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FARMÁCIA BACHARELADO ANÁLISES E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS - NOTURNO ll. REAÇÃO DE CARAMELIZAÇÃO Karoline Lima RA: 16843 TABOÃO DA SERRA Março/2020. l. TÍTULO Reação de Caramelização em Meio Ácido, Básico e Neutro. ll. INTRODUÇÃO Para que reações ocorram há necessidade da presença de alguns fatores combinados como temperatura, tempo, umidade, meio ácido ou alcalino e componentes dos alimentos mais susceptíveis a participarem da reação. A sacarose pura, aquecida diretamente, funde a 160ºC (derrete) torna-se amarela e depois marrom claro. Neste ponto se adiciona água, por exemplo, para preparo de caldas, ou leite para preparo de leite caramelizado. A reação de caramelização é uma resposta não enzimática que envolve a degradação de açúcar na ausência de aminoácidos, não requer nem oxigênio nem compostos de nitrogênio, ocorrendo em pH ótimo de 3.0 a 9.0, mantém-se estável em temperaturas intermediárias, mas em temperaturas altas, esses açúcares são pirolisados, resultando em diversos produtos usados em alimentos ou bebidas. lll. OBJETIVO Verificar a formação da caramelização, da sacarose em diferentes phs/meios, assim como comparar velocidade de escurecimento, viscosidade, coloração e aroma nos diferentes phs. lV. MATERIAIS E REAGENTES ● Bastão de vidro; ● Manta de aquecimento; ● Balança analítica; ● Espátula; ● 3 Béquer 100 ml; ● Capeta pisseta; ● Meio 1; ● Meio 2; ● Meio 3; ● Sacarose; V. MÉTODOS a. Em cada béquer de 100ml, pesar 3 amostras de 10g de sacarose. b. Identificar cada béquer. c. Adicionar 20 mL do Meio 1 no béquer 1. d. Adicionar 20 mL do Meio 2 no béquer 2. e. Ao terceiro béquer, adicione 20 mL do Meio 3. f. Aquecer os três béqueres na manta de aquecimento. Agitar até completa dissolução da sacarose. g. Continuar o aquecimento e marque o tempo até o início do escurecimento. h. Continue a aquecer por mais 2 minutos. i. Compare o aroma, a cor, viscosidade e a velocidade de escurecimento. j. Anotar e comparar os resultados. Vl. FLUXOGRAMA Vll. RESULTADOS Após o fim das reações de caramelização com os 3 Meios desconhecidos, observa-se conforme a tabela abaixo que as amostras sofreram a reação de caramelização em tempos desiguais e obtiveram características diferentes: BÉQUERES Tempo de caramelização: Viscosidade: Aroma: Coloração: Meio: BÉQUER 1 8 minutos Menos Fraco Claro Básico BÉQUER 2 18 minutos Mais Forte Escuro Neutro BÉQUER 3 4 minutos Médio Médio Médio Ácido Vlll. DISCUSSÃO ● Béquer 1: O béquer de número 1 foi o segundo a iniciar a reação de caramelização exatamente às 20 horas e 8 minutos, quando o relógio marcou 20 horas e 11 minutos começou a ferver e permaneceu na manta com temperatura ≅ 150°C até 20 horas e 16 minutos. Com base em suas características finais em relação a viscosidade, aroma e coloração considero que o Meio utilizado para obter esse resultado foi Básico. ● Béquer 2: O béquer de número 2 foi o primeiro a iniciar a reação de caramelização exatamente às 19 horas e 50 minutos, quando o relógio marcou 20 horas e 4 minutos começou a ferver e permaneceu na manta com temperatura ≅ 150°C até 20 horas e 8 minutos. Com base em suas características finais em relação a viscosidade, aroma e coloração considero que o Meio utilizado para obter esse resultado foi o Neutro. Acredito que o tempo desta reação tenha sido mais longo, por se tratar do Meio Neutro e com relação também ao ser o primeiro e a manta não estivesse na temperatura ideal estendendo assim o tempo da reação. ● Béquer 3: O béquer de número 3 foi o último a iniciar a reação de caramelização exatamente às 20 horas e 17 minutos, quando o relógio marcou 20 horas e 20 minutos começou a ferver e permaneceu na manta com temperatura ≅ 150°C até 20 horas e 21 minutos. Com base em suas características finais em relação a viscosidade, aroma e coloração considero que o Meio utilizado para obter esse resultado foi o Ácido. lX. CONCLUSÃO Conclui-se que os diferentes Meios utilizados, sendo eles, ácido, básico e neutro com diferentes pH exerce total intervenção quanto ao resultado final, alterando assim o tempo, viscosidade, aroma e coloração da amostra. Sendo assim, podemos observar se tratam de reações auto catalisadas pela eliminação de água, além de aceleradas pela umidade e calor. lX. QUESTIONÁRIO 1. Por que foram adicionadas as soluções de HCl e de NaOH na caramelização? R: Ao adicionar HCl (ácido clorídrico) para preparar a caramelização obtemos uma caramelização em meio ácido, onde não possui sabor e nem odor. Adicionando NaOH obtemos uma caramelização em meio alcalino, onde possui um odor de doce suave. O corante caramelo possui várias aplicações no ramo alimentício, e dependendo do objetivo é escolhido o meio da qual a sacarose será preparada. 2. Pesquise na literatura qual aplicação na indústria alimentícia dos produtos de caramelização em pH’s diferentes. Como citado na questão anterior o corante caramelo é utilizado para a preparação de diferentes produtos e o meio em que a sacarose será preparada é fundamental para o resultado. O corante caramelo possui quatro tipos classes: Classe I, composta pelo caramelo simples ou caramelo cáustico, preparado pelo tratamento térmico controlado de carboidratos com álcali ou ácido; Classe II, composta pelo caramelo sulfito cáustica, preparada pelo tratamento térmico controlado de carboidratos com compostos contendo sulfito; Classe III, composta pelo caramelo amônia ou caramelo beer, preparado pelo tratamento térmico controlado de carboidratos com compostos de amônia; Classe IV, composta pelo caramelo sulfito amônia ou caramelo soft drink, preparado pelo tratamento térmico controlado de carboidratos com compostos de amônia e de sulfitos. O corante caramelo é o corante alimentício mais utilizado em alimentos industrializados, sendo aplicado em uma grande variedade de alimentos e bebidas. Dependendo da classe do corante caramelo, são indicados para distintas aplicações, tais como sobremesas e molhos (classe I); licores (classe II); cerveja, produtos de panificação e confeitaria (classe III); refrigerantes, sopas e alimentos para animais (classe IV). lX. REFERÊNCIAS ADITIVOS & INGREDIENTES. Caramelo em pó e líquido. Disponível em: https://aditivosingredientes.com.br/upload_arquivos/201611/201611067755800 1478179178.pdf. Acesso em: 25/03/2020. ARAÚJO, J. M. Química de alimentos -Teoria e prática. Viçosa, imprensa universitária, Universidade Federal d e Viçosa , 1999. OETTERER, Marília. Escurecimento não enzimático.2006 / Disponível em:http://www.esalq.usp.br/departamentos/lan/pdf/Quimica. Acesso em: 26/03/2020. https://aditivosingredientes.com.br/upload_arquivos/201611/2016110677558001478179178.pdf https://aditivosingredientes.com.br/upload_arquivos/201611/2016110677558001478179178.pdf http://www.esalq.usp.br/departamentos/lan/pdf/Quimica