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USO DA TECNOLOGIA NO ENSINO DE GEOGRAFIA
OLIVEIRA, Elisia Rodrigues¹
RU 1729214
DIAS, Mariana Andreotti² 
RESUMO
A presente pesquisa teve por objetivo refletir acerca do uso da tecnologia no ensino de geografia no ensino fundamental, levando em consideração que os adolescentes pertencem a era da tecnologia. O uso da tecnologia como metodologia de ensino faz com que os alunos tenham um aprendizado de forma dinâmica. A pesquisa foi elaborada a partir de algumas obras que destacam o uso da tecnologia na educação, evidenciando as crescentes mudanças e transformações tecnológicas que o ensino vem passando com essa nova geração de nativos digitais, pois a presença massiva da tecnologia em quase todas as ações diárias, transforma cada vez mais a vida social, direta e indiretamente. Este artigo apresenta como objetivos centrais a análise das possibilidades que algumas ferramentas tecnológicas oferecem para facilitar ao contato entre aluno e professor, um pouco da história da internet e do computador, e a reflexão sobre o uso da tecnologia em sala de aula no ensino da geografia estimulando o avanço da aprendizagem. A pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de dar suporte às reflexões levantadas a respeito do uso da tecnologia na educação, evidenciando as crescentes mudanças e transformações tecnológicas. Portanto, o uso da tecnologia em sala de aula é de fundamental importância para a construção de cidadãos críticos e ainda contribuir para compreensão do mundo. 
Palavras-chave: Tecnologia. Educação. Ensino. Geografia. Aprendizagem.
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho trata sobre o uso da tecnologia na educação, evidenciando as crescentes mudanças e transformações tecnológicas que podem ser incorporadas para estimular o avanço da aprendizagem. Este artigo apresenta com objetivos centrais a análise das possibilidades de relacionar como o uso da tecnologia pode contribuir com o agir pedagógico no processo de ensino e aprendizagem, descrever a importância do uso da Tecnologia no ensino de Geografia.
Atualmente estamos inseridos em um mundo globalizado onde a tecnologia se faz cada vez mais presente na vida das pessoas. A influência da mídia está a todo momento crescendo dentro da sala de aula, a maioria dos alunos tem celulares, tablets, notebook. Alguns tempos atrás as primeiras mídias a entrarem em sala de aula era o rádio, jornal, revista, televisão, mimeógrafo, hoje é tudo muito diferente as tecnologias estão evoluindo e exigindo da gestão escolar um posicionamento diante desta realidade, exigindo dos professores treinamento e participação para lidar com essas tecnologias no cotidiano escolar, passando a desempenhar um papel vital na vida dos alunos e professores. 
De acordo com Bezerra (2014, p. 11),
O ensino da geografia em épocas passadas foi marcado pelo conhecimento restrito a uma prática limitada e a poucos recursos, como o livro didático que abordavam conteúdos programáticos na maioria das vezesdistante da realidade do aluno, também traziam conhecimentos técnicos através de gráficos e estatísticas do país. Assim, o educando não era estimulado a participar, compreender e interagir durante as aulas ministradas.
Atualmente com toda essa tecnologia a realidade dos alunos mudaram, possibilitando uma maior interatividade entre os mesmos. Com a importância da tecnologia em sala de aula a mesma da possibilidade de envolver outras áreas do conhecimento, assim dando espaço para os alunos vivenciar novas experiências referentes aos temas comentados em sala de aula, assim redescobrindo e construído conhecimentos.
A tecnologia educacional, sabiamente, não se reduz à utilização de meios. Ela precisa necessariamente ser um instrumento mediador entre o homem e o mundo, o homem e a educação, servindo de mecanismo pelo qual o educando se apropria de um saber, redescobrindo e reconstruindo o conhecimento. (BRITO, PURIFICAÇÃO, 2015, p. 37).
Nesse sentido, Otto (2016, p. 6) afirma que: 
A tecnologia vem adquirindo cada vez mais espaço nas salas de aula. Além de um meio de aprendizagem, é utilizada também como forma de interação entre professor e professor, e também professor e aluno, transformando a escola em ambiente atrativo, interessante a todos. A estrutura na educação vem sendo transformada pelas tecnologias.
