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Universidade Estadual do Ceará - UECE
 ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE MENTAL
Disciplina: psicopatologias
Atividade: Resenha Crítica sobre a série o solitário Anônimo
Acadêmica: Juliana Moreira 
Resumo: Solitário Anônimo é um documentário que a registra a história de um homem, encontrado em grave estado de desnutrição, sem qualquer referência pessoal ou familiar, internado numa unidade hospitalar pública à sua revelia: intencionava morrer por inanição... No bolso, um bilhete datado de “20/09/006”, no qual se lê: “A quem interessar possa. Meu nome: Solitário Anônimo. Não tenho familiares nem parentes nesta região do país” o vídeo Solitário Anônimo, produzido em 2007 pela antropóloga e docente Debora Diniz, como desencadeador dessas reflexões, particularmente no que tange à incidência do poder sobre a vida retratada na tensa relação entre paciente idoso e agentes de cuidado na cena hospitalar. Busca articular o pensamento foucaultiano com as noções de normal/patológico, saúde/doença, risco em saúde e qualidade de vida, substratos de práticas e teorias no campo da educação em saúde. O filme mostra, por um lado, a vontade do Solitário Anônimo de pôr fim à sua própria vida. Ele é um homem estudado, formado em Direito e Filosofia pela Universidade de Brasília, mas decidiu se mudar para uma pequena cidade do interior de Goiás onde não conhecia ninguém. Foi morar longe de seus familiares para não preocupá-los pois queria morrer em paz. Por outro lado, o filme retrata o esforço dos profissionais de saúde em reanimar o Solitário Anônimo que fazia greve de fome há dias. Solitário Anônimo se ressente de que as pessoas acham que têm o direito de se preocupar com os outros, pois não o deixaram morrer. E diz que, se fosse corajoso, ele teria nascido japonês, já que lá é comum se suicidar.
Quando o individuo foge dos padrões de comportamentos praticados pela maioria, passa a ser observado muitas vezes, como alguém que tem uma doença mental, e o isolamento, o não convívio ou situações para evitar o convívio serão mais tênues, porém presentes. Além disso, leva-se em consideração o quanto esse individuo prejudica ou influencia de maneira negativa a vida das pessoas próximas. A medicina, em sua sanha reguladora, disporia, sem dúvida, de recursos suficientes para esquadrinhar seu comportamento, perscrutando e determinando o que estaria na raiz de suas atitudes. uma decorrência de alguma patologia psiquiátrica ,Fatores hereditários e estilo de vida são alguns dos principais fatores associados ao aparecimento das doenças psíquicas em idosos, por isso tal pode ser diagnosticado com transtornos psiquicos pois se recusa em se identificar e restabelecer seus vínculos familiares e sociais. Há também, nessa fase de vida, a idealização da velhice como um período de paz, tranquilidade e descanso, e no qual não haveria preocupações, sejam físicas ou psicológicas. Mas algumas dessas mudanças podem ser vividas de forma conturbada, causando angustia e desequilíbrio biopsicossocial.
 Porém além disso, trata-se de um paciente velho, condição que alarga as suspeitas de alguma patologia mental, é preciso considerar a névoa que embaça os limites entre o normal e o patológico na velhice. as noções de normal e patológico que, por sua vez, conduzem à discussão sobre o que é considerado saúde e doença em nossa sociedade. Entendemos que tal problematização possa vir a enriquecer o debate sobre a maneira como lidamos com o outro em nossas relações de cuidado profissional (ou, mesmo, para além delas) e, particularmente, sobre o modo como nos relacionamos com os “mais velhos “.No caso do solitário anônimo percebo que a depressão, é um estágio captado, estava presente e ao passar dos dias hospitalizado, Ainda se recusava a dar algumas informações sobre si mesmo, mas passou a conversar mais com a equipe médica.
Percebe-se também que por mais que o Solitário Anônimo estivesse debilitado, não estava, aparentemente, apresentando nenhum estado de falta de lucidez ou um estado tão crítico que não pudesse tentar convencê-lo de tal procedimento com uma conversa em primeiro lugar. Ele estava em estagio depressivo que se encaixa bem nessa condição que leva a pessoa a se sentir desanimada, triste, desamparada, desmotivada ou desinteressada pela vida em geral. Os tratados de psiquiatria são férteis em classificar condutas, atribuindo-lhes codificações específicas, de acordo com os sinais tomados como patognomônicos. não existe uma definição explícita para o termo saúde mental pelo fato de existirem diferenças culturais e julgamentos subjetivos que interferem neste conceito. Acredito que a saúde mental do idoso esteja sendo negligenciada por uma dificuldade de abordar o problema da psicopatologia na velhice, sem nos darmos conta que este silêncio sobre a velhice e saúde mental no idoso gera consequências nefastas. As alterações quantitativas dos fenômenos psíquicos que resultam em sofrimento, problemas na vida cotidiana e principalmente no convívio com outras pessoas (familiares, amigos, sociabilidade) são aspectos que devem ser considerados em todas as fases da vida, incluindo a velhice. No caso dos idosos, são muitos os fatores que influenciam na saúde mental, mas o processo biológico do envelhecimento, por si só, não vem associado a qualquer doença, mas sim à diminuição das nossas reservas funcionais. “Experiências de vida (trauma ou abuso), fatores biológicos e genéticos, fatores externos típicos da vida moderna (como o estresse), problemas familiares e luto por perdas de pessoas próximas, além da frustração por não poderem mais realizar algumas atividades que antes faziam parte do seu dia a dia, são alguns dos aspectos que podem favorecer o aparecimento das doenças psíquicas. .No caso do solitário Anônimo um advogado que foi sendo esquecido e envelhecendo não conseguiu aceitar sua nova fase acreditando que morrer era a melhor solução.fatores, como o crescimento do número de morbidades e incapacidades, eventos estressantes de vida, isolamento social e dificuldades econômicas podem estar associados ao aumento do transtorno mental comum em idosos, já que sintomas de ansiedade, depressão e psicossomáticos estão entre as queixas mais comuns encontradas. Entre as condições mentais que mais afetam a terceira idade, seria a depressão, transtornos de ansiedade (pânico e transtorno de ansiedade generalizada), bipolaridade, esquizofrenia e demência – sendo que o principal tipo é a Doença de Alzheimer, seguida pela Demência Vascular. que sofrem com a perda de uma parte da reserva funcional cerebral, o que os torna mais vulneráveis para lidar com o estresse, relacionamentos interpessoais e até mesmo a qualidade de suas escolhas. O filme traz a morte como uma questão que permeia a humanidade desde tempos mais remotos, e com ela vem implicada uma gama de curiosidades no entanto o tema suicídio continua sendo um tabu dentre a sociedade, se tornando um fenômeno difícil de estudar e compreender. A resistência em tratar o assunto está envolvida por aspectos tanto sociais, quanto culturais e religiosos. a discussão em suicídio traz uma reflexão crítica baseada na perspectiva da bioética também sobre o direito de morrer. objetivou-se identificar uma compreensão literária sobre o tema bem como as contribuições da Psicologia com relação ao fenômeno. A discussão nos remete a precariedade de subsídios teóricos sobre o assunto, tendo em vista que as questões sobre o direito de morrer se encontram focadas para a eutanásia e o suicídio assistido, logo as contribuições da Psicologia também estão limitadas diante da difícil tarefa de compreender as particularidades psicológicas do suicida.

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