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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Núcleo de Apoio à Educação à Distância - NAPEAD UFRGS
Curso de Extensão em Karate-Dō UFRGS
Professor Mestre Tiago Oviedo Frosi - 3º Dan JKS - CREF 16973-G/RS
1. Cumprimente sempre ao entrar ou sair do Dōjō, 
com uma reverência, (OSU - pronúncia = oss!) ao 
professor se ele estiver no Dōjō. Se não estiver 
apenas incline-se levemente.
2. Minutos antes da prática, esteja aquecido, sentado 
formalmente segundo a hierarquia e se possível em 
meditação silenciosa, importante para esvaziar a 
mente dos problemas do dia e preparar-se para o 
estudo.
3. A aula se inicia e termina com uma cerimônia formal 
(em pé = hitsurei ou sentado = zarei). É importante 
que não se atrase e participe dessa cerimônia, mas 
se houve um motivo para o atraso, deverá esperar, 
até que o Sensei autorize a juntar-se à turma. 
Nessas situações entre saudando o local de prática 
e depois o professor, então junte-se ao grupo de 
treinamento.
4. No Dōjō esteja sempre alerta. Distrações impedem 
seu aprendizado e podem causar acidentes.
5. O modo correto de sentar-se no Dōjō é em seiza. 
Se por algum motivo não for possível esta posição, 
é permitido sentar-se de pernas cruzadas (agura), 
nunca estiradas ou com as costas apoiadas à 
O desenvolvimento do caráter é o objetivo central do Karate, esse é o principal ensinamento do Mestre Gichin Funakoshi. 
Para que isso se dê é preciso seguir os princípios que são conhecidos como a “etiqueta relevante” no Karate-Dō. 
Conhecer e praticar a etiqueta (reigi sahō) em sua máxima expressão é o mesmo que conhecer o Karate-Dō.
É importante ressaltar alguns procedimentos de etiqueta no estágio inicial da prática. Dentro do costume japonês relativo 
à como portar-se há diferenças marcantes de muitos comportamentos comuns de nosso dia-a-dia. Essas diferenças 
serão mais bem compreendidas no futuro ao estudarmos os padrões da cultura japonesa. Os ensinamentos presentes 
nas regras do Dōjō (Dōjō Kun), nos vinte ensinamentos do Mestre Gichin Funakoshi (Nijū Kun) e na influência do Bushidō 
(Caminho do Guerreiro, uma espécie de código de honra dos samurai) nas artes marciais japonesas, e em especial no 
Karate-Dō, dão o tom dessas “regras” de etiqueta:
REIGI SAHŌ
PROCEDIMENTOS DE ETIQUETA RELEVANTE
NO DŌJŌ DE KARATE-DŌ
parede. Também não se deve deitar nem buscar 
cadeiras ou objetos para sentar em cima.
6. Quando o Sensei demonstrar uma técnica a ser 
exercitada, fique sentado em seiza, silencioso e 
atento. Após a demonstração, curve-se diante do 
Sensei e de um parceiro, então inicie a prática.
7. Respeite os mais experientes. Nunca discuta 
a respeito da técnica. Isso não significa 
não perguntar dúvidas. Se sua dúvida for 
sincera sempre esclareça sua dificuldade de 
entendimento.
8. Durante a aula não discuta. PRATIQUE! 
Experiências em outras artes marciais criam 
dúvidas nos praticantes que iniciam o Karate, 
elas serão sanadas com o tempo ao internalizar 
em sua mente e seu corpo os exercícios. Alguns 
elementos das técnicas só ficam claros com 
o tempo ao alcançar-se níveis de proficiência 
mais altos. Mesmo assim, os exercícios 
básicos estudados no início são fundamentais 
para desenvolver as técnicas dos níveis mais 
avançados. Portanto esforce-se em dominar os 
fundamentos básicos e confie em seu professor.
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Núcleo de Apoio à Educação à Distância - NAPEAD UFRGS
Curso de Extensão em Karate-Dō UFRGS
Professor Mestre Tiago Oviedo Frosi - 3º Dan JKS - CREF 16973-G/RS
9. Se você conhecer o movimento que está 
sendo estudado e o seu parceiro não, 
conduza-o. Mas nunca tente corrigí-lo ou 
instruí-lo se não for sênior do nível yūdansha 
(faixa preta) autorizado pelo Sensei. Muitas 
vezes temos a impressão que sabemos e 
ainda não sabemos. Outras vezes criamos 
constrangimentos nos mais novos e os 
obrigamos a contrair uma dívida moral (On) 
indevidamente. Um novato (kōhai) só deve 
contrair dívidas quando solicitar ajuda a um 
sênior (senpai), nunca deve ser constrangido. 