Hoje em dia todos veem que essa mudança é importante para a evolução do aprendizado, sendo que a internet pode oferecer o conhecimento de forma ampla e de fácil acesso. Apesar de todas as vantagens oferecidas, deve-se também analisar a forma que a tecnologia nas escolas deve ser introduzida e os limites que devem ser respeitados.
Acredita-se que o uso da tecnologia em sala de aula ao seu alcance como ferramenta pedagógica necessária, contribui didaticamente para obter maior atenção, e consequentemente, o uso adequado e coerente com o conhecimento escolar e o próprio currículo.
Diante do avanço tecnológico e da enorme gama de informações disponibilizadas pela mídia e pelas redes de computadores, é fundamental saber processar e analisar esses dados. A escola, nesse contexto, cumpre papel importante ao apropriar-se das várias modalidades de linguagens como instrumentos de comunicação, promovendo um processo de decodificação analise e interpretação das informações e desenvolvendo a capacidade do aluno de assimilar as mudanças tecnológicas que, entre outros aspectos implicam também novas formas de aprender. (PAGANELLI; PONTUSCHKA, 2009, p. 261).
Muitas tecnologias estão sendo usados em salas de aula no ensino da Geografia, os alunos tem muito acesso a computadores, tablets e smartphones, facilitando o aprendizado e agregando dinamismo ao conhecimento.
2 USO DA TECNOLOGIA NO ENSINO: O QUE SE ENTENDE POR TECNOLOGIA?
A palavra tecnologia possui origem grega, tekhne significa arte, e logos conjunto dos saberes. As tecnologias são tão antigas quanto a espécie humana, em todos os tempos, que deu origem às mais diferenciadas tecnologias. O uso do raciocínio tem garantido ao homem um processo crescente de inovações. Os conhecimentos daí derivados, quando colocados em práticas, dão origem a diferentes equipamentos, instrumentos, ferramentas, a tecnologias.
Nesse contexto, Brito e Purificação (2015, p. 61) destaca que “o ser humano sempre procurou formas de simplificar e facilitar seu trabalho, e a necessidade de estimar e de contar seus pertences levou-o a criar instrumentos para auxiliá-los.”
Desde o início dos tempos, o domínio de determinados tipos de tecnologias, assim como o domínio de algumas informações, distinguem os seres humanos. Na Idade da Pedra os homens eram frágeis diante dos animais e das manifestações da natureza, com a engenhosidade humana conseguiam garantir a sobrevivência da espécie, dominavam o uso de elementos da natureza com as invenções de objetos e ferramentas. 
Ciência e Tecnologia são herança cultural, conhecimento e recriação da natureza. Ao lado da mitologia, das artes e da linguagem, a tecnologia é um traço fundamental das culturas. Por exemplo, conhece-se o período paleolítico pelo domínio do fogo e pelo uso da pedra lascada como instrumento de caça e pesca, substituído pela pedra polida no período neolítico, marcado pelo desenvolvimento da agricultura, da criação de animais e a utilização do ouro e do cobre. (BRASIL, MEC., 1998, p. 23).
Neste contexto, aparece um novo formato de educação, no qual giz, quadro e livros não são mais os únicos instrumentos para dar aulas que os professores possuem, necessitando assim desenvolver um conjunto de atividades didático-pedagógico a partir das tecnologias disponíveis na sala de aula e as que os alunos trazem consigo.
Em sala de aula, as principais tecnologias usadas pelos professores são o quadro e o giz pelos alunos são os materiais escolares (lápis, borracha, caderno, caneta) carteiras e cadeiras. Existe ainda na escola retroprojetor, parelho de DVD, TV, computador de mesa, e agora como o celular que os alunos trazem consigo.
