redondo menor, supra espinhal, infra espinhal, submandibular. M. do ombro- deltoide, supra espinhal, infra espinhal, redondo maior e menor, subescapular. Palpação óssea: Goniometria- usado para quantificar a limitação dos movimentos articulares através de ângulos. · Grau de mobilidade- é a limitação do grau de mobilidade do paciente é dividido em ativo e passivo. Mobilidade ativa: o paciente realiza os movimentos sozinho, é usado quando não há dor e nem restrição de movimento. Mobilidade passiva: fisioterapeuta ajuda na realização dos movimentos é usado quando o paciente apresenta dificuldade em realizar os testes ativos. Adução/ Abdução Depressão/ elevação TESTE DE FORÇA MUSCULAR Grau 0-ausencia de contração muscular; Grau 1- pouca contração, sem movimento articular; Grau 2-movimentação completa no plano, sem ação da gravidade(fica deitado); Grau 3-é a força que o paciente vence apenas a força da gravidade; Grau 4- movimentação completa contra a gravidade contra e com resistência total. · O teste muscular começa do grau 3, porque é onde começa a força da gravidade. TESTES ESPECIAIS OMBRO · Teste de apley Combina rotação medial com adução e rotação lateral com abdução. É usado para mostrar padrões de movimento combinado que possam ser limitados, resultando em perda de movimento funcional. Posição: Paciente pode estar sentado ou em pé. · Teste de speed é indicado para tendinite bicipital. Terapeuta palpa o sulco bicipital e solicita flexão de ombro com antebraço em supino contra leve resistência oferecida pelo terapeuta. Se o paciente reclamar de dor na região do sulco bicipital ou no tendão do bíceps e positivo. Posição: Paciente sentado ou em pé. · teste de yergason indicado para tendinite bicipital/ ruptura do ligamento umeral transverso. Terapeuta flexiona cotovelo do paciente a 90 graus, com antebraço pronado, junto ao tórax. Paciente realiza rotação externa de ombro, associado a supinação de antebraço, contra resistência do terapeuta a este movimento. Este movimento tenciona o tendão do bíceps no sulco biciptal. Posição: paciente em pe ou sentado. · Teste de jobe indicado para tendinite/ ruptura do tendão supraespinhal Terapeuta solicita ativamente ou realiza passivamente: abdução de ombro a 90 graus, rotação interna formando um angulo de 30 graus a frente (como se estivesse esvaziando uma lata), polegar apontando para o chão. Terapeuta fornece resistência em direção inferior, em ambos os punhos do paciente. É positivo se ocorrer dor em região do tendão do Supraespinhal. Posição: paciente sentado ou em pé. · Teste de hawkins kennedy Flexão de ombro e cotovelo a 90º , terapeuta apoia e estabiliza com uma mão o ombro e com a outra mão realiza movimento de rotação interna.Se o paciente relatar dor na região do supra o teste é positivo para tendinite do supraespinhal Posição: paciente sentado ou em pé Objetivo: reduz o espaço entre o aspecto inferior do arco acromial e a superfície superior da cabeça umeral. · Teste de apreensão anterior indicado para instabilidade de capsula anterior. terapeuta posiciona ombro do paciente em abdução, rotação lateral a 90 graus e flexão de cotovelo a 90 graus. Realiza rotação externa de forma lenta e observa a face de apreensão. Será positivo quando paciente apresentar face apreensiva conforme acontece a rotação externa do ombro e inicia contração muscular para conter o movimento de rotação lateral. O teste coloca a cabeça do úmero em posição de subluxação. Posição: supino (decúbito dorsal) · Teste de apreensão Paciente em pé de frente para o espelho, terapeuta atrás realiza o movimento de abdução com rotação externa e cotovelo fletido a 90º. Se apresentar alteração na expressão é positivo para instabilidade da capsula anterior. · Teste de rockwood Com o paciente sentado, rodar externamente o ombro com o braço na posição neutra. Repetir o teste de 45º, a seguir 90º e 120º de abdução. Esse teste avalia a integridade do ligamento glenoumeral, capsula, tendões do manguito e labro glenoidal. Posição: terapeuta atrás do paciente · Teste da queda de braço Terapeuta realiza passivamente o movimento de abdução do ombro ate 90º e solicita para o paciente manter a posição com o braço estendido e/ou baixar o braço lentamente. Se o braço vier a cair o teste e positivo para ruptura do manguito rotador, geralmente o supra espinhal.