O júnior, por sua vez, deve sempre agradecer 
o favor do sênior de forma equivalente e se 
Saudações ao finalizar um exercício:
Toda vez que um exercício é encerrado, o instrutor profere dois comandos: Yame (parar) e Yasume (descansar).
Ao comando de parada os alunos retomam a posição de alerta natural (Shizen-Tai), e ao receber o comando 
para descansar, antes de relaxar, os alunos realizam o cumprimento em pé (ritsu-rei), para então poderem 
descansar. A saudação conota o agradecimento pelo conhecimento recebido do Sensei.
Cumprimento em pé – Ritsu-rei
(pronúncia: ritsu-rêe)
passar a seguir um sênior para aprender mais 
deve auxiliá-lo quando for solicitado, assim 
como auxilia o Sensei.
10. Quando o fim de uma técnica for determinado, 
pare imediatamente. Faça uma reverência ao 
parceiro e junte-se rapidamente aos outros 
estudantes.
11. No Dōjō, fale o menos possível. O Karate é 
experiência. Seu corpo lhe ensinará tudo que 
precisa e sua mente pode ser sua pior inimiga.
12. Pratique com tantos parceiros diferentes 
possíveis. Frequentemente, você aprenderá 
mais praticando com principiantes do que com 
parceiros adiantados.
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Cumprimento Inicial sentado – Za-rei
(pronúncia: dzá-rêe)
Para iniciar o ritual de saudação, após o alinhamento dos alunos, o professor comandará ‘Seiza’! (sentar-se).
1 – Kamiza – local elevado; o local onde fica o retrato do fundador ou outros adornos, uma espécie de altar. É o 
lugar onde o professor (Sensei) se coloca.
2 – Shimoza – o local onde os alunos com graduação kyū (faixas coloridas) perfilam em ordem de faixas.
3 – Jōseki – é o local onde os alunos yūdansha (faixas pretas) se sentam.
4 – Shimozeki – é a extremidade contrária ao Jōseki, onde os alunos mais novos devem estar.
Da mesma forma que no cumprimento em pé (ritsu-rei), quando o za-rei é realizado, são pronunciados os 
mesmo comandos: Shōmen-ni-rei (saudação ao fundador ou ao público), Sensei-ni-rei (saudação ao professor) 
e Otagai-ni-rei (saudação entre todos os presentes). A primeira flexão é feita em silêncio e as outras duas são 
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Professor Mestre Tiago Oviedo Frosi - 3º Dan JKS - CREF 16973-G/RS
13. Ensinar faz parte do seu treinamento. 
Compartilhe seus conhecimentos com os 
juniores que pedirem ajuda e o progresso de 
toda a turma será o seu também. Quando 
estiver no papel de aluno mais adiantado 
e mais graduado dê seu máximo para ser 
o melhor exemplo possível. O papel dos 
senpai é puxar o nível da turma como bom 
exemplo, e ensinar é papel do Sensei e do 
Shihan-dai (auxiliar do mestre, quando este 
estiver presente). Quando estiver treinando 
concentre-se e fique presente e alerta 
(estado mental conhecido como Zanshin), isso 
depende diretamente de estar focado em si, 
sem olhar para os lados copiando ou corrigindo 
os outros.
14. Não perambule pelo Dōjō: deverá estar 
praticando, ou se necessário, sentado 
formalmente à espera da sua vez.
15. Se por alguma razão for absolutamente 
necessário fazer uma pergunta ao Sensei, vá 
até ele (nunca o chame, muito menos pelo 
nome), curve-se respeitosamente e espere o 
seu consentimento.
16. Quando estiver recebendo instruções pessoais 
durante a aula, sente-se em seiza e observe 
atentamente. Faça uma reverência ao Sensei 
quando ele terminar. Se o Sensei estiver 
instruindo outro aluno, você pode suspender a 
prática a fim de observar. Sente-se em seiza e 
faça uma reverência quando ele terminar.
17. Durante a aula não deixe o Dōjō a todo 
instante, pois você interrompe sua 
concentração e a dos outros, demonstrando 
uma falta de respeito pelo professor, pelos 
parceiros e pelolocal que o Dōjō representa. 