Grande parte da má utilização das tecnologias educacionais a nosso ver, deve-se ao fato de muitos professoresainda estarem presos à preocupação com equipamento e materiais em detrimento de suas implicações na aprendizagem. De um lado, as inovações-referentes a novos métodos de ensino ou ao emprego da televisão, de slides, de vídeo e, agora, do computador-tem esse apelo de deslumbramento; de outro elas não são integradas facilmente ao cotidiano escolar. (BRITO; PURIFICAÇÃO, 2015, p.38).
Hoje, com todo esse mundo tecnológico é comum a tecnologia estar presente em sala de aula, que os alunos usam ela junto com o celular como um auxílio. E em todas as disciplinas se pode tirar proveito dessa tecnologia, em matemática pode ser usado a calculadora, em geografia pode baixar o aplicativo Google Earth e o Google Maps e outros aplicativos como auxilio.
O Google Earth permite passear virtualmente por qualquer lugar do planeta pelas imagens capturadas por satélite. O programa traz a integração valiosa com o Street View (recursos que permite andar por ruas), esse programa ele reproduz texturas como de florestas e serrados, o relevo. O Google Maps ele pode ser utilizado online e off-line.
Com o avanço tecnológicos, as ferramentas digitais ela tem auxiliado muito o trabalho do professor em sala de aula, assim garantindo uma interação e comunicação em tempo real.
Os avanços tecnológicos na últimas décadas garantiu novas formas de uso das TICs para a produção e propagação de informações, a interação e a comunicação em tempo real, ou seja, no momento em que o fato acontece. Surgiram, então, as novas tecnologias de informação e comunicação, as NTICs. Nessa categoria é possível ainda considerar a televisão e mais recentemente, as redes digitais, a internet. (KENSKI, 2015, p.30).
2.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE A TECNOLOGIA NO PROCESSO EDUCACIONAL
Estamos em um mundo globalizado a tecnologia está cada vez mais presente na vida dos jovens e adultos, também inseridos nas escolas. Para Zampier (2016) apud Thoaldo (2010, p. 9), 
Os instrumentos usados durante todo este processo são de extrema importância para construção e reprodução de visão de mundo, para formação de cidadãos efetivamente participativos e estimulados. Partindo-se deste ponto é visível a necessidade de adequações didáticas de ensino/aprendizagem que alcancem tais expectativas, criando condições que permitam interconexões com o processo educacional e a evolução de recursos tecnológicos como meios para alcançar uma aprendizagem diferenciada e significativa.
Soares (2012, p. 29) destaca que, 
A partir da visão de mundo globalizado e comunicativo, ocorreram mudanças constantes na práxis pedagógica do professor, uma vez que os recursos tecnológicos passaram a que auxilia-lo como instrumento de estímulo no e do processo educacional passando a ser um diferencial no desenvolvimento de aulas e atividades curriculares. 
A educação no dia de hoje tende a ser tecnológica, por isso, exige entendimento e interpretação, tanto dos professores quanto dos alunos em relação a essas novas tecnologias. Através do uso da tecnologia no ambiente escolar, ficam claros os diversos sentimentos em relação a postura dos professores frente a novos desafios como a satisfação de estar participando de uma realidade tecnológica ou a ansiedade de enfrentar novas mudanças. E em relação aos alunos também ocorrem transformações, pois passam a ficar mais motivados para estudar e aprender.
Assim, tornam-se primordiais a informação e a transformação dos professores, que devem estar abertos às mudanças e aos novos paradigmas, os quais os obrigarão a aceitar a diversidade e as exigências impostas por uma sociedade que se comunica por meio de um universo cultural cada vez mais amplo e tecnológico. (BRITO, PURIFICAÇÂO, 2015, p.28).
Hoje, com as tecnologias digitais, as pesquisas podem ser feitas pela internet, através de computadores, tabletes e smartphones, facilitando o aprendizado e agregando dinamismo ao conhecimento. Dessa forma, torna-se muito mais fácil encontrar dados sobre os mais variados assuntos, o que acaba com o monopólio do conhecimento que as escolas detinham no passado.
O cenário atual está sendo marcado pela crescente convergência entre espaços físicos e digitais e seus impactos tecnológicos, sociais e econômicos. Dessa forma, cada vez mais se percebe os estudantes interagindo com dispositivos digitais, computadores, internet e frequentemente com celulares nas salas de aula.
A sociedade está com as tecnologias mais avançadas. A evolução social do homem e a evolução de pratica de ensino está melhorando a qualidade na educação, o avanço cientifico da humanidade amplia o conhecimento sobre esses recursos e cria permanentemente novas tecnologias, cada vez mais sofisticadas. 
É comum refletirmos sobre o impacto das tecnologias na educação e as suas consequências, pois por muitos séculos nos apropriamos de um sistema educacional tradicional, que era o professor passar as atividades no quadro negro e os alunos acompanhar as explicações sem ter um auxílio para poder acompanhar, que até então foi o nosso único.
Na atualidade, o surgimento de um novo tipo de sociedade tecnológica e determinado principalmente pelos avanços das tecnologias digitais de comunicação e informação e pela microeletrônica. Essas novas tecnologias- assim consideradas em relação às tecnologias anteriormente existentes -, quando disseminadas socialmente, alteram as qualificações profissionais e a maneira como as pessoas vivem cotidianamente, trabalham, informam-se e se comunicam com outras pessoas e com todo o mundo. (KENSKI, 2015, p.24).
As novas tecnologias e ferramentas digitais tem auxiliado o trabalho do professor em sala de aula. As aulas tradicionais são transformadas em espaços interativos onde o aluno é convidado a adotar, junto com o professor, uma postura mais colaborativa, incorporado ao desenvolvimento de novas estratégias de ensino e aprendizagem, a prática pedagógica nas escolas se torna um novo espaço lúdico, onde o professor e aluno aprendem juntos.
Há que se considerar, ainda, que a cultura digital tem promovido mudanças sociais significativas nas sociedades contemporâneas. Em decorrência do avanço e da multiplicação das tecnologias de informação e comunicação e do crescente acesso a elas pela maior disponibilidade de computadores, telefones celulares, tablets e afins, os estudantes estão dinamicamente inseridos nessa cultura, não somente como consumidores. Os jovens têm se engajado cada vez mais como protagonistas da cultura digital, envolvendo-se diretamente em novas formas de interação multimidiática e multimodal e de atuação social em rede, que se realizam de modo cada vez mais ágil. Por sua vez, essa cultura também apresenta forte apelo emocional e induz ao imediatismo de respostas e à efemeridade das informações, privilegiando análises superficiais e o uso de imagens e formas de expressão mais sintéticas, diferentes dos modos de dizer e argumentar característicos da vida escolar. (BRASIL, 2017, p.61). 
A tecnologia apresenta-se como uma ferramenta positiva, uma das preocupações é a forma como as informações e todos os recursos tecnológicos são utilizados e interpretados na escola. A pesar de a tecnologia estar disponível para uma boa parte da população, não é grande a parcela de pessoas que sabe tirar proveito do que ela proporciona. Em um ambiente de alta tecnologia não se pode usar a mesma didática que se aplica em sala de aula no quadro. O professor tem que apresentar uma postura pedagógica diferente e o aluno não pode mais ser um elemento passivo, e sim, um sujeito mais ativo e participativo, potencializando seu aprendizado.
Aprender a conhecer significa que o conhecimento não deve ser entendido como algo completo e acabado, que conhecer é um processo dinâmico e contextualizado logo, é necessário adapta-lo ás demandas individuais e coletivas, reinventando o pensamento se reproduzi-lo, buscando o caminho da curiosidade da descoberta, da autonomia, da atenção, da motivação e da interação.
Enquanto educação, é apropriar-se do conhecimento para se emancipar. Sendo guiado em busca da aprendizagemo educador passa a exercer um papel significativo de mestre conduzindo o aprendiz a um processo de vida, de construção, de experimentações. Partindo deste pressuposto a constituição do sujeito, da identidade, do conhecimento segue parâmetros que associa a figura do professor e do aluno e concebe a aprendizagem não como uma ação individual, mas uma atividade coletiva. Logo, “educação é a comunicação entre pessoas livres em graus diferentes de maturação humana, é a promoção do homem, de parte a parte, isto é tanto do educando como do educador” (DUARTE; SAVIANE, 2010, p. 423).