Saia apenas quando receber autorização do 
professor.
18. No início e no fim de cada técnica, curve-se 
(hitsu-rei) em cumprimento ao parceiro.
seguidas da verbalização ‘Osu’!
Após a realização do ritual, o professor comanda ‘Tate’! (levantar-se). Depois de todos os alunos colocarem-
se em pé, é feita uma última vez uma saudação ritsu-rei.
Significado das Saudações no Ritual de Abertura e Fechamento da sessão de treinamento:
1ª Saudação: na direção principal (shōmen) destinada ao fundador ou ao público presente: Shōmen-ni Rei (em 
silêncio) – tem como intenção honrar a origem cultural da prática (Japão e todos os mestres que trabalharam 
para desenvolver a arte), lembrando o praticante de um compromisso maior do que si e do que o grupo ao qual 
pertence (compromisso transpessoal, que vai além de seus interesses). Na presença de um oratório (kamidana) 
a vocalização “Shomen-ni-rei” é substituída por “Shinzen-ni-rei”.
2ª Saudação: ao professor: Sensei-ni Rei (todos respondem ‘Osu’) – tem como intenção honrar aquele que 
está liderando a prática naquele momento e a quem se aceita contrair dívida moral de respeito, obediência e 
lealdade (On). Lembra o praticante do seu compromisso com seu grupo/Dōjō.
3ª Saudação: mútua: Otagai-ni Rei (todos respondem ‘Osu’) – lembra a todos que mesmo diante da 
formalidade das relações sensei-seito e senpai-kohai, todos são iguais.
C) Sa-za-u-ki - forma correta de sentar e levantar
No Karate, como em outras artes marciais japonesas, o modo correto de sentar e levantar é muito importante, 
fazendo parte do ritual de início e término dos treinamentos. É um conhecimento que demonstra não apenas 
o respeito pelas tradições e pelos colegas, mas também o refinamento da etiqueta pessoal, junto de todos os 
outros cuidados já citados que vem sendo cultivado desde o período dos primeiros guerreiros do Japão.
Para sentar, o pé esquerdo é levado atrás, colocando-se primeiro o joelho esquerdo no chão. Depois disso o 
joelho direito repousa no solo, e se senta sobre os calcanhares, com as pontas dos hálux se tocando (direito 
sobre o esquerdo). 
Os homens devem sentar com os joelhos afastados (espaço de três punhos), repousando as palmas das mãos 
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19. Esteja atento para que o seu Karategi - 
uniforme - esteja limpo (sem o mau cheiro 
característico de algumas outras práticas). 
Respeite o seu material de treinamento e 
demonstrará nível avançado de conhecimento 
da arte através de um ótimo Chaku-
sō (cuidado com seu material e com os 
equipamentos do Dōjō).
20. Se você tem uma graduação, tem também 
responsabilidade correspondente.
sobre as coxas, com as pontas dos dedos para dentro.
 As mulheres, por sua vez, posicionam os joelhos de forma que os mesmos se toquem e apontem para frente, 
repousando as mãos sobre os joelhos com as pontas dos dedos para frente.
Para levantar, o joelho direito é erguido antes e no movimento de levantar é que o joelho esquerdo é erguido e o 
pé alinhado com o direito. Deve-se voltar exatamente para a posição em que se começou.
21. O Dōjō é como uma família, não como 
um pelotão militar. Todos devem crescer 
juntos. As competições e os cursos são 
os momentos de demonstrar o orgulho e 
a fraternidade do grupo, portanto faça o 
possível para representar bem seu Dōjō nos 
eventos, participando do máximo de desafios 
e momentos de aprendizado que puder. 
Nessas oportunidades dê seu melhor e apoie 
seus colegas. Eventos são oportunidades de 
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testar seu nível de desenvolvimento e de 
aumentar a confiança entre os membros de 
equipe.
22. Procure chegar ao início da sessão de 
treinamento (keiko) e só saia no término. 
Com o tempo perceba que você está em 
treinamento permanente (shūgyo), mesmo 
enquanto caminha pela rua ou ainda quando 
respira.
23. O Dōjō deve ser varrido todos os dias, antes 
e após a aula. É de responsabilidade de todos 
D) A hierarquia do Dōjō
- Seito: estudante. Quem recebe instruções do professor e dedica seu esforço e respeito ao treinamento.