O uso de recursos tecnológicos no ambiente escolar contribui significativamente para a construção de conhecimentos, pois permite o acesso a inúmeras informações, despertando o gosto pela pesquisa, investigação, troca de ideias e diálogo no grande grupo. 
A internet oferece uma potencialização na educação, por outro lado não, durante os estudos os alunos começam a ter uma distração durante o uso da internet, entram em outros aplicativos que não é do assunto da aula, sabendo utilizar de forma correta a aula se torna muito mais proveitosa.
As plataformas de comunicação escolar são ferramentas que podem mudar os rumos da educação moderna. Por meio de software e aplicativos integrados, é possível ajudar as instituições de ensino a melhorar a forma de se comunicar com os professores, pais e alunos. Esse tipo de ferramenta também contribui na redução de custos, agilização de processos e otimização da gestão da escola.
Novas tecnologias surgem a cada momento e estes são apenas alguns exemplos de como as tecnologias na educação podem contribuir para conectar escola e alunos neste novo modelo de ensino. Neste novo cenário, não basta apenas a escola saber utilizar as ferramentas já existentes, é necessário também que ela se movimente e implemente novidades para que sus alunos estejam cada vez mais engajados, informados e, principalmente, preparados para viver em um mundo conectado, onde o mercado de trabalho está exigindo muito dos jovens e adultos.
Aprender a fazer desenvolve e capacita os educandos a enfrentar situações inusitadas e diversificadas relativas à formação profissional que exige, na maioria das vezes, o trabalho coletivo. Consequentemente assume-se a iniciativa e responsabilidade em face das situações enfrentadas ampliando atitudes colaborativas.
Pode-se observar que os estudos que apresentam a tecnologia como um recurso didático-pedagógico são afiliados, de forma predominante, as ideias de um discurso construtivista, que enfatiza a ligação entre as pessoas e o contexto cultural que se vivem e são educadas. De acordo com ele, as pessoas usam instrumentos que vão buscar à cultura onde estão imersas e entre esses instrumentos tem lugar de destaque a linguagem, a qual é usada como mediação entre o sujeito e o ambiente social. A internalização dessas competências e instrumentos conduz à aquisição de competências de pensamento mais desenvolvidas, constituindo o cerne do processo de desenvolvimento cognitivo. 
A análise do papel do computador na dimensão intrínseca aos processos de ensinar e de aprender indica o professor como mediador e facilitador do processo de aprendizagem e o aluno é visto como um sujeito autônomo, construtor de conhecimento. (EDUCAÇÃO & SOCIEDADE, 2012, p. 258).
2.2 A INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO 
A informática é uma área do conhecimento muito utilizada nos dias de hoje no processo educacional, ela leva o aluno a desenvolver várias atividades do dia a dia, os alunos que em sua maioria procuram utilizam o computador como fonte de pesquisa, a internet.
O movimento da informática na educação iniciou-se nos anos 1970, de forma mais abrangente no setor administrativos das escolas, tanto privadas quanto públicas, com investimentos em sistemas eletrônicos de informação e de gestão.
Brito e Purificação (2015, p. 67), descrevem os movimentos como ondas, entre as quais destaca:
· Primeira onda: Software Logo e programação;
· Segunda onda: informática básica;
· Terceira onda: Software educativo;
· Quarta onda: internet;
· Quinta onda: aprendizagem colaborativa.
Diante disto, os softwares surgem como ferramentas de apoio no processo de ensino-aprendizagem, assim os professores inserem os computadores em sua ação e aos estudantes é dada a oportunidade de contruir seus saberes com autonomia e criatividade, atingindo aproximações com a realidade. Ainda seguindo, Brito e Purificação (2015, p. 96) sobre os software mencionam que, 
Muitos softwares educativos foram questionados e classificados como abertos, semiabertos e fechados, por terem tecnicamente um encaminhamento de uso com base em subsídios teóricos. Os semiabertos e os fechados eram tidos como tradicionais, por estabelecerem com o aluno uma relação de estimulo e resposta. O uso em maior escala de softwares educativos confirmou-se mesmo nas escolas particulares. O que se percebeu foi uma grande euforia com as possibilidades de uso desse recurso, que afinal se esvaeceu quando se compreendeu que ele em si não possibilitava renovar a relação ensino-aprendizagem, já que, em muitas escolas, os softwares foram utilizados sem o contrapeso de um conhecimento tanto teórico como prático por parte dos profissionais da educação, gerando assim um desapontamento quanto ao seu uso.
A tecnologia pode ajudar muito no conhecimento, o aluno pode viajar o mundo inteiro sem sair da frente do computador, mas é preciso saber utilizar essa tecnologia a favor do conhecimento, pois muitas vezes ela pode ser um problema. Pois muitos alunos utilizam seus computadores, tablet, celulares para divertimento apenas, para jogar, tirar fotos, conversar em redes sociais, mas a era da informação vai além disso, pode construir conhecimento.
2.3 O COMPUTADOR NA EDUCAÇÃO
Hoje, muitas pessoas tem acesso ao computador, um grande número, e a escola deve de utilizar desse recurso para auxiliar professor e aluno, com isso consegue esclarecer algumas dúvidas, criar soluções, e resolver problemas. Com o uso do computador o professor pode explorar diversos meios de informação, tornando possível a aquisição de conhecimentos facilitando o processo de desenvolvimento do aluno.
De acordo com Kowaltowski (1997, p. 1), o surgimento dos computadores foi na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial. Quem criou o computador, foram vários estudiosos, o alemão Konrad Zuse, o norte-americano John von Neumann e o inglês Alain Turing.
Os primeiros computadores que surgiram na era moderna eram eletromecânicos construídos com dispositivos magnéticos e eram chamados de relés. Eram com a mesma tecnologia usado nas centrais telefônicas, mas esses computadores não duraram muito tempo, não tinham uma durabilidade muito grande igual os modernos de agora. 
Em 1946 foi construído nos Estados Unidos o primeiro computador. Com o passar dos tempos a evolução dos computadores foram só aumentando. Brito e Purificação (2015, p. 63 e 64), destaca o desenvolvimento dos computadores em cinco gerações:
· PRIMEIRA GERAÇÃO (1945 – 1959) – Uso de válvulas eletrônicas e quilômetros de fios; os computadores eram lentos, enormes e esquentavam muito.
· SEGUNDA GERAÇÃO (1959 – 1964) – Substituição das válvulas eletrônicas por transistores e dos fios de legislação por circuitos impressos; isso tornou os computadores mais rápidos, menores e de custo mais baixo.
· TERCEIRA GERAÇÃO (1964 – 1970) – Criação dos circuitos integrados, que proporcionam maior compactação, redução dos custos e velocidade de processamento da ordem de microssegundos; tem início a utilização de avançados sistemas operacionais.
· QUARTA GERAÇÃO (1970 – 1990) – Aperfeiçoamento da tecnologia, já existente, proporcionando uma otimização da máquina para os problemas do usuário maior grau de miniaturização, confiabilidade e velocidade maior, na ordem de nanosegundos (bilionésima parte do segundo).
· QUINTA GERAÇÃO (1990 em diante) – Surgimento da inteligência artificial e dispositivos cada vez menores e mais potentes, conectados à rede de internet.
Privilegia-se o entendimento queum trabalho usando a tecnologia, computadores, pode inovar, dinamizar tornar mais agradável e diversificado o ensino de geografia, independente da avaliação do trabalho quanto às formas de apropriação deste conhecimento por parte dos alunos. 
Quanto mais elementos da relação ensino-aprendizagem estimular o interesse do aluno e quanto mais à alfabetização, estiver avançando, cada vez mais o uso da tecnologia em sala de aula será utilizado. Esta é uma premissa importante, com certas propostas de uso de fontes de aprendizagem inovadoras como fórmulas mágicas de salvação da escola. 