- Sensei: O professor. É o responsável pela transmissão dos conhecimentos dentro do Dōjō e soberano do 
local. Não existe autoridade superior ao sensei dentro do Dōjō, na antiguidade, mesmo o Imperador devia 
respeitar esta premissa.
- Shihan: mestre/modelo, um notável professor de alta graduação e responsável por grandes contribuições ao 
Karate em sua carreira. Geralmente possuem muitos alunos com o status de Sensei.
- Shoshinsha: principiante, é o aluno que está experimentando as classes (Kyu). Seu grande objetivo é atingir 
altos níveis de concentração no treino, observando as instruções do Sensei, permanecendo sempre atento às 
atitudes dos senpai e auxiliando seus kōhai quando solicitado no tempo livre. Nomenclatura aplicada a qualquer 
um que está estudando com um professor.
- Mukyu (sem classe/sem Kyu - faixas brancas); Mudansha (sem grau/sem Dan); Dangai (abaixo de Dan).
- Yūdansha: faixas-pretas graduados até o 5º Dan. Na ausência do Sensei devem guiar os treinamentos, e 
sendo senpai devem auxiliar os mais novos sempre que possível e quando forem solicitados.
- Kuroobi (faixa-preta)
- Kodansha: faixas-pretas graduados a partir do 6º Dan. Especialistas na arte, geralmente são responsáveis pelo 
grupo de uma região ou país.
- Kohakuobi (faixa vermelha e branca); Akaiobi (faixa vermelha)
- Kōhai: júnior, é o aluno mais novo, que começou depois. Deve respeitar profundamente os mais antigos e 
observá-los no treinamento.
- Dōhai: companheiro, é o aluno que começou ao mesmo tempo. Deve respeitar profundamente os mais antigos 
e observá-los no treinamento, ajudar os juniores e trabalhar junto com os colegas que tem mesmo tempo de 
prática.
- Senpai: é o aluno mais antigo. Deve sempre que possível auxiliar os mais novos (kōhai) durante os 
treinamentos (mas nunca de forma impertinente), mantendo espírito de respeito e disciplina exemplares, pois é 
observado pelos novatos.
- Taishō (capitão - de uma equipe)
manterem o Dōjō sempre limpo. Ofereça-
se para auxiliar seu professor nessa tarefa, 
tenha cuidado para não sujar ou bagunçar o 
ambiente, deixe seus calçados na entrada do 
Dōjō, circule pelo interior de chinelos (zori) 
e não use qualquer tipo de calçados sobre o 
Shiai-jō (a área de treino/disputa).
24. Nada de comida, bebida, ou goma de mascar 
no Dōjō durante a prática. O Dōjō é como a 
sua segunda casa, tenha a consciência de 
auxiliar ao máximo em sua conservação.
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PASSOS DO RITUAL DE INÍCIO E FIM
DA SESSÃO DE TREINAMENTO
Shugō! - Alinhar!
Ki Ō Tsuke! - Atenção! 
Seiza! - Sentar-se! 
Mokusō! - Meditar em silêncio! 
Mokusō Yame! - Parar a meditação! 
Shōmen ni Rei! - Saudação na direção principal!
Opt.: Shinzen ni Rei! - Saudação ao altar! - 
quando existe um kamidana no Dōjō
Sensei ni Rei! - Saudação ao professor!
Opt.: Senpai ni Rei! - Saudação ao sênior! - 
quando o professor está ausente
Otagai ni Rei! - Saudação mútua!
Tate! - Em pé!
Yōi! - Entrar em Posição! - espalhar-se para a 
prática do taisō (ginástica inicial)
Opt.: Osu! (pronúncia = oss!) - quando o 
treinamento está encerrado
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PASSOS DO RITUAL DE INÍCIO E FIM
DA SESSÃO DE TREINAMENTO
Dōjō - Sala de treinamento, literalmente “lugar do Caminho”.