O importante é que, valendo de sistemática simples e de troca constante de experiências, todo professor e toda escola criem seus próprios mecanismos e procedimentos, e reflitam coletivamente sobre eles. 
O ser humano, os longo do seu desenvolvimento, produz conhecimento e sistematiza, modificando e alterando aquilo que é necessário à sua sobrevivência. Suas ações não são apenas biologicamente determinadas –dão-se também pela apropriação das experiências e dos conhecimentos produzidos e transmitidos de geração a geração. O conhecimento humano nas suas diferentes formas – senso comum, cientifico, filosófico, estético etc. – está entrelaçado numa rede de concepções de mundo e de vida. (BRITO, PURIFICAÇÃO, 2015, p. 21).
A educação e a tecnologia elas devem de andaram juntas, assim para auxiliar as necessidade dos alunos e professores, para ter um aprendizado de qualidade. Em um mundo globalizado onde a disputa por espaço no mercado de trabalho, está exigindo dos jovens uma boa preparação, com isso pode se começar pela escola essas experiências, usufruindo dos computadores, as tecnologias que são oferecidas dentro da escola. Para Brito e Purificação (2015, p. 57), 
[...] com o uso da tecnologia na educação pelo professor implica conhecer as potencialidades desse recursos em relação ao ensino das diferentes disciplinas do currículo, bem como promover a aprendizagem de competências, procedimentos e atitudes, por parte dos alunos, para que utilize as maquinas e o que elas tem de recursos a oferecer a favor de sua aprendizagem.
3 METODOLOGIA 
Inicialmente a pesquisa resgata os conceitos sobre o uso da tecnologia no ensino da geografia. O presente artigo desenvolveu-se através de pesquisa bibliográfica reflexiva e com abordagem qualitativa.
Segundo Augusto, Cario, Dellagnelo e Souza (2013, p. 3) apud Denzin e Lincoln (2006), 
A pesquisa qualitativa envolve uma abordagem interpretativa do mundo, o que significa que seus pesquisadores estudam as coisas em seus cenários naturais, tentando entender os fenômenos em termos dos significados que as pessoas a eles conferem. Seguindo essa linha de raciocínio, Vieira e Zouain (2005) afirmam que a pesquisa qualitativa atribui importância fundamental aos depoimentos dos atores sociais envolvidos, aos discursos e aos significados transmitidos por eles. Nesse sentido, esse tipo de pesquisa preza pela descrição detalhada dos fenômenos e dos elementos que o envolvem.
A pesquisa foi desenvolvida na busca de dar suporte às reflexões levantadas a respeito do uso da tecnologia no ensino da geografia. A prática de estudos e leituras foi fundamental a linha de raciocínio da qual foquei em estudar para aprender o assunto em questão. Buscou se ler os materiais citados procurando compreender o tema a ser refletido. Costa (2002, p. 107) sintetiza o pensamento do pesquisador,
Pesquisar é uma atividade que corresponde a um desejo de produzir saber, conhecimento, e quem conhece, governa. Conhecer não é descobrir algo que existe de uma determinada forma em um determinado lugar do real. Conhecer é descrever, nomear, relatar, desde uma posição que é temporal, espacial e hierárquica. O que chamamos de “realidade” é o resultado desse processo. 
Foi possível identificar que com o uso da tecnologia a educação se faz muito mais importante, contudo, é necessária a formação do (a) professor (a) para auxiliar.
Para a geração de professores que não estudou com computadores e outras tecnologias da informação e da comunicação (TICs) na sua formação inicial, faz-se necessário que se organizem formações continuadas para que esses docentes entendam a tecnologia como um instrumento de intervenção na construção a qualquer tendência que ao tecnicismo e à coisificação do saber e do ser humano. (BRITO, PURIFICAÇÃO, 2015, p. 47). 