Kamiza - Local elevado (ondefica o professor e Shōmen - direção principal)
Shiai-jō - Área de Disputa/Treinamento
Kotō - Quadra
Tatami - cada um dos “colchões”
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OSU NO SEISHIN
(押忍の精神)
O comportamento opressor não deve ser 
confundido com a rispidez moderada usada 
por inúmeros professores do Budō. Há certos 
comportamentos rígidos que tem a ver com 
a ideia de “Compaixão Raivosa” oriunda do 
budismo. A “compaixão raivosa” é uma das cinco 
formas de compaixão segundo essa tradição, 
e sua forma é exemplificada pela metáfora da 
mãe que ralha com o filho pequeno que estava 
a ponto de puxar o cabo de uma panela sobre 
o fogão com cozido quente. A mãe, nessa 
situação, fala agressivamente com a criança, 
mas sua intenção é protegê-la das queimaduras, 
impedindo um acontecimento negativo. 
Por essa razão, muitos Dōjō expõe um quadro 
com 押忍の精神 - espírito do Osu. Osu 
(pronúncia = oss) remete à ideia de que nos 
esforçaremos a cada instante mesmo sob o 
pesado treinamento e o “clima pesado” que 
paira no Dōjō. Também os militares japoneses 
(especialmente da Marinha) usavam o Osu como 
saudação, para honrar seu compromisso com o 
“espírito guerreiro” e se manterem focados no 
objetivo delineado. Além disso, é uma saudação 
que se tornou corrente entre grupos de jovens 
japoneses (do sexo masculino) com o intuito de 
reforçar a “masculinidade”.
Obviamente nossa realidade não é a mesma 
do Japão, mas devemos estar atentos e ter 
amor próprio. A atitude descortês de muitos 
professores não é apropriada a um professor de 
Karate-Dō, e é preciso haver um equilíbrio entre 
autoridade e cortesia constantes. Muitas vezes 
confundimos a atitude de homens que acham 
que o Dōjō é uma extensão de suas experiências 
no exército ou ainda assistindo a filmes de 
guerreiros espartanos ou da idade média como 
sendo o comportamento adequado ao “Guerreiro 
Samurai”, e isso está muito longe da realidade. 
O significado do “clima pesado” que às vezes se 
estabelece é de criar uma atmosfera de pressão 
que proporcione a capacidade de resistir ao 
descontrole emocional. Entende-se que assim, se 
ajudará o praticante a lidar melhor com situações 
de pressão e perigo quando acontecer um evento 
de defesa pessoal. Essa é uma forma de treinar 
o “espírito” - Shin e nunca deve ser confundida 
com respaldo à violência.
Karate-Dō deve ser alicerçado em respeito, e 
ele começa, sem sombra de dúvida, no exemplo 
dado pelo Sensei o tempo todo, respeito é algo 
que precisa transparecer e emanar das atitudes 
do professor. O desenvolvimento do caráter 
no Karate-Dō, que está gravado no Dōjō kun, 
é um elemento básico que não deve estar só 
num quadro da parede, deve estar nas pessoas. 
Como nos lembra a antropóloga americana 
Angeles Arrien, o Guerreiro é aquele cujas 
atitudes e a disciplina estão alinhadas com suas 
palavras, ações e valores. A cortesia e o respeito 
precisam estar presentes em todos no espaço 
de prática, e outras formas de comportamento 
são distorções do que se espera da etiqueta 
japonesa. 
“Osu no Seishin” é antes de tudo, portanto, um 
espírito de suportar qualquer tipo de pressão 
mental. É esforçar-se ao máximo para realizar 
seu objetivo, no Dōjō ou na vida diária.
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REFERÊNCIAS
ANDREATTA, Denis Augusto Cordeiro. Portal Manabu no Karate-Do. Disponível em: <www.
manabunokaratedo.esporteblog.com.br>. Acesso em 07 jul. 2009.
ARRIEN, Angeles. O Caminho Quádruplo: trilhando os caminhos do Guerreiro, do Mestre, do 
Curador e do Visionário. São Paulo: Ágora, 1998.
BULL, Wagner. Aikido: o caminho da sabedoria. São Paulo: DAG Gráfica e Editorial, 1988. 354 p.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FROSI, Tiago Oviedo. Introdução ao Karate Shotokan. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande 
do Sul/Gênese Editora, 2015. 155 p.
FUNAKOSHI, Gichin. Os vinte princípios fundamentais do Karatê: o legado espiritual do Mestre. 
São Paulo: Cultrix, 2005.
FUNAKOSHI, Gichin. Karatê-Do, meu modo de vida. São Paulo: Cultrix, 2000.
GOULART, Joseverson. Portal Judô Fórum. Disponível em: <http://judoforum.com/blog/joseverson/>. 
Acesso em 15 jul 2009.

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