As considerações anteriores evidenciam que esse conhecimento é mediado pela educação e tecnologia na sociedade contemporânea, logo a educação integrada à tecnologia promove cidadania, estimulando indivíduos e desenvolver uma capacidade de debater, de negociar de fazer escolhas conscientes em relação ao bem estar coletivo, em busca de uma sociedade democrática que promova práticas participativas e dialógicas tornando o meio em que se vive habitável para si e para os outros.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
No mundo contemporâneo, as novas tecnologias estão em todos os setores da sociedade. A educação não deixa de ser uma delas, uma vez que, a grande maioria dos nossos alunos possuem diversas ferramentas tecnológicas, inserindo-as no seu cotidiano escolar. Desta forma, não podemos ficar apenas usando os métodos tradicionais de ensino, devemos ficar apenas usando os métodos tradicionais de ensino, devemos incrementar nossas aulas, caminharmos ao passo das inovações tecnológicas que se apresentam na realidade de nosso dia a dia.
Considera-se importante o uso da tecnologia nas aulas de geografia, como aqueles que ocorrem com livros, pode-se usar um celular para pesquisar sobre tal assunto, em um mundo globalizado em que vivemos é muito útil as ferramentas digitais. Educar o olhar do aluno, a capacidade de interpretar, de ler e ver aquilo que está sendo trabalhado através do uso do computador ou celular, de ver as imagens recentes do que está sendo tratado.
A tecnologia em sala de aula ela deve de reforçar ideias, promovendo um enriquecimento do conhecimento dos educandos mediados pelos trabalhos propostos ao grupo.
As mudanças oportunizam a passagem do quadro negro, hoje lousa, para o mundo virtual e muitos ainda não tiveram a oportunidade de explorar todas as possibilidades tecnológicas. Conhecer os interesses, facilidades e dificuldades dos alunos facilitarão sua ação com a utilização das ferramentas disponíveis, assim a interação poderá ser bem praticada.
O uso das tecnologias no contexto já não é mais uma prática, que não condiz com o espaço da educação. Muito pelo contrário, quanto mais os professores puderam inserir o uso das tecnologias no ambiente escolar, mais atrativas serão as aulas para os educandos, uma vez que não dá mais para separar o aluno da internet.
É necessário que a escola tenha tecnologias diferenciadas para usar durante as aulas, e que os professores utilizam essas ferramentas juntos com os alunos para um melhor aprendizado, e que o responsável saiba utilizar, mostrando como a tecnologia em sala de aula é muito útil quando usado de forma correta, pois irão contribuir para que os alunos se interessam pelos conteúdo, contribuindo na pratica pedagógica. 
Dessa forma, o uso da tecnologia vem proporcionar a todos uma nova forma de pensar e de transforma-se diante desse novo mundo globalizado, há inúmeras oportunidades de aproveitar com criatividade o uso da tecnologia no ambiente escolar.
REFERÊNCIAS
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BRASIL. MEC. – Parâmetros Curriculares Nacionais, Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental. Brasília, 1998. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf. Acesso em 20 de janeiro de 2020.
BEZERRA, Maria do Socorro. O uso da tecnologias digitais como recurso no ensino de geografia. 2014. Disponível em: < http://dspace.bc.uepb.edu.br/jspui/bitstream/123456789/5367/1/PDF%20-%20MARIA%20DO%20SOCORRO%20BEZERRA.pdf>. Acesso em: 20 jan. 2020.
BRITO, Glaucia da Silva; PURIFICAÇÃO, Ivonélia da. Educaçãoe Novas Tecnologias um repensar. 2°. Ed. – Curitiba: Editora InterSaberes, 2015. 
COSTA, Marisa Vorraber. (Org.) Caminhos Investigativos II: outros modelos de fazer pesquisa em educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologia o Novo Ritmo da Informação. Editora Papirus. Campinas, SP, 2015.
KOWALTOWSKI, Tomasz. Contexto histórico. 1997. Disponível em: < http://www.ic.unicamp.br/~tomasz/vonneumann/node2.html>. Acesso em: 20 jan. 2020.
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. Campinas SP: Papirus, 2015.
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¹ Aluna do Centro Universitário Internacional UNINTER. Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso - 2020. 
² Professora Orientadora no Centro Universitário Internacional UNINTER

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